Irene da rochaImagem criada por IA do Bing. 20 de junho de 2025, às 17:45 PM
No luar da madrugada, a dançar, Segredos se movem em doce compasso, A brisa ao amanhecer faz despertar, Promessas sussurram em suave abraço.
O Sol desponta, o horizonte a pintar, Na grama molhada, a natureza em pranto, Prepara o encontro que vem celebrar, Contempla o mundo, envolto em encanto.
Versos traçam caminhos sob a lua, Madrugada tece sonhos e alento, Na brisa do amanhecer, magia flutua.
Serenidade no luar, bem guardada, Poesia na noite é puro sentimento, O sol escreve na grama orvalhada.
No quadro do ROL, as letras argentinas de Orlando Valdez!
Orlando Valdez abrilhanta o quadro de colunistas do ROL, com sua destacada carreira literária!
Orlando Valdez
Orlando Valdez nasceu em Ramallo (1961), Província de Buenos Aires e reside em Rosário, Argentina, desde 1986.
Publicou as coletâneas de poesia: O Profundo Silêncio de Toda Loucura (2001/2001), O Mezquino Trazo del Act (2012), A Feroz Covardia do Silêncio (2007/2017), A Simetria Inusitada (2019), Setenta Vezes Sete Mais Que Três Vezes (2019) e Zedlav (2020).
Foi jurado duas vezes no Concurso Internacional de Poesia Acebal, na Província de Santa Fé (2002 e 2022).
Sua obra foi publicada em 14 antologias e em revistas de poesia nacionais e internacionais. Participou com sua obra em mesas de leitura em festivais internacionais no Chile (2005), Cuba (2014), México (2017) e na Argentina, ao nível internacional, nacional e provincial. É membro ativo do Colégio de Escritores e Poetas do Sudeste (CEPSURE International Friends) e correspondente da revista mexicana de poesia Blanco Móvil.
Orlando Valdez inaugura sua colaboração no ROL com o poema ‘Nas Ruas à Noite’ (do livro: O Silêncio Profundo de Toda Loucura)
Nas Ruas à Noite
Imagem criada por IA do Bing. 20 de junho de 2025, às 14:12 PM
Raúl Villalba: Criador de mundos – O olhar que descobre
“Por meio das minhas imagens, tento mostrar o mundo dos sonhos, da magia, dos sonhos, do místico e todos aqueles mundos de fantasia que tenho dentro de mim, que nascem e renascem a cada momento.” (Raúl Villalba)
Logo da seção Entrevistas ROLianasRaúl Villalba
A arte é uma forma de expressão que transcende as palavras. A poética da imagem é uma linguagem visual que captura a essência da experiência humana. Nesse sentido, a obra de Raúl Villalba é um exemplo perfeito de como essa poética pode mergulhar nos limites mais profundos do ser.
Sua obra se caracteriza pela coragem de um verdadeiro criador, capaz de mergulhar nos limites da alma, onde a clareza e a ambiguidade se resolvem em uma zona de coerência artística. Nesse ponto onírico, os aspectos indizíveis da humanidade se resolvem em uma representação legítima. Assim, abre-se um território onde sombra e luz se entrelaçam em uma dança complexa e fascinante, explorando a escuridão luminosa dessa jornada cheia de acontecimentos que somos.
Carreira
Raúl Villalba, argentino, nascido em Buenos Aires. Autodidata. Iniciou sua exploração pela fotografia aos 17 anos e, desde então, nunca se desviou do caminho que havia escolhido seguir, dedicando todo o seu talento criativo a ele, tornando-se um dos fotógrafos criativos mais renomados nacional e internacionalmente. Trabalhou em todos os ramos da fotografia, como fotógrafo publicitário, retratista e ilustrador fotográfico criativo para capas de livros, capas de álbuns, contos e poesias para diversas editoras importantes da Argentina. Editoras: Julio Korn, Abril, Perfil, La Nación, etc. Gravadoras: Polygram.
Além dos Sonhos. Por Raúl Villalba
Participou também do mundo das exposições, competindo nas mais importantes galerias de fotografia da Argentina e do exterior, conquistando inúmeros prêmios nacionais e internacionais em países como França, Itália, Polônia, África do Sul, Hungria, Brasil, Luxemburgo, entre outros.
Límites. Por Raúl Villalba
Seus prêmios mais importantes incluem a Copa do Mundo na Bienal de Reims (França, 1983), o Super Circuito Austríaco (2008-2009), o Grande Prêmio concedido pelo Presidente da França na 40ª Exposição Internacional de Arte Fotográfica “Exposição de Autores por Convite” em Macon (França), o Prêmio Catalunha (2016) e o Best of the Best (FIAP) (2012). Tornou-se um dos melhores fotógrafos internacionais.
Noites de Tango. Por Raúl Villalba
Realizou inúmeras exposições de fotografia, coletivas e individuais, em centros culturais e galerias de arte, nacionais e internacionais, todas com estrondoso sucesso e excelentes críticas. Suas imagens foram reproduzidas em cartazes e cartões em diferentes países, que são facilmente comercializados no mercado consumidor, alcançando grande impacto. Até o momento, ele conquistou mais de 6.000 prêmios internacionais.
Palhaço. Por Raúl Villalba
Conversa com Raúl Villalba
M.O. – Você pode falar sobre seu processo criativo? R.V – As pessoas costumam me perguntar como as ideias para minhas fotografias se concretizam, como se houvesse apenas um caminho. A verdade é que não sei. Dediquei toda a minha vida à fotografia, especialmente à fotografia artística, porque acredito que ela me permite liberar toda a minha capacidade criativa. Não existem técnicas, nem regras.
Não posso dizer que exista um único caminho para a criação. Vou aonde meus sentimentos me levam. Talvez essa seja a única regra: trabalho semiconscientemente.
Faço o que sinto sem pensar muito, sem impor limites. Mas isso não é o mais importante; acredito que o mais fundamental é dar vida à imagem. Somente quando esse passo vital é dado é que acredito que meu trabalho faz sentido.
O doce som da música
M.O. – O que você tenta transmitir por meio de suas fotografias? R.V. – Por meio das minhas imagens, tento mostrar o mundo dos sonhos, da magia, dos sonhos, do místico e todos aqueles mundos de fantasia que tenho dentro de mim, que nascem e renascem a cada momento. Dessa forma, posso apresentá-los aos observadores das minhas fotografias, que talvez representem o mundo interior de cada um deles.
M.O. – Qual você acha que é o papel do artista na sociedade e como ele contribui para como percebemos o mundo? R.V – É mostrar ao mundo outra perspectiva sobre como os artistas percebem a nossa, porque a arte está em nossas almas, e poder tocar a alma daqueles que nos seguem.
Em suma, podemos concluir que a arte de Raúl Villalba é uma jornada ao interior do ser humano, uma jornada que nos leva a descobrir novas nuances da existência e a encontrar beleza na complexidade da humanidade. Nessa jornada, nos encontramos e descobrimos a verdadeira essência da existência humana.
Clayton A. ZocaratoImagem criada por IA do Bing – 19 de junho de 2025, às 20:52 PM
O rádio chiava baixinho na prateleira, perdido entre livros embolorados e porta-retratos com rostos que já não existiam.
Oswaldo, sentado em sua poltrona de couro puído, olhava pela janela como quem tenta decifrar o tempo — não o clima, mas o tempo em sua essência: o que já passou, o que virá, e, mais cruelmente, o que nunca veio. Lá fora, o mundo parecia indiferente. Um mundo que seguia, apesar da sua ausência voluntária.
Passavam carros, crianças com mochilas, cachorros levados por donos apressados. Havia vida, sim. Mas não a sua. A sua ficara presa em algum ponto distante da linha do tempo, talvez numa praça de cidade pequena, numa conversa esquecida, num beijo roubado numa tarde de verão.
Oswaldo levantou-se com esforço. O corpo já não obedecia com a agilidade de outrora, mas ainda seguia — teimoso, como ele.
Foi até a estante e pegou um caderno surrado. Ali, escrevia reflexões que ninguém lia. Não para serem lidas, mas para existirem. Era um hábito que tomara quando se dera conta de que já não conversava com ninguém. O silêncio externo o havia empurrado para o barulho interno — e esse, por vezes, era ensurdecedor. “Existir é suportar o vazio com dignidade.” — rabiscou na folha.
Depois olhou a frase como quem contempla uma sentença de morte escrita à mão. Era um homem que se desfez das coisas aos poucos: da juventude, dos amigos, da mulher, do filho que se mudara para outro país e agora lhe escrevia apenas em datas especiais, por obrigação mais que por afeto.
Oswaldo não culpava ninguém. No fundo, aceitava que “tudo o que era sólido se desmanchava” — como dissera um velho filósofo em algum livro que agora jazia esquecido na estante. Lembrava-se de quando era jovem e se sentia imortal. A juventude tinha esse dom: mascarar a angústia com projetos, com urgências falsas, com promessas de sentido. Mas o tempo revela: não há sentido que resista à dúvida. E era disso que ele se alimentava agora — da dúvida. Não de forma amarga, mas contemplativa, como quem observa uma fogueira se apagar sem pressa.
Sentou-se de novo. A poltrona parecia moldada ao seu corpo, como se ele e o móvel fossem uma mesma entidade. E ali, olhando o mundo pela moldura da janela, sentiu saudade de si. Não dos outros, mas de si — daquele que poderia ter sido, do Oswaldo que ficou pelo caminho. Era esse o maior isolamento: não o do mundo, mas o de si para consigo. Sentia-se estrangeiro dentro da própria pele.
O rádio chiou mais uma vez. Tocava uma música antiga, daquelas que rasgam a alma sem pedir permissão. E Oswaldo sorriu — não com alegria, mas com a melancolia de quem reconhece a beleza trágica da vida. Porque, afinal, talvez o segredo fosse esse: aceitar o absurdo da existência, abraçá-lo como um velho conhecido, e continuar — mesmo que apenas para assistir ao mundo passar da janela, com um caderno no colo e o coração em silêncio.
Estudantes da EMEF. Coronel Esmédio visitam a FLONA de Ipanema
Localizada entre os municípios de Iperó e Araçoiaba da Serra, a FLONA é uma Unidade de Conservação Ambiental
Estudantes da EMEF. Coronel Esmédio visitam a FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Estudantes dos 7ºs anos A, B e C da EMEF Coronel Esmédio, da cidade de Porto Feliz, tiveram a oportunidade de conhecer um dos mais importantes sítios históricos de nossa região: a Floresta Nacional de Ipanema. Localizada entre os municípios de Iperó e Araçoiaba da Serra, a FLONA, hoje uma área de Proteção Ambiental, já abrigou a primeira siderúrgica do Brasil e das Américas, a Real Fábrica de Ferro de São João do Ipanema, constituída em 1811, por Dom João, príncipe regente de Portugal.
O sítio histórico é composto pelos prédios da antiga fábrica, pelos altos-fornos utilizados para transformar a magnetita, minério presente na localidade, em ferro derretido (gusa); e, também, pelas casas da vila.
Os estudantes percorreram, ainda, a trilha da Pedra Santa, no morro do Araçoiaba, onde tiveram contato com o monumento a Francisco Adolfo de Varnhagem, considerado o pai da História do Brasil, e que viveu seus primeiros anos em Ipanema. Ainda tiveram contato com a primeira cruz fundida na fábrica de ferro e com a gruta onde viveu Giovani Maria D’Agostini, um misterioso monge italiano que ganhou fama de milagreiro.
O projeto dessa excursão foi realizado pelo professor de História da unidade escolar, Carlos Carvalho Cavalheiro, que promove essas visitas há 19 anos, desde que assumiu seu cargo por concurso público em 2006. Acompanharam os alunos nessa excursão, além do professor Carlos, os professores Fernando Piazentin e Aline Santos.
Na FLONA os estudantes foram recepcionados pelos guias Rodrigo e Rafael Gonçalves, que explanaram sobre as questões ambientais e históricas daquele lugar. O projeto recebeu apoio da equipe gestora da escola formada pelo diretor Daniel Piasentin, pela vice-diretora Fabiana Gutierrez Ruiz e pela coordenadora pedagógica Elizabety Batoni Bragagnolo.
Fotos da visita à FLONA
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Visita à FLONA de Ipanema. Foto por Carlos Carvalho Cavalheiro
Nilton da Rocha: Poema ‘Clamor deste povo na guerra’
Nilton da RochaImagem criada por Ia do Bing – 18 de junho de 2025, às 17:49 PM
Eu clamo ao Sol que não quer nascer, Procuro a chuva, o mar, a flor, Promessas feitas que vi morrer, Resta ao mundo só dor e clamor, Em silêncio se esvai o amor.
Vejo a Terra que sangra e chora, Campos vazios, mares sem cor, Toda a esperança que se foi embora, O homem esquece o que tem valor, E o céu se esconde do sonhador.
Cadê a paz que nos prometeram? Cadê os frutos, o lar, o bem? Só vejo os campos que se perderam, E a dignidade que já não vem, Tudo se apaga e não resta ninguém.
Quero os meninos nos rios, nas matas, Vendo as estrelas, sentindo o ar, Brincando livres nas madrugadas, Sem medo algum de se apaixonar, Vivendo o mundo a se renovar.
Chega de guerra, morte e mentira, Que a voz da Terra se faça ouvir, Que o homem aprenda, que nunca fira, Que ao diabo não possa resistir, E a paz renasça a nos redimir.