Trocaram o kota pelo lambeta

Tomás Eugénio Tomás: ‘Trocaram o kota pelo lambeta’

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Imagem criada por IA do Bing - 10 de agosto e 2025, às 13:05 PM
Imagem criada por IA do Bing – 10 de agosto e 2025,
às 13:05 PM

Lá pelos tempos de 78, tinha um Kota que tava firme com a sua dama. Jovens, com futuro, cheios de vontade. O Kota fazia de tudo para sustentar a banda. Não tinha vivenda grande, mas bué de comida na mesa, escola para pequenos, e aquele carinho de pai presente.

Mas os putos começaram a chiar:  

— Pai, tu só traz comida, mas a casa nunca cresce!  

— Pai, cadê as promessas?  

E o Kota, sempre com coração mole, dava o pouco que tinha. Até emprego tentou meter alguns, tipo “toma só esse bita aí, já que tão a chorar”.

A mãe, cansada do falatório, começou a dar ouvidos demais. Criou confusão, inventou mambo e, no fim, separou do Kota. Epa, parecia novela!

Depois, meteu-se com um outro gás. O lambeta, todo estiloso, promessas daqui e dali. Os putos gritaram:  

— Agora sim, mamã arranjou um bué da fixe!

Mas mano… bastou o lambeta entrar para ver que a vida virou outra. Cesta básica já não batia. O arroz virou farinha, a carne virou peixe seco (quando muito). Os putos que estavam gordinhos começaram a emagrecer, tipo estavam a fazer jejum à força.

A casa virou bangla: sumiço de mochila, Playstation estragado, brigas, desavença, bandidagem interna. Já nem dava pa’ deixar chinelo fora que alguém levava.

Aí é que bateu a real: o Kota que a gente trocou, afinal, segurava a casa com suor e verdade. E esse novo? Só prometia, mas de promessa a barriga não enche.

Moral do mambo?  

Nem todo brilho é ouro. E às vezes, ao trocar o certo pelo duvidoso, a banda toda é que paga.

Tomás Eugénio Tomás

Tomás António Tomás

Tomás Eugénio Tomás, licenciado em Ensino da Língua Portuguesa, é professor, escritor, director artístico, editor e CEO do projecto Ensinar e Aprender.

Escritor das obras ‘A Regra do Jogo’, ‘As crónicas também falam’, ‘Colecção Feminina’, ‘Esperança’ e ‘Kampôdia’.




Detalhes

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Detalhes’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Flor de lótus – Imagem do saite Pixabay

Vejo-te ao pôr do sol indo devagarinho,

deixando esperanças pelos caminhos.

O belo se faz diferenciado

no beija-flor enfeitiçado pela tua flor

que se abre cheia de amor,

no aconchego do abraço apertado

trazendo significado,

na flor de lótus dourada

que não  pode ser ignorada,

no barulho suave da gota d’água

caindo do telhado,

nas ondas quebradas

em dia ensolarado,

nas figuras desenhadas

pelas nuvens no céu ao léu.

Um convite a prestar atenção

e encantar o coração.

Eliana Hoenhe Pereira

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Pai: saudade infinita!

Dorilda Almeida: ‘Pai: saudade infinita!’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
Imagem criada por IA do Bing – 09 de agosto de 2025, às 22:39 PM

Ah! Como é bom
Ter um pai
Os pulmões enchem de ar
O peito quer se arrebentar
Só de pensar em meu pai.
Meu coração enche de paz!
Meu pai
Não deu brinquedos do mundo
Mas deu colo e amor profundo
Liberdade me ensinou a conquistar
Amoroso ele era
Feliz com a vida e com a família
Amor era o que mais sentia
Por isso tudo fazia na vida
Era só alegria

Como é bom ter um pai
Para ensinar a andar
A falar e a amar!

Dorilda Almeida

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Meu pai, farol ao solo!

Ella Dominici: Poema ‘Meu pai, farol ao solo!

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing – 08 de agosto de 2025,
às 15:19 PM

Terra ora sementes pífias e arredias
Solo onde o futuro segrega o sementeiro
Sob Sol, pleno pó, longes dias estremece

Pai, teus olhos, curvas sem nível abrolhos
Tal nada observara céu que constelava
Antes cintilavam face brilhavam olhos

Escurecidos pelos males de migalhas
Na boca o que restara de risadas?
Sentado em banco só, declinara a testa

Depois de gloriosos louros, gentis abraços, toque, afagos
Por que tivera em mente, solidão da terra?
Se juventude é rosa botão doçura?

Sóis caíram sobre erva, sangue em pétala
No eternamente dos agora, sem beijos primaveras
Outono vai… secas folhas em lonjura

No fim passará adormecida a visão
de um pássaro ferido

Enquanto à noite tuas palavras, Farol!
Pai, em minha cicatriz rendada, chegas sol
Escuto o verbo poético de tua voz:
— Menina, sobre o solo, sopre o pó,
Germina!

Ella Dominici

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Ler nos faz crescer

Verônica Moreira: Poema ‘Ler nos faz crescer’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem criada por IA do Bing – 08 de agosto de 2025,
às 13:10 PM

Ao ler um bom livro
me privo da ignorância.
A leitura é alimento,
é sabedoria em abundância.

Viajo com liberdade
por lugares nunca vistos!
Alçando vôos sem medo,
rumo ao desconhecido.

Ler, me faz ‘crescer’
e aprender a lidar com a dor,
encontrando o remédio para cura interior.

É alcançar o céu, sem tirar os pés do chão!
É caminhar em busca de autoconstrução.

É romper barreiras intelectuais
e adquirir conhecimento.

É ter sapiência, compreendendo um pouco,
os mistérios da ciência.

É viver a dor do personagem,
como se essa dor fosse sua.

O exercício da leitura é de fato uma terapia
Quem lê, tem a mente saudável
e não vive em utopia.

Nas entrelinhas de cada livro que li,
encontrei um caminho novo a seguir.

Algo me fez florir,
me inspirando a escrever o
que em sonhos vivi.

Viva os leitores do Brasil que fazem do livro
combustível pra viajar o mundo
e tocar o invisível!

Verônica Moreira

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Dor velada

Maze Oliver: Poema ‘Dor velada’

Maze Oliver
Imagem criada pela IA do ChatGPT – 08 de agosto de 2925, às 12:02 PM

Um disfarce velado é guardado
Segredos que o tornaram assim,
Frio, sozinho e atormentado.
Uma grande dor marcou o fim.

Sucumbiste a uma vida vazia,
Na maior agonia e dor.
Levanta-te pro dia a dia!
A vida tem o seu valor.

Liberta-te da dor, joga-a ao vento!
Te livra da macabra torre fria…
Do véu sombrio do pensamento.

Eis que tens, a grande, solução!
Livrar-te de vez do tormento.
Desatando os nós do coração.

Maze Oliver

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Elizabeth Deschauer

Transformou a dor em palavras e espalha esperança através da literatura infantil

Elizabeth Deschauer
Elizabeth Deschauer

Aos 46 anos, a pedagoga e neuroeducadora Elizabeth Deschauer carrega em sua trajetória uma história de amor, superação e delicadeza.

Natural de Osasco, viveu quase dez anos em Portugal, país onde a escrita se tornou refúgio e, mais tarde, missão.

Foi a partir do nascimento de seu filho do meio, diagnosticado com uma doença rara: acidemia metilmalônica e homocistinúria , que Elizabeth decidiu dedicar-se integralmente à maternidade e à busca por qualidade de vida.

Em 2015, a família se mudou para Portugal, onde havia um centro de referência para o tratamento da condição.

Em meio à saudade e ao turbilhão emocional, encontrou na escrita uma forma de acolher a própria dor.

Criou um blog e passou a escrever sobre a vida, as relações humanas e as emoções que permeiam o cotidiano.

Dessa experiência nasceu seu primeiro livro infantil.

Desde então, Elizabeth segue encantando leitores com histórias que falam ao coração, sempre com o objetivo de espalhar esperança e despertar o gosto pela leitura desde a infância.

Entre suas obras, “As Inseparáveis Chuteiras do André” se destaca pela sensibilidade: foi escrita especialmente para ajudar seu filho autista a compreender a importância de comer sentado.

Através de uma narrativa divertida e afetuosa, o livro prende a atenção das crianças ao mesmo tempo em que reforça valores como atenção plena e o carinho entre gerações, retratado na bela relação entre André e seu avô.

Outro título marcante é “Mira, a Cadela que Nasceu para Amar”, inspirado no universo dos cães de assistência.

A obra, leve e lúdica, convida as crianças a refletirem sobre inclusão, respeito e o papel transformador desses animais na vida de tantas pessoas.

Mais do que escrever livros, Elizabeth Deschauer escreve com o coração.

Suas histórias são janelas para a empatia e o acolhimento, sementes plantadas com amor para florescerem na alma de cada leitor.

REDES SOCIAIS DA AUTORA

AS INSEPARÁVEIS CHUTEIRAS DO ANDRÉ

SINOPSE

Quando André recebe um par de chuteiras de seu avô, sua vida muda completamente.

Será que as chuteiras têm poderes mágicos, ou é o próprio menino que se sente invencível ao calçar suas inseparáveis amigas?

Independente disso, a verdade é que a vida do pequeno aspirante a jogador de futebol ficou de pernas para o ar com a chegada desse presente, colocando sua possível carreira futebolística em risco.

Essa é uma história imperdível para todos que adoram futebol e acreditam que, com determinação e apoio, qualquer sonho pode se tornar realidade.

Um livro para reforçar a importância dos laços de família que não se apagam com o tempo.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

MIRA, A CADELA QUE NASCEU PARA AMAR

SINOPSE

Mira, a cadela que nasceu para amar é um ivro indicado para toda a família.

Uma história que encantar e traz esperança. Inspirada em fatos reais, a trama leva o leitor a conhecer o trabalho dos cães de assistência.

Além de fomentar a empatia e a inclusão.

Mira é uma cadela serm raça que quer ser cão de assistênica, na sua jornada ela conhece o Victor, uma criança autista, que quase não sai de casa com medo de barulho.

Será que ela vai conseguir ajudar o menino?

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRAS DA AUTORA

As inseparáveis chuteiras do André
As inseparáveis chuteiras do André

Mira, a cadela que nasceu para amar
Mira, a cadela que nasceu para amar

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira