Escrever para existir

Você se lembra do que queria ser antes que o mundo começasse a opinar?
Luciana Fisher lembra.
Antes da economia, antes de Nova York, antes dos diagnósticos médicos, havia uma menina que organizava lançamentos de livros imaginários no próprio quarto.
Assinava autógrafos para leitores invisíveis e acreditava, com convicção infantil, que seria escritora.
A dislexia tornava o sonho improvável. Ler exigia esforço redobrado. Escrever, paciência. Ainda assim, o desejo permaneceu.
hospitalidade, longas jornadas e resultados concretos.
Mais tarde, a economia entrou em cena como campo de estudo e reflexão, oferecendo espaço para uma mente analítica.
Surgiam em guardanapos, cadernos, anotações soltas.
Sempre havia um fio puxando de volta para a escrita.
O adiamento virou hábito. “Depois” tornou-se resposta automática.
Até que o mundo parou.
A pandemia interrompeu a rotina e abriu uma brecha.
No silêncio global, Luciana voltou a escrever, não como projeto, mas como prática.
Não para provar algo, mas para existir com mais inteireza.
Meses depois, aos 38 anos, veio um diagnóstico avassalador de câncer de mama.
A experiência alterou a percepção do tempo, não como fim, mas como ponto de decisão, urgência e partida.
Em junho de 2025, aos 43 anos, nasceu Sob a Superfície (Beneath the Surface).
Mais do que uma coletânea de poemas, o livro convida o leitor a atravessar uma narrativa que entrelaça versos e memória.
Cada página conduz a uma travessia emocional que revela camadas com delicadeza.
Embora parta da história da autora, a experiência nunca é idêntica. Cada leitura é singular. Cada leitor encontra as próprias perguntas, lembranças e respostas.
“O livro se autoescreveu ao longo da minha vida, conforme eu refletia em prosa e poema as dores, os amores, as perdas, as vitórias e as alegrias através dos anos.”
Luciana Fisher
Hoje, estudante de Ciências Sociais com concentração em Economia na NYU, Luciana divide a trajetória entre pesquisa, performance poética e novos projetos literários e artísticos.
Já se apresentou em espaços icônicos da cena literária nova-iorquina, como o Nuyorican Poets Café e o Bowery Poetry Club.
A escritora que um dia imaginou leitores invisíveis agora escreve para leitores reais, mas a essência permanece a mesma: compreender e ser compreendida.
Sob a Superfície está disponível em português e inglês, com edições em francês e espanhol previstas para fevereiro e março de 2026.
E a jornada continua.
No momento, Luciana trabalha em três novos livros, além de uma nova coletânea de poesias.
Este é apenas o começo.
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SOB A SUPERFÍCIE
SINOPSE
Em Sob a Superfície, Luciana Fisher convida o leitor a uma jornada íntima através do amor, da perda, da identidade e do renascimento.
Com uma honestidade cortante e uma graça lírica, esta coletânea de poemas dá voz às lutas silenciosas que todos enfrentamos, e às verdades que nos conectam.
Os poemas de Luciana exploram temas como o luto, a transformação e o amor em suas múltiplas formas.
Cada texto é um convite à pausa, à reflexão, à busca pela própria história dentro das palavras.
Seja navegando as complexidades dos relacionamentos, lidando com a dor da perda ou redescobrindo quem se é, esses poemas oferecem acolhimento e inspiração para quem procura sentido nos momentos mais vulneráveis da vida.
A voz de Luciana Fisher é autêntica, profunda, empática e ferozmente honesta, com um ritmo que é ao mesmo tempo pessoal e universal.
Entre nesta exploração sincera da experiência humana, e descubra o que vive Sob a Superfície e Por Trás das Linhas.
Assista a resenha do canal @oqueli no YouTube
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