Da Terra de Camões para o ROL, Laura Moura Nunes!
Da vinícolas portuguesas na região de Ribatejo, Laura Moura Nunes traz ao ROL a poesia dos campos verdejantes, do aroma agradável dos pinheiros e das flores silvestres!

Laura Moura Nunes, natural de Ribatejo, Portugal, é escritora, poetisa, promotora cultural e historiadora.
Membro da Association Cultive Club d’ Art Littérature et Solidarité; União Brasileira de Escritores – UBE; colaboradora do jornal República Alternativa Cultural Recife e da Revue e ArtPlus – Editora Cultive, Genebra, Suíça e coautora de várias antologias, inclusive internacionais.
Por sua atuação literocultural, tem sido agraciada com inúmeras honrarias, pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA.
Laura Moura Nunes tem o Brasil como sua segunda pátria, pela sua hospitalidade e belezas naturais e culturais. Sua origem se fundamenta nos seus pais, que foram agricultores das vinícolas portuguesas na região de Ribatejo, local de belíssimos campos verdejantes, de aroma agradável dos pinheiros e das flores silvestres acompanhados pelo som dos vários animais e pássaros esvoaçantes.
Com suas raízes construídas na tradição familiar, Laura é guardiã desse patrimônio, zela pelo intercâmbio Interdisciplinar e multicultural com promotores de culturas, e também busca as riquezas da história e da literatura através da leitura e da escrita.
Laura apresenta aos leitores do Jornal ROL o poema Terra Mater, sensibilíssimos versos sobre a Mãe Terra!
Terra Mater

Terra nos és emprestada
Adoptados por algum tempo
O pão de cada dia das tuas entranhas
O tiramos
Aνό
Mãe
Filha
Por toda ela viajamos vagabundos inquietos
Procurando sombra viver não vegetar
Para uns doce avó
CçCarinhosa mãe
Abençoada filha
Terra coração albergador
Abrigas teus filhos
com a água que brota das fontes
Teu lençol freático cria teus Rios teus Mares
Alimento para o corpo o ar que respiramos
É limpo pelo Vento que fustiga teu rosto
O Sol impiedoso greta teu chão
As sementes não germinam
Pedes implorar chuva
Clamas pela Terra Mãe choras tuas sementes perdidas
Terra madrasta
O meu gado vai morrer sem alimento
A Terra o tirou
Lembras-te quem criou a Terra?
Rogas pedes perdão
Terra tu me criastes
No teu chão cresci
Do pó nasci
A ele voltarei.