A sereia sem voz

Marta Oliveri: Conto ‘A sereia sem voz’

Marta Oliveri
Marta Oliveri
Imagem criada por IA da Meta - 07 de agosto de 2025, às 12:35 PM
Imagem criada por IA da Meta – 07 de agosto de 2025,
às 12:35 PM

Breve Prefácio:
Em um mundo onde a voz é um elemento fundamental, uma sereia sem voz embarca em uma jornada de autodescoberta e busca por sua própria identidade nas profundezas de um oceano de sombras.

Era uma vez uma sereia sem voz em uma cidade submersa. Um feitiço lançado por algum Daimon de outros tempos, talvez de todos os tempos, mutilou seu canto e, em seguida, suas palavras. Quem sabe? Essas coisas acontecem por um motivo, o que não significa que seja de forma alguma razoável.

Na cidade de sua infância, ela sonhara que era uma menina correndo pelas margens de um oceano sem fim sob o sol do amanhecer que inaugurava sua vida. Imaginou que a pequena sereia devia ser assim, já que não é de forma alguma admissível que uma criatura de luz sofra sob um mar de névoas em uma cidade de silêncio, visto que ali só habita o silêncio. Na verdade, talvez ela fosse o único ser vivo naquele lugar onde se construía a geografia dos túmulos. Tudo naquela cidade se tornara um túmulo; as praças marinhas estavam vazias, as árvores-estrelas murchavam, o prado de algas dançantes não dançava mais; haviam sido levadas pela melancolia até serem completamente consumidas, agora, apenas uma geada negra. Os corais, por sua vez, apesar de sua natureza resiliente, haviam perdido suas cores, e o parque de corais que outrora devia ter sido o orgulho de algum rei do mar, parecia mais do que um parque, um cemitério; frágeis esqueletos de corais eram tudo o que restava.

Talvez fosse por isso que a pequena sereia imaginava, sonhava com sua infância. Talvez fosse por isso que seu canto permanecera em algum lugar insuspeito. Sim, ela se lembrava, isto é, imaginava ter cantado um dia, como todas as sereias, ou aquelas que sonham ser como tal, fazem. Ela passava seus dias e noites assim, supunha, pois na cidade submersa, dia e noite eram a mesma coisa.
Nada sugeria que o sol nasceria.

Nada sugeria que a lua e as estrelas estenderiam seu manto sobre ela. A névoa daquele oceano era tão áspera que cobria tudo. E a pequena sereia sonhava e pensava, ocasionalmente falando com alguma concha de lembrança, ou com o esqueleto de um cavalo-marinho. Ah, ela usava este em volta do pescoço como um talismã.

Foi naquele dia que algo explodiu, ninguém sabe onde, e ela teve que se esconder em uma gruta de coral no fundo do parque. Ela pegou a pequena criatura e a abrigou por muitos dias até que seu sangue fosse drenado e ela morresse. Aos poucos, ele se tornou apenas um pequeno esqueleto, mas a pequena sereia não o abandonou e, a partir de então, ela o usou como um talismã em volta do pescoço.

E lá ela permaneceu até que a caverna secou e não havia nada além de névoa, apenas uma pedra do mar onde ela se sentava por horas e uma pequena cama que ela havia tecido com os restos de algas marinhas queimadas, uma tarefa difícil, mas absolutamente necessária. Pois mesmo as tarefas mais absurdas em situações extremas se tornam essenciais, e fazemos malabarismos com os restos do que resta, criando o berço a partir da matéria do abismo.

De modo que, se lhe restasse algo, era hora de pensar, imaginar e sonhar, ainda mais como imortal. Pois, como todos sabemos, a virtude ou o inferno da imortalidade ocorre nessas criaturas. Aqui, a pergunta poderia ser feita: por que ela sobreviveu e os outros não? Ela não conseguia se lembrar, apenas de uma explosão no espírito de todas as coisas, e depois silêncio. Talvez tivesse sido o castigo do Deus do Abismo ou a bênção do Anjo das Utopias. O fato é que seus pensamentos a amontoavam como peças de um quebra-cabeça difícil de montar. Finalmente, ela concluiu: precisava encontrar uma maneira de recuperar sua voz perdida, de forma definitiva. Mesmo que supostamente tivesse nascido sem voz, ela se lembrava da música, uma terra sonora de brisas que surgia além da névoa daquela cidade submersa. E ela se propôs a encontrá-la.

Certa noite, ela decidiu subir; não conseguia ver a superfície em lugar nenhum, mas começou a nadar para cima. E nadou incansavelmente. Noites, dias, abismos de tempo, anos, talvez séculos se passaram. A pequena sereia continuou nadando em busca de sua voz. Em algum lugar além daquele poço sem fundo devia estar o significado de sua canção, isto é, a própria canção. E ela continuou nadando. Sua perseverança era tanta que ela não sentia mais o corpo, nem o cansaço a dominava. Acontece que, quando os empreendimentos que empreendemos são vitais, não há absolutamente nenhum obstáculo que possa nos impedir; é o que acontece com os ideais, e poderíamos dizer que a pequena sereia, mais do que séculos, atravessou gerações de tempo.

Certa vez, sentiu uma sensação de cócegas, algo como o toque de uma pena. Parou pela primeira vez. Seu rosto emergiu em direção à superfície do mar. O que a acariciava era a espuma da maré.

Olhou para cima e seus olhos se encheram de lágrimas. Lá no alto, uma abóbada infinita, pequenas estrelas cintilavam em um piscar eterno. E a pequena sereia continuou nadando. Mas desta vez, não para cima, mas buscando a costa. Queria deitar-se em sua cama e dormir para sempre, contemplando as estrelas. Nadou por mais um longo tempo, não mais séculos, não mais anos de névoa. Nadou sob a noite acariciada pelas ondas, pela brisa, estendendo os braços, afundando e emergindo repetidas vezes.

Então a lua apareceu. Ela nunca a tinha visto antes, mas se lembrava dela. Era branca, prateada como o corpo nu de uma deusa do mar, e ela imediatamente se apaixonou por ela.

“Lua, pequena lua, o que aconteceu com o canto da sereia que habita o mar de brumas?” E assim, perguntando com seus pensamentos que nunca lhe alcançaram a garganta, ela lentamente conquistou a praia.

Lá ela caiu exausta, deitada de brumas para o céu, com os olhos arregalados, ainda perguntando:
“Lua, pequena lua, o que aconteceu com o canto da sereia que habita o mar de brumas?”
E finalmente ela adormeceu. O deus Morfeu a aconchegou em sonhos deliciosos, enquanto Empíreo: o céu estrelado estava mudando seu mapa de constelações. Deve estar ali o segredo. Pois até o mais teimoso dos mistérios um dia nos será revelado. E o céu estrelado chamou Orfeu, agora transformado em uma forma. E como um raio de luz, Orfeu deixou cair sua lira aos pés da pequena sereia. Ali estavam alojadas todas as vozes abafadas dos poetas e também as canções mortas das criaturas marinhas.

Ao acordar, a pequena sereia ouviu um canto como o da aurora saudando o dia que chegava, um canto com brilhos e harmonias suaves que permaneciam suspensos como a luz que reside no céu. Ela deslizou desajeitadamente pela margem, tentando alcançá-lo, mas não foi necessário. A voz entrou em sua garganta e preencheu seu peito, fazendo suas cordas vocais vibrarem pela primeira vez.

Lá em cima, a constelação de Orfeu piscava para ela, e o céu estrelado cintilava suas estrelas uma a uma. A Lua, por sua vez, a cobria com um manto de seda quente. A pequena sereia estremeceu. A névoa havia cessado.

Era a luz que começava, o canto que retornava aos corações das criaturas após a última explosão.

Marta Oliveri

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Meu cantinho poético

Denise Canova: Poema ‘Meu cantinho poético’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA do Bing – 07 de agosto de 2025,
às 20:05 PM

Meu cantinho poético

Amo esse lugar

Dele saem meus versos

Diário poético

Meu cantinho de paz.

Dama da Poesia

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Hino da História ao Rio Amazonas

Obra inédita de Suziene Cavalcante transforma o maior rio do mundo em símbolo poético, ecológico e espiritual da humanidade

https://www.pexels.com/pt-br/foto/serena-floresta-amazonica-com-vegetacao-exuberante-refletida-no-rio-28587130/
https://www.pexels.com/pt-br/foto/serena-floresta-amazonica-com-vegetacao-exuberante-refletida-no-rio-28587130/

Em um feito inédito e de profunda relevância para a cultura nacional e mundial, a poeta brasileira Suziene Cavalcante compôs o primeiro hino da História dedicado exclusivamente ao Rio Amazonas. Intitulado ‘Hino ao Rio Amazonas‘, o poema consagra o maior rio do planeta como entidade viva, sagrada e essencial à sobrevivência da vida na Terra.

A obra já é considerada *histórica, não apenas por sua originalidade — nunca antes o Rio Amazonas havia recebido um hino oficial em sua homenagem —, mas também pela *força poética, beleza lírica e consciência ecológica que carrega em cada verso.

“Majestura aquosa da América do Sul… Carruagem líquida que leva as estrelas magníficas do Cruzeiro do Sul…”
(Trecho do hino)

🌿 Uma ode à natureza e ao planeta

Suziene Cavalcante, conhecida por seu estilo literário inovador e pela criação do gênero *”Ode Histórico-Patrimonial”, mais uma vez rompe paradigmas ao unir literatura, patrimônio natural e espiritualidade. O hino transforma o Amazonas em *um símbolo de fé, beleza, resistência e esperança planetária — indo além da geografia para alcançar o campo da alma.

“Curar as feridas da devastação… Resistência ancestral que não curva à desmatação… Ó sublime Rio!”

O “Hino ao Rio Amazonas” é ao mesmo tempo poesia, oração e manifesto, e tem potencial para se tornar um símbolo cívico, ambiental e artístico de grande alcance nacional e internacional.

📖 Uma marca na literatura contemporânea

Com essa criação, Suziene Cavalcante reafirma seu papel como uma das *vozes mais originais da literatura brasileira contemporânea, sendo responsável por hinos inéditos a instituições, profissões e símbolos nacionais, como o Hino ao Selo Nacional, o Hino ao Brasão de Armas e o Hino à Psiquiatria, entre outros.

Agora, ao homenagear o Rio Amazonas — que abraça nove nações, sustenta a maior floresta tropical do planeta e influencia o clima mundial —, a autora realiza uma verdadeira consagração lírica da natureza como patrimônio sagrado da humanidade.

✍️ Reconhecimento que já nasce histórico

O impacto cultural e ambiental desse hino já é reconhecido por estudiosos e leitores, que o consideram um marco na poesia ambiental brasileira e uma expressão artística de resistência frente à devastação ecológica.

Em tempos de urgência climática, a arte de Suziene Cavalcante surge como um sopro de reverência, um canto à vida, uma convocação poética à preservação:

“És o império, cujo fundamento, Na natureza tivera o advento… Carta de Deus na geografia do tempo…”

📌 Uma obra para a eternidade

Mais do que uma homenagem ao maior rio do mundo, o “Hino ao Rio Amazonas” se apresenta como um legado literário, espiritual e ecológico para as futuras gerações. Uma obra que honra a beleza da natureza e clama por sua preservação — com a grandiosidade que o Rio Amazonas merece.

Salve o Rio Amazona! Salve a poesia que o eterniza! Salve Suziene Cavalcante!

Sobre a autora

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante, natural de Rondonópolis (MT), é bacharel em Direito, Letras e Teologia, policial estadual em Mato Grosso, poetisa, escritora de contos revolucionários, compositora e cantora cívica, com livros publicados em diversos segmentos: jurídico, poético-literário, ficção-romance, biográfico, contos, prosa etc.

Autora do livro ‘A História de Cuiabá em Poesia – 300 anos’.

É Embaixadora Cultural da AIAP – Academia Intercontinental de Artistas e Poetas e coordenadora do Projeto Arte Jurídica/2° Juizado TJ-MT.

Autora de hinos de várias entidades, dentre as quais, ONU; Universidade de Sorbonne, OAB Nacional, Magistratura Federal; UFR- Universidade Federal de Rondonópolis e ABL- Academia Brasileira de Letras.

É biógrafa museal de personalidades pátrias célebres, dentre as quais Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer e Dom Aquino Correia, biografias escritas no formato poético-literário-histórico.

Na senda biográfica-poética, escreveu sobre Fernando Pessoa; Juscelino Kubitschek; Cecília Meireles e a História de Rondonópolis.

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Hino ao Selo Nacional da história do Brasil

Poeta Suziene Cavalcante inaugura novo gênero literário e ressignifica símbolo oficial da República com lirismo patriótico e originalidade inédita

Selo Nacional
Selo Nacional

Em um feito literário e cívico de grande relevância, a poeta brasileira Suziene Cavalcante acaba de compor o primeiro Hino ao Selo Nacional da História do Brasil. A obra não apenas se destaca por sua beleza poética e densidade simbólica, como também inaugura um novo gênero literário batizado pela própria autora: a Ode Histórico-Patrimonial.

Intitulado “Hino ao Selo Nacional”, o poema-hino é uma exaltação poética ao símbolo muitas vezes negligenciado entre os emblemas oficiais da República. De forma inédita na literatura brasileira, a obra confere ao Selo Nacional um papel de protagonista lírico e cívico, transformando-o em ícone de união, soberania e compromisso da pátria com seus ideais constitutivos.

Com versos como “Na formosidade do teu selo respira a soberania e o zelo do espírito brasileiro!”, Suziene oferece ao leitor uma experiência que mistura solenidade institucional com transcendência espiritual. O Selo é retratado como um elo sagrado entre o Brasil e seu destino histórico, sendo descrito como ‘espelho do céu’, ‘anel’, ‘noiva adornada’ e ‘esposa do céu’ — imagens que dialogam com o sublime, o amor e a fidelidade.

Além da estética impecável e da musicalidade natural do texto — com repetições, ritmo envolvente e construções anafóricas —, o hino também destaca a presença prática e simbólica do Selo Nacional nos atos solenes do Estado brasileiro:

“Selo presente na diplomação forense gradual.
Na jornada dos discentes, no toque diplomacial.”

Suziene, reconhecida nacional e internacionalmente por sua criação de biografias poéticas e hinos a instituições de relevância histórica, mostra-se mais uma vez inovadora ao propor um novo olhar sobre os elementos que compõem a identidade nacional. A Ode Histórico-Patrimonial, gênero que une história, símbolo, patriotismo e lirismo elevado, é uma de suas maiores contribuições à literatura contemporânea brasileira.

O Hino ao Selo Nacional reforça a importância da valorização dos nossos símbolos e de um sentimento cívico mais profundo e consciente. Em tempos de crescente desencanto com as instituições, a poesia de Suziene Cavalcante ressurge como uma ponte entre o povo e os pilares invisíveis, porém fundamentais, da República.

“Ao eternizar em versos um emblema muitas vezes esquecido, a autora cumpre um papel que é, ao mesmo tempo, artístico, educacional e patriótico.” ( Sergio Diniz)

HINO AO SELO NACIONAL

Hino ao Selo Nacional

Sobre a autora

Suziene Cavalcante
Suziene Cavalcante

Suziene Cavalcante, natural de Rondonópolis (MT), é bacharel em Direito, Letras e Teologia, policial estadual em Mato Grosso, poetisa, escritora de contos revolucionários, compositora e cantora cívica, com livros publicados em diversos segmentos: jurídico, poético-literário, ficção-romance, biográfico, contos, prosa etc.

Autora do livro ‘A História de Cuiabá em Poesia – 300 anos’.

É Embaixadora Cultural da AIAP – Academia Intercontinental de Artistas e Poetas e coordenadora do Projeto Arte Jurídica/2° Juizado TJ-MT.

Autora de hinos de várias entidades, dentre as quais, ONU; Universidade de Sorbonne, OAB Nacional, Magistratura Federal; UFR- Universidade Federal de Rondonópolis e ABL- Academia Brasileira de Letras.

É biógrafa museal de personalidades pátrias célebres, dentre as quais Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade, Oscar Niemeyer e Dom Aquino Correia, biografias escritas no formato poético-literário-histórico.

Na senda biográfica-poética, escreveu sobre Fernando Pessoa; Juscelino Kubitschek; Cecília Meireles e a História de Rondonópolis.

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Quando a confiança floresce

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora

‘Quando a confiança floresce, a criatividade constrói futuros possíveis’

Joelson Mora
Joelson Mora
Imagem criada por IA do Bing - 06 de agosto de 2025, às 10:30 PM
Imagem criada por IA do Bing – 06 de agosto de 2025,
às 10:30 PM

A força invisível que desperta o potencial humano libera novas ideias e constrói caminhos para um amanhã melhor.

Vivemos em um tempo em que ideias movem o mundo, mas muitas delas nascem e morrem dentro de nós, sufocadas pelo medo de errar ou pelo julgamento alheio. O que falta para que possamos criar, inovar e transformar realidades? A resposta é simples e poderosa: confiança.

Quando a confiança floresce, algo extraordinário acontece: a mente se abre, a imaginação se expande e futuros possíveis começam a ser construídos. É nesse encontro entre coragem e criatividade que surgem soluções que mudam vidas, negócios e até a história da humanidade.

Pesquisas da Harvard Business Review revelam que ambientes de alta confiança são 50% mais produtivos, 76% mais engajados e apresentam níveis de estresse significativamente menores. Neurocientistas explicam que, quando nos sentimos seguros, o cérebro libera dopamina e serotonina, favorecendo conexões neurais ligadas à curiosidade, ao raciocínio criativo e à solução de problemas.

Sem confiança, predomina a insegurança, e o medo ativa a amígdala cerebral, limitando a capacidade de inovar. É como tentar acender uma chama enquanto a água do medo insiste em apagá-la.

Thomas Edison: tentou mais de mil vezes antes de fazer a lâmpada funcionar. Se tivesse desistido, talvez o mundo ainda estivesse no escuro.

Ambientes corporativos criativos: empresas como Google e Pixar se tornaram gigantes globais porque cultivam espaços onde errar faz parte do processo de criar.

A força da educação: professores que confiam no potencial de seus alunos abrem portas para descobertas e mentes brilhantes que mudam o futuro.

A confiança não é apenas externa, é um movimento interno. É o despertar da consciência para entender que somos capazes, que cada um de nós carrega um potencial criativo único. Esse despertar mental rompe crenças limitantes, acende a coragem de tentar e transforma o impossível em possível.

“A criatividade não é privilégio de poucos. É uma energia viva, presente em todos nós, esperando a chance de florescer.”

Como cultivar a confiança e expandir a criatividade?

Abrace os erros: cada tentativa é um degrau para algo maior.

Busque ambientes de incentivo: cercar-se de pessoas que acreditam em você é um fertilizante para a mente criativa.

Pratique a presença: meditação e respiração consciente trazem clareza e diminuem a ansiedade de errar.

Aja, mesmo sem certeza: a confiança cresce no movimento, não na espera.

Se cada um de nós cultivasse a confiança — em si, no outro e no amanhã — quantas ideias brilhantes deixariam de ser silenciadas? Quantos futuros possíveis já estariam acontecendo hoje?

A confiança é o solo fértil onde a criatividade germina. E um mundo criativo é um mundo com mais esperança, mais soluções, mais vida.

Joelson Mora

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Salve o mundo

Nilton da Rocha: Poema ‘Salve o mundo’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada por IA do Bing – 06 de agosto de 2025,
às 15:55 PM

Há um lugar em que o amor nos chama,
Onde a paz encontra o coração,
É lá que, juntos, mãos se entrelaçam,
Na esperança de uma nova estação.

Se cada gesto for sincero,
Se cada olhar for de compaixão,
O amanhã será mais belo,
Livre da dor e da solidão.

Salve o mundo com sua bondade,
Abrace o que é puro, o que é real,
Pois somos parte desta humanidade,
Que busca o caminho do ideal.

E se acreditarmos no poder do bem,
O mundo brilhará com nova luz,
Um futuro de paz será refém,
Do amor que a todos nos conduz.

Nilton da Rocha

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Heaven, sem agrado

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Heaven, sem agrado’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do Bing - 06 de agosto de 2015, às 16:34 PM
Imagem criada por IA do Bing – 06 de agosto de 2015,
às 16:34 PM

Havia um cheiro de desinfetante barato, luzes azuis piscando no ritmo errado, e corpos adolescentes fingindo ser adultos — naquela boate escondida entre dois postos de gasolina, na periferia daquela minúscula cidade , onde ninguém sabia muito bem o que estava fazendo.

Era anos 2000, e tudo parecia prestes a começar.

Galeno tinha dezessete anos e um coração que cabia inteiro dentro da sua camiseta polo listrada. 

Ele não dançava bem, não bebia muito, e não sabia mentir. 

Ficava perto das caixas de som como quem procurava refúgio — talvez para que ninguém notasse o modo como olhava para Luisa.

Luisa  era dois anos mais velho.

Usava calças rasgadas antes que isso virasse moda e dançava como se o mundo estivesse em slow motion só para ela. 

Todo mundo se apaixonava um pouco por Luisa . Mas Galeno — ah, Galeno se apaixonou e  muito.

Foram três meses de encontros semanais, onde nada acontecia e tudo acontecia. Um cigarro dividido atrás da boate. 

Um elogio sobre os tênis novos. Um olhar que durava meio refrão. A esperança, sempre silenciosa, caminhava ao lado.

Numa noite qualquer de outubro, o DJ colocou Heaven, de Bryan Adams. 

E foi como se o tempo recuasse. 

Galeno encostado na parede, segurando um copo de refrigerante quente, viu Luisa atravessar a pista, envolto por aquela melodia lenta, solene, carregada de alguma coisa que não cabia naquela boate suada.

Foi até ela. E a beijou. Como se aquela música fosse só para os dois. . 

A noite estava morna, cheia de cigarras, e as lembranças da juventude mais fortes que o normal

Não chorou — porque às vezes o amor não correspondido é tão puro que dói bonito. Era como amar uma estrela: inatingível, mas brilhante.

A música não tocou. 

O tempo foi passando. A boate virou uma farmácia. A farmácia virou um estacionamento.

E Galeno  cresceu. Trabalhou. Leu livros. Amou outras pessoas — às vezes muito, às vezes pouco. Mas, de vez em quando, quando ouvia Heaven em algum rádio esquecido, lembrava-se.

Lembrava-se de quando amava alguém somente na imaginação.

E de como, mesmo assim, aquilo havia sido amor de verdade.

Clayton Alexandre Zocarato

Bryan Adams – Heaven – Acoustic Live

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