Primavera – Poesia de Lina Veira

A força de uma chuva que não quer apenas molhar as ruas, mas purificar a própria essência humana

Lina Veira
Lina Veira
Capa em tons de cinza com gotas de chuva num vidro em plano de fundo. No centro, destaca-se o título "PRIMAVERA" em letras azuis-claras, seguido do subtítulo "Chuva que pinga, pinga" em caligrafia branca. Na parte inferior, surge a autoria "LINA VEIRA" ao lado de um círculo azul-claro.
Fonte: Canva

É primavera

 Rua molhada, céu cinzento.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Quisera lavar a sujeira que predomina no coração do homem.

Quisera lavar seus lábios, corpo e alma.

Quisera lavar seus ossos,

E deixá-los à correnteza da chuva.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Chuva que pinga, pinga, pinga sem ter fim.

Lina Veira

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