Ares de primavera

Soraya Balera expõe telas na Câmara Municipal de Sorocaba com o tema Ares de Primavera

Uma das telas da mostra : Sopro da vida
Tecnica: óleo sobre painel
Uma das telas da mostra: ‘Sopro da Vida’ – Técnica:
óleo sobre painel

“Banho-me nas bolhas tocando minha pele e transformando-as na suave brisa criativa. Transmuto o medo através das pontas de meu pincel que dança em formas e cores, dando vida, criando amores.” (Soraya Balera)

Soraya Balera
Soraya Balera

Do dia 15 ao dia 30 de setembro de 2025, o saguão ‘Salvadora Lopes’, da Câmara Municipal de Sorocaba, recebe a mostra Ares de Primavera, da artista plástica Soraya Balera.

Natural de Itapetininga (SP), e radicada em Sorocaba (SP), Soraya Balera é uma artista plástica autodidata. Ainda criança, trazia dentro de si um sonho: desenhar e pintar! Folheava as revistas de sua mãe, desenhando as formas e expressões que ali havia.

Na fase adulta começou o despertar da artista. Amava contemplar o céu e toda natureza a sua volta. Nos sonhos noturnos, também contemplando as estrelas, as flores e toda a natureza que iriam fazer parte da inspiração para a criação de seus trabalhos artísticos.

Suas obras, em óleo sobre tela, retratam a essência dos sonhos noturnos em conexão com a vida real. Sua pintura, além dos elementos da natureza, tal como flores e animais, também explora temas de cunho esotérico, xamânico e mitológico.

Telas além-fronteiras

Soraya já expôs seus trabalhos no exterior, em países como Noruega e Suíça. Em Sorocaba, participou, e foi homenageada com outras artistas, de uma mostra referente ao Dia Internacional da Mulher, na Câmara Municipal, com uma releitura da artista mexicana Frida Kahlo. Em mostras solo, partipou da Feira de Artes Plásticas, Biblioteca Municipal de Sorocaba, Shopping Pátio Ciâne e Espaços Terapêuticos em Sorocaba.

Reconhecimento

Seu talento na pintura tem sido reconhecido, sendo nomeada como Embaixadora de Arte da América pela Universidade de Piura (Peru) e empossada como Acadêmica Internacional da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA.

Tema da mostra

A mostra Ares da Primavera reúne 10 quadros, cada um, cujo preparo demandou de uma semana até três meses. Sobre a primavera, como estação escolhida para a mostra, Soraya declara, com o enlevo de uma grande artista: “É nela que minha alma conversa com o Sol, com as flores, com tudo que há de belo. As variedades de flores que iluminam meu jardim na criação artística é o que me faz feliz. É a estação que ilumina minha vida”.

O que o público vai encontrar na mostra

“Espero que as pessoas encontrem o amor que foi registrado em cada pincelada, em cada mistura de cores. Que levem e passem adiante as boas energias que puderam sentir em minhas obras expostas no saguão da Câmara Municipal de Sorocaba”, conclui Soraya Balera, com um brilho nos olhos, próprio de quem respira a arte como o oxigênio da alma.

Redes sociais de Soraya Balera

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Inconsciente rubro

Ella Dominici: Poema ‘Inconsciente rubro’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing – 12 de setembro de 2025, às 09:13 PM

A coerência é o porte da placidez
na face, no íntimo do pensamento
esta sabedoria refletida fluidez
é fleuma nos olhos, em lábios unguento

o ser discorda se inflama, insensatez
no estremecer das orlas em fomento
nudez da foz – consciência triz de lucidez
Fereza nas reações doridas é alimento

às rédeas do desejo enrustido bem guiadas
por homem que guia cavalos- carruagem
e insiste em cavalgar ardências espraiadas

amor musicaliza sensores de linguagem
paixão que dribla, deixas insaciáveis
da imponente consciência em chantagem

Ella Dominici

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A vida é, simplesmente!

Paulo Siuves: ‘A vida é, simplesmente!’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem criada por IA da Meta - 11 de setembro de 2025, às 10:22 PM
Imagem criada por IA da Meta – 11 de setembro de 2025,
às 10:22 PM

Os pais nunca têm o mesmo bebê duas vezes:
a cólica da madrugada é trocada por papinhas,
os primeiros sons estalam — e já brotam dentes,
o engatinhar orgulhoso tropeça
num passo incerto
que tenta ficar de pé.

O tempo não pede licença:
passa,
leva,
muda.

E nós, atordoados, perguntamos —
o que é a vida?

Talvez um abraço que salva a tarde
ou o cheiro de café que devolve a infância;
talvez uma casa de tijolos cansados,
um carro comprado com suor,
ou a joia que guarda um rosto no metal frio.

Há quem a veja no detalhe mínimo:
um vestido esquecido no armário,
um prato antigo que abre feridas de saudade.
E há quem prefira conceitos:
liberdade, saúde, paz de domingo,
o amor — linha invisível costurando dias.

Para mim, a vida é trilho de trem:
o pé atrás carrega o peso da experiência,
o pé à frente adivinha o horizonte,
e, entre um e outro,
esse breve equilíbrio,
esse agora que arde na palma.

O passado é retrovisor:
um lampejo,
consultamos e seguimos.
O futuro é ensaio:
listas rabiscadas,
sonhos em papel amassado.

Mas tudo, tudo acontece aqui:
enquanto pensamos no amanhã,
o hoje se consome como vela;
enquanto apertamos o ontem,
o hoje se solta como fumaça.

Planejar é preciso, sim:
quem planta hoje, colhe corpo e companhia;
quem estuda, desenha o ofício;
quem ama, constrói abrigo.
Mas o lápis só risca o contorno
se a mão se move no agora.

Eis o vaivém:
um casal renova votos — raiz, instante, desejo;
uma família ri no Natal — ontem, hoje, esperança.
Flores murcham,
juventude abranda o passo;
os pais, antes sinônimo de colos,
agora precisam dos nossos braços.

É nessa dança que mora a beleza —
e a dor —
de viver.

Talvez seja isso:
vida é mistura de retrovisor e horizonte,
de chegada e despedida,
tempo correndo nas faces
e na pele das mãos
que se encontram
e depois… desatam.

No fim,
é simples:
a vida é o tempo que passa,
a mudança inevitável do que amamos.
Acho que a vida é,
simplesmente!


Paulo Siuves

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Coragem é sentir

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Coragem é sentir’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA da Meta - 11 de setembro de 2025, às 09:51 PM
Imagem criada por IA da Meta – 11 de setembro de 2025, às 09:51 PM

Não é coragem andar armada, fria,

com olhos duros como a multidão.

Coragem é sentir — e ainda em agonia,

oferecer o peito em devoção.

Ela amou até quando a alma ardia,

até quando a carne pedia não.

Foi flor no deserto, foi calmaria,

foi cais mesmo sem ter direção.

Os valentes da cidade se escondem

atrás de códigos, aço e rancor.

Mas ela segue, mesmo quando a rompem,

e faz do sangue a tinta do amor.

Pois quem sente é quem muda o mundo.

O resto vive, mas morre no fundo.

Clayton Alexandre Zocarato

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Considerações sobre texto literário

Renata Barcellos: ‘Considerações sobre texto literário’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
Renata Barcellos - Arquivo pessoal
Renata Barcellos – Arquivo pessoal

A última semana foi de polêmicas no cenário cultural e político. Estou acompanhando nas redes sociais as diversas posições e argumentos utilizados. Quanto ao último, sou avessa a discussões desta natureza. Já, no que se refere a primeira, enquanto professora, pesquisadora e escritora, sinto-me no dever de tecer algumas considerações.  Antes disso, ao me reportar a alguns pesquisadores sobre o fato, parte deles declararam não ter conhecimento da ‘frase do momento’: “ITAMAR, ERNAUX E FERRANTE SÃO INTERESSANTES, MAS NÃO LITERATURA” (Aurora Bernardini). Como?  Diversas considerações foram e estão sendo tecidas nas redes sociais.                                                                                                                                       

       De acordo com Claudio Daniel (poeta, romancista, crítico literário e professor), Aurora Bernardini (professora aposentada da USP e tradutora renomada de italiano, inglês e russo) é uma “das mais respeitáveis vozes da crítica literária, tradução, ensino e pesquisa da literatura em nosso país, com imensa contribuição no ensino universitário, na tradução de autores russos e italianos, como Khlébnikov e Ungaretti, além de sua importante lista de publicações – artigos, livros, ensaios. É possível concordar ou não com as suas recentes opiniões publicadas em um jornal de São Paulo (eu concordo em gênero, número e grau), mas destratá-la com ironias mesquinhas nas redes sociais é desprezível e revela apenas a ausência de argumentos de quem nāo está habilitado a participar de um debate de ideias serio.                                                                                         

        No fundo, revela a fragilidade daqueles / daquelas que se sentiram atingidos, por saberem que os seus escritos têm pouca qualidade estética, ainda que sejam indicados em listas de semifinalistas de concursos viciados, que há muito tempo não se preocupam com a qualidade da escrita. Embora desnecessária, deixo registrada aqui a minha solidariedade a Aurora Fornoni Bernardini”.  Entrevista com o crítico literário disponível em: https://www.youtube.com/live/Ie0yIErAWSA                                                                      

        A partir de toda minha formação acadêmica e prática pedagógica da Educação Básica à Superior, destaco algumas questões: ao privilegiar o conteúdo em detrimento da forma, a literatura contemporânea seria de ‘qualidade inferior’? Será o problema COMO se escreve ou FORMA que se lê. Esta ratificada por pesquisas quanto ao mau desempenho de competência leitora e escrita. Assim, fica o questionamento: o texto foi mal redigido ou o leitor não tem ‘maturidade’ para lê-lo? Sendo isso ou não, o fato é, segundo Teresa Silvestre: a literatura é “sempre guerra. Guerra com as palavras, que nunca se deixam domar; com as ideias, que resistem ao contorno; com as estruturas, que se fecham e se abrem ao mesmo tempo.  E, mesmo quando julgamos ter terminado uma frase, um período, um texto, o combate apenas se suspende — para logo recomeçar”.                                                                                

           Outra questão a ser refletida: urgência da discussão teórica das fronteiras: literário e não literário, crônica jornalística e literária, artes plásticas e poesia visual, crônica jornalística x literária… Sabe diferenciá-los?                                                                                   

        Ao longo da historiografia literária, vale ressaltar quantos autores foram cancelados, apagados… e, na contemporaneidade, como ainda o são. Conforme Ezra Pound: Literatura é “novidade que permanece novidade”. Dessa forma, cabe dizer que o ‘Mercado’ é o principal balizador. O escritor precisa ‘entrar no circuito’ para ser visto… Para isso, precisa ser editado por uma grande editora, a fim de colocá-lo em destaque na imprensa, nas vitrines das livrarias, nas festas e concursos literários. Tudo isso compõe o Sistema Literário.  

Quem são e qual a formação dos ‘profissionais que selecionam quem será editado por uma grande editora? Ao eleger um grupo de autores e obras como mais conhecidos, outros serão excluídos do circuito. Dessa forma, a visibilidade de determinadas obras (e seus autores) está relacionada à invisibilidade de outras. Ao longo dos séculos e das escolas literárias, quantas obras e autores foram e ou estão ‘cobertos pelo manto’ da invisibilidade? Cada vez mais, isso me faz refletir sobre o papel da crítica literária, dos jornais literários cujo espaço era destinado a diversas questões literárias: jornalismo x ficção, prazer e reflexão, resenha…                                                                                 

       Para concluir esta reflexão, de tudo que li e ouvi sobre as considerações da professora Aurora Bernardini, independente do posicionamento de cada um de nós, cabe reconhecermos a urgência de uma reformulação no ‘sistema literário’, nos juris dos concursos literários, nas programações das feiras literárias, na formação dos professores e críticos, na melhora das competências leitora e escrita, na abertura e no funcionamento de bibliotecas públicas, no acesso a livros, no retorno de jornais literários de qualidade, no domínio de gêneros literários diversos…

Dessa forma, se formarmos um bom leitor, emanará um ESCRITOR. Seu texto terá CONTEÚDO E FORMA. E, assim, o nascer de textos literários e o reconhecimento de autores de boa qualidade. DIGA NÃO AO CANCELAMENTO CULTURAL!!!

Renata Barcellos

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Eu quero viver, sonhar alto

Denise Canova: ‘Eu quero viver, sonhar alto’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA da Meta – 10 de setembro de 2025,
às 17:29 PM

Eu quero viver, sonhar alto

Necessito disso, sonhos

Alimento da alma

Sem sonho, uma mulher não vive

Preciso sonhar.

Denise Canova

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Simone Borges

Autora encanta leitores com sua primeira obra infantil

Simone Borges.
Simone Borges

Simone Borges, natural de São Bernardo do Campo, viveu até os 30 anos na capital paulista e hoje chama Indaiatuba de lar.

Formada em Letras/Tradução pela UniABC e em Pedagogia pela Faveni, ela atua como coordenadora pedagógica em uma escola de idiomas e também como professora de português no Ensino Fundamental II e Ensino Médio.

Apaixonada por histórias desde sempre, Simone transformou esse amor em literatura com a publicação de seu primeiro livro: “A Tartaruguinha Alice”.

A obra nasceu de um gesto de carinho: quando seu primeiro sobrinho nasceu, ela escreveu a história para ele.

Dez anos depois, decidiu que era hora de compartilhar essa preciosidade com o mundo.

“A Tartaruguinha Alice” é mais que um livro infantil.

É um convite para olhar a vida com mais calma, cultivando amizades e valorizando as pequenas coisas, como a beleza singela de uma flor.

Com delicadeza e ternura, Simone entrega aos leitores uma narrativa que emociona e ensina, sem pressa e com muito afeto.

Agora, crianças e adultos poderão se encantar com a história de Alice, a tartaruguinha que nos lembra da importância de viver cada momento com alegria e simplicidade.

REDES SOCIAS DA AUTORA

A TARTARUGUINHA ALICE

SINOPSE

Alice e Pepita são muito amigas e companheiras, tendo a Pepita como a maior parceira das ideias de Alice.

Um dia, Alice teve a ideia de produzir um velózgrafo… o que será que aconteceu?

Um livro que fala da valorização da amizade e da importância de enfrentar juntos os inimigos… ainda que eles venham do alto.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

A tartaruguinha Alice

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira