Cristina Rhea traz ao ROL a alma literária da Romênia, terra da luz e solidão, mistérios e lendas, Cárpatos e Danúbio,
o ‘rio da melodia’!

Cristina Rhea, natural de Găești, Romênia, na área profissional é professora assistente e especialista em Relações Públicas. Licenciatura em Jornalismo pela Universidade de Bucareste, Faculdade de Jornalismo e Ciências da Comunicação. Admitida no Mestrado em Jornalismo da Universidade de Indiana, Escola de Jornalismo, Estados Unidos, Estudos de Pós-Graduação, 2005. Graduada no Curso Avançado em Comunicação Empresarial, Universidade Internacional Isabel I de Castilla e ISEB – Instituto Superior Europeu de Barcelona, Espanha. Mestrado em Marketing Digital e eCommerce, Universidade Internacional Isabel I de Castilla e Instituto Superior Europeu de Barcelona (ISEB), Espanha.
Na área literária e jornalística, conhecida pelo pseudônimo Rhea Cristina, é membro da União de Escritores Romenos, com 10 livros publicados nas áreas de literatura, jornalismo e ciências da comunicação.
Recebeu o Prêmio da União de Escritores Romenos, 1996; Prêmio Especial Poesia dei Popoli – in memoria di ‘Alfredo Pirola’, por ocasião da 24ª edição do Prêmio Internacional, Centro Giovani e Poesia – Triuggio, concedido pelo Centro Giovani e Poesia em Triuggio, Itália, 2015.
Bolsista da Fundação Kulturkontakt Austria, Programa de Escritores em Residência, Viena, Áustria, 2007.
Publicou poesia e artigos literários em muitas revistas e antologias culturais romenas na Alemanha, Espanha, Líbano, Romênia e República da Moldávia.
Cristina ingressa na Família ROLiana, apresentando aos leitores do ROL o poema Caça, traduzido para o Português por Felix Nicolau (Romênia)
Caça

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em dezembro morre-se mais
facilmente só poderia competir
com isso abril quando nos campos jazem os corpos
como caça úmida um jogo perigoso
no céu aparecem listras vermelhas e de repente
com o primeiro que cai surge a primeira listra
com o segundo a segunda e assim por diante
até que notas o céu todo do lado
esquerdo do teu coração vermelho como se fosse
um suspiro bebe devagar o café ainda
temos tempo só ainda temos Maria
Maria — o mar como se eu estivesse lá
tu me contas e eu reproduzo como
nós amantes amando-nos começas a amar
outro homem outra presa e esperas
uma resposta de mim mas eu o cúmulo
não sei falar entrei carne sobre carne
veia sobre veia — o pensamento novo é
em dezembro com o fogo ao lado e
o uivo dos animais preguiçosos mortos apertado
em meus punhos retos este mundo me
parece incômodo não me deixa mover
vejo no teu ombro amada o outono
mordendo — estamos em estações diferentes
por isso te proponho vamos pegar o arco
e a flecha e partir vem querida vem
querido — a caça continua.
Rhea Cristina
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