Equilibrista
Ella Dominici: Poema ‘Equilibrista’


Vida segue duas vias paralelas:
imposição,
paciência, compromissos
reais e leais imprescindíveis
outra avança no mais profundo:
Ser livre sensorial ridente
às palavras irredutíveis
Sabes, deixas tuas mãos viajarem,
se puderes
desliga-te do tempo esmagador,
não sabemos que somos
todos marinheiros?
como o porto é amargo
quando todos os barcos
partindo, partiram?
Reconcilias o diplomata
homem alma aflita,
Sabes, as casas se irritam
com moradores rasos
povoas dignamente bem-te-vis
nos teus cantos e espaços