Mostra Companheiros de Cinema chega à 2ª edição e fortalece o audiovisual regional em Sorocaba
Curta-Metragem do Grupo
O Grupo Os Companheiros em parceria com Ana Duarte realiza sua Segunda Mostra de Cinema. O evento é gratuito e acontece no dia 02 de maio, às 19h, no Espaço Cultural Du’Artes, em Sorocaba.
Criada para valorizar e impulsionar o audiovisual local, a segunda Mostra Companheiros de Cinema se consolida como um espaço de encontro entre realizadores, artistas e público, promovendo visibilidade às produções da região, estimulando conexões no setor e fomentando oportunidades concretas no mercado audiovisual. A primeira edição já mostrou o impacto disso. Surgiram contatos, parcerias e oportunidades reais.
“Fui convidado a integrar a direção de arte de um curta-metragem da cidade depois que conheceram meu trabalho na mostra, isso evidencia que o evento não termina na exibição, ele segue tecendo conexões, fortalecendo parcerias e expandindo horizontes dentro da cena cultural”, relata Fabiano Amâncio, ator, diretor de arte e cenógrafo.
A primeira mostra, realizada em setembro de 2025, recebeu 21 inscrições e selecionou 8 filmes para exibição, reunindo cerca de 70 pessoas, alcançando lotação máxima no dia da exibição. Nesta segunda edição, foram contabilizadas 53 inscrições, incluindo trabalhos de outros estados, evidenciando o crescimento e o alcance da iniciativa.
Mesmo diante do aumento do interesse, a curadoria preservou o compromisso com a valorização da produção regional, priorizando obras de Sorocaba e região, em consonância com a proposta do evento.
“Temos um cinema muito potente na nossa cidade e região. Muitas vezes, vemos produções locais buscando profissionais de fora, quando na verdade existe uma rede qualificada aqui. Nosso objetivo é justamente fortalecer esses laços e colocar esses artistas em evidência”, afirma Maria Helena Barbosa.
Os filmes selecionados para esta segunda mostra são:
Cisne, Minha Mãe e Eu – direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur
O Cisne, Minha Mãe e Eu – direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur
Ecos de Sorocaba – direção de Maria Eduarda Favetta, Lorena Terra e Kellynn Julietta
Intermúndio – direção de Pietro Godinho
Intermúndio – direção de Pietro Godinho
Curta-metragem Erva Daninha – Direção de Fábio Salvador
Erva Daninha – direção de Fábio Salvador
Marreta – direção de André Fidalgo.
Protocolo Zero, dirigido por Alexandre Valentim e produzido pelo grupo Os Companheiros
A exibição inclui o curta da casa Protocolo Zero, dirigido por Alexandre Valentim e produzido pelo grupo Os Companheiros. Esta segunda Mostra recebe como convidado especial o diretor Mauro Baptistella, que apresenta o curta Prazer, Estela e participa de um bate-papo ao final da sessão sobre os desafios e caminhos da produção audiovisual local.
Serviço
2ª Mostra Companheiros de Cinema
📅 Data: 02 de maio de 2026
🕖 Horário: 19h (pontualmente)
📍 Local: Espaço Cultural Du’Artes- Rua Antonio São Leandro, 76 – Sorocaba/SP
🎟️ Entrada gratuita
Sujeito a lotação, 70 lugares – chegar com antecedência
🔞 Classificação indicativa: 16 anos
⚠️ Não será permitida a entrada após o início da sessão
2ª Mostra Companheiros de Cinema
Estão abertas as inscrições para a 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba
Card da 2ª Mostra Companheiros de Cinema em SorocabaCurta-metragem do grupo
O grupo Os Companheiros abre inscrições para a 2ª Mostra Companheiros de Cinema, iniciativa que busca valorizar e dar visibilidade a produções audiovisuais independentes, com foco em obras que provoquem reflexão, apresentem identidade própria e dialoguem com o público.
Gratuita e sem fins lucrativos, a mostra tem como proposta fortalecer a cena audiovisual local e regional, promovendo o encontro entre realizadores, artistas e espectadores. Nesta segunda edição, a curadoria segue priorizando produções de Sorocaba e região, ampliando o espaço de troca e circulação de obras.
A primeira edição, realizada em setembro de 2025, reuniu 21 inscrições e selecionou 8 filmes para exibição, com participação de realizadores como Mauro Baptistella, Guilherme Telli, André Fidalgo, Cleiner Micceno, Emysher e Willian Lima. O evento atraiu cerca de 70 pessoas e teve lotação do Espaço Cultural Du Artes.
A próxima edição acontece no dia 02 de maio, às 19h, novamente no Espaço Cultural Du Artes, na zona norte de Sorocaba.
Curta-metragem do grupo
As inscrições estarão abertas até 16 de abril, às 22h, e os filmes selecionados serão divulgados no dia 24 de abril, por meio do Instagram do grupo Os Companheiros (@oscompanheirosteatro) e contato direto com os responsáveis.
Podem se inscrever obras finalizadas a partir de 2022, com duração máxima de 30 minutos, nos mais diversos formatos (ficção, documentário, animação, experimental, videoclipe etc.). É necessário que os filmes apresentem boa qualidade de áudio e vídeo e que ao menos um representante da obra esteja presente no dia da exibição.
As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online, com envio de link para download da obra.
CineCafé de abril destaca o Festival da Cultura Surda; programação conta também com Maratelona e Sessão NerDiverso
CineCafé – Festival da Cultura Surda– Um lugar silencioso
O CineCafé de abril do Sesc Sorocaba tem como destaque o Festival da Cultura Surda, uma mostra que valoriza a língua de sinais e apresenta filmes com personagens surdos como protagonistas de suas próprias histórias, ampliando as formas de comunicação e representação no cinema. A programação reúne títulos de diferentes gêneros que evidenciam a cultura surda em sua diversidade e complexidade.
Além do CineCafé, a unidade recebe outros dois projetos. O Maratelona propõe uma sequência de exibições voltada aos amantes de cinema, com a trilogia De Volta para o Futuro, incentivando uma experiência contínua e compartilhada entre o público. Já a sessão NerDiverso apresenta o filme Akira, referência da animação japonesa, que aborda temas como poder, tecnologia e juventude em um cenário distópico.
Todas as sessões são gratuitas.
CineCafé – Festival da Cultura Surda
As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h (exceto dia 21), com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.
Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em reflexão, neste mês, conduzido pela pedagoga e especialista em Libras Maria Carla, ampliando a experiência por meio de conversas e análises sobre os filmes.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda – Um Lugar Silencioso
7/4 | Um lugar silencioso
Direção: John Krasinski | Suspense/Terror | EUA | 90 min. | 2018 | Leg.
No pós-apocalipse, criaturas cegas com audição aguçada caçam qualquer ruído. Para sobreviver, a família Abbott vive em silêncio absoluto em uma fazenda isolada, comunicando-se por sinais. Sua frágil rotina é posta à prova quando a mãe, Evelyn, fica grávida, elevando a tensão na luta pela vida. Classificação 14 anos.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda– A família Bélier
14/4 | A família Bélier
Direção: Eric Lartigau | Comédia/Drama | França | 106 min. | 2014 | Leg.
Paula, uma adolescente, é a intérprete e apoio essencial para sua família, todos surdos. Ao descobrir um talento excepcional para o canto e a chance de estudar em Paris, ela é confrontada com um dilema angustiante: seguir seu sonho ou permanecer como a âncora daqueles que dependem totalmente dela. Classificação 14 anos.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda – A forma da água
28/4 | A forma da água
Direção: Guillermo del Toro | Drama/Fantasia | EUA | 123 min. | 2017 | Leg.
Em 1963, uma zeladora muda que vive em silêncio desenvolve uma ligação única com uma criatura anfíbia mantida em cativeiro no laboratório onde trabalha. Com a ajuda de um vizinho, ela elabora um plano para libertá-lo. Classificação 16 anos.
Em Neo-Tokyo pós-guerra, o jovem delinquente Kaneda tenta salvar seu amigo Tetsuo, que desenvolve poderes psíquicos incontroláveis após um acidente. Essas habilidades atraem a atenção do governo e de um projeto secreto, ameaçando liberar uma força apocalíptica. Uma saga cyberpunk sobre amizade, poder e destruição. Classificação 16 anos. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
Maratelona – 21/4
CineCAfé –Festival da Cultura Surda
10h30 | De volta para o futuro
Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 115 min. | 1985 | Leg.
Marty McFly é um adolescente típico americano dos anos 80. Acidentalmente ele viaja de volta no tempo para 1955 em uma máquina do tempo inventada pelo cientista maluco Dr. Brown. Durante sua incrível viagem ao passado, Marty tem como missão fazer com que seus pais ainda adolescentes se conheçam e se apaixonem. Só assim ele conseguirá ter uma chance de voltar ao futuro. Classificação livre. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda– De volta para o futuro 2
13h30 | De volta para o futuro 2
Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 108 min. | 1989 | Leg.
Marty vai até 2015 para impedir que seu filho seja preso. Porém um velho inimigo de família descobre onde Marty e o Dr. Brown esconderam a máquina do tempo e volta ao passado para entregar um livro com resultados de jogos da temporada para ele mesmo. Agora Marty e o Doutor precisam correr contra o tempo para impedir que o presente e o futuro sejam alterados pelos acontecimentos. Classificação livre. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda– De volta para o futuro 3
16h30 | De volta para o futuro 3
Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 118 min. | 1990 | Leg.
Em 1955, Marty recebe uma carta do Dr. Brown datada de 1855 e descobre que ele será assassinado. Agora precisa voltar ao passado exatamente no dia 2 de setembro do mesmo ano para tentar salvar seu amigo, mas não sem antes ter que enfrentar inúmeras dificuldades. Classificação livre. Retirada de ingressos 1 hora de antecedência.
Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba.
‘Inshallah (se Deus quiser) um menino: o impacto das pressões sociais no desejo pelo nascimento de um filho homem’
Taghrid Bou MerhiCard do filme Inshallah (se Deus Quiser) um Menino
O filme jordaniano ‘INSHALLAH (SE DEUS QUISER) UM MENINO’, que conquistou dois prêmios no Festival de Cannes, é uma obra cinematográfica marcante que aborda um tema sensível, ainda presente em muitas sociedades até hoje: as crescentes pressões sociais para o nascimento de filhos homens, especialmente nas sociedades árabes. O filme levanta questionamentos essenciais sobre a herança e as tradições sociais relacionadas ao nascimento de meninos e como essas pressões contribuem para a criação de problemas familiares e conjugais, que por vezes chegam à desintegração da família.
O desejo de ter um filho homem é uma ideia profundamente enraizada em muitas culturas ao redor do mundo, sobretudo nas sociedades árabes, que consideram o menino como a continuidade da família, o portador de seu nome e o herdeiro de seus bens. Daí surge a noção da ‘necessidade’ de ter um filho homem para garantir a preservação do nome da família e sua continuidade ao longo das gerações. Essas ideias estão ligadas a costumes e tradições antigas, que viam no homem a proteção da família e seu suporte econômico e moral.
Nas sociedades tradicionais, o homem era o principal provedor da família, responsável pelas terras, pelo comércio e pelos ofícios. A partir dessa lógica, o nascimento de um menino tornou-se uma questão vital para a sobrevivência e continuidade da família, enquanto o nascimento de meninas, em alguns casos, era considerado um fardo. Essa visão contribuiu para aprofundar a desigualdade entre os gêneros e para a preferência pelos homens em muitas sociedades.
Com o passar do tempo, essas tradições transformaram-se em pressões sociais que afetam profundamente a vida dos indivíduos e das famílias. Ter um filho homem passou a ser visto como uma ‘conquista’ ou ‘sucesso’ em certos meios, aumentando assim a pressão sobre os casais, especialmente sobre a esposa. Quando a mulher não consegue ter um filho homem, as pressões familiares e sociais se intensificam, podendo levar a conflitos conjugais e tensões familiares.
A equipe de trabalho, composta por atores, profissionais de montagem, iluminação, direção e equipe dos bastidores. Foto divulgação
Em alguns casos, a esposa enfrenta críticas e cobranças da família do marido e até mesmo da sociedade ao seu redor por não conseguir gerar um menino. Isso pode levá-la a sentimentos de frustração e culpa, intensificando o desgaste na relação conjugal. Por vezes, a situação pode chegar ao divórcio ou ao casamento com uma segunda esposa em algumas culturas, como retratado claramente no filme ‘INSHALLAH (SE DEUS QUISER)UM MENINO’, que destaca as duras pressões sociais enfrentadas pelas mulheres quando não conseguem ter filhos homens.
Esse pensamento que impõe aos indivíduos a obrigação de ter um filho homem constitui um problema social e psicológico que afeta profundamente as pessoas. Os casais, especialmente as mulheres, sofrem enormes pressões psicológicas relacionadas à sensação de não atender às expectativas sociais. A mulher carrega o maior peso dessa carga, assumindo injustamente a responsabilidade pelo sexo do bebê, embora biologicamente essa determinação dependa do homem.
Essas pressões psicológicas e sociais podem acarretar consequências graves para a saúde mental e física da mulher. Muitas sofrem de ansiedade, depressão e isolamento, e em alguns casos são submetidas à violência verbal ou física por não conseguirem gerar um menino. Por outro lado, os homens também podem sofrer pressões sociais por não cumprirem o papel “esperado” como chefes de família.
O filme reflete com clareza esses desafios psicológicos e sociais por meio de uma narrativa dramática e comovente, que acompanha a vida de uma mulher jordaniana submetida a intensas pressões sociais e familiares por não ter um filho homem. O filme retrata com sensibilidade as tensões que surgem dentro da família quando a questão da procriação se torna central. Em vez de o casamento se basear no amor e na compreensão, transforma-se em um campo de conflitos e disputas devido às expectativas sociais.
Por meio de seus personagens, o filme consegue demonstrar o impacto dessas ideias tradicionais nas relações familiares e conjugais. Observamos o aumento da pressão sobre a mulher e o agravamento das tensões dentro da família, à medida que o marido e os que a cercam passam a exercer uma pressão psicológica cada vez maior, fazendo-a sentir-se impotente e culpada.
Os desafios abordados pelo filme são um problema global, não restrito apenas à Jordânia ou ao mundo árabe. No entanto, é importante reconhecer que essas pressões variam de uma sociedade para outra. A grande questão que o filme levanta é: como podemos mudar esses conceitos tradicionais?
Como indivíduos e sociedades podem se libertar das amarras de ideias antigas que fazem do nascimento de um menino uma necessidade urgente?
Uma das possíveis soluções é conscientizar as comunidades sobre a importância da igualdade de gênero e reduzir as pressões relacionadas à procriação. É fundamental reforçar a ideia de que o valor do ser humano não é determinado por seu sexo, mas por suas realizações e por seu papel como indivíduo na sociedade. Também é essencial difundir a consciência de que a capacidade reprodutiva da mulher não deve estar subordinada às exigências sociais e que essas pressões podem destruir relações familiares. Além disso, as instituições educacionais e religiosas podem desempenhar um papel importante na transformação desses conceitos, por meio de programas de conscientização voltados às famílias e que promovam a igualdade entre homens e mulheres.
Da mesma forma, a mídia e as artes, como o cinema, devem continuar a lançar luz sobre essas questões, tornando o debate social mais aberto e transparente. O filme ‘INSHALLAH (SE DEUS QUISER) UM MENINO’ constitui uma mensagem poderosa contra as pressões sociais relacionadas ao nascimento de filhos homens e revela claramente o impacto dessas ideias tradicionais nas relações familiares e sociais. Ao abordar esse tema sensível, o filme destaca a importância de repensar o papel do gênero na sociedade e de avançar rumo a um futuro mais justo e igualitário.
Sorocaba, está entre as cidades parceiras no Brasil, em transmitir os filmes, da 20° edição anual do Festival do Cinema Italiano no Brasil
Card da 20° edição anual do Festival do Cinema Italiano no Brasil
Sorocaba está entre as cidades parceiras no Brasil, em transmitir os filmes da 20° edição anual do Festival do Cinema Italiano no Brasil, através do link deste festival cinematográfico e internacional, o qual é uma realização da Câmera de Comércio Italiano em São Paulo-Br. ( a ITalcam.) e da Embaixada da Itália no Brasil.
Esta parceria foi viabilizada em razão das parcerias das instituições culturais: Societá Culturale Italiana di Sorocaba, Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Leras e Artes – FEBACLA, das Secretarias Municipais de Sorocaba: da Cultura e a de Turismo, da Presidência da Câmara Municipal local, e com o CINE-VAGÃO, local, onde os filmes de conceituados diretores italianos serão projetados nesta cidade, que tem em sua população 38% de descendentes de italianos.
Até 29 de novembro de 2025, alguns filmes deste festival, poderão ser assistidos presencialmente durante a programação semanal as terças-feiras, no CINE-VAGÃO LOCAL, ou pelo site: https://festivalcinemaitaliano.com/
Daesquerda para direita: o presidente da Societá Culturale Italiana di Sorocaba: eng°. Valdir Paezani, o empresário Presidente da Câmera de Comércio Italiano em São Paulo-Br. Graziano Messara, o Chanceler da Cultura Nacional Brasileira na FEBACLA Hamilton Vieira e o Luíz Antônio Zamunner, Secretário Municipal de Cultura de SorocabaHamilton Vieira, com a atriz e curadora do 20° Festival de Cinema Italiano no Brasil, Erica Bernardini
Bianca Agnelli ‘Entre primos e memórias: O caos irresistível de A Verdadeira Dor’
Card da matéria sobre o filme ‘ ‘Entre primos e memórias: O caos irresistível de A Verdadeira Dor’
Gosto quando o cinema fala de solidão, de vidas errantes, de personagens complicados e de coisas difíceis. E quando consegue falar disso com leveza, para mim, é sempre um sim.
A Real Pain (A Verdadeira Dor) aborda exatamente esses temas existenciais – e o faz com aquela elegância imperfeita das pessoas que falam de sentimentos importantes fingindo que não estão falando de nada sério. Dirigido e escrito por Jesse Eisenberg, que também interpreta um dos protagonistas, o filme nos leva a refletir sobre algumas questões emocionalmente complexas. A genealogia, por exemplo: quem disse que é sempre algo feliz? Spoiler: quase nunca é.
Descobrir onde sua avó viveu pode ser menos épico do que você imaginava – e mais… decepcionante. Ou pelo menos é assim para Benji (Kieran Culkin) e David (Jesse Eisenberg), dois primos opostos que embarcam em uma viagem à Polônia para homenagear a avó falecida. A missão parece simples: honrar as raízes familiares. A realidade, como tantas vezes acontece, é bem mais contorcida.
Benji é um vulcão que ainda não decidiu se vai explodir ou não; David é aquele que organiza tudo, inclusive as emoções, como se fossem e-mails a arquivar. Observá-los interagir é como ver um elástico se esticando: dois extremos que se atraem e se repelem, oscilando entre sarcasmo e afeto, irritação e cumplicidade. Ao acompanhar essa peregrinação emocional, você inevitavelmente reconhece uma parte dessa dinâmica em algum relacionamento seu: o caos contra a compostura, a risada que mascara o desconforto e a paciência sendo levada ao limite.
Entre um tour guiado, um hotel que parece gritar “tapetes tristes e luzes brancas demais”, e uma série de momentos de convivência estranhamente ternos e disfuncionais, o filme constrói um diálogo invisível entre os protagonistas e revela um vínculo mais profundo do que ambos gostariam de admitir – narrado através de gestos, silêncios e frases cortadas. Porque certos afetos nunca são ditos de verdade: apenas escapam, como fumaça por uma janela mal fechada.
E então chegamos ao cerne da questão – àquela pergunta que talvez fosse melhor não fazer: qual é o seu direito à felicidade? E se, mesmo tendo todo direito e toda oportunidade, você simplesmente não conseguisse ser feliz?
David é o homem “estabilizado”, com esposa e filhos, que seguiu todas as instruções do manual. Benji é a faísca – o homem imaturo que tropeçou em vícios, depressão e dor, e ainda por cima ri disso.
A felicidade, neste filme e na vida real, é caprichosa, às vezes ausente, e quase sempre difícil de segurar. Sabemos que ela não se distribui com base em méritos ou currículos emocionais, e o filme nos leva a refletir sobre quanto a memória transgeracional pesa nisso: o que significa ser neto de sobreviventes, e como as gerações seguintes herdam (e muitas vezes rejeitam) esse passado.
A interpretação extraordinária e genuína de Kieran Culkin, com seu Benji adorável e igualmente problemático, lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator Protagonista na 97th Academy Awards deste ano.
Para escrever o filme, Eisenberg declarou ter se inspirado em experiências familiares e pessoais, especialmente no tema da memória judaica e nos laços entre irmãos. Um experimento cuidadosamente conduzido – e premiado no Sundance Film Festival 2024, onde recebeu o Waldo Salt Screenwriting Award na seção U.S. Dramatic.
O filme também levou dois prêmios no British Academy of Film and Television Arts (BAFTA): Melhor Ator Coadjuvante para Kieran Culkin e Melhor Roteiro Original para Jesse Eisenberg.
Na direção, Eisenberg escolhe uma leveza que não suaviza, mas aprofunda. Ele usa a Polônia não como cartão-postal, mas como um lugar de memória viva – cheio de arestas, silêncios e uma história que resiste à ordem. A visita ao campo de concentração não é um clímax retórico: é uma pausa em que a realidade se impõe em toda a sua gravidade, sem música nem palavras, em uma sequência inesquecível que nos mantém presos à tela em silêncio.
Eisenberg assina um filme compacto – 90 minutos de precisão cirúrgica – mas cheio de fissuras emocionais, ritmos desalinhados e ironia cuidadosamente medida. Ele não busca a catarse: a evita com elegância. Assim, em vez de um final feliz, nos entrega um aftertaste: uma sensação agridoce que permanece na boca como uma lembrança teimosa, daquelas que não desaparecem depois dos créditos finais.
A Real Pain não pretende curar ninguém. Convida-nos, sobretudo, a permanecer nesse ponto desconfortável onde a memória encontra a ironia, onde o riso não apaga a dor – apenas a torna suportável. Porque existir não é fácil, e certos dramas existenciais são, sim, um privilégio dos afortunados. E porque – sejamos honestos – nem toda viagem tem um destino. Algumas terminam exatamente onde começaram: dentro de nós, com aquela sensação precisa de que a vida, com todas as suas complicações, é mesmo… uma verdadeira dor.
Bianca Agnelli
Tra cugini, fermate perse e memoria transgenerazionale: L’irresistibile caos di A Real Pain
A Real Pain affronta proprio questi temi esistenziali, e lo fa con quella grazia sghemba delle persone che parlano di sentimenti importanti fingendo di non farlo davvero. Diretto e scritto da Jesse Eisenberg, che interpreta anche uno dei protagonisti, il film ci fa riflettere su giusto un paio di questioni emotivamente complesse. La genealogia, per esempio: chi l’ha detto che è sempre una cosa felice? Spoiler: non lo è quasi mai.
Scoprire dove viveva tua nonna può rivelarsi meno epico di quanto potessi immaginare e più… deludente. O almeno lo è per Benji (Kieran Culkin) e David (Jesse Eisenberg), due cugini agli antipodi che intraprendono un tour in Polonia per rendere omaggio alla loro nonna defunta. La missione è semplice: onorare le radici familiari. La realtà, come spesso accade, è più contorta.
Benji è un vulcano che non ha ancora deciso se esplodere o no; David è quello che mette ordine e controlla le emozioni come fossero email da archiviare. Guardarli interagire è come osservare un elastico che si tende: due estremi che si attraggono e si respingono, oscillando tra sarcasmo e affetto, irritazione e complicità. Osservandoli in questo pellegrinaggio emotivo, ti ritrovi a riconoscere almeno un pezzetto di quella dinamica in qualche tua relazione passata; il caos contro la compostezza, la risata che nasconde il malessere e la pazienza messa a dura prova.
Tra un tour guidato, un hotel che sembra urlare «tappeti tristi e luci troppo bianche», una serie di momenti di convivenza bizzarra e teneramente disfunzionale, il film costruisce un dialogo invisibile tra i due protagonisti e mostra un legame più profondo di quanto entrambi vorrebbero ammettere, raccontato attraverso gesti, silenzi e battute smozzicate… perché certi affetti non si dicono mai davvero: si lasciano trapelare, come fumo da una finestra chiusa male.
E poi arriviamo dritti al punto, alla domanda che forse sarebbe meglio non porsi: quanto diritto hai di essere felice? E se, pur avendone ogni diritto e possibilità, semplicemente non ci riuscissi?
David è l’uomo sistemato, con moglie e figli, quello che ha seguito le istruzioni alla lettera. Benji è la scheggia, l’uomo immaturo che nella vita è inciampato nelle dipendenze, nella depressione e nel dolore, e ci ride pure.
La felicità, in questo film e nella vita reale, è capricciosa, a volte assente, e in ogni caso difficile da tenersi stretta. Sappiamo che non si concede in base a meriti o curriculum emotivi, e siamo spinti a chiederci quanto la memoria transgenerazionale incida su essa: interrogarci su cosa significhi essere nipoti di sopravvissuti, e su come le vite successive ereditino (e spesso rifiutino) quel passato. L’interpretazione straordinaria e sincera che Kieran Culkin ci ha servito con il suo adorabile ed altrettanto problematico Benji, gli è valsa l’Oscar come migliore attore protagonista ai 97th Academy Awards di quest’anno.
Eisenberg, per la scrittura del film, ha dichiarato di essersi ispirato a esperienze familiari e personali, in particolare al tema della memoria ebraica e dei legami tra fratelli. Un esperimento sapientemente condotto, direi, che è stato premiato al Sundance Film Festival 2024, ottenendo il Waldo Salt Screenwriting Award nella sezione U.S. Dramatic.
Anche ai British Academy of Film and Television Arts (BAFTA) il film ha ricevuto due premi: quello per il Miglior Attore Non Protagonista a Kieran Culkin e per la Migliore Sceneggiatura Originale a Jesse Eisenberg.
Eisenberg, alla regia, sceglie una leggerezza che non alleggerisce ma approfondisce. Usa la Polonia non come cartolina ma come luogo di memoria viva – pieno di spigoli, silenzi, e storia che non si lascia mettere in ordine. La visita al campo di concentramento non è un climax retorico: è una pausa di realtà che si impone in tutta la sua gravità, senza musica né parole, in una sequenza memorabile di scene che ci tiene silenziosamente incollati allo schermo.
Eisenberg firma un film compatto – 90 minuti di misura chirurgica – ma denso di crepe emotive, ritmi sbilanciati e ironia ben dosata. Non cerca la catarsi: la evita con eleganza. E così, invece di un lieto fine, ci regala un aftertaste: una sensazione agrodolce che rimane in bocca come un ricordo ostinato, di quelli che non svaniscono dopo i titoli di coda.
A Real Pain non vuole guarire nessuno. Ci invita piuttosto a stare in quel punto scomodo dove la memoria incontra l’ironia, dove le risate non cancellano il dolore ma lo rendono sopportabile. Perché esistere non è facile, e certe seghe mentali restano privilegio dei fortunati. E perché – diciamolo – non ogni viaggio ha una destinazione. Alcuni finiscono dove cominciano: dentro di noi, con quella sensazione puntuale che la vita con tutte le sue complicazioni sia, sì, una vera seccatura.
Bianca Agnelli: ‘A voz de Hind Rajab: O cinema como testemunho’
La voce di Hind Rajab: Il cinema come testimonianza
Card do texto ‘A Voz de Hind Rajab: O Cinema como Testemunho’
Não sei vocês, mas eu adoro ir ao cinema completamente despreparada.
Zero trailers, zero críticas, zero “você precisa ver, é maravilhoso”.
Quero que o filme me surpreenda, me sacuda, me faça duvidar das minhas próprias emoções. Quero aquele instante em que você se senta, as luzes se apagam, e pensa: “Ok, me leve pra onde quiser.”
Às vezes encontro diretores cinematograficos desconhecidos, rostos que nunca vi, nomes que eu facilmente confundiria com senhas de Wi-Fi, e ainda assim – lá está – aquele pequeno arrepio de curiosidade.
Porque conhecer algo novo, pra mim, é como descobrir um cômodo secreto dentro de uma casa que você acreditava conhecer de cor.
Claro, reencontrar é bonito. Mas se perder… se perder em um filme completamente estranho é algo muito maior. É um ato de confiança.
E o cinema, assim como a vida, é um ato de confiança cheio de contradições: alegria, dor, caos e aquele fio finíssimo que os mantém unidos.
Foi com essa consciência que, no dia 28 de setembro, fui ao cinema. Poucas horas antes de entrar na sala, eu já tinha chorado.
Porque o que eu estava prestes a ver era um filme que eu não conhecia, mas que não podia ignorar – e do qual sabia, em linhas gerais, a história.
Porque Hind Rajab nunca foi apenas uma personagem: ela era uma pessoa, uma menina de cinco anos, nascida no lugar e no momento errados deste planeta.
Há algo de desarmante em pensar que o destino é um fato geográfico.
Alguns nascem em bairros com mais cafeterias do que hospitais; outros, em lugares onde tanques atiram nos vidros dos carros.
E nós, sentados em nossas confortáveis poltronas vermelhas, tentamos entender como tudo isso pode existir no mesmo mundo.
A voz de Hind Rajab (The Voice of Hind Rajab) é dirigido por Kaouther Ben Hania [https://m.imdb.com/it/name/nm4141599/], a cineasta tunisiana já indicada ao Oscar por “O Homem que Vendeu sua Pele”.
Sua direção é delicada e cirúrgica ao mesmo tempo – como se ela soubesse que narrar a realidade é um ato de equilíbrio entre dor e dignidade.
O filme refaz as últimas horas de Hind, uma menina palestina presa em um carro depois que sua família foi atingida durante os bombardeios em Gaza, em 29 de janeiro de 2024.
Os operadores do Crescente Vermelho Palestino conseguiram entrar em contato com ela: a ligação durou horas.
Ouvimos Hind falar, chorar, pedir ajuda, rezar.
Ben Hania decidiu não recriar essa voz, mas usar o áudio autêntico da gravação da chamada.
Os atores – entre eles Saja Kilani, Clara Khoury, Motaz Malhees e Amer Hlehel – não tinham ouvido o áudio completo antes das filmagens: escutavam em fones de ouvido, durante as cenas, deixando que o real se infiltrasse em suas expressões.
É uma escolha que transforma a recitação em algo quase mediúnico: eles não estão interpretando, estão escutando.
E nós, por reflexo, escutamos com eles.
Não vemos a morte, mas a sentimos respirar entre as pausas.
Na Mostra de Cinema de Veneza, a exibição foi seguida por vinte e quatro minutos de aplausos.
Vinte e quatro. Minutos.
É uma eternidade, mesmo para Veneza.
Mas ninguém conseguia se levantar: parecia que todos precisavam permanecer ali, imóveis, compartilhando o mesmo nó na garganta.
Como se aplaudir fosse a única maneira de dizer: não estamos surdos, Hind, nós te ouvimos.
O filme conquistou o Grande Prêmio do Júri e já está indicado como Melhor Filme Internacional no Oscar 2026.
Por trás da produção estão nomes como Brad Pitt, Rooney Mara, Alfonso Cuarón, Joaquin Phoenix e Jonathan Glazer – nomes que, de certo modo, decidiram emprestar sua voz àqueles que já não têm uma.
Hind Rajab está morta.
Em Gaza, hoje, centenas demilharesde crianças estão sofrendo, morrendo, enquanto o mundo desvia o olhar.
A voz delas grita dentro das nossas consciências, e o silêncio já não é aceitável.
O cinema nos mostrou uma realidade cruel – e ignorar esse sofrimento é cumplicidade.
Se permanecermos parados, se escolhermos não ouvir, somos parte da tragédia.
E todos os dias, a cada escolha, o mundo nos lembra: a humanidade não é um luxo: é uma responsabilidade.
Bianca Agnelli
La voce di Hind Rajab: Il cinema come testimonianza
Non so voi, ma io adoro andare al cinema completamente impreparata.
Zero trailer, zero recensioni, zero “devi assolutamente vederlo, è stupendo”.
Voglio che il film mi sorprenda, mi scuota, mi faccia dubitare delle mie stesse emozioni. Voglio quel momento in cui ti siedi, le luci si spengono, e pensi: “Ok, portami dove vuoi.”
A volte incontro registi sconosciuti, volti mai visti, nomi che potrei facilmente scambiare per password Wi-Fi, eppure – eccolo lì – quel piccolo brivido di curiosità.
Perché conoscere qualcosa di nuovo, per me, è come scoprire una stanza segreta dentro una casa che credevi di conoscere a memoria.
Certo, ritrovarsi è bello. Ma perdersi… perdersi in una pellicola completamente estranea è qualcosa di più grande. È un atto di fiducia.
E il cinema, come la vita, è un atto di fiducia pieno di contraddizioni: gioia, dolore, caos, e quel filo sottilissimo che li tiene insieme.
È con questa consapevolezza che il 28 settembre mi sono recata al cinema. Qualche ora prima di entrare in sala, avevo già pianto. Perché quello che sono andata a vedere era un film che non conoscevo, ma che non potevo ignorare, e di cui a grandi linee sapevo la trama.
Perché Hind Rajab non è mai stata solo un personaggio: era una persona, una bambina di cinque anni, nata nel momento sbagliato, nel luogo sbagliato del pianeta Terra.
C’è qualcosa di disarmante nel pensare a quanto il destino sia un fatto geografico.
Alcuni nascono in un quartiere con più caffetterie che ospedali, altri in un posto dove i carri armati sparano ai finestrini.
E noi, seduti sulle nostre comode poltrone rosse, proviamo a capire come tutto questo possa esistere nello stesso mondo.
La voce di Hind Rajab (The Voice of Hind Rajab) è diretto da Kaouther Ben Hania, la regista tunisina già candidata all’Oscar per L’uomo che vendette la sua pelle.
La sua mano è delicata e chirurgica allo stesso tempo – come se sapesse che raccontare la realtà è un atto di equilibrio tra dolore e dignità.
Il film ripercorre le ultime ore di Hind, una bambina palestinese intrappolata in un’auto dopo che la sua famiglia è stata colpita durante i bombardamenti a Gaza, il 29 gennaio 2024.
Gli operatori della Mezzaluna Rossa Palestinese riescono a mettersi in contatto con lei: la chiamata dura ore.
Sentiamo Hind parlare, piangere, chiedere aiuto, pregare.
Ben Hania ha deciso di non ricreare quella voce, ma di usare l’audio autentico della registrazione della telefonata.
Gli attori – tra cui Saja Kilani, Clara Khoury, Motaz Malhees e Amer Hlehel – non avevano ascoltato l’audio completo prima delle riprese: lo sentivano in cuffia, durante le scene, lasciando che il reale si infiltrasse nelle loro espressioni.
È una scelta che trasforma la recitazione in qualcosa di quasi medianico: non stanno interpretando, stanno ascoltando.
E noi, di riflesso, ascoltiamo con loro.
Non vediamo la morte, ma la sentiamo respirare tra le pause.
Alla Mostra del Cinema di Venezia, la proiezione è stata seguita da ventiquattro minuti di applausi.
Ventiquattro. Minuti.
È un’eternità, anche per Venezia.
Ma nessuno riusciva ad alzarsi: sembrava che avessero tutti bisogno di restare lì, fermi, a condividere lo stesso nodo alla gola.
Come se applaudire fosse l’unico modo per dire non siamo sordi, Hind, ti abbiamo sentita.
Il film ha conquistato il Gran Premio della Giuria, ed è già candidato come miglior film internazionaleagli Oscar 2026.
Dietro la produzione ci sono nomi come Brad Pitt, Rooney Mara, Alfonso Cuarón, Joaquin Phoenix e Jonathan Glazer – nomi che, in un certo senso, hanno deciso di prestare la loro voce a chi non ne ha più una.
Hind Rajab è morta.
A Gaza, oggi, centinaia di migliaia di bambini stanno soffrendo, morendo, mentre il mondo guarda altrove.
La loro voce urla dentro le nostre coscienze, e il silenzio non è più accettabile. Il cinema ci ha mostrato una realtà crudele e ignorare questa sofferenza è complicità.
Se restiamo fermi, se scegliamo di non sentire, siamo parte della tragedia.
E ogni giorno, ogni scelta, ci ricorda che l’umanità non è un lusso: è una responsabilità.