Uma sinfonia de misticismo e sensibilidade: Adriana Rodríguez abre os portais da alma em versos que transformam o silêncio da natureza em pura magia literária
Adalberto Neto e a Arte de Dar Vida ao Caos em Red Stone City
Adalberto Neto
Há quem acredite que a imaginação tem prazo de validade ou que a literatura exige diplomas para acontecer.
O escritor paulistano Adalberto Pereira de Lima Neto, de 59 anos, provou o contrário: a verdadeira literatura nasce do olhar curioso sobre o mundo e da coragem de transformar visões em palavras.
Hoje aposentado e residente em Belford Roxo (RJ), Adalberto decidiu que nunca é tarde para dar voz à sua mente inquieta, presenteando os amantes de distopias com um dos universos mais instigantes e viscerais da ficção contemporânea.
A paixão por criar mundos não surgiu da noite para o dia.
Desde a infância, Adalberto já exercitava o dom de narrar.
Ao olhar para os aviões que cruzavam o céu, ele não via apenas máquinas, mas centenas de vidas fictícias: inventava de onde vinham, para onde iam e quais segredos carregavam.
Alimentado por influências de peso como Stephen King, André Vianco, Alexandre Callari e Manel Loureiro (autor da Trilogia Apocalipse Z), o autor desenvolveu uma escrita marcante, capaz de transmitir sentimentos reais e cruéis em meio a cenários de extrema tensão.
Uma Cidade como Organismo Vivo: O Nascimento de uma Saga
O ponto de virada para a criação do seu universo literário veio de um estalo poético e perturbador: e se uma cidade não fosse apenas tijolos e concreto, mas um organismo vivo que pulsa, reage e sangra?
Foi a partir dessa premissa que nasceu a atmosfera sufocante e magnética da série Red Stone City, uma jornada épica composta por quatro obras que se complementam e arrastam o leitor para o centro do colapso:
• ‘Sangue e Poeira’: O pontapé inicial que estabelece o ritmo ágil e impiedoso da narrativa, apresentando quatro histórias que se entrelaçam dentro de um organismo urbano doente onde ninguém está realmente seguro.
• ‘Sangue e Dor’: Uma imersão profunda, sombria e psicológica no sofrimento humano, onde cada conto é um mergulho em um pesadelo particular: do erro que não pode ser desfeito ao horror que espreita em cada esquina.
• ‘O Diário’: A obra que funciona como um vislumbre intimista e doloroso do caos, resgatando os registros desesperados de uma mãe tentando proteger sua família no auge do colapso da cidade.
• ‘Sangue e Ruínas’: O ápice épico e avassalador que encerra a saga (será?), amarrando os destinos com maestria, poeira, desespero e a eterna busca pela redenção.
Sentimentos Reais em Situações Extremas
O grande trunfo de Adalberto Neto não está apenas no suspense de dar “frio na barriga” ou nas reviravoltas de tirar o fôlego, mas na humanidade que ele injeta em cada página.
Seus personagens não são heróis inabaláveis; são seres humanos falhos, assustados e movidos pelo amor, pelo medo e pela busca incansável pela sobrevivência.
Adalberto prova que a imaginação guardada por tantos anos não estragou com o tempo, pelo contrário, maturou como um bom vinho.
Ao transformar uma cidade em um personagem vivo, o autor não construiu apenas uma distopia marcante; construiu uma ponte direta com o coração de leitores que buscam emoções brutais e verdadeiras.
Uma saga imperdível para quem ama ficção científica, suspense e o poder transformador da boa literatura nacional.
Em Red Stone, algumas estradas não aparecem nos mapas.
No meio de noites frias, rodovias desertas e cidades esquecidas, pessoas comuns começam a cruzar caminhos com algo impossível de explicar.
Um médico cansado tentando voltar para casa. Um homem fugindo da própria culpa. Viajantes que entram em postos abandonados, estradas silenciosas e construções que parecem existir fora do tempo.
Todos chegam a Red Stone carregando dores, arrependimentos e segredos que nunca conseguiram deixar para trás.
Mas a cidade percebe.
Entre desaparecimentos misteriosos, vozes na escuridão e lugares que desafiam a realidade, Red Stone revela um horror que vai muito além do sobrenatural: o confronto inevitável com aquilo que cada pessoa tenta esconder dentro de si.
Sombrio, atmosférico e perturbador, Red Stone é uma coletânea de terror psicológico onde cada conto se conecta por estradas que parecem vivas — e que sempre levam exatamente onde dói.
SANGUE E POEIRA
SINOPSE
Bem-vindo a uma cidade que respira, observa… e tem fome.
Por trás da fachada perfeita de Red Stone City, com seus desfiles patrióticos e famílias poderosas, esconde-se uma verdade brutal: cada sorriso esconde uma sombra, e as histórias bonitas são feitas de mentiras de sangue.
Neste primeiro volume da antologia de terror urbano e mitologia sombria, você caminhará por ruas onde ninguém está realmente sozinho. Prepare-se para encontrar:
Verdades Perigosas: Jornalistas obstinados que ousam cavar os segredos mais profundos da cidade e pagam o preço por isso.
O Vazio: Pessoas comuns que, de repente, despertam em mundos completamente desertos e aterrorizantes.
Predadores da Noite: Criaturas elegantes que caçam sob o manto da escuridão, seguindo seus próprios códigos de honra e uma sede insaciável de sangue.
Aqui, o perigo não está no que você vê.
Está no que está olhando para você enquanto você caminha sozinho à noite.
Entre neste universo.
Descubra os segredos de Red Stone City.
Se tiver coragem.
O DIÁRIO
SINOPSE
Ela começou a escrever para registrar a infância do filho.
Os primeiros passos. Os aniversários. As pequenas alegrias de uma vida simples ao lado da família que amava.
Então vieram os rumores.
Uma doença misteriosa.
Notícias contraditórias.
Medo.
E, aos poucos, o mundo começou a mudar.
O Diário acompanha os últimos registros de uma mãe comum diante do colapso da sociedade. Enquanto as ruas se tornam cada vez mais perigosas e a esperança desaparece, ela luta para proteger o marido e o pequeno Lucas de uma ameaça que ninguém compreende completamente.
Narrado em forma de diário, este é um relato íntimo sobre amor, perda, medo e sobrevivência. Uma história que não fala sobre heróis, soldados ou grandes líderes.
Fala sobre pessoas comuns.
Pessoas que tinham sonhos.
Pessoas que tinham famílias.
Pessoas que foram deixadas para trás.
Ambientado no universo R.S.C. — Red Stone City, este livro revela os acontecimentos que antecederam a queda do mundo conhecido e os eventos que dariam origem ao livro Sangue e Ruínas.
Abra estas páginas por sua conta e risco.
Pois em Red Stone, não garantimos finais felizes.
SANGUE E RUINAS
SINOPSE
Quando o apocalipse zumbi transforma a cidade em um território dominado pelos mortos-vivos, João se vê preso em um dos prédios do condomínio onde sempre viveu.
Cercado por ameaças do lado de fora e com recursos cada vez mais escassos, ele faz o possível para manter a si mesmo e sua mãe em segurança.
No entanto, sua maior preocupação não são os zumbis. Sua mãe sofre de Alzheimer e, embora ainda o reconheça, a doença avança de forma imprevisível.
A cada dia, João convive com o medo de que chegue o momento em que ela olhe para ele e não veja mais o filho que sempre amou.
Enquanto luta para protegê-la de um mundo em ruínas, ele também tenta preservar as lembranças que ainda os mantêm unidos.
Entre a ameaça constante dos mortos-vivos e a cruel progressão da doença, João enfrenta uma batalha silenciosa e dolorosa: salvar sua mãe de um perigo que pode ser combatido é difícil, mas impedir que ela o esqueça pode ser impossível.
Em um mundo onde a humanidade está desaparecendo, seu maior desafio é não perder o último vínculo que dá sentido à sua sobrevivência.
Após quebrar a promessa que fizera a si mesma, de que não regressaria ao prostíbulo,
de tanto provar tamanhos reforçados com estimulantes que lhe exigiam novas posições,
após sucessivas posições provadas e sem nenhum suco de orgasmo à vista,
de tanto ser usada e abusada, mantida nua e órfã de sentido e não paga, ou paga pela metade,
a prostituta, desta vez de pé, curva-se, cheia de reverências, perante o vazio das madeiras.
Como da outra vez, as madeiras estavam desprovidas de ouvidos do outro lado do confessionário.
Mesmo assim, ela confessou, não para ser ouvida nem absolvida,
mas para ser livrada das vidas provadas e da solidão que a corrói quando está fora da casa dos hóspedes.
Confessou a falta de sabor que sente quando se esfrega com clientes com aparência de responsáveis.
Confessou o prazer que só sente quando esfrega o seu corpo com os jovens carregadores de sacos.
Confessou o quanto se entrega aos últimos e se reserva aos primeiros.
Confessou os segredos que os seus clientes revelam das suas esposas.
Confessou o quanto as esposas dos seus clientes são malditas nos lençóis dos prostíbulos, e o quanto sente nojo quando tais clientes libertam fluidos que nem servem para fecundar um óvulo em debandada.
Confessou a sua revolta contra os clientes que exigem que ela, após os fluidos, se limpe com o mesmo lenço trazido da casa deles, preferindo, assim, limpar-se com a cortina do seu quarto de prostíbulo.
Quando queria vomitar o nome do corrupto que pela primeira vez a obrigou a engolir o fluido com cheiro de ressacas,
eis que sentiu a entrada de outro corpo no confessionário. Esperando que fosse um acolhedor das almas caídas, descobre que não passava de mais uma prostituta, que vinha ensaiar os cânticos para a próxima celebração.
há caminhos aos quais nunca chegaremos Há caminhos que não foram percorridos Há outros saturados Há caminhos que repetimos adormecidos Outros com medo Outros com ilusões Há outros caminhos que vamos esquivando Mas há outras rotas que são esquivas Há caminhos para refletir Outros para chorar Caminhos para amar em paragens desconhecidas sob a luz da cumplicidade Há caminhos com abrolhos Outros com rochas e muitas flores que destroçam ao caminhar, mas outras as destroçamos nós Outros caminhos me levam a mim, e outros a nada e a ninguém.
Eis-nos já muito próximos do ano de 2027. Continuará a haver melhorias conflitos mundiais ou estes vão-se agravar ainda mais? Questão difícil de responder com certezas! Prognósticos incertos!
Todo o mundo sabe que os portugueses, ao longo da sua quase milenar História, deram provas de inteligência e coragem, para vencer em todos os domínios das atividades humanas. Possuímos uma das melhores “mão-de-obra” do mundo, um grande espírito de abnegação, uma indiscutível capacidade de adaptação às mais diferentes e até hostis situações. Temos “massa cinzenta” espalhada por todo o mundo, e também dentro de portas. Somos os melhores de entre os melhores. Precisamos, apenas, dos recursos materiais: financeiros, técnicos, infraestruturas, entre outros.
O ano que agora se está a iniciar, logo no seu primeiro dia, simboliza o “Dia Mundial da Paz”, como já vem acontecendo desde 1968, ano em que foi instituído pelo Papa Paulo VI, em 08 de dezembro de 1967. É importante que consigamos adquirir a nossa própria paz interior, para a podermos transmitir aos nossos semelhantes. A paz interior também se promove e consolida com o conforto a que temos direito, com a segurança e a estabilidade dos nossos deveres e dos benefícios adquiridos, com um nível e qualidade de vida que a superior condição humana postula.
Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade me têm acompanhado, através dos meus escritos um próspero Ano Novo e que 2027 e muitas dezenas de anos que se seguem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir, e que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, realizações, pessoais, profissionais, sociais Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO.
Venade/Caminha – Portugal, 2026
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
O céu escureceu de repente, bradou, rugiu e desabou em águas torrenciais. Um vendaval arrancou galhos e troncos das maiores árvores da floresta. Uma senhora-árvore centenária não suportou a força do vendaval. Lutou contra o vento, retorceu-se, mas foi vencida! Então, caiu desfalecida sobre os braços da terra-mãe. Deitou-se sobre o solo alagado e chorou, chorou muito…de seus estômagos abertos, as águas brotavam como nascentes, querendo viver…
Quando a tempestade cessou, tudo se acalmou e o burburinho da floresta voltou ao trivial. Exceto aquele espaço ocupado pela árvore, agora, era um triste vazio…
A árvore tentou mover seu grande tronco, muito dolorido. Mas viu suas raízes axiais expostas, dilaceradas, arrancadas…
Dos seus grandes galhos-braços, as folhas caídas estavam espalhadas pelo chão da floresta, à revelia.
Ela olhou em prece para o céu. Viu o azul profundo, abrindo-se num clarão…era o sol! A árvore esfacelada mal podia abrir seus olhos-estômatos das poucas folhas que ainda aderiam a seus galhos esguios. Mas esforçou-se ao máximo. Abriu-os vagarosamente e as lágrimas secaram!
Então, ela esperou…
Esperou pelos dias e pelas noites… Esperou o tempo passar, continuamente. Amanhecia e anoitecia, tudo igual! Mas a senhora-árvore continuava no mesmo lugar…
Perdeu todas as folhas e frutos…Foi secando-se, definhando, despedaçando-se aos poucos, no correr solitário do tempo. Tornou-se esquelética e fria. Tudo o que lhe restara foram os galhos e troncos ressequidos e quebradiços. À sua volta, formigas carregavam seus fragmentos, em fila indiana, incansavelmente.
No final do verão, a árvore soltava seus últimos suspiros, quando alguém cochichou ao seu ouvido: “mamãe…”
Era um bebê verdinho, quase pálido, recém-nascido. Despontava de uma semente sepultada sob ela…
A árvore, sem vida, sentiu algo renascer dentro de si… Era um bebê seu, que nascera de suas sementes jogadas pelo vento. Ali, sob ela, no solo encharcado pela tempestade, a sementinha alimentou-se de seus nutrientes e germinou.
Emocionada, a árvore-mãe pensou: “Minha morte não foi em vão! Ela trouxe vida, continuidade, sentido…”
Agora renascia em outro corpo, de um jeito próprio, fincando suas tenras raízes, ganhando novos pigmentos através do rei-sol…
Assim, de alguma forma, ela vivia novamente, para iniciar um novo e magnífico ciclo!
Eu amo falar dos seus lábios nos caracóis que levam o mar para todo lado na solidão que deixa o silêncio escapar por um instante no silêncio escapou que toca ternamente a solidão.
Eu amo falar dos seus lábios nas mangas que estremecem sua nudez açucarada na solidão o bicar silencioso dos pássaros que transborda a suprema solidão.
Eu amo falar dos seus lábios em alegria. que transpira verões no inverno na solidão das estrelas quando olham no silêncio da pele mais próxima das cinzas.
LÁBIOS COMO UMA PORTA PARA A BRISA ENTRAR. LÁBIOS DOCES LÁBIOS DE POLPA