A última conexão – Peça em um ato

Clayton Alexandre Zocarato estreia a dramaturgia no ROL em um sensível manifesto sobre os nós do amor na era do MSN

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato

Uma Nova Cortina se Abre no Jornal ROL!

O Jornal ROL abre suas cortinas digitais para uma estreia absoluta em suas páginas: a dramaturgia. Pela primeira vez, trazemos aos nossos leitores uma peça teatral contemporânea, escrita pelo talentoso colunista e autor Clayton Alexandre Zocarato.

Em “A última conexão – Peça em um único ato”, somos transportados em uma cápsula do tempo até o ano de 2006. Embalados pelos sons de Hoobastank e Avril Lavigne, reencontramos a atmosfera nostálgica dos primórdios da internet discada e das janelas de conversa do MSN.

Contudo, por trás do cenário que marcou uma geração, o autor costura um diálogo profundamente maduro e atemporal. Cruzando as angústias do amor juvenil com as vozes de grandes pensadores como Platão, Erich Fromm e Roland Barthes, a obra nos convida a refletir sobre os limites do afeto, as armadilhas das expectativas virtuais e a coragem necessária para se desatar de nós que já não nos prendem.

Acomode-se na poltrona, imagine o som da chuva ou dos carros lá fora e permita-se vivenciar este belíssimo ato.

Sala de apartamento em 2006 à noite, com monitor antigo de computador exibindo janela do MSN Messenger iluminando o ambiente nostálgico.
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Personagens:

LIA, vinte e poucos anos, estudante de Letras.

MIGUEL, vinte e poucos anos, estudante de Filosofia e amigo de Lia.

CLARA, amiga dos dois, prática e observadora.

Cenário:

Uma sala pequena de apartamento, em São Paulo, no ano de 2006. Há um computador de mesa ligado à internet discada, uma pilha de CDs gravados, um telefone celular antigo, uma caneca de café frio e um aparelho de som. Pela janela, ouvem-se carros e, ao longe, o barulho de uma festa. No computador, a janela do MSN está aberta. A música “The Reason”, da banda Hoobastank, toca baixinho no aparelho de som. Nenhuma letra é reproduzida.

LIA está sentada diante do computador. Digita uma mensagem, apaga, torna a digitar. MIGUEL está no chão, encostado ao sofá, folheando um livro. CLARA entra com três copos de refrigerante.

CLARA: Se você apagar essa mensagem mais uma vez, o computador vai achar que está sendo rejeitado também.

LIA: Ele pelo menos não vai entender errado.

MIGUEL: Talvez entenda. As máquinas também têm seus dramas. A diferença é que não mandam mensagem às duas da manhã perguntando por que a gente sumiu.

LIA: Engraçado. Você diz isso como se nunca tivesse feito.

MIGUEL: Eu mandei uma mensagem uma vez.

CLARA: Uma vez por noite, durante duas semanas.

MIGUEL: Eu estava filosoficamente inquieto.

LIA: Você estava apaixonado.

MIGUEL: São estados parecidos, mas nem sempre compatíveis.

CLARA: E você, Lia, vai mandar ou não?

LIA: Não sei o que escrever.

CLARA: A verdade costuma ser um começo razoável.

LIA: “Oi, André. Eu gosto de você, mas percebi que talvez você só goste de mim quando está entediado.” Parece agressivo.

MIGUEL: Parece específico.

LIA: Ele aparece quando quer conversar, me conta tudo, pergunta o que eu penso, diz que sou importante. Aí, quando eu pergunto se a gente pode ser alguma coisa, ele diz que não quer estragar a amizade.

CLARA: E você acredita?

LIA: Acredito que ele não quer ficar comigo. O resto é que eu não consigo entender.

MIGUEL: Às vezes, não existe um resto escondido. Às vezes, a resposta é dolorosamente simples.

LIA: Eu sei. Só queria que ele dissesse isso sem me deixar esperando em frente a uma janela do MSN. O status dele ficou “ausente” há três horas. Eu sei que é ridículo, mas fico olhando.

CLARA: Não é ridículo. É triste, que é diferente.

LIA: A pior parte é que eu comecei a calcular. Se eu responder rápido, pareço desesperada. Se demorar, talvez ele ache que não me importo. Se eu não mandar nada, talvez sinta minha falta. Eu estou tentando transformar o amor numa estratégia de horário.

MIGUEL: Como se o coração fosse uma prova de múltipla escolha e a gente só precisasse marcar a alternativa certa.

CLARA: E, mesmo assim, você está estudando para a prova.

LIA: Estou. Porque não quero perdê-lo.

MIGUEL: Você já sabe que não tem o que perder?

LIA: Tenho a amizade.

CLARA: Tem a amizade que existe ou a amizade que você espera que um dia vire outra coisa?

LIA fica em silêncio. A música termina. O aparelho de som passa para outra faixa: “Complicated”, de Avril Lavigne.

LIA: Às vezes eu penso que ele gosta de mim, só não sabe dizer. Ele tem medo. Talvez eu esteja sendo injusta.

MIGUEL: Pode ser. Mas existe uma diferença entre tentar compreender alguém e construir, sozinha, uma explicação que mantenha você presa.

LIA: Você fala como se fosse fácil.

MIGUEL: Não é. Eu passei um ano gostando de uma pessoa que me dizia que eu era “especial”. Eu achei que “especial” significava “escolhido”. Depois descobri que, para ela, significava “amigo que conserta o computador”.

CLARA: Você consertou?

MIGUEL: Consertei. O computador. Não a situação.

LIA: E o que você fez?

MIGUEL: Fiquei triste. Depois parei de fingir que a tristeza era uma prova de amor.

LIA: Como assim?

MIGUEL: Eu achava que, se doesse muito, então era verdadeiro. Como se sofrer fosse uma espécie de certificado. Mas sofrimento não prova que alguém nos ama. Às vezes, só prova que estamos tentando segurar uma coisa que o outro não está segurando.

CLARA: Erich Fromm escreveu que amar não é apenas sentir; é também uma prática, uma capacidade que envolve cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento. Não é uma fórmula para obrigar alguém a corresponder. É quase o contrário: amar alguém também é reconhecer que essa pessoa pode não nos escolher.

LIA: Reconhecer isso não faz parar de doer.

CLARA: Não. Só impede que a dor vire desculpa para continuar pedindo uma coisa que o outro não quer dar.

MIGUEL: Platão, no Banquete, apresenta o amor como desejo que nos move em direção à beleza e ao que julgamos bom. Mas, quando a gente se apaixona, às vezes põe toda a beleza numa pessoa só. Ela vira o céu inteiro. Então, se ela fecha a janela, parece que acabou o universo.

LIA: É fácil falar de beleza quando não é você esperando uma resposta.

MIGUEL: Você tem razão. Platão não está aqui para olhar o status do André.

CLARA: E talvez o problema nem seja pensar no amor como algo que nos eleva. O problema é esquecer que a pessoa amada não é uma ideia. É alguém real, com desejos próprios, limites, contradições e o direito de não sentir o mesmo.

LIA: Eu transformei o André numa resposta.

CLARA: Talvez. Você vê nele o que ele faz, mas também o que espera que ele venha a fazer.

LIA: Quando ele me liga, eu sinto que sou a pessoa mais importante do mundo. Quando some, fico achando que não sou nada.

MIGUEL: É muito poder para uma pessoa só receber.

LIA: Eu não queria dar esse poder. Aconteceu.

CLARA: Aconteceu porque você é humana. Mas agora pode escolher o que faz com isso.

LIA: E se eu escolher errado?

MIGUEL: Vai doer também. A vida não oferece uma escolha sem risco, só escolhas que a gente consegue sustentar.

LIA: Você ainda acredita no amor romântico?

MIGUEL: Acredito que ele existe. Só não acho que seja uma espécie de destino que absolve tudo. Tem gente que usa “amor” para justificar ciúme, invasão, controle, promessa quebrada. Como se sentir muito desse o direito de fazer qualquer coisa.

CLARA: O amor romântico pode ser bonito, mas não é automaticamente justo. A gente cresceu vendo histórias em que insistir vira prova de amor e o “não” da outra pessoa vira obstáculo a ser vencido. Na vida real, um “não” não é o primeiro capítulo de uma perseguição. É um limite.

LIA: Mas e o amor platônico? Todo mundo fala como se fosse um amor puro, sem interesse, quase superior.

MIGUEL: “Platônico” virou nome para gostar de alguém que não corresponde. Mas isso não é exatamente o que Platão quis dizer. O amor filosófico não precisa ser um amor distante, impossível, sem corpo. Pode ser um desejo que nos faz sair de nós mesmos e buscar compreender o outro e o mundo.

CLARA: Só que, às vezes, chamamos de “platônico” aquilo que não conseguimos viver de verdade. A distância parece segura. A pessoa fica perfeita porque não precisa dividir a pia, cancelar planos, ter mau humor ou dizer que não quer nada com a gente.

LIA: Então o amor imaginado é mais fácil?

CLARA: Mais controlável. Não necessariamente mais bonito.

MIGUEL: Roland Barthes, em Fragmentos de um discurso amoroso, observa como quem ama vive interpretando sinais: a demora, a palavra, a ausência, o ponto final de uma mensagem. Olha para uma tela e tenta descobrir nela o próprio valor.

LIA: Parece que ele escreveu sobre o MSN.

MIGUEL: Escreveu antes. O sofrimento é antigo; a tecnologia só mudou o cenário.

CLARA: Antes, a pessoa esperava o telefone tocar. Agora espera o sinal de “digitando”.

LIA: E, quando aparece, o coração dispara. Aí a mensagem some. A pessoa desiste de escrever e você passa cinco minutos imaginando o que quase foi dito.

MIGUEL: O silêncio sempre teve espaço para a imaginação. A internet só colocou um relógio ao lado dele.

CLARA: E uma lista de contatos para você conferir se a pessoa está online com todo mundo, menos com você.

LIA: Quando ele aparece online e não fala comigo, parece que está escolhendo não me escolher diante dos meus olhos.

MIGUEL: Essa frase é terrível.

LIA: Mas é o que parece.

CLARA: O sentimento é real. A conclusão talvez não seja toda a realidade.

LIA: Como é que separa uma coisa da outra?

CLARA: Não separa de uma vez. Você pergunta o que sabe e o que está imaginando. Sabe que ele não quer uma relação? Ele já disse isso?

LIA: Disse que não quer namorar agora.

MIGUEL: E disse que quer ficar com você?

LIA: Não.

CLARA: Então há uma resposta, ainda que não seja a que você gostaria.

LIA: Eu queria que ele tivesse coragem de ser direto.

MIGUEL: Talvez também precise de coragem para ouvir o que ele já está dizendo.

LIA: Você sempre consegue transformar uma frase cruel em uma frase inteligente.

MIGUEL: É um mecanismo de defesa. Minha mãe chama de “falar difícil para não chorar”.

CLARA: A minha chama de “pegar o copo e lavar depois”.

LIA ri, pela primeira vez. O telefone toca. Ela olha para o aparelho, mas não se mexe.

CLARA: Não vai atender?

LIA: Não é ele. Ele mandaria mensagem.

MIGUEL: E se fosse?

LIA: Eu atenderia. É isso que me assusta.

CLARA: Você não precisa fingir indiferença. Só precisa decidir o que aceita.

LIA: Eu aceito conversar. Aceito gostar dele. Não aceito continuar me oferecendo em parcelas, esperando que um dia ele perceba que já me tem inteira.

MIGUEL: Isso parece uma frase que você deveria escrever.

LIA: Parece uma frase que eu queria acreditar.

CLARA: Então comece por ela.

LIA: E se eu perder a amizade?

CLARA: Talvez você perca a fantasia de que a amizade está equilibrada. Isso não é a mesma coisa.

LIA: Você acha que eu devo mandar a mensagem?

CLARA: Acho que você deve escrever o que precisa dizer sem tentar controlar a resposta.

MIGUEL: E sem colocar a responsabilidade pela sua vida inteira nas mãos dele.

LIA: Vocês são péssimos conselheiros. Ninguém está prometendo que vai dar certo.

CLARA: Conselheiro bom não promete final feliz. Só tenta evitar que você se abandone para manter alguém por perto.

LIA volta ao computador. A janela do MSN continua aberta. Ela começa a digitar, mas dessa vez não apaga. Lê em voz alta enquanto escreve.

LIA: “André, gosto de você e queria uma relação que fosse mais clara e recíproca. Entendi que você não quer isso comigo. Não estou escrevendo para mudar sua resposta. Preciso me afastar um pouco, porque continuar esperando está me fazendo mal. Espero que você compreenda.”

MIGUEL: É honesto.

CLARA: E não acusa.

LIA: Nem implora.

MIGUEL: Você pode ainda querer que ele responda “esperei a vida inteira por isso”.

LIA: Posso. Não sou uma estátua de sabedoria. Uma parte de mim ainda quer que ele leia e perceba que me ama.

CLARA: Não precisa expulsar essa parte. Só não deixe que ela escreva a mensagem por você.

LIA posiciona o cursor sobre o botão de enviar. Hesita.

LIA: Amar alguém é aceitar que ele seja livre?

MIGUEL: Também. E aceitar que você seja livre para sair.

CLARA: O amor real não é menos bonito por ter limites. Talvez seja mais difícil justamente porque o outro não existe para completar a nossa história do jeito que imaginamos.

LIA: Então o amor filosófico seria aprender a amar sem transformar o outro em propriedade?

MIGUEL: E o amor romântico, quando amadurece, talvez seja tentar viver isso sem apagar o desejo, o corpo, o ciúme, a insegurança. Não deixar que essas coisas governem tudo, mas também não fingir que elas não existem.

CLARA: Amar não é ser perfeitamente generoso. É perceber quando o medo está falando por nós e tentar não fazer do outro refém desse medo.

LIA: E ser rejeitado?

MIGUEL: É descobrir que alguém não pode ou não quer caminhar com você. Não é descobrir que você não merece ser amada.

LIA: Eu sei que essa frase é verdadeira. Só ainda não consigo senti-la.

CLARA: Tudo bem. Às vezes, a gente precisa atravessar uma verdade antes de conseguir morar nela.

LIA respira fundo e clica em “enviar”. O computador faz um ruído discreto. Ela continua olhando para a tela, mas não atualiza o status de André.

LIA: Foi.

MIGUEL: Foi.

CLARA: E agora?

LIA: Agora não sei.

CLARA: Essa é uma resposta honesta.

LIA: Eu pensei que, quando mandasse, ia me sentir corajosa.

MIGUEL: E se sentir triste não cancela a coragem.

LIA: Eu queria que amor fosse uma coisa simples. Duas pessoas se encontram, gostam uma da outra e pronto.

CLARA: Às vezes acontece. Mas mesmo aí tem conta para pagar, família para visitar, mau humor, medo, trabalho, silêncio. O amor não tira a gente do mundo. Acontece dentro dele.

MIGUEL: E o mundo dos anos 2000 está cheio de novidades que prometem aproximar todo mundo. Celular, MSN, Orkut, mensagens a qualquer hora. Mas estar conectado não é o mesmo que estar junto.

LIA: A gente vê a pessoa online e acha que tem acesso a ela.

CLARA: A tela mostra presença. Não promete intimidade.

MIGUEL: E uma foto no Orkut não revela a vida inteira de ninguém. Só mostra o que a pessoa escolheu colocar ali.

LIA: Como uma versão melhorada de nós mesmos.

CLARA: Ou uma versão que espera ser escolhida.

LIA: Talvez eu também tenha feito isso. Tentei ser a pessoa que ele queria: ouvi as bandas de que ele gostava, fingi não me importar quando ele cancelava, respondi “tudo bem” quando não estava tudo bem.

MIGUEL: Para ser amada, você tentou ficar fácil de amar.

LIA: E esqueci de perguntar se eu ainda gostava de mim daquele jeito.

CLARA: Essa é a pergunta que muda a conversa.

LIA: Não sei se vou conseguir me afastar.

MIGUEL: Você não precisa resolver o resto da vida hoje. Só não precisa desfazer o que acabou de dizer por causa de cinco minutos de saudade.

LIA: Você acha que o amor pode voltar depois de uma rejeição?

MIGUEL: Pode nascer outra coisa. Pode continuar existindo carinho. Pode haver amizade, se os dois conseguirem construí-la sem usar o outro como sala de espera. Mas não dá para exigir que o sentimento obedeça a um plano.

CLARA: E não dá para chamar qualquer vínculo de amizade só para não admitir que ainda espera mais.

LIA: Vocês estão acabando com todas as minhas ilusões.

MIGUEL: Estamos tentando não acabar com você junto.

LIA se afasta do computador. Vai até o aparelho de som e troca o CD. Começa “Amor I Love You”, de Marisa Monte. Ela sorri, mas não canta.

CLARA: Essa música ainda funciona.

LIA: Funciona porque parece que alguém sabe seu fim…

Clayton Alexandre Zocarato

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Esse Show Poderia Ter Sido um E-mail

Teatro AXIA Casa Grande recebe Luana Zucoloto com o espetáculo ‘Esse Show Poderia Ter Sido um E-mail’

A humorista Luana Zucoloto no palco,  falando ao microfone
Banner do espetáculo ‘ Esse Show Poderia Ter Sido um E-mail’ – Divulgação

O Teatro AXIA Casa Grande recebe a humorista, atriz e criadora de conteúdo Luana Zucoloto com o espetáculo Esse Show Poderia Ter Sido um E-mail, uma comédia que transforma as situações — muitas vezes absurdas — do cotidiano corporativo em matéria-prima para o humor.

Com uma mistura de inteligência e humor afiado, Luana conduz o público por uma jornada dividida em quatro atos, que percorrem diferentes etapas da vida profissional moderna. Do entusiasmo dos primeiros dias de trabalho às situações vividas nas dinâmicas de escritório, o espetáculo satiriza comportamentos, relações e as idiossincrasias do universo empresarial.

A montagem parte de experiências que fazem parte da rotina de quem vive o ambiente corporativo e propõe um olhar bem-humorado sobre reuniões, relações profissionais e situações que, muitas vezes, poderiam perfeitamente ter sido resolvidas com… um e-mail.

No palco, Luana explora temas cotidianos com uma abordagem crítica e divertida, criando uma experiência que vai além do riso e convida o público a se reconhecer nas situações apresentadas.

Esse Show Poderia Ter Sido um E-mail chega ao Teatro AXIA Casa Grande como mais uma atração da programação da casa, que reúne diferentes linguagens e propostas artísticas para públicos diversos.

SERVIÇO

Esse Show Poderia Ter Sido um E-mail, Com Luana Zucoloto

Data: 26 de agosto de 2026

Horário: 20h00

Abertura da casa: 19h00

Local: Teatro Axia Casa Grande

Endereço: 
Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 – Loja A- Leblon – Rio de Janeiro/RJ

Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/luana-zucoloto/?Affiliate=DM0
Classificação etária:
14 anos. Menores a partir de 10 anos entram acompanhados dos pais ou responsáveis. Crianças até 1 ano e 11 meses possuem gratuidade permanecendo no colo do responsável.

O Teatro AXIA Casa Grande conta com patrocínio master da Vale e naming rights da AXIA Energia.

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A Reinvenção do Ofício

 Baseado no texto de 1920 – R.U.R. – do dramaturgo tcheco Karel Čapek, que imaginou um mundo em que seres artificiais eram criados para trabalhar no lugar dos humanos

Card do espetáculo A Reinvenção do Ofício
Card do espetáculo A Reinvenção do Ofício

Sinopse:

Na montagem do Grupo Manto de Teatro, que tem direção de Valter Chanes, a obra dialoga com o presente sem abandonar suas origens. As guerras que continuam devastando povos, as disputas pelo poder, a lógica da produtividade e a desvalorização da vida humana aproximam o texto de Čapek do século XXI, revelando a impressionante permanência de suas questões.

A adaptação preserva o cerne da obra original e propõe uma encenação mais enxuta, reduzindo o número de personagens para concentrar a força dramática dos conflitos. Ao mesmo tempo, alguns elementos fundamentais do texto permanecem intocados, como o manuscrito de Rossum, mantido em papel. Longe de representar um anacronismo, essa escolha evidencia que as perguntas formuladas por Čapek atravessam o tempo: a tecnologia muda, mas a ambição humana, a disputa pelo poder e as consequências de nossas escolhas continuam as mesmas.

Mais do que uma história sobre robôs, o espetáculo “A Reinvenção do Ofício”, é uma reflexão sobre a condição humana. Ao revisitar esse clássico, a montagem convida o público a perceber que o verdadeiro perigo nunca esteve apenas nas invenções, mas na forma como os seres humanos decidem utilizá-las.

Para o diretor Valter Chanes, a nova montagem reafirma a potência do clássico de Karel Čapek ao lembrar que toda tecnologia carrega as marcas de quem a cria — e que o destino da humanidade continua sendo uma escolha profundamente humana. Para a atriz Patrícia Nolasco, “em um tempo marcado por guerras, deslocamentos forçados, colapso ambiental e pela ascensão da inteligência artificial, a peça deixa de ser uma previsão sobre o futuro para se tornar um espelho do presente”.

Serviço:

Espetáculo: A Reinvenção do Ofício

Elenco: Caiane Arjona, Edeméia Pereira, Eli André Corrêa, Hamilton Sbrana, Jee México, Patríca Nolasco e Valter Chanes.

Direção e dramaturgia: Valter Chanes.

Produção: Luciano Leite.

Cenário: Chico Chanes.

Temporada: dias 30 e 31/07 + 01, 02, 03, 13, 14, 15, 16, 17, 20 e 21/08.

Horário: sempre às 20:00.

Classificação etária: a partir dos 14 anos.

Entradas gratuitas e distribuídas com 01 hora antes do início do espetáculo.

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O Sonho de Um Homem Ridículo

Entre Dostoiévski, Nietzsche e Camus, o premiado espetáculo ‘O Sonho de Um Homem Ridículo’ retorna a São Paulo

Espetáculo 'O sonho de Um Homem Ridículo' - Crédito Arô Ribeiro
Cena do Espetáculo ‘O sonho de Um Homem Ridículo’ – Crédito Arô Ribeiro

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Sob direção de Alexandre Kavanji, o solo protagonizado por Léo Horta atravessa a literatura russa e encontra ecos contemporâneos na atmosfera poética e existencial de Minas Gerais

O premiado espetáculo ‘O Sonho de Um Homem Ridículo, da Companhia Lúdica dos Atores, desembarca no Teatro de Arena Eugênio Kusnet em uma curta temporada que vai de 04 de junho a 14 de junho sempre de quinta a domingo.  Os ingressos a preços populares de R$ 50.00 (inteira) R$ 25,00 (meia entrada) estão disponíveis pelo Sympla ou na bilheteria do teatro. 

Dirigido por Alexandre Kavanji, o espetáculo adapta para o teatro o clássico conto homônimo do escritor russo Fiódor Dostoiévski. O grupo teve a preocupação de manter o texto o mais fiel possível à obra original, transportando o público para um mundo de reflexões profundas sobre vida, morte e redenção. 

Na trama, o ator Léo Horta, formado pela academia russa de teatro (The International Seminar “The Stanislavsky System Today”/Moscou, 2011 e Konstantin Stanislavsky and Mikhail Chekhov Today – practical training for actors and directors/Letônia, 2013), Interpreta um personagem em colapso emocional, atravessado pela sensação de fracasso, vazio e desconexão com a humanidade ao seu redor, diante da perda de propósito e da incompreensão da existência ele decide pôr fim a própria vida. 


“Ah, imediatamente, no primeiro olhar que lancei aos seus rostos, entendi tudo, tudo! Essa era a terra não profanada pelo pecado original, nela vivia uma gente sem pecado, vivia no mesmo paraíso em que viveram, como rezam as lendas de toda a humanidade, os nossos antepassados pecadores, apenas com a diferença de que aqui a terra inteira era em cada canto um único e mesmo paraíso. Essas pessoas, rindo alegremente, se achegavam a mim e me afagavam; levaram-me consigo, e cada uma delas queria me apaziguar. Ah, não me fizeram nenhuma pergunta, mas era como se já soubessem de tudo, assim me pareceu, e queriam expulsar o mais depressa possível o sofrimento do meu rosto….”.

(Trecho de O Sonho de um Homem Ridículo, de Fiódor Dostoiévski)

O conto é uma reflexão sobre a busca de sentido, o valor da empatia e a possibilidade de redenção. Dostoiévski usa este sonho fantástico para questionar a natureza humana e a existência de um propósito maior, destacando a importância do amor e da compreensão como valores universais. A obra é um exemplo brilhante de como a literatura pode explorar as profundezas da mente e da alma humana, inspirando leitores a refletirem sobre suas próprias escolhas.

Sobre a encenação e prêmios

“Para a adaptação teatral, nos interessa sobretudo esta narrativa fantástica, a intensidade da interpretação dramática, a inventividade da linguagem cênica, assim como uma reflexão crítica aliada à beleza que a obra de Dostoiévski nos proporciona”, conta Kavanji. 

Para esta montagem, foi fundamental o aprofundamento do ator na busca de vestígios deste homem, o Homem Ridículo, este personagem em movimento no espaço, sua linguagem corporal, a partir da pesquisa em referências das artes plásticas, literatura, cinema, proporcionando explosões imagéticas combinadas com cenário, figurino e iluminação.

Nas pesquisas para a criação do espetáculo, o grupo também recorreu a duas referências extras. Uma é o texto O Louco, ou O Homem que Matou Deus, de Friedrich Nietzsche, e a outra é uma reflexão sobre o mito de Sísifo feita por Albert Camus. 

Esta montagem de O Sonho de um Homem Ridículo estreou em 2023, em Minas Gerais, e recebeu 17 indicações a prêmios em oito festivais pelo Brasil, com destaque para as conquistas de Melhor Ator, Melhor Espetáculo de Palco, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Cenário no renomado 7º FESTA – Festival Internacional de Palco e Rua de Araçuaí, e mais recente os prêmios de Melhor Ator, Melhor Direção e Melhor Espetáculo Solo no 12º Festival Nacional de Teatro do Piauí – Floriano PI, consolidando-se como uma referência em excelência artística, ao todo a companhia já coleciona 08 prêmios do espetáculo.

SINOPSE

No premiado espetáculo “O Sonho de Um Homem Ridículo”, de Fiódor Dostoiévski, o personagem mergulhado em reflexões sobre as contínuas frustrações em sua vida, bem como a falta de significado e propósito no mundo que o rodeia, adormece na poltrona diante do revólver carregado, após decidir acabar com sua própria vida. Inicia-se então um dos sonhos mais fantásticos da literatura mundial, onde Dostoiévski propõe uma reflexão sobre o sentido da vida, a existência ou não do além vida, a força da empatia e o amor como um grande valor universal, explorando a introspecção do personagem e sua jornada rumo à compreensão de si mesmo e do universo ao seu redor.

FICHA TÉCNICA

Companhia Lúdica dos Atores de BH

Espetáculo: O Sonho de um Homem Ridículo, de Fiódor Dostoiévski

Prólogo: O Louco, de A Gaia Ciência, de Friedrich Nietzsche 

Edição: Fiódor Dostoiévski. O Sonho de Um Homem Ridículo

Tradução: Vadim Nikitin, São Paulo: Editora 34. 

Coordenação e produção geral: Argos Produções Culturais 

Direção, cenário e figurino: Alexandre Kavanji

Ator: Léo Horta

Produção executiva: Léo Horta

Assistência de direção: Marina Galeri

Iluminação: Felipe Cosse 

Preparação corporal: Priscila Patta

Orientação dramatúrgica: Solange Dias 

Trilha sonora original: Léo Nascimento

Assessoria de imprensa: Argos Comunicação 

TEMPO DE PEÇA: 60 MINUTOS

CLASSIFICAÇÃO – 12 ANOS

SERVIÇO:

Local: Teatro de Arena Eugênio Kusnet

Data: De 04 à 14 de junho | quinta a sábado às 20:00 h | Dom. 18:00 h | Dia 13/06 sábado (especialmente) às 16:00 h. 

Endereço: Rua Dr. Teodoro Baima, 94 – Vila Buarque, São Paulo

R$50,00 (Inteira no Sympla e na bilheteria do teatro)

R$25,00 (meia no Sympla e na bilheteria do teatro)

LINK SYMPLA

www.sympla.com.br/evento/o-sonho-de-um-homem-ridiculo-sao-paulo-2026/3416141 

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Sesc Sorocaba

Sesc Sorocaba apresenta final de semana com música, teatro, circo e atividades para crianças 

Pastoras do Rosal - Foto por Mirella Ghiraldi
Pastoras do Rosario- Foto por Mirella Ghiraldi

O Sesc Sorocaba recebe neste final de semana uma programação variada, com música, teatro, circo e atividades voltadas ao público infantil. As atrações transitam entre tradições da cultura popular brasileira, temas contemporâneos e experiências lúdicas que convidam crianças e famílias a participar. 

A agenda também dialoga com a exposição Frestas – Trienal de Artes, em cartaz na unidade, e inclui atividades do projeto Mulheria, realizado ao longo de março, que destaca a produção artística de mulheres e propõe reflexões sobre representatividade e igualdade de gênero. 

Em paralelo à programação realizada na unidade, o Sesc Sorocaba também estará presente nas cidades de São Roque (sábado, 21/3) e Itu (domingo, 22/3) com o Circuito Sesc de Artes 2026. 

As atrações começam na sexta, às 20h, com o show do grupo As Pastoras do Rosário. A apresentação propõe um encontro entre a música caipira e manifestações da cultura popular brasileira, como o samba de roda, as umbigadas e cantos presentes em festejos afro-indígenas do interior do país. Sensível e vibrante, o espetáculo cria um ambiente de celebração das tradições e das memórias musicais brasileiras. 

A apresentação tem classificação livre e lugares limitados. Vendas disponíveis em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou aplicativo Credencial Sesc SP. E presencialmente na Central de Atendimento.  

Os valores dos ingressos são R$ 15,00 (credencial plena), R$ 25,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, estudante, servidor de escola pública com comprovante, pessoas com deficiências e seu acompanhante) e R$ 50,00 (inteira). 

No sábado, as atividades começam pela manhã com a vivência Clube do Sorriso, conduzida pela equipe de saúde bucal do Sesc Sorocaba. A proposta convida crianças de 2 a 10 anos a participarem de uma jornada divertida para aprender sobre cuidados com a saúde da boca e dos dentes. Por meio de conversas e atividades lúdicas, a equipe aborda temas como escovação, uso do fio dental e hábitos alimentares que contribuem para manter um sorriso saudável. 

A atividade acontece em dois horários, às 10h30 e às 14h, com vagas limitadas. A participação é gratuita, com retirada de senhas 30 minutos antes. 

Palhaça Fiorella

À tarde, às 16h, acontece o espetáculo A casa da palhaça, com a Palhaça Fiorella. Em cena, objetos do cotidiano como baldes, vassouras, livros, xícaras e pratos ganham novos significados em números de manipulação e humor. Entre malabarismos, equilibrismos, acrobacias e mágicas close-up, a artista transforma situações simples em momentos surpreendentes, convidando o público a entrar em um universo de imaginação e brincadeira. A atividade é gratuita e tem classificação livre. Para assistir, é só chegar. 

Eu sou Thelma e ela é minha Louise

Ainda no sábado, às 20h, o teatro recebe o espetáculo Eu sou Thelma e ela é minha Louise. A peça aborda a amizade entre mulheres a partir da trajetória de Vera e Madu, acompanhando suas vidas desde os anos 1990 até os dias atuais. Inspirada no clássico filme Thelma & Louise, a narrativa ganha novos contornos quando um episódio de violência sexual transforma os rumos da história. 

Com dramaturgia construída a partir de relatos reais, o espetáculo discute sororidade, protagonismo feminino e violência contra a mulher, ampliando reflexões sobre memória, justiça e futuro. 

Com classificação de 16 anos e lugares limitados. Vendas disponíveis em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou aplicativo Credencial Sesc SP. E presencialmente na Central de Atendimento.  

Os valores dos ingressos são R$ 15,00 (credencial plena), R$ 25,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, estudante, servidor de escola pública com comprovante, pessoas com deficiências e seu acompanhante) e R$ 50,00 (inteira). 

Revoada Cantante
Revoada Cantante

No domingo, às 16h, começa o espetáculo infantil Revoada Cantante, um musical brincante com canções autorais inspiradas na literatura infantil brasileira. Com banda ao vivo e artistas brincantes em cena, o trabalho convida o público a mergulhar em um universo de poesia, ritmos populares e brincadeiras, transformando o palco em um espaço de afeto, dança e encantamento para crianças e famílias. 

Com classificação livre e lugares limitados. Vendas disponíveis em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou aplicativo Credencial Sesc SP. E presencialmente na Central de Atendimento. 

Os valores dos ingressos são R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, estudante, servidor de escola pública com comprovante, pessoas com deficiências e seu acompanhante) e R$ 40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos (necessário apresentar ingresso). 

Jéssica e Juliana

Encerrando o final de semana, às 17h, a área de convivência recebe o show da dupla Jéssica e Juliana. Com mais de 20 anos de trajetória, as artistas celebram a tradição da música sertaneja raiz em um repertório inspirado por nomes como As Galvão, Tião Carreiro & Pardinho, Tonico & Tinoco e Cascatinha & Inhana. 

O show revisita temas clássicos do gênero, como a vida no campo, o amor e as histórias da roça, reafirmando a força dessa tradição musical. A apresentação é gratuita e tem classificação livre. Para assistir, é só chegar. 

O Sesc Sorocaba também conta, até o dia 16/8, com a exposição Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo, com curadoria de Khadyg Fares, Luciara Ribeiro e Naine Terena. 

O projeto é apresentado ao público a partir de exposição, intervenções, performances, ocupações artísticas em espaços internos e externos à unidade do Sesc, programas públicos, ações educativas e outras atividades de diversos formatos. A 4ª edição dá continuidade às pesquisas iniciadas nas edições anteriores, reconhecendo a região de Sorocaba, bem como os interiores, como um território em que confluem as relações artísticas e comunitárias. 

Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo – Foto por Henrique Gomide

Terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30. Classificação 12 anos. Grátis.  

Em paralelo com as atividades que acontecem na unidade, o Sesc Sorocaba também estará presente nas cidades de São Roque (sábado, dia 21/3) e Itu (domingo, 22/3), com o Circuito Sesc de Artes 2026.  

Com atividades nas áreas de música, dança, circo, teatro, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias, levando uma programação gratuita com espetáculos, intervenções, mediações de leitura e oficinas. Confira em sescsp.org.br/circuitosescdeartes 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba.    

Serviço

MÚSICA – FRESTAS 

As Pastoras do Rosário 

Sexta, dia 20/3, às 20h. 

Lugares limitados. Classificação livre. 

R$ 50,00 | R$ 25,00 | R$ 15,00. 

VIVÊNCIA 

Clube do sorriso 

Sábado, dia 21/3, 10h30 às 12h (Turma 1) e 14h às 15h30 (Turma 2). 

Classificação de 2 a 10 anos. Grátis. Vagas limitadas. 

Retirada de senhas com 30 minutos de antecedência. 

CIRCO INFANTIL – MULHERIA 

A casa da palhaça 

Sábado, dia 21/3, às 16h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para assistir é só chegar. 

TEATRO – MULHERIA 

Eu sou Thelma e ela é minha Louise 

Sábado, dia 21/3, às 20h. 

Lugares limitados. Classificação 16 anos. 

R$ 50,00 | R$ 25,00 | R$ 15,00. 

MUSICAL INFANTIL 

Revoada cantante 

Domingo, dia 22/3, às 16h. 

Lugares limitados. Classificação livre.  

R$ 40,00 | R$ 20,00 | R$ 12,00 | Grátis para crianças até 12 anos. 

MÚSICA – MULHERIA 

Jéssica e Juliana 

Domingo, dia 22/3, às 17h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para assistir é só chegar. 

ARTES VISUAIS 

Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo 
Até dia 16/8, terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30 

Classificação 12 anos. Grátis. 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

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Concreto de Gelo

No espetáculo, um arquiteto está recluso em seu estúdio de 15 m² há alguns dias e faz uma retrospectiva de sua vida. O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é o tema desta nova produção teatral

Concreto de Gelo - Foto Divulgação
Concreto de Gelo – Foto Divulgação

SAÚDE MENTAL E ETARISMO SÃO TEMAS DE ESPETÁCULO CYBERPUNK

Concreto de Gela – Foto divulgação

Concreto de Gelo é o título do 60º espetáculo da Cia. das Artes Dramáticas (CAD)e fecha a trilogia de saúde mental abordadas em outros textos de Julio Carrara: Castelos de Areia (transtorno bipolar) e Voar é com os Pássaros (sociopatia). O Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) é o tema desta nova produção teatral.

Vivemos sob uma luz artificial que ilumina tudo, menos a realidade. Em A Sociedade do Espetáculo (1967), Guy Debord descreve uma sociedade onde as imagens, a mídia e o consumo substituem a experiência real, criando uma forma de dominação social onde a vida se torna uma representação, alienando os indivíduos e transformando o ‘ser‘ em ‘parecer‘, com a cultura de massa controlando a consciência e o comportamento. As redes sociais, o uso excessivo de filtros e a ditadura da beleza potencializaram significativamente o TDC criando um ambiente propício para a comparação social e a internalização de padrões de beleza inatingíveis.

No espetáculo, um arquiteto está recluso em seu estúdio de 15 m² há alguns dias e faz uma retrospectiva de sua vida. Diagnosticado com TDC e viciado nas redes sociais, ele é vítima de etarismo. A partir daí, seus pensamentos obsessivos e inseguranças relacionados a supostos ‘defeitos’ na aparência ficam exacerbados.

A encenação tem a estética Cyberpunk – subgênero visual e temático da ficção científica que mistura ‘alta tecnologia e baixa qualidade de vida‘ (Hich tech, low life) e é ambientada em São Paulo que, segundo dizem, é a cidade mais Cyberpunk do Brasil. 

Concreto de Gela – Foto divulgação
Concreto de Gela – Foto divulgação

BREVE HISTÓRICO DA CIA. DAS ARTES DRAMÁTICAS (CAD)

A Cia. das Artes Dramáticas (CAD) foi fundada por Julio Carrara em 25 de março de 1995 em Votorantim. As apresentações eram realizadas nos centros comunitários, escolas estaduais e na primeira sede do Teatro de Bolso Tatiana Belinky, que funcionou durante todo o ano de 1999 no prédio da subsede do Sindicato dos Têxteis. Em dezembro de 2000, Danielzinho e o Sono, de Ricardo Gouveia foi o primeiro espetáculo encenado no Teatro Municipal Francisco Beranger inaugurado nessa ocasião. 

Com a profissionalização do grupo, em 2005, as montagens passaram a ser apresentadas em São Paulo. Depois da Chuva, O Anjo Maldito, Adega dos Anjos e João Magriço foram algumas delas, alcançando grande repercussão do público e da crítica.

O ano de 2017 marcou a execução de mais um projeto: a série Contos Radiofônicos. Durante dois anos foram produzidos 150 audiodramas do gênero noir (caracterizado por pessimismo, fatalismo e histórias sombrias) para o canal Cadnoar. (https://youtube.com/cadnoar)

Em 8 de dezembro de 2019, o espetáculo A Onça e o Bode inaugurou a nova sede do Teatro Tatiana Belinkyna cidade de Sorocaba. Mas devido à pandemia de COVID-19, as atividades passaram a ser virtuais e o canal CAD Quarentena teve seu lançamento no Youtube. Até o momento foram exibidos 209 programas entre leituras dramáticas e bate-papos com dramaturgos cujo objetivo é traçar um panorama do teatro brasileiro. (https://youtube.com/CADQuarentena)

Bereca, a Intrometida, escrita e dirigida por Elvira Gentil, marcou a reabertura do Teatro, em fevereiro de 2024. Nesse mesmo ano aconteceram duas edições da Mostra de Monólogos (dedicadas à Elvira Gentil e Gabriela Rabelo), a Mostra de Dramaturgia (dedicada à Regina Helena de Paiva Ramos) e o Sarau Bocas da Cidade.

A Cia. das Artes Dramáticas (CAD)recebeu inúmeros prêmios em Festivais de Teatro, incluindo os de Melhor Direção em sua trajetória de três décadas. E para celebrar essa data, Concreto de Geloentra em cartaz.

Concreto de Gela – Foto divulgação

Ficha Técnica

Texto, Direção e Sonoplastia: Julio Carrara

Com: Luciano Schwab

Vozes em off: Alexandre Valentim, Ana Lúcia Mendes, Daniel Nunes, Igor Ogri, Jee México, Otávio Balieiro, Roberto Borenstein e Silmara Gussi

Depoimentos em vídeo: Antonio Carlos Bernardes, Cibele Troyano, Cláudia Dalla Verde, Gabriela Rabelo, Regina Helena de Paiva Ramos e Rosane Gofman.

Poema Sem Eufemismos de Leila Miccolis – escrito especialmente para o espetáculo

Máscara Olé (pintura e colagem): Fernando Castioni

Cenografia e Figurinos: Ana Duarte

Iluminação: Luciano Schwab

Maquete: Santiago Ribeiro

Cenotécnica: Marcelo V. Hessel 

Fotos, Design Gráfico e Vídeos: Alexandre Valentim

Interprete de Libras: Afenda Assessoria (Walkiria Santos Costa) 

Realização: Cia. das Artes Dramáticas (CAD) e Teatro de Bolso Tatiana Belinky

Produção e Supervisão Geral: Julio Carrara

Concreto de Gela – Foto divulgação

Serviço

Espetáculo: CONCRETO DE GELO

Texto e Direção: JULIO CARRARA

Poema: LEILA MICCOLIS

Ator: LUCIANO SCHWAB

Gênero: CYBERPUNK

Classificação: 16 ANOS

Duração: 50 MINUTOS

Temporada: DE 16 DE JANEIRO A 8 DE FEVEREIRO DE 2026 (DE SEXTA A DOMINGO) 

Horários: SEXTAS E SÁBADOS ÀS 20:30 HORAS E DOMINGOS ÀS 19:30 HORAS

Local: TEATRO DE BOLSO TATIANA BELINKY

Endereço: ALAMEDA FRANCA, 864 – VILA NOVA SOROCABA

Capacidade: 20 LUGARES

ENTRADA GRATUITA (Os ingressos estarão disponíveis no local com uma hora de antecedência e também podem ser reservados pelo Whatsapp: 11 943372368 com Julio Carrara)

O espetáculo começa pontualmente. Não será permitida, em hipótese alguma, a entrada após o início da sessão
Este espetáculo foi produzido com recursos da Lei Aldir Blanc através do Ministério da Cultura, Secretaria da Cultura de São Paulo e Secretaria de Cultura de Sorocaba.

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O teatro numa perspectiva pedagógica

O teatro numa perspectiva pedagógica,
como ação cultural na região

Guto Carvalho
Guto Carvalho – Foto divulgação

Cia Cria Mundos de Teatro promove a palestra ‘O teatro numa perspectiva pedagógica, como ação cultural na região’, que será ministrada por Guto Carvalho – diretor, arte-educador e gestor cultural, mestrando em Artes Cênicas e Educação pela ECA-USP e atual gestor de Cultura e Turismo de Pilar do Sul-SP.

O encontro acontece no dia 08 de outubro, quarta-feira, às 19h30, pela plataforma Google Meet:
🔗 https://meet.google.com/dkz-znxi-vae

A atividade propõe uma reflexão sobre o papel do teatro como prática pedagógica e ação cultural, destacando como a arte pode dialogar com escolas, comunidades e redes culturais — fortalecendo identidades, promovendo o sentimento de pertencimento e inspirando novas formas de convivência democrática.

A iniciativa é contemplada pela Lei de Incentivo à Cultura de Sorocaba – LINC/2024.

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