Clarissa Lemos é finalista no Prêmio Ecos da Literatura!
Reconhecida por sua dedicação ao incentivo à leitura e por encantar leitores de todas as idades, Clarissa concorre este ano na categoria Melhor Livro Ilustrado. O livro ‘Contanto com os animais’ foi ilustrado por Daniele Monhoz
Clarissa Lemos
A escritora e ilustradora Clarissa Lemos acaba de ser anunciada como finalista no Prêmio Ecos da Literatura!
Reconhecida por sua dedicação ao incentivo à leitura e por encantar leitores de todas as idades, Clarissa concorre este ano na categoria Melhor Livro Ilustrado. O livro ‘Contanto com os animais‘ foi ilustrado por Daniele Monhoz. A obra apresenta animais da savana que, após algum acontecimento, vão diminuindo. Um bom livro para realizar contagens com os pequenos e se divertir com as rimas e os animais da África.
“Chegar à final de um prêmio tão importante é muito gratificante, pois ter o meu trabalho reconhecido pelos meus leitores e amigos é fundamental para que eu continue criando. A literatura é vida e, por isso, ela precisa ser experimentada, vivenciada e compartilhada”, afirma Clarissa Lemos.
Os três finalistas de cada uma das 30 categorias foram apontados por votação pública, via internet, realizada entre os dias 08 de fevereiro e 22 de março de 2026. Apenas autores e profissionais do livro, com obras editadas em 2025, poderam participar da premiação.
O evento de premiação está agendado para o dia 23 de maio (sábado), às 16 h, no Teatro Espaço Bereana, Vila Mariana, na capital paulista. Na oportunidade, será conhecida a classificação dos finalistas: 1º, 2º e 3º colocados, que vão receber troféus lindos e personalizados.
Clarissa Lemos
Clarissa Lemos nasceu na cidade de São Paulo, em 1987.
Viveu até os 18 anos na área rural do município de Ribeirão Branco, interior do estado.
Cresceu rodeada por livros e gibis, adquiridos pelo pai, geralmente em alguma cidade vizinha. Durante a adolescência, os livros eram companheiros inseparáveis.
Tão logo completou 18 anos, mudou-se para a capital para cursar graduação em Pedagogia e assumir o cargo de professora de Educação Básica na rede estadual.
Fixou residência, casou-se e possui dois filhos. Atualmente, reside em São Caetano do Sul (SP) e leciona na rede municipal de São Paulo.
Iniciou o caminho como ilustradora com o livro A festa da Filó. É autora e ilustradora do livro As aventuras da Chapeuzinho Vermelho e autora dos livros ‘O chute” e ‘Contando com os animais
CineCafé de abril destaca o Festival da Cultura Surda; programação conta também com Maratelona e Sessão NerDiverso
CineCafé – Festival da Cultura Surda– Um lugar silencioso
O CineCafé de abril do Sesc Sorocaba tem como destaque o Festival da Cultura Surda, uma mostra que valoriza a língua de sinais e apresenta filmes com personagens surdos como protagonistas de suas próprias histórias, ampliando as formas de comunicação e representação no cinema. A programação reúne títulos de diferentes gêneros que evidenciam a cultura surda em sua diversidade e complexidade.
Além do CineCafé, a unidade recebe outros dois projetos. O Maratelona propõe uma sequência de exibições voltada aos amantes de cinema, com a trilogia De Volta para o Futuro, incentivando uma experiência contínua e compartilhada entre o público. Já a sessão NerDiverso apresenta o filme Akira, referência da animação japonesa, que aborda temas como poder, tecnologia e juventude em um cenário distópico.
Todas as sessões são gratuitas.
CineCafé – Festival da Cultura Surda
As sessões acontecem às terças-feiras, às 19h (exceto dia 21), com retirada de ingressos com uma hora de antecedência na Central de Atendimento.
Após cada exibição, o público é convidado a participar do Cinema em reflexão, neste mês, conduzido pela pedagoga e especialista em Libras Maria Carla, ampliando a experiência por meio de conversas e análises sobre os filmes.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda – Um Lugar Silencioso
7/4 | Um lugar silencioso
Direção: John Krasinski | Suspense/Terror | EUA | 90 min. | 2018 | Leg.
No pós-apocalipse, criaturas cegas com audição aguçada caçam qualquer ruído. Para sobreviver, a família Abbott vive em silêncio absoluto em uma fazenda isolada, comunicando-se por sinais. Sua frágil rotina é posta à prova quando a mãe, Evelyn, fica grávida, elevando a tensão na luta pela vida. Classificação 14 anos.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda– A família Bélier
14/4 | A família Bélier
Direção: Eric Lartigau | Comédia/Drama | França | 106 min. | 2014 | Leg.
Paula, uma adolescente, é a intérprete e apoio essencial para sua família, todos surdos. Ao descobrir um talento excepcional para o canto e a chance de estudar em Paris, ela é confrontada com um dilema angustiante: seguir seu sonho ou permanecer como a âncora daqueles que dependem totalmente dela. Classificação 14 anos.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda – A forma da água
28/4 | A forma da água
Direção: Guillermo del Toro | Drama/Fantasia | EUA | 123 min. | 2017 | Leg.
Em 1963, uma zeladora muda que vive em silêncio desenvolve uma ligação única com uma criatura anfíbia mantida em cativeiro no laboratório onde trabalha. Com a ajuda de um vizinho, ela elabora um plano para libertá-lo. Classificação 16 anos.
Em Neo-Tokyo pós-guerra, o jovem delinquente Kaneda tenta salvar seu amigo Tetsuo, que desenvolve poderes psíquicos incontroláveis após um acidente. Essas habilidades atraem a atenção do governo e de um projeto secreto, ameaçando liberar uma força apocalíptica. Uma saga cyberpunk sobre amizade, poder e destruição. Classificação 16 anos. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
Maratelona – 21/4
CineCAfé –Festival da Cultura Surda
10h30 | De volta para o futuro
Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 115 min. | 1985 | Leg.
Marty McFly é um adolescente típico americano dos anos 80. Acidentalmente ele viaja de volta no tempo para 1955 em uma máquina do tempo inventada pelo cientista maluco Dr. Brown. Durante sua incrível viagem ao passado, Marty tem como missão fazer com que seus pais ainda adolescentes se conheçam e se apaixonem. Só assim ele conseguirá ter uma chance de voltar ao futuro. Classificação livre. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda– De volta para o futuro 2
13h30 | De volta para o futuro 2
Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 108 min. | 1989 | Leg.
Marty vai até 2015 para impedir que seu filho seja preso. Porém um velho inimigo de família descobre onde Marty e o Dr. Brown esconderam a máquina do tempo e volta ao passado para entregar um livro com resultados de jogos da temporada para ele mesmo. Agora Marty e o Doutor precisam correr contra o tempo para impedir que o presente e o futuro sejam alterados pelos acontecimentos. Classificação livre. Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência.
CineCAfé –Festival da Cultura Surda– De volta para o futuro 3
16h30 | De volta para o futuro 3
Direção: Robert Zemeckis | Aventura/Ficção Científica | EUA | 118 min. | 1990 | Leg.
Em 1955, Marty recebe uma carta do Dr. Brown datada de 1855 e descobre que ele será assassinado. Agora precisa voltar ao passado exatamente no dia 2 de setembro do mesmo ano para tentar salvar seu amigo, mas não sem antes ter que enfrentar inúmeras dificuldades. Classificação livre. Retirada de ingressos 1 hora de antecedência.
Confira mais sobre essas e outras atividades da programação do Sesc Sorocaba em sescsp.org.br/sorocaba.
Renata BarcellosImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69ce7556-f6dc-83e9-a142-841c6434d075
Desde o início deste ano letivo, tenho presenciado professores ‘desabafando’ em reuniões, intervalos… E o mais preocupante: todos os relatos são de capacitados e centrados. As queixas? Turmas numerosas, desinteresse dos alunos, desrespeito… Ao ouvi-los, veio-me à cabeça um fragmento desta música de Beth Carvalho cantada há décadas:
“Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será como Deus quiser”.
Esta estrofe sintetiza a inquietação e indignação de muitos docentes como eu. Atuo na área da educação desde 92 e nunca vivi e presenciei tamanho caos. Os fatores são diversos como desinteresse, desrespeito, agressões, assédio, má formação profissional …A quem culpar? Ao método de ensino do professor apenas ? Cruel isso, não!?
Desafio o leitor a entrar em uma sala de aula sem estrutura física e/ou sem recursos com 50 alunos e, dentre estes, muitos com autismo, TDH… e conseguir ministrar uma aula motivadora. Em tempos de celular, de aplicativos variados … como concorrer com a tecnologia? Fomos orientados para utilizar ferramentas tecnológicas em aula? A escola e os responsáveis estão preparados para lidar com novas formas de construção de conhecimento? Em tempo, ainda hoje quando se propõe uma aula externa, persiste em considerar isso como passeio. Você, leitor, quais são suas recordações em tempo de escola? Com certeza, uma delas foram as atividades fora dos muros escolares. Recordo-me de todas as aulas externas como aluna ou professora. Experiências enriquecedoras e inesquecíveis. Navegar por outros mares é preciso!!!
Não é só o professor que deve se atualizar. A sociedade precisa se conscientizar. Enquanto não houver qualificação e apoio dos responsáveis, não haverá educação de qualidade. Na contemporaneidade, com tanta exposição, poluição visual como disse Ítalo Calvino, será luta em vão.
Professores estão cada vez mais doentes. Cada um sabe o fardo que carrega na vida pessoal. E ainda, em sala de aula, lidar com indisciplina, desacato…., Quanta sobrecarga!!!
Segundo um novo estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), em 2025, foi “desenhado” um cenário desafiador em sala de aula: altos índices de estresse, ansiedade e depressão. Isso pelo fato de o Brasil enfrentar um recorde de afastamentos de professores, com mais de 150 mil devido a transtornos mentais como depressão e Burnout. A crise de saúde mental na educação, impulsionada por jornadas excessivas e baixa valorização, teve forte impacto, por exemplo, em São Paulo, onde 25 mil professores foram afastados entre janeiro e setembro.
Estatísticas de Afastamentos de Professores em 2025
Nacional: mais de 150 mil professores afastados por Burnout e Depressão.
São Paulo (Rede Estadual): mais de 25 mil professores foram afastados entre janeiro e setembro de 2025.
São Paulo (Rede Municipal): uma pesquisa indicou que cerca de 60% dos professores da rede municipal de São Paulo se afastaram por problemas de saúde nos últimos 12 meses.
Interior de SP (Regional): cidades como São Carlos e Araraquara registraram 565 licenças médicas por transtornos mentais de janeiro a setembro.
Tocantins: mais de 1,7 mil profissionais da rede estadual se afastaram por adoecimento mental em 2025.
Campinas (SP): mais de 3 mil professores afastados por transtornos mentais em 2025.
Rio de Janeiro (RJ): 25% dos professores licenciados foram por motivos de depressão ou ansiedade. A situação é agravada por assédio e sobrecarga de trabalho.
Principais Causas e Tendências
Saúde Mental: os transtornos mentais e comportamentais são a principal causa de licenças.
Diagnósticos Comuns: ansiedade, depressão e estresse, com destaque para a Síndrome de Burnout.
Fatores de Risco: as causas incluem jornadas de trabalho excessivas, violência escolar, desvalorização profissional, falta de estrutura e grandes números de alunos por sala.
Cenário de Adoecimento: os dados indicam que o adoecimento é estrutural, com tendência de aumento no número de afastamentos na área da educação.
A partir dos dados apresentados, constatamos que a profissão de professor é uma das mais afetadas por transtornos mentais. No dia 26 de maio de 2025, riscos psicossociais foram incluídos na NR-1, norma que apresenta as diretrizes de saúde no ambiente do trabalho. Após a sua inclusão, o Ministério do Trabalho passa a fiscalizar os riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Isso pode acarretar penalizações, caso sejam identificadas questões como:
metas excessivas
jornadas extensas
ausência de suporte
assédio moral
conflitos interpessoais
falta de autonomia no trabalho
condições precárias de trabalho
Depois de vivenciar a sala de aula, iniciar mais um ano letivo, ouvir relatos de colegas, cada vez mais ecoa em minha cabeça esta estrofe:
“Como será amanhã?
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será como Deus quiser”.
O ano letivo de 2026 mal iniciou e nós, professores, já estamos nos questionando: “O que irá me acontecer?” E, pior ainda, pensar na aposentadoria. A reforma retardou a saída de milhares de professores. E há emocional para suportar até “pagar o pedágio”?
“Como será amanhã” diante de tantos fatores apresentados anteriormente? Com certeza, o problema com relação à evasão escolar não está atrelada apenas ao método adotado por quem ensina. Será que todos utilizam os inadequados por serem ultrapassados?
Cabe ressaltar que os tipos de avaliação são diversos. Segundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), avaliar não se limita a aplicar provas ou atribuir notas: trata-se deacompanhar o desenvolvimento integral do estudante, identificando avanços, dificuldades e potencialidades. Nesse contexto, há quatro: avaliação diagnóstica, formativa, somativa e autoavaliação. Cada uma possui objetivos e aplicações próprias. Todas têm em comum o compromisso de tornar a aprendizagem mais significativa. Avaliar é preciso!!! Enquanto professora procedo como considero melhor. E, assim, o meu destino será como EU quiser. Abaixo à repressão!!! Viva a liberdade pedagógica!!!
Ramos António AmineImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69ce6266-9fbc-83e9-b97f-726ae6d0b842
Aquele que nascera da mistura proibida entre uma das filhas da quinta e um lavrador de mãos encaladas conheceu, desde o primeiro sopro, o peso da rejeição. Para os filhos legítimos da quinta, não passava de um erro, um desvio na ordem preservada, um corpo estranho num lugar onde a pureza era lei.
Mas a mãe, contra todas as vozes e silêncios, acolheu-o. E jurou, com a firmeza de quem desafia o destino de Édipo, protegê-lo da comunhão dos ímpios e oferecer-lhe aquilo que a própria quinta tinha de mais paradoxal: um luxo nascido do lixo, uma dignidade construída sobre restos.
O miúdo cresceu, assim, como uma promessa cuidadosamente lascada. Educado segundo os mais elevados valores da Era das Luzes, inalava o mundo com uma sede que não era apenas de saber, mas de fuga. Para além das primeiras letras, mergulhou nas línguas antigas, grego, latim, e nas estruturas rígidas do alemão. A mãe acreditava, com uma fé quase ingénua, que o domínio das línguas para lá dos muros da quinta lhe daria asas suficientes para os ultrapassar.
Aos cinco anos, já lia clássicos vindos de terras distantes, como se cada palavra fosse um ensaio de liberdade.
Enquanto isso, o pai era arrancado da lavra e lançado ao garimpo, não por necessidade do tripalium, mas por vingança. Os irmãos da mãe não perdoavam o gesto que manchara o nome da quinta. E, pior ainda, não perdoavam o fruto desse gesto: um filho que desafiava a própria lógica da sua existência.
No garimpo, o homem encontrou um mundo ainda mais cruel do que aquele que deixara. Ali, descobriu que muitos dos considerados desaparecidos no outro lado da quinta não o estavam: haviam sido engolidos pela terra e pelo silêncio, mantidos como reféns de uma mina que alimentava, ironicamente, os próprios filhos da quinta, cultores da pureza e da ordem, à custa de silêncios cúmplices.
No primeiro dia, foi espancado. Chamaram-lhe intruso, ameaça, substituto. Cada golpe agravava-lhe a respiração curta, já marcada pela asma. Ainda assim, sobreviveu. E, como tantos outros no garimpo, aprendeu a sobreviver não pela força, mas pelo cansaço. Foi-se moldando à brutalidade, até que esta deixou de ser exceção e passou a ser regra.
Dias depois, encontrou ouro ensanguentado. Não um ouro qualquer, mas aquele que poderia reescrever destinos. Um brilho raro, quase impossível, como se a própria terra, por um instante, tivesse decidido recompensá-lo.
Mas a fortuna, para os condenados da terra, é sempre breve.
Um olhar trémulo seu gerou um gesto mal interpretado pelos outros. E vieram os golpes, desta vez mais pesados, mais decididos. Não resistiu. Caiu ali mesmo, entre a poeira e o silêncio cúmplice dos demais. O ouro mudou de mãos. O corpo, esse, foi descartado, lançado numa cova rasa, coberto à pressa, como se nunca tivesse acolhido algo valioso: uma alma.
Na quinta, o tempo seguia o seu curso, indiferente. O miúdo crescia. Os filhos da quinta arrastavam-se pelos corredores das decisões, alheios, ou fingindo sê-lo, ao que se passava no garimpo.
E, mesmo que soubessem, o silêncio seria sempre a sua primeira decisão.
Mas há verdades que recusam permanecer enterradas.
Um cão, guiado talvez pelo instinto, ou pela justiça que falta aos homens, desenterrou o que restava do corpo. E assim, o segredo começou a apodrecer à superfície. Espalhou-se em zum-zum, depois em olhares desviados, até alcançar os ouvidos daqueles que mais temiam a sua revelação.
Tentaram contê-lo. Falharam.
Porque há sempre quem escute onde não deve, quem veja o que lhe é interdito: a guardiã dos avisos ignorados. E assim, a notícia chegou até ela.
A mãe.
Recebeu-a como quem recebe uma sentença. Não chorou de imediato. Primeiro veio o niilismo: um esvaziamento moral, e depois um silêncio pesado, absoluto, como a pedra de Sísifo. Mais tarde, a certeza: ele estava morto. Espancado por ter encontrado, por um instante, aquilo que lhes poderia ter mudado a vida.
O medo instalou-se. Não o medo da morte dela ou do miúdo, mas o da permanência na quinta. Criar o filho ali, sozinha, dentro daqueles muros inumanos, isso, sim, parecia-lhe insuportável, e ao mesmo tempo uma contradição aos valores de igualdade, solidariedade e fraternidade sobre os quais fora educada.
E então decidiu.
Fugir.
Mas fugir implicava atravessar o impossível: muros altos, arames farpados, cães treinados para impedir a liberdade. Ainda assim, havia algo mais forte do que tudo isso, uma vontade crua, quase selvagem, de não pertencer mais àquele lugar.
Antes que o filho fosse estendido no altar da hipocrisia, como oferenda imolada pelos ímpios no seu próximo ritual, preferia a incerteza da liberdade à segurança contaminada. Preferia cair fora da quinta como uma prostituta ressuscitada a apodrecer dentro dela.
E foi assim, no silêncio de uma decisão sem retorno, que se anunciou o segundo sinal da queda da quinta.
Teresópolis recebe solenidade histórica da FEBACLA
Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho
‘Teresópolis recebe solenidade histórica da FEBACLA e reúne personalidades das artes, da literatura, da educação e da cultura de diversas regiões do Brasil’
Dom Alexandre Rurikovich Carvalho
A cidade de Teresópolis foi cenário, no dia 28 de março de 2026, de uma das mais expressivas solenidades culturais do calendário acadêmico nacional. Promovido pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, o evento reuniu intelectuais, artistas, educadores, pesquisadores e autoridades culturais no emblemático Teatro Municipal – Palácio Teresa Cristina, sede da Prefeitura, consolidando-se como um verdadeiro marco na valorização das letras, das artes e do pensamento humanístico no Brasil.
Desde sua fundação, em 25 de abril de 2012, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes vem se consolidando como uma das mais respeitadas instituições culturais do país, pautada por princípios de natureza apartidária, sem fins lucrativos e orientada pelo compromisso permanente com a valorização do saber. Sua atuação abrange a promoção das Ciências, das Letras e das Artes, incentivando a produção intelectual, o intercâmbio cultural e o reconhecimento de personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes à sociedade.
Ao longo de sua trajetória, a FEBACLA tem desempenhado um papel fundamental na difusão do conhecimento e na preservação da memória cultural brasileira, promovendo iniciativas que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e o desenvolvimento humano. A instituição também se destaca por sua dedicação à valorização do idioma português, reconhecendo-o como elemento essencial da identidade nacional e instrumento de expressão cultural.
Mais do que uma entidade honorífica, a FEBACLA constitui-se como um espaço de encontro entre diferentes áreas do saber, reunindo acadêmicos, escritores, artistas, educadores e pesquisadores em torno de ideais comuns voltados à construção de uma sociedade mais consciente, culta e socialmente comprometida.
A solenidade realizada em Teresópolis reafirmou, de forma eloquente, essa missão institucional, ao celebrar trajetórias inspiradoras e reconhecer personalidades que, por meio de suas ações e obras, contribuem significativamente para o fortalecimento da cultura, da educação e do patrimônio intelectual brasileiro. O evento evidenciou, ainda, o papel da FEBACLA como agente ativo na promoção do mérito, da ética e da excelência, consolidando sua relevância no cenário cultural contemporâneo.
A abertura oficial do cerimonial foi conduzida pelo acadêmico Prof. Dr. Nicolas Theodoridis, que destacou o caráter histórico do encontro e a importância de se perpetuar a memória cultural por meio de iniciativas institucionais sólidas. Em seguida, foi composta a mesa de honra, presidida por Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, presidente da FEBACLA, que esteve acompanhado por relevantes nomes do meio acadêmico e cultural, como a Duquesa Claudia Lundgren Rurikovich Carvalho, a professora Rita Mello, o professor Dr. Jadson Porto, a professora Jacy Proença e o professor Dr. Eugênio Maria Gomes.
Em clima de reverência e celebração, os integrantes da mesa proferiram breves saudações, ressaltando a importância da cultura como instrumento de transformação social, inclusão e desenvolvimento humano. O momento foi marcado por reflexões sobre o papel das instituições culturais na formação de uma sociedade mais consciente, crítica e comprometida com os valores éticos e educacionais.
Um dos pontos altos da solenidade foi a posse de novos acadêmicos internacionais, que passaram a integrar os quadros da FEBACLA, assumindo o compromisso de contribuir para o fortalecimento da cultura e do conhecimento. O juramento, conduzido pelo presidente da instituição, simbolizou o compromisso com a ética, a educação e o aprimoramento intelectual da sociedade
Juramento de posse das novas acadêmicas da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA. Com o braço direito estendido, as empossadas reafirmaram seu compromisso com a ética, o conhecimento e a promoção das Ciências, Letras e Artes.
A programação seguiu com a outorga de importantes honrarias, entre elas a tradicional Comenda Caneta de Ouro – Edição 2025, destinada a reconhecer méritos excepcionais na literatura, no jornalismo e na promoção da língua portuguesa. A honraria destacou autores e educadores cujas obras contribuem para a formação cultural e crítica da sociedade brasileira.
Momento solene da entrega da Comenda Caneta de Ouro – Edição 2025, reconhecendo personalidades que se destacam na literatura, no ensino e na promoção da língua portuguesa, em valorização à cultura e ao saber.
Na sequência, foi realizada a entrega da Comenda Nacional das Belas Artes, que distinguiu personalidades de destaque nas diversas manifestações artísticas, reforçando o papel da arte como expressão fundamental da identidade cultural e como instrumento de transformação social.
Momento solene da entrega da Comenda Nacional das Belas Artes, distinguindo personalidades que se destacam nas diversas expressões artísticas e que contribuem significativamente para o enriquecimento da cultura nacional.
Outro momento de elevado prestígio e singular relevância na solenidade foi a concessão dos títulos de Doutor Honoris Causa, realizada em parceria com o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos. Trata-se de uma das mais altas distinções acadêmicas conferidas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, destinada a reconhecer personalidades de notório saber, cuja trajetória intelectual, científica e cultural se destaca pela excelência, pela produção de conhecimento e pelo impacto significativo na sociedade.
A outorga desse título transcende o reconhecimento formal, constituindo-se como um ato de consagração pública de méritos excepcionais, atribuído àqueles que, por suas obras, pesquisas e ações, contribuem de maneira efetiva para o avanço das Ciências Humanas, da Educação, da História e de outras áreas do saber. Mais do que uma honraria, o Doutor Honoris Causa simboliza o reconhecimento de uma vida dedicada ao conhecimento, à formação de consciências e à preservação e difusão da cultura.
No contexto da solenidade, a entrega dessa distinção reforçou o compromisso institucional da FEBACLA com a valorização do mérito acadêmico e com a promoção de referências intelectuais que inspiram as presentes e futuras gerações. Ao destacar trajetórias marcadas pela excelência e pelo serviço à sociedade, a instituição reafirma seu papel como guardiã dos valores que sustentam o desenvolvimento cultural, educacional e humanístico do país.
Momento solene da outorga dos títulos de Doutor Honoris Causa, uma das mais elevadas distinções concedidas pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, em parceria com o Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos.
A solenidade também foi marcada pela outorga de títulos honoríficos da Soberana Ordem da Coroa de Gotland, distinção de elevado prestígio destinada a reconhecer personalidades que se destacam por seus relevantes serviços prestados à sociedade, bem como por sua notável dedicação às causas culturais, científicas e humanitárias.
Mais do que uma honraria, a concessão desses títulos representa o reconhecimento de trajetórias pautadas pela excelência, pelo compromisso ético e pela promoção do bem comum, conferindo aos agraciados não apenas distinção honorífica, mas também a responsabilidade simbólica de perpetuar valores nobres e contribuir para o desenvolvimento cultural e social.
A Soberana Ordem da Coroa de Gotland integra o patrimônio histórico, cultural e imaterial da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, constituindo-se como expressão de tradição, identidade e continuidade histórica. Nesse contexto, sua outorga reveste-se de profundo significado, reafirmando a valorização do mérito, da honra e do legado daqueles que contribuem para o engrandecimento da sociedade.
Momento solene da outorga dos títulos de Cavaleiro Comendador e Dama Comendadora da Soberana Ordem da Coroa de Gotland, honraria que distingue personalidades de elevada trajetória e relevantes serviços prestados à sociedade, à cultura e ao bem comum.
Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a apresentação da atriz Edinar Corradini, natural de Teresópolis, reconhecida como uma das mais respeitadas intérpretes da Imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. Há mais de uma década, a artista dedica-se a retratar a figura histórica conhecida como “a mãe dos brasileiros”, levando ao público performances marcadas por sensibilidade, rigor histórico e profundo compromisso com a memória cultural, seja em eventos educativos, apresentações culturais ou produções teatrais. Sua participação conferiu ainda mais brilho e emoção à cerimônia, aproximando o público da história e reforçando o valor da arte como instrumento de preservação da identidade nacional.
A atriz Edinar Corradini, intérprete consagrada da Imperatriz Teresa Cristina, emociona o público ao realizar a leitura de cartas da Imperatriz ao seu esposo, Dom Pedro II.
Um dos momentos mais simbólicos do evento foi a entrega da Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, inspirada na figura histórica da Imperatriz Teresa Cristina, consagrada por sua dedicação ao povo brasileiro e por seu incentivo à cultura, à ciência e à educação.
A honraria evoca a memória de uma soberana marcada pela sensibilidade social, pela discrição e pelo compromisso com o bem-estar coletivo, atributos que lhe conferiram o reconhecimento e o afeto do povo brasileiro. Ao instituir esta comenda, a Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes presta tributo a esse legado histórico, distinguindo personalidades que, à semelhança da Imperatriz, contribuem de forma significativa para o desenvolvimento humano, cultural e social.
Trata-se de uma homenagem que transcende o caráter honorífico, constituindo-se como símbolo de reconhecimento àqueles que dedicam suas vidas à promoção do conhecimento, da solidariedade e da valorização dos princípios que enobrecem a sociedade.
Registro dos agraciados com a Comenda Imperatriz Teresa Cristina – Mãe dos Brasileiros, honraria concedida a personalidades que se destacam por suas contribuições relevantes nas áreas cultural, social, educacional e humanitária.
Encerrando a programação protocolar, a FEBACLA promoveu a outorga do Certificado Mulher Virtuosa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, prestando homenagem a mulheres que se destacam por sua dedicação, excelência e relevante contribuição nas mais diversas áreas de atuação. A iniciativa reafirma o protagonismo feminino na construção de uma sociedade mais justa, equilibrada e humanizada.
Desde a sua fundação, a FEBACLA tem se pautado pelo reconhecimento e valorização do papel essencial da mulher na sociedade, destacando sua atuação decisiva nos campos da cultura, da educação, das artes e das ações sociais. Ao longo de sua trajetória, a instituição tem honrado mulheres de notável mérito, compreendendo que seu trabalho e sua sensibilidade são pilares fundamentais para o desenvolvimento humano e social.
Na visão do presidente da FEBACLA, é imprescindível não apenas reconhecer, mas também proteger e valorizar a mulher em todas as esferas, assegurando-lhe dignidade, respeito e oportunidades. Tal posicionamento reforça o compromisso institucional com a promoção de uma cultura de equidade, onde o talento, a competência e a dedicação feminina sejam continuamente celebradas e incentivadas.
Mulheres sendo agraciadas com o Certificado Mulher Virtuosa, em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A homenagem destacou trajetórias marcadas pela dedicação, competência e relevante contribuição nas áreas da educação, cultura, artes e ações sociais e o reconhecimento do papel essencial da mulher na construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Antes das considerações finais, Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, na condição de Príncipe Chefe da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, no pleno exercício de suas prerrogativas dinásticas e soberanas, houve por bem conceder elevação nobiliárquica ao então Marquês, o Ilustríssimo Prof. Dr. Jadson Porto.
Por este ato de graça e distinção, foi o mesmo elevado à excelsa dignidade de Duque, com o predicado de Duque Paladino de Gotland, sendo-lhe outorgado o tratamento de Sua Alteza Sereníssima. Outrossim, foi-lhe concedida a honrosa qualificação de Primo Ad Honorem da Dinastia Real e Imperial dos Godos de Oriente, passando a adotar o nome dinástico de: Duque Dom Jadson Porto Eurico Henrique I.
Tal outorga reveste-se de elevado significado histórico, cultural e simbólico. As dinastias em exílio, ainda que privadas do exercício territorial do poder, permanecem como depositárias de uma tradição secular, preservando a memória, a herança genealógica e os valores que constituem sua identidade histórica. Nesse contexto, a concessão de um título nobiliárquico representa um elo vivo entre o passado e o presente, assegurando a continuidade dinástica e a perpetuação de um patrimônio imaterial de grande relevância.
No plano cultural, a distinção honorífica reconhece méritos pessoais e relevantes contribuições nas áreas das ciências, das artes e da cultura, conferindo ao agraciado prestígio e inserção em um universo simbólico pautado pela honra, pela tradição e pelo compromisso com valores elevados. Ainda que tais títulos não produzam efeitos jurídicos estatais, especialmente em regimes republicanos, sua legitimidade encontra fundamento no Direito Dinástico, por meio do ius honorum, prerrogativa inerente às Casas Reais históricas.
Ademais, segundo a doutrina nobiliária clássica, não há distinção de valor moral ou honorífico entre títulos concedidos por soberanos reinantes e aqueles outorgados por dinastias em exílio, uma vez que ambos são titulares da fons honorum. Assim, a presente elevação constitui reconhecimento legítimo, de natureza honorífica e memorial, que insere o agraciado na tradição histórica da Casa concedente, reforçando laços de identidade, pertencimento e distinção no âmbito cultural e nobiliárquico.
Momento da apresentação oficial do novo Brasão de Armas de Sua Alteza Sereníssima, o Duque Dom Jadson Porto Eurico Henrique I, símbolo heráldico que representa sua linhagem, valores e distinção nobiliárquica.
Na sequência, procedeu-se à apresentação da obra ‘Discursos Honoris Causa’, de autoria do Prof. Dr. h.c. mult. Alexandre Rurikovich Carvalho e do Prof. Dr. Dr. h.c. mult. Jadson Porto. A referida obra reúne uma seleta coletânea de discursos proferidos em ocasiões solenes e acadêmicas, marcadas pela outorga de títulos honoríficos e pelo reconhecimento de personalidades de destaque nas áreas da cultura, das ciências e das artes.
Em suas páginas, evidenciam-se reflexões de elevado teor intelectual, enaltecendo valores como o saber, a ética, a tradição e o compromisso com o desenvolvimento humano e social. Trata-se de uma publicação de significativa relevância no âmbito acadêmico e cultural, não apenas por preservar a memória de momentos institucionais de grande importância, mas também por contribuir para a difusão do pensamento humanístico e da valorização do mérito, constituindo-se, assim, em um legado de inspiração çara as presentes e futuras gerações.
Capa da obra ‘Discursos Honoris Causa’, de autoria do Prof. Dr. h.c. mult. Alexandre Rurikovich Carvalho e do Prof. Dr. Dr. h.c. mult. Jadson Porto.
Em suas considerações finais, o presidente da FEBACLA destacou o papel da instituição como guardiã da cultura e promotora do reconhecimento de talentos, ressaltando que iniciativas como essa são fundamentais para preservar a memória cultural e incentivar novas gerações a valorizarem o conhecimento, a arte e a educação.
Mais do que uma cerimônia, o evento representou um verdadeiro encontro de saberes, reafirmando o compromisso com a valorização da cultura brasileira e consolidando a FEBACLA como uma das mais respeitadas instituições do cenário cultural contemporâneo.
José Antonio TorresImagem gerada por IA da Meta. Gerada em 01 de abril , às 07:23
Ao despertar, abro o livro da vida. É como se abrisse a janela da alma e deixasse fluir de mim os melhores sentimentos.
Muitas páginas já foram escritas… Algumas ainda por escrever. Há muitas flores, alguns espinhos, mas procuro sempre ressaltar o que vale a pena se ver.
Não escrevo sobre mágoas, pois elas em mim não residem. Prefiro enaltecer e dar cores aos momentos de felicidade e de amor.
Nos jardins, aromas que inebriam. Nas estradas, novos amigos surgem. Mares, montanhas e luzes nos maravilham todos os dias.
Minha pena desliza pelas folhas deste livro, registrando cada momento. Só desejo que, ao fim da minha jornada, não haja dor e nem lamentos.
Que eu possa transmitir a quem o ler, que a vida, apesar das tristezas, deve ser vivida intensamente. Sem medos, fraquezas ou dúvidas e atento às belezas e oportunidades de ser feliz imensamente.
Ella DominiciImagem gerada pelo ChatGPT – https://chatgpt.com/c/69cc86f4-eca4-83e9-9cf8-91ca341a3c59
A vida não começa em grandes inaugurações, instala-se mansa nas frestas do instante. As coisas mínimas guardam força secreta, uma folha cai — mas cumpre seu trajeto.
Aprende primeiro o ar antes de tocar o chão, que a acolhe antigo, sem qualquer alarde. As formigas não pensam no amanhã distante, carregam o agora com rigor delicado.
O peso que levam não as torna menores, apenas ordena seu íntimo caminho. O rio sabe bem do fim que o aguarda, e ainda assim desenha curvas no tempo.
As flores não negam sua breve passagem, abrem-se inteiras na exata duração. Nós queremos fixar o que nasce em ciclo, e esquecemos: crescer é também dissolver.
A finitude muda apenas a paisagem, do visível tênue ao invisível pleno. E viver, no fundo, é circular com o tempo, como folhas, rios — retornando em silêncio.