João Barcellos lançará livro sobre Porto Feliz

A obra, a ser lançada até o final de 2025, conta com prefácio do historiador Carlos Carvalho Cavalheiro

Autor e prefaciador da obra 'Araritaguaba'. Foto do arquivo dde Carlos Carvalho Cavalheiro
Autor e prefaciador da obra ‘Araritaguaba’. Foto do arquivo de Carlos Carvalho Cavalheiro

João Barcellos vai fundo em suas pesquisas e revela a relação política e espacial da região de São Paulo como um todo

Um dos maiores pesquisadores dos primeiros anos de colonização portuguesa em São Paulo, o historiador e escritor João Barcellos, lançará até o final deste ano o livro ‘Araritaguaba – da aventura colonial ao Porto Feliz‘, o qual contará com o prefácio do também historiador Carlos Carvalho Cavalheiro.

                O livro é o resultado de uma palestra realizado pelo autor há alguns anos e traz informações interessantes sobre os primórdios da ocupação eurocatólica na região do Médio Tietê, onde se localiza, dentre outras, a cidade de Porto Feliz (antiga Araritaguaba).

                João Barcellos vai fundo em suas pesquisas e revela a relação política e espacial da região de São Paulo como um todo. Assim, o autor consegue desvendar os interesses geopolíticos envolvidos na colonização e, desse modo, associa a conquista do Pico do Jaraguá, ao caminho do Peabiru, ao morro do Araçoiaba e às vias fluviais do rio Sorocaba e Tietê.

                Porto Feliz, ou melhor, Araritaguaba (como era conhecida) aparece como ponto estratégico da colonização portuguesa tanto para os colonos e políticos quanto para os jesuítas. O trabalho também valoriza o conhecimento desenvolvido pelos indígenas elevando-o àquele criado pelos europeus. Dessa maneira, Barcellos contribui para uma visão que se desloca do eurocentrismo e parte para uma perspectiva decolonial.

                Para o autor, fato evidenciado no prefácio do livro, o conhecimento e o desenvolvimento cultural e tecnológico dos indígenas foi crucial para o sucesso do empreendimento colonial.

                A obra já estava disponível na internet, mas recebeu algumas revisões e acréscimos. De acordo com o autor, ele resolveu reeditar o livro ‘Araritaguaba – da aventura colonial ao Porto Feliz’ pelo estímulo dado pelo pesquisador Sussumo Harada e, também, pelo empenho do professor Carlos Carvalho Cavalheiro na divulgação da história local. Pelo entusiasmo desses dois pesquisadores, João Barcellos se viu estimulado a reeditar o livro, “apesar das dificuldades”, elucida o autor.

                João Barcellos já publicou dezenas de livros, dentre os quais estão os seguintes títulos: ‘O Brasil dos tropeiros e estradas reais’; ‘Do fabuloso Araçoiaba ao Brasil industrial’; ‘Morgado de Mateus – um fidalgo português na casa bandeirante’; ‘Piabiyu’, ‘Gente da Terra’.

                Carlos Carvalho Cavalheiro, que assina o prefácio, é professor de História da rede pública municipal de Porto Feliz (desde 2006), escritor e historiador, colaborador dos jornais Tribuna das Monções, Jornal Cultural ROL e Portal Marimba Selutu (Angola).

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Livre para pensar

Denise Canova: Poema ‘Livre para pensar’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA da Meta. 16 de julho de 2025,às 19:58 PM
Imagem criada por IA da Meta. 16 de julho de 2025,
às 19:58 PM

Livre para pensar

Essa sou eu

Liberdade total

Meu pensamento

Versos livres

Amor, liberdade e poesia.

Dama da Poesia

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Democratizar a política para a cidadania universal

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Democratizar a política para a cidadania universal

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada pela Meta AI, em 16 de julho de 2025,
às 13:33 PM

As situações de conflito, que ocorrem um pouco por todo o mundo, umas mais graves do que outras, não são um produto exclusivo do tempo atual. Sempre houve, ao longo da História da Humanidade, acontecimentos violentos, que conduziram à morte milhares de pessoas. 

Obviamente que não se incluem aqui as ocorrências naturais, também elas mortíferas: sismos, vulcões, tempestades, fenómenos imprevisíveis, doenças epidémicas, que a ciência e a tecnologia ainda não resolveram definitivamente. O incompreensível reside na incapacidade racional do homem, para criar, e consolidar, as condições favoráveis à pacificação do mundo. 

Por isso é essencial a aceitação de um novo conceito de cidadania, mais abrangente, mais democrático, tendencialmente, uma cidadania universal. Para que tal venha a ser possível, é necessário, também, que a democracia seja interiorizada e praticada livremente, pelos cidadãos de todo o mundo, o que implica uma dupla interpretação conceptual deste valor político-social. 

Na verdade: «A literatura sobre o conceito de democracia apresenta, de uma maneira geral, duas vertentes. De um lado uma linha de pensamento que concebe a democracia, em uma perspectiva instrumental, como um método eficiente de adopção de decisões, capaz de proteger a liberdade individual dos cidadãos. De outro, uma visão substantiva da democracia, baseada em um ideal normativo, valioso em si mesmo, porque vai além de um simples processo instrumental de tomada de decisões. Esta vertente constitui a premissa fundamental da democracia participativa, na qual os cidadãos se colocam como actores responsáveis nas políticas públicas e, consequentemente, próximas do poder público.» (BENEVIDES, 1991 e AVRITZER, 1994 apud MIOTTO, 2006:65).

Democratizar a política para uma cidadania universal, é uma tarefa que responsabiliza os cidadãos em geral, e os políticos em particular. Aceite, institucionalizada e implementada, a cidadania universal, entre todas as nações, congregadas na ONU – Organização das Nações Unidas -, acredita-se que no decorrer do presente século, seja possível atenuar muitos conflitos, eliminar outros e pacificar um pouco mais o mundo, muito embora, já próximo do final do primeiro quarto do século XXI, algumas das sociedades dos diversos pontos do globo e seus dirigentes, continuem apostados no belicismo e nas guerras comerciais e estratégias de hegemonia.

A tarefa é tanto mais difícil, quanto maiores forem os interesses dominantes da economia e dos recursos naturais mundiais e, nestas circunstâncias, as possibilidades de consensos e celebração de acordos são igualmente difíceis, complexas, imprevisíveis e também enquanto os atuais dirigentes mundiais não facultarem os meios para uma educação-formação que aponte para este objetivo universal: pacificar o mundo. 

BIBLIOGRAFIA

BONBOIR, Anna, (Dir.). (1977). Uma Pedagogia para Amanhã. Trad. Frederico Pessoa de Barros. São Paulo: Cultrix.
MIOTTO, Luciana Bernardo, et. Al. (2006). ‘Qualidade da Democracia: Comunicação, Política e Representatividade’, in Comunicação, Cultura & Cidadania. Vol. 1 (2). Jul-Dez.2006. Pp. 63-77, citando BENEVIDES, M.V.M. (1991). A Cidadania Activa: referendo, plebiscito e iniciativa popular. São Paulo: Ática e AVRITZER, L. (Coord.). (1994) Sociedade civil e democracia. Belo Horizonte: Del Rey. 
SEVERINO, António Joaquin, (1999). A Filosofia Contemporânea do Brasil. Petropolis RJ: Vozes. Venade/Caminha, Portugal, 2015.
BENEVIDES, 1991 e AVRITZER, 1994 apud MIOTTO, 2006:65).

Venade/Caminha – Portugal, 2025

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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A chuva

José Antonio Torres: Poema ‘A chuva’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem ciada por IA do Bing – 16 de julho de 2025,
às 07:39 PM

Aqui deitado, tentando esvaziar a mente,
Ouvindo o som da chuva lá fora
E vendo-a escorrer pela vidraça,
Me abstenho de qualquer preocupação.
Seu som é melodia a embalar corações apaixonados,
Ou pode causar melancolia nos solitários.
Invejo essas nuvens que, ao chorarem,
Tornam-se serenas e deixam-se levar pelo vento para outras paragens.
Sua missão foi cumprida.
Com seu desaguar,
A chuva refrescou e limpou o ar;
Regou o solo para que a vegetação
Não ressecasse de sede;
Fez a alegria das crianças que pulavam sob seus pingos,
Batendo os pés nas poças d’água
Na batalha dos respingos;
Encantou apaixonados que dançavam encharcados,
Rindo, se abraçando e se beijando, plenos de amor.

José Antonio Torres

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No tribunal das sombras

Clayton Alexandre Zocarato: ‘No tribunal das sombras’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do Meta. 16 de julho de 2025, às 10:11 PM
Imagem criada por IA do Meta. 16 de julho de 2025,
às 10:11 PM

Na penumbra da sala onde a fé julga a razão, o homem se ergue — não com armas, mas com ideias.

Giordano Bruno, filho do cosmos e amante da eternidade, caminha entre inquisidores como quem pisa sobre brasas e estrelas.

A toga negra que o observa não vê um corpo, mas uma ameaça, a centelha que ousa incendiar a noite da ignorância.

Ali, entre cruzes e códigos, ele fala. Fala com a ousadia dos que não negociam o infinito.

Seu verbo é vasto, como os mundos que imagina — mundos sem fim, dançando na mente de Deus.

E cada palavra sua é uma afronta, cada visão uma heresia, pois o universo que abriga todos os deuses não cabe numa cela de dogmas.

Recuas?, perguntam os juízes, com as chamas já acesas nos olhos.

E Bruno responde com silêncio — não o da submissão, mas o da eternidade que já o reclama.

Condenaram  à fogueira, como se o fogo pudesse consumir a luz.

Mas naquele 17 de fevereiro, em Campo de Fiori, não foi um homem que queimou — foi o medo, tentando silenciar o pensamento.

E quando a carne se fez cinza, o espírito se fez constelação.

Vida e morte, naquele instante, se confundiram como irmãos gêmeos: uma entregando o corpo à outra, a outra libertando a alma para sempre.


Clayton Alexandre Zocarato

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Novo gênero literário nasce no Brasil!

A Ode Histórico-Patrimonial Brasileira é um novo gênero literário, criado pela poeta sul-mato-grossense Suziene Cavalcante

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

SUZIENE CAVALCANTE FAZ HISTÓRIA COM O PRIMEIRO HINO AO
TEATRO AMAZONAS

Suziene Cavalcante, na apresentação do 'Hino ao Teatro Amazonas' - Foto por Adriele Ensaios
Suziene Cavalcante, na apresentação do ‘Hino ao Teatro Amazonas’ – Foto por Adriele Ensaios

Obra poética consagra um dos maiores ícones culturais do Brasil em forma lírica e inaugura mais um novo gênero literário.

O imponente Teatro Amazonas, joia arquitetônica encravada no coração da floresta amazônica, acaba de receber uma homenagem inédita e histórica: o seu primeiro hino poético oficial, escrito pela renomada poeta brasileira Suziene Cavalcante.

A obra intitulada ‘Hino ao Teatro Amazonas’ transcende os limites da poesia tradicional e se consolida como um marco na literatura nacional, ao unir lirismo elevado, reverência simbólica e consciência histórica em versos que celebram não apenas o edifício, mas também a alma da cultura amazônica e brasileira.

Inédita e revolucionária: mais uma criação histórica de Suziene Cavalcante

O hino representa mais do que uma homenagem. Ele marca a criação de um novo gênero literário: o hino-poema artístico, que funde solenidade institucional com profundidade lírica e estética literária.

Suziene Cavalcante, já reconhecida nacionalmente por criar as ‘biografias poéticas’, as ‘histórias de cidades, estados e países em poesia’, e por compor hinos inéditos a profissões, instituições e símbolos da nação, inaugura agora mais esse gênero inovador e solene, que funde arte e patrimônio.

Sala de espetáculos do Teatro Amazonas - Foto por Adriele Ensaios
Sala de espetáculos do Teatro Amazonas – por Adriele Ensaios

Um templo da arte no coração da floresta

O Hino ao Teatro Amazonas exalta a grandiosidade do monumento como símbolo da civilização e da cultura em meio à selva, descrevendo-o como um ‘sagrado palácio da arte, uma ‘rosa neoclássica no Equador, e ‘guardião do belo no verde-terno’.

O poema é um verdadeiro documento cultural lírico, que resgata a história do teatro, nascido no apogeu do ciclo da borracha, e celebra suas colunas neoclássicas, seus lustres italianos, sua cúpula ornamentada e sua função como sede do Festival de Ópera e centro da vida artística amazônica.

Um poema que eterniza

Com riqueza metafórica e beleza sonora, o hino transforma o Teatro Amazonas em personagem lírico da história nacional. Em seus versos, Suziene pergunta:

“O céu te olhava quando o sol te pintou?
A lua coube em teu palco de amor?”

Tais versos não apenas embelezam, mas eternizam o Teatro Amazonas como símbolo de identidade, orgulho e arte nacional.

Cultura e futuro: um legado para o Brasil

Com essa obra, Suziene Cavalcante mais uma vez contribui para o patrimônio imaterial do Brasil, reforçando a importância de preservar e exaltar os grandes marcos da cultura brasileira através da poesia elevada. O hino pode agora ser recitado, ensinado, interpretado e musicado, abrindo caminho para que o Teatro Amazonas brilhe também nas páginas da literatura nacional.

Sobre a autora

Suziene Cavalcante, natural de Rondonópolis, Mato Grosso do Sul, é poeta brasileira e criadora de gêneros literários inéditos no Brasil. Suas obras incluem hinos poéticos a símbolos nacionais, biografias em versos de personalidades históricas, e histórias de cidades, estados e países em forma lírica. Reconhecida por sua profundidade estética, consciência histórica e beleza verbal, tem sido aclamada por diversas instituições culturais brasileiras e internacionais.

O Brasil reconhece este marco na literatura!

Hino ao Teatro Amazonas

Sagrado Palácio da arte…
Joia da floresta, da brasilidade!
No coração da selva pulsa o teu esplendor…
Ó rosa da arquitetura de magnitura que beija o equador!
Catedral da cena em flores do trópico…
Nasces do verde, no Éden- ótico…
Lá Gioconda em teu batismo ecoou!

Majestade neoclássica em solo ancestral…
Foste sonhado por barões em delírio Imperial…
Altar da expressão sob o céu tropical!
Em ti, a Amazônia veste-se de gala!
E a humanidade, diante de tu’arte se cala!
Ó poema de mármore que fala! No tom florestal de Manaus!

Ó belo Teatro, a um céu no mato te assemelhas!
Penso, sonhando, que lá no céu os anjos contemplam tuas estrelas!
Teus arcos murmuram histórias primeiras…
Teu corpo nobre, barroco e marfim…
Lustres da Itália, dourados varandins…
É a cultura no clarim das palmeiras!

Na aurora do século, em que o látex brilhava…
Teu templo erguia-se, e a borracha reinava… E tu triunfavas!
Século da opulência, foste templo-farol…
Estrela que pulsa ao lado do sol!
Espelhos da França, em temperança de crisol…
Encenavas!

Tuas colunas com alma francesa…
Sustentam dramas, danças, realezas…
Ó cúpula rosada c’a graça de Veneza…
Ecos da ópera, violinos, tenores…
Flanam no ar com mil esplendores…
Teus palcos mui civilizadores, são grandezas!

Ó Teatro-Castelo, Guardião do belo, ergues no verde-terno teu jardim de esmeralda!
Céu de pedra no Éden altaneiro…
Com alma francesa e rosto brasileiro…
A arte vestida do brilho primeiro da alva, e da forma mais alta!
O céu te olhava quando o sol te pintou?
A lua coube em teu palco de amor?
Teus veludos dourados são um esplendor…luz dalva!

Ó Teatro Amazonas, sonhado mirante!
Da arte és clarim, da selva, diamante…
Tuas colunas erguem-se como oração grega…
Em cores suaves teu domo flameja…
Guardião da cultura no coração da natureza …pasmante!

Ali, onde a lágrima vira linguagem…
Os anjos da arte, em ti, em miragens…
Colosso encantado, erudita paisagem…
És livro aberto d’arte que pulsa…
Santuário culto que o mundo ilustra…
O céu em mosaico nos átrios de tua Cúpula…
Rei em naturagens!

Entre verdes infindos, igarapés cintilantes…
Rios que dançam c’os peixes valsantes…
Teatro-mãe da selva, em voz de cristal…
Trono esculpido na história cultural…
Sopro brilhante da civilização atuante!

Colunas neoclássicas, gregas em alma…
Posturam-se firmes como a estrela d’alva…
És sinfonia das mais puras almas…
De Paris vieram traços e molduras…
Do Velho Mundo, tuas estruturas…
Teu salão, um nobre véu de formosura, mui alva!

Sede do Festival de Ópera com aclamação…
Do balé Amazônico, da pura erudição!
Teus espelhos da França, o piano alemão…
És símbolo da selva que canta e pensa…
Da Amazônia sublime que se imprime imensa…
Um poema de mármore incandescência de teu chão!
Mosaicos brilham em traços harmônicos…
Como os espelhos d’água dos rios Amazônicos…
Veludos dourados, burlescos sinfônicos…
Extensão da Criação!

És o enlace entre o humano e o eterno…
Palácio barroco no verde moderno!
Nos teus corredores respiram esplendores em tom discreto…
Ergues no verde tua voz de cristal…
Coroa imponente da arte imortal…
De óperas e peças da vida real…
Teatro-Castelo!

Que nunca se calem tuas cortinas…
Nem se apaguem tuas luzes divinas…
Teu legado beija a imensidão de cima…
E a vida se curva à arte encenada…
Templo de vozes, luzes dramatizadas…
A rosa mais bela da floresta encantada!
Fortaleza florestina!

És mais que Teatro, és memória e raiz…
És a voz que a floresta cantou mais feliz!
Rei do luxo entre as flores de lis…
Reinas altivo na selva infinita…
És sonho esculpido na floresta da vida…
No peito do mundo és jóia esculpida…
E teu hino eu fiz!

Suziene Cavalcante: Poeta brasileira

Fotos da apresentação do Hino no Teatro Amazonas

Orquestra do Teatro Amazonas - Foto por Adriele Ensaios
Orquestra do Teatro Amazonas – Foto por Adriele Ensaios

Vista parcial da sala e espetáculos do Teatro Amazonas
Vista parcial da sala de espetáculos do
Teatro Amazonas

 Busto em homenagem ao maestro  Carlos Gomes -  Foto por Adriele Ensaios
 Busto em homenagem ao maestro Carlos Gomes – Foto por Adriele Ensaios

Hall do entrada do Teatro Amazonas - Foto por Adriele Ensaios
Hall do entrada do Teatro Amazonas – Foto por Adriele Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios

Suziene Cavalcante - Foto por Adiene Ensaios
Suziene Cavalcante – Foto por Adiene Ensaios

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Minha saudade

Verônica Moreira: Crônica ‘Minha saudade’

Verônica Moreira
Verônica Moreira
Imagem criada pelo getimg.ai/image-generator - 14 de julho de 2025, às 20h35 PM
Imagem criada pelo getimg.ai/image-generator – 14 de julho de 2025, às 20h35 PM

Minha saudade virou interrogação, não vejo por que a senti. Para que sentir saudade de algo ou alguém tão irreal de sentimentos? Nem toda saudade precisa ser acariciada com as mãos do coração…

Tem saudade que a gente quer sentir, tocar, abraçar e até beijar. Saudade de sentir o gosto, o cheiro, o contato e o calor. Saudade de colo de vó, de mãe, de abraço de professora e de tia. Eu sinto saudade de tempos de escola, de adolescência, de salada mista. Mas não me permito sentir mais saudades da ficção, dos sentimentos falsos. Aquelas mentiras regadas de olhares e poesias que inventavam amores.

Quantas juras de amor as pessoas fazem apenas para ter um momento de estrela… Estrelas apagadas, que não encontraram o amor verdadeiro. Por não encontrarem, vivem um conto de mentiras dentro de si mesmos.

Há tempos não acredito mais em príncipes, nem em cavalheiros. Acredito, sim, na realidade. E aprendi a encontrar felicidade nos olhares que estão à minha volta. É bom acordar de manhã com alguém nos paparicando, trazendo café da manhã. É lindo ter, à minha volta, os melhores do mundo: filhas, filho, genros, netos. Essa será minha cultura para sempre: ter o amor de quem me ama e amar quem é real.

Por isso, não sinto saudades do passado. Enterrei-o no momento em que deveria. Minha saudade virou interrogação, não vejo por que a sentir.

Verônica Moreira

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