Onde os lírios sonham

Uma sinfonia de misticismo e sensibilidade: Adriana Rodríguez abre os portais da alma em versos que transformam o silêncio da natureza em pura magia literária

Adriana Rodríguez
Adriana Rodríguez
Ilustração mágica de uma fada sorridente dançando à beira de um riacho sob a luz da lua cheia, em uma floresta encantada à noite com livros embutidos nos troncos das árvores e rosas brilhantes.
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Na floresta adormecida
onde a água murmura,
e as rochas sonham,
guardo meus passos
com tinta e com noite
sob a luz da lua.

Uma fada me olha,
empresta-me seu riso,
e, travessa, dança
sob o vento azul
que caminha descalço.

O riacho me escreve poemas que começam
com o aroma do silêncio
e a verdade da rosa.

Caminhando, passa.

Não levo pressa, levo asas,
por dentro, histórias bordadas
em vermelho e em azul-céu.

Cada amanhecer
é um pequeno portal,
onde desperto…
e ainda continuo sonhando
onde os livros sonham.

Adriana Rodríguez

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Da mente inquieta ao apocalipse no papel

Adalberto Neto e a Arte de Dar Vida ao Caos em Red Stone City

Adalberto Neto

Há quem acredite que a imaginação tem prazo de validade ou que a literatura exige diplomas para acontecer.

O escritor paulistano Adalberto Pereira de Lima Neto, de 59 anos, provou o contrário: a verdadeira literatura nasce do olhar curioso sobre o mundo e da coragem de transformar visões em palavras.

Hoje aposentado e residente em Belford Roxo (RJ), Adalberto decidiu que nunca é tarde para dar voz à sua mente inquieta, presenteando os amantes de distopias com um dos universos mais instigantes e viscerais da ficção contemporânea.

A paixão por criar mundos não surgiu da noite para o dia.

Desde a infância, Adalberto já exercitava o dom de narrar.

Ao olhar para os aviões que cruzavam o céu, ele não via apenas máquinas, mas centenas de vidas fictícias: inventava de onde vinham, para onde iam e quais segredos carregavam.

Alimentado por influências de peso como Stephen King, André Vianco, Alexandre Callari e Manel Loureiro (autor da Trilogia Apocalipse Z), o autor desenvolveu uma escrita marcante, capaz de transmitir sentimentos reais e cruéis em meio a cenários de extrema tensão.

Uma Cidade como Organismo Vivo: O Nascimento de uma Saga

O ponto de virada para a criação do seu universo literário veio de um estalo poético e perturbador: e se uma cidade não fosse apenas tijolos e concreto, mas um organismo vivo que pulsa, reage e sangra?

Foi a partir dessa premissa que nasceu a atmosfera sufocante e magnética da série Red Stone City, uma jornada épica composta por quatro obras que se complementam e arrastam o leitor para o centro do colapso:

• ‘Sangue e Poeira’: O pontapé inicial que estabelece o ritmo ágil e impiedoso da narrativa, apresentando quatro histórias que se entrelaçam dentro de um organismo urbano doente onde ninguém está realmente seguro.

• ‘Sangue e Dor’: Uma imersão profunda, sombria e psicológica no sofrimento humano, onde cada conto é um mergulho em um pesadelo particular: do erro que não pode ser desfeito ao horror que espreita em cada esquina.

• ‘O Diário’: A obra que funciona como um vislumbre intimista e doloroso do caos, resgatando os registros desesperados de uma mãe tentando proteger sua família no auge do colapso da cidade.

• ‘Sangue e Ruínas’: O ápice épico e avassalador que encerra a saga (será?), amarrando os destinos com maestria, poeira, desespero e a eterna busca pela redenção.

Sentimentos Reais em Situações Extremas

O grande trunfo de Adalberto Neto não está apenas no suspense de dar “frio na barriga” ou nas reviravoltas de tirar o fôlego, mas na humanidade que ele injeta em cada página.

Seus personagens não são heróis inabaláveis; são seres humanos falhos, assustados e movidos pelo amor, pelo medo e pela busca incansável pela sobrevivência.

Adalberto prova que a imaginação guardada por tantos anos não estragou com o tempo, pelo contrário, maturou como um bom vinho.

Ao transformar uma cidade em um personagem vivo, o autor não construiu apenas uma distopia marcante; construiu uma ponte direta com o coração de leitores que buscam emoções brutais e verdadeiras.

Uma saga imperdível para quem ama ficção científica, suspense e o poder transformador da boa literatura nacional.

Super recomendo!

REDE SOCIAL DO AUTOR

SANGUE E DOR

SINOPSE

Em Red Stone, algumas estradas não aparecem nos mapas.

No meio de noites frias, rodovias desertas e cidades esquecidas, pessoas comuns começam a cruzar caminhos com algo impossível de explicar.

Um médico cansado tentando voltar para casa. Um homem fugindo da própria culpa. Viajantes que entram em postos abandonados, estradas silenciosas e construções que parecem existir fora do tempo.

Todos chegam a Red Stone carregando dores, arrependimentos e segredos que nunca conseguiram deixar para trás.

Mas a cidade percebe.

Entre desaparecimentos misteriosos, vozes na escuridão e lugares que desafiam a realidade, Red Stone revela um horror que vai muito além do sobrenatural: o confronto inevitável com aquilo que cada pessoa tenta esconder dentro de si.

Sombrio, atmosférico e perturbador, Red Stone é uma coletânea de terror psicológico onde cada conto se conecta por estradas que parecem vivas — e que sempre levam exatamente onde dói.

SANGUE E POEIRA

SINOPSE

Bem-vindo a uma cidade que respira, observa… e tem fome.

Por trás da fachada perfeita de Red Stone City, com seus desfiles patrióticos e famílias poderosas, esconde-se uma verdade brutal: cada sorriso esconde uma sombra, e as histórias bonitas são feitas de mentiras de sangue.

Neste primeiro volume da antologia de terror urbano e mitologia sombria, você caminhará por ruas onde ninguém está realmente sozinho. Prepare-se para encontrar:

Verdades Perigosas: Jornalistas obstinados que ousam cavar os segredos mais profundos da cidade e pagam o preço por isso.

O Vazio: Pessoas comuns que, de repente, despertam em mundos completamente desertos e aterrorizantes.

Predadores da Noite: Criaturas elegantes que caçam sob o manto da escuridão, seguindo seus próprios códigos de honra e uma sede insaciável de sangue.

Aqui, o perigo não está no que você vê.

Está no que está olhando para você enquanto você caminha sozinho à noite.

Entre neste universo.

Descubra os segredos de Red Stone City.

Se tiver coragem.

O DIÁRIO

SINOPSE

Ela começou a escrever para registrar a infância do filho.

Os primeiros passos. Os aniversários. As pequenas alegrias de uma vida simples ao lado da família que amava.

Então vieram os rumores.

Uma doença misteriosa.

Notícias contraditórias.

Medo.

E, aos poucos, o mundo começou a mudar.

O Diário acompanha os últimos registros de uma mãe comum diante do colapso da sociedade. Enquanto as ruas se tornam cada vez mais perigosas e a esperança desaparece, ela luta para proteger o marido e o pequeno Lucas de uma ameaça que ninguém compreende completamente.

Narrado em forma de diário, este é um relato íntimo sobre amor, perda, medo e sobrevivência. Uma história que não fala sobre heróis, soldados ou grandes líderes.

Fala sobre pessoas comuns.

Pessoas que tinham sonhos.

Pessoas que tinham famílias.

Pessoas que foram deixadas para trás.

Ambientado no universo R.S.C. — Red Stone City, este livro revela os acontecimentos que antecederam a queda do mundo conhecido e os eventos que dariam origem ao livro Sangue e Ruínas.

Abra estas páginas por sua conta e risco.

Pois em Red Stone, não garantimos finais felizes.

SANGUE E RUINAS

SINOPSE

Quando o apocalipse zumbi transforma a cidade em um território dominado pelos mortos-vivos, João se vê preso em um dos prédios do condomínio onde sempre viveu.

Cercado por ameaças do lado de fora e com recursos cada vez mais escassos, ele faz o possível para manter a si mesmo e sua mãe em segurança.

No entanto, sua maior preocupação não são os zumbis. Sua mãe sofre de Alzheimer e, embora ainda o reconheça, a doença avança de forma imprevisível.

A cada dia, João convive com o medo de que chegue o momento em que ela olhe para ele e não veja mais o filho que sempre amou.

Enquanto luta para protegê-la de um mundo em ruínas, ele também tenta preservar as lembranças que ainda os mantêm unidos.

Entre a ameaça constante dos mortos-vivos e a cruel progressão da doença, João enfrenta uma batalha silenciosa e dolorosa: salvar sua mãe de um perigo que pode ser combatido é difícil, mas impedir que ela o esqueça pode ser impossível.

Em um mundo onde a humanidade está desaparecendo, seu maior desafio é não perder o último vínculo que dá sentido à sua sobrevivência.

OBRAS DO AUTOR

Sangue e poeira
Sangue e Poeira

Sangue e Dor
Sangue e Dor

O Diário
O Diário

Sangue e Ruínas
Sangue e Ruinas

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




A confissão da prostituta II

Um poema impactante de Ramos António Amine sobre a solidão, os segredos do prostíbulo e a falsa moralidade

Ramos António Amine
Ramos António Amine
“Mulher negra ajoelhada em confessionário de madeira dentro de uma igreja, em momento de oração e reflexão, iluminada pela luz colorida dos vitrais.”
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Após quebrar a promessa
que fizera a si mesma,
de que não regressaria ao prostíbulo,

de tanto provar tamanhos
reforçados com estimulantes
que lhe exigiam novas posições,

após sucessivas posições provadas
e sem nenhum
suco de orgasmo à vista,

de tanto ser usada e abusada,
mantida nua e órfã de sentido
e não paga, ou paga pela metade,

a prostituta, desta vez de pé,
curva-se, cheia de reverências,
perante o vazio das madeiras.

Como da outra vez,
as madeiras estavam desprovidas
de ouvidos do
outro lado do confessionário.

Mesmo assim, ela confessou,
não para ser ouvida
nem absolvida,

mas para ser livrada
das vidas provadas
e da solidão que a corrói
quando está fora da
casa dos hóspedes.

Confessou a falta de sabor
que sente quando se
esfrega com clientes
com aparência de responsáveis.

Confessou o prazer que só
sente quando esfrega o seu corpo
com os jovens carregadores de sacos.

Confessou o quanto se entrega
aos últimos e
se reserva aos primeiros.

Confessou os segredos que os
seus clientes
revelam das suas esposas.

Confessou o quanto as esposas dos
seus clientes são malditas
nos lençóis dos prostíbulos,
e o quanto sente nojo quando tais
clientes libertam fluidos que nem servem
para fecundar um óvulo em debandada.

Confessou a sua revolta
contra os clientes que exigem
que ela, após os fluidos, se limpe com o
mesmo lenço trazido da casa deles,
preferindo, assim, limpar-se com a cortina do seu quarto de prostíbulo.

Quando queria vomitar o nome
do corrupto que pela primeira vez
a obrigou a engolir o fluido com cheiro de
ressacas,

eis que sentiu a entrada
de outro corpo no confessionário.
Esperando que fosse um acolhedor
das almas caídas,
descobre que não passava de mais uma prostituta,
que vinha ensaiar os cânticos
para a próxima celebração.

Ramos Antonio Amine

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Caminho

Em novos versos reflexivos, Laskiaf Amortegui apresenta uma poderosa análise sobre as escolhas, o destino e as rotas da vida

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
lustração do poema Caminho mostrando uma estrada sinuosa cercada por flores e pedras sob uma luz suave e enevoada.
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há caminhos aos quais nunca chegaremos
Há caminhos que não foram percorridos
Há outros saturados
Há caminhos que repetimos adormecidos
Outros com medo
Outros com ilusões
Há outros caminhos que vamos esquivando
Mas há outras rotas que são esquivas
Há caminhos para refletir
Outros para chorar
Caminhos para amar em paragens desconhecidas sob a luz da cumplicidade
Há caminhos com abrolhos
Outros com rochas e muitas flores que destroçam ao caminhar, mas outras as destroçamos nós
Outros caminhos me levam a mim, e outros a nada e a ninguém.

Laskiaf Amortegui

Todos los derechos reservados

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Inteligência e coragem para vencer na vida em 2027

O escritor Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo traz uma reflexão de esperança, paz e superação para o ano de 2027

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem conceitual de um nascer do sol dourado sobre o horizonte, simbolizando a esperança para o ano de 2027, ilustrando o artigo de Diamantino Bártolo sobre coragem e paz.
https://gemini.google.com/app/17004c4888b19468?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all

Eis-nos já muito próximos do ano de 2027. Continuará a haver melhorias conflitos mundiais ou estes vão-se agravar ainda mais? Questão difícil de responder com certezas! Prognósticos incertos!

Todo o mundo sabe que os portugueses, ao longo da sua quase milenar História, deram provas de inteligência e coragem, para vencer em todos os domínios das atividades humanas. Possuímos uma das melhores “mão-de-obra” do mundo, um grande espírito de abnegação, uma indiscutível capacidade de adaptação às mais diferentes e até hostis situações. Temos “massa cinzenta” espalhada por todo o mundo, e também dentro de portas. Somos os melhores de entre os melhores. Precisamos, apenas, dos recursos materiais: financeiros, técnicos, infraestruturas, entre outros.

O ano que agora se está a iniciar, logo no seu primeiro dia, simboliza o “Dia Mundial da Paz”, como já vem acontecendo desde 1968, ano em que foi instituído pelo Papa Paulo VI, em 08 de dezembro de 1967. É importante que consigamos adquirir a nossa própria paz interior, para a podermos transmitir aos nossos semelhantes. A paz interior também se promove e consolida com o conforto a que temos direito, com a segurança e a estabilidade dos nossos deveres e dos benefícios adquiridos, com um nível e qualidade de vida que a superior condição humana postula.

Finalmente, de forma totalmente pessoal, sincera e muito sentida, desejo a todas as pessoas que, verdadeiramente, com solidariedade, amizade, lealdade e cumplicidade me têm acompanhado, através dos meus escritos um próspero Ano Novo e que 2027 e muitas dezenas de anos que se seguem, lhes proporcionem o que de melhor possa existir, e que na minha perspetiva são: Saúde, Trabalho, Amizade/Amor, Felicidade, Justiça, realizações, pessoais, profissionais, sociais Paz e a Graça Divina. A todas estas pessoas aqui fica, publicamente e sem reservas, a minha imensa GRATIDÃO.

Venade/Caminha – Portugal, 2026

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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A árvore centenária

Evani Rocha: Do tronco ressequido ao sopro do primeiro broto, um conto profundo sobre como o amor materno vence a barreira do tempo.

Evani Rocha
Evani Rocha
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O céu escureceu de repente, bradou, rugiu e desabou em águas torrenciais. Um vendaval arrancou galhos e troncos das maiores árvores da floresta. Uma senhora-árvore centenária não suportou a força do vendaval. Lutou contra o vento, retorceu-se, mas foi vencida! Então, caiu desfalecida sobre os braços da terra-mãe. Deitou-se sobre o solo alagado e chorou, chorou muito…de seus estômagos abertos, as águas brotavam como nascentes, querendo viver…

Quando a tempestade cessou, tudo se acalmou e o burburinho da floresta voltou ao trivial. Exceto aquele espaço ocupado pela árvore, agora, era um triste vazio…

A árvore tentou mover seu grande tronco, muito dolorido. Mas viu suas raízes axiais expostas, dilaceradas, arrancadas…

Dos seus grandes galhos-braços, as folhas caídas estavam espalhadas pelo chão da floresta, à revelia.

Ela olhou em prece para o céu. Viu o azul profundo, abrindo-se num clarão…era o sol! A árvore esfacelada mal podia abrir seus olhos-estômatos das poucas folhas que ainda aderiam a seus galhos esguios. Mas esforçou-se ao máximo. Abriu-os vagarosamente e as lágrimas secaram!

Então, ela esperou…

Esperou pelos dias e pelas noites… Esperou o tempo passar, continuamente. Amanhecia e anoitecia, tudo igual! Mas a senhora-árvore continuava no mesmo lugar…

Perdeu todas as folhas e frutos…Foi secando-se, definhando, despedaçando-se aos poucos, no correr solitário do tempo. Tornou-se esquelética e fria. Tudo o que lhe restara foram os galhos e troncos ressequidos e quebradiços. À sua volta, formigas carregavam seus fragmentos, em fila indiana, incansavelmente.

No final do verão, a árvore soltava seus últimos suspiros, quando alguém cochichou ao seu ouvido: “mamãe…”

Era um bebê verdinho, quase pálido, recém-nascido. Despontava de uma semente sepultada sob ela…

A árvore, sem vida, sentiu algo renascer dentro de si… Era um bebê seu, que nascera de suas sementes jogadas pelo vento. Ali, sob ela, no solo encharcado pela tempestade, a sementinha alimentou-se de seus nutrientes e germinou.

Emocionada, a árvore-mãe pensou: “Minha morte não foi em vão! Ela trouxe vida, continuidade, sentido…”

Agora renascia em outro corpo, de um jeito próprio, fincando suas tenras raízes, ganhando novos pigmentos através do rei-sol…

Assim, de alguma forma, ela vivia novamente, para iniciar um novo e magnífico ciclo!

Evani Rocha

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Eu amo falar dos seus lábios

O poeta Humberto Napoleón Varela Robalino costura versos sensoriais sobre o amor, a doçura dos lábios e os silêncios da solidão

Humberto Napoleón Varela Robalino
Humberto Napoleón Varela Robalino
https://chatgpt.com/c/6a945d7f-f684-83e9-9e79-1e2da535f873

Eu amo falar dos seus lábios
nos caracóis
que levam o mar para todo lado
na solidão
que deixa o silêncio escapar por um instante
no silêncio escapou
que toca ternamente a solidão.

Eu amo falar dos seus lábios
nas mangas
que estremecem sua nudez açucarada
na solidão
o bicar silencioso dos pássaros
que transborda a suprema solidão.

Eu amo falar dos seus lábios
em alegria.
que transpira verões no inverno
na solidão
das estrelas quando olham
no silêncio
da pele mais próxima das cinzas.

LÁBIOS COMO UMA PORTA PARA A BRISA ENTRAR.
LÁBIOS DOCES
LÁBIOS DE POLPA

Humberto Napoleón Varela Robalino

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