Inconfidência Mineira

Marli Freitas: Poema ‘Inconfidência Mineira’

Marli Freitas
Marli Freitas
Imagem gerada pela IA do Gemini

Enfim, o cobiçado ouro reluziu e Vila Rica (Ouro Preto)

Se transformou no centro econômico da América Portuguesa.

A colônia prosperou e em torno das minas o luxo imperou.

De pedras trabalhadas, as ruas foram pavimentadas.

Intelectuais se destacaram e adornos sacros brilharam como a luz solar.

Em dias de festas, as roupas alvas dos escravos contrastavam

Com a pele negra e convergiam com o poder dos senhores das minas,

E, com a receita aumentada, foi preciso o ouro fundir para com o ilícito não se confundir.

Iludidos com a prosperidade, não contaram com a finitude da riqueza mineral.

Após a euforia inicial, cresceram as desconfianças e nasceram medidas de severidade.

A cobrança foi estabelecida por posse de escravo, e, não contente,

Com o declínio da produção aurífera, foi estabelecida uma cota a ser paga anualmente

E, caso o valor não fosse atingido, lançariam mão da derrama

E uma contribuição coletiva deveria cobrir, o dito, prejuízo e fortalecer o leão.

Golpeada, a classe abastada, começa a conspirar. Entre tantos,

Destacou-se Joaquim José da Silva Xavier, ‘O Tiradentes’.

O alferes com grande poder de persuasão e ideais nobres de estabelecer

Um estado independente na região das ‘Minas Gerais’;

Com ideias iluministas ainda inocentes no contexto da escravidão.

Com tudo acertado, a revolta eclodiria no dia da ‘Derrama’.

Os ‘Inconfidentes’ viram seus planos fracassarem diante da traição

De Joaquim Silvério dos Reis, que entregou os ‘Conspiradores’ e garantiu o seu perdão.

Realizou-se a ‘Devassa’, os idealizadores foram presos e enviados ao Rio de Janeiro.

Todos se declararam inocentes, enquanto ‘Tiradentes’ assumiu com bravura

O lema da resistência mineira, ‘LIBERTAS QUAE SERA TAMEN’ (expressão do latim)

‘LIBERDADE AINDA QUE TARDIA’. Enforcado e esquartejado, tronco enterrado

Como indigente, membros salgados e expostos com estratégia pelo caminho

Das ‘Minas Gerais’, de cabeça pendurada de frente para o ‘Palácio do Governo’,

Em Vila Rica (Ouro Preto), dissuadindo qualquer questionamento

Do poder da ‘Metrópole’ e ‘Tiradentes’, símbolo máximo da resistência mineira,

Precursor da liberdade, mais tarde, alçado pela República Brasileira

‘O Mártir da Independência do Brasil’!

Marli Freitas

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Dia do Índio

Denise Canova: Poema ‘Dia do Índio’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69e6bd0b-29c0-83e9-ad44-82c4a4d78de1

Dia do Índio

Povo forte

De costumes profundos

Índios

Pais e filhos

Essência do Brasil.

Denise Canova

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Forks

Jane Nash: Poem ‘Forks’

Jane Nash
Jane Nash
Imagem gerada pelo hatGPT – https://chatgpt.com/c/69e5e639-5c34-83e9-a933-05dc28cc5167

The poem FORKS came to me thinking about forks in life, decision making and how we are meant to face these situations in life. Do I choose the first option or the other? But I was also reminded about a fork of lightning which struck the zip of a young friend of mine when he was playing football in the rain. I was very young, He was no more than 10 years old at the most, in Zambia where I was a child. I think his name was Christopher but I am unsure now. The poem reflects life – human decisions and the decision nature took with a young boy. It also serves as a remembrance for him.

FORKS

I’ve had surprisingly few
Forks in the road
Instead feeling cold metal
Stainless steel
Slice through life’s occurrences
Adventures, obstacles

Where I’ve had two options
Like changing a Mahjong hand
I’ve inevitably picked the wrong one
Preferring to follow butterflies
Forgetting their short lived summers
Barely sustain life’s beauty

The earliest fork I remember
Was the isolated streak of lightning
Forking from the ground to a zip
And in that moment
Taking life over a football in a field
Fatal mistake, playing in the rain

For the next one
Should I notice it
I’ll dowse for the result
Leaving nature to guide
Certainty abandoned
But decisions firmly made

Jane Nash

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O desabafo

Sandra Albuquerque: Poema ‘O desabafo’

Sandra Albuquerque
Imagem gerada pela IA do Grok – https://grok.com/c/902cfb86-be0e-4cf7-ae5d-08b4c965f493?rid=1df541ab-0c6a-4517-8ffe-63aceb43af6b

Ah, Painho!
Eu, aqui nesta terra de chão vermelho
Descalço, sentindo a quentura que do vapor sobe
Contrastando com esta brisa que levemente soa
E olhando as gaivotas pairando no ar
Após o seu lindo bailado
Desenhando entre as nuvens baixas
Um espetáculo a parte.
Ah, Painho…
Que saudade do tempo da inocência
Da infância com os meus bisavós
Esta paisagem era bem diferente:
Os rios eram mais extensos e volumosos
As árvores eram amontoadas e os verdes se misturavam.
O aroma das flores diversas, porém inconfundíveis.
O homem respeitava a fauna e a flora
Cada um tinha seu habitat intacto.
A mãe Terra era feliz.
Todos os dias o sol vistava os povos e ao crepúsculo, despedia-se, dando lugar a noite que se aproximava, com a chegada, aos poucos da lua e das estrelas.
O plantio e a colheita eram contados pelas luas.
A mulher dava à luz, orientada pelas 9 luas.
Comíamos o que a Mãe Terra nos oferecia através do solo,das matas e das águas dos rios e mares.
Caçávamos e pescávamos, apenas, para a sobrevivência.
À noite acendíamos as fogueiras e dançávamos ao redor delas, até a hora de repousar os nossos corpos nas redes produzidas pelas mulheres de nossas aldeias.
E era através da melodia dos pássaros pela manhã e dos uivos que ouvíamos a noite que fazíamos sons que se transformavam em doces e ricas melodias.
E a tua sabedoria nos dava a noção de criar os instrumentos musicais.
Os contos dos antigos eram o nosso saber.
Era tudo tão perfeito!
De repente, o homem branco chegou e tudo ficou diferente.
A ganância levou as nossas riquezas embora .
Agora é erosão, desmatamento, queimadas e extinção.
Trocaram a pureza pelo efeito estufa: o aquecimento global.
E o tempo agora é o nosso maior inimigo.
Ah, Painho!…
Que saudade que dá !

Sandra Albuquerque

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Invencível amor

Ella Dominici: Poema ‘Invencível amor’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem gerada pela IA da Meta
Imagem gerada pela IA da Meta

Invencível é o amor que não se explica,
nem pede ao mundo licença para arder.
Chega em silêncio, habita e multiplica
o corpo alheio em casa de viver.

Eu te amo sem cálculo ou defesa,
com pele acesa e sede de verdade;
meu coração aprende outra linguagem
quando teu nome chama a claridade.

Em ti, desejo não é jogo ou cena:
é maré viva, é chama sem razão.
Teu toque rompe, em forma leve e plena,
as fortalezas frágeis da ilusão.

E ao te querer inteiro, reconheço:
há uma luz triste em tudo que é maior.
Mas fico, volto — e no mesmo tropeço
te amo mais, ainda que seja dor.

Invencível, assim se faz destino:
perder-se em ti — e, ao fim, achar caminho.

Ella Dominici

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ICEIA 190 anos

Dorilda Almeida

Homenagem aos 190 anos do Instituto Central de Educação Isaías Alves

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
Homenagem aos 190 anos do Instituto Central de Educação Isaías Alves
Homenagem aos 190 anos do Instituto Central de Educação Isaías Alves

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A fenomenologia do polegar em queda

Pietro Costa: ‘A fenomenologia do polegar em queda’

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69dff3df-ff98-83e9-afe7-3bb20cd651a2

Olhos fixados no luminoso oráculo.
O polegar desliza, rito automático.
Teu filho andou pela primeira vez:
A vivência que não entrou no feed.

Sarcasmos prontos, cinismos em série,
piadas leves como a consciência.
Gritos e choros em silêncio digital:
não viraliza a falta de audiência.

Compra-se para esquecer o dia,
acumula-se o que não preenche.
Em casa, aquece-se o urgente,
congela-se o sentir: ego e agonia.

Executa-se a cretinice em escala industrial:
Se vota diferente, é inimigo visceral.
Se critica meu ídolo, é herege, insano.
Se crê fora do meu templo, não é humano.

A ampulheta implode, vazio profundo.
O tempo não passa, acumula feridas.
Preconceitos marcam a pele do mundo:
rugas precoces — civilização exaurida.

Merleau-Ponty já advertia a humanidade:
o corpo é campo sensível, não secundário.
Há um logos inscrito na carne,
uma gramática do sentir antes do discurso, do vernáculo.

Essência e existência soletram-se no cotidiano:
nos afetos negados, nos encontros adiados,
nos mitos que repetimos, em autoengano.

Cada vida é texto em curso:
ou ponte, ou abismo.
E o sentido, hoje,
exige menos conexão
e mais coragem de sentir.

Pietro Costa

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