Pietro Costa: Poema ‘Luminoso útero das constelações’
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Ser de auroras bordadas no tear da eternidade, Carrega nos olhos luas mansas e febres de claridade. Pelos Céus foi ungida entre ventos e poesias, Para sustentar o mundo sem renunciar às fantasias.
Mulher de mãos-rio, que dissolve culpas e temores, Embala galáxias inteiras no jardim dos seus amores. No seu sopro de estrelas, a esperança faz morada, Como se a própria paz fosse por ela amamentada.
Oscila entre relógios, marés e fases partidas, Mas há vulcões de coragem sob suas mãos feridas. Equilibra universos em órbitas concomitantes, Como quem conduz silenciosamente sóis flamejantes.
Doa a própria vida sem cálculo ou vaidade, Desde o ventre já floresce vestida de generosidade. Mãe: constelação viva contra a fria brutalidade, Milagre que Deus semeou para preservar a humanidade.
Renata Barcellos: ‘Universidades brasileiras e o uso da IA’
Renata BarcellosImagem criada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/6a0b46d8-8a60-83e9-8c6d-848d8b4bd7e7
Diante de inúmeras incertezas por parte de estudantes e pesquisadores, instituições debatem quais seriam os limites éticos do uso de ferramentas na escrita e na pesquisa científica. A partir disso, as instituições de Ensino Superior do Brasil começam a formular recomendações para o uso de inteligência artificial (IA). O uso indiscriminado do ChatGPT tem suscitado questionamentos sobre limites éticos no uso de tecnologias, principalmente na escrita acadêmica.
Nós, professores, temos procurado novas formas de avaliar trabalhos de alunos, a fim de evitar o seu uso indevido. No geral, as orientações sugerem que seja o uso transparente e alertam para o perigo de ferir direitos autorais, praticar plágio. Cabe ressaltar que este é considerado crime por violar a Lei 9.610/98 dos direitos autorais, gerar desinformação…
Com o avanço e a consolidação de serviços de inteligência artificial (IA), universidades e instituições de Ensino Superior ao redor do mundo passaram a elaborar regras para o uso da tecnologia. No Brasil, o número de instituições com tais regulamentações ainda é considerado baixo.
A regulamentação da Inteligência Artificial (IA), no Brasil, em 2026, é centrada no PL 2338/2023. Esta estabelece direitos para usuários, categoriza riscos e cria obrigações de transparência para empresas. Os documentos legais vigentes, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados.
Assim, as universidades e os periódicos têm assumido o protagonismo na elaboração de orientações internas, reforçando princípios como transparência, responsabilidade humana e integridade acadêmica.
Principais aspectos da Regulação de IA (PL 2338/2023):
· Gestão de Risco: sistemas de IA são divididos por níveis de risco (inaceitável, alto, limitado, mínimo), com regras rigorosas para os de alto risco.
· Transparência e Direitos: usuários têm direito a saber se estão interagindo com IA e a solicitar revisão de decisões automatizadas que afetem seus interesses.
· IA Generativa: regras específicas de governança e documentação sobre dados de treinamento, além de exigência de moderação de conteúdo ilegal.
Contexto Internacional e Brasileiro
· União Europeia: AI Act, em vigor, classifica riscos e proíbe certas aplicações (ex: pontuação social).
· Brasil: texto aprovado no Senado em 2024 (e em pauta em 2025/2026) entra em vigor em fases, focando em segurança e ética.
· China: normas rígidas em vigor desde 2023, exigindo conformidade com dados de treinamento e conteúdo.
IA (Plataforma):
· Leis IA: “Leis IA” é uma ferramenta de IA especializada em consultar legislações municipais, estaduais e federais brasileiras.
· MEC/CNE: em 2026, o Conselho Nacional de Educação aprovou regras gerais para o uso de IA, proibindo o uso de “alto risco” (como decisões automáticas de reprovação) e focando na transparência.
Pontos-chave sobre IA e Plágio:
· Detecção de IA vs. Plágio: são ferramentas distintas. Verificadores de plágio (ex: Copyleaks, Plagium) buscam similaridade com textos existentes, enquanto detectores de IA (ex: GPTZero, QuillBot) avaliam padrões robóticos.
· Riscos Acadêmicos: textos 100% gerados por IA são facilmente detectáveis, superficiais e frequentemente considerados inaceitáveis por instituições.
· Uso Ético: utilizar IA para estruturar ideias, rascunhar ou pesquisar é aceitável, desde que o conteúdo final seja verificado e revisado.
· Direitos Autorais: reprodução não autorizada de obras protegidas por IA pode violar direitos autorais.
Pontos centrais presentes na maioria dos manuais universitários em 2026:
Diretrizes de Uso Ético: (O que pode e não pode)
· Permitido: uso para brainstorming, resumos, auxílio na correção de código, traduções e melhoria da fluidez do texto.
· Proibido: Plágio (submeter trabalhos gerados por IA como próprios), criação de deepfakes, e compartilhamento de dados sigilosos ou sensíveis em ferramentas públicas.
Princípios Acadêmicos:
· Autoria Humana: responsabilidade pelo conteúdo final é sempre do aluno ou pesquisador.
· Pensamento crítico: IA deve potencializar a criatividade, não substituir a capacidade cognitiva do estudante. · Integridade: As instituições estão revisando seus códigos de ética para incluir punições ao uso indevido de IA.
Mudanças na Avaliação
· Professores estão adaptando as formas de avaliação, priorizando atividades em sala de aula, apresentações orais e discussões para garantir que o aprendizado ocorreu de fato.
Em síntese, a regra geral é transparência. A IA é bem-vinda como ferramenta de trabalho, desde que seu uso consciente como fonte de consulta e não como produto final. A autoria intelectual humana deve permanecer.
Laskiaf Amortegui: ‘Seu sorriso: sorrir às vezes apaixona’
Laskiaf AmorteguiFoto da autora criada pela IA do Gemini
Devo escrever algo belo, profundo e maduro, mas minha musa se recusa a ressoar e minha caneta dança entre meus dedos paralisados. Que seja algo belo, dizem… seu sorriso é encantador. Algo profundo… que já não está aqui. E finalmente maduro: que devo te esquecer, embora minha alma suspire até explodir. Será que não entendem que cada frase me leva a ela? Maldigo a musa que partiu, pois é o seu sorriso que ainda governa meus dedos apaixonados.
Jacob Kapingala: Poema ‘Um pouco da nossa alegria’
Logo da seção O Leitor ParticipaImagem criada pelo hatGPT – https://chatgpt.com/c/6a084203-8b84-83e9-a21c-d4321e54fe07
Extinguir o bem do coração, É o pior que se pode fazer. Embora os dias sejam de aflição, Há que se ter amor pra viver.
O futuro não se pode apressar. Viver é ter calma e ver onde se põe o coração. Pois apesar de tudo que nos faz chorar, Há sempre um fim para a desolação.
Não precisa gritar para ser ouvido. As palavras sabem muito bem chegar ao seu destino. E mesmo que o caminho seja tão temido, Siga como um bom peregrino.
O hoje deve ser sempre bem-vindo, Tal como se deseja o raiar do dia. E caso a luz não nos esteja sorrindo, Então, que sejamos nós a dar-lhe um pouco da nossa alegria.
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala
Jacob Kapingala, 28, é natural da província de Huambo (Angola) e reside em Luanda. Estudou Pedagogia na Escola Missionária do Verbo Divino (Santa Madalena) e atualmente exerce a função de professor do ensino primário.
É escritor e poeta, com participação em algumas antologias e revistas literárias do Brasil e de Portugal.
Teve o desejo de colocar no papel aquilo que pensava somente em 2018, ano em que escreveu seus primeiros poemas. Porém, foi somente em 2019 que passou a se dedicar de corpo e alma à poesia.
É académico da CILA – Confraria Internacional de Literatura e Arte, da ABMLP – Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesía e da Academia Virtual dos Poetas da Língua Portuguesa.