Mulheres do Brasil

Centro Cultural Casa Kennedy recebe a exposição

‘Mulheres do Brasil’ nesta sexta-feira (05)

Card da exposição Mulheres do Brasil
Card da exposição Mulheres do Brasil

O evento reúne o talento de diversos artistas plásticos locais, curadoria especializada e apresentações musicais de Caio Galdino e Rebeca Ramos

ITAPETININGA/SP – Arte, sensibilidade e a celebração da identidade feminina tomam conta do cenário cultural da cidade. No dia 05 de junho, às 19 horas, o Centro Cultural Brasil Estados Unidos – Casa Kennedy abre as portas do Auditório Margha Bloes para o vernissage da exposição coletiva “Mulheres do Brasil”.

A mostra reúne as obras de diversos artistas plásticos da cidade, que trazem em suas telas, homenagens e reflexões sobre a pluralidade da mulher brasileira. A curadoria do evento é assinada pelas também artistas plásticas Ana Elisa Bloes Meirelles de Arruda e Miranda e Walkiria Paunovic, garantindo uma narrativa visual coesa, rica e emocionante.

Arte e Música em Sintonia

Para tornar a noite de abertura ainda mais memorável, a programação cultural contará com uma apresentação musical ao vivo. Os músicos Caio Galdino e Rebeca Ramos serão os responsáveis por embalar o público com um repertório selecionado especialmente para dialogar com a atmosfera sensível e poderosa da exposição.

“A exposição ‘Mulheres do Brasil’ é mais do que uma mostra de arte; é um espaço de voz, homenagem e reconhecimento da força feminina através do olhar dos nossos artistas locais”, destacam as curadoras.

Serviço

  • Evento: Exposição “Mulheres do Brasil”
  • Data: 05 de junho (Sexta-feira)

  • Horário: 19h
  • Local: Auditório Margha Bloes – Centro Cultural Brasil Estados Unidos (Casa Kennedy)
  • Atrações Musicais: Caio Galdino e Rebeca Ramos
  • Curadoria: Ana Elisa Bloes Meirelles de Arruda e Miranda & Walkiria Paunovic
  • Entrada: Gratuita

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Jardim Secreto dos Sonhos

Exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos’ homenageia Hans Christian Andersen no Tatuapé

Card da exposição Jardim Secreto dos Sonhos, no Tatuapé
Card da exposição Jardim Secreto dos Sonhos, no Tatuapé

Coletivo Café & Arte em Movimento apresenta mostra poética inédita baseada em pesquisa biográfica e literária do autor dinamarquês durante todo o mês de abril

SÃO PAULO – De 1º a 30 de abril de 2026, a Biblioteca Municipal Hans Christian Andersen, unidade temática em contos de fadas, recebe a exposição ‘Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Hans Christian Andersen’. Organizada pelo Coletivo Café & Arte em Movimento, a mostra reúne 20 poemas inéditos que celebram o legado do escritor dinamarquês.

O projeto foi idealizado e organizado pela professora e poeta Priscila Mancussi, presidente do coletivo. Cada um dos 20 poetas participantes dedicou-se a um rigoroso processo de estudo sobre a vida e as obras de Andersen, transpondo essas referências para versos contemporâneos. A viabilização do espaço cultural contou com a articulação estratégica dos escritores Josemir Lemos e Clarissa Lemos, enquanto a identidade visual e as artes da exposição são assinadas pela escritora e artista Cristina Pimentel.

Um Sarau para Enaltecer a Poesia

No dia 25 de abril (sábado), das 10h às 12h, o coletivo promoverá um Sarau Especial. Durante o evento, os autores darão voz às suas criações, transformando a leitura em uma performance literária que busca incentivar o hábito da leitura e dar visibilidade aos artistas locais.

Poetas Participantes:

Altamir Costa, Antônio Gringo Barreto, Beto Costa, Carina Gameiro, Clarissa Lemos, Cristina Pimentel, Débora Domingues, Djalma Moraes, Josemir Lemos, Lana Coêlho, Leonardo Andreh, Márcio Zacarias (Arthur Souto), Mayara Lopes, Priscila Mancussi, Ricardo Oliveira, Ricco Cassiano, Shirley Ferro, Su Canfora, Teresinha Rocha e Vânia Moreira.

Serviço:

  • Exposição: Jardim Secreto dos Sonhos – Ecos de Hans Christian Andersen
  • Período: 01/04/2026 a 30/04/2026
  • Horário de visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h.
  • Sarau de Destaque: 25/04/2026 (sábado), das 10h às 12h
  • Local: Biblioteca Pública Municipal Hans Christian Andersen
  • Endereço: Avenida Celso Garcia, 4142 – Tatuapé, São Paulo/SP. CEP: 03064-000
  • Entrada: Gratuita e classificação livre.

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Exposição Batman Day

Edélcio Ipanema realiza a exposição Batman Day, na Câmara Municipal de Sorocaba, em comemoração aos 86 anos do lançamento do herói de sua infância

Card da exposição 'Batman Day', do ilustrador Edélcio Ipanema
Card da exposição ‘Batman Day’, do ilustrador Edélcio Ipanema

Do dia 13 a 31 de outubro de 2025, o saguão Salvadora Lopes, da Câmara Municipal de Sorocaba, estará aberto ao público para a exposição Batman Day, do artista plástico Edélcio Ipanema, que realiza a exposição em homenagem aos 86 anos do herói de sua infância e que tem atraído gerações de aficcionados pelos quadrinhos.

A exposição conta com 22 ilustrações, que demandaram quase dois meses de preparo, com jornadas em torno de 10 horas diárias.

O Homem-Morcego

Batman, por Edélcio Ipanema
Batman, por Edélcio Ipanema

A primeira aparição do herói Batman foi em maio de 1939, na revista Detective Comics nº 27O, criado pelo desenhista estadunidense Robert Kahn (1915-1998), mais conhecido por Bob Kane, nome adotado por ele aos 18 anos e tendo Bill Finger como roteirista.

Por muito tempo, Bill Finger foi deixado por Bob Kane como um colaborador fantasma, vindo a morrer em 1974, quebrado e sem o reconhecimento merecido por seu trabalho. 

Todavia, deve-se a Finger a transformação de Batman no personagem conhecido atualmente, ao dar-lhe um ar mais sombrio e adicionando ao personagem um traje cinza, a capa, as luvas e a identidade de Bruce Wayne.

Num trabalho ainda mais completo e criativo, Finger deu o nome da cidade de Gotham City, introduziu o Batmóvel, o Robin, a Batcaverna, o Comissário Gordon, o Pinguim e o Espantalho. Por essa contribuição, foi considerando, ainda que tardiamente, como o cocriador do icônico Homem-Morcego.

A partir da década de 2010, a DC Comics e a indústria de super-heróis começaram a reconhecer a contribuição de Finger, e ele é agora amplamente considerado o verdadeiro arquiteto do Batman. 

Serviço

Exposição Batman Day

Ilustrador: Edélcio Ipanema

Data: de 13 a 31 de outubro de 2025

Local: Saguão Salvadora Lopes, da Câmara Municipal de Sorocaba

Endereço: Av. Eng. Carlos Reinaldo Mendes, 2945 – Além Ponte.

O ilustrador

Edélcio Ipanema - Foto de sua conta no Facebook
Edélcio Ipanema – Foto de sua conta no Facebook

Um menino de imaginação transbordante, o sorocabano Edélcio Ipanema mergulhava nas páginas das histórias em quadrinhos da Marvel e da DC, e, dentro dele, o gérmen do desenho começava a brotar. Aos poucos, o desejo de ser um grande ilustrador o levava a horas diárias de treino, visando aperfeiçoar seu traço.

Disciplinado, a dedicação ao dom natural o levou a receber bolsas de estudo em escolas renomadas de arte e a expor os desenhos em Sorocaba (Palacete Scarpa, Biblioteca Municipal, Câmara de Vereadores, Uniso e, recentemente, no Pátio Cianê Shopping, com a exposição Super Comics, em homenagem ao Dia Nacional do Quadrinho.

Alcançando outras fronteiras, participou da FATCON, evento GEEK em São Roque (SP), promovido pela FACENS; foi um dos desenhistas especialmente convidados para a exposição no Memorial da América Latina (São Paulo, capital), realizada para homenagear o herói nipônico Jiraya, bem como marcou presença no HQ Fest.

Como freelancer, colabora com FanArt, faz pin-ups para colecionadores e ilustra livros.

Como não poderia deixar de ser, o talento coroou-o com o reconhecimento: Embaixador Del Arte de America; honrarias outorgadas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA: Doutor Honoris Causa em Belas Artes, Comenda Rafael Sanzio, Comenda Pincel de Ouro 2024, Ativista Cultural, Honra ao Mérito Gonçalves Dias, Honra ao Mérito Nelson Mandela e Guardião da Paz e Justiça e membro da Academia dos Intelectuais e Escritores do Brasil – AIEB, da qual recebeu o título Destaque 2023.

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Ares de primavera

Soraya Balera expõe telas na Câmara Municipal de Sorocaba com o tema Ares de Primavera

Uma das telas da mostra : Sopro da vida
Tecnica: óleo sobre painel
Uma das telas da mostra: ‘Sopro da Vida’ – Técnica:
óleo sobre painel

“Banho-me nas bolhas tocando minha pele e transformando-as na suave brisa criativa. Transmuto o medo através das pontas de meu pincel que dança em formas e cores, dando vida, criando amores.” (Soraya Balera)

Soraya Balera
Soraya Balera

Do dia 15 ao dia 30 de setembro de 2025, o saguão ‘Salvadora Lopes’, da Câmara Municipal de Sorocaba, recebe a mostra Ares de Primavera, da artista plástica Soraya Balera.

Natural de Itapetininga (SP), e radicada em Sorocaba (SP), Soraya Balera é uma artista plástica autodidata. Ainda criança, trazia dentro de si um sonho: desenhar e pintar! Folheava as revistas de sua mãe, desenhando as formas e expressões que ali havia.

Na fase adulta começou o despertar da artista. Amava contemplar o céu e toda natureza a sua volta. Nos sonhos noturnos, também contemplando as estrelas, as flores e toda a natureza que iriam fazer parte da inspiração para a criação de seus trabalhos artísticos.

Suas obras, em óleo sobre tela, retratam a essência dos sonhos noturnos em conexão com a vida real. Sua pintura, além dos elementos da natureza, tal como flores e animais, também explora temas de cunho esotérico, xamânico e mitológico.

Telas além-fronteiras

Soraya já expôs seus trabalhos no exterior, em países como Noruega e Suíça. Em Sorocaba, participou, e foi homenageada com outras artistas, de uma mostra referente ao Dia Internacional da Mulher, na Câmara Municipal, com uma releitura da artista mexicana Frida Kahlo. Em mostras solo, partipou da Feira de Artes Plásticas, Biblioteca Municipal de Sorocaba, Shopping Pátio Ciâne e Espaços Terapêuticos em Sorocaba.

Reconhecimento

Seu talento na pintura tem sido reconhecido, sendo nomeada como Embaixadora de Arte da América pela Universidade de Piura (Peru) e empossada como Acadêmica Internacional da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA.

Tema da mostra

A mostra Ares da Primavera reúne 10 quadros, cada um, cujo preparo demandou de uma semana até três meses. Sobre a primavera, como estação escolhida para a mostra, Soraya declara, com o enlevo de uma grande artista: “É nela que minha alma conversa com o Sol, com as flores, com tudo que há de belo. As variedades de flores que iluminam meu jardim na criação artística é o que me faz feliz. É a estação que ilumina minha vida”.

O que o público vai encontrar na mostra

“Espero que as pessoas encontrem o amor que foi registrado em cada pincelada, em cada mistura de cores. Que levem e passem adiante as boas energias que puderam sentir em minhas obras expostas no saguão da Câmara Municipal de Sorocaba”, conclui Soraya Balera, com um brilho nos olhos, próprio de quem respira a arte como o oxigênio da alma.

Redes sociais de Soraya Balera

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Aquarela Poética

O evento contará com a exposição de pinturas de Soraya Balera, leitura de poesia e apresentação da artista visual Silvana Sarti

Card do evento Aquarela Poética
Card do evento Aquarela Poética

No dia 12/04 (sábado), às 19h30, o Espaço Cultural Du-Arts sediará o evento ‘Aquarela Poética‘, que apresentará ao público uma série de telas da pintora Soraya Balera, e poemas escritos a partir dessas pinturas selecionadas.

O cronograma do evento engloba também uma apresentação da artista visual Silvana Sarti.

O evento foi idealizado por Juliana Vannucchi (Editora-chefe do Fanzine Brasil) e Ana Maria Duarte.

A entrada é gratuita.

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Última semana da Exposição Láquesis em Sorocaba

Mostra reúne peças vestíveis feitas com materiais reciclados e haverá evento de encerramento inspirado em ficção científica. Entrada gratuita

Obra Harpia. Foto por Cintia Rizoli
Obra Harpia. Foto por Cintia Rizoli

Visando promover a arte eco consciente e estimular o debate sobre sustentabilidade na moda, a exposição “Láquesis – Tecendo Futuros Possíveis” proporciona uma experiência inovadora que reúne moda, fotografia e atuação, e segue até o dia 15 de março, quando haverá uma ballroom para marcar o encerramento da mostra, no salão de vidro do Parque dos Espanhóis, em Sorocaba, entrada gratuita.

Idealizado e produzido pelo costureiro, artesão e artista multidisciplinar Paul Parra, o projeto propõe uma reflexão sobre o tempo e a sustentabilidade por meio de esculturas vestíveis e apresentações da cultura ballroom. 

Segundo o produtor, a inspiração para o nome “Láquesis” vem da mitologia grega, na figura de uma das Moiras (três irmãs que tinham o poder de fiar, medir e cortar o fio da existência humana), especificamente da que mede o fio da vida. Isso porque as obras foram produzidas com técnicas artesanais e materiais recicláveis e sustentáveis, como papel, vidro, madeira, resíduos têxteis, plástico, resíduos eletrônicos e entre outros.

Obra Cobra. Foto por Cíntia Rizoli
Obra Cobra. Foto por Cíntia Rizoli

“A ideia é estimular o debate acerca da moda consciente, com um olhar crítico sobre o nosso consumo desenfreado e a passagem do tempo. É uma exposição para apreciadores de arte no geral, sobretudo para a comunidade LGBTQIAP+, e interessados em viver uma experiência cultural autêntica e inovadora”, destaca Paul.

Além das peças assinadas por Paul, a mostra também conta com fotografias de Cintia Rizoli, que retratam as esculturas vestíveis acopladas aos performers, em um ensaio artístico realizado nas ruínas da antiga Real Fábrica de Ferro São João de Ipanema, localizada na Floresta Nacional de Ipanema, Iperó.

E para celebrar o encerramento da exposição, haverá uma ball (movimento cultural e artístico da cena underground LGBTQIAP+, onde participantes competem em categorias de dança, moda e performance nos chamados “balls – bailes”) com temática futurista e de ficção científica “Sci-Fi Kiki Ball”.

O evento convida a comunidade a explorar futuros imaginados, estéticas cibernéticas e realidades alternativas por meio das categorias da noite. Com trilha sonora envolvente e uma atmosfera imersiva, a Sci-Fi Kiki Ball promete uma noite eletrizante de autoexpressão, talento e resistência. 

“A ballroom é um espaço de expressão, resistência e celebração de identidade, e como a abertura da exposição Láquesis contou com performances de artistas da cultura ballroom, nada mais justo que finalizar com um grande baile”, conclui Paul.

O evento está marcado para começar às 17h30, no dia 15 de março (sábado) e a entrada é gratuita. O Parque dos Espanhóis fica na Rua Dr. Campos Sales, s/n (altura do n.º 1000), Vila Assis, Sorocaba (SP). Classificação etária livre.

A exposição “Láquesis – Tecendo Futuros Possíveis” segue até o dia 15 de março, no salão de vidro do Parque dos Espanhóis, com horário de visitação das 9h às 19h, de segunda a sábado. Mais informações podem ser conferidas no site paulparra.art/laquesis e pelo Instagram do artista @paulparra.arte.

O projeto é realizado por meio do incentivo da Lei Paulo Gustavo no Município de Sorocaba, com apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Sorocaba, Floresta Nacional de Ipanema – ICMBIO e Parque dos Espanhóis.

FICHA TÉCNICA:

Texto, arte, concepção e produção geral: Paul Parra

Fotografia: Cintia Rizoli

Assistência de criação e visagismo: Irá Rogenski

Design: Tiago Rodrigues

Direção cênica e audiodescrição: Helena Agalenéa

Registro documental: Heitor Pereira

Modeles e performers: Alien Lima, Ayanna Xavier, Gabriel Franco, Luanda Marcondes e Wesley Sampaio

Produção administrativa: Sérgio Frazatto

Trilha sonora: DJ Kaim

Iluminação e sonorização: Gabriel Tarragó

Interpretação de Libras: Gisele Gabriel Ferreira e Jéssica Almeida 

Assessoria de imprensa: Natasha Amaral

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Uma visita ao museu/casa Lasar Segall

Marcus Hemerly

‘Passado e futuro presentes: uma visita ao museu/casa Lasar Segall’

Marcus Hemerly
Marcus Hemerly
'Viúva' (Witwe), de Lasar Segall, pintada em 1920. Foto por Marcus Hemerly
Viúva’ (Witwe), de Lasar Segall, pintada em 1920. Foto por Marcus Hemerly

O cheiro de tintas parece assomar, ainda que de modo inconsciente, quando se entra na edificação localizada no nº 111 da Rua Berta, no tradicional bairro de Vila Mariana, em São Paulo (SP).

Erigido em 1932 a partir de projeto do arquiteto Gregori Warchavchik, a casa serviu de residência e ateliê de um dos mais importantes artistas que atuaram no Brasil, abrigando o museu em memória de Lasar Segall. Nascido em 1889 na cidade de Vilnius, Lituânia, à época pertencente ao território Russo, assentou um nome da Alemanha, intensamente receptiva à arte de vanguarda, tal como a produzida pelo artista. Exemplo de tal viés pode ser identificado no expressionismo, traduzido até mesmo no cinema produzido naquele país, onde sedimentou sua formação nas Academias de Arte de Berlim e Dresden. 

As linhas arrojadas e inovações de sua arte seriam recebidos de forma entusiástica em terras brasileiras, após sua imigração em 1923, onde se radicaria em definitivo e ajudaria a consolidar o movimento modernista, deflagrado na capital paulista pela Semana de Arte Moderna de 1922, que representou divisor de águas na literatura, pintura e música no Brasil. Mesmo aderindo posteriormente, Segall seria imortalizado naquele cenário, junto a nomes como Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Menotti del Picchia, responsáveis pela primeira fase do movimento, que se desdobrou em gerações após a realização da semana de 22.

Lasar Segall faleceu na cidade de São Paulo, em 1957, aos 68 anos, sempre em ativa produção nos campos da pintura, escrita, escultura, entre outras formas de expressão. 

Vista parcial da exposição. Foto por Marcus Hemerly
Vista parcial da exposição. Foto por Marcus Hemerly

O projeto do instituto cultural foi originalmente concebido em 1967, pelos filhos do artista com Jenny Klabin Segall, Mauricio Segall e Oscar Klabin Segall, com a criação de uma entidade civil sem fins lucrativos. A partir da Praça da Árvore, ao final da famosa Rua Luiz Góes, conhecida pelos habitantes como ‘a Rua que divide o mundo’, devido à incerteza quanto à sua alocação geográfica formal, está Museu, também próximo à Casa Modernista, outro importante centro de visitação local, cuja arquitetura é replicada pelos imóveis típicos que recebem os visitantes da antiga morada de Segall. Encartado entre polos de ensino superior, igrejas centenárias, bem como uma variedade de comércio e gastronomia, é ainda circundado pelo charme quase palpável de Vila Marina, que exala cultura e entretenimento.

Além do espaço destinado à exposição permanente da obra do pintor, a museu dispõe de rico acervo documental e fotográfico, oferendo atividades culturais, visitas educativas, além de uma diversificada gama de cursos e oficinas nas áreas de gravura, xilogravura, litografia e gravura em metal. Também é um espaço dedicado ao desenvolvimento e orientação de projetos individuais, escrita literária, história da arte, além de contar com uma biblioteca especializada em artes e fotografia e sala de cinema com exibições de obras de diversas nacionalidades. 

Vista parcial da exposição. Foto por Marcus Hemerly
Vista parcial da exposição. Foto por Marcus Hemerly

Atualmente, o Museu é qualificado como órgão federal, apoiado pela Associação Cultural de Amigos do Museu Lasar Segall – ACAMLS, a partir do aporte de recursos oriundos de instituições públicas e privadas, além do apoio de particulares.

No ano passado, o espaço recebeu mostra especial da pintura ‘Witwe’ ou ‘Viúva’, parte da exposição ‘Arte Degenerada’ após oito décadas de desaparecimento. Considerada perdida, a obra foi encontrada na Europa pelo marchand Paulo Kuczynski. O evento, ocorrido e maio de 2024, também exibiu gravuras produzidas pelo artista na mesma época, celebrando a importância do Museu, não apenas para a história da arte no Brasil, mas reafirmando a relevância internacional do artista. 

Aberto para visitação gratuita de quarta a segundas-feiras, entre as 11h:00 às 19h00, o Museu descortina uma área de jardim e café, adequado às regras de acessibilidade, oferecendo diversão e informação. Um verdadeiro cotejo de bom gosto entre passado e presente, num paralelo harmônico próximo à estação Santa Cruz da linha azul do metrô.

Marcus Hemerly

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