Quando a alma vai embora
Evani Rocha faz um retrato poético e melancólico sobre o vazio, a ausência e os rastros indeléveis que a saudade deixa na memória


Quando a alma vai embora
Fica a saudade,
Pichada nos muros das lembranças,
Tatuada na pele encrespada,
Fica como um perfume na memória…
Quando a alma vai embora,
Ficam os botões das flores no jardim,
O colorido dos vitrais,
As pegadas marcando o caminho.
Fica, sempre fica a saudade…
Dos sorrisos bobos e das conversas vãs,
Da cumplicidade disfarçada,
As alianças procurando as mãos.
Quando a alma vai embora,
Fica também
Um corpo sem história,
Sem hora,
Nem compromisso…
O belo já não faz sentido.
Não há mais horizonte,
Nem aurora…
Quando a alma vai embora.