Traje tradicional

Mohamed Rahal

‘Traje Tradicional:
uma herança cultural transmitida através das gerações’

Mohamed Rahal
Mohamed Rahal
Fotografia em plano médio de uma celebração cultural alusiva à Argélia, realizada no pátio interno de um casarão de arquitetura mourisca com paredes claras e azulejos decorados. Diversas pessoas de várias idades vestem trajes tradicionais de diferentes regiões do país. Em primeiro plano, ao centro, um homem idoso de capa clara (burnous) e gorro vermelho (fez) sorri ao dar as mãos a uma mulher de casaco marrom bordado a ouro (karakou) e calças douradas. À esquerda, pessoas usam trajes ricos em bordados e joias de prata, incluindo vestidos da Cabília de listras coloridas. À direita, destacam-se uma jovem e uma garota com trajes tradicionais e joias na testa, além de um homem com túnica e turbante azul-vivo (tagelmust), típico do povo Tuaregue do Saara. Ao fundo, uma multidão sorri e aplaude sob galerias e varandas ornamentadas.
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O traje tradicional é o conjunto de vestimentas que os argelinos herdaram e preservaram de geração em geração. É usado principalmente em ocasiões como feriados, casamentos e cerimônias de circuncisão. O traje tradicional autêntico é considerado um elemento cultural que destaca o apego do indivíduo argelino à sua identidade e herança, profundamente enraizadas em sua civilização. Podemos distinguir estilos urbanos da capital e seus arredores, os do leste, em torno de Constantina e Annaba, e os do oeste, em torno de Oran e Tlemcen. Finalmente, existem estilos rurais de uma vasta região, incluindo a Cabília, as Montanhas Aurès, o Atlas Saariano, as Montanhas M’zab e o profundo Deserto do Saara.

O Caftan Argelino

🔶O Caftan: Uma túnica ou capa longa que chega aos joelhos, com mangas largas e compridas que chegam aos cotovelos. É usado sobre outras roupas e varia de pessoa para pessoa e de região para região em termos de bordados e trabalhos manuais. Anteriormente, era usado exclusivamente por príncipes e sultões, mas tornou-se acessível ao público em geral durante o período otomano e ganhou popularidade entre os argelinos. Hoje, é usado tanto por homens quanto por mulheres, e existem estilos específicos para mulheres. O caftan argelino surgiu na Argélia como resultado da disseminação do Islã, particularmente durante o período otomano, e não fazia parte do patrimônio cultural argelino antes disso. O caftan argelino permanece como traje tradicional em algumas cidades argelinas, incluindo Tremecém, Argel, Orã e Blida.

O Haik

🔶Haik: O haik é usado por mulheres na região central da Argélia, na capital e arredores (Boumerdès, Tipaza, etc.), e em cidades como Boussaada, Laghouat e Ghardaïa, onde é chamado de “qambouz”. Também é usado no oeste da Argélia (Tlemcen, Oran, etc.), onde é frequentemente chamado de “ksa” ou “ksa” (sem o hamza final), pois os argelinos tendem a omitir o hamza final em sua fala, seguindo sua regra de suavizar o som.

O Burnous

🔶Burnous: O burnous pode ser considerado uma vestimenta nacional. É um casaco folgado e sem mangas que cobre a cabeça e é feito de lã. Apresenta-se em vários estilos, desenhos e bordados, especialmente os usados ​​por mulheres.

🔶 Qashabiya: Semelhante em conceito ao burnous, mas possui mangas e é feito de lã branca ou marrom.

🔶 Gandoura_de_Constantina: A gandoura de veludo, bordada com fios de ouro, é usada por mulheres em Constantina durante casamentos e cerimônias de circuncisão. É comumente chamada de “gandoura de Constantina” ou “gandoura Fergani”, em homenagem à família Fergani, pioneira na alfaiataria em Constantina. Esta gandoura é uma peça essencial do enxoval de uma noiva de Constantina. Trata-se de um vestido longo de veludo, sem gola e com mangas removíveis. Suas origens remontam à fusão cultural que a antiga cidade de Constantina testemunhou ao longo dos séculos. É bordada com fio de ouro utilizando a técnica “Majboud”. Esta peça, que tradicionalmente se limitava à cor bordô escuro, passou por diversas transformações, principalmente em termos da variedade de cores e estilos de bordado. As noivas agora podem escolher entre tons de verde, azul índigo e roxo.

A confecção desta gandoura requer o cumprimento de algumas regras específicas. Um desenho deve ser escolhido e colocado sobre couro curtido. O desenho é então gravado no couro e colado no lugar. A etapa final é o bordado com fio “Majboud”. Este bordado, que normalmente consiste em motivos como rosas, borboletas e pássaros, cobre toda a gandoura, dependendo do gosto pessoal. A gandoura tradicional de Constantino, que pode levar até um ano para ser confeccionada, distingue-se pelo seu design em três partes, conhecido localmente como “kharatat”. Esta é a única maneira de se obter a ampla abertura (estreita na parte superior e larga na parte inferior). As mulheres de Constantino usam esta gandoura com um cinto feito de moedas de ouro de valores variados, chamado “mahzma al-louiz”.

🔶 Malásia: Este é um véu feito de uma única peça de tecido que a mulher usa ao sair de casa. Geralmente é usado em conjunto com um niqab (véu facial).

Mohamed Rahal

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8º Encontro Cigano ‘Bênçãos de Sarah’

É um convite à união, ao respeito e à celebração das tradições ciganas, reunindo diferentes grupos étnicos, culturais e religiosos

Abaçai
Abaçai

8º Encontro Cigano ‘Bênçãos de Sarah.
Fazenda São Bernardo – Rafard
Dias 27, 28 e 29 de junho – 9 às 21

O encontro, que celebra Santa Sarah Kali, a protetora do povo cigano, acontecerá em um cenário de grande valor histórico e artístico: a Fazenda São Bernardo – Abaçaí, em Rafard, interior de São Paulo, local de nascimento da icônica artista plástica Tarsila do Amaral.

É um convite à união, ao respeito e à celebração das tradições ciganas, reunindo diferentes grupos étnicos, culturais e religiosos. Com entrada franca, aberto ao público, o evento promete uma experiência imersiva para ciganos, simpatizantes e amantes da cultura em geral.

Caravanas de diversas cidades já confirmaram presença. Grupos procedentes de Campinas, Caraguatatuba, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Itanhaém, Mogi Guaçu, Rafard, São Carlos, Santo André e da capital de São Paulo.

• Fogueira Cigana, simbolizando a união e a purificação.

• Expositores: Uma variedade de produtos e artesanatos que refletem a riqueza da cultura cigana.

• Cortejo de celebração a Santa Sarah Kali.

• Apresentações de Danças Ciganas

Beleza e a energia das danças que encantam e envolvem o público.

• Sortilégios (Oráculos).

• Comida Caipira e Cantina.

O 8º Encontro Cigano ‘Bênçãos de Sarah’ vai além da festa; é um espaço para a partilha e o exercício da convivência.

A Fazenda São Bernardo oferece espaço para acampamento com banheiros e chuveiros disponíveis.

Toninho Macedo
21 de junho, 2025

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Jornal ROL homenageia o poeta, escritor e compositor folclorista Francisco Garbosi

Francisco Garbosi, folião de Reis desde criança, também é atuante como mestre embaixador desde 1961



O jornal Cultural ROL, reconhecido internacionalmente por sua relevância como disseminador da cultura, homenageia o escritor, poeta e folclorista mineiro Francisco Garbosi, que, ainda hoje, aos 84 anos, faz questão de mostrar seu primoroso trabalho em prol da cultura, especialmente em relação a uma das festas populares mais comemoradas da história do folclore brasileiro, a ‘Folia de Reis‘, uma festa de caráter religioso realizada entre o período do Natal até o Dia de Reis, em 6 de janeiro.

Um eterno folião

Nascido em 1º de janeiro de 1939 em Paraguaçu-MG, filho de Ângelo Garbosi e Geralda Francisca de Jesus. Frequentou a escola mista rural do bairro Aparecida, em Tapiratiba – SP. Em 1950 mudou para o município de Londrina, onde trabalhou nas lavouras de café e em 1972 veio para a cidade, onde trabalhou na empresa Viação Garcia como cobrador; na empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina, como cobrador, fiscal e despachante de tráfego e na empresa Colégio Maxi, como segurança patrimonial noturna. É casado desde 20 de setembro de 1961, pai de 4 filhos, 8 netos e 4 bisnetos. É poeta, compositor e folclorista, como folião de Reis desde criança, mas como mestre Embaixador desde 1961 e em 1989 formou o grupo Mensageiros da Paz Londrina PR, que mantém atual até hoje.

Francisco é autor de várias obras literárias e considerado um dos mais antigos folião. Traz consigo a tradição desde a infância, e hoje, aos 84 anos, ainda encanta a todos com seu talento e disposição.

No dia 10/05/2023, entrevistamos Francisco, no programa Ver-arte, que aexibido toda quarta-feira, às 20h, pelo Intagram.

Link da entrevista: https://www.instagram.com/tv/CsFPCRvBKOO/?igshid=MTc4MmM1YmI2Ng==

Instagram do autor: https://instagram.com/franciscogarbosi?igshid=MzRlODBiNWFlZA==

A Folia dos Reis

Ariano Suassuna com Francisco Garbosi – Jornal Folha Norte 2006 Londrina-PR

Na Folia de Reis, grupos organizados de pessoas saem pelas ruas da cidade, visitando as casas e tocando músicas populares e entoando cânticos bíblicos em homenagem aos reis magos e ao nascimento de Jesus. Com os músicos, vão pessoas vestidas com roupas de personagens ligados ao tema da festa.

Alguns aspectos tradicionais da Folia de Reis foram trazidos para o Brasil no final do período colonial (provavelmente no começo do século XIX), pelos portugueses. Porém, de acordo com estudiosos da cultura popular, esta festa tem sua origem na Espanha.

A porta de entrada foi o nordeste brasileiro. Porém, em nosso país, a Folia de Reis ganhou traços culturais particulares, incorporando aspectos da cultura brasileira. Um destes exemplos está presente na música, com a presença das batidas típicas dos tambores africanos.

Vale dizer também que a Folia de Reis possui traços particulares em cada região do Brasil, inclusive, em Minas Gerais, terra do escritor e folclorista, que conheceu pessoalmente grandes nomes da literatura, a exemplo do escritor Ariano Suassuna, pelo qual tem grande carinho e admiração.

Livros de Francisco Garbosi