A felicidade é uma métrica, e nós, seus escravos. A ignorância rende poder para alguns, mas o conhecimento gera liberdade para todos. A arte e a vida ora se veneram, ora se repudiam.
No dia 27 de setembro (sábado), Sorocaba viveu um dia extraordinário. Júnior Mosko provou mais uma vez que, quando se trata de cultura, quem quer faz!
Logo da Associação Fazendo ArteCena do espetáculo ‘Tocando em Frente’, dirigido por Júnior Mosko – Foto por Ana Torres
No dia 27 de setembro (sábado), Sorocaba viveu um dia extraordinário. Júnior Mosko provou mais uma vez que, quando se trata de cultura, quem quer faz! Em uma mesma data, dois espetáculos emocionaram e encantaram o público no Teatro Pedro Salomão: a estreia de ‘Tocando em Frente‘, obra pós-dramática inspirada na vida de seu pai, José Maria Rodrigues – o eterno e querido Zé Boi –, e a continuidade da já consagrada ‘A Verdadeira História de Romão e Julinha‘, que segue em cartaz há mais de um ano, conquistando crianças, famílias e gerações.
Elenco do espetáculo ‘Tocando em Frente’ – dirigido por Júnior Mosko – Foto por Ana Torres
Elenco de ‘Tocando em Frente‘: Adriano Pereira, Ana Beatriz, Alisson Moreira, André Santos, Daniel Victor, Denise Ferreira, Ditinha Morena, Fabio Alexandre, Galeno Cândido, João Carlos, Maria Madalena, Marcos Di Paula, Marielly Ideriha, Matheus Felipe Max, Mikaele Adriane, Nickollas Gonçalves, Richard Fellipe, Samuel Fontoura, Sarah Emilly e Vitor Benedito.
A Verdadeira História de Romão e Julinha
Cena do espetáculo ”A Verdadeira História de Romão e Julinha’, dirigido por Júnior Mosko – Foto por Ana Torres
Essa dobradinha cultural só foi possível graças ao trabalho incansável da Associação Cultural Fazendo Arte, responsável pela realização dos espetáculos. A entidade tem como missão democratizar o acesso à arte, formar novos talentos e transformar vidas por meio do teatro, da dança e da música. Ao longo dos anos, tornou-se referência em Sorocaba e região, reunindo crianças, jovens e adultos em projetos que respiram aprendizado, criatividade e emoção.
Cena do espetáculo ”A Verdadeira História de Romão e Julinha’, dirigido por Júnior Mosko – Foto por
Elenco de ‘A Verdadeira História de Romão e Julinha‘: Clarice Alves, Ditinha Morena, Fernanda Banieti, Isadora Bernardi, João Carlos, Julia Corrêa, Luan Meira, Maria Madalena, Mariah Louise, Marielly Ideriha, Matheus Felipe Max, Nicolas Fontes, Olivia Garbeto, Pedro Padilha, Sabrina Shineider e Samuel Fontoura.
O público aplaudindo em pé: uma merecida aclamação!
Com ‘Tocando em Frente‘, Júnior Mosko se supera como diretor e artista, entregando ao público uma experiência intensa, poética e inovadora. Já em ‘A Verdadeira História de Romão e Julinha‘, a plateia mergulha em um teatro feito de criança para criança – cheio de magia, ensinamentos e alegria.
As duas apresentações no mesmo dia foram a prova da força transformadora da arte. O resultado? Teatro Pedro José Salomão lotado, aplausos calorosos e corações transbordando emoção.
O extraordinário aconteceu: Júnior Mosko, o público e a arte – juntos, celebrando a vida no palco.
Escorei no parapeito da janela de madeira. Olhei a estradinha de terra que sumia na planície seca. O brilho do sol ardente de outubro dava uma impressão de terra molhada. Eu sabia que era ilusão de ótica, pois no terreiro de chão batido, a terra seca rachava, formando sulcos e valas sedentas. O único verde por ali, eram os mandacarus espinhosos. “Esses suportam essa seca tremenda, porque têm a capacidade de guardar água. Deve ser a água que caiu do céu há muitos meses pela última vez”. Ponho-me a pensar sobre aquele cenário desolador, quase não senti os cotovelos magros doerem escorados na madeira da janela. Era hora de partir, eu tinha mesmo que enfrentar aquele caminho espinhoso e poeirento.
O ônibus da vila mais próxima partiria há poucas horas. afastei-me da janela e a fechei devagar, girando a tramela. Fui ao quarto, olhei a imagem de Nossa Senhora, amarelada, pendurada num prego na parede de adobe. Pensei em tirá-la, mas hesitei, não daria conta de carregar muitas coisas a pé, pois a distância era grande. Fiz o nome do pai, e, decidi deixá-la ali, onde esteve por tantos anos. Somente enrolei o cabelo longo, fazendo um rabo de cavalo frouxo. Arrumei o lençol florido, bem desbotado, passei a mão de leve sobre a cama. Abaixei e peguei a trouxa de roupas que arrumei para a viagem. Nada mais além de dois vestidos e algumas blusas surradas.
Dei alguns passos e sai do quarto. Entrando na cozinha, lembrei-me da garrafa de água que precisava levar: “Num sol desses quem é que aguenta andar sem beber água?!” – Fui ao pote no canto da prateleira e retirei a água com uma caneca de alumínio. Enchi a garrafa e a ajeitei ao lado da bagagem. Olhei em volta, observando pela última vez aquele ambiente. Era apenas duas peças construídas de adobe, coberta com telhas de barro, antigas. Tinha porta e janela de madeira rústica, era tudo extremamente simples. Mas foi ali que eu morei meus últimos dez anos ao lado de Jeremias. Ele sabia que eu iria embora, porém, há dias andava cabisbaixo e quase não dizia nada. Às vezes eu tentava entrar no assunto, mas ele evitava. Sempre saía. Já havia me dito antes:
– Você pode ir! Aqui é muito seco. Eu sei que a vida tá insuportável, mas eu vou ficar. Pode ir, sem remorso nem piedade de mim…”
Mas eu sempre insistia:
– Vamos homem, vamos tentar a vida na capital, enquanto ainda temos força pra trabalhar!
E ele, com o mesmo argumento de todos os anos:
– Acabei de plantar o milho…vai chover, mulher! Vai chover…deu na previsão. Eu tenho fé. E quando der a primeira chuva, o milho nasce todo e a gente tem fartura! Dizia com os olhos lacrimejando e a voz embargada. Mas amanhecia e anoitecia com o mesmo céu limpo e um Sol grande, como a esperança de Jeremias.
– Não há mais água nas cacimbas, os últimos animais podem morrer logo, homem! Já estamos com pouca água de beber no reservatório. Não podemos dar aos animais! Seu Bené me disse que compra as duas cabras…o cabrito eu vou deixar com o compadre João, esse ano ele tem palma. Da pra aguentar por lá…Eu não vou esperar essa fartura ilusória que você espera todo ano em vão! Não tem uma nuvenzinha sequer nesse imensidão de meu Deus! Se você não quer ir, eu vou-me embora sozinha! Tomo o ônibus ali na vila e vou trabalhar na Capital.
– Vai mulher! Pode ir…arrume suas coisas, eu lhe dou a passagem, tenho uns trocados. Eu lhe desejo boa sorte!
Era finalzinho de tarde, naquele dia. Jeremias estava falando sério. Ele não tinha um tom de voz agressivo, mas conformado e melancólico. Entrou no quarto e veio com as últimas notas que tinha guardado da venda dos animais. Estendeu a mão trêmula, com o dinheiro. Eu fiquei sentada no banquinho de madeira olhando seu rosto sisudo. Desviei o olhar para o pôr do sol muito vermelho, que se escondia atrás dos mandacarus. A noite é sempre triste no sertão. Ela traz um vazio, talvez seja apenas um silêncio para que possamos preencher a nossa alma com alguma esperança perdida. Relutei em pegar aquele dinheiro. Ele insistiu:
– Tome! Pegue, é teu mulher…está livre, pode ir quando quiser.
Virou-me as costas e foi sentar num tamborete atrás da casa, como de costume, devorando um cigarro de palha. Eu fiquei parada ali, apertando aquele dinheiro nas mãos. Meu corpo parece que havia se descolado da alma. Eu estava imóvel, não tive reação. Senti uma tristeza, uma pena de nós… Eu ainda não tinha certeza se iria mesmo partir, sem Jeremias.
Mais de um mês se passou, desde o dia que Jeremias me deu o dinheiro da passagem. Hoje, eu o vi levantar e escutei o barulho das panelas no fogão. Todos os dias ele prepara a farofa de ovo ou carne seca, quando tem. Faz um café preto, prepara sua marmita e vai pra roça. Lá, limpa a capoeira, roça o mato espinhento que cresce na plantação de mandioca. Quando cansa, se ajeita na sombra de uma quixabeira e come sua matula. Eu sei que Jeremias olha muito para o céu, à procura de qualquer ínfimo sinal de chuva. Ele vela pelo nascimento de suas sementes de milho e feijão. Jeremias é um bom homem. É um homem de fé. Homem de fé não desiste fácil dos seus sonhos…
Não tive coragem de falar que iria hoje. Ouvi o rangido da porta, ao fechar. Pelas pequenas frestas da parede percebi o dia turvo, o Sol não havia saído. Ainda fiquei hora na cama tomando coragem para sair. Não me despedi de Jeremias. Não temos nada para dividir…minhas poucas roupas e uma sandália de couro cru é tudo que tenho.
Vou andar a passos largos, não quero perder o único ônibus que sai do povoado a cada dois dias.
Ajeitei com carinho um vasinho de margaridas que enfeitava o centro da mesa. Estiquei o paninho branco de crochê. Passei uma vassourinha sobre a chapa e a cauda do fogão a lenha, para retirar as cinzas. Certifiquei-me de que estava tudo limpinho. Pendurei a trouxa no ombro. Dei dois passos em direção à porta, olhei a estradinha sinuosa, brilhando com o calor do sol. Puxei a porta e rodei a tramela por fora. Ajeitei meu chapéu de palha na cabeça e tomei o caminho em direção à vila. Ora pisava num solo duro e rachado, às vezes afundava o pé num pó fino que levantava e era carregado pelo vento quente que soprava do norte. À minha frente, uma imensidão ocre se misturava com uma vegetação seca, onde apenas corvos e calangos se arriscavam a visitar.
Para trás, quase sumindo atrás dos mandacarus, ia se distanciando de mim uma pequenina casa de adobe, descascados e telhas avermelhadas, em meio a um extenso terreiro de chão rachado. Sobre nós, uma imensidão de céu, pintado de azul, muito profundo, e um Sol tão grande quanto a tristeza que eu carregava naquela pequena bagagem.
Alba C. Molina: ‘Entre acordes, palabras, enseñanza y libros’
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Querida comunidad cibernauta, me complace mucho compartir con ustedes una entrevista que le he realizado a una gran artista de origen colombiano y nacionalizada costarricense. Es un verdadero honor entrevistar a una persona tan polifacética y humanista, una mujer que ha entregado todo por el empoderamiento humano y que, a lo largo de su vida, ha estado en constante aprendizaje, exploración y difusión del conocimiento a través de la música, las consejerías, la educación y los libros.
Alba C. Moli es Coach Integral de Vida, Coach Neuro-Espiritual, cantautora de positivismo, conferencista bilingüe, escritora, narradora, productora de cápsulas de inspiración y actriz de doblaje. Foto/Cortesía de Alba
Hablo de la destacada cantautora Alba Cecilia Molina Gómez, mejor conocida en la industria artística como Alba C. Molina, nacida el 16 de abril de 1960 en Bogotá, Colombia, y que desde los 10 años reside en Costa Rica.
Alba es Coach Integral de Vida, Coach Neuro-Espiritual, cantautora de positivismo, conferencista bilingüe, escritora, narradora, productora de cápsulas de inspiración y actriz de doblaje. Se destaca genuinamente por su inclinación natural hacia ayudar a las personas a reencontrarse con su esencia y misión auténtica, una vocación que se fortaleció tras una profunda catarsis en 2003. Esto la impulsó a formarse a través de diversas herramientas terapéuticas y comunicativas, como Programación Neurolingüística, Musicoterapia, Comunicación No Violenta (NVC), Reiki, Oratoria, Locución y Autoría Literaria. Ha impartido numerosas conferencias en ciudades de Estados Unidos, Panamá, México, Argentina y Costa Rica.
Nuestra invitada se ha distinguido en diversas disciplinas, tanto como compositora y cantautora, así como en el ámbito educativo. Sus canciones abordan temas de positivismo y empoderamiento para todas las edades; sin embargo, como ella misma señala: “en mi material infantil, también escribo canciones que estimulan la imaginación o que sean de simple entretenimiento y gozo”.
Alba C. Molina durante una presentación de sus libros en San José, Costa Rica. Foto: agosto, 2023. Cortesía de Alba.
Alba posee una trayectoria amplia y versátil, por lo que resulta difícil abarcar en una sola conversación todos los ámbitos en los que esta destacada mujer ha crecido, tanto en lo artístico como en lo profesional. Por ello, he procurado entablar un diálogo con ella en este formato, de manera concisa y precisa. Lo que presentamos a continuación es una breve mirada a la valiosa carrera de esta importante artista latinoamericana.
Queridos lectores, espero que esta entrevista sea una fuente de inspiración, especialmente para quienes están comenzando en el mundo de la música o en cualquier disciplina artística a la que se dediquen. Que les motive a seguir creciendo y a convertirse en grandes profesionales, pues ustedes son el futuro de la humanidad y los herederos del arte musical. No hay mejor manera de aprender que acercándose a personas con un legado tan importante como el de nuestra invitada de hoy, quien sin duda es una verdadera referencia de la música contemporánea. Su voz, tan sonora y melodiosa, cautiva a la audiencia al instante. No lo digo por elogiar, sino porque he tenido la dicha de verla interpretar algunas de sus canciones en vivo y en directo.
Alba C. Molina y sus hijos; Luis Diego, a la izquierda, y a la derecha Adriana y José David. Foto, abril, 2022. Cortesía de Alba.
Entrevista
¿Cómo fue para ti crecer en un hogar donde la música, el arte y la locución se vivían con tanta intensidad y brillo?
Mi infancia fue marcada por la armonía. Esto lo digo tanto por el amor familiar, como a la música literalmente. Pero no me refiero a conceptos tan genéricos, que podrían parecerse a la cuna de tantas personas en cualquier parte del mundo… Ya verás:
En esa época (en el siglo pasado) era común encontrar familias numerosas en Colombia. Como buenos católicos, mis abuelos maternos tuvieron catorce hijos, y los abuelos paternos quince, de los cuales, mi padre fue el menor.
Las nueve hermanas de mi papá decidieron tomar los hábitos, y todos los varones pasaron por el seminario por un buen tiempo. Bueno, uno de ellos murió siendo bebé, y otro, ya en el noviciado, murió a los veintiún años. De los demás, uno se hizo sacerdote y los otros tres eligieron formar familias.
¡Era maravilloso estar presente cuando la familia Molina-Roldán se reunía, pues todos tocaban instrumentos y cantaban!
Mis dos hermanos, mis primos y yo, participamos también en las celebraciones musicales, y hasta nos grababan cantando en armonía de dos y tres voces.
Una de las tías fue mi profesora en los primeros años escolares, y ya desde el kínder me ponía a hacer presentaciones tocando marimba y cantando; ya luego aprendí sola a tocar el tiple y la guitarra.
¿De qué manera influyó tu tío, el sacerdote, en el desarrollo de tu mundo musical y artístico?
Mi tío, “el Padre Bernardo”, como todos le decíamos, fue un ser extraordinario en muchos sentidos. Los dones que tenía eran numerosos: En el arte, pintaba grandes cuadros que adornaron varias iglesias en el país, hacía esculturas, tocaba varios instrumentos, escribía poesías y canciones, y su sensibilidad espiritual marcó la vida de muchas personas que dieron testimonio de su sabiduría y gran carisma.
Él solía ir a mi casa frecuentemente, para interpretar varias obras clásicas en el piano. Yo me embelesaba escuchándolo, y frecuentemente me quedaba de pie junto a él mientras tocaba cada pieza, por lo que aprendí de oído fragmentos de varias de esas obras durante esos primeros 10 años de mi vida.
Más adelante, cuando ya nos mudamos a Costa Rica, él se interesó mucho por lo que yo iba creando musicalmente, así que me escribía cartas (sí, de las que se enviaban por correo aéreo con estampillas…) dándome sus impresiones acerca de mis obras, y contándome que muy orgulloso las compartía con otros sacerdotes músicos. ¡Aún guardo sus palabras de apoyo como un tesoro!
¿Cuéntanos el significado de tu nombre, y por qué se decidió cambiarlo desde el inicio. ¿Qué representa para ti ese cambio?
Ciertamente fue muy importante la influencia que mi tío tuvo en mi vida en varios aspectos desde mi nacimiento. Mi mamá había elegido el nombre Gloria para mí, ya que nací un Sábado Santo, que la iglesia lo llama Sábado de Gloria.
Sin embargo, mi tío le pidió a mi madre que por favor me pusiera mejor el nombre Alba Cecilia, a lo cual ella accedió.
Varias décadas más tarde, en medio de un rato de meditación, yo sentí que se me informaba que era importante llamarme Alba, pues es la primera luz del día; y Cecilia, porque es la Santa Patrona de la Música. La explicación que me dio fue que, si mi nombre hubiera sido Gloria, habría utilizado la música para la vana-gloria, y mi música estaba destinada a llevar luz a los que la escucharan.
Lo interesante es que nunca me llamó la atención hacer música comercial sólo para buscar popularidad y, por el contrario, mis canciones siempre han sido del corte positivo y espiritual. Me llenan de gozo y entusiasmo. Me ayudan a tener claridad de mis metas.
¿A qué se debe que en algunas producciones aparezcas con diferentes nombres, como Alba, Alba Molina y Alba C. Molina?
En Colombia todos me decían Alba Cecilia, pero en Costa Rica sólo se me llamaba por el primer nombre. El oído se me fue acostumbrando.
He escrito canciones desde los 13 años, y las primeras que fueron difundidas públicamente fueron varios temas Cristo-céntricos que escribí para un grupo acústico que dirigía, llamado “Leche y Miel”.
Pero ya a nivel de grabaciones más profesionales, he realizado música para niños y para adultos, aunque sin ninguna “estrategia comercial”; porque si lo hubiera hecho con esa visión, ¡todo habría sido diferente!
Esas producciones musicales iniciales, se lanzaron en 1993, por el mero placer de plasmar canciones buscando estética en las obras, y para aportar material escolar.
Mis primeras producciones las realicé junto con mis hijos, y nos identificábamos como Alborada (sinónimo de “alba”). Bajo ese nombre saqué las producciones: “Dinosaurios”, “Había una Vez en Belén” y “Fantasía”.
Luego saqué la producción “Navidad Es Tiempo de Amar” junto a mi hija, y nos identificamos con los nombres de ambas: Alba y Adriana.
Con mi nombre Alba saqué las producciones “En Vuelo”, y su versión en inglés “Flying on Fire”.
Más tarde, usé mi nombre más usual, Alba Molina, y saqué las producciones: “Transfórmame”, “A Tu Viva Imagen”, “Fluyendo” y “Flying on Fire”.
Sin embargo, para honrar mi nombre completo, a partir de ese momento incorporé la inicial de “Cecilia” al identificarme. Así que bajo ese “sello” Alba C. Molina saqué: “Tu Mundo Es Tu Reflejo”, “Your World Is Just Reflection”, “Arrullando Genios”, “El Pato To-Tomás”, “¡Alerta!” y “El Mono Rufredo”.
Comparto este enlace de una entrevista alusiva al tema principal de esta última producción, el cual ganó primer lugar de popularidad en una emisora Española: https://youtu.be/S72mcB2JSnE?si=ReifjIeNpxolq98t
También identificándome como Alba C. Molina, saqué mi libro de temas de diálogo: “Ya posees la Llave” y la serie infantil “Los Policuánticos”
Dicho sea de paso, aún en la actualidad con frecuencia grabo y comparto escenario con mi hija Adriana Muñoz, quien es cantante profesional, y con mi hijo Luis Diego, quien tiene un talento musical extraordinario. Ambos han participado en casi todas mis producciones musicales.
¿Cuáles son los temas más recurrentes y significativos en tus composiciones musicales?
El positivismo y empoderamiento. Mi trabajo en general es una misión de vida, y mi objetivo es ser una “mensajera” que le recuerde a cada persona con que me cruce (físicamente o a través de mis obras) cuál es su conexión con la esencia de la Vida. Que re-conecte con sus raíces eternas, y que YA tienen ADENTRO todas las respuestas y herramientas que requieren para realizar su misión y propósito a su paso por esta vida.
Dentro del material infantil, también exalto los valores y el potencial interno. Varios de esos temas hacen alusión a la alta auto-estima y aceptación de todas sus características tales y como son. Sin embargo, a los niños también les escribo canciones que estimulen la imaginación, o que sean de simple entretenimiento y gozo.
¿Cuál ha sido la evolución en los géneros y temáticas de tus producciones discográficas desde 1993 hasta la fecha?
Bueno, te cuento que en la última década he seguido componiendo música, sólo que no han sido temas independientes. Lo que conocemos como “singles”. Por ejemplo, he hecho varias canciones por contrato. Una fue una composición para Costa Rica, y otra fue navideña. Después hice por mi cuenta otra canción navideña tanto en español como en inglés.
Por otro lado, las canciones de los libros de Los Policuánticos, son actualmente 14. Y los cinco poemas musicalizados para dos de mis amigas escritoras.
En general, las canciones que he escrito desde mi adolescencia, han sido con los géneros:
Cristo-céntrico
Infantil
Navideño
De empoderamiento
Románticas sin co-dependencia
Y espirituales sin denominación.
Entre los estilos musicales, prevalece la balada pop, la música acústica (estilo indie), y en la producción “Fluyendo”, además aparecen varios estilos como el Blues, Gospel, Bossa, Cumbia colombiana, Big Band y Celta.
¿Cómo describirías tu experiencia enseñando música, inglés y español a niños en Costa Rica y California?
Fui maestra siempre en instituciones privadas, de las cuales, la mayoría es bilingüe. Dado que yo aprendí el idioma desde que era adolescente, me fue fácil dar mis lecciones en ambos idiomas.
Incluso realicé el himno de cuatro de las instituciones donde trabajé (Saint Gregory, Santa Mónica, Yurusti) y también para la escuela Josefita Jurado, que me contrató externamente para componer e interpretar su himno.
Lo que más he disfrutado en mi etapa educativa, es aportar material nuevo con contenido transformador. Un ejemplo es la Opereta que escribí en 1993, “Los Talentos”, para niños de 3º, 4º y 5º. La obra recibió varios reconocimientos, y en el 2004 hice la versión en inglés para ser montada en Saint Petersburg, Florida.
En California di clases por poco tiempo, pero como fue en la segunda mitad del año, tuve a mi cargo el montaje de ocho espectáculos bilingües para todos los niveles de las 3 instituciones de una misma dueña. El objetivo fue conmemorar La Luz en las distintas culturas. Fue un reto arduo, pero sumamente satisfactorio.
¿Qué cambios importantes experimentaste en tu vida personal y profesional a partir del 2002?
En realidad, yo venía sintiéndome no sólo desmotivada, sino deprimida por varias situaciones. Una de ellas, era precisamente el tener que trabajar para otras personas con diferentes principios y visiones.
Cuando uno acepta un empleo sólo por la necesidad de un salario, y para cumplir con obligaciones familiares, sociales y culturales, llega a un punto en el que uno se da cuenta de que no está viviendo SU VERDAD, y sólo vive para complacer a otros o para mantener una imagen.
Yo tengo una enorme sensibilidad a esa guía interna, por lo que llevé muchas terapias con distintos profesionales (tradicionales y holísticos), pero la depresión era mayor que las opciones que escuchaba.
Así que, ya para finales del 2002, yo estaba sucumbiendo… Sin embargo, al soltar todo y tocar fondo, descubrí una voz interna que, por medio de comunicación telepática, me hizo entender que soy amada exactamente como soy, que no necesito complacer a nadie, que puedo re-escribir mi guion de vida como quiera y cuantas veces lo desee, que tengo derecho a ser feliz, y que ya tengo adentro TODO lo que he de necesitar para realizar mi propósito de vida. Y que lo más importante, ¡es DISFRUTAR!
A partir de ese momento, absolutamente todo cambió y comenzaron a suceder cosas extraordinariamente maravillosas en mi vida. Por eso mi trabajo, más que nunca, tiene ese mensaje de empoderamiento y conexión con nuestra Guía Interna.
Las personas que comenzaron a llegar a mi vida, fueron profundamente cruciales para mí, como por ejemplo un amigo norteamericano que se convirtió en un ángel en mi vida, pues creyó en mí y en mí y en la intención pura de mi trabajo. Así que por casi 20 años me apoyó y me impulsó como si hubiera sido un hermano mayor. Durante los últimos tres años de su vida, pude ser yo la que lo apoyó en sus retos de salud, hasta cerrar su capítulo terrenal.
¿En qué consiste tu serie de ciencia ficción “Los Policuánticos” y qué te inspiró a crearla?
Fue una semilla que silenciosamente quedó sembrada en mi corazón desde 1993, precisamente gracias a la Opereta Los Talentos.
El tema era precisamente aceptar a cada persona tal y como es, y que todo “defecto” es una cualidad en potencia, esperando a ser descubierta y desarrollada.
Los Policuánticos finalmente nacieron como un primer “boceto” en Febrero del 2013. En ese entonces, creé una audio-narración con canciones, y la grabé en mi estudio casero, pero sin intención de lanzarlo al aire.
Luego en Julio del 2018 apareció la posibilidad de publicar el libro con el sello Balboa Press, una división de la prestigiosa casa de publicaciones Hay House (de la autora y fundadora Louise Hay). Para este momento yo aún no sabía que mi libro en realidad se convertiría en serie de 12 episodios.
Obviamente es una contratación, y no es algo barato… El asunto es que me eché para atrás después de haber firmado el contrato. Fue una mezcla de cobardía, y el consejo de mi mejor amigo. Así que guardé el potencial libro en un baúl mental.
En medio de la pandemia, la necesidad de dar vida al proyecto resurgió, ahora como una serie literaria con canciones, y me volqué completamente a revisar lo que tenía, mejorarlo y completarlo. Me di cuenta de que el contenido parecía más bien un “Coaching Infantil” en formato Ciencia Ficción con pinceladas de Física Cuántica y por supuesto PNL (Programación Neurolingüística).
Es precisamente la personificación de los altos valores, en seres que provienen del Sol, y vinieron a la Tierra en forma de cuatro niños, y una mascota que vino escondida, y representa nuestros temores y auto-saboteo para dejar de hacer lo que representa reto. Así que vinieron para ayudarnos a entender cuál es nuestro verdadero potencial para vencer a los villanos (los antivalores), que a final de cuentas también están adentro de nosotros. Entonces se va revelando las formas en que se nos manifiestan esos retos y las soluciones.
En 2022 salió el primer episodio en español, siguiéndolo la versión en inglés y terminando con las versiones de audiolibro en ambos idiomas en el 2023.
Este episodio fue el tema de la charla que presenté para TEDx PuraVida 2023, sólo que aplicado al NIÑO INTERIOR de los adultos.
El episodio 2 salió en español en el 2024, y tuve que pausar por otros proyectos. Pero como todo lo que me ha sucedido, esa pausa tenía un propósito mayor… Esta serie se está convirtiendo en ese Coaching que sentí, y será dirigido a los adultos que tienen niños de primaria a su cargo (maestros, padres de familia, encargados de hogares de niños, etc.)
Estoy “en primera fila” siendo testigo de lo que se me va inspirando. ¡Ya veremos…!
Dado que tu carrera abarca música, composición, producción, programas radiales, enseñanza, desarrollo personal y escritura, ¿cómo organizas tu tiempo para atender todas estas disciplinas?
Me da risa, y a la vez me abruma… Sé que hay bastantes proyectos simultáneamente en mis manos, y hay otros que están haciendo fila…
El asunto es que cada objetivo parece saber cómo acomodarse en mi horario, y la sincronía de invitaciones y oportunidades mágicamente aparecen con un orden que no depende de mí.
Por supuesto que he tenido que rechazar y renunciar a varias actividades e iniciativas, porque es muy fácil dejarse seducir por el potencial que hay en tantas cosas. Sin embargo, regreso al momento en el que se me reveló que SIEMPRE DEBO SER FIEL A MI VERDAD (no a los antojos del ego).
¿Cómo integras tus certificaciones en áreas terapéuticas, comunicación y coaching con tu trabajo en la música y el arte?
En realidad, todo es una misma “colcha de retazos”. Todo confluye hacia un mismo punto: re-conectar con la esencia del ser. Así que, desde ese punto de vista, todo lo que hago es terapéutico, incluyendo esto que estamos conversando. Pues si mi testimonio de vida motiva o inspira a alguien a creer en sí mismo, en su potencial interno y su autoría de vida, ¡entonces habremos colaborado al bienestar integral de ese ser!
¿Qué aspectos del solfeo, la armonía y el contrapunto consideras fundamentales para tu estilo compositivo?
Desde la época de adolescente en que fui miembro de la Orquesta Sinfónica Juvenil, comencé con algunos estudios de composición. Luego mi participación en el Coro Sinfónico de la Orquesta, enriquecieron enormemente mi gusto por las armonías corales y muchos estilos de música. He participado en una gran cantidad de ensambles vocales como cantante, y muchas veces dirigiendo al grupo.
Los ocho años de estudios universitarios que realicé en el campo de la música, me dieron importantes herramientas, sin duda. Pero nunca he sido tan dócil como para permanecer encasillada en reglas que no resuenan conmigo. Yo me dejo guiar por la inspiración y lo que me gusta más, sin importar la influencia de la época.
¿Qué desafíos y aprendizajes has encontrado al combinar la locución con la música y la enseñanza?
Para ser sincera, no siento que sean excluyentes. Las tres disciplinas son formas de comunicación, y yo tengo un mensaje claro para compartir. Intercalo las distintas formas de manera armoniosa. Por eso grabo mis audiolibros, los cuales contienen también música y mensaje. Y al dar Charlas-Concierto, puedo utilizar más de una disciplina ante el micrófono.
Tal vez el único desafío es el de no dejarme encasillar por nada ni nadie. Mi formato es muy “mío”, y a veces eso no es tan “comercial”. Así que es esperable que no todo el mundo esté de acuerdo, o que no calce con lo establecido. Aún así, siempre se me han abierto puertas generosamente.
¿Cómo ha evolucionado tu enfoque creativo con la suma de formación técnica y terapéutica a lo largo de tu carrera?
Siento que la creatividad ha crecido cada vez más, precisamente a raíz de conectar con mi esencia espiritual, y esa base es la que le da sentido a cualquier otra herramienta.
Por eso comentaba que hay aún más proyectos que están haciendo fila para poder salir a la luz a su tiempo…
Todos ellos tienen un propósito de empoderamiento y de ayudar al prójimo a descubrir su potencial interno en total libertad y con base en el amor incondicional.
¿Qué mensaje darías a quienes están atravesando momentos especialmente difíciles en su vida actual?
Que debemos creer en nosotros mismos, sabiendo que todos somos canales de la inspiración Universal. Que ya poseemos la llave para el verdadero éxito, lo cual no se limita al aspecto material e intelectual.
El éxito, según lo veo, es justamente esa libertad que da el saber que estamos conectados permanentemente con esa Omnipotencia, Omnisciencia y Omnipresencia que está hecha de puro Amor y Luz, y participa activamente en nuestro día a día. No está separada de nosotros, sino ADENTRO de cada uno.
Y que sepamos que nuestra realidad de vida, es la proyección de nuestras convicciones. Así que, si creemos que somos víctimas de las circunstancias, le estamos otorgando más poder a esas circunstancias para que nos dominen y hundan.
Pero si creemos con certeza que tenemos todas las soluciones adentro, si irán manifestando en nuestra creatividad e impulsos intuitivos, y muy rápidamente veremos los resultados aún mejores de lo que calculamos inicialmente.
¿En qué proyectos artísticos y de producción estás trabajando actualmente?
Acabo de lanzar la versión den inglés de mi programa de Coaching en línea: “The Neuro-Spiritual Method”, dirigido a mujeres de mediana edad, pues es precisamente la época en que yo misma tuve mi transformación de vida. Deseo aportarles todo lo aprendido y mostrarles lo que se puede lograr.
Dentro de pocos meses lanzaré la versión en español del mismo programa.
Por otro lado, como comenté más arriba, estoy preparando el curso de Coaching infantil para maestras, padres de familia y encargados de niños entre 7 y 11 años, a través del “kit” Los Policuánticos.
Al terminar de escribir esta serie, debo terminar una novela de ficción para adolescentes con la temática del empoderamiento (luego les comparto el título).
También está en proceso una colección de cuentos para niños de preescolar, basándome en varias de mis canciones infantiles y la historia detrás de esos personajes. (También está llena de positivismo)
Musicalmente ya tengo la inquietud de componer otra producción musical de empoderamiento, pues son canciones que utilizo en mis actividades como coach.
Y finalmente, he estado preparando un programa infantil y un podcast.
(Tal vez mañana surgen más ideas… ¡No me preguntes por un tiempo! ¡Ja!)
¡Agradezco profundamente tu apoyo a mi trabajo, Carlos Jarquín!
Aprecio el interés en mi trayectoria y en lo que mis actividades puedan lograr en el mejoramiento del estilo de vida de los que reciban mi aporte.
Alba es miembro de varias asociaciones, entre ellas:
Asociación Costarricense de Escritoras (ACE)
Asociación Costarricense de Autores Musicales (ACAM)
Asociación de Profesionales de la Voz (APROVOZ)
Voicemasters Latam
Asociación Multinacional de Artistas de la Voz (AMAV)
Red solidaria ‘Yo Elijo Ayudar’
Red Mujeres Beta
Colaboradora en proyectos de voz con INCREARTE
Entre sus reconocimientos destacan:
Nominación al Premio SOVAS 2023 en la categoría Audiobook Narration – Fantasy – Best Spanish Voiceover, California, USA
Representante de Costa Rica en concurso Latinoamericano de Oratoria, Cancún, México
Premio ACAM 2016 por el álbum musical infantil ‘El Mono Rufredo’
Composición de letras y música para instituciones educativas como Saint Gregory School, Santa Mónica School, Escuela Yurusti y Escuela Josefita Jurado.
En el siguiente video, nuestra invitada nos envía un saludo y nos habla brevemente sobre su trabajo artístico:
Los invito cordialmente a seguir a nuestra invitada en sus redes sociales.
Recital Poético ‘Lauro Moreira – Canto ao Homem do Povo: Carlos Drummond de Andrade’ emociona Uberaba
Magna Aspásia FontenelleEmbaixador Lauro Moreira e poetisa Magna Aspásia Fontenelle
Uberaba-MG, 23 de setembro de 2025 – O Centro Cultural Cecília Palmério (CCCP) recebeu uma noite inesquecível de poesia, arte e reflexão durante o recital ‘Lauro Moreira – Canto ao Homem do Povo: Carlos Drummond de Andrade’, organizado pela ALB/Uberaba e pela AAP/Brasil-Albânia. O evento reuniu estudantes, acadêmicos, autoridades literárias, familiares e convidados.
O Poder da Poesia
Embaixador Lauro Moreira
O recital homenageou o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade (1902–1987) pelo aniversário de 122 anos de seu nascimento, cuja obra atravessa gerações e reflete sobre a vida do povo, a solidariedade e os desafios humanos.
A condução do recital esteve a cargo do Embaixador Lauro Moreira, renomado diplomata e intelectual, cuja trajetória alia a experiência diplomática a uma profunda ligação com a literatura e as artes. Moreira interpretou os versos de Drummond com emoção e expressividade, envolvendo o público no poder transformador da poesia, ao recitar 46 poemas, incluindo trechos do emblemático ‘Canto ao Homem do Povo’ transcritos abaixo.
“Canto ao homem do povo, Ao trabalhador da terra e da cidade, Que ergue com as mãos, com a coragem, O mundo que nos sustenta e nos sonha…”
Sua interpretação revelou a força da poesia como voz do povo, capaz de unir gerações e inspirar reflexão sobre justiça e humanidade.
Acadêmico Cel. Emanuel da Paixão Kappel – vice-presidente da ALB/ Uberaba, Embaixador Lauro Moreira e Magna Aspásia Fontenelle, presidente da ALB/Uberabae da Akademia Alternativa Pegasiane Brasil-Albânia
Cinema e Interdisciplinaridade
O recital destacou a interdisciplinaridade entre literatura, poesia e cinema, trazendo referências a filmes de Charlie Chaplin, especialmente O Grande Ditador. Trechos do célebre discurso da paz foram lembrados:
“Não odeiem, não odeiem! A guerra acabou! A tirania acabou! Os homens são melhores do que isso! Nós queremos dar ao mundo toda a riqueza da bondade humana…”
Essa integração reforçou a mensagem de Drummond, mostrando que diferentes linguagens artísticas convergem na promoção de valores universais: paz, liberdade e empatia.
Participação dos Estudantes
Estudantes das escolas estaduais Minas Gerais e Frei Leopoldo de Castelnuovo assistiram atentamente ao recital, absorvendo cada verso e cada mensagem de esperança, fortalecendo o vínculo entre educação, literatura e cidadania.
Agradecimentos
A organização agradeceu especialmente à Sra. ThaisCólus, diretora do CCCP, pelo acolhimento e pelo espaço disponibilizado, permitindo a realização de um recital memorável. Familiares, acadêmicos, autoridades literárias, estudantes e convidados testemunharam uma experiência que uniu poesia, literatura e cinema, mostrando que a arte educa, sensibiliza e inspira.
Agradecemos a Akademia Alternative Pegasiane Albânia, na pessoa do fundador prof. Dr. Kristaq F.Shabani o apoio.
Impacto Cultural
O recital ‘Lauro Moreira – Canto ao Homem do Povo: Carlos Drummond de Andrade’ consolidou-se como um marco cultural, reafirmando o compromisso da ALB/Uberaba e da AAP/Brasil-Albânia com a valorização da literatura, da arte e da cultura, demonstrando que poesia e cinema têm o poder de unir pessoas, atravessar gerações e promover reflexão sobre os caminhos da humanidade.
Marta Oliveri: Cuento ‘El crepusculo de las hadas’
Marta OliveriImagem criada por IA da Meta
I
UN ENCUENTO FORTUITO
La primera vez que vi a aquella viejecita fue una tarde en el parque dónde acostumbraban a llevarme después de la escuela.
Recuerdo que llegó despacio con el crujir de las hojas apoyada en un bastón y que me miró con insistencia:
-El otoño es muy frío- dijo como si hubiera enunciado un aforismo, una verdad de aquellas que solo caben en las páginas de los llamados libros célebres. Asentí un poco molesta.Yo iba a los juegos y aquella dama gris se había Interpuesto sin más explicación.
– y aún más qué el invierno— agregó, acomodándose su viejo chal deflecado – el otoño es más frío porque el alma recuerda el verano, entonces sentimos el gran paso del verde a la tierra despojada-.
Posé mis ojos en ella, noté algo dulce, casi irreal en su tono, cómo quién entona una saga, algún antiguo relato medieval. Tal cómo en los cuentos que acostumbra a leer.
– ¿Estás apurada? -Me preguntó la anciana
– Iba a los juegos- respondí. Y sentí un poco de vergüenza por decir esto. Era en realidad demasiado banal, mi respuesta.
La viejecita se acomodó el chal y me invitó a sentarme junto a ella
– No puedo estarme mucho tiempo parada, pero si tienes paciencia podría contarte una historia que tal vez te interese-.
Asentí, nada me gustaba más a mí que escuchar historias, me sumergía en ellas pequeña y sedienta peregrina en busca del agua de la vida.
– El otoño es una estación muy cruel- siguió la anciana- porque es la agonía de las hojas. Es verdad algunos dicen “todo forma parte del ciclo de lo eterno”, pero el caso es que estamos aquí sentadas ya mí este viento me cala los huesos, realmente creo que a las hojas nunca les ha gustado abandonar el árbol-
– Es verdad- reconocí , viendo como un remolino de viento las despegaba del árbol cercano a los juegos. Y creí escuchar suaves quejidos como los que emiten los que ya no tienen fuerzas para expresar la gran tragedia de la muerte.
La anciana sacudió un viejo bolso y sacó de él una especie de rama. que tenía una herrumbrada lata en la punta, la miré con asombro.
– ¿La puedes recordar? -Preguntó
-No- le dije. Solo veo un palo y algo …-
-Es mi estrella- sonrió la anciana.-Una estrellita de lata muy oxidada, por cierto, y el palo que ves y que parece una rama, es mi varita- La anciana pasó su mano con dulzura recorriendo el contorno del grotesco instrumento, no reparó en mi incredulidad y siguió hablando –
-Ah, si, que tiempos aquellos – suspiró -Recuerdo, fue una noche de primavera, cayó del cielo, era la última varita que quedaba, la tomé entre mis manos y la puse junto a mi corazón. Desde entonces somos inseparables. Me fue dada en la Asamblea de las Hadas que se festeja la primera noche de primavera al salir la luna-.Sí- Agregó – aunque no lo creas es la misma hora en que las brujas inician su danza.
El buen Dios, qué no es, claro el que te han enseñado en la escuela, prepara el cielo como una kermés y nos da bendiciones de felicidad.
Es la gran noche de las hadas, y las brujas por igual, recibimos los honores de la facultad del hechizo, y nuestros unicornios danzan junto a sus lechuzas bajo un cielo que parece un crepúsculo centelleante y multicolor-. La viejecita se detuvo le habiía dado un acceso de tos. ¿Tendria fiebre? me pregunté por qué se la notaba muy pálida.Poco tiempo despues escuché algo así como un pequeño estornudo que no pude imaginar de dónde vendría, Solo estábamos ella y yo en aquel verde banco de la plaza.
– No te burles- se adelantó- la anciana- Es mi estrella, está un poco acatarrada, le ha dado un resfrío crónico en estos últimos tiempos, el óxido no la deja respirar bien por las puntas-
– Pobrecita- me apiadé -.Pero ¿cómo se cura a una estrella?
– Ah, mi pequeña, hace tanto que nadie se ocupa de preguntarme esas cosas-. Y vi cómo dos lágrimas asomaban por sus ojitos hundidos.
– Pero hubo un tiempo que las hadas fuimos felices, creamos el mundo que después los poetas, por precaución, nos aconsejaron esconder en leyendas y mitos. Mas digan lo que digan los que todo conocen y a todas partes llegan, nuestro mundo es verdadero. Detrás de los juegos a los que vas a ir, hay un bosquecillo que no ves y dentro de ese bosquecillo las ruinas del palacio de las leyendas.
Allí vivo yo junto a una vieja amiga bruja, y a un gnomo algo gruñón pero muy servicial.,los unicornios están petrificados, pero nadie los ve, al igual que a las lechuzas. Sin embargo aún estamos allí- suspiró – esperando. querida hijita, “El fin locura humana”.
Soplaba el viento arremolinándose sobre nosotras
_Perdona no podré resistir este vendaval, es mejor que regrese a mi hogar, Tú vé a los juegos, niña, y crece. Pero no olvides nunca esta modesta conversación que hemos tenido.
Se apoyó sobre su bastón e incorporándose con mucha dificultad emprendió su regreso. Largo rato la contemplé. Admito que no la ví hacer nada extraordinario, no abrió las alas, ni se hizo invisible, ni fue polvo de oro en el aire. Solo caminó con paso inseguro hasta perderse de mi vista.
Años después volvi a aquel sitio. Pocas cosas quedaban ya, no estaba el banco verde donde habíamos conversado. Los árboles excesivamente prolijos parecían una sinfonía geométrica, los juegos de la plaza eran otros.
Pero más allá, donde el árbol se une al cielo por sus hojas, pude ver en el atardecer, la sombra dorada de una puerta.
Entonces una paloma se posó sobre mi hombro y creí escuchar que me susurraba con una vocecita familiar.
– No creas en lo que ves yo fui su pequeño unicornio y aún llevo en mi cuerno el secreto de las hadas. Y así quedará escrito. “Otra vez el mundo despertará en primavera y una estrellita de lata volverá a caer sobre las manos inmortales”. Entonces tendrás que dar testimonio.
El tiempo ha pasado, ahora soy una escritora con gesto circunspecto, de esas a las que en las calles dicen: respetablemente: Señora. Sin embargo, he de admitir que en todos estos años, solo he visto una gran telaraña de pasiones engullendo el porvenir de mi especie.
Tal vez sea por eso, que ciertas noches, me acurruco en mi cama y ruego a la musa que ya no me recuerde estas palabras.
II
LA ASAMBLEA DE LAS HADAS
Refexion preliminar
Hace tiempo qué las contingencias de la vida han hecho del sagrado oficio de escritor una lógica confusa. El alma transmutada en producto, por milagro del orden mundial ha degenerado en hermanos mutantes: esos libros como los mamotretos que se exhiben a expensas de sus contenidos en beneplácito romance con la industria de los mercaderes de ilusiones.
En este punto, mi deber de escritora, a la que desde niña le ha atacado el síndrome de la intransigencia, es poner las cosas en su sitio. Es cierto que ya he bastante escrito, pero mientras el horizonte se fuge, y cielo nos abra el giño de las estrellas, no es posible abandonar la pasión de nuestras criaturas interiores, aún a riesgo de ser reiterativos.
Yo hábito una tierra triste y bíblica llena de supuesta “grandeza” una nauseabunda grandeza que impulsó a nuestra especie hacia la depredación de todas las cosas, como monstruo que se engulle a sus criaturas para retenerlas sin importarle su destino, así es la historia de los llamados hombres.
Sé que hoy en día no es fácil escribir cuentos y que tal como decia decía nuetro querido poeta: “Con cuentos nos han templado y yo quiero vivir en un sueño”. La diferencia está en que, no se trata de creer en lo que nos relatan sino en enamorarnos de su poética.
Ciertamente la Asamblea de las Hadas es tan cuestionable y de tan dudoso origen como el mismísimo Santo sudario, su geografía, aunque discutiblemente real es, sin embargo, de una belleza verdadera. No he estudiado el mapa de los sueños mitológicos de la humanidad, pero si he contemplado mi corazón y allí están los mitos que siempre acompañarán a la dicha para mostrarles que más allá de los de los infortunios de la humanidad, el pájaro de Pandora, siempre estará junto a nosotros.
Con la esperanza o más bien con la fe es que escribo. Y es que la anciana dejó en mí un gran sueño que tal vez no sea tan fácil olvidar.
Entre Bosques y Colinas
-La noche en que recibí mi don- dijo la anciana- vi bajar hacia mí la estrellita de lata arrojada del cielo como Dios hiciera con Satán. Descubrí entonce, muchas cosas que nunca hubiera imaginado, la voz de la más antigua de las hechiceras, fue la encargada de relatarnos este extraño Génesis.
Yo había nacido como la libélula en mi canasto tibio.
Creía que la vida era una gran cuna, pero las hadas también debemos nacer, pequeñitas y asustadas, de our canasto nos expulsan when is the hour of open the eyes for ver la luz. Y mis hermanas y yo fuimos arrojadas como bellotas a la Tierra. Los ojos fijos en el cielo y el asombro de la inmensidad. Poco a poco la Gran Hechicera o MUSA fue ocupándose de nosotras. Era nuestra matrona, nos colocó en una canasta de Juncos brillantes, y nos dio de beber el elixir de las hadas. qué es una especie de miel agridulce, pero muy nutritiva. Más tarde nos esparció por la Tierra como semillas diciéndonos: “Fructificar”. Y al poco tiempo, de nuestros cuerpecitos de bellotas, dos alitas transparentes comenzaron a parpadear en nuestras espaldas.
Era aquella una época en que las criaturas de la metáfora vivían en armonía.
Recuerdo, el primer día de la Asamblea Anual de las Hadas, un carro de gitanos se había detenido sobre la colina y todos bailaron la danza del fuego convocando al pájaro del sol que despliega sus alas al amanecer y se duerme entre los mantos rojizos al rumor del crepúsculo.
la fogata alrededor de la de la cual danzaban despedía llamaradas hacia el cielo: parecía una mano estirándose para alcanzar las estrellas, ¿nostalgia del fuego buscando su origen en sus hermanas distantes ?. Más tarde fue tomando forma de pájaro. Y según la danza aumentara en su frensí, las alas, de fuego se agrandaron, batiéndose, elevando a la criatura fantasmal hasta que finalmente se desprendió de la fogata. Y fue un alba de fuego aquel pájaro que se elevaba buscando a la madre estrella. La danza cesó, todos miraban en silencio al pájaro de fuego ”. Esta es la danza de la pasión ”nos dijo la Hecicera“ cuando la pasión es liberada el espíritu descansa de sus tribulaciones ”. Y supimos que el buen Dios le era grato aquel ritual. El mensajero de los pies alados le abría las puertas de los cielos.
La gran Hechicera inició la ceromonia y comenzó a reunirnos en sendas, hileras: hadas y brujas, muy cerca unas de las otras, sin antagonismo alguno, fuimos una a una recibiendo el legado. Y a cada cual, según su linaje se le otorgó una lechuza o un unicornio. Luego nuestra hechicera o musa de almendrados ojos que cambiaban segun los colores del Arcoiris a cada parpadeo, desató su alforja y una niebla de estrellas fugaces se desplegó en el aire junto a pequeños ángeles y criaturas levemente maléficas. Esto para quedar al tono de nuestra duplicidad, sin sesgar aun así la armonía que de aquel paisaje de sueños. Todo emergía como un nuevo naciente de la inocencia, entre el bien y el mal, una criatura ambigua de noble belleza: oscura y brillante al mismo tiempo. Las colinas parecían flotar entre el cielo y el abismo. Y así, nosotras, nos regoicijábamos presas de la ilusión. de las ofrendas que habrían de depararnos aquella noche
Asi fue que se acercó la primera, una pequeña bruja inclinándose ante la alta Hechicera qué a su vez hizo le hizo una leve reverencia y le dijo: – Te daré el don de entregar las pesadillas más feroces, pero también podrás dorar el despertar con bellas lágrimas que calmarán el quebranto.
La bruja recibió el legado y colocó la lechuza, que le fue entregada, sobre su hombro.
Luego le tocó el turno a un hadita que había tenido la fortuna de ser primera en la fila y la Hechicera dijo:
-Te daré la facultad de entregar belleza y tersura a los rostros de los que nacen, pero también llevarás el espejo de los años, dónde cada uno verá el efímero rastro de aquella hermosura que se prefigura como eterna-.
Y le puso entre sus manos un unicornio recién nacido.
Así, una por una, hadas y brujas fueron pasando ante la gran Musa -Hechicera, en tanto yo quedaba muy por detrás Y aun cuando llegó mi turno. La Musa pareció no reparar en mí, lo que me llenó el corazón de una profunda congoja.
Pero cómo si entendiera mi estado, apenas se hubieron marchado todas se me acercó y dulcemente me dijo estas palabras tomando mi mano entre las suyas –
No temas, sigue por las colinas. No te he dado el don, porque el que se te ha conferido, te será entregado de un modo diferente, Tal vez, porque es propio de su naturaleza que así suceda. Sigue tu curso y no temas. -concluyó. Retirandose luego
Y así, por cierto, poco animada, empecé a caminar rumbo sabe a qué destino. Iba cabisbaja, algo distraída digamos, cuando de pronto alguien se interpuso en mi camino y me hizo caer de manera poco decorosa para un hada. Entonces a mi lado pude ver a una estrellita de lata atada a una rama verde, ¿Qué clase de Don es este? Pregunté indignada. La estrellita de lata me sonríó del modo en que suelen sonreír las estrellas, es decir echando tres destellos de luz acompañando el casi inaudible crepitar del fuego,
-¡Así que te ríes! ¿Qué quieres decirme con eso ?.
Noté que algo revoloteaba molestamente a mi alrededor. Alcé la vista: y vi a una pequeñísima hada hecha de carbón.
– y tú ¿qué me dices? – Repetí molesta-¿qué clase de don es este?
-El de la compasión- contestó con seridad el hada.
-No hay nada más importante en este mundo qué devolverle la dignidad a los que ya no imaginan tenerla. Tú cantarás desde la cuna a los pequeños seres. Les infundirás dignidad y compasión. Tendrás tiempo para ver como todo pasa.
Y algún día serás la única narradora de nuestras leyendas. Eso es todo. Adiós-. Dijo y desaparecio revoloteando hacia el cielo, dejando una pequeña estela de carbón, qué se onduló hasta desaparecer en un punto ínfimo
Entonces soñé era una viejecita, con un bastón descolorido y que una niña con los ojos del color del infinito se sentaba junto a mí para escuchar mis historias.