O que importa é levar a vida

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Artigo: ‘O que importa é levar a vida’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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É do conhecimento geral que, em circunstâncias muito especiais da vida de uma pessoa, por vezes, vale quase tudo, porém nunca vale tudo, por exemplo, mesmo quando se luta pela vida, pela saúde, pela salvação da alma, numa vida espiritual eterna, para os crentes. E em situações-limite, será que vale tudo: maltratar, injuriar, difamar, desprezar, humilhar, roubar, matar? É muito difícil dar uma resposta, mas é certo que cada pessoa decide em função da circunstância do momento, ou de antecedentes acumulados.

Há uma expressão muito interessante, que se utiliza com muita frequência, para justificar certos comportamentos: “o que importa é levar a vida”, “dar-se bem com todos”, como diz a sabedoria popular: ”dizer amem, com Deus e com o Diabo”, ideia que, de alguma forma, tem implícita a atitude do “vale tudo”, seja nas relações laborais, também na política, nos negócios e, deploravelmente, nas relações pessoais. Mas ainda há quem defenda uma tal posição.

É claro que quem assim procede, deverá saber que, mais tarde ou mais cedo, acabará por enveredar por práticas ambíguas, descredibilizadas e que, tais pessoas, acabam por perder o respeito e a confiança que nelas ainda se depositava, na medida em que quem pratica vários “jogos”, em simultâneo, corre o risco de os perder todos. Mais vale um amigo para a vida, do que mil para nos bajularem, quando de nós precisam ou em conjunturas especiais, para eles.

A confiança em alguém só se adquire quando se tem a certeza de que, quaisquer que sejam as circunstâncias, se pode contar, firme e inequivocamente, com essa pessoa, para o bem e para o mal, na alegria e na tristeza, nos sucessos e nos fracassos, na felicidade e no infortúnio.

É difícil confiar numa pessoa, quando ela se relaciona muito bem com outras pessoas que nos são particularmente indesejáveis e que nos deixam desconfortáveis. É verdade que toda a gente tem, pelo menos, uma pessoa, supostamente, amiga, ou até muitas outras alegadas amizades, que cada amigo, por sua vez, tem outro amigo, e que numa relação alargada haverá alguém que não é meu amigo, mas amigo do meu amigo, ou vice-versa! 

Se por um lado devemos aceitar o princípio, segundo qual: “o amigo do meu amigo, meu amigo é”, correlativamente, o contrário também devemos adotar, isto é: “O amigo do meu inimigo, meu inimigo é”. Então como se deverá proceder? Pode-se confiar num amigo que por sua vez é amigo de um nosso inimigo, ou pelo menos num nosso adversário, concorrente? Muito difícil de resolver, não é?

O “Saber-conviver-com-os-outros” implica regras, críticas, escolhas, assertividade. Ao longo da vida sempre haverá “faturas para pagar”, precisamente em função do que adquirimos, no mundo das relações humanas. Obviamente que se nos colocarmos do lado dos “gregos”, ficamos contra os “troianos”; mas se tentamos ajudar aos dois, e ambos vêm a ter conhecimento da nossa posição, o mais certo é sermos indesejados por eles e jamais obtermos a sua confiança. Afinal estamos a trair os dois.

 Igualmente, ficaremos com a certeza de que nunca vamos poder beneficiar de algum favor de um dos lados, porque, uma vez mais, não se pode favorecer o amigo do meu adversário, do meu detrator, de quem me não quer bem, de quem me difama e denigre. A solidariedade, a amizade, a lealdade e a reciprocidade, em relação a uma das partes, revela: coerência, confiança, honradez, bom caráter, verticalidade e dignidade.

BIBLIOGRAFIA

BERGOGLIO, Jorge, Papa Francisco, (2013). O Verdadeiro Poder é Servir. Por uma Igreja mais humilde. Um novo compromisso de fé e de renovação social. Tradução de Maria João Vieira /Coord.), Ângelo Santana, Margarida Mata Pereira. Braga: Publito.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portuga

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Bibliotecas, livros e literaturas infantojuvenis

Renata Barcellos

‘Bibliotecas, livros e literaturas infantojuvenis’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Card do lançamento do livro 'Sou seu amigo, o coração'
Card do lançamento do livro ‘Sou seu amigo, o coração’

9 de abril é o DIA NACIONAL DA BIBLIOTECA. A data, instituída pelo decreto nº 84.631 de 1980. Este destaca a importância das bibliotecas como centros de educação, cultura, acesso democrático ao conhecimento e incentivo à leitura, além de celebrar o papel estratégico dessas instituições na formação cidadã e na sociedade.

Para Valter Hugo Mãe, “Entramos numa biblioteca como quem está a ponto de partir”. Este compara bibliotecas a aeroportos, por serem locais de “partir e chegar”, simbolizando viagens mentais. Urge a conscientização quanto à lei de educação literária, especificamente a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE): lei nº 13.696/2018. Esta visa promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil.

Também estabelece diretrizes para fortalecer o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e promover o estímulo à leitura e ao conhecimento. E a lei nº 12.244 de 24 de maio de 2010, conhecida como Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares, estabelece que todas as instituições de ensino do país (públicas e privadas) devem desenvolver esforços progressivos para ter bibliotecas com um acervo mínimo de um título por aluno. Esta também estabelece a necessidade de um profissional bibliotecário para cada biblioteca.                                                                                                                      

Um exemplo é o Projeto Santa Leitura: Uma Biblioteca a Céu Aberto. Com um trabalho intenso e uma visão inspiradora, de acordo com Estella Cruzmel, a importância do Santa Leitura é “gigantesco, é um período que a criança está se dedicando ao livro e à arte além disso afasta a criança do celular e mundo das drogas. Desde junho de 2010, o projeto Santa Leitura tem se dedicado a cultivar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes, ajudando a diminuir a crescente distância social.

O projeto começa ou no bairro Ipiranga, em Belo Horizonte e, após dois anos, se expandiu para Castanheiras, Sabará, MG e Taquaril, Belo Horizonte, onde mantém uma parceria com o padre João Stasz, da Obra Social São Gabriel. No Castanheiras, uma biblioteca comunitária infantojuvenil foi estabelecida, proporcionando um espaço seguro e estimulante para a prática da leitura. A sede do projeto está localizada no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, onde são realizados encontros mensais”.

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é celebrado em 23 de abril, instituído pela UNESCO, em 1995, para promover a leitura, a publicação e a propriedade intelectual. A data foi escolhida por ser a de falecimento de grandes escritores como Shakespeare e Cervantes. O objetivo é celebrar as literaturas, incentivar o hábito da leitura, valorizar os direitos autorais, estimular a reflexão sobre o poder transformador das literaturas e o acesso ao conhecimento.                     

De acordo com o Panorama do Consumo de Livros da CBL (Câmara Brasileira do Livro), houve aumento de 2% na compra de livros no país em 2025. Foram 3 milhões de compradores a mais que em 2024.  Os dados mostram que 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro, impresso ou digital, no ano passado. Se estiverem adquirindo, lendo e refletindo sobre os temas tratados, notícia EXCELENTE!!!

Quanto à Literatura Infantojuvenil, trata-se de um gênero literário voltado para crianças e jovens, abrangendo desde os primeiros anos de vida até a adolescência. Ela engloba uma variedade de formas textuais, como histórias fictícias, biografias, poemas, obras folclóricas e culturais, adaptadas para a faixa etária específica. Seu objetivo principal é apresentar temas relevantes e acessíveis, estimulando a imaginação, a criatividade e o desenvolvimento emocional e cognitivo dos leitores.

A Literatura Infantojuvenil desempenha um papel crucial no desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças e jovens, promovendo a imaginação, a empatia e o amor pela leitura. Através de histórias envolventes, a literatura infantojuvenil apresenta aos jovens leitores a riqueza da linguagem e os ajuda a compreender diferentes visões de mundo. Conforme Nilma Boechat  (professora e escritora), é: “uma porta que se abre ao imaginário da criança. Ali nesse momento entre cavalos, cavaleiros, piratas, príncipes, princesas, e tantos outros personagens, ela viaja, imagina, cria, vê e enxerga além do que se passa no seu dia-a-dia.

A criança que tem acesso a toda essa vivência literária, torna-se um adulto melhor, mais criativo, com linguagem rica, lê com boa dicção, escreve com vocabulário amplo, diversificado e terá facilidade de relacionar-se melhor com o mundo. É capaz de ensinar a outrem as lições aprendidas nos livros”.  

Vale destacar e esclarecer quais são os precursores da Literatura Infantojuvenil no Brasil são Julia Lopes de Almeida com ‘Contos Infantis’, de 1886, e ‘Era Uma Vez’, de 1917 e Alberto Figueiredo Pimentel (1869-1914), romancista, cronista, jornalista, poeta e um dos primeiros autores a adaptar os contos europeus para circulação no Brasil: de Charles Perrault, dos Irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen Em 1894, publica Contos da Carochinha, o primeiro livro infantil publicado no Brasil. Também foi o primeiro a publicar um livro infantil no Brasil, tendo traduzido e adaptado clássicos para a juventude como As mil e uma noites, Dom Quixote e Robinson Crusoé, além de vários contos dos Irmãos Grimm.

Carl Jansen (educador, militar, escritor e jornalista teuto-brasileiro) por traduzir clássicos como Robinson Crusoé, Viagens de Gulliver, As Aventuras do Celebérrimo Barão de Münchhausen e D. Quixote de La Mancha. Foi pioneiro ao traduzir, em português brasileiro, obras para a juventude, entre as quais romances de Swift, Defoe e Cervantes.

Em 1904, “Poesias Infantis”, de Olavo Bilac (1865 a 1918 ) e  “Através do Brasil”, editado em 1910, de autoria de Olavo Bilac e Manuel Bonfim. Thales Castanho de Andrade (1890-1977) redigiu A Filha da Floresta’ (1918) e ‘Saudade’ (1919).

Em 1920, “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato (1882 a 1948). A obra é constituída por personagens e cenários brasileiros. Além de abordar temas relevantes para a cultura nacional, como a valorização do campo e a crítica social.  Para Zilberman foi reconhecido por ter modernizado a Literatura Infantil Brasileira. Lobato declarava que “gostaria de criar livros nos quais as crianças pudessem morar como ele havia morado no Robinson Crusoé e nos Filhos do Capitão Grant na sua infância”.

Em 1923, Cecília Meirelles editou o seu primeiro livro para crianças: Criança Meu Amor.

Para divulgação da leitura e do livro infantil, Cecília Meirelles esteve à frente da primeira biblioteca pública infantil brasileira, localizada no Pavilhão ou Espaço Mourisco, inaugurada em 1934, na Praia de Botafogo, Rio de Janeiro. Em 1964, iniciou uma nova fase na literatura infantil brasileira ao lançar uma coletânea de poemas para crianças, chamada de Ou Isto Ou Aquilo. Fica a dica de leitura!!!

Em 1938, é publicado Cazuza, do maranhense Viriato Corrêa. Trata-se de um dos maiores sucessos da Literatura Infanto-Juvenil Brasileira. Esta relata vivências do próprio autor. É a história de um menino cujo nome é Cazuza que, depois de adulto, resolve escrever suas memorias de infância. Este vive em um lugarejo do Maranhão, no final do século XIX, e realiza seu grande desejo de entrar na escola.

Mas o primeiro dia de aula é uma grande decepção: depara-se com um ensino rígido, pois se usava a punição como principal ferramenta de controle dos alunos. A obra questiona o ensino da época, os preconceitos e, com descrições leves e bem-humoradas, traz informações do Brasil e da sua história para o público infantojuvenil.

No Brasil, a Lei nº 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é o principal marco legal que trata da proteção integral à criança e ao adolescente. Esta incluiu o acesso à Literatura Infanto-Juvenil como um direito fundamental. Além do ECA, outras leis como a nº 10.639/2003 e a nº 11.645/2008 abordam a importância da inclusão de histórias e culturas afro-brasileiras e indígenas na educação e, nas literaturas, incluindo a Infantojuvenil.

De acordo com Zuleika Crespo (acadêmica da ACL -Academia Cabofriense de Letras, diretora da Biblioteca P.M.P.Walter Nogueira de Cabo Frio e escritora), as Literaturas Infantojuvenis “ajudam a despertar a imaginação, além de aprender o que gira ao seu redor, mostrando que são capazes de conseguir e realizar seus desejos, aprendem valores que serão necessários ao longo de sua vida ajudando também em problemas emocionais!”.

Já as literaturas infantojuvenis indígena brasileira, representadas por autores como Daniel Munduruku, Yaguarê Yamã e Cristino Wapichana, oferecem narrativas ricas sobre cosmovisões, mitos e o cotidiano nas aldeias. Essas são fundamentais para combater estereótipos e promover o conhecimento sobre a diversidade cultural brasileira. Abaixo algumas obras das literaturas indígenas infantil e juvenil:

Kabá Darebu, de Daniel Munduruku: mostra o cotidiano de um menino Munduruku, abordando costumes, brincadeiras e a relação com o meio ambiente.

Contos da Floresta, de Yaguarê Yamã: narrativas do povo Maraguá sobre seres da floresta, focadas na tradição oral.

A Boca da Noite, de Cristino Wapichana: vencedor do Prêmio Jabuti, narra a relação entre um pai e seu filho ao ouvirem o som da noite.

Falando Tupi, de Yaguarê Yamã: introduz crianças ao universo da língua tupi, explorando palavras do dia a dia.

O Sabiá e a Menina, de Daniel Munduruku: uma história sobre a vida e a morte, recheada de lirismo e sabedoria ancestral.

O povo Kambeba e a gota d’água, Márcia Kambeba: narra o início do “povo das águas”, os

Omágua/Kambeba, destacando as tradições seculares relacionadas aos rios que atravessam seus territórios. “Ser o povo das águas é motivo de alegria e honra para os que vivem na aldeia e na cidade”.

Dica de lançamento de livro infantil:

Mario Bernardo Filho (professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, biomédico, fisioterapeuta, acupunturista, escritor e diretor do Instituto Saúde.com ltda, @mariobernardofilho e @institutosaude.com.ltda) lançará seu primeiro livro infantil neste fim de semana, no Rio de Janeiro. A seguir, palavras do autor acerca do que lhe impulsionou a escrita para o público infantil:

“Uma satisfação muito grande invade meu corpo pelo fato de entrar no universo de escrever um livro infantil. Um grande desafio depois de passar muitos anos publicando inúmeros artigos científicos em nível de competição internacional relacionados aos projetos de pesquisa na área da saúde que orientei sobre terapia envolvendo atividade física. A definição do tema principal para os livros infantis foi motivo de muitas reflexões até chegar no autocuidado. Essa escolha surgiu pelas pelo fato da apresentação de palestras para alunos do ensino fundamental e médio para justificar os valores recebidos pelo órgão de fomento para as minhas pesquisas. Falar e pesquisar sobre atividade física sempre gerou em mim uma grande vibração.”

A atividade física é um dos pilares do autocuidado visando a promoção da saúde ao longo da vida de uma pessoa. Mas como conversar de atividade física no mundo infantil? Que tal deixar um órgão que é favorecido pela atividade física conversar com a criança, e talvez até com um adulto? Que tal deixar um órgão conversar sobre outros pilares do autocuidado, como a alimentação saudável, o convívio social, a interação familiar, o sono reparador?                                            

A coleção nasce com a missão de transformar a educação em saúde em uma jornada de descoberta para todos os leitores, e em particular para as crianças. Todo o planejamento da coleção envolve um material estruturado para facilitar o processo de ensino-aprendizagem, combinando fundamentação teórica (pedagogia), procedimentos práticos (técnica) e estratégias de ensino (didática).

Visa não apenas transmitir conhecimento, mas garantir que ele seja compreendido e aplicado diariamente. Visa promover também a disciplina.  A pretensão da coleção é sensibilizar a todos para praticar hábitos saudáveis por toda a vida, e não tem idade para começar a pensar no autocuidado.

No primeiro volume, o protagonista é o Coração: ‘Sou seu amigo, o coração, que apresenta às crianças e aos seus responsáveis a importância do autocuidado e de hábitos que promovem o bem-estar desde a infância’. Noções de anatomia, da fisiologia, da afetividade, do comportamento humano são mostradas de forma lúdica nesse livro.

Também surgiu a ideia de se ter uma mascote representativa do autocuidado, e aparece a gata “Care”, e noções de inglês são introduzidas, autocuidado em inglês é self-care. Diferentemente de outros livros, a proposta da obra é humanizar os órgãos do corpo, deixando cada órgão, mostrar para as crianças e até para adultos, como seus hábitos do dia a dia podem deixar o corpo com saúde. E, você, já parou para pensar na importância do autocuidado visando a promoção da saúde”.

Cabe incentivarmos a leitura desde as séries iniciais. Em tempos de Inteligência Artificial, é um enorme desafio levar o público das diversas idades e principalmente o infantojuvenil ao universo das letras. Concluímos com o pensamento de Cícero “Se temos uma biblioteca e um jardim, temos tudo”.

Renata Barcellos

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Protagonistas ou consumidores da própria vida?

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora

‘Protagonistas ou consumidores da própria vida?’

Joelson Mora
Joelson Mora
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 09 de abril de 2026, 01:15

Um chamado ao autoconhecimento e à expansão da consciência

Vivemos em uma era de abundância. Informação, produtos, experiências, estímulos, tudo está disponível a um toque de distância. No entanto, em meio a esse cenário, uma pergunta essencial precisa ser feita: Você está vivendo como protagonista da sua própria história ou apenas consumindo a vida que lhe oferecem?

Ser consumidor não se limita ao ato de comprar. É, antes de tudo, um estado mental.

Consumimos opiniões, padrões de comportamento, estilos de vida, crenças, muitas vezes sem questionar sua origem ou validade. A neurociência comportamental mostra que cerca de 95% das nossas decisões são inconscientes, guiadas por hábitos, emoções e padrões previamente instalados no cérebro. Ou seja, aquilo que você acredita ser “escolha” pode, na verdade, ser apenas repetição.

O que é ser protagonista?

Ser protagonista é assumir responsabilidade ativa sobre a própria vida. É sair do modo automático e desenvolver consciência sobre pensamentos, emoções e ações. Na psicologia, esse estado está relacionado ao conceito de locus de controle interno, quando o indivíduo entende que suas decisões têm impacto direto em seus resultados.

Pessoas com locus interno:

• Tomam decisões com base em valores, não apenas em estímulos externos

• Assumem responsabilidade pelos resultados

• Desenvolvem maior resiliência emocional

• Apresentam níveis mais elevados de bem-estar e saúde mental

Já o oposto, o locus de controle externo, está associado à sensação de vitimismo, dependência e passividade.

O sistema invisível que te governa

Crenças são interpretações que criamos sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o mundo.

Elas nascem de experiências, educação, cultura e ambiente. O problema não está em ter crenças, mas em não questioná-las.

Crenças limitantes são aquelas que reduzem o seu potencial. Exemplos:

• “Eu não sou capaz”

• “Isso não é para mim”

• “Nunca vou conseguir mudar”

• “Sempre fui assim”

Do ponto de vista científico, essas crenças moldam circuitos neurais. A repetição de pensamentos fortalece conexões sinápticas, um fenômeno conhecido como neuroplasticidade. Ou seja:

Você se torna, biologicamente, aquilo que pensa repetidamente.

Isso explica por que muitas pessoas permanecem presas em ciclos de autossabotagem, mesmo desejando mudança.

Em muitos casos, o comportamento consumista é uma forma de anestesia emocional. Compramos, rolamos telas, buscamos distrações, não por necessidade, mas para evitar o desconforto de olhar para dentro.

Estudos em psicologia mostram que o consumo impulsivo está frequentemente associado a:

• Ansiedade

• Baixa autoestima

• Falta de propósito

• Desconexão emocional

O problema não é consumir. O problema é usar o consumo como substituto de significado.

Não existe protagonismo sem autoconhecimento.

Conhecer a si mesmo é reconhecer padrões, identificar crenças, compreender emoções e assumir a responsabilidade pela própria transformação.

Sócrates já dizia: “Conhece-te a ti mesmo.”

E hoje, a ciência reforça essa sabedoria ancestral.

Práticas como:

• Escrita reflexiva

• Meditação

• Terapia

• Exercício físico consciente

• Espiritualidade

têm sido amplamente estudadas e associadas à melhora da clareza mental, regulação emocional e expansão da consciência.

Você sabe: o corpo não mente.

Sedentarismo, alimentação desregulada, falta de sono, muitas vezes são sintomas de uma vida vivida no automático.

Quando assumimos o protagonismo:

• O movimento deixa de ser obrigação e passa a ser expressão de cuidado

• A alimentação se torna escolha consciente, não compensação emocional

• O descanso passa a ser prioridade, não negligência

A saúde integral nasce da coerência entre mente, corpo e propósito.

Um convite ao despertar, este não é apenas um artigo. É um convite.

Um convite para você parar por alguns minutos e se perguntar:

• Quais pensamentos têm guiado minhas decisões?

• Eu estou criando minha vida ou apenas reagindo a ela?

• Quais crenças têm limitado o meu crescimento?

• O que, de fato, eu quero construir?

A mudança começa no momento em que você decide olhar para dentro. Ser protagonista não significa ter todas as respostas.

Significa ter coragem de fazer as perguntas certas. Todos os dias, ao acordar, você tem duas opções: Consumir o mundo, ou construir o seu próprio caminho. A consciência é o divisor, e o protagonismo é uma escolha, silenciosa, diária e poderosa.

Desperte. Observe. Escolha. Evolua.

A sua vida não é um produto.

Ela é uma missão.

E o papel principal… sempre foi seu.

Joelson Mora

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Direitos humanos, enquanto pontes para a paz

Diamantino Lourenço Rodigues de Bártolo

‘Direitos humanos, enquanto pontes para a paz’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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A problemática da educação para a cidadania, e para os direitos humanos, ganhou visibilidade e pertinência maiores a partir da Segunda Guerra Mundial e também em Portugal. Mas se entre portugueses existiram (e ainda existem) graves situações de violação dos direitos humanos, como adiante se anotará, também nos territórios que atualmente constituem a CPLP – Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o panorama não será o melhor, todavia, é oportuno, e justo, realçar o esforço que a partir das respetivas “Constituições Políticas”, bem como no domínio da intervenção concreta e diária se vem fazendo, para melhorar comportamentos, atitudes e sensibilidades, relativamente ao cumprimento intransigente dos direitos humanos, os quais quando respeitados, constituem autenticas Pontes entre povos.

Um aspeto que importará referir, prende-se com o apelo que fica à sensibilidade de cada um, para a formação da cidadania. Em função das épocas, dos locais, das culturas, da formação e educação das sociedades, entre outros fatores, também os valores serão diversos, não opostos, mas diferentes e, mesmo assim, haverá uma panóplia comum a todos os homens ou, pelo menos, é necessário que o seja. Os valores absolutos serão difíceis de se aplicar, contudo, cabe o dever de tentar implementá-los.

É importante, neste breve apontamento, vincar a ideia da tolerância, entendendo-a como fundamental para a compreensão dos demais valores, que visam proteger a cidadania, esta como a grande PONTE, quando se habita um mundo cada vez mais universal, mais integral e globalizante, em que não é fácil lutar contra sectarismos e etnocentrismos onde, quando convém, consideram-se como bons os próprios atos, como excelentes as suas ideias; porém confrontados com opiniões, contrariedades e interferências, nos interesses privados, faltam a cidadania e a tolerância para compreender e aceitar os atos e as ideias dos outros concidadãos. Em vez de muros, construam-se PONTES.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Características do líder democrático

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Características do líder democrático’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
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A lealdade na política pressupõe, portanto, atitudes que sejam entendidas como preocupações que o líder/candidato tem para com a comunidade que, voluntária e generosamente, quer servir. Ações de grande transparência, sinceridade e humildade, nas quais se possa acreditar como sendo próprias de uma pessoa bem-formada, sem preconceitos de uma qualquer superioridade.

A lealdade não é compatível com intervenções improvisadas, ilusórias e de pura e sedutora hipocrisia. A lealdade, em política, deve, inclusivamente, contribuir para a credibilização, para a dignificação de todos os agentes no processo democrático.

É pela lealdade que se incute a confiança, seja nos concorrentes, seja no povo anónimo. Em princípio, quem não é leal para com os seus adversários, muito menos o será para com os cidadãos comuns, pelo que estes devem estar muito atentos em relação ao que é dito, prometido e exequível de realização pelos diversos candidatos, a um determinado cargo público.

O líder leal será sempre uma pessoa que procurará a verdade, que sabe esclarecer com clarividência todas as suas posições, que não recorre a métodos que humilham as pessoas em geral, e os seus adversários em particular. O líder leal, assertivo e justo deve apoiar-se na sua própria convicção, acerca de uma ideia, de um projeto de grandes princípios, valores e sentimentos, até porque este líder deverá ser uma pessoa portadora de diversas dimensões humanas, familiares, religiosas, políticas, profissionais, sociais, entre tantas outras.

A lealdade, em política, paga um preço muito alto, quando confrontada com a deslealdade dos adversários, com os ataques pessoais, vilipendiosos, difamatórios e intimidatórios. Mas o povo é sábio, prudente e justo, pelo que saberá muito bem que se um líder/candidato não é leal para com os seus concorrentes, jamais o será para com a comunidade em geral.

A mentalidade da promessa fácil e enganosa, do sorriso forçado, do cumprimento hipócrita, do denegrir os adversários para “conquistar” simpatias, entre outros “truques”, tem os seus dias contados, porque, em bom rigor: “Quem hoje me quer mal a mim; amanhã quererá o teu mal”; ou ainda: “Quem é amigo do meu adversário, não pode ser meu amigo, nem estar do meu lado”.

O líder que se pauta pela lealdade, preocupa-se com o respeito pelos seus adversários, solidariza-se com eles quando são vítimas de injustiças, de ataques pessoais, de comportamentos que humilham e ofendem. A lealdade na política coloca-se acima de meros interesses político-partidários, egoísmos e oportunismos. A lealdade não é solidária com jogos duplos, nem compatível com posições ambíguas, neutras, de mero comportamento de circunstância. Lealdade implica firmeza, verticalidade, transparência, tolerância e solidariedade.

O líder/candidato a um cargo público, através do voto livre e democrático, tem de ser uma pessoa com formação cívico-institucional e democrática, bem consolidada, porque o respeito pelos valores da cidadania, exercidos pelos adversários e eleitores, é o núcleo central, à volta do qual deve funcionar todo o processo democrático.

Como corolário, pretende-se deixar bem vincado que a lealdade em política passa, necessariamente, pelos valores cívicos, pelos comportamentos democráticos, pelas atitudes corretas, educadas e amáveis, rejeitando, liminarmente, toda e qualquer intervenção que vise devassar a vida privada, profissional, social, cultural, religiosa e empresarial dos adversários, dos seguidores e da população em geral.

O líder leal orienta a sua atividade política dentro dos valores democráticos, no respeito pela dignidade, ideias e projetos dos seus adversários, que é solidário com estes, sempre que forem vítimas de injustiças, humilhações e ofensas. O líder leal terá de ser a pessoa com quem a sociedade pode contar, para o bem e para o mal, confiar e socorrer-se sempre que seja necessário.

O líder democrático, em circunstância alguma, se for bem formado, recorrerá à injúria, à humilhação, à devassa da vida dos seus adversários, familiares, seguidores e colegas. O líder leal, suscita confiança, estima, consideração, solidariedade e, por que não, amizade, e recebe também idênticos valores e sentimentos de todos os que como ele intervêm na sociedade.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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A Filosofia deve apoiar todos os projetos de paz

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘A Filosofia deve apoiar todos os projetos de paz’

Diamantino Bártolo
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Por mais estratégias, metodologias, técnicas e recursos que se utilizem, a educação-formação de novas gerações, sensibilizadas para modernas práticas de convivência pacífica, e para os valores do humanismo e da afetividade, é o caminho que se apresenta como o mais adequado, para se atingirem os objetivos da pacificação do Mundo, porque, de contrário, os problemas, os conflitos, as situações degradantes, jamais se resolverão.

A escola, logo nos primeiros anos de vida da pessoa, deverá ter um papel interventivo primordial, no sentido de formar a consciência destes novos cidadãos, que terão por missão suprema, e altruísta, a pacificação do mundo: «Diante deste quadro, a escola, especialmente do ensino fundamental e médio se apresenta como a instituição carregada e única capaz de dar um encaminhamento a este verdadeiro drama humano que a sociedade contemporânea vive, e que se manifesta através da proliferação da violência, do alcoolismo, do consumo de drogas, das doenças endémicas e atípicas, dos acidentes mutilantes e responsáveis por mortes prematuras e desnecessárias, do desemprego, da corrupção, fome, miséria e tantos outros males que, num crescimento desenfreado ameaça a própria estabilidade do estado, democrático ou autoritário.» (COLETA, 2005:19).

As gerações que, atualmente, ainda se encontram na sua fase de vida de crianças, devem ser, de imediato, preparadas para um futuro que, elas próprias, vão usufruir e, simultaneamente, todas as restantes pessoas, incluindo aquelas que já se aproximam do fim do seu percurso biológico normal. 

Na família, na Igreja, na escola, na empresa, na comunidade, na sociedade mais alargada, no país, enfim, em todos os locais e circunstâncias em que se encontre uma pessoa, deve-se intervir, porque cada dia que passa, neste pré-caos humano, poderá representar anos na recuperação das pessoas e do mundo. 

Impõe-se uma pedagogia para a paz, se possível já, para hoje, porque amanhã poderá ser demasiado tarde. Uma pedagogia para democratizar a política, os políticos, os educadores e a humanidade em geral. Uma pedagogia que ensine toda a pessoa, qualquer que seja o seu estatuto ou condição, como pode e deve participar nas soluções dos problemas: «Todos os homens ao longo da sua existência, terão de resolver problemas que lhes serão apresentados, semelhantes aos de ontem ou marcados pela mudança; (…). Isso leva a considerar as questões ligadas ao cuidado com a educação de todos e de cada um…» (BONBOIR, 1977:189)

Igualmente, uma filosofia para analisar, reflexivamente, a situação em que o mundo se encontra, que aponte caminhos possíveis para rumos compatíveis com a dignidade humana. As disciplinas da área das ciências sociais e humanas, têm um grande contributo a dar para a pacificação da humanidade, a Filosofia não pode ser excluída deste projeto, aliás, sem ela e seus ramos específicos, muito dificilmente se atingirão resultados que atenuem o sofrimento em que a humanidade vive, neste primeiro quarto de século.

Uma parceria entre Ciência, Técnica, Filosofia, Pedagogia, Antropologia, Ética e Axiologia, enfim com as Ciências Sociais e Humanas, pode fazer parte da fórmula que conduza aos primeiros e bons resultados do processo de pacificação: «Sem dúvida, a filosofia tem uma importante tarefa epistemológica, mas ela não pode ser desenvolvida sem a referência a uma antropologia fundante bem como a uma axiologia geral. A questão do agir humano, tanto no plano ético, como no plano político, não pode ser posta de lado numa reflexão filosófica sistematizada. E o pedagógico, como contexto da existência humana, constitui a mediação articuladora do ético com o político.» (SEVERINO, 1997:242).

BIBLIOGRAFIA

BONBOIR, Anna, (Dir.). (1977). Uma Pedagogia para Amanhã. Trad. Frederico Pessoa de Barros. São Paulo: Cultrix.

SEVERINO, António Joaquin, (1999). A Filosofia Contemporânea do Brasil. Petropolis RJ: Vozes. Venade/Caminha, Portugal, 2015

BENEVIDES, 1991 e AVRITZER, 1994 apud MIOTTO, 2006:65).

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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A mulher e o ambiente familiar  sem respeito

Lina Veira

‘A mulher e o ambiente familiar  sem respeito’

Lina Veira
Lina Veira
Foto por Lina Veira

É absurdo no atual  mundo contemporâneo, em uma sociedade que busca o equilíbrio entre  o desenvolvimento e a sustentabilidade, a mulher que não trabalha fora ser tão desrespeitada, como se o respeito humano e a dignidade estivessem condicionados a uma remuneração financeira. Todo trabalho doméstico e o cuidado com o lar são essenciais, exigem real  esforço, organização da rotina, limpeza, educação dos filhos e apoio emocional. Esse reconhecimento de respeito é  o pilar essencial do lar.

Apesar de  ter uma origem antiga, o pensamento  ‘machista’ ganhou força no século XX com estudos feministas. E ainda hoje é uma ideologia forte  contra a mulher, (que trabalha em casa, seja em regime de home office ou fora de casa) manifestado  por um comportamento violento e de desvalor das tarefas domésticas e  de seus prazeres .

50% das mulheres denunciam o desrespeito dentro e fora de casa todos os dias. É o que mostra a 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, o maior levantamento do país sobre o tema, realizado pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado. Agência Brasil,  2025. Logo, não é só a rua que se apresenta  o perigo e desrespeito, com as mulheres, conforme demonstram nossos altos índices de feminicídio atual.

Reitero aqui que, num ambiente familiar, o respeito em casa baseia-se na valorização mútua das  atividades, não do salário.  A mulher que cuida da casa, dos filhos e da rotina familiar exerce uma profissão diária que merece respeito, não humilhações.  A rotina de limpar o banheiro, por exemplo, exige cuidados e educação de higiene, que  relatam aspectos negativos no comportamento cultural e, às vezes, psicológicos  do casal  em ação. Incômodos com  a higiene e limpezas das mãos  e o não uso da descarga são frequentes nas sessões de terapia familiar. 

Rotina, que seja qual for, precisa ser saudável, existir tolerâncias e  abranger  atitudes organizadas, com horários e tarefas, gerando conexão entre pais e filhos, inclusive nas atividades físicas e momentos de lazer. 

Resgatar nesta geração a rotina familiar  é desafiante,  pois nem todos estão decididos a definir prioridades e transformar seus sonhos em objetivos organizados.

Contudo, creio, que  somente uma rotina familiar pode reduzir  a ansiedade de crianças e adolescentes. Desenvolver o respeito,  autonomia e responsabilidade na vida, diminuindo a procrastinação e  melhorando  a conexão entre todos.

Não aceitar isso ,  é   não  aceitar contribui  com sua função na estruturação de uma sociedade mais equilibrada.

Um marido que não valoriza sua esposa, frequentemente demostra o descaso emocional, ignora as necessidades básicas dela, dos filhos e do lar. As críticas serão  constantes, com uso de palavras ásperas, e piadas ofensivas  e irônicas que  menospreza a opinião da esposa.

Estudos demostram, que as principais causas  que mantem a violência doméstica é  a dependência emocional e econômica –  E que fatores que dificultam a saída da vítima é o  financeiro e a  ilusão da esperança de mudança do parceiro.

Não mantenham relações com perfis controladores e abusivos,  modelos de um psicológico violento, caracterizado por baixa tolerância à frustração, necessidade de controle e falta de empatia. Entenda:  O tempo entre as pessoas não é homogêneo, olhar para você e ter certeza que a vida está seguindo do jeito que gostaria que fosse é refrigério. Não ignore a desigualdade intelectual nem a diferença cultural  entre vocês – são chaves que precisam ser postas sobre a mesa sem cópias.

Lina Veira

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