Eu e eles

Marli de Freitas: Crônica ‘Eu e eles’

Marli Freitas
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Já estive entre isto ou aquilo, apanhei pedras no meio do caminho e coloquei tudo quanto sou no mínimo que fiz.

Machadianamente, vivi tirando o maior bem do pior mal. Faço da vida um pouso breve, que colhe o instante, leve como passarinho que encanta a Terra, mas prefere o Céu. De manhã sou primavera, que desabrocha colorida e se deita na janela para abraçar a vida. Ao meio-dia sou alegria, enquanto vou colhendo o dia. Ao entardecer saio do ninho à procura do caminho e, quando o sol se deita, sou a certeza de quem fez a diferença. Quintaneando eu morro de amor e …

… continuo vivendo. Entendo que ganhar e perder faz parte da travessia, mas prefiro perder o medo e ganhar o horizonte.

Já fui além da Terra e além do Céu, me apaixonei por uma Estrela Gêmea, subi a Pedra Itaúna para ver a passagem de um cometa, imaginei outras realidades e quis conhecer a verdade.

Passei muito tempo tentando entender o porquê disto ou daquilo, mas foi na beleza das flores que encontrei a cura para o meu coração.

Escrever uma história de amor é fácil, difícil é saber que o seu amado está do outro lado do caminho. A felicidade parece mesmo individual, mas uma coisa é certa – quanto mais amamos, mais fortes somos e, na dúvida, o melhor mesmo é amar sem nenhuma medida.

Marli Freitas

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Gentilezas

Verônica Moreira: Crônica ‘Gentilezas’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
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Já parou para pensar que a felicidade de alguém, no dia de hoje, pode depender de uma simples ação que talvez para você não seja nada, mas que para outrem pode ser o motivo de um sorriso diário?

Passamos tempo demais preocupados com nossos próprios interesses e não percebemos o quanto podemos influenciar uma vida através de um simples gesto de gentileza.

Uma frase que sempre falo quando percebo alguma injustiça em relação a mim ou a outras pessoas é: “Gentileza gera Gentileza”. Refletindo sobre essa frase, me deparei há alguns dias com uma situação constrangedora e quero compartilhar o fato sem dar nome aos bois.

Quando participo de algum concurso ou preciso que alguém dê uma atenção especial a um determinado projeto, ou mesmo a uma publicação em redes sociais, costumo compartilhar nos grupos onde sempre me senti acolhida por pessoas queridas e amigas.

Todavia, há alguns dias, fiz uma publicação em um grupo e fui atacada por um colega de lá; atacada com palavras ásperas de alguém que se revoltou com a própria vida e quis descarregar sua revolta em mim. Mantive-me firme e gentil como sempre fui. Afinal, eu sou assim e mais uma vez posso dizer que tenho orgulho de mim, pois, apesar de tudo de feio que ele disse, atacando até meus colegas de grupo, eu apenas saí do grupo para que ele não continuasse com suas insinuações.

Mais tarde, fui informada de que tal senhor havia sido removido do grupo. Mas, durante os ataques à minha pessoa, ele disse que um dia havia me pedido uma ajuda e eu neguei. Pasmem! Eu não o conhecia, nunca havia tido nenhum contato com o indivíduo, nem sabia quem era. Justamente por não o conhecer, fiquei assustada com o ataque.

Mas pude dizer a ele justamente essa frase: “Gentileza gera gentileza”. E se por algum motivo eu não o conhecia, mesmo ele estando no grupo, e naquele momento, sem me conhecer, ele me destratou daquele jeito, agradeci a Deus por não tê-lo conhecido antes e por conhecê-lo daquela forma, pois assim sei que não conhecê-lo antes foi um livramento de Deus.
Estou compartilhando isso porque assim acontece na vida da gente diariamente. Pessoas nos julgam sem nos conhecer de verdade, talvez dão ouvidos às más línguas que destilam veneno contra nós, e nos atacam sem ao menos nos permitir falar.

Um ataque sem explicação, apenas porque um dia decidiram que não gostavam da gente e ponto final. Percebo que preciso me blindar o tempo todo, porque às vezes entramos em determinados espaços pensando que todos são amigos e querem o nosso bem. De repente, descobrimos que há muitas pessoas que não gostam da gente pelo simples fato de não conseguir suportar nosso brilho próprio.

​Não sei com vocês, mas comigo percebo violência o tempo todo — não física, mas indiretamente: quando alguém vê o meu bom trabalho, mas não comenta, não curte, não compartilha, não demonstra nenhum ato de gentileza, mas, no entanto, cobra que façamos isso por eles. São muitos vídeos, reels e publicações que alcançam 1.700 visualizações, mas apenas 20 curtidas. Isso demonstra que o tempo todo tem pessoas nos vigiando, muitas das vezes até admirando nosso trabalho, mas sem prestar apoio. Isso porque uma curtida ou um comentário pode ferir o ego dessas pessoas.

Aprendi que as pessoas querem te ver bem, sim, mas nunca melhor do que elas. Por isso é tão difícil para elas apoiarem o nosso trabalho. Só trabalhando, me aperfeiçoando, errando, todavia aprendendo, e continuarei ajudando as pessoas a plantarem para, juntos, colhermos os bons frutos de todo nosso plantio.

Agradeço a todos que apoiam meu trabalho e que são sempre gentis comigo. Amo vocês!

Ah, e não se esqueçam: gentileza gera gentileza.

Verônica Moreira

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Meu garimpo poético

Sandra Albuquerque: ‘Meu garimpo poético’

Sandra Albuquerque
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Todos os dias, desde que aqui cheguei, é um desafio sobreviver.

Da infância, da adolescência, da juventude e, agora, da terceira idade, tudo o que fiz de melhor aprendi com meus avós e com os livros.

Desde os oito anos de idade, me pego escrevendo pensamentos e saudades, lembranças de um tempo que jamais voltará.

Mas cada poema, cada crônica ou conto, são filhos meus que nascem do âmago da alma. Então, na hora de esboçá-los no miolo de um livro, faço um verdadeiro garimpo poético.

São inúmeras dúvidas! E com elas, novas ideias surgem. Criações em cima de criações.

Vejo-me numa viagem e as palavras vão surgindo como estrelas ou borboletas encantadas.

Pura emoção: choro e rio. Só quem escreve sabe a que estou me referindo. Quantas vezes algumas pessoas me perguntaram se eu estava apaixonada, e outras, se eu estava triste, ao lerem meus textos. E eu, simplesmente, respondi: “Poetizar é desnudar a alma e escrever nas entrelinhas do tempo entre a fantasia e a realidade.”

Nem tudo que se escreve é real. Muitas vezes, são voos da imaginação. Outras vezes, são fatos narrados ou avistados pelo autor.

A lauda é um palco, e o autor, simplesmente o protagonista. E, quando as cortinas se abrem, lá estão os seus assíduos leitores como plateia.

Sandra Albuquerque

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A Gênese da Nova Era de Gotland (I)

Jadson Porto

Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos:

‘A Gênese da Nova Era de Gotland’ (I)

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Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos: 'A Gênese da Nova Era de Gotland (I)
Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos:
‘A Gênese da Nova Era de Gotland (I)

Jadson Porto

Jadson Porto
Jadson Porto

Jadson Porto: Possui graduação em Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Pará (1993), mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998), doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (2002); Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional, pela Universidade Regional de Blumenau (2014): Pós-Doutorado em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); Pós-Doutorado em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Rio Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional, pela UniversidadeFederal de Tocantins (2020); Pós-Doutorado em Planejamento Territorial, pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha (2025).

Pesquisador-Visitante do Instituto de Estudos e Desenvolvimento de Galícia, Universidade de Santiago de Compostela (Idega/USC).

Comenda Mérito Científico Galileu Galilei (Febacla, 2025).

Possui 8 títulos Doutor Honoris Causa (Febacla, 2026; Northern International University, 2026; CDMM/UG, 2026; CSAEFH, 2026; IINTAD, 2026). Comenda Grã-Cruz (SBEI, 2026).

Membro Titular da Academia de Letras José de Alencar, Cadeira 03 (Curitiba, Paraná, Brasil). Membro Titular da Academia Amapaense de Letras, Cadeira 17 (Macapá, Amapá, Brasil).

Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).

Atualmente é professor Titular da Universidade Federal do Amapá. Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Unifap.

Site: www.jadsonporto.blogspot.com.br




A janela

José Antonio Torres: ‘A janela’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
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28 de maio de 2026 às 11:28h

Sempre que por aqui caminho, te vejo na janela. Ela significa um portal que nos separa, em vez de nos conectar.
Me frustro, pois você não percebe a minha presença.
Meu coração grita por ti.
Sou completamente ignorado.
Enquanto te admiro, encantado por tua beleza, você sequer percebe a minha sombra.
Sigo o meu caminho, triste e desolado. Tudo eu faria por um simples olhar.
O mundo eu daria por um sorriso teu.
Mas nada, nada acontece.
Apenas a atmosfera gélida do vazio da tua frieza.
Estou ausente do teu horizonte.
Não entendo por que a imensidão do meu amor não consegue chamar a tua atenção.
Olhe para mim! Me perceba! Eu imploro! Silêncio e abstração são o que recebo em resposta.
Sigo na esperança de, um dia, o teu olhar se desviar e me encontrar.
E assim, extasiado, ver um sorriso teu dirigido a mim.
Nesse dia, sentirei todo o esplendor da vida me envolver.
Só então, exatamente nesse momento,
me sentirei vivo e a vida fará sentido.

José Antonio Torres

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Um objetivo, um tiro!

Jadson Porto

Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos:

‘Um objetivo, um tiro!

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 Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos: 'Um objetivo, um tiro!
Crônicas da Ordem dos Cavaleiros Arqueiros Sarmathianos: ‘Um objetivo, um tiro!

Jadson Porto

Jadson Porto
Jadson Porto

Jadson Porto: Possui graduação em Bacharelado e Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal do Pará (1993), mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998), doutorado em Ciência Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (2002); Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional, pela Universidade Regional de Blumenau (2014): Pós-Doutorado em Geografia, pela Universidade de Coimbra (Portugal) (2015); Pós-Doutorado em Estudos Sociais, pela Universidad Nacional de la Patagonia Austral – Unidade Rio Gallegos (UNPA/UARG), Argentina (2017); Pós-Doutorado em Desenvolvimento Regional, pela UniversidadeFederal de Tocantins (2020); Pós-Doutorado em Planejamento Territorial, pela Universidade de Santiago de Compostela, Espanha (2025).

Pesquisador-Visitante do Instituto de Estudos e Desenvolvimento de Galícia, Universidade de Santiago de Compostela (Idega/USC).

Comenda Mérito Científico Galileu Galilei (Febacla, 2025).

Possui 8 títulos Doutor Honoris Causa (Febacla, 2026; Northern International University, 2026; CDMM/UG, 2026; CSAEFH, 2026; IINTAD, 2026). Comenda Grã-Cruz (SBEI, 2026).

Membro Titular da Academia de Letras José de Alencar, Cadeira 03 (Curitiba, Paraná, Brasil). Membro Titular da Academia Amapaense de Letras, Cadeira 17 (Macapá, Amapá, Brasil).

Coordenador do Núcleo de Estudos Regionais e Urbanos (Nesur/Unifap).

Atualmente é professor Titular da Universidade Federal do Amapá. Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Unifap.

Site: www.jadsonporto.blogspot.com.br




A aurora que te lembra

Ella Dominici: ‘A aurora que te lembra’

Ella Dominici
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E quando o sol enfim romper a noite, restará de ti apenas o rumor suave que a manhã carrega — o sopro que abandona os frutos, a claridade que se desfaz como cintilação nas folhas. Eu, apaixonado e cansado da própria febre, deixo que tua ausência se instale em mim como ouro tênue: relâmpago que não volta, sombra que respira. E nesse clarão que se dissolve, descubro que te amar é perder-te devagar, como quem bebe a luz até o último gesto do dia.

E quando a manhã chega, simples e sem cerimônia, descubro que ficou de ti apenas um jeito de luz na janela, um silêncio macio espalhado pela casa. Não é dor; é lembrança viva, dessas que aquecem devagar, como quem toca a água morna antes de mergulhar. Carrego tua ausência com a mesma ternura com que te buscava, e percebo — meio distraído, meio desarmado — que amar também é aprender a guardar o que não volta, e mesmo assim continuar esperando.

Ella Dominici

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