Tudo: As contradições e harmonias da nossa essência
Por Loide Afonso
Em uma prosa rítmica e sensorial, a autora decifra as múltiplas facetas que nos tornam humanos e iguais no final das contas


No final das contas, somos todos iguais, sim!
Somos a mistura do jingar com a melodia, o timbre no fundo do canto, a bola girando, sim.
Somos nuvem sedenta de água, que suga toda má energia na balada, somos, somos, somos, somos frutos vermelhos no meio da água fervida, vivendo coisas proibidas, sim, somos de direita, esquerda e andamos torta á direita, fumos, velas e fogueiras, queria dizer, que sim, somos tudo que vemos e temos.