As inscrições ao II Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento foram prorrogadas até o dia 15 de fevereiro de 2026
Card do II Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento
As inscrições para o II Prêmio Laurel Verbum de Literatura de entreterimento foram prorrogadas aé o dia 15 de fevereiro de 2026.
O que é o Prêmio Laurel Verbum?
O Prêmio Laurel Verbum de Literatura de Entretenimento é uma iniciativa dedicada a descobrir e consagrar talentos literários, celebrando obras que cativam o público pela criatividade e narrativa. O prêmio busca elevar o patamar da literatura de entretenimento nacional, reconhecendo o mérito de autores que dominam a arte de contar histórias.
Como funciona?
O processo seletivo ocorre em etapas rigorosas:
Inscrição e Avaliação:
Autores submetem suas obras (físicas ou digitais), que são analisadas por uma comissão julgadora composta por especialistas do setor.
Seleção de Finalistas:
Após uma análise técnica detalhada, são selecionadas as obras que mais se destacaram em cada categoria.
Noite de Gala:
O auge da premiação acontece em um evento solene, onde os vencedores são revelados em uma celebração à cultura.
Data da premiação
23/05/2026, em Santo André (SP), na Associação dos servidores públicos municipais de Santo André.
A Experiência do Evento
A noite de premiação é um encontro artístico de alto nível, reunindo poetas, músicos e fotógrafos profissionais em uma atmosfera de celebração. Além de honrar os finalistas e seus convidados, o evento promove o networking e a confraternização com um buffet exclusivo para encerrar a noite com chave de ouro.
Categorias
Melhor Poesia, Melhor Conto, Melhor Romance de Entretenimento, Melhor Fantasia e Ficção Científica de Entretenimento, Melhor Suspense de Entretenimento, Melhor Literatura Infantojuvenil de Entretenimento, Melhor Jornalismo e Documentário de entretenimento (Reportagens/Biografia), Melhor Aventura de Entretenimento, Melhor Poesia em língua inglesa, Melhor Conto em língua inglesa.
Coletânea Pedagógica destaca a arte como linguagem transformadora na formação docente
Card da Coletânea Pedagógica – Vol. 1
Obra reúne produções de alunos de Pedagogia da FAF e propõe uma nova visão sobre o ensino da arte na Educação Infantil.
A Editora Gotland lança o volume 01 da Coletânea Pedagógica: Entre Cores e Letras– A Pedagogia da Expressão, resultado de um projeto educativo desenvolvido com os alunos do curso de Pedagogia da Faculdade do Futuro (FAF), sob coordenação do professor Fabrício Santos, também editor-chefe da publicação.
A coletânea apresenta textos autorais e planos de aula voltados para o ensino da arte na Educação Infantil, propondo abordagens criativas, afetivas e inclusivas para o trabalho pedagógico. A obra é fruto das atividades desenvolvidas na disciplina ‘Ensino da Arte’, e revela como a arte pode ser instrumento de formação sensível, crítica e transformadora.
“Mais do que uma coletânea, este livro é um manifesto artístico-pedagógico que celebra o encontro entre estética e educação, entre teoria e prática, entre o sentir e o saber”, afirma o professor Fabrício Santos.
Com linguagem acessível e conteúdo prático, o livro convida à reflexão sobre a importância da expressão artística na formação dos futuros professores, valorizando o olhar, a escuta e a criatividade como elementos essenciais no processo de ensinar e aprender.
A publicação marca o início de uma série de volumes que pretendem registrar e difundir experiências pedagógicas inovadoras, fortalecendo o diálogo entre universidade e práticas educacionais humanizadas.
Luan Aversa: poesia que floresce entre o campo e o asfalto
Tapete de Capim no Asfalto
O jovem poeta Luan Cristiano Aversa, conhecido como Luan Aversa, carrega em seus versos a doçura da saudade e o encanto das pequenas coisas.
Nascido em Piracicaba (SP), o autor soube desde cedo transformar em palavras a delicadeza do que o rodeava: o barulho da cidade, o movimento das ruas, o cheiro de terra molhada que ainda mora na lembrança do campo.
Formado como Tecnólogo em Alimentos e Técnico em Publicidade e Propaganda, Luan une sensibilidade e observação apurada em cada poema.
Seu olhar poético começou a se revelar ainda na adolescência, por volta de 2012 e 2013, quando percorria os caminhos da cidade durante seus cursos.
Foi nesse cotidiano urbano que nasceu a inspiração para sua primeira obra publicada, Tapete de Capim no Asfalto.
Mais do que um título, o livro é uma metáfora que traduz o espírito de suas poesias, o encontro entre o verde da natureza e o cinza da cidade, entre a lembrança do campo e a correria do urbano.
Em cada verso, Luan Aversa costura sentimentos e imagens com simplicidade e lirismo, criando um tapete onde o leitor caminha entre memórias, sonhos e reflexões sobre o viver contemporâneo.
Com apenas 28 anos, o poeta revela maturidade e ternura em sua escrita, oferecendo ao leitor um respiro poético em meio ao cotidiano.
“Escrevi boa parte da obra na adolescência, inspirado pela urbanidade que observava. Hoje percebo o elo entre aquelas poesias, nascidas dos trajetos que eu fazia pela cidade”
LUAN AVERSA
Tapete de Capim no Asfalto marca o início de uma jornada literária promissora.
E Luan Aversa já sonha alto: novos projetos, outros gêneros e públicos o aguardam.
Sua poesia, no entanto, permanece fiel à essência, olhar o mundo com calma, sentir o vento, ouvir o silêncio entre os ruídos da cidade.
Um poeta jovem, mas de alma antiga, que faz da palavra um abrigo entre o asfalto e o capim.
Como um tapete de capim brotando no asfalto, se inspirando em temas como a cidade e a natureza e esse contraste, a primeira parte desta antologia predomina essa temática.
Esse projeto vem dos trajetos a pé que o autor presenciava nesse entorno com um olhar único durante o caminho para os vários cursos, como os de idiomas que fazia na época.
Reunir a obra foi um trabalho de curadoria própria em olhar os temas e definir a seleção que a comporia.
A antologia ainda conta com uma crônica inédita que mostra a habilidade em prosa além das poesias do autor.
Colocar no papel o que o engenho e a tinta na arte lhe possibilitam é tarefa árdua, mas que faz com gosto, gosto de café quentinho e passado agora pouco…
às vezes vejo verde azulado intenso como turquesa tom denso petróleo cobiçado do que se trata o profundo tal abismo esverdeado riquíssimo em diversas belezas?
quiçá outro mundo morada de homens esquecidos casa eterna e leviana de aquáticos anfíbios simples descanso de envaidecido resquício de flores diluvianas
pareço mergulhar na diluída manta anil intensa e imensa líquida descida em que fluo penso e divago que sumo vistas de agrestes ramagens ou celestes folhagens terra molhada de iodo céu de sal perfumado
recorro ao ar que concentro no centro de meu espírito conscientizo o atemporal e ilimito o fôlego no pensamento
neste oceano infinito gritei por dentro acorrentei leviatã passei leve por tormentos mais limpa que escumas
vislumbro meio atônita as ondas do amado mar no passável livre passo passível apalpar o impossível acaricio nítido invisível tal pomba folha-oliva ao bico
sou água viva transparente queimando tristezas ardentes anseios boiam nas vagas cismas mais nenhumas alcanço o céu sem brumas
Elaine dos Santos: ‘Reflexões sobre o mês de agosto’
Elaine dos SantosImagem criada por IA do Bing – 05 de agosto de 2025, às 11:10 PM
Dizem (ah, como as pessoas dizem!) que sou muito cética em relação ao conhecimento popular (ah, se elas soubessem o que eu sei!). Estamos em pleno mês de agosto, mês do desgosto, segundo enuncia a sabedoria popular.
O filósofo grego Aristóteles , contrapondo-se ao seu preceptor, Platão, enunciou a mimese, isto é, a representação das coisas feitas pelo artista. Para Platão, o artista fazia uma representação de segunda ordem. As coisas existiam no mundo das ideias e o marceneiro ou o carpinteiro representavam-nas como objetos físicos.
Há um romance de Rubem Fonseca, chamado ‘Agosto‘ e que enfoca os acontecimentos de agosto de 1954, que desembocaram na morte do ex-presidente Getúlio Vargas, que me parece exemplar quando abordamos a mimese e, ao mesmo tempo, a fatídica fama do mês de agosto.
Como se trata de ficção que tem a História como pano de fundo, não existe o propósito de contar A verdade dos fatos, mas uma possível verdade, dentre tantas que, talvez, com o decorrer dos anos, ainda possam vir à tona. Sim, e daí?
O leitor do romance ‘Agosto’, de Rubem Fonseca, pode ler os eventos ficcionalizados ‘a gosto’. Lembrei-me disso porque vivemos uma época em que as pessoas leem o cotidiano acreditando que existe apenas uma e absoluta verdade, como se determinados políticos, religiosos detivessem a ‘fórmula secreta da verdade’.
A propósito: que verdade?
Segundo a tradição, a desventura do mês de agosto teria começado na Península Ibérica quando navegantes partiam em suas caravelas para longas viagens. Era o tempo das grandes navegações. Na praia, ficavam mães, namoradas, esposas, filhas que pranteavam o destino dos homens da família… Era sempre uma incerteza sobre o retorno.
No entanto, o século XX (20) foi pródigo em reforçar a má fama do mês de agosto (ou teria sido mero acaso?): a Primeira Guerra Mundial teve início em agosto (na verdade, a data oficial é 28 de julho de 1914, mas a responsabilidade recaiu sobre agosto); a Segunda Guerra Mundial teria encerrado com um armistício assinado em 14 de agosto de 1945; por outro lado, é impossível não registrar o horror das duas bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 6 de agosto e 9 de agosto de 1945, respectivamente.
No Brasil, além da morte de Getúlio Vargas, em 1954, é possível registrar a renúncia de Jânio Quadros, em agosto de 1961, o que criou um clima de grande instabilidade política, visto que o seu vice-presidente, João Goulart, não era bem-visto pelos militares, que temiam a sua posse. Para apaziguar os ânimos, o Brasil viveu a experiência parlamentarista, quando Tancredo Neves assumiu como primeiro-ministro.
Cabe lembrar ainda o estranho acidente que vitimou Juscelino Kubitschek de Oliveira (JK), ex-presidente, em 22 de agosto de 1976. Diversas teses envolvem o acidente, como sabotagem mecânica, envenenamento do motorista etc. De qualquer sorte, JK também morreu em agosto.
Consagrado por retratar a violência urbana, Rubem Fonseca, no livro ‘Agosto’, proporciona-nos essa possibilidade de “’er o mundo’ justamente sob a ótica literária, da mimese, da imitação.
O historiador francês Paul Veyne ensina-nos que quem se dedica à escrita da História oficial não consegue recuperá-la em sua plenitude, vale-se de documentos, depoimentos etc., mas ressalta que, por exemplo, a batalha perdida por Napoleão em Waterloo tem várias nuances: a derrota sob a ótica de Napoleão, sob a ótica dos seus soldados, sob o olhar dos soldados vencedores, por exemplo, não é A História única e definitiva.
Tanto no acidente de JK, que teve o seu mandato como presidente questionado por atos de corrupção; como Vargas que poderia ter sido levado ao suicídio quando as acusações de Carlos Lacerda – corrupção e, na sequência, o crime da rua Tonelero, que teria sido encomendado para matar Lacerda – aproximavam-se aceleradamente do Palácio do Catete, poderiam ter tomado atitudes que fogem à compreensão do historiador e, portanto, dos registros históricos.
Rubem Fonseca, cujo romance foi publicado em 1990, abranda esse sentimento de totalidade – tão caro ao mundo grego antigo – para dar-nos a fluidez do mundo de Baumann, os grandes heróis que a História construiu e ofertou-nos eram ou são seres de carne e osso, dotados de músculos, nervos, vísceras, sangue, ideias que nem sempre se assemelham ao que pensamos, almejamos. Sendo assim, nós necessitamos dar-nos conta que a vida é uma sucessão de fatos inevitáveis, uma sucessão de narrativas.
Erich Auerbach, em seu livro ‘Mimesis‘, por exemplo, é pontual: você pode ler as grandes epopeias gregas – Ilíada e Odisseia – como elas são, ou seja, narrativas fictícias, atribuídas a um poeta, Homero, que não se sabe se existiu.
Por outro lado, ao ler a Bíblia cristã, você necessita assumir uma postura de crer ou não no Deus cristão – e isso não é menosprezo pelo Deus cristão, mas ter a ciência que, no mundo, existem outras religiões, outros deuses, outras crenças.
Por que mesmo que, passados 500 anos, continuamos associando agosto e desgosto?
Bicentenário de Dom Pedro II – Um Presente ao Imperador
Bicentenário de Dom Pedro II – Um Presente ao Imperador é a mais nova antologia organizada pelo Conde Dom Zecca Paim
Capa da antologia Bicentenário de Dom Pedro II – Um Presente ao Imperador, organizada pelo Conde Dom Zecca Paim
Após o sucesso das antologias Versos da Amazônia Brasileira; 500 Anos de Camões; Chega de Saudades – um Tributo a Tom Jobim e Carlos Drummond de Andrade – O maior Poeta Público do Brasil, o Conde Dom Zecca Paim, como organizador, lança a antologia Bicentenário de Dom Pedro II – Um Presente ao Imperador, esta também sob o Selo Editorial: Antologias Brasil.
A obra – que promete o mesmo sucesso das outras antologias organizadas pelo Conde Dom Zecca Paim – contará com o prefácio do Príncipe Dom Alexandre Camêlo Rurikovich Carvalho, Chefe da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente e Presidente da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA; posfaciadora Condessa Osalda Pessoa; convidada de honra Duquesa Claudia Lundgren e autora convidada Grã Duquesa Edna Maria Froede Santos.
A antologia é uma edição especial de luxo, de capa dura, e as inscrições se encerrarão quando completados 200 coautores.
O Livro contará com o ISBN e ficha catalográfica e será publicado pela Editora Antologias Brasil, a qual apresenta reconhecido Conselho Editorial.
Os poemas, contos e crônicas serão recebidos para edição e será enviada a resposta de aceite no mesmo dia da Inscrição.