Soldado Wandalika Imagem criada por IA do Grok – 17 de setembro de 2025, às 15:15 PM
…Sobreviver aos caos da vida Permanecer inspirado para trilha Lutar sem perder a essência
Ser poeta Ser artista
Atravessar as circunstâncias Vencer a fome usando a escrita ou a voz em melodias Sobreviver as lutas Trabalhar o dia todo chegar tarde em casa Sentindo a exaustão Depois da janta vem o sono interpela a inspiração Levantar a alma inundar-se a cada composição
Ser poeta Ser artista
Levando levando Camuenho camuenho Caminhando devagar Orar a Nzambi até o sol raiar Conectar-me com minhas almas em mundos distintos Unir destinos viver pelo que se ama Falar para mudança Ser poeta Ser artista
Marcus Hemerly: ‘Último Tango em Paris: Uma jornada de escapismo’
Cinema em Tela – Último Tango em Paris: Uma jornada de escapismo
Quando Marlon brando faleceu em 2004, muitos cineastas, críticos e profissionais de cinema manifestaram suas lembranças associadas à obra daquele que ainda é considerado o maior ator de todos os tempos. Filmes marcantes como ‘O pecado de todos nós’ e ‘O poderoso chefão’ foram citados, rememorando atuações icônicas e roteiros envolventes. E dentre eles, Arnaldo Jabor de maneira pertinente, lembrou-se da cena de ‘Último tango em Paris (1972), na qual o personagem de Brando traça um diálogo, em verdade, verte uma despedida catártica tom monologal com a esposa morta. A expressão aparentemente insensível, petrificada, tal como o cadáver disposto entre flores e preparado em necromaquiagem.
No entanto, as nuances emotivas pontuadas por extremos são uma sinfonia orquestrada na face de um mestre; sofrendo e odiando-a por ter fenecido. Por certo, o filme não é lembrado apenas por esta passagem, ou pelas cenas de sexo que levaram a boicotes, indiciamentos criminais e censura, ao mesmo tempo em que despontou como sucesso de público e crítica.
Na trama, em uma típica tarde nublada parisiense, os contornos gris unem os caminhos de Paul e Jeanne. Interessados em alugar um apartamento, ele; tentando fugir de sua realidade, ou, de seu despedaçar; ela, de certa forma insegura diante do seu casamento iminente, entrega-se à proposta de paul: encontrarem-se naquele apartamento, que será, a partir de então, seu mundo. Sem nomes, sem acontecimentos de fora, apenas compartilhando momentos ou um silêncio cúmplice.
Naquela cápsula de tijolos, mesmo sem trocar informações sobre o seu passado, se despem emotiva e fisicamente um ao outro. Desde incursões sexuais, até violências psíquicas e físicas, o inesperado casal agregado de forma clandestina pelo destino aos poucos embarca numa viagem sem rumo ou previsão de chegada, de mãos dadas e olhos cerrados pela nau dos insensatos (ou corajosos).
O filme é notório por várias polêmicas, desde a maneira peculiar de filmar de Bertolucci, consagrado por títulos como ‘1900’ e ‘Cinema Paradiso’, até a famosa cena da manteiga, que por muitos anos supostamente teria sido verdadeira, na qual a personagem de Marlon Brando simula sodomia com Maria Schneider.
De fato, ainda que não tenha havido intercurso efetivo, soube-se que a cena e suas implicações não haviam sido previamente acertadas, de modo que a reação, surpresa e violação quase literal de Schneider, lamentosamente, são reais. Agressividade humana, covardia, impetuosidade e sentimentos conflitantes são explorados de modo intenso a fim de indicar o grau de egoísmo como mecanismo de defesa, normalmente quando contraposto a uma situação de trauma.
De um lado, o viúvo rude e de sentimentos intransponíveis não entende a razão do suicídio de sua esposa, mola propulsora a seu rompante de autopunição e revolta dirigida a seu derredor, fetichizada em sua nova companhia, Jeanne. De outro giro, a jovem que tenta se agarrar a um resquício de inocência, vê na figura quase paternal, ao menos aparentemente, uma possibilidade de experimentação. Aos poucos, os jogos conscientes e inconscientes causam sentimentos de afago e sevicia quase concomitantes.
Em 1972, data da première da produção, é possível entender o burburinho causado pelas cenas picantes entre Brando e Schneider. À época, os controversos ‘Calígula’ e ‘Império dos Sentidos’, primeiros filmes não designados ao circuito pornográfico a exibirem cenas explícitas ainda não haviam sido produzidos, e mesmo posteriormente inseridos no circuito de cinema de arte e composição de elenco consagrado, despertariam grande interesse de público.
O mundo ainda flutuava entre o cinema exploitation de extremos gráficos pontuais e o florescer de comédias, bem como policiais com temática erótica estadunidense, a partir da relativa liberalidade da era pós Código Heys, que regulamentava o conteúdo das atrações americanas. Ainda que a sexualidade na sétima arte remonte, quase que de forma paralela à invenção do cinetoscópio, lembremos as seletas stag parties do início do século 20, a questão ainda era um tabu nos anos 70. E, quem sabe, ainda o é nos dias de hoje.
A famosa crítica de cinema novaiorquina Pauline Kael, chegou a classificar O último tango… como o mais poderoso filme erótico já feito, dentre outros encômios em sua introdução à edição comentada do roteiro, posteriormente novelizado pelo autor Robert Alley. Trata-se de um romance bem escrito e relativamente fiel ao material original, alterando apenas algumas análises quanto às motivações dos personagens e estendendo ou omitindo pequenas sequências.
Passadas cinco décadas de sua estreia na noite de encerramento do New York Film Festival, em 14 de outubro de 1972, o filme permanece forte, ainda que não tanto pelas polêmicas, que ainda reverberam, mas pela qualidade interpretativa e coragem do roteiro assinado por Bertolucci e Franco Arcalli. Num misto de desvelar voluntário de fantasias, infligir de dor – a si, ou a outrem – como forma de escapada da realidade, as nuances psíquicas cotejam uma moldura sofistica à história. Se o poder de chocar é facilmente levado a efeito, o fascínio decorrente certamente demanda maiores atrativos, e isso é o que vemos a cada revisão da obra.
Solenidade acadêmica na Câmara Municipal de Niterói (RJ)
A FEBACLA realizou no dia 12 de setembro de 2025, às 15h, uma belíssima solenidade acadêmica no plenário da Câmara Municipal de Niterói (RJ)
Solenidade realizada pela FEBACLAna Câmara Municipal de Nierói (RJ)
A cerimônia foi entremeada por instantes de intensa emoção, elevando-se ao ponto culminante com a outorga do Título de Doutor Honoris Causa em Ciências da Cultura, Arte e Luta aos veneráveis mestres de capoeira
A Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA), presidida por Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho, realizou no dia 12 de setembro de 2025, às 15h, uma belíssima solenidade acadêmica no plenário da Câmara Municipal de Niterói (RJ).
O evento reuniu diversas personalidades ligadas à cultura, às artes e à literatura, que foram homenageadas com distintas condecorações do sodalício acadêmico da FEBACLA.
Na ocasião, foram outorgadas as seguintes honrarias:
• Posse de novos acadêmicos;
• Medalha Comemorativa Alusiva ao Bicentenário de Nascimento do Poeta Bernardo Guimarães;
• Comenda do Mérito Científico Galileu Galilei;
• Comenda Cidade Maravilhosa de Belas Artes, Letras e Ciências;
• Comenda Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro;
• Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura;
• Comenda Paladino da Educação Brasileira;
• Títulos de Doutor Honoris Causa.
A cerimônia foi entremeada por instantes de intensa emoção, elevando-se ao ponto culminante com a outorga do Título de Doutor Honoris Causa em Ciências da Cultura, Arte e Luta aos veneráveis mestres de capoeira. Em gesto de igual nobreza, prestou-se tributo à inesquecível Professora Juramir Martins Ferreira, cuja memória foi honrada com a ‘Moção de Honra ao Mérito’ (Homenagem Póstuma), entregue em ato de profunda reverência a seus filhos, Ismael Vicente Ferreira Junior e Ismail Vicente Ferreira, que receberam a distinção como símbolo da perenidade de seu legado e da imortalidade de sua contribuição à cultura e à educação.
A mesa de honra foi composta pelas seguintes personalidades:
• Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho – jornalista, filósofo, historiador, produtor cultural, acadêmico benemérito e efetivo da FEBACLA, diretor do Centro Sarmathiano de Altos Estudos Filosóficos e Históricos e presidente da FEBACLA;
• Duquesa Claudia Lundgren – poetisa, escritora, assessora especial da presidência da FEBACLA, delegada cultural da instituição em Teresópolis/RJ, chanceler da Embaixada Cultural da Paz no Estado do Rio de Janeiro e acadêmica benemérita e efetiva da FEBACLA;
• Marquês Pedro Jardim, Mestríssimo Asinha – poeta, Comendador da Cultura Popular Brasileira, Acadêmico Internacional da FEBACLA e Embaixador da Capoeira no Brasil;
• Condessa Ligia Helena Carvalho – poetisa e escritora, produtora cultural, embaixadora cultural da paz, apresentadora e produtora do DOM SARAU, delegada cultural da FEBACLA na cidade de São Gonçalo e Acadêmica Internacional da FEBACLA;
• Elzo Martins de Freitas – vereador da cidade de Caratinga/MG, representando o Dr. Giovanni Correa da Silva, prefeito de Caratinga.
O cerimonial foi dirigido com maestria pela Acadêmica Drª Katia Valladares.
A Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA), fundada em 25 de abril de 2012, consolidou-se como uma das mais respeitadas instituições culturais do Brasil. Sua missão é estimular e promover a cultura, as ciências sociais e as artes, além de zelar pela valorização do idioma e das letras.
O propósito maior da FEBACLA é reconhecer e dar visibilidade àqueles que se destacam no cenário cultural, tendo como critérios fundamentais o talento, a criatividade, o empreendedorismo, o respeito, o companheirismo e o apoio à cultura.
Mais do que um símbolo de êxito pessoal, a FEBACLA se coloca como uma instituição dedicada a honrar, valorizar e premiar os acadêmicos das Ciências, Letras e Artes, perpetuando a memória e a relevância de suas contribuições para a sociedade.
Dom Alexandre da Silva Camêlo Rurikovich Carvalho Presidente da FEBACLA
Livro sobre as Diretas Já! será lançado no dia 22 de setembro
Capa do livro ‘Esboço da Democracia: A Charge de Glauco e as Diretas Já!
No próximo dia 22, nas dependências da Universidade de Sorocaba (Uniso), dentro da programação do Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultura (EPECOM) será lançado o livro Esboço da democracia: a charge de Glauco e as Diretas Já!, dos autores Carlos Carvalho Cavalheiro e Paulo Celso da Silva.
Da esquerda para a direita, Paulo Celso da Silvae Carlos Carvalho Cavalheiro
O livro analisa as charges produzidas pelo cartunista Glauco José de Góes para o jornal Cruzeiro do Sul com a temática da campanha pelas Diretas Já!, movimento que pretendia o retorno da democracia e da escolha direta do eleitor para presidente da República. A instauração da Ditadura Civil-Militar (1964 – 1985) suspendeu o direito de voto direto. A campanha de 1984 buscava o retorno do voto direto.
O livro surgiu das reflexões dos autores na disciplina de Doutorado em Comunicação e Cultura: Carlos é doutorando e Paulo é seu orientador. Dessas reflexões, perceberam a riqueza da produção de Glauco, especialmente durante a campanha pelas Diretas.
A ideia inicial era publicar o texto em forma de livro. Porém, diante da riqueza de materiais, a proposta foi abandonada para dar lugar a um livro que conta ainda com depoimentos de Mário Barbosa Mattos (hoje, com mais de cem anos de vida), Iara Bernardi, Pedro Cadina, Paulo Francisco Mendes, Hamilton Pereira e do próprio Glauco de Góes.
O livro traz um preâmbulo sobre a movimentação pelas Diretas em Sorocaba e, depois, faz a análise de charges selecionadas.
O lançamento está previsto para às 17h do dia 22 de setembro de 2025, na Biblioteca Aluísio de Almeida, na Uniso, campus Raposo. Rod. Raposo Tavares, km 92,5 – Vila Artura – Sorocaba (SP). O preço do exemplar é R$ 25,00.
Associação Fazendo Arte apresenta nova diretoria e anuncia grandes projetos para 2026
Logo da Associação Fazendo ArteAssociação Fazendo Arte apresenta nova diretoria
A Associação Fazendo Arte, referência cultural e social em Sorocaba, acaba de dar mais um importante passo em sua trajetória de crescimento. Em reunião especial realizada neste sábado, a instituição recebeu novos diretores que passam a integrar sua diretoria e apresentou um conjunto de projetos que irão movimentar a cidade em 2026.
O novo quadro de diretores ficou definido com os nomes: Daniel Victor, Júnior Mosko, Ditinha Morena, Madalena Silva, Joice Siqueira, Adriano Pereira, Dré Santos, Matheus Felipe Max, Ana Beatriz, João Carlos, Ivy Sobral, Fabeo, Lauder Kampos, José dos Santos, Marielly Ideriha e Fellipe Suira.
Mais do que ampliar sua diretoria, a Fazendo Arte reafirma seu compromisso com a inclusão, a formação artística e a transformação social por meio da cultura. Reconhecida pelo seu trabalho sério e consistente, a associação tem se destacado pela diversidade de ações que abraçam diferentes públicos, faixas etárias e necessidades sociais.
Novos projetos anunciados para 2026
Durante a reunião, a diretoria apresentou iniciativas que prometem impactar a comunidade:
• Projeto Capoeira – voltado para o bairro Santa Bárbara, une esporte, cultura e disciplina, resgatando valores da tradição afro-brasileira.
• Projeto Utilidade Pública – desenvolvido em empresas, de forma lúdica, com temas como prevenção de acidentes, doenças sexualmente transmissíveis, uso de EPIs e contabilidade doméstica.
• Mostra de Artes Cênicas – programação de quatro meses, sempre aos sábados à noite, na sede da associação, oferecendo espetáculos de qualidade à população.
• Expansão do Projeto Libras – amplia o atendimento a pessoas surdas, promovendo acessibilidade e inclusão.
• Expansão do Projeto Ponto Cego – dedicado a pessoas cegas e de baixa visão, garantindo acesso à arte e à cultura.
• Programa de TV Fazendo Arte – há 15 anos no ar, ganha mais um quadro especial, reforçando seu papel na difusão cultural.
• Passeios Culturais – visitas a espaços artísticos, museus, teatros e pontos históricos.
• Projeto Nós em Cena – passa a acontecer nos quatro cantos da cidade, democratizando ainda mais o acesso ao teatro.
• Reality ‘A Cena’ – iniciativa inédita para incentivar e valorizar as artes cênicas em formato moderno e interativo.
• Projeto Abracadabra – teatro para iniciantes, com foco em crianças e adolescentes.
• Projeto 60+ – atividades artísticas voltadas à terceira idade, promovendo integração e valorização da experiência de vida.
• Múltiplas Linguagens – espaço de encontro de diferentes manifestações artísticas, como teatro, dança, música, literatura e artes visuais.
A força da Fazendo Arte
Com uma trajetória sólida, a Fazendo Arte conquistou reconhecimento pelo seu trabalho inclusivo e pelo impacto social que gera na comunidade. A associação acredita que a arte é um instrumento transformador e, por isso, investe em projetos que unem formação, inclusão e cidadania.
A liderança de Júnior Mosko
À frente da associação está Júnior Mosko, artista, diretor e produtor cultural com forte atuação em Sorocaba e região. Mosko é reconhecido por sua dedicação às artes cênicas e pela capacidade de transformar ideias em ações que alcançam diferentes públicos. Sob sua liderança, a Fazendo Arte se consolidou como uma instituição séria, inovadora e essencial para o fortalecimento cultural da cidade.
Com a chegada da nova diretoria e os projetos anunciados, a Associação Fazendo Arte mostra que segue crescendo e se reinventando, reafirmando sua missão de levar arte, inclusão e esperança para cada vez mais pessoas.
Marta OliveriImagem criada por IA do Bing – 15 de setembro de 2025, às 15:47 PM
Subversión absoluta y no lo he dicho yo lo dijo aquel poeta del verbo milenario ,
“Porque los últimos serán primeros y los primeros últimos”
y el cielo caerá en lluvia estelar sobre las ciénegas para dar consuelo al lodo elevándolo a la escala de las torres celestes,. lodazales y selvas de estéril certidumbre,
Todo habrá de subvertir por voluntad del verbo voluntad inaudita de otra cordura humana que hoy espera entre rejas y correas asépticas.
Una peregrinación de locos, de brumas del presente una infinita peregrinación de harapos e inocencia, de espejismos y sueños guiarán la nueva historia de lo no sucedido.
Allí donde está la corona del escarnio, pero también el cetro intangible del bálsamo
Y ya no habrá liturgias de jerarquías pródigas, no más amos del altar benevolente subversivos en orden perfecto de lo inverso clamor que hoy es silencio dolor en fin, costumbre del sufriente.
Y los poros de la tierra se abrirán a los ríos de los sueños del hombre porque humano es ser uno y en otredad el mismo un registro sensible que percibe la espiga, la libélula el tormento del mar la paz del éter.
Habrá para el hermano una cuna de estrellas donde hoy llora perplejo el niño despojado de su pequeño templo en súbito derrumbe.
Una cuna nupcial para la nueva alianza la razón abrazando el corazón del hombre..