Se é o amor O caminho, quero estar em Pleno movimento de encontro E, de olhar na linha do horizonte, Descobrir o mágica de ser e fazer feliz.
Se é o sonho A estrela que guia, quero seguir, Sem hesitar, a direção de quem Ilumina e se deixa iluminar; de quem Vê, além dos olhos, a beleza da poesia.
Se é a esperança Que nutre o olhar, quero manter Ativa a possibilidade do colóquio Que anima o espírito, dá formosura aos Gestos e fomenta a flama da vida.
Se é a virtude Que equilibra os meus passos, Quero acreditar que tudo que me tem, Também me guarda do mal, fazendo Jus à verdade da vida – que é amar.
Surendra Nagaraju – ElanaagaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/27c2b8cf54a4a1b2?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Having become affluent, I tasted all the luxuries, but spending a day with a pauper, who is a paragon of virtue, I realized I am the poorest.
Augusto DamasImagem criada pélo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a00ee3d-c374-83e9-a94c-616018f30801
O amor é muitas vezes descrito Por flores e lindas canções, Por inesperados presentes, Por gestos de carinho e devoção. É visto nos cuidados singelos, No apoio silencioso das horas difíceis, Na companhia afável que consola a alma, No abraço sincero que afasta os abismos. Há amores que cabem em palavras, Em versos, livros e declarações, Mas existe um sentimento tão profundo Que transcende todas as explicações. Um beijo de amizade verdadeira, Um olhar que acolhe sem julgar, Um sentimento que não precisa de voz, Pois apenas o coração consegue escutar. É um poema apenas sentido, Jamais plenamente escrito ou traduzido, Porque certas formas de amor Pertencem ao eterno e ao divino. Um amor que vive acima das dores, Das distâncias e das imperfeições humanas, Um amor que somente abaixo de Deus Habita a grandeza da alma humana. O amor de mãe.
Há mães que florescem como a primavera, Cultivando sonhos em cada pequeno avançar. Celebram conquistas que muitos ignoram Mas que para elas são motivos para florescer e cantar.
Há mães que chegam como o inverno, Em dias de frio, incertezas e temor. Com o coração apertado, Buscando redução da dor.
Há mães que vivem o outono, Folhas caem pelo chão. Caem a esperança, vem o desespero, Mas a coragem é uma virtude que nasce no coração.
Há mães que brilham como o verão, Luz intensa, calor e proteção. Aquecem caminhos, iluminam jornadas, Transbordam amor, entrega na caminhada.
Mães APAEANAS Todas as estações em um só viver: Nos dias difíceis, noites traiçoeiras, Buscam em Deus para as batalhas vencer.
A Poética das Fronteiras Invisíveis em “Todo o Resto é Poesia”
Israel Pinheiro
Existem livros que não apenas se leem, mas que se sentem com aquele “quentinho no coração”.
É assim que descrevo minha experiência com “Todo o Resto é Poesia” (Editora LiteraluX), o novo livro do pernambucano Israel Pinheiro da Silva.
Todo Resto é poesia
Aos 41 anos e em seu quarto livro, Israel nos presenteia com uma obra que é, ao mesmo tempo, um diário de viagem e um manifesto de descoberta mútua.
Inspirado por suas andanças pela Argentina, Israel divide a obra em duas partes fundamentais: Ida e Volta.
É um movimento pendular que celebra a fortuna de descobrir um novo país e, no processo, permitir-se ser descoberto por ele.
O autor utiliza o cotidiano de Buenos Aires como tela para versos que buscam o essencial.
O que mais impressiona em Israel é sua escolha pelo minimalismo.
Em tempos de excessos, ele opta pela economia: versos curtos, precisos, onde o silêncio entre as palavras carrega tanto significado quanto o que está escrito.
Outro recurso estilístico brilhante é o uso do portunhol. Longe de ser um erro, aqui ele surge como uma “língua de ponte”, um território comum construído para que leitores brasileiros e argentinos se encontrem em um abraço literário que ignora as fronteiras geográficas.
Como destaquei em minha resenha em vídeo para o canal @o.que.li, “Todo o Resto é Poesia” é um livro que te faz sorrir do início ao fim.
Ele escancara um amor sublime pela vida, pelas descobertas e pelo “outro”.
É uma leitura obrigatória para quem busca reconexão, consigo mesmo e com a beleza das pequenas coisas.
És minha Mãe Terra, doce e fértil Dos teus rios eu bebo, fonte linda e pura És a cura, o meu alento no momento de amargura, tens alma, oh minha Mãe! O teu sol é o meu guia, que minhas noites ilumina, me beijas quando mais preciso do teu calor, meu coração ardente sente o teu amor, és meu lar, oh minha Mãe!, onde cresci e volto quando tenho frio, Tua terra vermelha não marca, tritura os joelhos Com o som do kissanje eu danço, abano o esqueleto, com os panos feitos à mão, descalça Corro pra teus braços. Te amo, oh minha Mãe!