Palácio dos inocentes
Marli F. Freitas: Poema ‘Palácio dos inocentes’

Tico-tico, quero-quero
Esperançar a paz das garças, onde o
Monte beija festivo o céu das alegrias.
Palácio dos inocentes, sou seu
Espelho de simplicidades e excentricidades.
Rio que corre, às vezes suave, outras em
Águas de tempestades.
Nuances que me
Cobrem de surpresas e fazem refletir
Amor da menina dos olhos meus, a…
Fé guardiã das montanhas da minha terra. Tenho
Orgulho de pertencer a este céu de brancas nuvens.
Recebo o seu abraço, ó brisa que me acarinha!
Telúricas são as tardes em que
Acalento sonhos e guardo
Lembranças da minha infância!
Efêmeros, porém, eternos na memória são os instantes em que de olhar
Zeloso balbucio as minhas preces
Agradeço o dom da vida e me despeço serena,
com um sentir de derramar em ti a essência do meu bem-querer.