Minh’alma de menino

Paulo Siuves: Poema ‘Minh’alma de menino’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem gerada pela IA Gemini
Imagem gerada pela IA Gemini

O seu passo tem um jeito
de apagar o meu.
Não é medo —
mas é quase,
um tropeço dentro de mim.

Você chega perto
e eu viro menino.
A orelha esquenta,
o olho foge,
para qualquer canto
que não sejam os seus olhos.

É como quando eu ficava
na porta da sala
espiando a tia bonita,
o coração feito tambor,
a garganta fechada demais
a boca sem coragem
para inventar conversa.

Você diz “oi”
e tudo o que penso
escapa pela fresta da vergonha.
Fico ali, imóvel,
meio bobo,
tentando sorrir
sem mostrar o susto.

E, no fundo, sei:
você me intimida.

Paulo Siuves

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Ethan Blake

O escritor que une sonho, inspiração e literatura infantil

Ethan Blake
Ethan Blake

De Porto Alegre para o mundo, o escritor transforma sua paixão pelas palavras em histórias que emocionam, divertem e educam.

Ethan Blake nasceu em Porto Alegre e traz na bagagem não apenas a formação em Direito e a profissão de Oficial de Justiça, mas também uma vida dedicada ao esporte, à família e agora, com brilho especial, à literatura.

Residente no Novo Xingu-RS, ele descobriu recentemente o prazer de escrever, mas já demonstra a força de quem nasceu para contar histórias.

Sua estreia literária chega com frescor e ousadia: um livro infantil que vai além de entreter.

Para Ethan, escrever para crianças é uma oportunidade de educar, inspirar e marcar positivamente a formação de novos leitores.


“Enquanto muitas histórias apenas divertem, quero criar algo que também desperte valores, sonhos e reflexões”

Ethan Blake


O autor não esconde sua ambição em dialogar com clássicos como O Pequeno Príncipe e O Menino Maluquinho.

Versátil, Ethan não se limita a um gênero.

Entre letras de músicas, roteiros para filmes e séries, e agora os livros, ele encontra inspiração em tudo o que o cerca.

Cada detalhe da vida cotidiana se transforma em insight, em poesia, em narrativa pronta para ganhar o papel.

Este primeiro livro publicado é apenas o início de uma jornada promissora.

Com sensibilidade, criatividade e uma escrita que transborda verdade, Ethan Blake inaugura um caminho literário que certamente deixará marcas, sobretudo no coração das crianças que terão em suas páginas não apenas diversão, mas também aprendizado e inspiração

REDES SOCIAIS DO AUTOR

Contos Encantadores para Inspirar e Educar

SINOPSE

Contos encantadores para inspirar e ensinar é um livro infantil repleto de histórias mágicas e envolventes onde os protagonistas são adoráveis animaizinhos.

Cada conto traz uma lição valiosa sobre amizade, respeito, coragem e empatia, proporcionando um aprendizado leve e divertido para os pequenos leitores.

Com ilustrações vibrantes e narrativas cativantes, este livro se torna uma ferramenta educativa poderosa, estimulando e incentivando valores essenciais para a formação das crianças.

Uma obra perfeita para pais e educadores que desejam encantar e ensinar ao mesmo tempo.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DO AUTOR

Livro Contos Encantadores para inspirar e educar
Contos Encantadores

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Paixão e disciplina

Carlos Javier Jarquín

‘Paixão e disciplina podem transformar vidas’

Logo da seção Ode à Competência
Logo da seção Ode à Competência
Violeta Calero Díaz possui três diplomas universitários: Bacharel em Humanidades com especialização em Teologia, Doutorado em Medicina Geral e Medicina Natural e Ortopédica e Doutorado em Zootecnia. Foto/Cortesia de Violeta Calero
Violeta Calero Díaz possui três diplomas universitários: Bacharel em Humanidades com especialização em Teologia, Doutorado em Medicina Geral e Medicina Natural e Ortopédica e Doutorado em Zootecnia. Foto/Cortesia de Violeta Calero

Vivemos em tempos desafiadores, onde o barulho e a pressa constantes parecem destruir os valores que um dia nos guiaram. É doloroso observar como gerações inteiras, desde a década de 1990 até hoje, trilharam caminhos que prometem gratificação instantânea, mas deixam cicatrizes profundas e, muitas vezes, difíceis de curar. A incerteza nos afeta a todos, mas atinge especialmente as mulheres, que enfrentam desafios invisíveis para muitos.

No entanto, mesmo em meio à tempestade, há luzes que se recusam a se apagar. São aquelas almas corajosas que, com disciplina e paixão, navegam no oceano do conhecimento digital e transformam a tecnologia em uma aliada para seu próprio crescimento e para o bem comum. Hoje, quero compartilhar a história de uma dessas luzes: a nicaraguense Violeta Isabel Calero Díaz.

Nascida no início da década de 1990, Violeta é uma exceção brilhante em um mundo onde muitos jovens buscam fama passageira ou dinheiro fácil. Desde criança, sua vida tem sido uma jornada constante de aprendizado e dedicação. Seu olhar reflete uma nobreza rara, e seu sorriso, delicado e cheio de esperança, ilumina onde quer que esteja.

Violeta Calero Díaz ejerciendo su  trabajo como ingeniera en Zootecnia. Foto: 2 de junio de 2025. Cortesía de Violeta Calero
Violeta Calero Díaz ejerciendo su trabajo como ingeniera en Zootecnia. Foto: 2 de junio de 2025. Cortesía de Violeta Calero

Conversar com ela é um verdadeiro presente. Sua sabedoria convida à reflexão profunda, e sua presença nos inspira a retomar aqueles sonhos que, por medo ou conforto, às vezes adiamos. Violeta não busca impressionar; ela vive com a convicção de que sua missão neste mundo é única e significativa. Ela nunca duvidou do que pode contribuir para a sociedade por meio de suas paixões.

Ao longo de seus 35 anos, Violeta enfrentou desafios que teriam derrubado muitos, mas sua fé e força a ergueram repetidas vezes. Hoje, com três diplomas universitários — Bacharel em Artes com especialização em Teologia, Medicina Geral, Medicina Natural e Ortopédica e Engenharia Zootécnica — e um empreendimento comercial de sucesso repleto de generosidade, ela é um exemplo vivo de que paixão e disciplina podem transformar vidas.

Violeta Calero Díaz es Doctora en Medicina General Naturó Ortopática. Foto/ Cortesía de Violeta Calero
Violeta Calero Díaz es Doctora en Medicina General Naturó Ortopática. Foto/ Cortesía de Violeta Calero

Sua história nos lembra que a juventude não é um tempo a ser desperdiçado, mas uma oportunidade de semear as sementes de um futuro promissor. Em um mundo saturado de distrações e “vírus” digitais que frequentemente danificam a mente, ela escolheu nutrir seu espírito com conhecimento, arte, espiritualidade e amor pela natureza.

A todas as jovens que, como Violeta, dedicam suas vidas ao crescimento pessoal e ao estudo, eu digo: o mundo precisa de vocês. Precisa de mulheres corajosas e independentes que, com seu esforço e seus sorrisos, espalhem esperança e luz. Sua dedicação é um ato de amor, não apenas por vocês mesmas, mas por toda a humanidade. Talvez vocês não imaginem a influência que podem ter sobre aqueles que aprendem sobre seu legado. Vocês serão o orgulho das gerações futuras. Não tenham medo: ousem realizar seus sonhos.

Não deixem que ninguém apague sua luz ou a façam acreditar que seus sonhos são impossíveis. Lembrem-se de que toda conquista exige sacrifício e disciplina, mas também é a chave que abre portas que parecem fechadas. Aproveitem cada dia para aprender, explorar novos mundos e descobrir talentos ocultos. Hoje, as maneiras de adquirir conhecimento são infinitas; Não se percam nas redes sociais, que muitas vezes intoxicam mais do que nutrem.

Vocês, jovens, são a esperança que este mundo precisa para se transformar e evoluir com transparência e amor. Tenho plena confiança de que seu legado será brilhante e duradouro. Esta mensagem, repleta de admiração e esperança, é para todos vocês que, com sua luz, embelezam esta etapa chamada vida.

Aproveitem cada momento desta jornada terrena, mas, acima de tudo, deixem marcas profundas que as gerações futuras tomarão como referência. Não deixem a vida escapar por entre os dedos, nem que a passagem do tempo deixe em vocês o gosto amargo das oportunidades perdidas. Não se deixem seduzir por prazeres passageiros que só destroem, em um mundo que, embora aparentemente inspirador, pode ser uma armadilha.

Convido vocês a refletirem sobre suas vidas e a usarem esta mensagem como luz para o seu caminho. Lembrem-se: juventude, energia, paixão e força não são eternas. Chegará o momento em que sua energia se esvai; portanto, a oportunidade de começar a escrever sua história é agora. Aqueles que não conseguem valorizar o presente viverão um amanhã preso ao que deixaram passar.

Carlos Javier Jarquín

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Autonomia profissional versus prescrição parental

Fidel Fernando

‘Autonomia profissional versus prescrição parental: uma reflexão a partir de Manana, de Uanhenga Xitu’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
Imagem criada por Ia do Bing – 27 de agosto de 2025, às 13:13 PM

A obra literária Manana (2014), do escritor angolano Uanhenga Xitu, além de literariamente rica e moralmente provocadora, oferece preciosos elementos para a análise das tensões entre tradição, modernidade e liberdade individual.

Ao relê-la para fins de pesquisa científica, destaca-se um excerto na página 22, e transcrevo literalmente:

“Aprende ofício, sobrinho! Este é arte. Não deixa pedir esmola. Teu pai ainda aí com mania de liceu, liceu, liceu, ianhi?! 4.ª classe chega bem. Depois aprende arte. Uma data de gente que anda aí no liceu, mas com mania de fonchonário são calutêiros. Não pagam as obras que a gente faz. Alguns matam as famílias com fome. A vida deles é só ter sapatos engraxado e camisa limpo. Mas em casa só comem farinha com açúcar.”

O conselho de um tio ao sobrinho, para que este aprenda um ofício, contrapõe-se à obsessão do pai pelo ‘liceu’. Este trecho espelha fielmente a realidade de muitos jovens cujos sonhos profissionais continuam hoje bloqueados pelas imposições parentais. A sociedade ainda sustenta a falsa ideia de que a única via para a realização pessoal e profissional passa pelo ensino académico formal e pela integração no aparelho do Estado. Contra esse paradigma, urge defender a autonomia e o direito de cada indivíduo traçar o seu próprio caminho.

Em Manana, Felito, personagem da obra, não é dado aos livros; chumba repetidamente no liceu. Todavia, revela interesse e talento para a carpintaria: um ofício digno e criativo. O pai, porém, insiste em empurrá-lo para o liceu, na esperança de vê-lo engravatado, funcionário público: símbolo maior da realização social para muitos. Essa lógica persiste no século XXI, quando muitos pais projectam nos filhos os sonhos que não realizaram. Queriam ter sido advogados, jornalistas, médicos ou contabilistas, e impõem essas vontades aos filhos, sufocando talentos, paixões e vocações.

Em Pais Brilhantes, Professores Fascinantes (2003), o psicólogo Augusto Cury ensina que pais controladores geram filhos inseguros e emocionalmente fragilizados. Ao prescrever o curso que o filho deve seguir, não se orienta, anula-se-lhe a identidade. Do mesmo modo, Içami Tiba, em Quem Ama, Educa! (2002), defende que educar é preparar os filhos para serem autores do próprio destino, o que requer escutá-los, respeitá-los e confiar na sua capacidade de decisão.

Nessa linha, Leandro Karnal, ao discutir a educação moderna, lembra que a liberdade é o maior presente que se pode dar a quem se ama. Isso inclui permitir que os filhos escolham seus próprios caminhos profissionais, mesmo que não correspondam às expectativas dos pais. Ao contrário do que muitos pensam, a realização profissional não depende de cargos públicos ou títulos universitários; pode emergir de um ofício artesanal, de uma paixão por ensinar ou do espírito empreendedor. Quando um pai afirma: “Quem quiser ser professor ou enfermeiro na minha casa terá de pagar com seu próprio dinheiro”, limita as opções dos filhos e força-os a seguir trajectórias que não reflectem suas verdadeiras vontades.

Com olhar crítico sobre a sociedade contemporânea, Luís Felipe Pondé, em Filosofia para Corajosos (2014), afirma que a obsessão pela estabilidade, simbolizada pelo cargo de ‘fonchonário’, revela mais medo do que vocação. Questiona-se, assim, o valor de uma vida sacrificada em nome de um status social estagnado. Nesse contexto, a fala do tio, no excerto citado, é uma advertência lúcida: Há muitos ‘ilustres’ com sapatos engraxados e camisas limpas, mas sem dignidade, sem comida em casa e sem propinas pagas para os filhos.

Assim, a valorização do ofício e do talento pessoal não é apenas uma necessidade económica, sobretudo em tempos de desemprego juvenil alarmante, mas uma exigência moral. É preciso incentivar os jovens a serem empreendedores e criadores, e não apenas candidatos a concursos públicos. É possível (e até desejável) que existam professores, marceneiros, artistas e freelancers orgulhosos da sua profissão, e não frustrados por terem sido forçados a seguir um caminho que nunca desejaram.

A leitura de Manana é, pois, ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre a necessidade de mudança de paradigma na educação e nas expectativas parentais. Os pais devem escutar, apoiar e orientar, e não prescrever. A realização autêntica só acontece quando se faz o que se ama, e isso não é um cliché: é uma verdade humana, validada por pensadores, educadores e, sobretudo, pela experiência concreta de milhares de jovens em todo o mundo.

Que a literatura continue a despertar-nos para estas verdades e que, como sociedade, saibamos acolher os sonhos dos nossos filhos, mesmo quando não se parecem com os nossos. Afinal, o sucesso não tem uniforme: pode vir de uma gravata, de um avental ou das mãos calejadas de quem faz o que ama.

Fidel Fernando

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Resiliência

José Antonio Torres: ‘Resiliência’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por IA da Meta – 27 de agosto de 2025, às 15:13 PM

A vida não é feita apenas de belos jardins, com flores formosas e perfumadas. Durante boa parte dela, temos que atravessar desertos, escalar montanhas íngremes e nadar com braçadas vigorosas para vencer as distâncias, os obstáculos e a correnteza contrária – que representam os nossos problemas e as nossas dificuldades – para alcançarmos os objetivos desejados.

Todo esse esforço não significa que serão sempre alcançados. É exatamente nesses momentos que precisamos redobrar nossas forças e determinação para recomeçar. É necessário que estejamos sempre determinados a caminhar e lutar para conseguir vencê-los. Não fomos criados para ficarmos estagnados. A vida é extremamente dinâmica, e quem se detém na caminhada e sucumbe às dificuldades, se perde em si.

A experiência adquirida e os obstáculos transpostos nos fortalecem. Essa força e essa determinação precisam ser empregadas sem qualquer esmorecimento. Que a resiliência seja a nossa catapulta diante das adversidades.

Ouviremos, ao longo da vida, palavras de desestímulo e, não raras vezes, nos momentos em que estamos mais fragilizados.

Diante das dificuldades, existem pessoas que poderão agir de formas diferentes. Haverá aqueles que se sentem derrotados, imersos em suas fraquezas e desânimo, e querem companhia para não se sentirem frustrados e derrotados solitariamente, e tentarão arrastar outros para naufragarem juntos. Haverá,
também, aqueles que alcançaram algum sucesso, mas que não querem assistir ao triunfo de outras pessoas que possam igualá-los ou mesmo superá-los. Esses são mesquinhos e sem um mínimo de fraternidade e respeito.

Por outro lado, existem os que lutam diariamente contra os medos, as incertezas, a insegurança e não se deixam contaminar nem abater diante de palavras negativas proferidas, para desistirem de caminhar, progredir e que pereçam estagnados na mediocridade de seus detratores. Esses são os vencedores!

Assim sendo, sejamos fortes e determinados a despeito de todas as contrariedades. Isso poderá incomodar os fracos, apáticos e mesquinhos, mas, por outro lado, poderá servir de exemplo e estímulo àqueles que querem reagir e não encontram ânimo. E para os mesquinhos e derrotistas, em vez de nos abalarmos com suas palavras infelizes e maledicentes, vamos demonstrar e transmitir-lhes ânimo e incentivo para mudarem a sua faixa vibratória e saírem do lamaçal existencial e das trevas em que vivem.

José Antonio Torres

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O primeiro hino à Mona Lisa

Dom Francisco de Orléans e Bragança

Suziene Cavalcante cria o primeiro hino da História da literatura mundial: epopeia à Mona Lisa de Leonardo da Vinci

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Mona Lisa
Mona Lisa – Imagem Creative Commons

A literatura mundial acaba de ganhar um marco inédito. A poeta brasileira Suziene Cavalcante assina a criação do primeiro hino já escrito à Mona Lisa de Leonardo da Vinci, transformando em poesia épica a obra de arte mais célebre da história da humanidade. Intitulado Hino à Mona Lisa de Leonardo da Vinci, o texto monumental coloca-se como uma epopeia literária sem precedentes, jamais registrada na tradição poética universal.

Uma criação inédita e histórica

Em mais de cinco séculos de fascínio que o quadro de Da Vinci exerce sobre o mundo, nenhuma tradição literária — seja europeia, americana ou oriental — havia erguido à Mona Lisa um hino poético completo, estruturado em tom épico e universal. Suziene Cavalcante inaugura, assim, não apenas uma nova obra, mas um gênero dentro da literatura contemporânea, ao transformar uma pintura em protagonista de um canto épico de escala mundial.

A epopeia da arte e do feminino

Enquanto Camões eternizou os feitos de Portugal em Os Lusíadas, e Homero exaltou guerreiros e deuses em suas epopeias, Suziene desloca o eixo da celebração para a arte e o sagrado feminino. Em seus versos, a Mona Lisa surge como ‘filha da eternidade’, ‘musa imorredoura’ e ‘rosto da humanidade’, símbolo universal que atravessa culturas, línguas e eras. Trata-se da primeira vez que um poema assume a forma de hino épico dedicado a uma obra de arte visual, elevando a pintura a estatuto de epopeia.

Um feito literário mundial

Esse gesto criativo não tem paralelo na história da literatura. O Hino à Mona Lisa de Leonardo da Vinci é, portanto, um feito inédito, pioneiro e histórico: nenhum poeta antes de Suziene ousou compor um canto monumental à obra de Leonardo, transformando seu enigma em metáfora do próprio existir humano.
Assim, a poesia brasileira inscreve-se definitivamente no panorama mundial como fonte de inovação e ousadia estética.

A Mona Lisa eternizada em poesia

Na pena de Suziene Cavalcante, o sorriso enigmático de Mona Lisa deixa de ser apenas pintura para se tornar hino universal. A obra poética inaugura uma nova tradição: a epopeia da arte. E se a Gioconda já reinava no Louvre como ícone do Renascimento, agora reina também na literatura, coroada por versos que a transformam em metáfora da vida, da eternidade e da alma humana.


📌 Conclusão jornalística:
Com o Hino à Mona Lisa de Leonardo da Vinci, Suziene Cavalcante cria o primeiro hino da História da literatura mundial dedicado à pintura de Da Vinci. Um acontecimento literário único, inédito e histórico — que insere o Brasil no mapa da criação poética universal, inaugurando uma epopeia onde o herói não é a guerra, mas a própria arte.

Dom Francisco de Orléans e Bragança  
(Empresário em Petrópolis e neto da Princesa Isabel)

Dom Francisco de Orléans e Bragança
(Empresário em Petrópolis e neto da Princesa Isabel)

Hino à Mona Lisa de Leonardo da Vinci
Hino à Mona Lisa de Leonardo da Vinci

Sobre a autora

Suziene Cavalcante
Suziene Cavalcante

Suziene Cavalcante, natural de Rondonópolis (MT), é bacharel em Direito, Letras e Teologia, policial estadual em Mato Grosso, poetisa, escritora de contos revolucionários, compositora e cantora cívica, com livros publicados em diversos segmentos: jurídico, poético-literário, ficção-romance, biográfico, contos, prosa etc.

Autora do livro ‘A História de Cuiabá em Poesia – 300 anos’.

É Embaixadora Cultural da AIAP – Academia Intercontinental de Artistas e Poetas e coordenadora do Projeto Arte Jurídica/2° Juizado TJ-MT.

Autora de hinos de várias entidades, dentre as quais, ONU; Universidade de Sorbonne, OAB Nacional, Magistratura Federal; UFR- Universidade Federal de Rondonópolis e ABL- Academia Brasileira de Letras.

É biógrafa museal de personalidades pátrias célebres, dentre as quais Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer e Dom Aquino Correia, biografias escritas no formato poético-literário-histórico.

Na senda biográfica-poética, escreveu sobre Fernando Pessoa; Juscelino Kubitschek; Cecília Meireles e a História de Rondonópolis.

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Brasil??? Não!!! Somos Brasis!!!

Renata Barcellos: ‘Brasil??? Não!!! Somos Brasis!!!’

Renata Barcellos
Renata Barcellos
III Simpósio Nacional de Confrarias e Academias de Ciências, Letras e Artes
III Simpósio Nacional de Confrarias e Academias de Ciências, Letras e Artes

Eu e Campos Filho participamos de diversos sodalícios e viajamos muito devido aos compromissos acadêmicos. Na última semana, foi o III Simpósio Nacional de Confrarias e Academias de Ciências, Letras e Artes, realizado de 22 a 24 de agosto de 2025, no Convento São Francisco, em São Cristóvão, Sergipe.

Este evento é organizado pela Confraria Sancristovense de História e Memória, presidida pelo historiador Adailton Andrade. Fomos como fundadores do BarcellArtes, âncoras do Programa Pauta Nossa, membros fundadores da Academia Olindense de Letras e diretora cultural UBE RJ (eu). Lá, fui agraciada com a Medalha Cultural Beatriz Nascimento pelo reconhecimento do meu trabalho realizado em prol da cultura e da educação. Gratidão! Fiquei lisonjeada e mais ainda pela medalha ser uma homenagem ao contributo desta estudiosa.

Maria Beatriz Nascimento foi historiadora, professora, roteirista, poeta e ativista brasileira pelos direitos humanos de negros e mulheres. Tornou-se influente nos estudos das relações raciais no Brasil após sua notoriedade em organizações acadêmicas do movimento negro. Suas obras mais notórias são o documentário Ori (1989) e artigos sobre o conceito de quilombo na História, raça, racismo e sexismo. Parabéns à organização do evento pela escolha do nome a ser homenageado na medalha!

Provenientes de diferentes cidades brasileiras, o evento teve a participação de diversos escritores (como as cordelistas Salete Nascimento e Maria Parahybana), pesquisadores (como João Love, Tancredo Wanderley e Thiago Fragata) e representantes de academias de Letras (como Raimundo Campos Filho – presidente da AOL e Francisco Moura – presidente da ACLA) e de projeto (como Estella Cruzmell idealizadora do Santa Leitura: uma biblioteca a céu aberto – completou 15 anos e tornou-se lei estadual 25.280, de 03/06/2025).

Renata Barcellos e Estela Cruzmell
Renata Barcellos e Estela Cruzmell

Ocorreu uma vasta programação: palestras, feira de livros, sessão de autógrafos, abertura da exposição Fé e cultura: procissão do fogaréu, sarau, tour com visitação aos monumentos históricos da antiga capital de Sergipe, apresentação do grupo Quebra Coco, no cortejo da Praça São Francisco até a Rua Gastronômica…

De acordo com Moura, “foi um evento de tamanha magnitude para a vida Acadêmica do nosso Brasil, quanto a minha avaliação, um evento coroado de muito êxito, uma organização perfeita, todos os idealizadores estão de parabéns, um evento que já tem todas as características de São Cristóvão, eu particularmente fiquei muito feliz, tivemos o prazer de participar com a Academia de Ciências,  Letras e artes de Columinjuba-ACLA, do Município de Maranguape Estado do Ceará, com uma comitiva de 34 membros Acadêmicos, mais feliz ainda, fui condecorado com o título de COMENDADOR, que muito me envaidece, sou muito grato pela honraria a Academia Riachuelense de Letras, Ciências e Artes-ARLA”.

Cabe ressaltar que a ACLA foi criada em 21 de junho de 1992, no Sítio Columinjuba. Local de nascimento de Capistrano de Abreu, conhecido como Príncipe dos Historiadores do Brasil (foi Membro da Academia Cearense de Letras e Presidente de Honra da ACLA de Columinjuba).

Eu e Campos Filho fomos convidados a integrar este importante sodalício como membros correspondentes, a fim de contribuir com a divulgação de seus legados: reconhecimento de historiadores em uma época que o estudo da História ainda era recluso e como patrono da historiografia brasileira foi responsável pela renovação dos métodos de investigação e interpretação historiográfica no Brasil. Gratidão, Francisco Moura!

Vale destacar que a Praça São Francisco, onde fica localizado o convento, foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 2010, por ser um conjunto monumental único que representa um testemunho da época das uniões entre as coroas de Portugal e Espanha (entre 1580 e 1640), além de ser um exemplo da implantação de Praças Maiores nas cidades coloniais, seguindo as Leis das Ordenações Filipinas.

Nele, está localizado o conjunto arquitetônico conhecido como Convento São Francisco compreende a igreja, o convento e a ordem terceira, que hoje abriga o Museu de Arte Sacra. A construção do convento foi em 1657, época da chegada dos Frades Franciscanos, em São Cristóvão.

O Superior da Ordem era frei Luiz do Rosário, um frade franciscano português. Em 1659, foi construída a Igreja e o recolhimento dos Franciscanos. Já, em 1693, foi lançada a primeira pedra do Convento. Porém, o conjunto só foi concluído na segunda metade do século XVIII, devido à pobreza da Ordem Franciscana e da sociedade da época.

Lá, ocorreu o evento, ficamos hospedados e muito bem recebidos e alimentados pela irmã Palmira, responsável pelo Convento. Comida e sucos deliciosos. Gratos por tudo!!! Segundo a religiosa, o convento São Francisco “(fundado em1657 com  o nome de convento Bom Jesus da Glória, nome de origem ou também convento de Santa Cruz) tem uma grande importância na vida dos moradores de São Cristóvão. Nele, além de terem residido os Frades Franciscanos de 1657 a 1965 e depois o noviciado da nossa congregação Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora de 1967 até 1978. Hoje, residimos ao lado do convento. Aqui, realizam diversos encontros de Jovens, retiros, Simpósios etc.  A importância da vivência espiritual na vida das pessoas que aqui chegam”.

Gostaríamos de ressaltar como ficamos sensibilizados com a coragem da irmã Palmira estar à frente de uma instituição daquela imensidão sem apoio. Mantém o prédio com recursos provenientes dos eventos realizados. O setor público e a comunidade do entorno precisam se conscientizar de sua representatividade. Manutenção é constante. Sempre há algo para se fazer reparos. Contribua para sua manutenção. Mantenha a memória viva.

Sobre mantermos a ‘memória viva’, João de Sousa Lima (escritor e historiador – Membro da academia de letras de Paulo Afonso-cadeira nº 06) proferiu uma riquíssima palestra sobre as mulheres no cangaço. Urge termos conhecimento do papel da mulher neste momento da história brasileira. Conforme o estudioso, o cangaço foi um fenômeno social acontecido unicamente no Nordeste Brasileiro, tendo vários representantes, sendo o mais famoso deles o cangaceiro Lampião e sua mulher a Maria Bonita.

A construção das relações sociais entre pessoas e a natureza e o desenvolvimento de cada sociedade, vão construindo aos poucos as culturas dos povos. Com base nestas culturas, vemos que homens e mulheres mudam de papeis, dependendo de qual contexto esteja inserido e do momento histórico vivenciado.

Dentre as controvérsias da história, se edifica um Movimento do Cangaço determinado segundo inúmeros escritos, entre um misto de justiceiros e bandidos. Frente ao absolutismo dos coronéis, num cenário sertanejo tão adverso, o papel secundário das mulheres, dá lugar à atitude frente à sobrevivência na esperança justiçosa.

Mulheres e homens como sujeitos coletivos assumem papeis semelhantes na trajetória do cangaço. Pobreza e exclusão são fenômenos que atingem de forma diferenciada homens e mulheres. Para as mulheres, a realidade de carência é ainda pior, pois são elas encarregadas pela herança patriarcal, de executar tarefas majoritariamente dependentes da provisão masculina para sustentar a família.

Dessa feita, numa visão preconcebida, parece inapropriado o protagonismo de mulheres embrenhadas nas caatingas, em pleno Sertão no exercício de temidas cangaceiras. Essas mulheres, de femininas tornaram-se mulheres de afronta, mesmo com querelas, a anticultura de domínio e da violência de gênero.  

A condição de subalternidade das mulheres tem sido explicada por diferentes estudos, em diversas áreas do conhecimento. Mas é com base nesta concepção, que o protagonismo das mulheres no cangaço se revela, no rompimento familiar no fascínio dos bandos, nas agruras do tempo, na sorte que lhes escapavam e nos papeis que a sociedade lhe impunha, elas protagonizaram cenários.     

Historicamente, as mulheres têm sido coisificadas, violentadas, agredidas, subjugadas e oprimidas. A opressão ‘bloqueia a capacidade das pessoas encontrarem os caminhos para mudar o mundo e a si mesmos, de modo que o oprimido pode nem sequer enxergar sua opressão’ (BEAUVOIR, 2000). As mulheres do cangaço buscaram outros caminhos, se destacaram, transformaram-se de fêmeas em mulheres na condição do cangaço. Elas impuseram uma identidade própria, personalidades singulares. Foram perseguidas, enfrentaram estruturas de poder, criaram estratégias de sobrevivência, influenciaram posturas, ditaram regras e tornaram-se temidas cangaceiras no controverso mundo dos homens do cangaço”.  

Tivemos a satisfação de conhecer a estudiosa Edna Martiniano (socióloga, escritora e pesquisadora dos povos indígenas no Ceará com Pitaguary). Ao término do evento, fez esta excelente sugestão no grupo “sugerir um tema que é bastante caro para todos, (caso o próximo Simpósio seja em São Cristóvão/SE), que é a questão dos povos originários do estado, os Xokós*, cuja resistência e genocídio foram apagados da história.

Além do intenso extermínio físico, os primeiros sergipanos foram vítimas de um perverso e permanente apagamento histórico. Os estudiosos Felisbelo Freire, Beatriz Góis Dantas e Antônio Wanderley são unânimes em afirmar que a história oficial do Estado é distorcida e omissa quanto aos povos originários.

A narrativa da inexistência de “índios puros” foi sistematicamente difundida entre autoridades, imprensa, aristocratas e até intelectuais no século XIX, estendendo-se por décadas do século XX. Seria extremamente salutar o próximo Simpósio abordar a questão e daria uma grande contribuição à luta do povo Xokó e os demais povos que ainda não foram reconhecidos oficialmente, além do que, Sergipe é nome indígena, “rio dos siris”, em Tupi.

O brasão do Governo de Sergipe conta com uma ilustração do cacique Serigy, escravizado e barbaramente morto pelos invasores. Como pesquisadora dos povos indígenas no Ceará e autora de uma pesquisa sobre o *povo Pitaguary (que habita os municípios de Maracanaú e Pacatuba/CE)*, reforço esse pedido, na certeza de que estaremos dando uma grande contribuição ao estudo e à luta desses povos que resistem para manter suas culturas, tradições e modos de vida, apesar de terem enfrentado genocídio, apagamento histórico e a perda de terras, ainda enfrentam violência e preconceito”. Com certeza, apoiamos a sugestão da temática dos povos originários e do contributo naquela região!!! 

Esperamos que outros simpósios sejam realizados em diferentes municípios brasileiros a fim de difundir a cultura local, divulgar escritores e pesquisadores… Que outros Brasis sejam desbravados!!! Urge as instituições de ensino mergulharem em mares pouco navegados!!! Aos interessados pelas letras, deve-se trabalhar diversas vertentes literárias como o cordel e autores dos povos originários e da literatura infanto-juvenil (quantas obras e escritores tivemos a satisfação de conhecer), disponibilizar obras em formato de HQ…   

Finalizamos esta reflexão com um fragmento do poema Sonho de Maria Beatriz Nascimento, 1989: “Seu nome era dor / Seu sorriso dilaceração / Seus braços e pernas, asas/ Seu sexo seu escudo / Sua mente libertação / Nada satisfaz seu impulso / De mergulhar em prazer/ Contra todas as correntes / Em uma só correnteza / Quem faz rolar quem tu és? Mulher!…”. SOMOS BRASIS!!!

Renata Barcellos

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