Fora do alcance dos corvos
Rita Odeh: Poema ‘Fora do alcance dos corvos’


Deixe ao grasnido o seu ruído, não olhes para trás,
Pois tu és o orgulho e a águia do mundo.
A asa foi feita para voar com majestade,
Acima das nuvens, sem um batimento de remorso.
Sempre que o corvo vier até ti com o seu rancor,
Monta o céu, pois tu és uma águia luminosa e sonhadora.
Voa para um reino onde ele não tenha fôlego,
E ele cairá, despencando na tua ascensão chocante.
E se ele procurar debater contigo, sobe mais alto, não dês
Às lutas mesquinhas nenhum tempo decisivo.
Nos cumes sublimes, o ar é puro,
E a sobrevivência pertence ao transcendente, não ao errante.
Nota: O corvo tenta bicar a cabeça da águia enquanto ambos voam. No entanto, a águia não discute; ela simplesmente sobe… atinge um nível onde o corvo não consegue respirar… e então ele cai.