CineCafé de maio no Sesc Sorocaba

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: olhares plurais sobre identidade, desejo e imaginação 

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Tudo Sobre Minha Mãe
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Tudo Sobre Minha Mãe

CineCafé de maio do Sesc Sorocaba, idealizado em parceria com o coletivo Nós Diversos, propõe um olhar sensível e plural sobre a diversidade em suas múltiplas formas. A mostra reúne dramas que atravessam maternidade e identidade, animações de ficção científica e narrativas que exploram o desejo, convidando o público a diferentes experiências e perspectivas. 

As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h, com entrada gratuita e retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.  

Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em Reflexão. Neste mês, a atividade é conduzida por convidados do coletivo Nós Diversos, que ampliam a experiência cinematográfica por meio de análises técnicas e teóricas das obras exibidas. 

Confira os filmes, para não perder nenhuma sessão: 

5/5 | Tudo sobre minha mãe 

Direção: Pedro Almodóvar | Drama | Espanha | 85 min. | 2025 | Leg. 

Esteban é um jovem de 17 anos que está escrevendo uma história chamada “Tudo sobre minha mãe”. No dia do seu aniversário, a mãe ia lhe contar tudo sobre seu pai, desconhecido para o menino. Mas um acidente impede que isso aconteça, e a mãe de Esteban decide partir atrás do pai de seu filho. Classificação 14 anos. 

12/5 | Morte e vida Madalena  

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba:  Morte e vida Madalena 
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Morte e vida Madalena 

Direção: Guto Parente | Dramédia | Brasil | 85 min. | 2025. 

Madalena é uma produtora de cinema tendo que lidar ao mesmo tempo com a morte recente do pai, sua gravidez de 8 meses e a produção de uma ficção científica B onde tudo parece dar errado. Classificação 14 anos. 

19/5 | A sapatona galática 

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: : A sapatona galática 
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: A sapatona galática 

Direção: Emma Hough Hobbs | Animação Adulta/Ficção Científica | Austrália | 87min. | 2024 | Leg.   

Uma princesa espacial é expulsa de sua vida protegida, para uma missão galáctica para salvar sua ex-namorada caçadora de recompensas dos Straight White Maliens. Classificação 16 anos. 

26/5 | Joyland  

CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Joyland
CineCafé de maio no Sesc Sorocaba: Joyland

Direção: Saim Sadiq | Drama | Paquistão | 126 min. | 2022 | Leg. 

Uma família patriarcal anseia pelo nascimento de um menino para continuar a linhagem familiar, enquanto seu filho mais novo se junta secretamente a um teatro de dança erótico e se apaixona por uma ambiciosa estrela trans. Sua história de amor impossível começa a iluminar o desejo de toda a família por uma rebelião sexual. Classificação 16 anos. 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba. 

SERVIÇO 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.  

Horário: De terça a sexta, das 9h às 22h. Sábados, das 10h às 19h.         

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

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Mostra Companheiros de Cinema


Mostra Companheiros de Cinema chega à 2ª edição e fortalece o audiovisual regional em Sorocaba

Curta-metragem do grupo
Curta-Metragem do Grupo

O Grupo Os Companheiros em parceria com Ana Duarte realiza sua Segunda Mostra de Cinema. O evento é gratuito e acontece no dia 02 de maio, às 19h, no Espaço Cultural Du’Artes, em Sorocaba.

Criada para valorizar e impulsionar o audiovisual local, a segunda Mostra Companheiros de Cinema se consolida como um espaço de encontro entre realizadores, artistas e público, promovendo visibilidade às produções da região, estimulando conexões no setor e fomentando oportunidades concretas no mercado audiovisual. A primeira edição já mostrou o impacto disso. Surgiram contatos, parcerias e oportunidades reais.

“Fui convidado a integrar a direção de arte de um curta-metragem da cidade depois que conheceram meu trabalho na mostra, isso evidencia que o evento não termina na exibição, ele segue tecendo conexões, fortalecendo parcerias e expandindo horizontes dentro da cena cultural”, relata Fabiano Amâncio, ator, diretor de arte e cenógrafo.

A primeira mostra, realizada em setembro de 2025, recebeu 21 inscrições e selecionou 8 filmes para exibição, reunindo cerca de 70 pessoas, alcançando lotação máxima no dia da exibição. Nesta segunda edição, foram contabilizadas 53 inscrições, incluindo trabalhos de outros estados, evidenciando o crescimento e o alcance da iniciativa.

Mesmo diante do aumento do interesse, a curadoria preservou o compromisso com a valorização da produção regional, priorizando obras de Sorocaba e região, em consonância com a proposta do evento.

“Temos um cinema muito potente na nossa cidade e região. Muitas vezes, vemos produções locais buscando profissionais de fora, quando na verdade existe uma rede qualificada aqui. Nosso objetivo é justamente fortalecer esses laços e colocar esses artistas em evidência”, afirma Maria Helena Barbosa.

Os filmes selecionados para esta segunda mostra são:

 Cisne, Minha Mãe e Eu - direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur
Cisne, Minha Mãe e Eu – direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur

  • O Cisne, Minha Mãe e Eu – direção de Guilherme Telli e Andréia Nhur

  • Ecos de Sorocaba – direção de Maria Eduarda Favetta, Lorena Terra e Kellynn Julietta

Intermúndio - direção de Pietro Godinho
Intermúndio – direção de Pietro Godinho

  • Intermúndio – direção de Pietro Godinho

Curta-metragem Erva Daninha - Direção de Fábio Salvado
Curta-metragem Erva Daninha – Direção de Fábio Salvador

  • Erva Daninha – direção de Fábio Salvador

  • Marreta – direção de André Fidalgo.
Protocolo-Zero-curta-metragem-do-grupo-Os-Companheiros.
Protocolo Zero, dirigido por Alexandre Valentim e produzido pelo grupo Os Companheiros

A exibição inclui o curta da casa Protocolo Zero, dirigido por Alexandre Valentim e produzido pelo grupo Os Companheiros.  Esta segunda Mostra recebe como convidado especial o diretor Mauro Baptistella, que apresenta o curta Prazer, Estela e participa de um bate-papo ao final da sessão sobre os desafios e caminhos da produção audiovisual local.

Serviço


2ª Mostra Companheiros de Cinema

📅 Data: 02 de maio de 2026

🕖 Horário: 19h (pontualmente)

📍 Local: Espaço Cultural Du’Artes- Rua Antonio São Leandro, 76 – Sorocaba/SP

🎟️ Entrada gratuita

Sujeito a lotação, 70 lugares – chegar com antecedência

🔞 Classificação indicativa: 16 anos

⚠️ Não será permitida a entrada após o início da sessão




Ioan Tugearu

Entrevista com o mestre romeno Ioan Tugearu

Logo da seção Entrevistas ROLianas
Logo da seção Entrevistas ROLianas

“Danço desde que me lembro e espero poder continuar a criar dança enquanto viver.” (Ioan Tugearu)

Ioan Tugearu - Arquivo pessoal
Ioan Tugearu Arquivo pessoal

Queridos amigos, tenho o grande prazer e a honra de abrir a minha série de entrevistas no maravilhoso Jornal Cultural ROL com trechos da minha conversa com o célebre bailarino, coreógrafo e encenador da Ópera Nacional de Bucareste (Romênia), Ioan Tugearu.

A entrevista foi publicada no meu quarto livro de entrevistas, ROMENOS DO SÉCULO XXI. Entrevistas-documento com personalidades romenas (editora Pro Universitaria, 2013). O volume contém 32 entrevistas com 29 personalidades (culturais e sociopolíticas) da Romênia contemporânea, nas quais analiso diversos aspetos da vida política, socioeconómica e cultural da Roménia, bem como as formas pelas quais estas foram afetadas pela ideologia comunista e pela transição para a democracia após 1989.

Os temas de discussão destas entrevistas abordam a ideia da nação romena, o destino do povo romeno nos planos cultural, social, histórico e político, analisando o processo do comunismo na Romênia, o período de transição pós-comunista e a fase da monarquia constitucional da Romênia.

Capa do livro de entrevistas, ROMENOS DO SÉCULO XXI. Entrevistas-documento com personalidades romenas, de Rhea Cristina
Capa do livro de entrevistas, ROMENOS DO SÉCULO XXI. Entrevistas-documento com personalidades romenas, de Rhea Cristina

Nascido em 19 de novembro de 1937, o mestre Ioan Tugearu é um artista apaixonado pela sua profissão que, ao dançar, gera e transmite frequentemente emoções profundas de elevada vibração artística, através da sua presença, dos movimentos do corpo, da expressividade das mãos e da força dramática. Um artista completo que, no plano artístico e humano, fascina, seduz e reinventa continuamente a poesia do corpo, dos olhares e das ideias.

Unanimemente apreciado pelo seu talento e imaginação, Ioan Tugearu dedicou durante anos a sua vida à arte coreográfica, sendo os seus espetáculos sempre aguardados com grande expectativa pelo público.

Na qualidade de bailarino, coreógrafo e professor, encenou numerosos espetáculos na Ópera Romena de Bucareste, Iași e Timișoara (principais centros culturais da Romênia), no Teatro Lírico de Constanța (outra cidade cultural da Romênia), na Televisão Romena, no Teatro Nacional de Bucareste (a capital da Romênia), colaborando igualmente com a Ópera de Oslo, Noruega, o Teatro Lírico ‘Arenas de Verona’, Itália, e a ‘Boara danse contemporaine’, Bari, Itália.

Realizou numerosas digressões pela Europa, América e África, com o Balé da Ópera de Bucareste, com o Teatro de Dança Clássica e Contemporânea de Constanța, bem como com as companhias de balé ‘Jeunesse Musicale de France’ e ‘Grand Ballet Classiques de France’. Teve, também, compromissos como primeiro bailarino em Munique, onde interpretou os papéis principais em ‘Pulcinella’ de Stravinsky, ‘Bolero’ de Ravel e ‘Atress’ de Xenakis; em Bordéus, onde interpretou o papel principal em ‘Sebastian’ de Manotti, e em Bari, onde dançou em ‘Pigmalion e Galatea’.

Tive a honra de conversar com o mestre Ioan Tugearu no ano 2000 e fiquei profundamente impressionada tanto pela elevação e profundidade das suas ideias, expostas na análise extremamente complexa da nossa entrevista, quanto pela sua generosidade humana e modéstia, pelo seu caráter íntegro.

A força excecional da sua criação reflete-se não apenas no palco, mas também na forma como encara e vive a própria existência: o artista possui uma grande capacidade de adaptação e o desejo de elogiar os seus colegas e de se aproximar da jovem geração.

Não é por acaso que muitos dos que hoje são grandes nomes do balé romeno contemporâneo conseguiram afirmar-se graças ao apoio incondicional do mestre. Ioan Tugearu, artista com uma vasta experiência coreográfica no país e no estrangeiro, ofereceu-me a lição da excelência, da modéstia e da alegria de realizar a vida, de um ‘voo’ verdadeiramente internacional.

No âmbito da entrevista publicada no meu livro, discutimos a moda dos espetáculos de balé soviéticos dos anos 70, o significado do repertório da Ópera Romena, o valor da dança no plano europeu, o sucesso de um espetáculo de dança numa sociedade totalitária e/ou democrática, bem como a situação profissional do bailarino romeno. Selecionei deste fascinante entrevista alguns excertos, aqueles ligados a temas culturais.

Rhea Cristina: Antes de dezembro de 1989, o termo bailarino tinha o mesmo significado que dançarino? E depois de 1989?

Ioan Tugearu: No que diz respeito ao significado dos termos bailarino de balé e dançarino, este foi sempre o mesmo, tanto antes como depois de 1989, uma vez que não tem conotação política, mas sim estritamente profissional.

Na língua romena, o termo dança e, respetivamente, dançarino, cobre uma área vasta, abrangendo todos os gêneros do domínio: desde a dança clássica até à dança moderna, contemporânea, folclórica, de revista, de musical, dança desportiva, etc. O termo balé e, respetivamente, bailarino de balé, refere-se apenas ao domínio da dança clássica. Ele define a dança teatral com uma forma artística estilizada, que se aprende na escola e possui um vocabulário preestabelecido. O termo é de origem italiana, balletto, diminutivo de ballo, que significa dança.

Na língua francesa utiliza-se para este gênero de dança tanto a palavra ballet como danse classique, tal como se consagraram também os termos na língua romena: balet ou dança clássica. Em contrapartida, para os intérpretes, em francês existem os termos danseur, danseuse, danseur/ danseuse étoile, enquanto na língua romena se utilizam os termos balerin, balerină, prim/ă balerin/ă. Este facto leva à ideia de que, após a fundação das Óperas de Bucareste e de Cluj, em 1921, e a criação de companhias de balé junto destas instituições, foram adotados diretamente os termos italianos para designar os profissionais da área do balé.

Aproveito esta oportunidade para esclarecer mais dois termos que são frequentemente confundidos por aqueles que estão fora da profissão: mestre de balé e coreógrafo. O coreógrafo é o autor de uma coreografia, aquele que cria os movimentos, os passos e o desenho de conjunto de uma dança ou de um espetáculo inteiro. No caso em que ele próprio escolhe o tema e concebe o seu desenvolvimento, sobre uma música também escolhida por ele, Maurice Béjart chama-lhe coautor. O mestre de balé é a pessoa que ensaia o balé criado pelo coreógrafo, mantendo a qualidade da sua execução e treinando os bailarinos para os papéis que têm de interpretar.

Rhea Cristina: O que significava a dança no plano europeu em 1989? E em 1999? Neste contexto, onde se situa o bailarino romeno? É um ‘bastardo’ da Europa? Faz parte da elite da coreografia europeia?

Ioan Tugearu: A dança é a arte que simplesmente explodiu neste século que se aproxima do fim. Não por acaso Maurice Béjart disse: “A dança é a arte do século XX”.

Se mencionarmos apenas alguns nomes que entraram na história da dança mundial, percebemos implicitamente a grande diversidade estilística do século XX e os numerosos novos caminhos que se abriram para a dança neste século: da dança livre de Isadora Duncan, inspirada na Antiguidade grega, à dança dos véus de Loïe Fuller, pertencente ao estilo Art Nouveau; do neoclassicismo apolíneo de George Balanchine ou Serge Lifar, aos grandes balés com temas míticos de Martha Graham, linha que seria levada ao paroxismo pela Escola expressionista alemã, representada por Mary Wigman ou Kurt Jooss.

Passando por muitas outras escolas e correntes, mencionarei o fenómeno representado por Maurice Béjart, coreógrafo que trouxe para o primeiro plano os problemas do homem contemporâneo e, ao criar a escola Mudra (hoje transformada na escola Rudra) — na qual os bailarinos recebem uma formação complexa, em todos os géneros de dança, mas também em música e teatro —, lançou as bases do que, no final do século XX, se configurou como o género de teatro-dança, que ganha cada vez mais terreno. 

Ao mesmo tempo, neste mesmo século, os diferentes gêneros de dança interpenetraram-se. Nos EUA existe uma corrente principal na qual a dança clássica e a dança moderna se fundiram de tal forma que, ao lado do vocabulário clássico, se encontram empréstimos do estilo de Martha Graham, da dança de cowboys ou do jazz, como acontece nas criações de Jerome Robbins, o único coreógrafo que recebeu um prêmio Óscar pelo espetáculo West Side Story.

Mas, na América, existe também uma corrente de dança pura, abstrata, cujo tema é o próprio movimento. O seu representante, Merce Cunningham, ao chegar a França após 1970, influenciou a formação da escola de dança contemporânea francesa, que estendeu a sua influência a vários países europeus, incluindo a Romênia após 1990.

Na Europa, coreógrafos de referência como Christopher Bruce (Inglaterra), Mats Ek (Suécia), Jiří Kylián (Países Baixos), John Neumeier (Alemanha), Boris Eifman (Rússia) ou William Forsythe (França) — tendo mencionado o país onde trabalham principalmente, e não o país de origem — fundiram, tal como os seus colegas americanos, várias correntes de dança, criando aquilo que se poderia chamar de dança neoclássico-moderna.

Dentro deste estilo podem surgir elementos de dança clássica, rotações ou saltos, valorizados com uma total liberdade dos braços e combinados com formas de dança moderna, mas também com movimentos imaginados pelos próprios coreógrafos, que assim imprimem uma marca inconfundível às suas obras.

Neste contexto mundial, perguntam-me se o bailarino romeno é um bastardo ou se faz parte da elite europeia? O bailarino romeno é um filho legítimo, talentoso, mas insuficientemente apoiado dentro do próprio país, sendo a sua obra quase não divulgada.

No nosso país, destacaram-se sobretudo aqueles que deixaram o país!

O primeiro bailarino da Itália durante muitos anos foi Gheorghe Iancu, parceiro de Carla Fracci, hoje coreógrafo. Gigi Căciuleanu é considerado um dos coreógrafos de valor da dança moderna francesa. Marin Boieru, depois de ganhar prémios internacionais nos concursos de Varna e Moscovo, foi durante algum tempo contratado pela companhia de Maurice Béjart e depois partiu para a América. Marinel Ștefănescu, juntamente com Liliana Cosi, têm uma escola e uma companhia de balé em Itália, em Reggio Emilia, e Pavel Rotaru também possui uma escola e uma companhia de balé nos Estados Unidos.

Alma Munteanu, Judith Turoș e Simona Noja são primeiras bailarinas em grandes companhias de balé na Alemanha, enquanto Alexandru Schneider é coreógrafo no mesmo país. Gelu Barbu tem uma escola e uma companhia nas ilhas Canárias. Rodica Simion, Gabriel Popescu e Cristina Hamei são professores muito apreciados em academias de dança na Alemanha, e no Canadá gozam de grande prestígio os professores Magdalena Popa e Sergiu Ștefanski. Mihaela Atanasiu foi tão apreciada como pedagoga que uma praça na cidade italiana de Ginosa, onde lecionou nos últimos anos de vida, recebeu o seu nome.

E penso que devo parar aqui, embora esteja longe de esgotar os nomes de todos os bailarinos, coreógrafos e professores romenos estabelecidos no estrangeiro e muito bem cotados. Mas quero chamar a atenção para o facto de que eles pertencem a várias gerações sucessivas e que, portanto, a escola romena de balé tem dado continuamente artistas de grande valor.

Mas qual foi e qual é a situação daqueles que permaneceram no país? Nos anos 60–70, o Balé da Ópera de Bucareste fazia digressões quase todos os anos, sendo considerado a quarta companhia da Europa em termos de dimensão e valor. Por motivos propagandísticos ou não, alguém se ocupava de nós e levava-nos ao estrangeiro. Assim, por exemplo, em 1965, participei no Festival Internacional de Dança de Paris, quando o Prémio de Ouro de interpretação foi atribuído a Magdalena Popa.

Hoje ninguém mais nos impulsiona. Depois da queda da Cortina de Ferro, vieram até nós empresários estrangeiros que, no entanto, nos compram como se fôssemos a mercadoria artística mais barata, pagando uma quantia mínima apenas aos bailarinos, mas não ao coreógrafo que criou o espetáculo. Nestas condições estive em digressão na Áustria e na Alemanha, em 1993, com a minha obra A Megera Domada, e em 1998, também na Alemanha, com Anna Karenina, e nas mesmas condições irei no ano 2000 a França com o último espetáculo de balé montado por mim na Ópera, Notre Dame de Paris. Nenhuma legislação romena protege os nossos direitos de autor, nem no país nem no estrangeiro, nós, os coreógrafos.

Nos anos 60–70, a dança ocupava um lugar importante nos programas culturais da Televisão. Nos anos 80, todos sabemos como se degradaram os programas desta instituição. Mas, depois de 1990, no que diz respeito à dança, não ocorreu qualquer reviravolta. O único programa de dança, realizado por Silvia Ciurescu no canal 2, é transmitido uma vez de poucas em poucas semanas, quase às 24h, perto da meia-noite.

No Ministério dos Negócios Estrangeiros de França existe um departamento, A.F.A.A. (Association Française d’Action Artistique), que se ocupa da promoção da cultura francesa no mundo, estando a dança entre as primeiras áreas prioritárias.

Graças a este facto, depois de 1990, mais de uma dúzia de coreógrafos franceses apresentaram espetáculos e conduziram estágios de dança na Roménia, entre os quais Christine Bastin, Karine Saporta, Josef Nadj, Angelin Preljocaj, Georges Appaix e muitos outros nomes de prestígio da dança contemporânea francesa.

No nosso país, nem sequer existe no Ministério da Cultura um conselheiro para questões de dança. Esse cargo existiu apenas durante o mandato do ministro Andrei Pleșu e sobreviveu ainda algum tempo depois, sendo posteriormente suprimido. Somos filhos de ninguém e desenrascamo-nos como podemos, numa sociedade ainda desorientada, ainda privada de muitas leis e regulamentações de que precisaríamos.

Rhea Cristina: O que significava, para o coreógrafo romeno, participar num concurso internacional de balé nas condições do marasmo totalitário comunista antes de 1989? E hoje? Quais são as frustrações, motivações e a força criativa da sua arte?

Ioan Tugearu: Antes de 1989, qualquer participação num concurso internacional de balé representava, tal como qualquer digressão, antes de mais nada, uma lufada de ar fresco. Mas, tanto antes como agora, uma participação desse tipo permite ver o que e como se cria no mundo e como cada um se posiciona num contexto internacional. Recentemente tive a possibilidade de dar uma nova resposta a estas questões, em outubro de 1999, quando participei com a minha obra O Jogo de Shakespeare, um one-man show interpretado por Răzvan Mazilu, no Festival Internacional de Monodramas, organizado pelo Centro Nacional do I.T.I. (Instituto Internacional do Teatro) – Secção Russa, um evento cultural que teve lugar em Moscovo.

Quanto às nossas frustrações, elas ainda são bastante numerosas, como já referi anteriormente, mas a motivação e a força criativa que delas decorrem, para qualquer bailarino ou coreógrafo, são sempre as mesmas, sob qualquer regime: a necessidade imperiosa de dançar ou de criar espetáculos de dança. Não consigo imaginar como teria sido a minha vida sem a dança, pois é algo extraordinário poder modelar, esculpir neste material maravilhoso que é o corpo humano. Tal como diz Caroline Carlson: “A coreografia é o símbolo do poder. Ela dirige e molda os corpos e, por vezes, até mesmo as almas.”

Rhea Cristina: Depois de 1989, podemos falar de um fracasso da coreografia romena ou de uma explosão de novos talentos? O valor na Romênia é apreciado ou desencorajado?

Ioan Tugearu: A situação é diferente de gênero para gênero.

A dança folclórica entrou numa zona de sombra, talvez porque durante décadas foi explorada até à saturação. Todos os grandes ensembles (grupos, conjuntos) desapareceram e já não existem senão grupos de amadores.

A dança de ópera continuou a beneficiar das criações de coreógrafos e intérpretes já afirmados anteriormente. Mas, embora entretanto tenham surgido muitos jovens intérpretes talentosos, a Ópera continua à espera do aparecimento de novos coreógrafos. O Teatro de Ballet Oleg Danovski de Constanța continuou as suas digressões anuais ao estrangeiro, e também as outras companhias de Ópera de Bucareste, Cluj e Iași começaram novamente a viajar para o estrangeiro.

A dança moderna entrou na legalidade em 1990, quando, sob o ministério de Andrei Pleșu, surgiram as duas primeiras companhias apoiadas pelo Estado: Orion — da qual fui diretor e coreógrafo, tendo Miriam Răducanu e Raluca Ianegic montado espetáculos comigo (e, posteriormente, a direção tendo sido assumida por Sergiu Anghel, quando eu fui chamado de volta à Ópera) — e a companhia Contemp, dirigida por Adina Cezar, com quem também colabora Liliana Iorgulescu.

A grande explosão, no entanto, deu-se no domínio da dança contemporânea. Um número importante de jovens que beneficiaram do programa cultural La danse en voyage dedicou-se a este género.

Para além de abordarem a dança de outra forma, com um olhar fresco, próprio da sua geração (o que é muito importante não apenas para eles, mas também para a arte da dança em geral), é de salientar que criaram eles próprios as estruturas de que necessitam: pequenas companhias privadas ou fundações, como Marginalii ou Proiect DCM (Dança, Cultura, Gestão) e um Centro Internacional para a Dança Contemporânea, no âmbito do ARCUB, que estabelece ligações e intercâmbios contínuos entre coreógrafos romenos e estrangeiros de dança contemporânea, organiza espetáculos e digressões, publica uma pequena revista INFODANS e realizou, em 1998–1999, a primeira temporada de dança contemporânea no Teatro Lucia Sturdza Bulandra.

Vado agli spettacoli loro con grande affetto: alcuni mi incantano, in altri mi sembra che stiano ancora cercando la propria strada, ma l’esistenza di giovani come Florin Fieroiu, Cosmin Manolescu, Mihai Mihalcea, Răzvan Mazilu, Maria Baroncea, Daniel Szallasy o Eduard Gabia è rassicurante e, allo stesso tempo, una garanzia per il futuro di questo genere di danza.

Voglio aggiungere che quasi tutti questi giovani sono diplomati della prima forma di istruzione superiore per la danza nata nel nostro paese, la Sezione di Coreografia, all’interno dell’Università di Teatro e Film, per la cui creazione mi sono impegnata anch’io nel 1990. Naturalmente, questa facoltà non crea coreografi, così come la Facoltà di Filologia non forma scrittori, ma offre a tutti un’ampia apertura culturale.

Quanto à pergunta se “o valor é encorajado ou não, atualmente, na Romênia”, uma resposta curta seria: não! Devo acrescentar, no entanto, que toda a sociedade romena ainda está desorientada, que nos libertamos das antigas mentalidades de forma extremamente difícil e que, aqui e ali, se fazem coisas boas e bonitas, mas elas quase não se veem no marasmo geral.

Rhea Cristina: A dança está em relação direta de dependência com a evolução da sociedade civil romena? Tem uma ação catártica? O diálogo com o público acontece de forma definidora e substancial na Romênia?

Ioan Tugearu: Existe, por acaso, algum domínio da arte que não esteja em relação direta de dependência com a evolução da sociedade civil, aqui ou em qualquer outro lugar? Para quem criamos? Quem forma o grande público: não são aqueles que compõem a sociedade civil? Como não dependeríamos, então, do nível da sua evolução em todos os planos?

A catarse produz-se, segundo o testemunho de alguns espectadores, mas não para toda a sala, e sim sempre de forma individual, enquanto o diálogo com o público depende tanto do valor do espetáculo como do nível do público. No caso da dança contemporânea, por exemplo, ainda temos um público pouco preparado.

Rhea Cristina: O que espera o público romeno dos coreógrafos romenos? Que tipo de público de balé existe na Romênia, em comparação com a Europa e os EUA?

Ioan Tugearu: O público, em geral, espera espetáculos bem concebidos, encenados e interpretados, independentemente do género.

O público romeno está, no entanto, dividido por gêneros de dança: alguns apreciam mais a dança de ópera, outros a dança contemporânea. Mas tive a surpresa de descobrir que o mesmo acontece também em França e nos Estados Unidos.

O público romeno é ainda um pouco esnobe, enchendo sempre as salas quando vêm companhias estrangeiras de dança contemporânea, mas não acorrendo com a mesma intensidade aos espetáculos romenos.

Rhea Cristina: O que representam para si a Romênia, a língua romena e o povo romeno? Qual é a sua motivação para continuar a viver e a criar balé na Romênia, para os romenos? Alguma vez foi tentado pela ideia de se estabelecer definitivamente no Ocidente?

Ioan Tugearu: Não gosto destas perguntas, têm algo de embaraçoso. Parecem de uma época de nacional-comunismo. Quando, há uma vida inteira, danço e crio aqui no país, mesmo tendo tido muitas digressões e contratos no estrangeiro, este tipo de interrogações já não faz sentido.

No que diz respeito à tentação de ficar no estrangeiro, nunca a tive. Gosto muito de viajar, mas preciso sempre poder regressar a casa.

Rhea Cristina: Quais são os seus maiores arrependimentos e as suas maiores realizações?

Ioan Tugearu: Lamento não ter podido dedicar-me à criação coreográfica mais cedo. Lamento não ter podido frequentar uma faculdade, porque na época em que me formei não existia no nosso país ensino superior de dança e, após o ensino secundário, enriquecei a minha cultura por conta própria. Lamento não saber tocar piano. Lamento não sermos divulgados à altura do nosso valor. Frequentemente vejo o canal de TV Muzik e constato que muitos dos espetáculos de dança transmitidos nesse canal estão abaixo do nível das produções artísticas romenas.

A maior realização da minha vida é que Deus me deu a alegria de dançar e de criar. Danço desde que me lembro e espero poder continuar a criar dança enquanto viver.

NOTAS FINAIS

Ion Tugearu é considerado uma das figuras de referência do ballet romeno, um artista que deixou a sua marca na cena nacional desde os anos 60. Foi primeiro bailarino da Ópera Nacional de Bucareste e, ao longo da sua carreira, atuou também como coreógrafo e encenador de espetáculos de dança, contribuindo para a formação de várias gerações de bailarinos. No seu período de maior esplendor, entre os anos 60 e 80, era apelidado de ‘Príncipe do ballet romeno’, graças à sua elegância, força expressiva e notável presença cénica.

Em 2017, ao completar 80 anos, Ioan Tugearu já era visto como uma verdadeira lenda viva da dança romena. Foi homenageado com uma gala especial na Ópera Nacional de Bucareste, um evento dedicado a toda a sua carreira. O espetáculo comemorativo incluiu excertos das suas criações e momentos coreográficos emblemáticos como Ricardo III e Anna Karenina, bem como aparições em que o artista subiu ao palco e dançou de forma simbólica, emocionando o público.

Essa gala não foi um espetáculo clássico, mas antes uma celebração de um destino artístico. Embora já não tenha interpretado papéis completos de grande exigência física, Tugearu regressou ao palco através de breves momentos carregados de significado, transformando o evento numa profunda homenagem. Mesmo nessa idade, a sua presença transmitia a mesma paixão pela dança, confirmando o seu estatuto de grande referência do ballet romeno.

No momento da publicação deste meu artigo, tenho a honra de comunicar telefonicamente com o mestre Ioan Tugearu e de lhe transmitir a alegria de informar sobre a publicação do nosso diálogo no excelente Jornal Cultural ROL!

Uma entrevista realizada por Rhea Cristina. Qualquer uso do conteúdo desta entrevista implica citar a fonte e requer o consentimento prévio por escrito de Rhea Cristina. Todos los derechos reservados © Rhea Cristina, www.cristinarhea.wordpress.com 

Rhea Cristina

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Mulheres que sonham mudar o mundo

Sesc Sorocaba destaca o espetáculo ‘Mulheres que sonham mudar o mundo’ e show do ‘Coletivo Mulheres do Choro’
 no final de semana 

Cena do espetáculo 'Mulheres que sonham mudar o mundo' - Foto de Ricardo Oba
Cena do espetáculo ‘Mulheres que sonham mudar o mundo’ – Foto de Ricardo Oba

Link de fotos 
Vídeo A menina pássara 

A programação do final de semana no Sesc Sorocaba reúne atividades para diferentes públicos, com destaque para as ações do Festival da Cultura Surda, o espetáculo Mulheres que sonham mudar o mundo e o show do Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo, dentro do projeto Chorandinho. As atividades valorizam a diversidade de linguagens artísticas, promovendo encontros que ampliam a acessibilidade, o protagonismo da comunidade surda e a riqueza da música brasileira. 

O Festival da Cultura Surda propõe uma imersão em experiências que articulam espetáculos, vivências e ações formativas, em parceria com instituições de Sorocaba ligadas à comunidade surda. Já o projeto Chorandinho celebra um dos gêneros mais tradicionais do país, apresentando o choro em diferentes abordagens, do repertório clássico a releituras contemporâneas. 

Em paralelo à programação realizada na unidade, o Sesc Sorocaba também estará presente nas cidades de Itapetininga (sábado, 11/4) e Capão Bonito (domingo, 12/4) com o Circuito Sesc de Artes 2026

No sábado, das 10h às 15h, a área de convivência recebe a Feira de Alimentos Agroecológicos e Artesanato, comprodutos cultivados e produzidos por trabalhadores da região de Sorocaba. A iniciativa valoriza práticas sustentáveis, sem o uso de agrotóxicos, e incentiva o consumo consciente. Gratuita e aberta a todas as idades. Neste mês, a feira integra a programação do Festival da Cultura Surda e contará com a presença de tradutor-intérprete de Libras. Não se esqueça de trazer sua sacola retornável. 

Ainda no sábado, às 16h, acontece a contação de histórias Contos pá-pum, com o Grupo ÊBA!. A atividade reúne narrativas curtas, dinâmicas e bem-humoradas, com personagens inusitados e finais surpreendentes, estimulando a imaginação das crianças e a participação do público. A atividade é gratuita e tem classificação livre. Para assistir, é só chegar. 

Encerrando o sábado, às 20h, o teatro recebe o espetáculo Mulheres que sonham mudar o mundo, com o Núcleo de Teatro IGESC, como parte da programação do Festival da Cultura Surda. 

A montagem aborda questões como assédio, patriarcado e sororidade, propondo uma reflexão crítica sobre as violências estruturais e seus impactos sociais. Por meio de cenas que dialogam com o cotidiano e com experiências coletivas, o espetáculo aponta caminhos de transformação baseados na união entre mulheres. 

Com Libras integrada à encenação, a obra amplia o acesso e potencializa o discurso em cena.  

Com classificação de 18 anos, a atividade é gratuita, com lugares limitados. Os ingressos devem ser retirados com 1 hora de antecedência. 

No domingo, às 16h, o público confere o espetáculo A menina pássara, com o Grupo ÊBA!, como parte da programação do Festival da Cultura Surda. 

A montagem acompanha a trajetória de uma personagem que, em busca de identidade e pertencimento, percorre caminhos poéticos e simbólicos, encontrando diferentes formas de existir e se expressar. Nascida menina-pássara, sem asas, sem bico, sem penas, ela não canta nem voa e permanece em silêncio em seu canto. Diferente de todos, parte em busca de um lugar que seja seu, de um nome que lhe pertença e de uma identidade para sua língua. 

Com classificação livre e lugares limitados. Vendas disponíveis em centralrelacionamento.sescsp.org.br ou aplicativo Credencial Sesc SP. E presencialmente na Central de Atendimento. 

Os valores dos ingressos são R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, estudante, servidor de escola pública com comprovante, pessoas com deficiências e seu acompanhante) e R$ 40,00 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos (necessário apresentar ingresso). 

Logo depois, às 17h, a convivência recebe o show do Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo, dentro do projeto Chorandinho. Formado por instrumentistas de diferentes trajetórias, o grupo apresenta choros clássicos e autorais, reafirmando a força e a presença feminina na música instrumental brasileira. A apresentação é gratuita e tem classificação livre. Para assistir, é só chegar. 

O Sesc Sorocaba também conta, até o dia 16/8, com a exposição Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo, com curadoria de Khadyg Fares, Luciara Ribeiro e Naine Terena. 

O projeto é apresentado ao público a partir de exposição, intervenções, performances, ocupações artísticas em espaços internos e externos à unidade do Sesc, programas públicos, ações educativas e outras atividades de diversos formatos. A 4ª edição dá continuidade às pesquisas iniciadas nas edições anteriores, reconhecendo a região de Sorocaba, bem como os interiores, como um território em que confluem as relações artísticas e comunitárias. 

Terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30. Classificação 12 anos. Grátis.  

Em paralelo com as atividades que acontecem na unidade, o Sesc Sorocaba também estará presente nas cidades de Itapetininga (sábado, dia 11/4) e Capão Bonito (domingo, 12/4), com o Circuito Sesc de Artes 2026.  

Com atividades nas áreas de música, dança, circo, teatro, cinema, literatura, artes visuais e tecnologias, levando uma programação gratuita com espetáculos, intervenções, mediações de leitura e oficinas. Confira em sescsp.org.br/circuitosescdeartes 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba.     

SERVIÇO 

FEIRA – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

Feira de alimentos agroecológicos e artesanatos 

Sábado, dia 11/4, das 10h às 15h. 

Classificação livre.  Com intérprete de Libras. 

Trazer sacolas reutilizáveis 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

Contos pá-pum 

Sábado, dia 11/4, às 16h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para assistir é só chegar. 

TEATRO – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

Mulheres que sonham mudar o mundo 

Sábado, dia 11/4, às 20h. 

Vagas limitadas. Classificação 18 anos. 

Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

TEATRO – FESTIVAL DA CULTURA SURDA 

A menina pássara 

Domingo, dia 12/4, às 16h. 

Lugares limitados. Classificação livre.  

R$ 40,00 | R$ 20,00 | R$ 12,00 | Grátis para crianças até 12 anos. 

MÚSICA – CHORANDINHO 

Coletivo Mulheres do Choro de São Paulo 

Domingo, dia 12/4, às 17h. 

Classificação livre. Grátis. 

Para assistir é só chegar. 

ARTES VISUAIS 

Frestas – Trienal de Artes: do caminho um rezo 
Até dia 16/8, terças a sextas, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 18h30. 

Classificação 12 anos. Grátis. 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

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GURI lança temporada 2026

GURI lança temporada 2026 com a estreia de três novos grupos. Os 32 Grupos Musicais farão 183 concertos em 50 municípios paulistas, todos com entrada gratuita

GURI lança temporada 2026 com a estreia de três novos grupos
Estudantes de música do GURI. Foto de Robs Borges.

Fotos de divulgação, baixe aqui

Serão mais de 300 obras, incluindo inéditas, de autores brasileiros e mais 25 países, com destaque para a forte presença feminina

Arte, cultura, cidadania e desenvolvimento humano. O GURI é o programa de educação musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura, que engloba tudo isso. Em 30 anos de história, já transformou a vida de mais de 1 milhão de crianças, adolescentes e jovens em todo o estado. Muitas famílias e comunidades também foram beneficiadas.

E quem estuda música no GURI, tem a oportunidade de fazer parte dos grupos musicais. Do instrumento ao canto, as formações são as mais diversas. Há orquestras e bandas sinfônicas, orquestras e cameratas de cordas, de violões, os corais, as big bands, e os grupos de choro, percussão e música instrumental brasileira.

A Temporada 2026 de Concertos começa em abril e vai até dezembro. Este ano, com uma grande novidade: agora são 32 Grupos Musicais em todo o Estado – três novos grupos estreiam no segundo semestre. Os mais de mil alunas e alunos bolsistas de até 18 anos de idade, farão 183 apresentações em 50 municípios do estado de São Paulo, entre capital, interior e litoral. Todos com entrada gratuita. A programação completa está no site, e parte dos concertos terão transmissão ao vivo no canal SouGURI do YouTube.

Estreias

As regiões de Itapeva, Presidente Prudente e Vale do Ribeira ganham mais três grupos. A Banda Sinfônica do GURI Ouro Verde, a Camerata de Violões do GURI Itapeva e o Coral do GURI Registro estreiam no segundo semestre com três concertos cada. A partir do ano que vem, junta-se aos demais com a realização de seis concertos ao ano.

Capital

Os 10 Grupos Musicais da capital, sendo três Corais, duas Bandas Sinfônicas, uma Orquestra Sinfônica, uma Orquestra de Cordas, uma Camerata de Violões, uma Big Band e um grupo de Choro, fazem 60 apresentações em espaços culturais e educacionais espalhados pela cidade.

Os concertos ocorrem no Theatro São Pedro, Auditório do MASP, Instituto Tomie Ohtake, Fábrica de Cultura, Biblioteca de São Paulo (Parque da Juventude), Casa Museu Ema Klabin, UNIBES Cultural, no Teatro Sergio Cardoso e em várias unidades do CEU (Centro Educacional Unificado) e da ETEC de Artes, ampliando o acesso do público de diferentes regiões da capital.

Serão 10 regentes convidados – a maioria mulheres na condução artística dos grupos, com seis representantes: Mônica Giardini, Cris Fayão, Isabela Siscari, Gabriela Antunes, Yara Campos e Erica Hindrikson. Completam a lista, os maestros Sadao Shirakawa, Daniel Filho, Fábio Bartoloni e Dario Sotelo.

Interior e Litoral

Serão 123 concertos em cerca de 50 municípios paulistas abrangendo todas as regiões do estado, como Araçatuba, Bauru, Botucatu, Franca, Indaiatuba, Itaberá, Jundiaí, Lorena, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São Carlos, São Luiz do Paraitinga, Santos, São Vicente, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba, e cidades vizinhas.

Os 22 Grupos Musicais serão regidos por Carol Panesi, Devanildo Balmant, Denise Yamaoka, Douglas Willians, Franklin Ramos, Gesiel Vilarubia, Helinton Costa, José Corulli e Luís Anselmi. Também assumem a batuta Márcio Rodrigues, Marlon Camatari, Patrícia Teixeira, Paulo de Tarso, Paulo Galvão, Paulo Renato, Rodrigo de Jesus, Rodrigo Murer, Rossini Xavier, Thales Maestre, Tiago Fagundes, Tico Proença, entre outros.

Repertório

A música brasileira está em todos os programas, seja concerto sinfônico, instrumental ou canto coral. Obras de Adoniran Barbosa, Ary Barroso, Chiquinha Gonzaga, Dorival Caymmi, Djavan, Milton Nascimento, Tom Jobim, Heitor Villa-Lobos, Cartola, Hermeto Pascoal e Pixinguinha são alguns exemplos. Artistas contemporâneos como Joyce Moreno, Léa Freire, Carol Panesi, Luísa Mitre e Juliana Ripke, também estão na temporada, incluindo obras inéditas encomendadas especialmente para os grupos do GURI.

De internacional, nomes como Johann Pachelbel, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven, Franz Schubert, Piotr Ilitch Tchaikovsky, Claude Debussy, Maurice Ravel, Gustav Holst, Philip Sparke, Julie Giroux, Jacob de Haan e Astor Piazzolla reforçam a diversidade de estilos, culturas e períodos que marcam a programação.

Números da Temporada

  • 32 Grupos Musicais
  • 1.000+ bolsistas
  • 183 concertos gratuitos
  • 300+ composições, incluindo obras inéditas
  • 50+ municípios paulistas
  • 34 regentes convidados
  • 22 encomendas de composições e arranjos inéditos

Patrocinadores da Santa Marcelina Cultura – O GURI conta com os patrocínios Master: CTG Brasil; Bank of America; Tauste Supermercados; SABESP; Instituto Motiva; Instituto Ultra; Ultracargo; Ultragaz; Ipiranga; Verzani & Sandrini; Ouro: Vitafor; Via Appia; Arteris; WEG; BASF; Chiesi Farmacêutica; Prata: Novelis; Caterpillar; MAHLE; Usina Santa Maria; DM; Sicoob; Citrosuco; Capuani; Grupo Maringá; Valgroup; Santos Brasil; Instituto Center Norte; Instituto athié | wohnrath; Bronze: Cipatex; Maza; Mercedes-Benz; ACIF-Franca; Apoio Cultural: Ipiranga Agroindustrial; Yamaha; Distribuidora Ikeda; Castelo Alimentos; Pirelli; Frisokar; Tegma; Paulispell; e Ibiuna Investimentos, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura; Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e Santa Marcelina Cultura. 

Para saber mais sobre o GURI, acesse o site oficial.

Para mais informações sobre a Santa Marcelina Cultura, acesse aqui

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2ª Mostra Companheiros de Cinema

Estão abertas as inscrições para a 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba

Card da 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba
Card da 2ª Mostra Companheiros de Cinema em Sorocaba
Curta-metragem do grupo
Curta-metragem do grupo

O grupo Os Companheiros abre inscrições para a 2ª Mostra Companheiros de Cinema, iniciativa que busca valorizar e dar visibilidade a produções audiovisuais independentes, com foco em obras que provoquem reflexão, apresentem identidade própria e dialoguem com o público.

Gratuita e sem fins lucrativos, a mostra tem como proposta fortalecer a cena audiovisual local e regional, promovendo o encontro entre realizadores, artistas e espectadores. Nesta segunda edição, a curadoria segue priorizando produções de Sorocaba e região, ampliando o espaço de troca e circulação de obras.

A primeira edição, realizada em setembro de 2025, reuniu 21 inscrições e selecionou 8 filmes para exibição, com participação de realizadores como Mauro Baptistella, Guilherme Telli, André Fidalgo, Cleiner Micceno, Emysher e Willian Lima. O evento atraiu cerca de 70 pessoas e teve lotação do Espaço Cultural Du Artes.

A próxima edição acontece no dia 02 de maio, às 19h, novamente no Espaço Cultural Du Artes, na zona norte de Sorocaba. 

curta-metragem do grupo
Curta-metragem do grupo

As inscrições estarão abertas até 16 de abril, às 22h, e os filmes selecionados serão divulgados no dia 24 de abril, por meio do Instagram do grupo Os Companheiros (@oscompanheirosteatro) e contato direto com os responsáveis.

Podem se inscrever obras finalizadas a partir de 2022, com duração máxima de 30 minutos, nos mais diversos formatos (ficção, documentário, animação, experimental, videoclipe etc.). É necessário que os filmes apresentem boa qualidade de áudio e vídeo e que ao menos um representante da obra esteja presente no dia da exibição.

As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário online, com envio de link para download da obra.

https://forms.gle/mrNi363mZZTFR35J8

Mais informações e esclarecimentos podem ser obtidos pelo e-mail: contato.oscompanheiros@gmail.com

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Festival da Cultura Surda

CineCafé de abril destaca o Festival da Cultura Surda; programação conta também com Maratelona e Sessão NerDiverso

 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - Um Lugar Silencioso
CineCafé – Festival da Cultura Surda – Um lugar silencioso

CineCafé de abril do Sesc Sorocaba tem como destaque o Festival da Cultura Surda, uma mostra que valoriza a língua de sinais e apresenta filmes com personagens surdos como protagonistas de suas próprias histórias, ampliando as formas de comunicação e representação no cinema. A programação reúne títulos de diferentes gêneros que evidenciam a cultura surda em sua diversidade e complexidade. 

Além do CineCafé, a unidade recebe outros dois projetos. O Maratelona propõe uma sequência de exibições voltada aos amantes de cinema, com a trilogia De Volta para o Futuro, incentivando uma experiência contínua e compartilhada entre o público. Já a sessão NerDiverso apresenta o filme Akira, referência da animação japonesa, que aborda temas como poder, tecnologia e juventude em um cenário distópico. 

Todas as sessões são gratuitas. 

CineCafé – Festival da Cultura Surda 

As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h (exceto dia 21), com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.  

Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em reflexão, neste mês, conduzido pela pedagoga e especialista em Libras Maria Carla, ampliando a experiência por meio de conversas e análises sobre os filmes. 

CineCAfé – Festival da Cultura Surda – Um Lugar Silencioso

7/4 | Um lugar silencioso 

Direção: John Krasinski | Suspense/Terror | EUA | 90 min. | 2018 | Leg. 

No pós-apocalipse, criaturas cegas com audição aguçada caçam qualquer ruído. Para sobreviver, a família Abbott vive em silêncio absoluto em uma fazenda isolada, comunicando-se por sinais. Sua frágil rotina é posta à prova quando a mãe, Evelyn, fica grávida, elevando a tensão na luta pela vida. Classificação 14 anos. 

CineCAfé – Festival da Cultura Surda – A família Bélier

14/4 | A família Bélier 

Direção: Eric Lartigau | Comédia/Drama | França | 106 min. | 2014 | Leg. 

Paula, uma adolescente, é a intérprete e apoio essencial para sua família, todos surdos. Ao descobrir um talento excepcional para o canto e a chance de estudar em Paris, ela é confrontada com um dilema angustiante: seguir seu sonho ou permanecer como a âncora daqueles que dependem totalmente dela. Classificação 14 anos. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda  - A forma da água
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – A forma da água

28/4 | A forma da água 

Direção: Guillermo del Toro | Drama/Fantasia | EUA | 123 min. | 2017 | Leg.   

Em 1963, uma zeladora muda que vive em silêncio desenvolve uma ligação única com uma criatura anfíbia mantida em cativeiro no laboratório onde trabalha. Com a ajuda de um vizinho, ela elabora um plano para libertá-lo. Classificação 16 anos. 

Sessão NerDiverso 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda Akira
CineCAfé – Festival da Cultura Surda Akira

9/4 – 19h | Akira 

Direção: Katsuhiro Otomo | Animação/Ficção Científica | Japão | 124 min. | 1988 | Leg.   

Em Neo-Tokyo pós-guerra, o jovem delinquente Kaneda tenta salvar seu amigo Tetsuo, que desenvolve poderes psíquicos incontroláveis após um acidente. Essas habilidades atraem a atenção do governo e de um projeto secreto, ameaçando liberar uma força apocalíptica. Uma saga cyberpunk sobre amizade, poder e destruição. Classificação 16 anos. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

Maratelona – 21/4 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - De volta para o futuro
CineCAfé – Festival da Cultura Surda

10h30 | De volta para o futuro   

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 115 min. | 1985 | Leg.      

Marty McFly é um adolescente típico americano dos anos 80. Acidentalmente ele viaja de volta no tempo para 1955 em uma máquina do tempo inventada pelo cientista maluco Dr. Brown. Durante sua incrível viagem ao passado, Marty tem como missão fazer com que seus pais ainda adolescentes se conheçam e se apaixonem. Só assim ele conseguirá ter uma chance de voltar ao futuro. Classificação livre. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda - De volta para o futuro 2 
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – De volta para o futuro 2 

13h30 | De volta para o futuro 2   

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 108 min. | 1989 | Leg.       

Marty vai até 2015 para impedir que seu filho seja preso. Porém um velho inimigo de família descobre onde Marty e o Dr. Brown esconderam a máquina do tempo e volta ao passado para entregar um livro com resultados de jogos da temporada para ele mesmo. Agora Marty e o Doutor precisam correr contra o tempo para impedir que o presente e o futuro sejam alterados pelos acontecimentos. Classificação livre. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência. 

CineCAfé - Festival da Cultura Surda  - De volta para o futuro 3 
CineCAfé – Festival da Cultura Surda – De volta para o futuro 3 

16h30 | De volta para o futuro 3  

Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 118 min. | 1990 | Leg.     

Em 1955, Marty recebe uma carta do Dr. Brown datada de 1855 e descobre que ele será assassinado. Agora precisa voltar ao passado exatamente no dia 2 de setembro do mesmo ano para tentar salvar seu amigo, mas não sem antes ter que enfrentar inúmeras dificuldades. Classificação livre. Retirada de ingressos 1 hora de antecedência. 

Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba. 

SERVIÇO 

Sesc Sorocaba       

Rua Barão de Piratininga, 555 – Jardim Faculdade.       

Fone: (15) 3332-9933.     

Prefira o transporte público 

Terminal São Paulo 

Linha 13: Santa Izabel/ Jd. Europa 

Linha 71: Campolim via Raposo Tavares 

Terminal Santo Antônio 

Linha 65: Campolim 

BRT 

Linha D200: Terminal Vitória Régia/ Campolim 

+ informações  

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