Um presente em forma de mulher

Em crônica apaixonada, Guilherme Machado revela como a poesia ganhou vida e nome: Jéssica!

Guilherme Cesar Machado de Araújo
Guilherme Machado
Retrato de uma mulher jovem de cabelos escuros e longos, apoiando-se perto de uma janela com iluminação suave e olhando para a câmera com um sorriso discreto.
Jessica Palma de Brito – Arquivo pessoal

Já descobri que presente não precisa ser algo que se embrulha, nem algo que se compra, guarda ou coloca em uma prateleira. Presente é alguém que chega e, sem perceber, enche o nosso coração de alegria.

É tanta coisa para falar de você que os adjetivos simplesmente não dão conta: a mulher mais bonita, mais legal, mais humilde, mais falante, mais divertida, mais especial… e eu poderia continuar indefinidamente, até chegar em única, marcante, inesquecível e inadjetivável.

Só que tem um problema: tem marcianos querendo pegar um foguete e vir para a Terra descobrir quem é essa tal de Jéssica que está fazendo tanto sucesso por aqui. 🚀👽 Se bem que, pensando melhor, talvez eu tenha descoberto algo ainda mais importante:

Eu não sei fazer poesia. E não é por falta de tentativa. É porque eu estava procurando poesia nas palavras, quando descobri que a poesia já estava diante de mim.

Incapaz de colocar em versos aquilo que você é, percebi que não precisava procurar  metáforas, rimas ou palavras bonitas. Porque você é a própria poesia. Como diz a mulher mais bonita, mais legal, mais humilde, mais falante, e todos os outros elogios possíveis e imagináveis: “Esse é o meu jeitinho exagerado.”

Mas talvez seja justamente o seu jeitinho que nenhuma palavra consegue traduzir. Afinal, até Deus deve estar olhando para mim e pensando: “Guilherme, eu já entendi! Para de encher o meu saco com tanta oração sobre você e a Jéssica!” 🤣🤣🤣 Mas fazer o quê? Quando alguém se torna importante, a gente coloca essa pessoa nas nossas conversas com Deus.

E talvez essa seja a melhor definição que eu poderia encontrar: Jéssica, você não é apenas alguém que eu admiro e você não precisa fazer nada, apenas ser você mesma. Você é alguém que me fez descobrir que eu não sei fazer poesia, porque a poesia já veio pronta — em forma de mulher.

E essa mulher é você!

Dedicado a Jessica Palma de Brito.

Guilherme Machado

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