Cataratas: esplendor do Iguaçu

José Antonio Torres

Crônica ‘Cataratas: esplendor do Iguaçu’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Cataratas do Iguaçu
-Gerada em 11 de junho de 2026, às 08:06h.

E Deus criou o mundo!
Embora tenha espalhado beleza e harmonia por todo o nosso lindo Planeta azul, parece que Ele quis agraciar, particularmente, a terra do Cruzeiro do Sul. Aí, então, pintou magnífica tela, embelezada por lindas matas ricas em fauna e flora. Nelas se destacam as Cataratas do lguaçu.

Certamente que há belezas em inúmeras outras regiões, mas nenhuma se compara a esta, que as Cataratas do Iguaçu nos proporcionam. Ao contemplá-las, nosso coração conecta-se de imediato à energia emanada de suas quedas d’água. 0 som por elas emitido, acalenta o nosso coração de tal forma, que nos encontramos plenamente irmanados com a magnificência de sua beleza. Nos sentimos como que envolvidos por uma aura de magia e encantamento sem par e contagiados por essa pujante demonstração da portentosa Natureza, que nos mostra a importância de preservá-la e com ela aprender.

Suas impressionantes 275 quedas d’água, brincando e bailando com o Rio Iguaçu, causam um deslumbramento tal, que ficará para sempre marcado, de forma indelével, nos corações, espíritos e lembranças de todos que as contemplarem.

Em épocas de estiagem – poucas chuvas – suas águas caem em filetes, como se a chorar por não poderem demonstrar sua força e sua nobre beleza. Mas basta que o céu, pesaroso pela tristeza da gigante, deixe cair seu pranto em forma de chuva, que as Cataratas do Iguaçu retomam o seu viço e desfraldam o seu véu prateado sobre o abismo, encantando, até mesmo, aqueles de coração endurecido.

Sua vista é tão majestosa, que Deus deve ter pensado ser injusto que elas fizessem parte apenas de um país. Assim sendo, resolveu que seriam compartilhadas entre dois povos irmãos. E assim, Brasil e Argentina, então, deram-se as mãos.

Aos que vão visitá-las, não há como não se emocionarem. Ao se aproximarem e o cantar de suas águas escutarem, logo o coração dispara e um sorriso se vê aflorar. Nem o mais duro de coração fica imune à sua esplendorosa beleza.

Pelo lado brasileiro, temos o Parque Nacional do Iguaçu e, pelo lado argentino, temos o Parque Nacional Iguazú.
A área compreendida entre os dois parques possui impressionante extensão. São 600 mil hectares de uma beleza deslumbrante!

Se em qualquer lugar, após uma chuva, quando o sol abre as cortinas de nuvens e lança seus raios dourados sobre a terra, lindo arco-íris se descortina aos nossos olhos, nas Cataratas do Iguaçu esse presente nos é concedido a qualquer hora do dia e uma beleza indescritível se forma diante de nós.

Há quem diga que a prateada lua cheia, em namoro com as gotículas das quedas d’água, um arco-íris formou, e a Natureza, assim, nos abençoou. 0 arco-íris se torna a moldura perfeita para a tela mais linda por nenhum pintor jamais criada.

As Cataratas do Iguaçu nos mostram, com sua imensa força e poder, o quanto somos frágeis e o quanto ainda temos que aprender para apreciá-las e interagir com a energia mística que ali reside, e poder sentir o pulsar do coração das águas que ali estão margeadas por verdes matas. Um lugar único, onde se realiza a plena comunhão do homem com a Natureza.

Em lugar tão especial, não poderia faltar uma lenda. E ela existe. A lenda dos índios Caigangues fala do amor de Tarobá e Naipi, linda filha do cacique. Naipi seria consagrada a um deus chamado Mboi. Acontece que Naipi e Tarobá fugiram em uma piroga pelo rio, no dia marcado para a cerimônia de consagração ao deus, que tinha a forma de uma serpente. Enfurecido pela ofensa, ele se entranhou na terra e, revirando seu corpo em fúria, abriu uma gigantesca fenda que deu origem às Cataratas. Suas águas, então, envolveram a Piroga de Tarobá e Naipi, atirando-a do precipício.

Diz ainda a lenda que uma das rochas centrais das Cataratas seria a representação de Naipi, e que uma palmeira, debruçada à beira do abismo, sobre a garganta do rio, seria representação de Tarobá. Embora seja uma lenda, a história inunda de magia e encantamento o exuberante lugar.

A história do jovem casal de índios que se amavam e perderam a vida, mas não abriram mão do amor que possuíam. Quem sabe as quedas d’água das Cataratas do Iguaçu não signifìquem o choro de Tarobá e Naipi por não terem conseguido vivenciar seu grande amor? Ou, talvez, representem a abundância desse amor que, mesmo tendo sido interrompido, jorra através de suas águas, derramando-se pelo rio, para inundar o coração de outros jovens apaixonados…

As Cataratas do Iguaçu exalam e inspiram amor. Elas nos mostram magia e vigor. Transmitem o amor da natureza por nós e nos encantam com a sua inigualável beleza.

José Antonio Torres

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