Autora Beatriz Vaz transforma memória e cultura caiçara em literatura infantil inspiradora
O Caiçarinha
Beatriz Vaz dos Santos, carinhosamente chamada de Bia, é um nome que começa a brilhar no cenário literário da região.
Atuante há mais de 20 anos na área de Ciências Contábeis, ela decidiu seguir também o chamado da imaginação e da palavra escrita.
E, com o coração aberto para novas histórias, mergulhou de vez no universo da literatura.
Sua formação é marcada por dedicação: cursou Extensão em Escrita Criativa pela PUC-RS, especializou-se em literatura e contação de histórias pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul e, atualmente, é pós-graduanda em literatura infantojuvenil.
Beatriz Vaz
Todo esse caminho foi trilhado com um objetivo claro: transformar em livro as histórias, memórias e tradições que marcam sua cidade e sua gente.
Vivendo entre a serra e o mar, Bia encontrou inspiração para seu primeiro livro infantil, “O Caiçarinha”, que nasce do desejo de aproximar as novas gerações de suas raízes culturais.
A ideia surgiu de uma contação de história feita para seu filho, sobre a origem do lugar e do passado de Ubatuba.
Ali, percebeu que muitas crianças, envolvidas pelas telas e pela rapidez do mundo moderno, estavam se distanciando da identidade, da cultura e das tradições locais.
Na obra, o leitor conhece Cadu, um menino alegre e criativo que vive em Ubatuba, cidade rica em cultura, natureza e belas praias.
Entre festivais, danças tradicionais e a culinária caiçara, Cadu descobre a importância de preservar o meio ambiente e valorizar suas raízes.
Membro do grupo setorial de literatura da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba, Bia transforma sua escrita em um ato de valorização da memória coletiva e de preservação ambiental.
“O Caiçarinha” é mais que um livro infantil: é um convite para que toda a comunidade reconheça na literatura um instrumento de identidade, orgulho e pertencimento.
Assim, Beatriz Vaz dos Santos reafirma, com seu talento, o poder da literatura em fortalecer a cultura regional, garantindo que as histórias caiçaras continuem vivas e pulsantes para as próximas gerações.
Cadu é um menino alegre e criativo que vive em Ubatuba, uma cidade rica em cultura, natureza e belas praias.
Entre festivais, danças tradicionais e a deliciosa culinária caiçara, ele aprende sobre a importância de preservar o meio ambiente e valorizar suas raízes.
Com uma imaginação borbulhante e um coração cheio de amor por sua terra, Cadu reflete sobre como pequenos gestos podem transformar o mundo ao seu redor.
Uma história envolvente e educativa que celebra a riqueza cultural e natural do litoral brasileiro, convidando o leitor a se apaixonar pela simplicidade e beleza da vida caiçara.
É comum ouvir pessoas comentando que “escrever é um dom!” Pelo senso comum, de fato o é. Mas, a rigor, o que é um ‘dom’?
Em termos religiosos, é o “bem ou a graça recebida pelos deuses, numa visão politeísta, ou por forças sobrenaturais”. Pela visão da Teologia, entre os monoteístas, é o “bem espiritual que se considera como recebido de Deus ou a própria vida que Deus emana; bênção, graça”. E, ainda, no conceito comum, é a ‘aptidão inata para fazer algo, especialmente difícil ou raro; inclinação talento’.
Recebido de uma forma transcendental ou como um mero talento, nestas breves considerações, queremos destacar um aspecto mais técnico da elaboração de um texto, centrado no domínio da gramática, com a adição do tempero da cultura geral e da criatividade, tornando o escritor semelhante ao exímio espadachim. Ou a uma graciosa bailarina.
Um texto bem escrito é análogo a uma luta de espada ou a um número de balé: requer a força e a destreza das mãos que empunham a espada e a delicadeza de um ‘adágio’.
Um bom escritor tem de ser, antes de tudo, um amante do conhecimento; um ser humano feito uma criança que está a todo o momento descobrindo e redescobrindo o mundo à sua volta com a sensação de magia, de encantamento e, acima de tudo, de gratidão pelo extraordinário dom da inteligência, sob o impulso da sensibilidade.
E um bom escritor, regra geral, é um bom leitor, pois, como amante do conhecimento, a todo o momento está mergulhado na fonte desse conhecimento: os livros! Contudo, os bons livros, de autores que a História da Literatura os consagrou como tais.
O bom escritor, ao lado da cultura geral e da criatividade, pode e deve se utilizar de certas ‘ferramentas’ para a execução de seu mister, como, por exemplo, um bom e tradicional Dicionário.
Além desse velho companheiro, hoje temos um mega instrumento de pesquisa: a internet, com motores de pesquisa, a exemplo do Google.
Particularmente, eu não entendo nada sobre ‘balé’, mas, no parágrafo acima, onde cito o movimento ‘adágio’, só o citei porque pesquisei no Google ‘dicionário do balé’, ou ‘movimentos do balé’.
Portanto, ao se escrever um texto com citações em geral, a pesquisa simples e rápida no Google nos abre um mundo fantástico de conhecimento e de esclarecimento de dúvidas.
É preciso, porém, saber filtrar essa pesquisa, buscando, às vezes, mais de uma fonte de informação, no próprio Google.
Por fim, quando for escrever um texto, fazer um ‘planejamento textual’, lembrando-se que um texto, como uma história que se conta a uma criança, tem um começo, um meio e um fim.
Com isso em mente, levando-se em consideração:
A escolha do título (chamativo, instigante, que leve o leitor a ter vontade de saber do que se trata a crônica, o conto etc.)
O início do texto (com uma afirmação genérica, uma reflexão própria ou de um grande autor ou filósofo, uma frase de efeito etc.)
O desenvolvimento, o ‘recheio’ do texto (elementos que justifiquem o título, para se obter um desencadeamento natural da escrita, do pensamento e dos objetivos do autor, criando, desta forma, uma harmonia textual)
O final do texto (a conclusão da mensagem, justificando o título e criando no leitor sentimentos diversos, de acordo com a intenção do autor).
Um dom ou uma técnica, ou ambos, escrever é, principal e essencialmente, a manifestação da alma humana. E cabe ao escritor, por meio de sua escrita, imortalizá-la já neste plano terreno, por sua natureza, efêmero!
Integradas no setor primário das atividades económicas humanas, a agricultura, a pesca e a caça, as duas primeiras como modo de ganhar a vida para muitas pessoas, a terceira como ocupação dos tempos livres, lazer e desporto, (embora, em todas as situações, produzindo, também, riqueza) constituem, apesar das respetivas características, atividades que no espaço territorial dos Concelhos, proporcionam trabalho a centenas de pessoas e alguma qualidade de vida.
E se na perspetiva de garantir uma subsistência condigna, a quem vive, exclusivamente da agricultura, a situação seja de muito pouco conforto financeiro, porquanto ainda se continua a trabalhar o minifúndio, principalmente no Minho, com práticas ancestrais, cuja produtividade, por unidade de superfície cultivada é: em geral, muito baixa, nalguns casos, de nítido prejuízo, nem chegando, sequer, a ser uma agricultura de subsistência; outro tanto se verifica, eventualmente com menos dramatismo, com a pesca profissional, que se desenvolve na costa marítima e, em parte significativa, nos rios. Por sua vez a caça, como atividade económica primária, que também remonta à antiguidade, proporciona prazer aos seus praticantes, e gera receitas consideráveis para os cofres públicos, indústria do armamento e artefactos, seguradoras e restauração, entre outras.
Em muitos Concelhos, aquelas atividades primárias ainda têm forte expressão e algum dinamismo, pese, embora, e no que respeita à agricultura e atividades a montante e jusante (agropecuária e afins) problemas de escoamento dos produtos tradicionais e específicos de cada aldeia, sendo evidente alguma dificuldade, por parte das entidades competentes, em proporcionarem melhores condições para estas atividades, em especial no que se refere à qualificação dos produtos, e a estimular a juventude para a agricultura e pesca, parecendo não serem suficientes os apoios financeiros e de formação, respetivamente para a lavoura e para a pesca.
O mundo rural só não está deserto porque os ‘seniores’ ainda vão trabalhando parte da terra, bem como alguma juventude, esta já com elevadas qualificações para o setor, aliando-se, ainda, a crise provocada pelo desemprego que se vive, por isso, os jovens também se voltam um pouco para a agricultura, até com muita alegria e vontade de aprender o suficiente para obterem os melhores resultados. É preciso investir nos apoios e incentivos à agricultura, sem dúvida alguma.
Idêntica reflexão aqui se deixa no que se reporta às pescas: artesanal, local e costeira; e também às pescas profissional, do largo e longínqua, porque estas modalidades proporcionam milhares de postos de trabalho, para sustentar centenas de famílias e abastecer todo um mercado de consumo, cada vez mais carenciado e exigente destes produtos.
Naturalmente que é necessário valorizar, modernizar e dignificar estas atividades, e os respetivos profissionais, porque elas constituem modos de vida para milhares de pessoas, fonte de receitas e a manutenção de uma alimentação de alta qualidade para a população. O agricultor e o pescador são parte integrante do sistema produtivo do país e, nesse sentido, é justo que se lhes reconheça o estatuto socioeconómico que lhes é devido.
A agricultura no Minho, por exemplo, em regra, não será lucrativa na perspetiva empresarial, porque o tipo de propriedade, tradicionalmente, enquadra-se no minifúndio, o que impede, seguramente, o recurso à maquinaria mais avançada e, consequentemente, redução nos custos de produção, desde logo, em mão-de-obra, situação que se agrava, por alguns preconceitos, quanto às vantagens da constituição de cooperativas agrícolas de produção, pela via do emparcelamento das pequenas propriedades.
A existência, manutenção e valorização da pequena propriedade privada é, portanto, a condição fundamental para, a partir desta mentalidade, se desenvolverem formas de cooperação que permitam rentabilizar e, justamente, valorizar o minifúndio nortenho. O problema poderá, então, ser resolvido com a constituição de cooperativas agrícolas, onde os cooperantes entram com a sua quota-parte, não necessariamente em dinheiro, mas com metros quadrados de terreno agrícola, correspondentes à soma das áreas das propriedades que destina à empresa, cuja gestão ficaria a cargo dos órgãos diretivos, eleitos pelos cooperantes.
Uma solução desta natureza traria, no curto prazo, imensas vantagens para o aumento e qualidade da produção, preços mais acessíveis, maiores rendimentos com menos trabalho para os donos das terras afetadas à cooperativa agrícola, para além da valorização das mesmas, a que se somaria a criação de postos de trabalho permanentes e a instituição, a médio prazo, de mais Escolas Profissionais Agrícolas, por exemplo, mesmo existindo já algumas, tudo isto entre outras iniciativas e correspondentes benefícios.
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Marta Oliveri: Cuento ‘La niña que coleccionó plumas’
Marta OliveriImagem criada por IA da Meta – 17 de setembro de 2025, às 19:58 PM
Los que saben, dicen que mi naturaleza es simple contingencia:
Nazco como la hoja en primavera, me atormento de esperanzas durante la estación de las flores y los frutos, el otoño con su inmensa risotada amarillenta me declara prescindible de la vida del árbol…
Y aunque he vivido más que una hoja, ciertamente, esto no me impidió comprender que el destino es igual de cruento para todas las criaturas volátiles; debo admitir mi estirpe de pluma insignificante reunida como caricia a mi dueña al humilde soplo de sus alas.
Gracias a los relatos de mis antepasados tuve la fortuna de adquirir cierta cultura en lo que respecta al mundo de las criaturas aladas.
Supe de Céfiro, el antiguo Dios viento de los griegos, esos hombres que amaban el placer y vestían a sus dioses con galas extraordinarias.
Cierta vez mi tártara abuela que casualmente había rodado por los parajes de la lejana Grecia, me relató la historia de un hombre con alas brillantes en los pies que llevaba mensajes entre dioses y hombres, su nombre era Mercurio o el imprudente Icaro que imaginó ser águila cuando sólo unas alas de cera habían vestido su cuerpo, el sol pudo más que su soberbia.
Notable es la vida de una pluma, he conocido hermanas de las más distintas especies, recuerdo la profunda admiración que sentí al observar detrás del cristal de un museo de reliquias la pluma de los grandes espíritus de las letras. Y aquí quiero hacer un pequeño apartado, admito mi debilidad por lo humano. Los hombres sueñan con volar, como yo sueño con el bien morir en esta avanzada etapa de mi vejez, los hombres sufren, porque el deseo, queridos amigos míos , hace sufrir en la medida en que es irrealizable y nada hay mas preciado a la raza humana que el solemne aprecio por la infelicidad…Sólo para reivindicar su condición de dioses exiliados; que gran bulla alrededor del pacifico mundo donde corren los ríos, las águilas hacen su nidos en las cumbres y los topos su no menos respetable imperio debajo de la tierra. Sin embargo debo reconocer que tal vez sea por esta ambigua condición entre área y terrestre, mortal y mítica como nuestro gran paradigma el ave fénix, tenga yo un corazón cargado de sueños irrealizables, allí donde los pensamientos del humano derivan, nosotras las plumas tomamos destellos de sus anhelos y crecemos con el mal de la compasión humana, que ciertamente no es el mejor destino para el vuelo de un pájaro.
El caso es que desde los principios de los tiempos nos fue menester cargar con esta pasión inútil de nuestros hermanos bípedos, planos enmarañados, maquinarias grotescas confundiendo la serenidad del infinito con la velocidad (he aquí la verdadera equivocación del hombre).
Pero como habito un simple espacio de relato debo atender a mi realidad, que desafortunadamente conoció apenas los escombros de la Plaza del Congreso.
Todo empezó el día en que una extraña niña se detuvo frente a nuestra dueña.
En lo que respecta a mi posición puedo asegurar era más que lamentable puesto que mi dueña era una vieja paloma comedora de migajas y la vejez y la mala alimentación habían terminado con su salud
Mis hermanas cayeron junto con ella a la alcantarilla y yo en precario equilibrio traté de mantenerme al borde de la vereda. Así estaban las cosas entre el naufragio y el peligro de las pisadas distraídas, cuando dos ojos del color exacto del infinito posaron la mirada sobre mí, oí una voz que susurraba
_ Pobrecita.
Y sin agregar palabra la pequeña me levantó del cordón de la vereda alisó mi cuerpo entumecido y me puso en su bolsillo.
Que tibieza me amparó allí dentro alguna vez pensé emocionada yo fui abrigada por un hueco redondo y tibio donde un avecita crecía.
Largo rato me dejé arrullar por el vaivén de sus pasos.
No sabia que podía depararme el destino pero al menos no terminaría putrefacta en las alcantarillas como mis desdichadas hermanas. La vida me ha reservado otro propósito pensé y me quede profundamente dormida
Primer Sueño de la Pluma
Por si cabe alguna duda las plumas también sueñan como lo hacen los caminos, la arena que la roca abandonó en la playa y los remolinos de los mares. Todos sueñan menos aquellos cuya ciencia les impide comprenderlo.
Y la pluma soñó que en un extraño sitio una mujer desplegaba sus alas desnudas y ella entre millones de criaturas de su naturaleza llevaba el espíritu de su pluma muerta, ella gris y levemente rala entre la gloria de los pavos reales, la nieve de la gaviota, la espada profunda del águila y los infinitos abanicos del colibrí. Cuánto más reconocería plumas de cisne, de pato e incluso de gallina.
La noche brillaba roja bajo una luna de amapola. La mujercita alada murmuró palabras de despedida: un hondo quejido aquel que une al dolor y al placer en el descubrimiento de la armonía suprema estalló de su garganta de pájaro y se elevó hacia el horizonte. “aquel eterno fugitivo”
***
La despertó del sueño un suave apretujón, la niña la había tomado y con suavidad la depositó en un jarrón de vidrio, un humilde jarrón sin ornamentos junto a otras de su clase: plumas enfermas de palomas recogidas al azar en el trayecto hacia las plazas.
Se sintió agraviada:
“¿Qué podía tener que ver semejante espectáculo con el maravilloso sueño que acababa de vivir? ¿cual era el verdadero propósito de su existencia? se preguntó molesta ante su nueva situación.
Las otras la miraron burlonas
_ Lindo lugar al que has venido a parar.
Y una con bastante insolencia agregó riendo:
_más te habría convenido recorrer el excitante paisaje de las alcantarillas, al menos te habrías ahorrado este ridículo final-
“¡final! A que se refería? ¿acaso este sería su irremediable destino?”
La mas anciana, una pluma a la que solo le quedaba el cabo concluyó:
_ Lo mejor es que busques una buena forma de morir. La niña que nos trajo aquí es un pequeño monstruo ya lo verás tu misma.
La pluma tembló y trató de acurrucarse en algún sitio del resbaladizo jarrón pero no había forma de hacerlo y además el insomnio se apoderó de ella.
De modo que aquellos ojos del color del infinito y aquel sueño al vaivén de los pasos infantiles no eran más que un engaño. La niña la había hechizado con un sueño, y según sabía por su tatarabuela hubo hechiceras en la antigua Grecia que sumían a sus víctimas en bellos sueños para después transformarlos en criaturas deleznables.
Efectivamente pensó: ” la niña debía ser una pequeña hechicera y vaya a saber que extraño fin les tenia preparado”.
***
Muy temprano a la mañana la vieron llegar en puntas de pie, resultaba obvio que aquello era un macabro secreto que posiblemente escondería del resto de su familia pensó la pluma, eso claro en caso de que el resto de su familia no fuera de su misma estirpe cosa que no le pareció exagerado imaginar:
La pluma vieja alertó
– Atención que ahí viene, vaya saber que se trae entre manos esta mañana-:
– La pequeña se acercó al jarrón lo dio vuelta y dejo caer las plumas sobre la mesa.
– -Es nuestro fin sentenció por lo bajo la pluma anciana-
– nuestro fin- musitaron a coro las más jóvenes y un sepulcral silencio se hizo entre ellas.
La niña las tomó suavemente una por una y las colocó en fila
– 1-2-3— 18- …24… Su carita se puso sombría –
-Nunca podré juntar tantas y algunas ya se han echado a perder.-
La anciana se sintió aludida
“Me romperán en pequeños pedazos” iba a decir, pero no atinó a abrir la boca porque al instante la pequeña la tomó entre sus manos y acarició el tallo casi calvo
– fuiste la mas fiel, cuando pueda juntar suficientes tu serás la que nos guíe,-
Después tomó a todas delicadamente y las apretó contra su pecho –
Alguna vez serán suficientes tengan paciencia-
Y se retiró de comedor en puntitas de pie.
Aquello desconcertó a la nueva inquilina en verdad la niña no parecía ningún monstruo, La pluma anciana adivinó su vacilación y dijo:
– El mundo está lleno de artimañas mi querida. Acaso ustedes no saben que de las mejores “intenciones está hecho el camino al infierno”
_ No confíe en las apariencias, muchacha, los humanos no tienen piedad con los pájaros esto lo sabe el mismísimo señor que nos alumbra. Ya volverá y hará con nosotras toda clase de jugarretas, los humanos aman la tortura, mi querida, porque prolonga el sufrimiento de la criaturas frágiles como nosotras, matar ya no le alcanza a la humanidad, acaso puede discutirme eso?-
No claro que no – respondió la recién llegada admitiendo la contundencia de los argumentos de la anciana.
– Estas pobrecitas ya ni hablan esperan pasivamente la muerte, han perdido hasta la voluntad de la queja. –
Yo jamás me callaría se encrespó la pluma nueva.
Eso habla bien de Ud. Ojalá encuentre la forma de que alguna buena ráfaga la libere en un descuido cuando la mucama abra los ventanales, ella afortunadamente es indiferente a nuestra existencia.
La plumita respiró aliviada su hipótesis de la confabulación familiar había quedado disipada.
Exhausta se quedó dormida.
2º Sueño de la Pluma”
Lo primero que vio fue la habitación en penumbras de una niña, luego escuchó que una criatura que no parecía de este mundo estaba sentada en la cama hablando con la pequeña- imaginó que seria Alguna imagen fantasmal o la mismísima Circe impartiendo sus directivas para ayudarla a llevar a cabo el hechizo.
Pero fue grande su sorpresa cuando vio una a un gris ruiseñor gorjeando las tristes baladas del jardín de la muerte, en verdad al acercase mas la pluma vio que el pequeño ruiseñor apenas sobresalía de un enorme libro de cuentos que la pequeña acariciaba sin cesar –
– Tú le devolviste la vida al emperador ¿Por qué? – preguntaba la pequeña.
El ruiseñor gorjeo- Sólo fue para que comprendieras que la vida es más apreciable que la corona y que los sueños de un pájaro no caben en los palacios de la tierra.
La niña se echó a llorar.
– Soy muy infeliz pequeño ruiseñor-
– Porque vives en el palacio de la tierra y la tierra se hunde ante el peso de los soberanos-
-No- contestó la niña- Porque no creen en lo que digo. Bien sabes como se burlan de mi cuando junto plumas. Ellos dicen que sueño tonterías y no cumplo con los deberes.
– El único deber es tu felicidad-contestó el ruiseñor
– Me dicen que mi cabeza no está bien,con nadie puedo hablar de mi secreto.
Y la niña siguió murmurando y finalmente se quedó dormida sobre la estampa del ruiseñor.La pluma estaba conmovida: de modo que la pequeñita sólo las coleccionaba para poder volar.
Corrió en su sueño para contárselo a las demás, pero una fuerte ráfaga la despertó; las ventanas que daban del comedor al jardín estaban abiertas de par en par y el viento zumbó colándose entre las cortinas un viento de tormenta hizo temblar la araña y tambalear al jarrón que terminó cayendo contra el algarrobo pulido de la mesa y estallando en mil pedazos, las plumas revolotearon sin rumbo por el recinto, algunas por ventura salieron por la ventana, otras fueron, como la pluma anciana, simplemente barridas por la mujer que hacía la limpieza.
Pero ella que había escuchado el sueño de la niña voló donde el viento la llevara pregonando su anhelo.
El coro de los vientos aún transmite el mensaje:
– Cuando junte suficiente plumas volaré con las alas de los pájaros y tendré el itinerario de los vientos.
Epílogo
Una mujer sueña su sueño la contempla Céfiro y el dios de las alas de plata, las plumas de todos los pájaros que han muerto vuelan hacia ella y la cubren de un manto de plumaje multicolor.
Entonces la mujer levanta vuelo en la noche color de amapola, gime de dolor y de placer, por fin se detiene ante el canto de las esferas que le anuncian el retorno de lo eterno.
Na última quinta-feira (18), o programa ‘Júnior Mosko Revela’ deu início a mais uma temporada, celebrando 15 anos de sucesso. Reconhecido por sua linguagem limpa, acolhedora e acessível a todas as idades, o programa se consolidou como uma das produções mais longevas do entretenimento regional, exibido na TV Com Sorocaba, na TV Brasil e também em seu canal oficial no YouTube.
‘Programa Júnior Mosko Revela’ – Com cenário renovado e plateia – Foto Divulgação
Nesta nova fase, o público foi presenteado com um cenário totalmente renovado e a grande novidade da temporada: a presença de plateia ao vivo, proporcionando ainda mais interação e proximidade entre o apresentador, os convidados e os espectadores.
Teresa Baddini e Júnior Mosko – Foto Divulgação
A estreia foi marcada pela participação da cantora Teresa Baddini, artista sorocabana que vem construindo uma carreira sólida e inspiradora. Sua trajetória é marcada por talento, sensibilidade e perseverança, enfrentando desafios e consolidando-se como uma das vozes mais expressivas da cena musical local.
Com influências que transitam entre a música popular brasileira e a música internacional, Tereza se destaca por interpretações emocionantes e pela capacidade de transmitir verdade em cada canção. Mais do que uma cantora, ela representa a luta e a força da mulher brasileira que transforma obstáculos em arte.
Ao longo de 15 anos no ar, o ‘únior Mosko Revela’ já recebeu personalidades da cultura, da política, do esporte e das artes, sempre preservando sua marca registrada: entrevistas conduzidas com respeito, profundidade e um olhar humano sobre cada convidado. O apresentador Júnior Mosko mantém o compromisso de levar ao público não apenas entretenimento, mas também histórias inspiradoras que conectam gerações.
O programa segue em exibição diariamente às 11h e às 23h, sendo transmitido pela TV Com Sorocaba e pela TV Brasil, além de disponibilizar as entrevistas completas no YouTube, ampliando o alcance e possibilitando que novas audiências conheçam o trabalho.
Com cenário renovado, plateia presente e convidados de destaque, a nova temporada reafirma o espaço de ‘Júnior Mosko Revela’ como um palco para grandes histórias e encontros memoráveis.
Edital de Abertura de Inscrições para Concessão de Títulos de Nobreza
Logo da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente
AUGUSTÍSSIMA E SOBERANA CASA REAL E IMPERIAL DOS GODOS DE ORIENTE
Edital de Abertura de Inscrições para Concessão de Títulos de Nobreza
O Chefe da Augustíssima e Soberana Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente, S.A.R.I. Príncipe Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, no uso de suas atribuições, torna público que estão abertas as inscrições para os interessados em pleitear a concessão de Títulos de Nobreza outorgados pela referida Casa Real e Imperial, observadas as disposições a seguir:
Art. 1º As inscrições destinam-se àqueles que desejarem pleitear um Título de Nobreza da Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente.
Art. 2º Os interessados deverão encaminhar currículo ao Chefe da Casa Real e Imperial, S.A.R.I. Príncipe Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, para análise e deliberação.
Art. 3º Os currículos serão avaliados pelo Conselho de Família dos Príncipes Guardiões e Protetores da Coroa Real e Imperial da Gothia, sendo a concessão da honraria condicionada:
I – À prévia aprovação do Conselho;
II – Ao pagamento da respectiva taxa de chancelaria.
Art. 4º Os títulos de nobreza concedidos pela Casa Real e Imperial constituem bens imateriais e históricos, destinados a galardoar personalidades que se distinguem em seu meio social, exemplificando méritos e virtudes incomuns.
Art. 5º São requisitos para a candidatura:
I – não estar respondendo a processo criminal;
II – possuir bom testemunho e conduta ilibada;
III – manter convivência familiar e social harmoniosa.
Art. 6º As informações e esclarecimentos adicionais deverão ser solicitados diretamente a Dom Alexandre Camêlo Rurikovich Carvalho, Chefe da Casa Real e Imperial dos Godos de Oriente.