José Antonio TorresImagem criada por IA da M|eta – 13 de agosto de 2025, às 08:32 PM
O amor e o desejo, quando caminham juntos, traduzem a beleza das sensações mais intensas que existem.
As bocas que, coladas, se prometem desejos inconfessáveis, mas ansiados com sofreguidão; mãos que desvendam os mistérios do corpo desejado e provocam arrepios em sua busca.
É quando os olhos falam e expressam muito mais do que as palavras. Através dos olhos e do toque suave, o sentimento é transmitido em sua forma mais rica e não se vulgariza pela pobreza das palavras.
Amar e ser amado. Para isso fomos criados. Aquele que vive sozinho ou preso em si, seja por opção ou pela falta dela, ainda que rodeado de pessoas, está vivendo de forma antinatural.
Desde priscas eras, a humanidade foi criada para a convivência e a interdependência. Não somos indivíduos plenamente autossuficientes; não nos bastamos em nós mesmos. Somos seres sociáveis, e o maior elo que nos une é o amor.
O amor, ligado ao desejo, é a fórmula que faz com que as famílias se constituam e que o afeto se manifeste na sua forma mais intensa e bela, fazendo com que, assim, a procriação e a evolução da raça humana aconteçam.
Muito já caminhamos. Muito ainda precisamos caminhar.
Chegará o dia, muito distante ainda, em que não mais faremos amor, pois seremos o amor.
Nascida em Montes Claros, Minas Gerais, Janaina Antunes Ferreira cresceu cercada pela arte e pelo encantamento das histórias.
Formada em Artes e Administração, ela já mostrava, desde criança, uma habilidade especial para criar mundos e personagens.
Ainda na 8ª série, conquistou o prêmio de melhor história em quadrinhos em um concurso promovido pela Fundação Hemominas — um primeiro reconhecimento que já anunciava a autora premiada que viria a se tornar.
Em 2023, seu talento brilhou ainda mais com a publicação de Lenda, romance histórico ambientado na Idade Média, que rendeu à escritora o 3º lugar no Prêmio TOP 10 da página @cemlivros (Natália Balbina) e destaque como uma das melhores leituras do ano pela página @leiturasvidaepaixoes (Aline Coelho).
No ano seguinte, Sob o sol da Pérsia, mergulhando nas riquezas e intrigas do Império Persa, foi eleito o melhor livro de fantasia do ano pela página @lerateointermino (Wanessa Teixeira).
O que torna suas histórias únicas é a dedicação minuciosa às pesquisas históricas e a coragem de abordar temas fortes e polêmicos, sempre com narrativas ricas e envolventes.
Seu mais novo trabalho, O estranho caso de Elizabeth um suspense psicológico de ritmo mais lento, mostra que Janaina também sabe navegar com maestria por outros estilos, sem perder o encanto que marca suas obras.
Curiosamente, muitas de suas ideias surgem em sonhos, como a trama de uma jovem na época vitoriana, que a própria autora afirma nunca ter visto igual na literatura.
Além de escrever, Janaina é apaixonada por leitura, filmes e séries de todos os gêneros, alimentando um imaginário vibrante que transforma cada livro em uma viagem inesquecível para o leitor.
De Montes Claros para o mundo, Janaina Antunes Ferreira segue conquistando prêmios e corações, provando que a imaginação, quando guiada pela paixão e pelo cuidado, é capaz de atravessar tempos, lugares e almas.
E se um dia você se desse conta de que a sua vida é uma grande ilusão?
O estranho caso de Elizabeth é um suspense psicológico que intriga, arrebatando-nos para a sofisticada Inglaterra vitoriana do século XIX.
Elizabeth Robinson é uma rica garota de treze anos que se destaca como exímia pianista, possui o amor de sua bela família e do querido primo, Benjamin.
Entretanto, dona de um perfeccionismo arraigado, é incapaz de aceitar a realidade dos fatos e esconde um apego doentio pelo seu diário.
Uma sucessão de eventos curiosos acontece no baile dos Robinson.
Anos mais tarde, aparentemente, tudo é superado.
Elizabeth vivencia um casamento perfeito com John, seu grande amor da infância.
Porém, diante dessa vida perfeita, o que ela não esperava é que estranhos pesadelos passassem a atormentá-la, evocando traumas de um passado obscuro.
Alguns fenômenos também colocarão à prova a sua sanidade, e o desenrolar da história mostrará que nem tudo é o que parece ser.
Mergulhe nesta misteriosa trama e tente desvendar o estranho caso de Elizabeth.
‘A humanidade precisa fomentar a empatia coletiva’
Carlos Javier Jarquín
O que seria da vida sem amor? Talvez uma existência vazia e sem cor, um mundo desprovido de beleza. Para os seres humanos, o amor, em todas as suas formas (romântica, familiar, amigável, para consigo mesmo ou para com o mundo), é o encanto sublime por excelência que todos podemos experimentar e perceber, independentemente dos detalhes que estejamos vivenciando naquele momento.
Desde tempos imemoriais, a humanidade se pergunta: Por que o amor é tão misterioso? Ninguém inventou as palavras perfeitas para descrever a beleza que o amor inspira. Este é talvez um dos seus muitos mistérios. É surpreendente como o amor pode unir duas pessoas de culturas opostas, mesmo que falem línguas diferentes; mas se estiverem apaixonados, a linguagem do universal os unirá, porque o amor não conhece muros, conhece pontes, conexões.
Ligia Calderón folheando seu último livro, Percepção do Amor, publicado pela editora costarriquenha H.C. EDITORES. Foto/19 de junho de 2025. Crédito: Carlos Jarquín.
Percepção do Amor (H.C. EDITORES, Costa Rica, 2025) é um livro no qual a poetisa Ligia Calderón cristalizou seus sentimentos mais profundos… extraídos de sua alma. Ela os expressa com sucesso a partir de sua perspectiva, do que percebeu ao longo de sua vida. As mensagens que Ligia transmite por meio de sua poesia e canções são tingidas com cores de esperança, amor, amizade, motivação, espiritualidade e paz.
Calderón é uma renomada artista visual, poetisa e letrista. Suas obras são poemas maravilhosos que transmitem sentimentos e emoções onde o brilho das cores realça a magia.
Em Percepção do Amor, sua autora, a partir de uma perspectiva poética e com o olhar de mulher, filha, esposa, mãe, amiga, artista e cidadã do mundo, nos convida a meditar sobre o amor. Em cada poema, encontramos aquela mensagem de afeto que nos motiva a aproveitar a vida com entusiasmo. O amor nos leva a vivenciar os momentos mais especiais de nossas vidas. Devemos sempre cultivar esse sentimento gratificante, independentemente da cultura ou idade. No dia em que o amor deixar de existir, a humanidade viverá em um mundo de escuridão eterna. O amor é como uma estrela brilhante que sempre nos ilumina.
Ligia Calderón e Carlos Jarquín mostram a capa do livro: Percepção do Amor, escrito por Ligia Calderón e publicado pela editora costarriquenha H.C. Editores. Crédito: Gastón Umaña. Foto/19 de junho de 2025
O amor parental pode ser considerado o mais importante e sublime de todos, mas o amor de mãe, sem dúvida, é o mais genuíno que pode existir. Desde a gravidez de sua filha mais velha, Angie, Ligia cantava e recitava poemas para ela. Aqui está um verso do poema: Uma realidade, um sonho. Nesses versos, certamente todas as mulheres que estão vivenciando essa fase da gravidez concordarão com essa percepção do amor materno:
Eu imagino você quando penso, quando minhas pálpebras se fecham, você é um sonho. Eu não sei como falar com você, como dizer o quanto eu te amo, Eu só sei que você já é meu pedacinho do céu.
Na era das mídias sociais, o amor, romântico ou romântico, parece murchar na maioria dos jovens. Quando esse tipo de amor é verdadeiro, os principais laços devem ser respeito, confiança, apoio emocional, amizade e compreensão mútua. Com esses valores fundamentais em um relacionamento, o casal poderá desfrutar da felicidade compartilhada e completa e, assim, construir uma família com princípios indestrutíveis. No poema ‘Crônicas de um Amor’, o poeta descreve o que um casal que decidiu caminhar pela vida juntos… de mãos dadas, deve ter em mente:
Quando dois corações sensíveis, dedicados, se dão as mãos, aprendem a se apoiar. As crônicas do amor são escritas quando duas pessoas imperfeitas decidem se amar em meio às suas imperfeições.
O amor sempre será um símbolo de unidade, compaixão, solidariedade e perdão. Vivemos em um mundo ferido e sangrento, onde o conflito está por toda parte; isso implica divisão e sofrimento. A humanidade precisa fomentar a empatia coletiva para construir sociedades dignas e transparentes que promovam o amor em suas diversas expressões.
Vejamos estes versos retirados do poema ‘Hino para o Mundo’, com os quais a autora pede uma pausa na guerra e nos exorta a amar e perdoar uns aos outros. Seu convite é para sonharmos juntos e vivermos em um mundo de amor e harmonia:
…Quero cantar para o mundo do amor e do perdão, Que possamos unir nossos sentimentos em uma só voz. Que nossa canção seja ouvida em vez do som das armas, Como canções celestiais espalhando amor e paz… Tudo bem que hoje, abraçados, sonhemos o mesmo sonho E amanhã acordemos com nosso desejo realizado.
O amor não se resume a palavras; elas são um complemento para expressar sutilmente seus sentimentos. O amor é vivido, sentido, desfrutado e compartilhado. Que as percepções de amor que Ligia Calderón nos transmite nestas páginas sejam o motivo para você também expressá-las aos seus entes queridos. Lembre-se de que a essência mais profunda do amor é ser você mesmo, ser autêntico.
Caro leitor, ao ler este livro, você começará a compreender o quão crucial e indispensável o amor é na vida de cada ser humano. Você está convidado a explorar esta jornada poética, não apenas com a mente, mas principalmente com o coração! Que a mensagem de amor, esperança e paz contida nestas páginas o inspire.
Anderson Valfré faz performance sobre a ‘Potência da Poesia’ e lança o livro La Ciça, do Coletivo Percepção
Capa do liivro La Ciça’, de Isabelle Larissa
Existir é participar de uma memória coletiva, realizando ritos, tradições, sonhos, porém antes do ser social e cultural, temos especificidades, camadas que se transformam constantemente. Perceber a potência poética que reside em nós, é despertar para esse sutil que vai além da cultura que nos cerca. É isto que propõe Valfré, na performance que fará sobre a ‘potência da poesia’, dias 16 e 17 de agosto, em Campinas e Ribeirão Preto, além do lançamento do livro La Ciça, do coletivo Percepção, do qual faz parte.
Com entrada gratuita, a performance tem como base poemas autorais e de autores como Carlos Drummond de Andrade, Manoel de Barros, Cora Coralina e Cecilia Meireles, que serão interpretados e conectados a reflexões e ativação do universo poético que reside em todo ser. A vivência é um mergulho no imaginário literário, que passa pelo oral e visual, apreciando declamações de poemas, reflexões e exemplos do cotidiano, confluindo em compreensões em torno do tema.
Afinal, será que a poesia possui alguma potência ou utilidade? Para muitos isso soa como algo desnecessário, ou mesmo, perda de tempo. “Notamos que não somos sensibilizados a perceber o que realmente é a poesia em sua essência, e com isso, vamos embrutecendo nossos dias, corpos, olhares e afetos. Porém, estamos diante de uma comunicação ancestral que remonta a conexão íntima, o estado poético, um componente de todo ser”, enfatiza Valfré.
Obra ‘La Cia’
“Através de sua jornada repleta de desafios contemporâneos enfrentados pelas mulheres, somos transportados para um mundo onde o tempo se mistura, seja circular, linear ou espiralado. Nesta complexa trajetória, La Ciça embarca em uma viagem tanto exotópica quanto interna, explorando as diferentes facetas de sua existência. Ao longo da vida, ela se revela e mostra seu verdadeiro valor como mulher corajosa, determinada a quebrar paradigmas e encontrar sua verdadeira felicidade”, explica Anderson Valfré.
A ressonância do conhecimento ancestral ecoa intensamente na trajetória de La Ciça atravessando as gerações e renascendo constantemente através das mães e avós que a cercam ao longo das eras. Nessa sinfonia, o legado das avós é transmitido para as mães, que o ressoam na alma e o passam adiante para suas filhas. É um ciclo enriquecedor e poderoso, onde a sabedoria feminina se perpetua e floresce com cada passo que damos. Uma verdadeira matriosca.
A obra é do Coletivo Percepção que surgiu em Ouro Preto-MG, 2014. Composto por Josué Fernandes, Anderson Valfré, Isabelle Balbi e Larissa Ribeiro. O romance é resultado de 2 anos de pesquisa e produção, assinando a segunda publicação coletiva.
Agenda
Campinas/SP
16/08 (sábado) – 14h30
Local: Bar da Cachoeira
Lançamento da obra La Ciça e palestra performance “A Potência da Poesia”
Parceria: Produtor e compositor Fabinho Azedo e Bar da Cachoeira
Ribeirão Preto/SP
17/08 (domingo) – das 13 às 14h
Local: Centro Cultural Palace – Salão do Mármore
Lançamento da obra La Ciça e sessão de autógrafos
Parceria: 24° Feira Internacional do Livro e Fundação do Livro e Leitura de Rib. Preto
Sobre o autor
Anderson Valfré– Arquivo Pessoal
Anderson Valfré – Ator, educador, produtor e poeta.
Qualificado em Teatro na FAFI: Escola Técnica de Teatro, Dança e Música, Vitória/ES e Licenciado em Artes Cênicas pela UFOP: Universidade Federal de Ouro Preto.
Em sua carreira de 11 anos somam: 9 peças teatrais, 8 obras audiovisuais, 5 publicações literárias, 4 prêmios, produções culturais e curador em festivais literários nacionais e internacionais.
É fundador e coordenador nacional da rede Transvê Poesias, com 11 anos de história e presente em todo o Brasil.
Histórias que inspiram e encantam leitores de todas as idades
Erica da Costa Urbano de Oliveira e Ana Clara Urbano de Oliveira
A parceria entre Érica da Costa Urbano de Oliveira, 39 anos, e sua filha Ana Clara Urbano de Oliveira, de apenas 12, tem emocionado e inspirado leitores desde 2019.
Naturais de Amparo, interior de São Paulo, as duas compartilham uma trajetória encantadora no universo da literatura infantil e da música, provando que o amor, a criatividade e a união familiar são forças transformadoras.
Ana Clara, uma menina curiosa, vegetariana e apaixonada pela natureza, escreveu seu primeiro livro aos 7 anos, com o apoio da mãe.
Tudo começou com uma tarefa escolar: um boneco de pano chamado Joaquim que passava os finais de semana na casa de cada aluno e depois voltava com uma redação sobre a aventura vivida.
O texto de Ana Clara ficou tão especial que se transformou no livro “Ana Clara em: Meu dia com Joaquim”, publicado em formato bilíngue (português e inglês) e ilustrado com desenhos da própria autora, feitos para outras crianças colorirem.
O sucesso foi tanto que leitores pediram autógrafos, e Ana Clara percebeu o poder das palavras e a alegria de inspirar outras crianças.
Durante a pandemia, escreveu novas histórias, incluindo “Ana Clara em: Meu dia com a Neve”, publicado em 2023.
Outras aventuras, como a dos peixinhos, da cadelinha Mya e do cavalo Urlan, ainda aguardam o momento certo para ganharem vida em papel.
Enquanto isso, Érica também mergulhou de vez na escrita.
Em paralelo à profissão de arquiteta e à chegada de sua segunda filha, Maria Elena, em 2022, ela publicou o romance “Entre Nós e Elas”, que narra a história de cinco mulheres reais e tocantes, sem protagonistas ou antagonistas.
A obra valoriza a vivência única de cada mulher, suas dores, amores e aprendizados — fruto de relatos ouvidos ao longo dos anos, especialmente nas viagens de ônibus da época da faculdade.
Além dos livros, Érica escreveu letras de duas músicas: “Amor de bis e avó” e “Sonho ou Surpresa”, e já prepara novas composições e publicações.
Juntas, mãe e filha seguem encantando leitores e mostrando que a literatura pode nascer de momentos simples, mas repletos de amor e significado.
Sobre este livro, ainda com 7 aninhos, pediu para escrever e do jeito dela, todo em letras maiúsculas para que crianças do primeiro ano pudessem ler, e quis desenhar para os pequenos leitores pintarem e se identificarem.
Um ler e colorir feito por criança e para criança.
Além deste livro, para registrar tantos momentos assim, fizemos o canal no youtube: “dia de Ana Clara”.
Inscrevam-se e curtam os vídeos, por gentileza, que foram feitos com carinho.
Este é o primeiro de uma sequência de livros que encantaram nossa família e que há uma imensa vontade de que encante você e sua família também.
Acompanhem nossas redes sociais e leiam os próximos trabalhos.
Agradecemos por ler e colorir este livro.
Muito obrigada!
ANA CLARA EM: MEU DIA COM A NEVE
SINOPSE
“Sobre este livro, com sete anos, Ana Clara pediu para escrever do jeito dela, em letras maiúsculas para que crianças, desde o primeiro ano, pudessem ler.
Também quis desenhar para os pequenos leitores pintarem.
Este é o segundo de uma sequência de livros que encantaram nossa família e que há uma imensa vontade de que encante você e sua família também.
O primeiro foi “Ana Clara em: meu dia com Joaquim”.”