José Ngola Carlos: ”Mudar é difícil, mas é possível!’
José Ngola CarlosPaulo Freire – Imagem gerada por IA do ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69c82da8-bc0c-83e9-95b4-5bd6d8355450
Agora, sim, Paulo Freire me é familiar!
O empreendimento não foi de estudo rigoroso e sistemático, mas o de simplesmente conseguir alguma familiaridade com o pensamento didático, pedagógico e político de Paulo Feire. Para isto, foi necessário empreender um projeto de leitura extensiva de 24 (vinte e quatro) livros em Português e 11 (onze) livros em Espanhol.
Ao começar com os livros em Português, conveio priorizar o icônico Pedagogia do Oprimido. Não raro, as pessoas que nada ou pouco conhecem sobre a vida e obra de Freire, mediante leitura, o conhecem apenas pela referência da obra Pedagogia do Oprimido, como se se tratasse da sua primeira e última obra. Porém, Paulo Freire escreveu dezenas de livros que merecem igual menção honrosa como o da Pedagogia do Oprimido.
Finda a leitura dos livros que tinha disponível em Português, o percurso continuou com os livros em Espanhol que não estavam disponíveis na Língua Portuguesa. Assim, para conseguir a tão desejada familiaridade com o pensamento de Freire, foram necessários, para o meu caso, a leitura de 35 (trinta e cinco) livros seus.
No dia 28 de Agosto de 2025, termino o percurso de familiaridade simples, porém, não simplista, conforme diria Freire, com a filosofia educativa do autor lendo a obra Pedagogía de los Suenos Posibles.
Neste pequeno texto, que agora disponibilizo ao Jornal Cultural ROL e aos meus leitores e leitoras, aos quais muito estimo, mais do que simplesmente registar a memória de uma trajetória de leitura que visava compreender a ontologia, axiologia e epistemologia de Paulo Freire, o texto também se propõe como um exercício de síntese de um período de leitura-estudo. O texto pretende igualmente despertar o interesse dos leitores e leitoras para o estudo das obras de Freire e, muito objetivamente, é intensão do autor fornecer uma espécie de visão geral do pensamento freiriano, embora não se pretenda completa.
Dentre vários assuntos tratados por Paulo Freire em suas obras, que na sua maioria se consubstanciam em diálogos, cartas e conferências, constam:
A educação como um ato político;A prática educativa como intrinsecamente dialógica e dialética;
A educação como um quefazer cultural e revolucionário e não reacionário;
A denúncia da prática educativa como uma prática ideologicamente não neutra;
Uma séria crítica ao sistema educativo tradicional e bancário como não sendo verdadeira educação, mas um ato de domesticação e manutenção do poder que a minoritária classe dominante exerce sobre a esmagadora classe dominada;
A educação como ato de conscientização e de alcance à liberdade de pensamento, de manifestação e de construção e reconstrução do mundo;
A necessidade da invenção e reinvenção educativa como processo histórico, etc, etc.
Paulo Freire é digno das menções honrosas que lhe são feitas no mundo todo, dada sua justa luta e conquistas na educação, com e em favor das classes oprimidas.
É necessário sonhar, porque é impossível existir como ser humano sem sonhos. É necessário lutar destemidamente pelos sonhos para que eles se tornem realidades. Somado ao destemor, é necessário persistência, sabedoria, fé, amor e ética enquanto se luta justamente para a humanização do mundo que a todos nós acolhe.
Mudar é difícil, mas é possível!
José Ngola Carlos, Msc.
Malanje, 27 de março de 2026
Como citar este artigo: Carlos, J. N. (2026:3). Mudar é Difícil, mas é Possível! Brasil: Jornal Cultural ROL.
‘La Mesita Del Comedor: O espectador como cúmplice do absurdo’
Card da coluna CINEMA & PSICANÁLISE – La Mesita Del Comedor: O espectador como cúmplice do absurdo
La Mesita Del Comedor parte de um ato inicial: um casal vai até a loja de móveis comprar uma mesa de centro. Um ato cotidiano que revelaria, mais tarde, ser um fio condutor à catástrofe. A peça: uma mesa um tanto exótica, com duas figuras femininas pintadas em dourado segurando uma tampa de vidro, daí a “Mesita” do título. Jamais imaginaríamos, no entanto, que o objeto causaria tamanhos estragos. Nos primeiros minutos do filme, percebemos que o casal que acabara de ter um filho passa por um momento difícil na relação. São desavenças o tempo todo, diálogos inacabados, cobranças e acusações.
Não sabemos muito bem ao certo quando as desavenças começaram, porém a chegada de um bebê contribui para o clima ficar ainda mais tenso. Depois de alguma discussão, eles decidem, mesmo a contragosto da esposa, levar a tal mesa de centro. Aliás, o vendedor parece ‘empurrar’ o móvel de qualquer jeito para eles. Convencidos, levam-na para casa e o pior acontece.
Agora a pergunta que não quer calar: o que poderia acontecer de tão terrível com uma estúpida mesa de centro? O roteiro de Caye Casas, que também assina a direção e Cristina Borobia que o digam! Ambientado praticamente no apartamento do casal, com pouquíssimas externas e elenco reduzido, La Mesita Del Comedor (Mesa Maldita, no Brasil; The Cofee Table, nos Estados Unidos), surpreende pela sagacidade e perspicácia de sua narrativa.
Definitivamente é um suspense, com pitadas de gore em algumas cenas e ausência de jump scares. É composto por uma atmosfera que nos mantém numa tensão absurda ao longo da película e aquele mal-estar crescente a cada cena e a cada decisão do personagem de David Pareja que interpreta o marido completamente desnorteado, tentando permanecer lúcido e responsivo diante de tamanha tragédia.
Quando o ato desastroso acontece, a sensação é de total perplexidade. Leva alguns segundos para realmente acreditar no que os olhos veem. Acompanhamos a saga do marido tão incrédulos quanto ele, que durante todo o filme procura esconder da esposa, do irmão e da cunhada, que mais tarde vão visitá-los para um jantar em família, o terrível fato de ter derrubado seu filho recém-nascido na mesa de vidro. O horror é escancarado não somente pela sanguinolenta cena, como também, a direção do filme nos faz ver e saber de algo ainda pior, impossível de revelar: a cabeça da criança está embaixo da poltrona. A partir disso, marido e espectador guardam consigo uma dor imensa sem poder compartilhar com ninguém.
Nesta obra, o confinamento transcende as paredes do apartamento e se torna uma prisão moral e emocional absoluta. O diretor utiliza a geografia da sala de estar para criar uma experiência de asfixia quase insuportável, tornando-se o epicentro de um trauma irreversível. Essa redefinição do espaço tem um objeto literal no centro do quadro, pois a mesa de vidro não apenas restringe o movimento dos personagens na pequena sala, ela parece ancorar o olhar do espectador. O quadro cinematográfico nos obriga a orbitar essa jaula de horror, transformando a sala de estar comum em uma masmorra psíquica do qual o protagonista (e o público) não pode se evadir.
A câmera frequentemente isola Jesús, o pai, em planos que o esmagam contra o sofá ou as paredes, de forma literal ou emocional, refletindo na tela a sua paralisia imposta; ele não pode fugir fisicamente do apartamento e não pode fugir psicologicamente da tragédia ocorrida. A negação da realidade posterga a fatídica revelação atuando como lastro ao suspense. Ao pai, a cada par de minutos, sente-se menos confortável naquele prolongar, no qual o ar claustrofóbico fere-o lentamente.
O espectador e o protagonista são os únicos que sabem da terrível verdade desde o início, criando uma prisão daquele que assiste na própria mente de Jesús. Acompanha-se ‘por dentro’, a escalada de esmagamento do personagem pela culpa e face ao insuportável. Nesse passo, a paranoia é ativada não por assassinos nas sombras, monstros ou qualquer elemento sobrenatural, mas por elementos supostamente banais. A chegada da esposa, do irmão, da cunhada, da vizinha, os sorrisos, as piadas casuais, chocam-se de forma iminente com a tragédia oculta, pois a interação social cotidiana ao derredor do escabroso acontecimento torna-se a maior fonte de tensão e violência psicológica para o público.
La Mesita Del Comedor é um estudo de caso perfeito sobre o tempo psicológico no cinema, desenrolando-se em apenas uma tarde e noite. Contudo, para o espectador, a duração parece infinita. A edição refinada e direção apurada nos prende em diálogos corriqueiros enquanto sabemos que a catástrofe está a centímetros de ser descoberta. Literalmente, afinal não podemos esquecer que a cabeça do infante permanece na sala. O diretor estica o tempo, transformando cada conversa trivial em uma agonia prolongada, fazendo-nos sentir fisicamente o peso daquela espera torturante.
A trama segue perturbando nossa mente e carne, pois é possível sentir a aflição de Jesús em inventar desculpas e saídas para que Maria, a esposa, não saiba que Cayetano, seu precioso filho está morto e daquela forma. De origem espanhola, a película nos brinda com um enredo simples, mas que consegue extrair a partir de uma história aparentemente trivial de um casal ordinário comprando um móvel qualquer, um desenrolar tão criativo e incômodo. Tal é a tônica já conhecida nas produções daquele país.
Filmes assim nos fazem crer na importância de excelentes roteiros, além da montagem das sequências, sem necessariamente se preocupar com cenários gigantescos, alta quantidade de personagens e externas, trilha sonora fenomenal, entre outros elementos. Claro que tudo isso também é considerável numa produção, porém La Mesita, faz com poucos ingredientes uma experiência inesquecível. Outros filmes com características semelhantes vem à baila: o drama/comédia Carnage (2011); o sufocante Enterrado Vivo (2010); o solitário Inside (2023); a excelente produção O Farol (2019); o frenético filme argentino 4×4 (2019).
Ao contrário de filmes em que o perigo espreita do lado de fora da casa, ou do ponto de atenção do personagem, aqui o horror está confinado dentro do próprio espaço visível, mas oculto dos outros participantes. Afinal, o que não é visto é imaginado de forma ainda mais intensa. Nessa tensão palpável, o design de som coadjuvantemente é usado para manter a ferida aberta. Os sons ao redor funcionam para nos lembrar o tempo todo do que está escondido dos demais e de ciência apenas de Jesús. Uma espécie de ‘extracampo’ moral, não espacial.
O que Caye Casas faz é valer-se das ferramentas do cinema de confinamento e aplicá-las para criar um estado de choque contínuo. Nós não estamos apenas presos na sala, mas na inevitabilidade da dor, e o imensurável período de latência.
Decerto, quando a narrativa nos priva do horizonte, a dinâmica entre o espectador e a película sofre uma mutação profunda. O filme deixa de ser uma janela para o mundo e passa a operar como um espelho de nossas próprias angústias. Tais efeitos são criados a partir de sofisticadas técnicas interacionais que atingem, por assim dizer, o espectador de forma mais intensa. Espelhamento Físico: a sala de cinema (ou o quarto escuro de casa) já é, por si só, um espaço confinado. Quando a imagem na tela reflete um ambiente fechado, ocorre uma sobreposição de realidades. O espectador não está apenas vendo o confinamento; ele está, fisicamente e simbolicamente, submetido a ele junto com os personagens.
As bordas do quadro cinematográfico deixam de ser limites passivos da imagem e tornam-se paredes ativas e esmagadoras. A película nos aprisiona através de closes extremos e da recusa em mostrar o ‘lado de fora’, gerando uma sensação de enclausuramento. De certo modo, a restrição espacial obriga a narrativa a mergulhar verticalmente na psicologia dos personagens, o que desencadeia reações específicas no público. A ansiedade do personagem é transferida para o espectador através de técnicas de mise-en-scène. Ao nos negar o contexto externo, o diretor nos força a focar em microexpressões e na deterioração mental, ativando um lado empático baseado na tensão e no desconforto. O que provavelmente não ocorreria nos contextos de maior escopo de contextualização cênica, com o alívio visual do mundo exterior.
Qualquer ruído, som externo ou sombra no fundo do cenário tornam-se uma ameaça monumental, criando uma hipervigilância deflagrada por perigos ocultos ou idealizados. A imagem é então dissecada quase que paranoicamente, pois no confinamento, o tempo cronológico perde a importância e o tempo psicológico assume maior relevância. Este tipo de fazer cinematográfico assemelha-se a um laboratório do comportamento humano, possibilitando expandir a percepção sobre a fragilidade dos sujeitos diante do isolamento em um ambiente ‘controlado’. Sensações e sentimentos são intensificados, e, como defluência lógica, o próprio clímax inicia sua pujança antecipadamente.
Continuando na trama, há outras subtramas gravitando de maneira velada, muito bem orquestradas pela direção que aguça nosso imaginário: a garotinha Ruth, vizinha do casal, apaixonada por Jesús, propõe claramente a ele um ‘relacionamento’. Será que este pedido teria algum fundamento? Ele manteve alguma relação obscura com a menor ou seria apenas a imaginação fértil de uma pré-adolescente? A mesa de centro quebrou de fato quando o bebê caiu? Foi realmente um acidente? Como Jesús participa deste momento? O brilhante enquadramento em outro ponto da cena em questão nos deixa um vazio, pois apenas é possível escutar o estilhaçar dos vidros. Corta para a feição de horror do pai. Nada mais. Sangue nos móveis e tapete. Não sabemos como se deu cada sequência. Vivemos esse pesadelo juntos. As brigas constantes do casal poderiam revelar que o filho, naquele momento, não era bem-vindo? Jesús reclamava a Maria que não tinha liberdade de escolha no casamento. O pai deixou cair o filho na mesa da discórdia num ato falho?
A tensão entre o casal é patente desde o diálogo de abertura, longo, aparentemente sem propósito, bem ‘tarantinesco’. No entanto, tudo tem seu propósito. Poder-se-ia indagar se o rebento foi planejado, se, de fato, o marido pretendia ampliar a família naquele momento. Seria o descendente uma espécie de materialização de ‘terapia matrimonial’, como um último recurso ao relacionamento? E, ainda de forma mais dramática, o findar tão horripilante da criança poderia ter sido produzido, ainda que inconscientemente, numa revolta à sua mulher e seu relacionamento? O drama de Jesús e seu delongamento, poderia ser uma forma de autopunição por ter sido o responsável – ainda que acidental? – pela morte do filho? Quer ele prolongar seu suplício, e, consequentemente projetá-lo sobre a companheira como se buscasse dividir, não apenas a culpa, mas a intensa dor?
O argumento, rico dentro de sua simplicidade, gravita em torno do bebê e o desenrolar de eventos, no qual ele é o catalisador que propulsiona os fatos e cenas ulteriores, o objeto de manutenção do suspense e, além disso, ponto que guia o fatídico desfecho, afinal, o sofredor pai terá de revelar o nefasto acontecimento. Jesús não tem como escapar: fatalmente em algum momento terá que contar à família enquanto que segue recebendo visitas, interagindo com a esposa de modo robótico, checando se o bebê está dormindo e ainda rechaçando as investidas e ameaças da jovem vizinha enamorada por ele.
Impossível não traçar um paralelo com uma das celebradas obras de Hitchcock, Festim Diabólico, (Rope, 1948), no qual, em vez de um bebê, um corpo repousa dentro de um baú na sala de um apartamento onde se organiza uma recepção. Como dito anteriormente, o cinema de confinamento lança mão de inúmeras ferramentas como recursos narrativos, a partir da utilização de trilha sonora intensa, ou seu decote total e o desenrolar de fatos em tempo real. Aqui, o silêncio e o ruído tornam-se ‘personagens’ invisíveis, operando uma tensão acusmática. O ponto de mal – estar não é visto, no entanto seu resultado é sentido.
Observa-se que o cinema, muitas vezes associado à grandiosidade do espetáculo visual, encontra alguns de seus momentos mais relevados, justamente na restrição. A escolha pelo minimalismo cênico não é meramente orçamentária, (muitas vezes, o é), mas uma decisão estética e narrativa que força a linguagem cinematográfica a dialogar intimamente com o teatro de câmara e com a pintura de interiores, onde a tensão psicológica substitui a ação cinética, vetor este explorado nos anos 30, pelo dito movimento Kammerspiel, quase paralelo ao expressionismo.
Em Festim, Hitchcock, a partir do material original da peça de Patrick Hamilton, orquestra o filme para parecer um único plano-sequência contínuo, inspirado no famoso caso conhecido como ‘Leopold e Loeb’, dois estudantes da Universidade de Chicago que assassinaram um adolescente apenas para provar sua suposta superioridade intelectual nietzschiana, explorada no filme em diálogos filosóficos. Na trama, Brandon e Philip estrangulam um colega e escondem o corpo em um baú de madeira que permanece no centro da sala de estar onde, minutos depois, eles oferecem um jantar para a família e a noiva da vítima. O filme sustenta uma tensão gerada muito mais pela ânsia de saber quando os assassinos serão descobertos, afinal eles estão entre os familiares, do que quem realmente matou.
Em La Mesita, o cenário minimalista — um apartamento com vista para o horizonte de Nova York — torna-se um panóptico invertido. O público sabe a verdade sobre o assassínio do bebê. Indiretamente, somos cúmplices voyeuristas, observando a banalidade das conversas sociais acontecerem na presença de um cadáver. Assim como em Festim há a cumplicidade do público em saber sobre o cadáver que está no baú. Sua descoberta é constantemente postergada a cada vez que um personagem se aproxima do objeto para servir comida ou colocar livros.
Enquanto Hitchcock utiliza o realismo espacial, La Mesita Del Comedor transpõe o absurdo cômico extremo. Já Luis Buñuel (em sua fase mexicana), subverte o minimalismo para o surrealismo. Ótima junção!
Temos então em O Anjo Exterminador (El Ángel Exterminador, 1962), um grupo da alta burguesia confinado em uma sala de estar após um jantar. Não há barreiras físicas, trancas ou guardas; porém eles simplesmente não conseguem sair. Aqui, o cenário estático funciona como uma crítica social corrosiva. O minimalismo do espaço serve para despir as camadas de civilidade. À medida que os dias passam, a sala luxuosa se degrada, assim como a moral dos personagens e o lugar torna-se uma jaula psicológica onde a figura humana é distorcida pelo isolamento. O suspense é existencial, ainda que sem viés ‘bergmanianos’, mas ainda restrito em sua ação, mesmo surreal, pelo qual o terror não assoma de um assassino externo, mas da implosão da quebra das normas sociais dentro de um perímetro restrito.
Por um prisma, se o corpo no baú é deliberadamente incluído como ponto de condução indireta da trama, o pequeno apartamento atua como uma cela não oficial, assim como na película de Buñuel, os próprios elementos humanos erigem a prisão. Em La Mesita, os contornos do filme gravitam, ora em tom de sarcasmo ácido, doído, ora em um suspense/terror cotidiano. É assustador pensar que qualquer um de nós pode enclausurar-se nas próprias celas e baús psíquicos a partir de decisões ou ações bem ou mal-intencionadas.
Afinal, se considerarmos as intensas investidas do inconsciente, todo ato falho carrega seu sucesso. Talvez, a jaula do silêncio seja tão potente quanto o fatídico, tal como um corpo num baú, um grupo confinado em um ambiente no qual é impossível projetar o que se espera, ou mesmo, o que está escondido debaixo de nossas mesas de centro, reais ou simbólicas.
Exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos’ homenageia Hans Christian Andersen no Tatuapé
Card da exposição Jardim Secreto dos Sonhos, no Tatuapé
ColetivoCafé & Arte em Movimento apresenta mostra poética inédita baseada em pesquisa biográfica e literária do autor dinamarquês durante todo o mês de abril
SÃO PAULO – De 1º a 30 de abril de 2026, a Biblioteca Municipal Hans Christian Andersen, unidade temática em contos de fadas, recebe a exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Hans Christian Andersen’. Organizada pelo Coletivo Café & Arte em Movimento, a mostra reúne 20 poemas inéditos que celebram o legado do escritor dinamarquês.
O projeto foi idealizado e organizado pela professora e poeta Priscila Mancussi, presidente do coletivo. Cada um dos 20 poetas participantes dedicou-se a um rigoroso processo de estudo sobre a vida e as obras de Andersen, transpondo essas referências para versos contemporâneos. A viabilização do espaço cultural contou com a articulação estratégica dos escritores Josemir Lemos e Clarissa Lemos, enquanto a identidade visual e as artes da exposição são assinadas pela escritora e artista Cristina Pimentel.
Um Sarau para Enaltecer a Poesia
No dia 25 de abril (sábado), das 10h às 12h, o coletivo promoverá um Sarau Especial. Durante o evento, os autores darão voz às suas criações, transformando a leitura em uma performance literária que busca incentivar o hábito da leitura e dar visibilidade aos artistas locais.
A força silenciosa de um homem escolhido para amar
Mais que um simples José
Seymer Santos revela a humanidade, a fé e a missão de um dos maiores exemplos de amor e entrega da história.
Nem toda grande história começa com certezas.
Algumas nascem da dúvida, do medo… e, principalmente, de uma escolha.
Seymer Santos
É a partir dessa reflexão que o livro “Mais que um simples José”, convida o leitor a olhar com mais profundidade para uma das figuras mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais grandiosas, da história da fé cristã.
São José é conhecido por seu silêncio.
Na Bíblia, não há uma única palavra sua registrada.
Mas são justamente suas atitudes que atravessam os séculos como exemplo de fé, coragem e amor.
Na obra, ele deixa de ser apenas uma presença discreta para ganhar voz, sentimentos e humanidade.
Seymer Santos, autor de 40 anos, pai de três filhos e morador de Sobradinho, no Distrito Federal, constrói uma narrativa sensível, inspirada em estudos, obras religiosas e relatos místicos.
Católico e consagrado a São José, ele encontrou na escrita uma forma de se aproximar ainda mais dessa figura que sempre o inquietou.
“O que ele sentiu? O que pensou diante de uma missão tão grandiosa?”, foram perguntas que deram origem ao livro.
A partir desse questionamento, nasce uma história que apresenta José não apenas como o pai terreno de Jesus, mas como um homem real, que enfrentou inseguranças, medos, noites em claro e decisões que exigiam uma fé inabalável.
Aceitar Maria, compreender o mistério da concepção divina, proteger, educar e prover o Filho de Deus… tudo isso é retratado com sensibilidade, revelando um amor que vai além do sangue, um amor que nasce da escolha.
Inspirado em obras como “Consagração a São José”, do padre Donald H. Calloway, e nas visões da mística Anna Catarina Emmerich, que também influenciaram produções como o filme A Paixão de Cristo , Seymer constrói uma narrativa que une espiritualidade, emoção e reflexão.
Autor de 15 livros publicados de forma independente, com obras que transitam entre aventura, romance, liderança e literatura infantil, ele vive agora um momento especial de sua trajetória: o chamado para evangelizar por meio da escrita.
“Mais que um simples José” não é apenas uma releitura de uma história conhecida
É um convite a enxergar, com novos olhos, a grandeza de um homem que amou em silêncio, acreditou mesmo sem compreender tudo e aceitou, com humildade, uma das missões mais importantes da história.
Uma leitura que emociona, fortalece a fé e nos lembra que, muitas vezes, são os gestos mais silenciosos que carregam os maiores significados.
Você já se perguntou o que realmente se passava na mente de São José?
O homem por trás do silêncio, das escolhas difíceis e da fé, que moldou a vida do Messias?
Prepare-se para uma revelação íntima e transformadora que transcende os séculos e alcança o coração de cada leitor.
Pela primeira vez, José de Nazaré quebra o silêncio milenar, convidando você a uma jornada pessoal através de suas memórias mais profundas, angústias mais secretas e triunfos mais sagrados.
Esqueça o que você pensava saber sobre a figura discreta que guardou a Sagrada Família.
Este não é um simples relato; é a sua voz, a sua verdade, contada com a honestidade e a profundidade de um coração que amou, sofreu e obedeceu a Deus acima de tudo.
Em “MAIS QUE UM SIMPLES JOSÉ”, Seymer Santos nos entrega uma obra-prima da literatura espiritual, onde o carpinteiro de Nazaré se revela em sua plena humanidade.
Desde a infância marcada pela devoção e o trabalho humilde, até o momento em que sua vida se entrelaça, de forma inesperada e divina, com a de Maria, cada página é um convite à reflexão.
José nos conduz por fatos como a gravidez de Maria, o conflito entre a Lei e a voz do coração, e a intervenção angelical que o transformou de um homem justo e perplexo em um guardião fiel.
Acompanhe a difícil jornada a Belém, o milagre do nascimento na manjedoura, a apreensão da fuga para o Egito e a coragem de proteger sua família em terras estrangeiras.
Reviva os anos em Nazaré, o aprendizado no ofício, a educação de Jesus e a dor da perda e o alívio do reencontro no Templo.
O que você vai descobrir nesta jornada inspiradora?
A Coragem Silenciosa: Entenda como José enfrentou o desconhecido com fé, transformando incertezas em obediência.
A Humanidade de um Santo: Conecte-se com as angústias, dúvidas e alegrias de José, percebendo que a santidade é acessível no cotidiano.
A Paternidade como Vocação Divina: Inspire-se no exemplo de José como pai zeloso, provedor e educador, descobrindo o verdadeiro significado de ser guardião.
A Força do Trabalho Humilde: Veja como a dignidade do trabalho e a simplicidade da vida se tornaram caminhos para a santidade e a proximidade com Deus.
A Confiança na Providência: Aprenda a entregar seus planos e preocupações nas mãos divinas, assim como José confiou nos sussurros do céu.
Um legado para a Vida: Compreenda que, assim como José, você é chamado a ser “mais que simples” em sua própria jornada, encontrando propósito e significado em suas escolhas.
Este livro é para católicos e cristãos em geral, a partir dos 18 anos, que buscam aprofundar sua fé e espiritualidade.
Para aqueles que valorizam a reflexão pessoal, desejam inspiração em figuras bíblicas humanizadas e anseiam por aplicar ensinamentos espirituais em sua vida prática.
Se você busca coragem para enfrentar desafios, confiança para superar incertezas e um modelo de paternidade responsável, esta obra foi escrita para você.
Não perca a chance de ter sua vida tocada por esta história milenar contada de uma nova perspectiva.
Adquira agora “MAIS QUE UM SIMPLES JOSÉ” e embarque nesta jornada de fé, coragem e amor incondicional que irá transformar sua visão sobre a santidade e o propósito em sua própria vida!
Ella DominiciImagem gerada por IA do Bing – 27 de março de 2026, às 09:59
Há inícios que não chegam pelo corpo — chegam quando o espírito está pronto.
Quando os desígnios tocam a alma com a precisão do tempo divino, o amor encontra sua forma mais alta: não nasce do sangue, nasce da prontidão interior.
A adoção é esse milagre silencioso em que duas vidas se reconhecem antes mesmo do toque. É o instante em que um filho prometido — gerado na alma, não no ventre — encontra o colo que já o aguardava.
Há encontros que redimem, há destinos que se abraçam, e há amor tão sublime que inaugura o lugar onde realmente mora a felicidade genuína.
Sarau Olhar da Língua Portuguesa no Mundo homenageia mulheres que fortalecem a sociedade por meio da cultura
Sarau Olhar da Língua Portuguesa no Mundo
No dia 25 de março de 2026, o Museu da Casa da Administração do Parque da Luz, em São Paulo, foi palco de uma significativa celebração cultural: o Sarau Olhar da Língua Portuguesa no Mundo. O evento reuniu artistas, convidados e amantes da arte em uma tarde marcada pela sensibilidade, diversidade e valorização da cultura.
A iniciativa contou com a acolhida do administrador do Parque da Luz, Sr. Antônio de Toro, que gentilmente cedeu o espaço para a realização do encontro, contribuindo para a atmosfera receptiva e inspiradora que marcou toda a programação.
Entre os convidados de honra estiveram José D’Amico Bauab, Gabriel Kwak, Dirna Bautista, Celso José Moreira, Dirce Bautista Pliger e Agatha de Aquino, além de diversos participantes que prestigiaram o sarau e fortaleceram o intercâmbio cultural promovido pelo evento.
A abertura foi conduzida pela presidente Nilzangela Souza e pela vice-presidente Marlene Caprino, que destacaram, em suas falas, a importância de iniciativas culturais como ferramentas de valorização artística e transformação social. Ambas reforçaram o compromisso de manter a cultura viva e acessível, fortalecendo os laços entre arte e sociedade.
A programação musical trouxe momentos de grande sensibilidade, com apresentações de Abrão Matias, ao violino, e Fernando Leon, ao violão. O evento também contou com a participação de cantores líricos, entre sopranos e tenores, como Jefferson Aiolfi, Marlene Caprino e Susana Miranda, que emocionaram o público com performances marcadas pela técnica e expressividade.
No campo da poesia, o sarau reuniu nomes como Márcia Etelli Coelho, Eliza Muratori, Pedro Paulo Penna Trindade, Salete Lima, Patrícia Helena do Brás Santos e Shirley Ferro. Um dos destaques foi a participação da Poetisa da Luz, Shirley Ferro, que apresentou sua obra A Essência Não Tem Deficiência, reconhecida como única no país. Com poemas voltados à inclusão, a autora promoveu uma homenagem sensível às pessoas com Síndrome de Down, despertando reflexões profundas sobre empatia, respeito e diversidade.
Mais do que um encontro artístico, o evento teve como eixo central a valorização de mulheres que desenvolvem projetos culturais relevantes, evidenciando o protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais consciente, inclusiva e humanizada.
O Sarau Olhar da Língua Portuguesa no Mundo reafirma o papel da arte como instrumento de transformação, integração e resistência cultural. Em tempos de desafios sociais, iniciativas como essa não apenas celebram a cultura, mas também a colocam como força ativa na construção de um futuro mais sensível e coletivo.
Surendra Nagaraju – Elanaagaimaqgem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69c41597-cb78-83e9-8454-88a6cccda504
Taciturn men are disdained by all – they’re always mum; that is their fall. Shrouded in silence, seized by diffidence, they languish in despondence.
Verbosity is a virtue in the eyes of this banal world, but poor taciturn men are mute and cold; So, to many, they’re off-putting a hundredfold.
Many a tight-lipped man may be going through the torture of a thousand knife-thrusts every minute, or tasting the havoc of raging storms within, each moment.
Poor taciturn men are misinterpreted souls, for they are closed books, subterranean dens, unerupted volcanoes in oceans. They need to be assessed with utmost caution; compassion is what cures their desperation.