Se…

Marli Freitas: Poema ‘Se…’

Marli Freitas
Marli Freitas
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Se é o amor
O caminho, quero estar em
Pleno movimento de encontro
E, de olhar na linha do horizonte,
Descobrir o mágica de ser e fazer feliz.

Se é o sonho
A estrela que guia, quero seguir,
Sem hesitar, a direção de quem
Ilumina e se deixa iluminar; de quem
Vê, além dos olhos, a beleza da poesia.

Se é a esperança
Que nutre o olhar, quero manter
Ativa a possibilidade do colóquio
Que anima o espírito, dá formosura aos
Gestos e fomenta a flama da vida.

Se é a virtude
Que equilibra os meus passos,
Quero acreditar que tudo que me tem,
Também me guarda do mal, fazendo
Jus à verdade da vida – que é amar.

Marli Freitas

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Realization

Surendra Nagaraju: Poem ‘Realization’

Surendra Nagaraju - Elanaaga
Surendra Nagaraju – Elanaaga
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 Having become affluent,
I tasted all the luxuries,
but spending a day with a pauper,
who is a paragon of virtue,
I realized I am the poorest.

Surendra Nagaraju- Elanaaga

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O poema que não será escrito

Augusto Damas: ‘O poema que não será escrito’

Augusto Damas
Augusto Damas
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O amor é muitas vezes descrito
Por flores e lindas canções,
Por inesperados presentes,
Por gestos de carinho e devoção.
É visto nos cuidados singelos,
No apoio silencioso das horas difíceis,
Na companhia afável que consola a alma,
No abraço sincero que afasta os abismos.
Há amores que cabem em palavras,
Em versos, livros e declarações,
Mas existe um sentimento tão profundo
Que transcende todas as explicações.
Um beijo de amizade verdadeira,
Um olhar que acolhe sem julgar,
Um sentimento que não precisa de voz,
Pois apenas o coração consegue escutar.
É um poema apenas sentido,
Jamais plenamente escrito ou traduzido,
Porque certas formas de amor
Pertencem ao eterno e ao divino.
Um amor que vive acima das dores,
Das distâncias e das imperfeições humanas,
Um amor que somente abaixo de Deus
Habita a grandeza da alma humana.
O amor de mãe.

Augusto Damas

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Ser mãe

Dorilda Almeida: ‘Poema Ser mãe’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
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Dorilda Almeida

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As quatro estações das mães apaeanas

Marilza Santos

Poema ‘As quatro estações das mães apaeanas’

Marilza Santos
Marilza Santos
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Há mães que florescem como a primavera,
Cultivando sonhos em cada pequeno avançar.
Celebram conquistas que muitos ignoram
Mas que para elas são motivos para florescer e cantar.

Há mães que chegam como o inverno,
Em dias de frio, incertezas e temor.
Com o coração apertado,
Buscando redução da dor.

Há mães que vivem o outono,
Folhas caem pelo chão.
Caem a esperança, vem o desespero,
Mas a coragem é uma virtude que nasce no coração.

Há mães que brilham como o verão,
Luz intensa, calor e proteção.
Aquecem caminhos, iluminam jornadas,
Transbordam amor, entrega na caminhada.

Mães APAEANAS
Todas as estações em um só viver:
Nos dias difíceis, noites traiçoeiras,
Buscam em Deus para as batalhas vencer.

Marilza Santos

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Israel Pinheiro

A Poética das Fronteiras Invisíveis em “Todo o Resto é Poesia”

Israel Pinheiro
Israel Pinheiro

Existem livros que não apenas se leem, mas que se sentem com aquele “quentinho no coração”.

É assim que descrevo minha experiência com “Todo o Resto é Poesia” (Editora LiteraluX), o novo livro do pernambucano Israel Pinheiro da Silva.

Todo Resto é Poesia
Todo Resto é poesia

Aos 41 anos e em seu quarto livro, Israel nos presenteia com uma obra que é, ao mesmo tempo, um diário de viagem e um manifesto de descoberta mútua.

Inspirado por suas andanças pela Argentina, Israel divide a obra em duas partes fundamentais: Ida e Volta.

É um movimento pendular que celebra a fortuna de descobrir um novo país e, no processo, permitir-se ser descoberto por ele.

O autor utiliza o cotidiano de Buenos Aires como tela para versos que buscam o essencial.

O que mais impressiona em Israel é sua escolha pelo minimalismo.

Em tempos de excessos, ele opta pela economia: versos curtos, precisos, onde o silêncio entre as palavras carrega tanto significado quanto o que está escrito.

Outro recurso estilístico brilhante é o uso do portunhol. Longe de ser um erro, aqui ele surge como uma “língua de ponte”, um território comum construído para que leitores brasileiros e argentinos se encontrem em um abraço literário que ignora as fronteiras geográficas.

Como destaquei em minha resenha em vídeo para o canal @o.que.li, “Todo o Resto é Poesia” é um livro que te faz sorrir do início ao fim.

Ele escancara um amor sublime pela vida, pelas descobertas e pelo “outro”.

É uma leitura obrigatória para quem busca reconexão, consigo mesmo e com a beleza das pequenas coisas.

REDE SOCIAL DO AUTOR

TODO RESTO É POESIA

SINOPSE

Todo o resto é poesia, de Israel Pinheiro, é um livro que transforma a experiência amorosa em travessia geográfica, linguística e existencial.

Dividida em Ida e Volta, a obra acompanha um vínculo entre Brasil e Argentina que se constrói entre encontros, distâncias e retornos.

Os poemas exploram o portunhol como território afetivo, onde o erro de tradução vira intimidade.

O amor surge como força que atravessa fronteiras culturais, políticas e emocionais.

Há lirismo no cotidiano, nas pequenas cenas, nos gestos e nos desencontros.

A escrita alterna leveza, humor e densidade, revelando um eu lírico em constante deslocamento.

Temas como identidade, pertencimento e memória se entrelaçam com crítica social e histórica.

A linguagem é direta, mas carregada de imagens sensíveis e invenções expressivas.

O livro constrói uma cartografia afetiva da América Latina.

No fim, afirma a poesia como aquilo que resta e que sustenta tudo o mais.

Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DO AUTOR

Um Deus que não passei sobre as águas
Um Deus que não passei sobre as águas

3 Natais Recifenses
3 Natais Recifenses

As Histórias que Contei
As Histórias que Contei

Todo Resto é Poesia
Todo o Resto é Poesia

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Meu primeiro amor

Loide Afonso: Poema ‘Meu primeiro amor’

Loid Portugal
Loid Portugal
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És minha Mãe
Terra, doce e fértil
Dos teus rios eu bebo, fonte linda e pura
És a cura, o meu alento no momento de amargura, tens alma, oh minha Mãe!
O teu sol é o meu guia, que minhas noites ilumina,
me beijas quando mais preciso do teu calor,
meu coração ardente sente o teu amor,
és meu lar, oh minha Mãe!, onde cresci e volto quando tenho frio,
Tua terra vermelha não marca, tritura os joelhos
Com o som do kissanje eu danço, abano o esqueleto,
com os panos feitos à mão, descalça
Corro pra teus braços.
Te amo, oh minha Mãe!

Loid Portugal

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