Jardim Secreto dos Sonhos

Exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos’ homenageia Hans Christian Andersen no Tatuapé

Card da exposição Jardim Secreto dos Sonhos, no Tatuapé
Card da exposição Jardim Secreto dos Sonhos, no Tatuapé

Coletivo Café & Arte em Movimento apresenta mostra poética inédita baseada em pesquisa biográfica e literária do autor dinamarquês durante todo o mês de abril

SÃO PAULO – De 1º a 30 de abril de 2026, a Biblioteca Municipal Hans Christian Andersen, unidade temática em contos de fadas, recebe a exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Hans Christian Andersen’. Organizada pelo Coletivo Café & Arte em Movimento, a mostra reúne 20 poemas inéditos que celebram o legado do escritor dinamarquês.

O projeto foi idealizado e organizado pela professora e poeta Priscila Mancussi, presidente do coletivo. Cada um dos 20 poetas participantes dedicou-se a um rigoroso processo de estudo sobre a vida e as obras de Andersen, transpondo essas referências para versos contemporâneos. A viabilização do espaço cultural contou com a articulação estratégica dos escritores Josemir Lemos e Clarissa Lemos, enquanto a identidade visual e as artes da exposição são assinadas pela escritora e artista Cristina Pimentel.

Um Sarau para Enaltecer a Poesia

No dia 25 de abril (sábado), das 10h às 12h, o coletivo promoverá um Sarau Especial. Durante o evento, os autores darão voz às suas criações, transformando a leitura em uma performance literária que busca incentivar o hábito da leitura e dar visibilidade aos artistas locais.

Poetas Participantes:

Altamir Costa, Antônio Gringo Barreto, Beto Costa, Carina Gameiro, Clarissa Lemos, Cristina Pimentel, Débora Domingues, Djalma Moraes, Josemir Lemos, Lana Coêlho, Leonardo Andreh, Márcio Zacarias (Arthur Souto), Mayara Lopes, Priscila Mancussi, Ricardo Oliveira, Ricco Cassiano, Shirley Ferro, Su Canfora, Teresinha Rocha e Vânia Moreira.

Serviço:

  • Exposição: Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Hans Christian Andersen
  • Período: 01/04/2026 a 30/04/2026
  • Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h.
  • Sarau de Destaque: 25/04/2026 (sábado), das 10h às 12h
  • Local: Biblioteca Pública Municipal Hans Christian Andersen
  • Endereço: Avenida Celso Garcia, 4142 – Tatuapé, São Paulo/SP. CEP: 03064-000
  • Entrada: Gratuita e classificação livre.

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Taciturn

Surendra Nagaraju: Poem ‘Taciturn’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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Taciturn men are disdained by all –
they’re always mum; that is their fall.
Shrouded in silence, seized by diffidence,
they languish in despondence.

Verbosity is a virtue
in the eyes of this banal world,
but poor taciturn men are mute and cold;
So, to many, they’re off-putting a hundredfold.

Many a tight-lipped man
may be going through the torture of
a thousand knife-thrusts every minute,
or tasting the havoc of raging storms
within, each moment.

Poor taciturn men are misinterpreted souls,
for they are closed books, subterranean dens,
unerupted volcanoes in oceans.
They need to be assessed with utmost caution;
compassion is what cures their desperation.

Surendra Nagaraju – Elanaaga

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O canto d’aurora

Zé Franco: Poema ‘O canto d’aurora’

Ze Franco
Zé Franco
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Às madrugadas de madrugadas
sem abalroares d´águas sobre o chão
Acorda vivos, caminhantes e esperanças
Tom´almas, corações, se faz canção.

Habita inarrendável sobre as vidas
Embrenh´almas por furos de tetos
dá luz aos sonhos desacordados
Ao além, prenuncia partidas.

Ao pé do madrugar, som às trilhas de amores
manta às almas sob marasmos
Encontra poesias de poetas.

Espera de terras aos homens sobre mares
Buscando a vida, excita caminhantes intrépidos
Alvorece canções nas almas de poetisas.

Zé Franco

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Camadas

Loide Afonso: Poema ‘Camadas’

Loid Portugal
Loid Portugal
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Saber o que se quer
Primeiro
É melhor do que se desprender.
Caçar, é muito mais
Que ir devagar
Pescar,
Os barcos andam
Com vontade de correr, eu os vejo
Saltarem sobre as ondas
Como se
Com os peixes
Quisessem competir,
Madrugada não foi feita pra pular
Saltar, durma
Descanse oh, minha mente dormente!
Entre frio e quente
Prefiro abraçar quem
Sente.

Loid Portugal

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Despertar

Mario Antonio Rosa: Poema ‘Despertar’

Mario Antonio Rosa
Mario Antonio Rosa
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Desde un día arrodillado, en el agua, el árbol,
la presa verde, todavía grande de quietud,
y los latidos de las aves ausentes, aguacero madre, arrecia
llena en turbonadas el sendero parido de sequía,
y yo llevo un astro pesado de sueño, duermo siglos,
y el ruido polar del agua cayendo; yo he caído diluvios
el amor partido como un delta inalcanzable de soles
torpe dormir, pobre, con varios hogares desiertos.
Quisiera que alguien me llame, ¿quién?
Tener un beso en la proa de este nadar tan mío y roto.
Hacer poesía de peces en arena rediviva
yo soy otro nombre en las anclas y las noches cortas
otro nombre más, en el ahogado que arde en mariposas.
Despierto, sí, de viejas tempestades heridas con luz.
Buscando algo, amado en mi ceguera, al fin de pie,
mirando el ahogo del sol, quizá tener dos alas,
he inventarme el aire suelo, y el aire grande,
con ese niño viejo que palpita olas para las huellas.

Quizá este hombre que soy,
escrito a sangre en lejanía.

Mario Antonio Rosa

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Olhos D’Alma – Tomaste-me Para Além das Eras

Mais que um livro de poemas, esta obra é um espaço de contemplação e encontro, onde cada palavra conduz o leitor a ver, sentir e permanecer, com os olhos da alma

Capa do livro Olhos D’Alma – Tomaste-me Para Além Das Eras, de Marli Freitas
Capa do livro Olhos D’Alma – Tomaste-me Para Além Das Eras, de Marli Freitas

Olhos D’Alma – Tomaste-me Para Além das Eras é o sexto livro da escritora e poeta Marli F. Freitas, uma obra que convida o leitor a enxergar para além das aparências e a experimentar a poesia como travessia interior.

Entrelaçando amor, memória, fé e esperança, seus versos revelam um olhar sensível que ultrapassa o tempo e toca a essência do humano. A formação histórica da autora se reflete na maturidade de sua escrita, que respeita o passado e dialoga com o eterno, sem perder a delicadeza poética.

Mais que um livro de poemas, esta obra é um espaço de contemplação e encontro, onde cada palavra conduz o leitor a ver, sentir e permanecer, com os olhos da alma.

A obra compreende 138 poemas inspirados em profundas reflexões sobre as relações que deixaram marcas profundas na sua formação poética, que entrega ao leitor com uma sensibilidade própria, moldada pela escuta atenta da vida, pelo respeito à memória e delicadeza com que acolhe o humano, em suas múltiplas expressões. Contém, em sua essência, uma história de cumplicidade com a Academia Literária Internacional de Poetas e Escritores, arcádia que vem incentivando, apoiando e assessorando as suas últimas publicações, como: ‘Entre a terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho’, ‘Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As asas Recém-nascidas’, ‘Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus’.

Segundo as palavras de sua prefaciadora Liège Vaz, ‘Cada poema é um convite à contemplação. O amor, em suas mais diversas cercanias, percorre estas páginas como força motriz: ora terno, ora ardente, ora silencioso, mas sempre pleno de sentido. O olhar que guia essa travessia não é o da superfície, é o olhar da alma, que enxerga para além do tempo, das dores e das aparências, tocando a essência invisível das coisas’.

Essa característica de ver todos os eventos com os olhos da alma está traduzido com sensibilidade na capa do novo livro, onde a autora diz ‘Quando a poesia bater à porta de sua alma, deixe-a entrar. A cada manifestação ela deixará um infinito em seu olhar. A ilustração foi adquirida do site Canva e Pinterest, ideia proposta pela assessora do projeto literário, Liège Vaz, e aprovada por mim’, conta Marli.

A paixão pelas palavras vem de muito tempo. Quando ainda criança, onde tinha uma história sendo contada, lá estava a menina de olhos, coração e ouvidos bem atentos. ‘Cada um tem um jeito próprio de contar suas histórias, encontrei na linguagem poética a minha maneira de expressar o que contém o meu mundo interior. Foi também uma forma de agradecer as pessoas que fazem parte da minha trajetória de vida’, enfatiza a poeta.

Com uma produção sensível e abundante, publicou o seu primeiro livro em 2014, ‘Fase Poética – Um Olhar Doce Pela Vida’, onde narra fatos importantes de sua trajetória de vida; o segundo em 2017, ‘A Face da Flor – A Voz de Um Coração Poeta’, inspirado na simplicidade do cotidiano, (publicados pela Chiado Books); o terceiro em 2022, ‘Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho’, contém inspirações mágicas da própria vida e do contexto natural em que vive, (obra que participou da 92ª Feira do Livro de Lisboa – 2022 e recebeu o Prêmio Livro do Ano pela ABARS em parceria com a LITERARTE na Bienal do Livro do Rio de Janeiro / RJ); o quarto em 2023, ‘Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas’, explora temas como amor, saudade, esperança e melancolia, obra que recebeu o Prêmio Livro Destaque na Bienal de São Paulo / 2024 pela LITERARTE e o quinto em 2024, ‘Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus’, celebra a conexão humana e o crescimento interior, obra agraciada com a Comenda Caneta de Ouro / 2025 pela FEBACLA, (publicados pelo Cube de Autores). Tem participação em várias antologias de poesias, artigos, dissertações, crônicas e contos. Salienta como objetivo deixar um legado à educação.

A exemplo de suas obras anteriores publicadas pelo Clube de Autores, ‘Olhos D’Alma – Tomaste-me Para Além Das Eras’ já está disponível em sua plataforma de vendas online (clubedeautores.com.br) e distribuída nas principais livrarias digitais nacionais e internacionais.

O seu lançamento acontece, inicialmente, de forma virtual por meio de várias páginas no Facebook e Instagram, entre outros veículos de comunicação. Os livros poderão ser adquiridos direto no site do Clube de Autores que estará fixado nas mídias sociais da autora.

Serviço

Olhos D’Alma – Tomaste-me Para Além Das Eras

Autora: Marli F. Freitas

Editora: Clube de Autores

Gênero: Poesia

Número de páginas: 171

ISBN 10:  6501939666

ISBN 13:  ‎ 978-6501939667

Peso do produto: 427g

Dimensões:  1.2 x 14.8 x 21 cm

Preço: a partir de R$ 56,19, pela clubedeautores.com.br

Sobre a autora

Marli F. Freitas
Marli F. Freitas

Marli F. Freitas, natural de Dom Cavati (MG) é professora, historiadora, escritora e poeta.

Cursou História e Geografia e lecionou durante 29 anos.

A literatura sempre fez parte de sua vida através das histórias narradas de forma teatral por seu pai. Quando aprendeu a ler passava horas lendo na Biblioteca Municipal e tinha um gosto especial pelas obras dos irmãos Grimm. Durante a vida escolar foi se encantando por vários autores, com apreço especial pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Moraes, Cecília Meireles, Machado de Assis, João Cabral de Melo Neto, entre outros.

É autora de cinco livros, dentre os quais: Entre a Terra e o Céu – Estou Feliz, Estou Passarinho; Entre o Balanço e o Voo – O Vento Amou As Asas Recém-nascidas; Entre o Elo e a Auxese – Teus São Os Olhos Meus. Condecorada com várias comendas, dentre as quais: Ruy Barbosa; Princesa Isabel; Ludwig van Beethoven; Fiódor Dostoiévski; William Shakespeare e Mérito Científico Galileu Galilei.

Membro de várias academias, dentre as quais: Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes; Académie des Lettres et Arts Luso-Suisse; Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Portugal

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Carolina Maria de Jesus

Evani Rocha: Poema ‘Carolina Maria de Jesus’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada pelo ChatGPT – 23 de março de 2026,
às 08h20

Hoje eu a conheci, Carolina!

Vi você de perto, peito aberto, pés descalços…

Vi você nas dezenas de páginas de um diário…de muitos diários!

Carolina, você que descreve

A fome e a miséria,

Como se brotasse dos poros…

Mostra a vida pelo avesso,

Tinge o sofrimento com seu próprio sangue.

Carolina Maria de Jesus…

Carolina ‘Fortaleza’ Maria ‘Mulher Luz’ de Jesus!

Quão pesada foi a sua cruz, Carolina!

Mas a carregou com amor e coragem…

Nem por um momento, seus filhos abandonou,

Não que aceitasse, ou compreendesse a miséria…

Não por resignação,

Mas por ânsia de mudar seu mundo!

Porque sonhou e projetou um novo futuro,

Um castelo, que para você nada mais era que uma casa de tijolo!

Ah, Carolina, menina, sensível e humana…

Você é gente que ensina muita gente!

Mulher que estampou na face o sofrimento,

Que sentiu no corpo, as dores da fome e da humilhação…

Poetisa das noites solitárias, da chuva e da lama,

Poetisa das latrinas da vida, dos recônditos da alma!

Carolina, de sabedoria nata,

De coração gigante!

Nos diz que o mundo é pequeno demais,

Para quem ousa voar!

Mesmo sem asas, talvez plainando sobre seus papelões, 

Catados no lixo,

 Ou sobre as palavras que brotavam de suas mãos bailarinas,

Você voou alto e viu o mundo de cima!

Talvez, Carolina, do alto, ele tenha lhe parecido mais bonito…

Mais democrático, mais generoso!

Mulher guerreira, que acreditou em si,

Que soube mostrar sua razão,

Que reivindicou o seu e de outros,

O direito à dignidade…

Carolina! Forte, dócil, coração…

Você ainda vive, em cada mulher que sofre discriminação,

Que trabalha fora e dentro de casa,

Que sustenta os filhos com dor e suor!

Você está na essência das mulheres faveladas, 

Das mulheres agredidas,

Das mulheres que batalham o dia a dia…

Mesmo com chagas, cansaço e fome.

Sim! Ainda há fome, Carolina!

Quase um século,

Mas a miséria e a pobreza 

Reinam absolutas, nas milhares de favelas,

Que esse país joga todos os dias, nos quartos de despejos!

Evani Rocha

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