Jornalista sorocabana lança livro-reportagem sobre Quimbanda de Angola
Capa do livro ‘Batismo de Fogo: o caminho do iniciado em uma tradição de quimbando banto brasileira, de Fernanda Horvath Réus
Obra nascida de TCC na UNISO mergulha em uma das espiritualidades mais marginalizadas do Brasil
Sorocaba, junho de 2026. A jornalista Fernanda Horvath Réus, formada pela Universidade de Sorocaba (UNISO), anuncia o lançamento de Batismo de Fogo: o caminho do iniciado em uma tradição de Quimbanda Banto-Brasileira. O livro-reportagem, publicado pela editora Manus Gloriæ, tem origem no trabalho de conclusão de curso da autora e representa uma das primeiras investigações jornalísticas aprofundadas sobre a Quimbanda de Angola no Brasil.
A obra acompanha o percurso do neófito dentro da tradição, com base em observação de campo, entrevistas e relatos colhidos ao longo da pesquisa. O eixo central é o Batismo de Fogo, primeiro ato da iniciação, marcado pelo apaziguamento dos bakulos, os ancestrais não-bruxos. O leitor é conduzido pelo rito de dentro.
Ao contrário do que prevalece no imaginário popular, a Quimbanda abordada no livro vai além das figuras de Exu e Pombagira. A obra apresenta os N’kisis e uma cosmologia Banto-Brasileira mais ampla, historicamente sub-representada tanto na academia quanto na cobertura jornalística.
“É uma espiritualidade que carrega décadas de marginalização e, ao mesmo tempo, uma riqueza cultural e cosmológica que praticamente não aparece na mídia ou no mercado editorial”, diz a autora.
Pré-lançamento
O livro está em fase de pré-lançamento com reservas abertas. Os primeiros exemplares têm 10% de desconto sobre o valor de capa de R$ 50,00, mais frete calculado por CEP. A quantidade promocional é limitada. A previsão de envio é para meados de julho.
As reservas devem ser feitas pelo direct no Instagram da editora @manusgloriaeeditora ou pelo e-mail manusgloriae@gmail.com, informando o interesse e o CEP. Formas de pagamento: Pix ou cartão.
Sobre a autora
Fernanda Horvath Réus – Arquivo pessoal
Fernanda Horvath Réus, natural de Boston (MA) e crescida em Sorocaba (SP), é jornalista formada pela UNISO, pós-graduanda em Jornalismo Cultural e de Entretenimento pelo Centro Universitário Belas Artes e Doutora Honoris Causa pela ASBRAC e FACTEFERJ.
Pesquisa cultos e espiritualidades marginalizadas, com foco na relação entre feitiçaria, comunicação e culto de mortos.
É autora do livro-reportagem Batismo de fogo: o caminho do iniciado
Livro-reportagem investiga a Quimbanda de Angola no Brasil. A obra narra o rito do Batismo de Fogo, desmistificando a tradição banto-brasileira de dentro.
O panorama literário nacional ganha um capítulo luminoso com a chegada da escritora Edelweiss Nascimento Assis Ribeiro de Souza.
Em sua estreia no universo dos livros, a autora traz uma bagagem que une a sensibilidade das memórias de infância à profundidade de uma sólida trajetória acadêmica.
Edelweiss Assis
Nascida no Rio de Janeiro, Edelweiss construiu seu amor pelas palavras nos almoços de domingo na casa dos avós maternos, o comendador Denizard’Leon e Magnólia.
Ali, entre música e conversas sobre ciência e o invisível, ela descobriu que a palavra é afeto e presença.
Na outra ponta de suas raízes, na fazenda mineira dos avós paternos, Vicente e Judith, ela aprendeu o valor do silêncio e o encanto dos causos ao pé do fogão.
Essa união entre a mente curiosa e a sabedoria da terra moldou uma profissional plural: formada em Comunicação Social, especialista em Arteterapia, Naturopatia e Psicanálise, mestre em Hipnose pela Espanha e doutoranda em Psicologia na Argentina.
Toda essa dedicação busca responder a uma pergunta que a acompanha desde menina: “Para onde vão as palavras?”.
Hoje, a autora compreende que o destino final de cada letra é o corpo, o nosso e o do outro.
Após anos dedicados à escrita acadêmica, Edelweiss faz sua transição para a literatura trazendo uma escrita acolhedora, humana e profundamente profissional.
Seu fazer literário é, como ela mesma define, um modo delicado de continuar tocando o piano invisível que ressoava nos domingos de sua infância, transformando palavras em pontes vivas de cura e conexão.
Mais do que sons ou traços no papel, as palavras são sementes.
Algumas florescem como acolhimento, pertencimento e cuidado; outras, silenciosas e invisíveis, conseguem se fixar como dores emocionais persistentes, influenciando pensamentos, sentimentos, vínculos e a forma como cada pessoa se relaciona consigo e com o mundo.
A partir de uma trajetória que integra comunicação, psicanálise, arteterapia, naturopatia, hipnose e psicologia, a autora tece reflexões sobre o poder construtivo ou feridor da linguagem que habita cada sujeito.
Revela como falas aparentemente inofensivas acabam porcristalizar crenças limitantes e favorecer sofrimentos emocionais, ao mesmo tempo em que a ressignificação das palavras permite converter dor emocional em potência, silêncio em escuta e ruptura em reconexão.
Este livro é um convite delicado e corajoso para revisitar as palavras recebidas, repetidas e internalizadas ao longo da vida e para reconhecer que, muitas vezes, o cuidado emocional começa no verbo.
Joelson MoraImagem criada peloa IA do Bing, em 09/07/26 às 10:45h
A palavra pacto costuma despertar imagens muito específicas. Alguns pensam em contratos, outros em alianças religiosas e há quem a associe a histórias envoltas em mistério. Em sua essência, porém, um pacto é simplesmente um compromisso assumido com consciência e responsabilidade.
E, talvez, seja justamente aí que esteja a sua maior força.
A vida humana é construída sobre pactos.
Desde cedo fazemos acordos com a sociedade, com a família, com o trabalho e com as pessoas que cruzam o nosso caminho. Assumimos responsabilidades, fazemos promessas e estabelecemos compromissos que orientam nossas escolhas. Entretanto, existe um pacto que antecede todos os demais e que, muitas vezes, passa despercebido: o compromisso que estabelecemos com a própria consciência.
Esse pacto não é firmado com uma assinatura, mas com decisões.
Cada vez que escolhemos agir com honestidade quando ninguém está olhando, renovar um hábito, controlar uma reação impulsiva, cuidar da saúde ou oferecer perdão, reafirmamos um compromisso silencioso com quem desejamos nos tornar.
Na perspectiva espiritual, esse é o verdadeiro ponto de partida da transformação. Antes de mudar o mundo ao nosso redor, somos convidados a transformar o mundo que existe dentro de nós. Grandes tradições espirituais, cada uma à sua maneira, ensinam que a verdadeira mudança nasce no interior e se revela nas atitudes. A espiritualidade deixa de ser apenas um conjunto de crenças para tornar-se uma forma de viver.
Mas existe um aspecto ainda mais profundo.
Somos seres que influenciam e são influenciados constantemente. Nossos pensamentos despertam emoções, as emoções orientam comportamentos e nossos comportamentos moldam os ambientes onde vivemos. A ciência demonstra que estados emocionais afetam nossa saúde física, nossas relações e até a forma como enfrentamos desafios. Da mesma forma, muitas tradições filosóficas utilizam a ideia de “vibração” para representar a qualidade da presença que levamos ao mundo. Quando cultivamos serenidade, esperança, gratidão e compaixão, nossa presença tende a gerar confiança e acolhimento. Quando alimentamos medo, ressentimento ou agressividade, esses estados também se refletem na forma como nos relacionamos.
Por isso, falar em elevar a própria vibração não significa recorrer ao pensamento mágico, mas assumir a responsabilidade de cultivar pensamentos, emoções e atitudes que favoreçam uma vida mais equilibrada. Nossa energia não é apenas aquilo que sentimos; é também aquilo que transmitimos por meio da nossa presença.
Esse entendimento aproxima o conceito de pacto da Saúde Integral. Corpo, mente, emoções, relacionamentos e espiritualidade não caminham separados. Eles dialogam o tempo todo. Negligenciar um desses pilares inevitavelmente repercute nos demais.
Talvez o maior desafio da vida não seja cumprir promessas feitas aos outros, mas permanecer fiel às promessas feitas a si mesmo. Quantas vezes prometemos cuidar da saúde, dedicar mais tempo à família, estudar, descansar, desenvolver paciência ou simplesmente viver com mais propósito? Nem sempre falhamos por falta de capacidade; muitas vezes falhamos porque esquecemos de renovar diariamente esse compromisso interior.
Um pacto verdadeiro não transforma apenas um dia. Ele transforma uma identidade. Aos poucos, deixamos de agir apenas por obrigação e passamos a agir por convicção. A mudança deixa de ser um esforço temporário para tornar-se parte de quem somos.
No fim, percebemos que não existe crescimento sustentável sem coerência entre aquilo que pensamos, sentimos e fazemos. Essa coerência é o alicerce da paz interior, das relações saudáveis e da construção de uma vida com significado.
Vivemos em uma época em que muitos buscam mudar o mundo, mas poucos se perguntam: qual compromisso tenho assumido comigo mesmo?
Talvez essa seja a pergunta mais importante de todas.
Porque toda transformação verdadeira começa em silêncio, dentro da consciência, muito antes de ser percebida pelo mundo.
José Antonio TorresImagem criada pela IA do Bing, em 09 de julho, às 11h53
Em minha vida, nunca tracei metas ou objetivos. Sempre fui trilhando, da melhor forma possível, os caminhos que a vida ia me apresentando. E assim, ainda prossigo. Parar ou me prostrar diante das dificuldades não é uma opção.
Sou uma obra inacabada. Estou em permanente construção, reparando as imperfeições que existem em mim. Há muito ainda por fazer. Não vim a este mundo para desfrutar de benesses. Vim aprender, corrigir equívocos e aprimorar o meu espírito.
A verdadeira felicidade está em outro plano, muito mais sutil e etéreo, não neste. Se meu corpo padece de deficiências e certa imobilidade, minha mente decola e absorve conhecimentos, me descortinando novos horizontes.
Quando achei que estava pronto, que nada mais poderia realizar, me reinventei e surpreendi a mim mesmo. Sinto que meus sentimentos florescem em beleza e sensibilidade, descortinando, a cada dia, a sensação da mais maravilhosa liberdade, banhada de intensa alegria.
Diante disso, vou procurando perfumar meus caminhos, para que os que comigo caminham possam inalar essa essência ao meu lado. Não, não estou pronto. Quando penso que a obra em mim está terminada, olho de fora para dentro do meu ser e percebo que ainda sou, apenas, um rascunho de mim mesmo.
Maria Teresa LiuzzoImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/e478b15d151c5fec?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Simon Weil, poeta di spirito religioso, diceva che ” il popolo ha bisogno di poesia come di pane”. Un margine bianco, che il poeta trasforma in voce pura che parla, e non in fiore dell’oblio nello spirito del tempo. E’ nel fascino del mistero che riemergono i sogni della sofferenza e della tragedia di un paesaggio umano, crisalide di luce e di vita. Il tempo si riappropria di se stesso: è sangue vivo nella roccia, spogliato della propria identità.
Un’eutanasia priva di piaghe in contemplazione religiosa legata ai sacri valori della vita nella loro armonia universale. L’infanzia, la memoria, il dubbio, il soffrire e l’amore quale sogno irripetibile e personale di un’osmosi nucleica quanto integrale, di una realtà innocente quanto drammatica, eppure profondamente umana. Poesia come fonte di luce, superamento delle tenebre, vittoria della vita sulla morte, dell’amore sull’odio.
L’amore colto nel vero significato di questo complesso e totalizzante aspetto della vita, non come relazione con una particolare persona: ma attitudine, orientamento di carattere che determina i rapporti della singola persona col mondo e non verso un ”oggetto” da amare. Amare una sola persona ed essere indifferenti nei confronti dei nostri simili, non sarebbe amore, ma attaccamento SIMBIOTICO o un EGOTISMO portato all’eccesso.
La maggiore conoscenza è congiunta indissolubilmente all’amore… Non va confusa la debolezza dell’individuo, che è una condizione transitoria, con lo stato normale e permanente. (ERICH FROMM – ”L’arte di amare”). In questa silloge, ”L’ombra non supera la luce ”, luce e ombra si inseguono, si alternano, ma l’una contiene l’altra, l’eterna lotta tra la vita e la morte, tra il bene e il male, la visione del mondo e della realtà nei suoi molteplici aspetti, coi principi e i valori assoluti che non possono essere dismessi.
L’ombra mai fine a se stessa, ma come viatico, attesa della gioia. Uomo – Natura – Vita non come percorso singolo, ma simultaneo. La condizione della donna, il mito, la guerra, il terrorismo, Dio, assente dai pianeti in quanto nascosto, la fame nel mondo, gli egoismi, le ingiustizie, l’arroganza, l’indifferenza, il dolore che colora il linguaggio e, spesso, dà sapore all’inesprimibile.
Presenza e regia di una psiche quasi sempre minata e in disparte, che accetta e vive i due ruoli (quello di ombra, che è agonia, coagulo del sangue, in un labirinto che disorienta, dove la mente è il bisturi e il corpo l’anima che si spoglia della propria identità), attraversa tutte le declinazioni del dolore per impadronirsi di esso, per ritrovare dignità e dimensione, essere presenza, dunque del tempo e della storia. La traslazione dell’Io in simmetria col suo diorama dionisiaco.
Strumento e ricerca, nella notte che non è sepolcro, ma grazia dell’attesa, metamorfosi della coscienza dove il sangue si fa fantasia e la vita e la speranza riemergono come luce dai fondali. E’ il sorgere dell’anima ma anche della coscienza e della saggezza. Le vite ci appaiono come fiumi, rami, raggi che si separano ma poi si intrecciano, diventano sfere, radici, oceani. Si annulla la dispersione nell’unità del divino.
Abbiamo il mondo, alimentato della nostra interiorità, dalla sfera inconscia ed oscura della nostra mente e dei nostri sensi, dal rapporto costante e biunivoco con l’umanità, con le molteplici realtà prossime o lontanissime nelle quali siamo immersi e con le quali interagiamo. E’ la sincerità dei sentimenti che gratifica il poeta, la toccante consapevolezza che fa vibrare l’anima più del fuoco che purifica; il suo respiro che non è che un punto infinitesimo nelle maglie dell’Umanità, su una strada senza fine; il donarsi del poeta in una intimità, quasi sacrale, perché la poesia è soprattutto silenzio, è la lunga gestazione di ciò che spesso le parole non riescono ad esprimere.
Ma è proprio in quel silenzio assordante che le distanze si annullano, si precipita nell’inconscio rigenerato dal rito dell’Amore, esplode la vita nel suo continuo donare: la parola si separa per giungere alle vette dello spirito. E’ la metamorfosi del pensiero nel crudo realismo degli abissi. Il sangue tace e il cuore compone restituendo alla parola verità, dignità, splendore. Si sosta in una zona intermedia della realtà (tra coscienza materiale del mondo e spiritualità), tra il polo della mente e quello dell’anima. La vita sorge dal vuoto come per incanto e il Mito e l’Amore sfrondano le angosce.
Si ha l’impressione di essere in una maglia luminosa che attrae e allo stesso tempo ci fornisce le immagini più disperate e le tensioni più diverse. Realizzare un mosaico di tanti frammenti in una realtà che ci sovrasta e in cui siamo immersi significa scendere in apnea nella memoria e uscire non con un verso, ma con il corpo e il peso della nostra coscienza, con la medesima realtà delle nostre emozioni, sentimenti, sensazioni, con l’assurda speranza di cogliere almeno l’ombra di una ragionevole luce. Poesia: voce dello Spirito, anima, mente, coscienza.
Voce simultanea di tutte le cose senza circostanze né limite, su piani o livelli. Poesia come sintesi emotiva, coscienza critica del Tempo, come luogo ”a parte” dell’esperienza umana nel nostro bisogno e rifugio del genere umano. E’ un fenomeno essenzialmente sociale in quanto scaturisce dalla mente dell’individuo. E’ un lungo, interminabile viaggio nell’anima, l’esperienza di un’emozione diretta ad un animo disposto a comprenderla e va vissuta intensamente, perché è il dono più prezioso dell’attesa.
E’ il nostro animo che si riveste di fascino e rigenera i confini tra passato e presente, tra verità e menzogna, tra fede e sogno. Come il fiume che scorre e si fa carezza e parola. Solo il cuore riesce a trovare accordi di suoni e colori. Il segreto della vera poesia è la cieca comunione dello spirito che dall’oscurità dà voce alle forme. L’uomo ha bisogno della parola (certezza) che è la necessità dell’espressione dello stesso per raggiungere una maggiore consapevolezza di sé nel mondo. Non esiste, infatti, il vuoto concepito fuori dalla nostra realtà che è insieme ardore e tormento e che si concretizza con la capacità della visione, che è la resa di un’emozione vissuta e sofferta intensamente: battito e silenzio della stessa voce.
E’ il caos dell’Infinito, col suo ordine sotterraneo. E’ l’ombra che veste l’incerto (che circoscrive il limite e l’ottusità, la disperazione del nulla) dove l’essere abita il corpo ma rimane estraneo al cuore, incapace di mostrare sé stesso nella sua fragilità e nella propria tristezza. Il consumismo fa perdere i valori umani e sociali e la poesia come l’Amore induce a subire un progressivo avvicinamento ai valori della fede nella vita familiare, civile e politica. Dà senso e valore alla propria esistenza. Senza poesia non c’è vita. L’uomo sarà concime del suo sangue ma la parola non sarà mai cenere. Un animus privo di poesia è come un paese debole laddove la famiglia è in crisi. L’individuo vive in una cortina di nebbia che sfuma i contorni di una realtà che è la tomba della parola muta, la totale mancanza di quel suo Amore.
Poesia, dunque, come coscienza del tempo. Il viaggio del Mito attraverso la parola, purezza del fuoco nella solitudine, dono del sogno che ci accompagna fino alla morte nella nenia del dolore. Poesia come sapore di conoscenza offerta quotidianamente nel canto della parola. Evitare di gareggiare per somigliare ad altri ma essere se stessi. Non aspettare che la nenia del dolore (tenebra) ci avvicini. Vivere la parola, bere nel calice della luce e non dividere la terra con i morti. Poesia come verità. Poesia come donna. Urgenza della parola come passione per il nudo (Verità) e bellezza femminile (gioia del cuore) – (vedere Sade e Masoch), l’inconscio e il problema del doppio, la vita come Arte e Arte come vita. (Freud) e la psicanalisi dei sogni, (poesia come parola sul trapezio.) (Freud).
Un susseguirsi di vero e falso, fantasmi, suicidi e omicidi per amore, l’anima schiacciata dalla psiche, il colore si sovrappone, una parola ingoia l’altra. La parola libera come l’acqua (ci riporta alle ondine nei miti germanici). La qualità che i Russi stimano di più è il possesso di Dusha, cioè dell’Anima (mantenere intatta e difendere la percezione di ciò che è immenso e puro). Poesia come luce. Un lungo viaggio dall’ignoto al consueto, il palpito espressivo come metafora dell’esistere dunque, una resa espressiva e ricerca creativa della parola che la eterna sulla carta, ne anticipa i tempi, il compiersi dell’espressione, il possesso della metafora (parola), la gioia dell’ottimismo che lega persino due anime sconosciute; le radici della memoria che legano mari, tempi, dimore, che trascinano due menti in sintonia in quell’amore stupendo che ci rende ospiti l’uno nel cuore dell’altro, guanciale su cui riposare, dove corpo e mente trasmigrano: la coscienza diviene realtà e non sospensione del tempo dove impera il vissuto, l’esperienza del quotidiano che focalizza la visione della vita e della morte, nel nostro immaginario, bensì nella piaghe del nostro respiro.
Il poeta entra in rapporto con la propria essenza, vive la poesia in modo estremo, radicale, definitivo. E’ amore per la ricerca senza fine, la conservazione di un modo originario di vivere, l’ampiezza di interessi e conoscenze: la vita con le vicende che l’attraversano. Il tempo trasformato in poesia, dunque, forma artistica, che rivela il sogno e la realtà, ma soprattutto l’emozione che è la propria anima allo specchio, il riflesso di quel magma mentale in incubazione, l’altra isola del cuore, ciò a cui neppure lo stesso poeta attinge e rimane sconosciuto persino a se stesso: è il momento del sacro.
E’ la poesia come vita, come esperienza e va cercata nel polso della gioia, colta sulla cima dei sensi, che ci rende profondamente veri, profondamente umani nell’eternità della luce e della sapienza. Poesia del Dolore, poesia della Luce, poesia della Vita. – ”Voi cercate una vita felice in un paese di morte: non è lì. come potrebbe essere una vita felice ove manca la vita?” Da ”Le Confessioni” di Sant’Agostino. La Poesia, dunque, è amore, vita, sogno di tutti i tempi e come l’Amore ”ha orrore di ciò che non è sé stesso” (H. de Balzac) in quanto ”vita è un sonno, l’amore ne è il sogno, e avrete vissuto se avrete amato” (H. de Musset). Poesia come speranza certa e segreta, coraggio e non prudenza, fuoco che rivela ciò che il gelo nasconde, emozione, passione. Usando a prestito una frase di AI QING ”Nessuno può andare contro la verità del suo cuore”. La POESIA siamo noi!
Marli FreitasImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/deb5a3dbb8b8c66c?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Quando Machado de Assis disse que “A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal”, Meu mundo parou… bebi o mel do seu intelecto E me entreguei ao êxtase de conhecer um gigante Que nasceu humildemente humano, neto de escravos alforriados Que trilhou suavemente o caminho do saber.
De mente brilhante, viu no Padre Silveira Sarmento, Seu mentor de latim e melhor amigo. Absorveu em detalhes os estímulos da Chácara do Livramento E depois da morte prematura de sua mãe, já em São Cristóvão, Apoiado pela madrasta, doceira em uma escola para meninas, Não teve dúvidas de que acumularia nobres aprendizados.
Espírito aventureiro, estudou Língua Francesa com o padeiro, No ‘Periódico dos Pobres’ publicou seu primeiro soneto ‘Senhora D. P. J. A.’, Frequentou a livraria de Francisco de Paula Brito, Que vendia remédios, chás e fumo, Mas também servia de encontro para uma boa conversa.
Em tenra mocidade passou a tipógrafo na ‘Imprensa Nacional’ E Manuel de Almeida, ao contemplar o seu potencial, o incentivou A seguir carreira literária, nesse contexto, passou a colaborar Com o ‘Correio Mercantil’, ao chegar à maioridade, Já era conhecido entre os intelectuais passando a repórter E jornalista no ‘Diário do Rio de Janeiro’.
Dedicou ‘Crisálidas’ aos seus pais e estreitou contatos com os poetas. Contribuiu com o hino ‘Cantada da Arcádia’ – Fluminense, Escrevia crítica teatral, aprendeu grego para conhecer Sócrates e Platão. Machado não era um homem bonito, mas era culto e elegante. Entusiasmava a esposa portuguesa Carola com cartas românticas e dizia, “Tu pertences ao pequeno grupo de mulheres que sabem amar, sentir e pensar”.
Primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, E criou a ‘Panelinha’ para festivos ágapes. Ao perder sua amada revela, “Foi-se a melhor parte da minha vida E aqui estou só no mundo”, e assim o poeta deixou este mundo Com as palavras de Tavares Lira, “… cercava-se de flores, círios de prata E lágrimas discretas”.
‘María Elcy Ramírez y el encanto colorido de su obra‘
Logo da seção Entrevistas ROLianasTítulo: Sevilla, 1938. Técnica : Óleo sobre lienzo. Dimensiones: 87 x 264 cm. Año: 2023. Autora: María Elcy Ramirez Cuartas. Cortesía.
Queridos amigos planetarios:
Hoy tengo el privilegio de presentarles a una excelente artista, una mujer a quien admiro profundamente, no solo por su trayectoria, sino por la humanidad que habita en ella. Me refiero a la artista plástica María Elcy Ramírez Cuartas, nacida el 24 de julio de 1954 en el municipio de Sevilla, Valle del Cauca, Colombia.
Ella recuerda sus orígenes y el ambiente en que creció: “Mis padres fueron Miguel Antonio Ramírez Guarín, labriego de sueños montañeros y caficultor de profesión, y mi madre, Estefanía Cuartas Gallego, modista de oficio; mientras trabajaba cantaba y escribía versos. Fue allí donde nació mi inspiración: en un ambiente cálido, tranquilo y amoroso donde manos dignas y juiciosas me enseñaron el valor del trabajo honesto. Sevilla, mi solar nativo, me permitió vivir la adolescencia entre lo barrial y lo veredal, en San Antonio”.
Título: Entre la vida y la muerte. Técnica: Óleo sobre lienzo. Dimensiones: 86 x 85 cm. Año: 2024. Técnia: María Elcy Ramirez Cuartas. Cortesía.
Crecer y vivir en lo rural siempre será un ambiente inspirador, y aún más para quienes se dedican al arte. Nuestra entrevistada añade: “Crecer entre paisajes cafeteros, atardeceres y amaneceres que solo Sevilla posee; disfrutar de las costumbres y la cotidianidad de mi gente campesina forjó mi alma y mi proyecto artístico. Mi obra le canta a la naturaleza para agradecer a Dios el regalo de la creación, y a mi descendencia, que represento en cinco pajaritos danzantes en medio de los paisajes. Esta conexión tan profunda y espiritual con el paisaje se vuelve melodía, alabanza, oración: un acto de amor y gratitud que es el mejor regalo para los sentidos. Lo tomo como fondo de la escena principal de mis obras, enfocadas en rendir homenaje a los oficios del pasado que se niegan a desaparecer. Oficios que hicieron historia, civilización e idiosincrasia; maneras de ser y de pensar con una carga de arte y tradición que constituían las raíces más profundas de los pueblos y su identidad”.
El estilo artístico de Elcy es costumbrista y figurativo, y aborda temáticas diversas, destacando asuntos sociales y la madre naturaleza. Desde estas líneas aprovecho para extenderle mis sinceras felicitaciones a la señora María Elcy, por su valioso trabajo los invito a conocer más de esta artista sudamericana, cuya obra artística es, sin duda, brillante, es un verdadero honor poder compartirles con ustedes amigos lectores esta entrevista. En esta amena charla hablamos de sus influencias y de los temas que aborda, además al final comparte una reflexión y un mensaje dirigido a los jóvenes que aspiran a ser artistas plásticos.
María Elcy Ramírez Cuartas, artista plástica colombiana, en una esquina de su taller posa, entre sus pinturas y pinceles con una sonrisa colorida. Foto/Cortesía.
Entrevista:
¿Qué recuerdos constantes guarda de su tierra natal Sevilla en el Departamento del Valle del Cauca?
Es imposible olvidar aquellos lugares donde amamos tanto la vida. Allí estaba la familia unida: mi padre, Miguel Antonio, campesino, labriego de sueños, que cuidaba la tierrita para darnos el sustento.
A mi madre la recuerdo amorosa y responsable, apoyando a mi padre y cuidando la casa mientras ejercía su oficio de modista. En ese ambiente familiar, sencillo y tranquilo, se respiraba la frescura del clima sevillano: la niebla acariciando las montañas cafeteras, el verdor de los cultivos florecidos, la música y los nobles campesinos en sus labores.
¿Cuántos años tenía cuando descubrió su vocación por las artes plásticas?
No sé cómo ni cuándo comenzó mi vocación por pintar… sólo puedo decir que siempre me acompañó una sensibilidad profunda por la belleza del color, su armonía en la naturaleza y el goce que me producía palpar tan de cerca, en la finca de mi padre, el canto de los pájaros, el olor de la guayaba madura, el aroma del café recién tostado y mi gente campesina cuidando con tanto amor la tierra. Esos sentimientos tan puros se convirtieron en un deseo interior, una chispa de emociones que de alguna manera tenía que expresar; desde muy joven empecé a pintar.
¿De qué manera influyó en su obra haber crecido entre paisajes coloridos y naturales como los de su pueblo?
Con orgullo puedo decir que Sevilla fue declarada por la UNESCO “Paisaje Cultural Cafetero Patrimonio de la Humanidad” en junio de 2011. Sevilla también es la “Capital Cafetera de Colombia”.
Siento que esa relación con la tierra, su generosa biodiversidad, el aire puro, la temperatura promedio de 20 grados centígrados, la vida sencilla, la dignidad y sabiduría de mis campesinos y tanta belleza natural hicieron que el paisaje fuera recurrente en mi obra y luz soñadora para mis sentidos. Regresar a la sencillez de la naturaleza y a su armonía es lo que más me inspira.
Su madre era apasionada por la música y la poesía. ¿Qué opinaba ella de sus primeros trabajos artísticos?
Se emocionaba muchísimo. Ella también fue modista, un ser humano lleno de nobleza y ternura, con una sensibilidad tan genuina que, sin darse cuenta, fue la inspiración de sus hijos. Su amor incondicional, su paciencia y sabiduría fortalecieron nuestras ilusiones, y así fue como cada uno de sus cuatro hijos fue logrando sus metas. Mi hermano mayor, de joven, incursionó en el teatro. Mi hermana Amanda es melómana. Aldemar es poeta, con énfasis en poesía zen; además, es un destacado gestor cultural.
¿En qué consiste su proyecto artístico “Homenaje a los oficios del pasado que se niegan a desaparecer”?
Mi proyecto artístico es poético, sencillo y humano, donde los protagonistas son artesanos: personas que trabajan con sus manos, mente y corazón para regalarnos piezas de arte únicas.
De nuestros campesinos exalto su resiliencia para mantener viva la biodiversidad, cuidar el medio ambiente y no dejar morir saberes ancestrales en la cultura alimentaria, el cuidado del agua y técnicas sencillas de siembra, forjando el futuro alimentario en cada semilla y en cada árbol que plantan.
En general, hace un homenaje a oficios tradicionales del pasado que hoy persisten con dificultad, resistiendo la automatización de la vida moderna. Oficios que hicieron historia, identidad y espíritu de lucha, formando parte de nuestra memoria colectiva; son los hilos que tejieron la estructura social de nuestros pueblos.
Recordemos al alfarero: sus manos de seda no sólo moldeaban objetos, sino también la tierra misma.
El cantero, con su amorosa fuerza, domó la piedra y es hoy testimonio de la arquitectura antigua.
Y así tantos otros oficios: el zapatero, el carpintero, la modista… fiel ejemplo de ingenio, paciencia y fortaleza.
En sus obras el color verde aparece con frecuencia. ¿A qué se debe esta elección cromática?
Amo el color en toda su expresión; en realidad es quien organiza mis ideas. El color verde, en especial, por ser el más vibrante y símbolo de vida pura en la naturaleza, transmite equilibrio, frescura, calma y serenidad. También lo concibo como un acto de resistencia, con la ilusión y añoranza de tener nuevos frutos de la tierra.
Siento una conexión espiritual muy fuerte con la naturaleza; observarla en silencio me permite sentir la presencia de Dios en tanta belleza y la paz profunda que me transmite: ver un amanecer, el sol saliendo por el oriente, el ocaso de un atardecer, una florecita brotando en mi jardín, el canto de los pájaros.
Así, los paisajes en mi obra se vuelven melodía y oración, una alabanza a Dios, nuestro Padre, como acto de amor y gratitud por la belleza de la creación, que es el mejor regalo para nuestros sentidos.
En estos paisajes también represento a mi descendencia con cinco pajaritos.
¿Cuáles son las principales temáticas que aborda en su obra?
Mi obra expresa recuerdos y vivencias que tocaron mi sensibilidad desde muy niña; trato de abordar sentimientos de gratitud y admiración hacia los campesinos y hacia todos los que realizan un oficio con sus manos.
También abordo temas ecológicos, haciendo un llamado urgente al cuidado del medio ambiente y aprovechando la estética del arte como herramienta para sensibilizarnos sobre los efectos del calentamiento global, que altera el equilibrio de nuestra madre tierra: hogar, refugio humano y albergue de ecosistemas y especies fundamentales para el desarrollo de la vida. El agua es un recurso vital de la existencia.
Tampoco he sido ajena a la deshumanización de la guerra, los desplazamientos forzados y el sufrimiento de madres y niños víctimas del conflicto armado en Colombia y en el mundo; dejo un registro para la memoria como un grito de solidaridad, resistencia y denuncia, cuestionando el silencio social y lo absurdo de la guerra.
¿Como artista empírica ha enfrentado rechazo por parte de otros artistas?
Personalmente no he sentido rechazo alguno. Pero sí es bueno recordar el rechazo que sufrió la mujer a lo largo de la historia y las luchas silenciosas de mujeres valientes que salieron a las calles a reclamar justicia, cuando ni siquiera podían ir a la universidad, mucho menos participar en política, ejercer cargos públicos o expresarse sin miedo como artistas.
Aquí en Colombia, después de muchas luchas, la mujer ejerció su derecho al voto en 1957. Durante siglos muchas mujeres artistas fueron invisibilizadas en la historia del arte por irreverentes y audaces; muchos años —incluso siglos— después podemos hablar de ellas para reescribir la historia.
No muy lejos tenemos a la colombiana Débora Arango (1907–2005), pionera del expresionismo, reconocida por retratar la marginación social de su época; pintó desnudos, prostitutas y acontecimientos de la violencia colombiana que le tocó vivir. Por eso su obra tiene tanto peso: mostró de manera cruda y descarnada esa realidad política. Incomodó tanto que muchas veces retiraron sus obras de exposiciones en Colombia y en Madrid. Su reconocimiento llegó tardío; hoy se consolida como la pintora más importante de la historia del arte colombiano, símbolo de rebeldía y talento crítico.
¿Qué artistas considera que han influido en su trabajo?
Ricardo Gómez Campuzano (1891–1981), bogotano, reconocido como el cantor del paisaje colombiano. Se educó en España y fue influenciado por Sorolla y Dalí, desarrollando su obra entre la vanguardia impresionista y el paisajismo tradicional.
Jean-François Millet (1814–1875), pintor realista del siglo XIX, hijo de campesinos; su pintura realista con toques socialistas, que retrataba la inocencia del hombre campesino, inspiró a grandes artistas. También admiro mucho a Vincent van Gogh y Claude Monet.
¿Qué significado tiene para usted exponer su obra en espacios públicos y en distintas ciudades?
Durante muchos años pinté por disfrute y no me inquietaba la idea de exponer, pero mis amigos me animaban constantemente. De un momento a otro surgieron muchas invitaciones, nacionales e internacionales, y de manera virtual he recibido valiosos reconocimientos que me han permitido medir cómo reaccionan distintas culturas y críticos de arte en cada espacio.
En mis exposiciones presenciales me encanta ver ese diálogo silencioso entre la obra colgada en la pared y la mirada del público, sus gestos de asombro y reflexión. Me emociona sentirlo como un premio a mi trabajo; eso es lo que retroalimenta al artista para seguir con el entusiasmo y la pasión que lo caracterizan.
¿Qué mensaje desea compartir con los jóvenes que están comenzando su camino en las artes plásticas?
Les diría que el arte es una especie de catarsis y expresión personal: que pinten lo que les emociona, lo que les haga felices o lo que les duela. Que pinten con libertad y, sobre todo, con honestidad. Que la pasión y el amor son nuestro motor más importante, acompañados de la observación constante y la pérdida del miedo a equivocarnos.
También les diría que la belleza de nuestros paisajes y la naturaleza es la maestra más completa que tenemos y está a nuestro alcance permanentemente. Observándola aprendemos sobre composición, armonía del color, texturas, luz y sombra. Y de paso le damos gracias a Dios por el regalo de la creación.