Entre enigmas, amizade e mistério

A aventura de Léo Abreu em Ouro, Prata e Silêncio

Ouro, Prata e silencio
Ouro Prata e Silencio

Há livros que começam como uma ideia simples e, no meio do caminho, ganham vida própria.

Ouro, Prata e Silêncio, de Leonardo Abreu Amorim Neves, o Léo Abreu, é exatamente assim: nasceu como um conto leve sobre turismo e terminou como uma verdadeira aventura, cheia de mistério, tensão e descobertas.

Na história, dois casais decidem passar férias em Salvador, buscando descanso, diversão e novas experiências.

Léo Abreu
Léo Abreu

Tudo parece seguir o roteiro comum de uma viagem tranquila, até que Marina, ao folhear um livro, encontra um enigma.

Movida pela curiosidade e pelo espírito aventureiro, ela propõe que todos embarquem na busca por um possível tesouro.

O que começa como uma brincadeira instigante rapidamente se transforma em algo maior, pois o grupo descobre que não está sozinho nessa procura.

A partir daí, o leitor é conduzido por uma trama envolvente, onde a beleza e a atmosfera histórica de Salvador se tornam cenário vivo para uma narrativa que mistura aventura, suspense e a força dos laços de amizade. O livro convida à imaginação, ao mesmo tempo em que brinca com a linha tênue entre o jogo, o acaso e o perigo real.

Formado em Comunicação Social, músico, compositor e poeta, Léo Abreu carrega em sua escrita uma sensibilidade artística que transita entre diferentes linguagens.

Natural de Paramirim, no interior da Bahia, ele construiu uma trajetória marcada pela música e pela poesia, participando de bandas, coletivos artísticos e se preparando para lançar também seu livro de poesias, A Saga do Aedo de Copas.

Essa multiplicidade de expressões aparece em sua prosa, que tem ritmo, fluidez e uma atmosfera quase cinematográfica.

Curiosamente, Ouro, Prata e Silêncio não nasceu com a intenção de ser um romance de aventura.

A ideia inicial era escrever apenas um conto em que um grupo de amigos descobria um enigma em uma pousada, que depois se revelaria como uma campanha turística.

No entanto, como o próprio autor relata, os personagens tomaram outros rumos, e ele decidiu segui-los.

O resultado é uma obra que cresceu organicamente, ganhando camadas de mistério, emoção e imprevisibilidade.

Essa entrega ao fluxo da narrativa dá autenticidade ao livro.

O leitor sente que os acontecimentos não são engessados, mas nascem do próprio movimento da história, como se também estivesse participando da descoberta.

Sendo sua primeira obra lançada, Ouro, Prata e Silêncio marca um início promissor na literatura para Léo Abreu.

O livro une entretenimento e sensibilidade artística, mostrando que a aventura pode ser muito mais do que ação: ela é também sobre escolhas, vínculos, curiosidade e coragem para seguir pistas que podem mudar tudo.

É uma leitura que agrada quem gosta de mistério, viagens, enigmas e histórias em que o inesperado se revela no momento em que menos se espera.

Um convite para sair da zona de conforto, tanto para os personagens quanto para o próprio leitor.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

OURO, PRATA E SILÊNCIO

SINOPSE

Quando Marina encontra um antigo livro com uma charada enigmática, ela arrasta Pedro, Vinícius e Melissa para uma jornada inesperada pelas paisagens mágicas de Salvador, na Bahia.

O que começa como uma simples brincadeira se transforma em uma aventura alucinante, envolvendo contrabandistas, túneis secretos e um pacto centenário entre ordens religiosas.

Entre o pôr do sol no Solar do Unhão e os mistérios do Convento do Carmo, os quatro amigos descobrem que a verdadeira riqueza não está apenas no ouro, mas na prata e no silêncio, símbolos de fé, coragem e transformação interior.

Por que ler este livro?
✔ Uma trama envolvente que mistura história, suspense e espiritualidade.
✔ Personagens cativantes, cada um com seus dilemas e sonhos.
✔ Cenários reais da Bahia descritos com riqueza de detalhes, transportando você para um universo cheio de cores, sabores e mistérios.

Prepare-se para uma narrativa intensa, repleta de emoção, descobertas e reviravoltas.

Ouro, Prata e Silêncio é mais do que uma aventura, é um convite para ouvir o silêncio e descobrir o que ele tem a dizer.

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OBRA DO AUTOR

Ouro, Prata e silencio
Ouro , prata e silencio

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Todas as Helenas

Um romance sobre maternidade precoce, solidão e a urgência de apoio

Helena feita de aço e amor
Helena feita de aço e amor

Existem histórias que não pedem licença.

Elas chegam, ocupam espaço e exigem do leitor mais do que empatia, exigem reflexão.

O livro de estreia de Juliane Silvestri Beltrame é assim: um romance de camadas profundas, narrativa dura e emocionalmente potente, que ecoa a vida de muitas mulheres reais.

A protagonista, Helena, que dá nome à obra, representa tantas meninas que engravidaram cedo demais e precisaram amadurecer rápido demais.

Sozinhas, sem apoio suficiente, assumem a responsabilidade de criar um filho enquanto ainda tentam compreender a própria vida.

A força de Helena não está romantizada: ela é construída no cansaço, na renúncia e na resistência diária.

O livro fala, sobretudo, da maternidade solo imposta, daquela que não nasce de uma escolha idealizada, mas da ausência, de parceiros, de políticas públicas, de uma rede que sustente.

Mostra mulheres fortes, sim, mas também mulheres exaustas. Porque nenhuma força deveria ser sinônimo de abandono.

Ao longo da narrativa, fica evidente que todas as “Helenas” precisam mais do que coragem.

Precisam de leis que amparem, de rede de apoio, de espaço para descansar, estudar e trabalhar.

Juliane Silvestre
Juliane Silvestre

O romance não grita slogans, mas constrói essa denúncia com sensibilidade e verdade, deixando que a dor fale por si.

Curiosamente, a história não nasceu com essa intenção.

Juliane, advogada especializada em Direito de Família, natural de Campo Erê (SC), conta que a ideia inicial era escrever um conto leve, quase um mistério: um grupo de amigos, um enigma em uma pousada, um passeio por pontos turísticos de Salvador, tudo culminando em uma campanha de turismo.

Mas a escrita seguiu outro caminho.

As personagens ganharam voz própria, e a autora teve a coragem de escutá-las.

Esse deslocamento criativo talvez explique a potência do livro.

Ele não parece planejado para agradar; parece necessário.

A narrativa se impõe, conduzindo o leitor por temas como maternidade precoce, responsabilidade solitária, desigualdade e resistência feminina.

Sendo sua primeira obra publicada, o romance já nasce maduro, intenso e desconfortável, no melhor sentido.

Não é uma leitura fácil, mas é uma leitura importante.

Um livro que não suaviza a realidade e não oferece soluções mágicas, mas convida à consciência.

Porque Helena é personagem.

Mas as Helenas existem.

E seguem precisando ser vistas, amparadas e respeitadas.

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Helena feita de aço e amor

SINOPSE

Com uma narrativa emocionante e dados impactantes, Helena: feita de aço e amor revela a trajetória de uma menina-mulher que, ao invés de sonhar com a valsa aos 15 anos, carregou a dor do abandono dos pais e experimentou cedo o sacrifício da vida.

Foi mãe solo, que transformou dor em resistência e solidão, sem rede de apoio.

Acompanhamos sua luta contra o abandono paterno, a pobreza e a invisibilidade, batalhas que ecoam nos 11,6 milhões de lares brasileiros chefiados por mulheres como ela.

Entre números que escancaram a injustiça e momentos de pura poesia cotidiana, esta obra é um retrato sem filtros da maternidade solo no Brasil e da realidade de milhões de mulheres que precisam conhecer cedo a dor da rejeição e do abandono.

Mas é também um tributo à força que nasce do amor.

Das sete mulheres que se tornaram sua família improvisada aos projetos sociais que hoje replicam seu modelo de sobrevivência, Helena nos ensina: nenhuma mãe é realmente solo quando outras mulheres estendem as mãos.

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Helena feita de aço e amor
Helena feita de aço e amor

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Amor de Alecrim

A maturidade feminina como território de recomeços

Amor de Alecrim
Amor de Alecrim

Há histórias que continuam porque ainda têm muito a dizer.

Amor de Alecrim nasce exatamente desse lugar: da escuta atenta aos leitores, do vínculo criado com personagens reais e da certeza de que a maturidade feminina é um tempo fértil de perguntas, descobertas e transformações.

A autora Ana Paula Sampaio Couto, nascida em Nova Friburgo (RJ), onde reside até hoje, é professora de Língua Inglesa há mais de três décadas.

Sua estreia na literatura aconteceu em 2021, com participações em antologias como Diário dos Confinados (Editora Resilience).

Em 2022, lançou seu primeiro romance, Amor de Manjericão, obra que marcou não apenas sua entrada definitiva na carreira literária, mas também um ponto de virada pessoal e criativo.

O impacto de Amor de Manjericão foi imediato.

Ana Paula Couto
Ana Paula Couto

Leitoras se reconheceram na protagonista, compartilharam experiências, enviaram mensagens e, principalmente, pediram continuidade.

Atenta a esse diálogo, Ana Paula decidiu, em 2023, dar sequência à história.

O novo romance foi escrito ao longo de um ano, passou por um cuidadoso processo de revisão em 2024 e foi lançado em 2025, durante a Flip, em Paraty.

Amor de Alecrim retoma a personagem central dez anos depois, agora casada e imersa em novas questões que atravessam a vida de muitas mulheres maduras.

O livro aborda temas como a relação entre mãe e filha, a síndrome do ninho vazio, a crise conjugal, a aposentadoria, as transformações nos afetos, o autoconhecimento, a independência emocional, a menopausa e as inevitáveis mudanças de paradigmas que acompanham essa fase da vida.

No primeiro romance, Amor de Manjericão, a autora apresentou um chick-lit protagonizado por uma mulher 40+, acompanhando seu processo de reconstrução após uma traição e um divórcio.

A narrativa trouxe à tona discussões sobre etarismo, maternidade e relacionamentos afetivos, inclusive quando a personagem se envolve com um homem bem mais jovem, sempre com leveza, humor e sensibilidade.

Em Amor de Alecrim, esse mesmo “tracejado” narrativo se mantém, mas amadurece junto com a personagem.

A escrita continua leve e bem-humorada, sem perder profundidade, oferecendo ao leitor um retrato honesto do cotidiano feminino e das camadas emocionais que se revelam com o passar do tempo.


“Escrevo para mulheres que, como eu, descobriram na maturidade o direito de ser imperfeitas e felizes” Ana Paula Couto


Essa frase parece sintetizar o espírito da obra: um livro que acolhe, representa e legitima as vivências de mulheres que seguem se reinventando, mesmo, e justamente, quando a sociedade insiste em colocá-las à margem.

Amor de Alecrim é uma continuação, mas também um novo começo. Um romance que confirma que crescer, mudar e se escutar não tem prazo de validade, e que a literatura pode ser um espelho generoso para quem atravessa essa jornada.

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AMOR DE ALECRIM

SINOPSE

Amanda passeou entre a dor de uma traição, um divórcio, a perda, o luto e a redescoberta do amor.

Tudo isso quando fez quarenta anos.

Teve que ressignificar a sua vida e a sua trajetória.

Nessa época, envolveu-se com Caio, uma paixão de verão, mas casou-se mesmo foi com Arthur, o seu amor de manjericão.

Passada mais de uma década, muita coisa mudou.

Amanda ainda está casada com Arthur e a Laurinha, a sua filha, foi morar fora do país.

Sente-se realizada e feliz, parece que finalmente a sorte sorriu para ela.

Tudo em sua vida está no lugar desde que se casou novamente.

“Tudo está no lugar? E essas mudanças de humor repentinas? E esses suores noturnos? De onde vem essas inseguranças? Por que me sinto distante de Arthur? Devo me aposentar? O que faço da minha vida?!!! Help!!!”

Esses são apenas alguns dos muitos questionamentos que Amanda vai viver no auge dos seus cinquenta anos, fase tão desafiadora, mas tão cheia de possibilidades para serem vividas pelas mulheres.

No meio de um mar de angústias e dúvidas, a mãe de Laurinha vai reencontrar o seu passado e descobrir a única forma de amar que a salvará de si mesma: o Amor de Alecrim.

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OBRAS DA AUTORA

Amor de Manjericão
Amor de Manjericão

Amor de Alecrim
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O Conto dos Arcanos – O Livro e a Espada

Uma nova saga épica nasce na fantasia nacional

O conto dos Arcanos: O livro e a espada
O conto dos Arcanos: O livro e a espada

Dragões, espadas, reinos em perigo e heróis improváveis: “O Conto dos Arcanos – Livro e a Espada” chega ao leitor como o início de uma fantasia épica ambiciosa e envolvente, daquelas que prometem uma longa jornada, e cumprem bem o primeiro passo.

O autor Antonio Luis Borasca, ou A. L. Borasca, tem 44 anos, é natural de Itu (SP), formado em Ciências Contábeis e pós-graduado em Marketing Digital.

Embora escreva desde a adolescência, foi apenas neste ano que publicou seu primeiro livro, de forma independente, transformando em obra literária um universo que o acompanha há décadas.

Antônio Luiz Borasca
Antonio Luiz Borasca

A gênese da história remonta aos tempos de juventude, quando Borasca criava narrativas para campanhas de RPG.

Aos poucos, aquelas aventuras pensadas para o jogo ganharam corpo, profundidade e passaram a ser escritas no formato de romance.

As influências são assumidas e bem assimiladas: clássicos como Dungeons & Dragons e Spellfire, grandes sagas do cinema, como Star Wars, e, claro, a fantasia literária de Tolkien.

O Livro e a Espada é o primeiro volume de O Conto dos Arcanos, uma saga de fantasia medieval planejada para cinco livros.

A história se passa em um mundo fantástico onde a raça dos homens convive com outras raças mestiças conhecidas como therins, todos imersos em um universo de magia, lendas e mitos antigos.

O ponto de virada da narrativa é o surgimento de um poderoso artefato, capaz de alterar o equilíbrio entre os reinos.

A partir dele, personagens de origens distintas se veem envolvidos em uma grande Quest, uma jornada que colocará à prova suas convicções, alianças e coragem, e cujo desfecho pode definir o destino de todo o mundo conhecido.

Com ritmo ágil, ambientação detalhada e um universo que se expande naturalmente, O Livro e a Espada apresenta todos os elementos clássicos da fantasia épica, sem perder frescor.

É uma obra que dialoga com leitores fãs do gênero e, ao mesmo tempo, abre portas para quem está dando os primeiros passos nesse tipo de narrativa.

Mais do que um livro, o romance inaugura um projeto literário de fôlego.

Se este primeiro volume já encanta, a promessa de mais quatro livros pela frente faz de O Conto dos Arcanos uma saga para acompanhar de perto, daquelas que convidam o leitor a seguir adiante, espada em punho e imaginação acesa.

Anciosa pelo próximo!!

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O CONTO DOS ARCANOS – O LIVRO E A ESPADA

SINOPSE

Nos confins de Elyria, onde florestas se erguem protegidas por uma cadeia montanhosa intransponível, vive um povo esquecido pelos homens: os deorlings, filhos da terra e das árvores, meio felinos, meio homens.

Ali, no coração do Refúgio, Tob Caudaforte descobre algo que jamais deveria ser encontrado: o Grimório de Rangën.

Esse livro de magias, contém a localização das dez Pedras Draconianas perdidas, artefatos de extremo poder, e prisão de demônios abissais.

Enquanto isso, no reino feudal de Tyr, um escravo humano encontra mais do que sua liberdade: nas mãos de Bellenor ressurge Alvaluz, a espada que desperta apenas quando o mundo está em perigo.

Unidos por um destino que não escolheram, Tob e Bellenor iniciam uma jornada marcada por antigas lendas, perigos incontáveis e inimigos que se movem nas sombras, pois há quem deseje as dez Pedras Draconianas não para destruí-las, mas para reviver aquele que um dia quase mergulhou o mundo em trevas perenes: Orgrond, o Rei Tirano.

Uma história repleta de magia, num mundo de inúmeras raças e povos mestiços, com a presença de dragões e línguas inventadas, escrita num tom poético e descritivo que agradará aos fãs de fantasia.

O Conto dos Arcanos – O Livro e a Espada é o início de uma saga que atravessa eras e reinos, onde a magia é viva, os nomes têm peso e até o mais improvável dos heróis pode mudar o curso da história.

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O conto dos Arcanos - O livro e a espada
O conto dos Arcanos – O livro e a espada

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Traíra

Quando o terror encontra questões urgentes do nosso tempo

Traíra de Mário Augusto Poll
Traíra

Gaúcho de Rio Grande e radicado em Porto Alegre, Mario Augusto Pires Pool construiu, ao longo da última década, uma trajetória sólida e diversa na literatura brasileira.

Doutor em Educação, o autor iniciou sua carreira em 2015, publicando em coletâneas da editora Metamorfose, e desde então não parou mais: são 24 publicações, entre livros próprios, participações em coletâneas e obras acadêmicas.

Mário Augusto Pool

Seu primeiro lançamento solo veio em 2017, com a novela No Nevoeiro, que ganhou versão em inglês (In the Fog) publicada nos Estados Unidos em 2019.

De lá para cá, Pool transitou com segurança por diferentes gêneros e públicos, assinando romances como O Antiquário (finalista do Prêmio ABERST 2022), O Estampador e Cartas aos Originários, este último indicado ao Prêmio da Academia Rio-grandense de Letras em 2024 como melhor romance juvenil.

Entre os leitores mais jovens, destacou-se ainda com obras como Parada 90, Enigmas na Ilha do Presídio, Bomani e as Torres Malditas e O Vizinho Alemão, indicado ao Prêmio Jabuti em 2021 e vencedor do Prêmio Açorianos 2023 na categoria romance juvenil.

É nesse percurso de experimentação e amadurecimento literário que nasce Traíra, novela que surge a partir de um conto de terror escrito durante uma atividade coletiva entre onze autores do gênero, em uma madrugada intensa de criação dentro de uma casa de cultura.

O desafio era simples e instigante: criar uma criatura.

O resultado, porém, foi além do esperado.

O impacto da história entre os colegas escritores motivou Pool a expandir o conto e transformá-lo em uma narrativa mais profunda, que ultrapassa o terror e dialoga com temas urgentes como racismo, gênero, superação e responsabilidade ambiental.

A criatura que habita o lago não é apenas fruto da imaginação, mas uma consequência direta do descaso humano e da poluição, trazendo à trama uma lógica ambiental que amplia o alcance simbólico da obra.

Escrevendo majoritariamente para o público juvenil e adulto jovem, mas sem se limitar a rótulos, Mario Pool explora desde a ficção científica até thrillers, aventuras, mistérios e narrativas do cotidiano.

Em Traíra, segundo o próprio autor, pode estar um divisor de águas, um livro que aponta para o caminho literário que deseja seguir daqui para frente.

REDES SOCIAIS DO AUTOR

TRAÍRA

SINOPSE

A criatura que emerge das águas não é apenas monstro, é vítima.

Forjada por veneno e negligência, torna-se símbolo de tudo o que a sociedade preferiu esquecer.

E diante dela, Omar precisa decidir se o enfrentamento é uma questão de ciência, justiça ou sobrevivência íntima.
Traíra é um romance que combina o vigor do thriller ecológico à profundidade de uma denúncia social.

O autor constrói uma narrativa marcada por lirismo e revolta, onde o terror do lago dialoga com a violência invisível do racismo e da corrupção.

Uma história inquietante, poética e necessária, que convida o leitor a mergulhar não apenas nas águas turvas da ficção, mas também nas sombras persistentes de nossa própria realidade.

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OBRAS DO AUTOR

No nevoeiro
No nevoeiro

O conto dos homens
O conto dos homens

O antiquário
O antiquário

O estampador
O estampador

Carta aos originários
Carta aos originários

Parada 90
Parada 90

Enigma da ilha do presídio
Enigma da ilha do presídio

Bomani e as torres malditas
Bomani e as torres malditas

Contando nossas histórias
Contando nossas histórias

O vizinho alemão
O vizinho alemão

Desafios educacionais criativos
Desafios Educacionais Criativos

Traíra
Traíra

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O Sonho Louco dos Sensatos

Quando empatia e coragem decidem mudar um mundo

Há livros que chegam até nós como leitura.

Outros chegam como encontro.

O sonho louco dos sensatos pertence, sem dúvida, ao segundo grupo.

Uma obra que fala de empatia, resiliência, amadurecimento e descobertas, daquelas que não acontecem de repente, mas se constroem no caminhar.

Fernanda Sanson Durand, paulista de Santa Cruz do Rio Pardo, hoje radicada em Santos, tem 49 anos, é advogada e servidora pública da Advocacia-Geral da União.

Fernanda Sanson Durand
Fernanda Sanson Durand

Casada, mãe, corinthiana assumida, “maloqueira e sofredora, graças a Deus”, como ela mesma brinca, encontra na escrita de ficção um espaço de reflexão profunda, com forte viés psicológico e filosófico, alimentado também por seus estudos de filosofia clássica, cultivados como hobby.

A semente da história nasceu de um pensamento aparentemente simples, mas poderoso: se existem tantas crianças sem pais, por que a adoção não poderia ser sustentada por uma rede de apoio verdadeira?

Amigos que ajudam financeiramente, que dividem tarefas, que estendem a mão no cotidiano, desde o cuidado emocional até gestos práticos, como passar uma roupa ou segurar a barra quando o cansaço chega.

Mas essa ideia exige algo essencial: confiança.

A certeza de que essas pessoas não abandonarão o barco no meio da travessia.

É a partir desse ponto que O sonho louco dos sensatos se constrói.

O livro fala de sonhadores e, como todo sonhador que quer mudar o mundo, seus personagens decidem começar mudando ao menos um mundo possível.

Ao longo desse processo difícil, delicado e profundamente humano, as dores, memórias e histórias pessoais vão emergindo aos poucos, “como nhoques subindo na panela de água fervente”: inevitáveis, reveladoras, transformadoras.

A narrativa avança mostrando que amadurecer não é chegar a um destino final, mas aceitar os caminhos, os tropeços e as escolhas feitas em conjunto.

É uma história que acolhe, provoca reflexão e convida o leitor a repensar vínculos, responsabilidades e afetos.

A obra ganha ainda uma camada especial de emoção fora das páginas, quando fui convidada por Fernanda, minha primeira seguidora conhecida pessoalmente, para escrever a apresentação do livro, antes mesmo do prefácio.

Um gesto simbólico e potente, que transformou o lançamento em um momento de profunda gratidão e reconhecimento.

Apresentar uma história tão forte, escrita por alguém que acreditou em mim desde o início, tornou a experiência ainda mais marcante.

O sonho louco dos sensatos é, acima de tudo, um livro sobre pessoas comuns fazendo escolhas extraordinárias.

Um convite delicado, e corajoso, para acreditar que empatia, quando compartilhada, pode sustentar até os sonhos mais ousados.

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O SONHO LOUCO DOS SENSATOS

SINOPSE

Cinco jovens. Um professor. Um encontro que mudará tudo.

No coração de uma universidade, um grupo improvável se reúne para falar sobre a vida, a humanidade e os dilemas que raramente cabem nas salas de aula.

Entre debates sobre filosofia, ciência e valores atemporais, eles descobrem que o maior desafio não está nas respostas, mas nas perguntas que ousam fazer.

Antonia, Clara, Roberto, Yago e Luigi não sabiam que se tornariam os Sensatos e que, juntos, seriam confrontados com histórias reais capazes de abalar certezas, despertar empatia e transformar a maneira como enxergam a si mesmos e ao mundo.

Com diálogos instigantes, situações comoventes e personagens que poderiam estar na sua vida, O Sonho Louco dos Sensatos é um romance que mistura drama, humor e reflexão, convidando o leitor a desacelerar, olhar para dentro e redescobrir o poder de ser humano.

E você?

O que faria se tivesse nas mãos a chance de mudar, ou salvar, o mundo de alguém?

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Suicidas
Suicidas

O espelho de José
O espelho de José

O sonho louco dos sensatos
O sonho louco dos sensatos

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Sue Guimarães

O poder de transformar dor em libertação

Sue Guimarães
Sue Guimarães

Há escritoras que narram histórias, e há outras que as transmutam.

Sue Guimarães, pertence a este segundo grupo: o das autoras que escrevem com a alma, costurando emoção, consciência e coragem em cada linha.

Nascida em Aracaju (SE) e radicada em Rio das Ostras (RJ), Sue é uma mulher multifacetada, licenciada em Filosofia e Sociologia, bacharela em Serviço Social e mestranda em Educação.

Sua formação, extensa e diversa, reflete uma busca constante por compreender o ser humano e suas complexidades. “Educar é refletir a essência do outro”, diz ela, frase que resume sua trajetória marcada pela escuta, pela empatia e pelo desejo de transformação social.

Autora de “Oxente, vamo que vamo” e do romance “Não, isso não é amar!”, Sue mergulha nas profundezas das relações humanas para falar de temas que nem sempre encontram voz: o abuso psicológico, o autoconhecimento e a redescoberta do amor-próprio.

Sua obra mais recente, concorrente ao Prêmio Literário Fundação Biblioteca Nacional 2025 – Categoria Romance (Prêmio Machado de Assis), é um verdadeiro grito em forma de livro, mas também um sussurro de acolhimento.


“Mais do que escrever um livro, eu quis criar um abraço em forma de páginas, um espaço onde o leitor pudesse se reconhecer, se questionar e, quem sabe, encontrar forças para se libertar de tudo aquilo que não é, e nunca foi, amor.”

Sue Guimarães


Com uma escrita potente e sensível, Sue constrói narrativas que falam sobre coragem, libertação e recomeço.

Em “Não, isso não é amar!”, ela desmistifica o amor idealizado e dá voz às dores silenciosas que tantas pessoas carregam.

Já em “Oxente, vamo que vamo”, revela seu lado otimista e resiliente, uma celebração da vida, da fé e da capacidade de seguir em frente, mesmo diante das tempestades.

Além da literatura, Sue atua como palestrante, mediadora e articuladora social, levando suas reflexões a escolas, instituições públicas e espaços comunitários.

Fala sobre saúde mental, diversidade, educação e direitos humanos com a mesma intensidade e ternura que imprime em suas páginas.

Em tudo o que faz, Sue reafirma uma convicção: escrever é um ato político, poético e profundamente humano.

Suas palavras acolhem, despertam e inspiram e, como ela mesma diz, “deixam no leitor a sensação de que ninguém está sozinho no que sente”.

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NÃO, ISSO NÃO É AMAR!

SINOPSE

Nem todo sentimento intenso é amor.

Às vezes, o coração precisa desaprender certezas para descobrir verdades que libertam.

Neste romance sensível e envolvente, accompanhamos a história de uma jovem que se vê desafiada a repensar tudo o que sempre acreditou sobre amar e ser amada.

“Não, isso não é amar!” é um convite à reflexão sobre os limites entre o amor idealizado e o amor real.

Uma jornada de descobertas, silêncios quebrados e escolhas que transformam, por dentro e por fora.

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OBRAS DA AUTORA

Não, isso não é amar!
Não, isso não é amar!

Oxente, vamo que vamo
Oxente, vamo que vamo

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