A Brasileira na Montanha

Uma história de amor, otimismo e luz em forma de livro

A Brasileira na Montanha

Faiza Anjos, nome que já carrega poesia em si, compartilha com o mundo um capítulo especial de sua vida — e não está sozinha nessa jornada.

Ao lado de seu companheiro, formam um casal na casa dos 30 anos que exala alegria, otimismo e cumplicidade.

Juntos, decidiram abrir as páginas de sua história e transformá-las em um livro, não como um ponto final, mas como um ponto de encontro: entre eles, entre os leitores e entre as tantas formas de amar.

O livro, ainda envolto em delicadeza e frescor, é uma celebração da caminhada a dois.

Mais do que relatar fatos, ele oferece sentimentos: a descoberta do outro, os sonhos partilhados, os desafios enfrentados com leveza e a construção de uma vida baseada em esperança e parceria.

A obra não se prende a grandes eventos ou feitos extraordinários.

Ao contrário, seu encanto está nas entrelinhas, nos pequenos gestos, nos momentos cotidianos que, juntos, se tornam extraordinários pela força do amor e pela escolha consciente de olhar a vida com bons olhos — mesmo quando ela insiste em testar o fôlego.

Neste livro, há espaço para sorrisos largos, lembranças doces, reflexões sinceras e, acima de tudo, para o afeto que pulsa forte em cada página.

É um convite ao leitor: para sentir, lembrar, sonhar — e talvez até se reconhecer.

Porque histórias de amor escritas com verdade têm esse poder silencioso de tocar o coração do outro.

Os autores construíram um espelho de emoções e memórias, onde cada leitor é livre para se ver, se emocionar e, quem sabe, também acreditar que o amor — quando cultivado com alegria e otimismo — é uma das narrativas mais bonitas que se pode viver.

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

SINOPSE

Clara nunca teve escolha; precisou ser trabalhadora e organizada para cuidar dos irmãos, avó e pai, apesar de ser tão jovem.

No Rio de Janeiro, ela é guia turística, trabalho que a coloca no caminho de Pedro, um ambicioso executivo português que mora na Suíça.

O encantamento é instantâneo, mas as realidades dos dois, distantes.

Quando Clara decide aceitar o convite de Pedro e ir para a Europa, ela percebe que nunca realmente viveu de verdade.

E quando forças externas e internas ameaçam esse grande amor, os dois terão que decidir se estão prontos para abandonar tudo o que pensam saber e desejar.

A Brasileira na Montanha é uma história inspirada em pessoas e fatos reais, um romance perfeito para quem sonha em viver a vida ao máximo e entregar-se para tudo o que o mundo tem a oferecer.

OBRA DOS AUTORES

A Brasileira na Montanha

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Poetizo, logo penso – IX e X

Pietro Costa: Pensamentos IX e X

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem criada por IA do Bing - 06 de junho de 2025, às 08:05 PM
Imagem criada por IA do Bing – 06 de junho de 2025,
às 08:05 PM

A alma perscruta o infinito, e o corpo, a finitude; a razão pode palmilhar os sentidos ou cegar horizontes, a depender da escuta intuitiva.

Pietro Costa

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Canção de Outono

Ella Dominici: Poema ‘Canção de Outono’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por Ia do Bing – 05 de junho de 2025,
às 03:57 PM

estou deixando
a chuva que amei e amou
evaporar segura em trovoadas
raios partindo…

chegando o outono sou
as folhas que voam e voltam
à terra tua que fica coberta por mim

não falo do caimento…
Falo da valsa em movimento
que me leva ao vento
e danço um leve frio
refrescar sonoro…

não falo das pessoas
esquecidas tal poeira
nem do tempo
sem eira nem beira

Digo das amareladas que
se avermelham
que são poesias livres

Digo das que se soltam
rubras em pensamentos
sem árvores nem galhos

neste outono me abraço
ao teu poema que
desfolhada me deixa
e sem queixa debruço-me
em teu chão onde sazono-me

Amando-te…

outonemo- nos!

Ella Dominici

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Senilidade x finitude

Lina Veira: Crônica ‘Senilidade x finitude’

Lina Veira
Lina Veira
Imagem do Canva, com texto de Lina Veira
Imagem do Canva, com texto de Lina Veira

A enfermeira se aproximou com o aparelho de pressão e uma lista de sequência de remédios para medicar a paciente e moradora da casa de idosas. Eu fiquei ali, observando aquele tratamento com alguém já tão frágil e dependente. Uma senhora de idade avançada, com sua pele marcada pelo peso dos anos, sentada numa cadeira de rodas, toda encolhidinha e bem arrumada como se o inverno fosse à única estação de sua vida. Era como um bebê, e olhava para o chão já sem muita sustentação na sua coluna para olhar para cima, para ver as pessoas ao redor, para olhar para mim. Mas eu estava ali. Apreciando seus cabelos branquinhos, admirando sua senilidade. A poesia de seus calmos movimentos. Onde estariam seus filhos? Seu marido? Seus irmãos? Será que não tinha netos?  Deveria estar à espera de alguém.   Pensava tanto… Não teria coragem de deixar minha mãe num asilo ou numa casa de idosos. Você teria? Com certeza, aquela senhora precisava de todos aqueles remedinhos para ainda estar entre nós. E quantos jovens e adultos sem necessidades são viciados em remédios?

Brasil – a geração mais medicada e viciada em drogas do mundo. Uma estatística que incomoda. É remédio para animar, para acalmar, para transar, para sofrer menos, para não sofrer. É remédio para não pensar, para dormir, para não se deprimir, para não sentir, para ser sereno. É remédio para emagrecer, para esquecer, para não sentir fome; para olhar o mundo sem ver. É remédio deixando morrer nosso instinto de sobrevivência, todo nosso desejo de ser, como um analgésico viciante e mortal, quebrando toda nossa energia armazenada. Só não existe remédio para amar, para ser feliz, para saber viver. Abrir as janelas da casa como se fossem abrir as janelas do seu coração.   Para muitos, sua felicidade está em ver seus filhos crescidos e formados, com seus netinhos correndo pela casa ou ainda com a chegada dos fios de cabelo brancos, sugerindo mais serenidade e paciência com as mudanças, com nosso corpo, e outros.

– Olá Augusta, como passou a semana?

 Minha aluna mais dedicada se aproxima com um simpático sorriso e todo material da aula em mãos.  Ela não gosta que eu a chame de senhora. Outro dia, lhe perguntei por que estava morando ali. E como tantas outras histórias que já conheci: a sua também não foi feliz. Mas ela estava sempre alegre e disposta e me respondeu com um sorriso incrível:

– Olá, professora Lina!  Que bom lhe ver! Está tudo bem…

E continuei contemplando cada mulher naquele abrigo a minha frente. A felicidade por eu chegar, a expressão de cada rosto. Onde estavam seus parentes e laços familiares. Sua memória ainda viva, seus segredos.  vida é tão breve. Não precisamos ficar de cabelos branquinhos para decidir ser feliz. Não é justo chegar aos cinquenta e ainda nos cobrar por não ter sido mãe. Nosso destino está alinhado ao propósito de Deus. Até tentamos desenhar, rabiscamos muito. Mas não dominamos o fim.  Como canta Arnaldo Antunes: “A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer”. 

Que nosso analgésico seja o sorriso mais lindo e uma boa ação. Que nossa velhice chegue risonha e sem tantos remédios, mas que, principalmente, nosso lar seja nossa casa, fruto de nossa luta, fruto de nosso sangue, com nossos filhos, netos, parentes, familiares e amigos que acolhemos e ganhamos durante a vida. Porque assim, todo final será mais feliz, mesmo que a gente não consiga ficar de pé com tanto equilíbrio, mesmo se todas as estações parecerem inverno com seus dias cinzas, que possamos estar com quem nos quer bem de verdade, só isso. 

Lina VEIRA

Lina Veira, em 2014, trabalhou voluntariamente como autora em seu bairro, estimulando a memória e atenção das idosas.

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Devaneios

Loide Afonso: Poema ‘Devaneios’

Loid Portugal
Loid Portugal
Imagem criada por IA do Bing – 05 de junho de 2025,
às 12:07 PM

Por um minuto
Sumi
Derreti
Não estive aí

Corri
Fluí em pensamentos
Meu corpo
Não estava

Eu sorria
Sozinha
Mordia os lábios
Me contorcia

E cada vez que piscava
Os olhos
Minhas pernas e lábios
Dançavam

Minha mão escorregava
Passava em cima do capim
Com um linho na praia

Eu viajei
Dentro da viagem
Caí em miragem

Dancei e não escorreguei.

Loid Portugal

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Luz da resignação

Nilton da Rocha: Poema ‘Luz da Resignação’

Nilton da Rocha
Nilton da Rocha
Imagem criada por IA do Bing - 05 de junho de 2025, às 11:13 PM
Imagem criada por IA do Bing – 05 de junho de 2025,
às 11:13 PM

Resigna-te em silêncio ante a dor que não se entende,
A alma que ainda tomba, mas que a luz um dia acende.
Mesmo o gesto mais sombrio tem seu berço na fraqueza,
E o perdão é o caminho que conduz à fortaleza.

Não julgue quem se perde, nem condene a imperfeição,
Pois também tens teus abismos guardados no coração.
Ser fraterno é ser ponte sobre o abismo da ignorância,
É doar-se em paciência, é amar com esperança.

Deixa a luz do Cristo em ti como um sol resplandecer,
E com ela, tua sombra aprenderá a se render.
A intolerância é prisão de quem teme o diferente,
Mas o amor é chave viva, que liberta docemente.

Faz da tua alma um templo onde o Pai possa habitar,
E que tua entrega humilde seja a forma de orar.
Pois se resignar é alto, é servir sem ostentação,
É cumprir a santa lei com coragem e compaixão.

Nilton da Rocha

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A gente não sabia

Evani Rocha: Poema ‘A gente não sabia’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Gencraft – 04 de junho de 2025,
às 08:00 PM

A vida era boa
E a gente não sabia
A gente não sabia que crescer doía
Que faltariam os sorrisos
Que haveria dias cinzas
E noites insones

A gente não sabia que não saberia
Dos segredos escondidos
Das conversas veladas
Sobre tudo ou sobre nada

A gente não sabia que doía o fim
O adeus, as despedidas
A última taça vencida
A crueldade do ego
As incertezas
Do amanhã
O vazio
Por dentro

A vida era boa
Mas a gente não sabia
Só queria crescer, vencer,
Mudar de casa, de cidade
Cortar os cabelos
E comprar
Um jeans

A gente só queria ser feliz
Feito gente grande
Sorriso no rosto
E roupas novas
Sem medos,
Sem regras
Todo dia
Festa

Todo dia…
Todo dia…

A gente não sabia!

Evani Rocha

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