O escrever

Milton Gaspar Domingos:
Uma jornada sobre como a arte e o conhecimento transformam o vazio em liberdade e dão voz ao silêncio da alma

Um jovem com cabelo escuro encaracolado e sardas está sentado a uma secretária de madeira, profundamente concentrado a pintar num caderno de esboços. A luz do sol entra por uma janela à direita, iluminando o espaço com uma luz quente e acolhedora. Ele está a pintar uma borboleta com um forte contraste: a asa esquerda é feita de traços pretos e caóticos a carvão ou lápis, enquanto a asa direita é vibrante, pintada com aguarelas e funde-se com flores coloridas. Uma linha que se assemelha a um batimento cardíaco atravessa a parte inferior do desenho. A mesa à sua volta está repleta de materiais de arte, incluindo uma paleta de aguarelas suja de tinta, copos com pincéis, aparas de lápis e vários papéis soltos com esboços geométricos e formas.
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Mais do que pintar o caderno é,
é ver o mundo como ninguém vê
é dar vida, também realidade
ao desejo, e à necessidade

Sim, é aprender no divertimento
Exteriorizar o pensamento
é criar do nada, sim, do vazio
Atender o espírito que em mim crio

É libertar-se, sim, da ignorância
luz ter, livrar-se da inconsciência
É transformar os feios em bonitos

sentir no coração o batimento
É do mudismo não permanecer,
do grito silencioso viver.

Milton Gaspar Domingos

Milton Gaspar Domingos

Milton Gaspar Domingos (Decano), natural da província de Malanje (Angola) e residente no município do Quéssua, é professor de Língua Portuguesa e de Literatura), no Liceu nº 314 – 4 de Janeiro.

Mestrando em Educação pela Universidade Europeia do Atlântico (UNEATLÂNTICO) e Licenciado em Língua e Literaturas em Língua Portuguesa pela Faculdade de Humanidades da Universidade António Agostinho Neto (FHUAN).

Autor de artigos disponíveis na internet e investigador na área de Língua, Literatura.

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