Ismaél Wandalika: ‘Lá se vai a nossa sorte’


E lá se vai a sorte da gente, da gente que clama para frente, que limpa o caminho e faz o diferente.
Lá se vai a sorte da gente
Lá se vai a sorte da gente
lá se vai a nossa sorte
O dia nasce e a gente apela aos deuses
Um pedaço de esperança para o nosso suporte
Corremos a deriva ao redor do cume do monte
Assim traçamos caminhos que nos tornam fortes
lá se vai a nossa sorte
Abraçado ao relento
Despedindo as dores que embalam o peito
Não há luz em nosso mundo
A gente vive comendo a poeira do tempo
Ao som de nossos dias encontramos o refúgio
lá se vai a nossa sorte
Arrastada pela carruagem dos magistrados
Que contam histórias para iludir a mente do povo
Saqueiam bem o bem fingindo fazer o bem a quem nada tem.
lá se vai sorte nossa
Nesse panorama confuso
Miúdas bebem da ilusão e enganam os adultos
Aplausos falsos renovam contratos para escravidão
E o povo esquece que a sorte está no coração
Minutos de embriaguez retardam a solução
E lá se vai a gente dividida olhando pro chão
O Ministro abre os olhos e imputa as palavras erguidas pelas mãos.
E lá se vai a sorte da gente, da gente que clama para frente, que limpa o caminho e faz o diferente.
Lá se vai a sorte da gente
Lá se vai a sorte da gente
lá se vai a nossa sorte
Soldado Wandalika
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