Sentimentos oceânicos tais Baudelaire

Ella Dominici

Poema ‘Sentimentos oceânicos tais Baudelaire

Ella Dominici
Ella Dominici
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O sublime mora em minha mente,
confidente desse instante presente.
No tédio exalo o que se cala
obra viva, luta e fala
contra o caos persistente.

Mergulho no abismo, sem alarde,
irmão da música em tom grave.
Que beleza há no fim que invade,
e à dor, rainha tão suave,
minha alma inteira arde.

Nas letras, visões tão passageiras,
notas lúgubres, flores estrangeiras.
Como Flores do Mal, me tomam, nu,
com vaidade anarquista à flor do azul,
nesta conquista derradeira.

Vozes que não sei dizer,
mas que me fazem compreender.
Na partitura da lembrança,
ecoam cólera e esperança
dor vestida de prazer.

Despeço-me, em fim tardio,
do que fui — por desafio.
Aceito-me, enfim, na contradição
do que pulsa em meu coração:
silêncio e bravio estio.

No acorde final que me invade,
sou dois: saudade e claridade.
O outro de mim — tão real —
é pétala branda e madrigal
nas marés da eternidade.

Ella Dominici

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Pássaro engaiolado

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Pássaro engaiolado’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
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Enclausurar um pássaro,

deixá-lo em um espaço limitado,

confinado a alçar voo no vazio

em dias sombrios,

sem desfrutar da beleza da natureza

é um ato de crueldade.

Viola a liberdade!

Fruto de uma cultura primitiva

que não cativa.

Tortura psicológica

que não tem lógica.

A gaiola representa a contenção

de quem não tem compaixão.

O amor não rima com prisão.

Eliana Hoenhe Pereira

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Para que a terra descanse um pouco

Rita Odeh: Poema ‘Para que a terra descanse um pouco’

Rita Odeh
Rita Odeh
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​Ó Deus do Universo,
Tu prometeste que a injustiça deve inevitavelmente desaparecer…
Então, até quando todos estes tormentos,
todo este sofrimento?
Até quando os pássaros morrerão, abatidos,
sobre os muros da esperança?
Até quando
o nosso céu permanecerá apetrechado com aviões de guerra,
e as brasas do ódio… sobre a terra…
permanecerão acesas…?
Até quando…!?
​Até quando permaneceremos como borboletas em teias de aranha… presos…?
Até quando as crianças chorarão… famintas…
nuas…
as suas famílias, cadáveres espalhados pelas estradas…?!
Que os vermes devoram…?
Até quando…!?
​Até quando as hienas violarão… o sangue dos inocentes… para que eles partam, estrela… por estrela…
cintilando no céu?
Até quando…!?
​Ó Deus da Justiça… Tu prometeste: é preciso
que um dia o sol dos trabalhadores… dos esmagados… dos oprimidos… dos deslocados… dos miseráveis… se levante.
E que seja cortada… a mão daquele que é viciado na destruição…
que arruinou e devastou… e devorou a honra…
e manchou o sangue.
​Ó Deus da Paz,
Ó Senhor dos Grandes Céus,
Ó meu Deus… Ó Misericordioso… Ó Amparo dos fracos…
Tu que…
dizes a uma coisa… Sê… e ela é,
aos mortos, levantai-vos… e eles levantam-se…
Diz à ocupação… basta de obscenidades.
Diz à ocupação… basta de soberba.
Diz às consciências: “Acordai da vergonha do vosso sono.
No rio sagrado… lavai-vos.”
​Ó Deus do Universo,
Diz ao vento… para se acalmar um pouco… um pouco…
Ó Deus da paz… Ó Deus da verdade… Ó Deus da justiça…
Diz… a esta terra… para descansar
um pouco… um pouco…
antes que……… o julgamento chegue.

Rita Odeh

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Cataratas do amor

José Antonio Torres: Poema ‘Cataratas do amor’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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A energia das águas
De tão nobres Cataratas,
Lavam tristezas e mágoas
Que ao coração maltrata.

Sua beleza sem par
Como o sabor do cupuaçu,
Não há como esquecer
As Cataratas do Iguaçu.

Vibra n’alma a alegria
De um simples forasteiro,
Que ao coração inebria
A beleza dos aguaceiro.

Quedas d’água e floresta,
Suas belezas e cores,
Trazem o coração em festa,
Celebrando os amores.

O som das águas em queda,
É como uma doce canção.
A tristeza de mim arreda
E acalenta o coração.

Minhas lindas Cataratas,
Beleza que Deus imprimiu
Com cores lindas e exatas,
No meu querido Brasil

José Antonio Torres

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Tempo do inverno

Denise Canova: Poema ‘Tempo de inverno’

Denise Canova
Denise Canova
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Tempo do inverno

Longo e frio

Tempo que enjoa

Tempo que eu escrevo um livro

Poético de inverno.

Dama da Poesia

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Cidadania do amor

Conheça Elias Farias, o escritor que transformou seu amor em um livro

Cidadania do Amor
Cidadania do Amor

Quem disse que o romance saiu de moda?

O escritor e poeta Elias Farias está aí para provar o contrário.

Paranaense de nascimento, mas morador de Limeira, no interior de São Paulo, ele transformou o seu próprio casamento em inspiração literária.

Elias Farias
Elias Farias

Tudo começou de um jeito muito bonito e simples: Elias escrevia poesias românticas para a sua esposa, dona Maria das Dores Farias.

Ele colocava no papel aquele ditado que todo mundo conhece, mas invertido: escrevia exatamente “o que os olhos não veem, mas o coração sente”.

Com o tempo, essas declarações de amor guardadas em casa foram crescendo, e foi aí que surgiu a ideia de juntar tudo e publicar o seu primeiro livro, o emocionante “Cidadania do Amor”.

Sempre escrevendo com o coração e falando sobre os sentimentos mais sinceros, o autor não planeja parar tão cedo.

Para a alegria dos leitores, Elias Farias já avisou que vem muita novidade por aí: em breve, ele vai lançar um livro de romance novinho e, além disso, já está preparando uma história infantil.

Vale a pena acompanhar de perto os próximos passos desse escritor que usa a literatura para espalhar o amor verdadeiro pelo mundo!

REDES SOCIAIS DO AUTOR

CIDADANIA DO AMOR

SINOPSE

Cidadania do Amor nasceu para gritar o que a cidade esconde.
Mostrar que o amor é maior que todas as coisas.
Maior que o prédio que arranha o céu.
Maior que o hospital que não cura o coração.
Maior que a delegacia que não prende a saudade.
Maior que o supermercado que não mata a fome da alma.
Maior que a joalheria vendendo joias que não brilham mais que o corpo da mulher amada.
Mistura conto e poesia para cumprir a missão: te ensinar o amor verdadeiro.
A lei que não está no papel. Está no DNA. Código do coração.
A única que te liberta desta prisão com trancas abertas
E transforma, como um ipê se despindo das folhas para ser flor.
Que prova que quem vive de amor nunca morre.
Porque no fim tudo se acaba.
Mas quem ama permanece para sempre.
Porque o amor suporta todas as coisas e ultrapassa o infinito.
Se você já entendeu que ter a cidade toda não vale nada sem ter a si mesmo, sua cidadania está pronta.
amor é maior. E te espera na página 1.
Neste livro você vai aprender:

  1. A sair da cela com trancas abertas onde ego ferido e coração partido te prendem.
  2. A lei do DNA: o amor verdadeiro que não está no código penal, mas cura o que a cidade adoece.
  3. Como virar ipê: perder todas as folhas da dor e florescer em amor que nunca morre

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DO AUTOR

Cidadania do Amor
CIDADANIA DO AMOR

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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Mago das ironias eternas

Pietro Costa: Poema ‘Mago das ironias eternas’

Pietro Costa
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