Voar

Laskiaf Amortegui: Poema ‘voar’

Laskiaf Amortegui
Laskiaf Amortegui
Imagem criada pela IA do Gemini, em 07 de julho de 2026, às 10h19
Imagem criada pela IA do Gemini, em 07/07/2026, às 10h19

VOAR

para voar ou morro para voar…

​Voar acima dos meus preceitos, às vezes, torna-me uma pessoa melhor.

Voar acima dos meus sonhos: isso faz-me infeliz.

Voar sem deixar rasto, isso entristece a minha alma.

Voar sacudindo as nuvens: isso gera uma chuva de esperanças.

Voar para além do tempo glorifica-me.

Voar sem bater as minhas asas escraviza-me.

Voar, sempre voar e dançar entre quimeras de cores efémeras.

Voar e voar, devo voar, ainda que seja com o pensamento.

Laskiaf Amortegui

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Tan cerca que no me ves

Adriana Rodríguez

Poema ‘Tan cerca que no me ves’

Adriana Rodríguez
Adriana Rodríguez
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Camino tus huellas,
senderos de piedra y papel,
bisagras de viento aturdido
colándose por las grietas,
el hambre, el frío
y una gota de fe.

Camino por tus miradas,
cortinas de ventanas
con cristales rotos
que cortan mi lengua,
sangrando de las huellas
los ojos, las manos y la piel.

Camino por tus yemas,
lunares de tierra,
a la sombra del barro
que cubre con memorias
las horas que no fueron,
los tiempos de mañana,
la nostalgia del ayer.

Camino por el sonido
de una voz que calla,
que mira de espaldas
la sonrisa fingida,
la misericordia disfrazada,
yendo de puntas
sobre almohadas
que se han hecho de roca.

Camino por el aroma
de los deshechos del mundo,
mirando un segundo
un cesto lleno de sobras,
una ceguera cargando zozobra,
mil y unas palabras
ahogadas entre adoquines de asfalto.

Camino por las puertas
que se cierran de prisa,
por las horas más frías
y el invierno largo.
Camino extendiendo la mano,
elevando plegarias
y mordiendo los labios.

Camino y camino despacio
por todo este mundo
del que vecino he quedado.

Adriana Rodríguez

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Ausentes

Ismaél Wandalika: Poema ‘Ausentes’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada pela IA do Gemini -
Imagem criada pela IA do Gemini

No silêncio no tempo que circula as ondas
‎Corpos ébrios  com as luzes dos altares
‎Invadem o calendário dos prazeres
‎…No Alvorecer vivenciaram suas mortes
‎Abriram-se na virada anunciaram seus intentos na roda dos sabores…

‎Ausentes

‎Conectados ao radar de sua existência pálida
‎Bebem o amargo fel que dança no inferno de sua boca
‎Reprimem o novo cenário no púlpito
‎Mas, casam-se e degustam-se de cada detalhe no oculto…

‎Ausentes
‎Embriagados com o vinho do sacrifício
‎Degolam as vozes na órbita do destino
‎Desfilam o sacramento nas bandejas do ópio Negligenciando o verso que detona-os!

‎Confessam suas ofensas em tom de ironia
‎Denotam suas mentes em controvérsia com Justiça!

‎Vivem Longe de suas vidas Fraudulentas
‎A família silencia a malicia de suas línguas
‎Esconde na mensagem que nutre a imagem que o povo visualiza…

‎Na calçada adentram na manta
‎Derreado perderam-se no meio da trilha
‎Emitem sons extintos em suas ondas…

‎Ausentes
‎Seus filhos crescem na prensa do abismo
‎Distantes do vínculo afetivo…


‎Ausentes…

Soldado Wandalika

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Teresópolis celebra 135 anos de emancipação

Alexandre Rurikovich Carvalho

‘135 anos de Teresópolis: uma história de desenvolvimento, cultura e preservação da memória’

Alexandre Rurikovich Carvalho
Alexandre Rurikovich Carvalho
Card de homenagem aos 135 anos de amancipação política de Teresóplis
Imagem criada por IA

Nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, o município de Teresópolis, na Região  Serrana do Estado do Rio de Janeiro, celebra 135 anos de emancipação político administrativa, reafirmando sua posição como um dos principais municípios da Região  Serrana fluminense. Reconhecida por suas belezas naturais, pelo clima ameno, pelo  patrimônio histórico e por sua intensa vida cultural, Teresópolis construiu, ao longo de  mais de um século, uma trajetória marcada pelo progresso, pela hospitalidade e pela  preservação de sua identidade. 

Das trilhas coloniais ao povoamento permanente 

A história da ocupação da região onde hoje se encontra Teresópolis remonta ao  período colonial brasileiro, quando as encostas da Serra dos Órgãos eram habitadas  por povos indígenas e serviam como área de passagem para exploradores e  bandeirantes que buscavam novos caminhos entre o litoral fluminense e o interior da  colônia. 

Durante os séculos XVII e XVIII, a região apresentava baixa densidade populacional,  caracterizando-se pela vegetação exuberante, pela abundância de recursos hídricos e  pelo relevo acidentado, fatores que dificultavam a ocupação permanente. Ainda assim,  antigos caminhos indígenas foram progressivamente adaptados pelos colonizadores  portugueses, transformando-se em rotas importantes para a circulação de pessoas,  mercadorias e animais. 

Essas trilhas permitiam a comunicação entre a cidade do Rio de Janeiro e as áreas  mineradoras da então Capitania, posteriormente Província, de Minas Gerais,  desempenhando papel estratégico na economia colonial. Foi somente a partir do início  do século XIX que o povoamento da região passou a adquirir características mais  permanentes.

Nesse contexto, destaca-se a atuação do comerciante luso-britânico George  March, considerado uma figura central na formação histórica local. Ao adquirir  extensas terras na região onde atualmente se localiza o bairro do Alto, March  implantou a Fazenda Santo Antônio, situada em posição privilegiada ao longo do  caminho que ligava o Rio de Janeiro à Província de Minas Gerais. 

Mais do que uma propriedade rural, a Fazenda Santo Antônio transformou-se em um  importante centro de apoio logístico. Tropas de muares, comerciantes, viajantes,  funcionários públicos e exploradores encontravam ali local para descanso,  alimentação, troca de animais e reabastecimento antes de prosseguirem viagem pelas  serras fluminenses. Em torno dessa movimentação surgiram pequenas moradias,  casas comerciais, oficinas, capelas e outros serviços indispensáveis ao cotidiano dos  viajantes e dos primeiros moradores. 

Gradualmente, esse conjunto de atividades impulsionou o crescimento do Distrito de  Santo Antônio de Paquequer, cuja formação urbana foi marcada pela convivência  entre produtores rurais, comerciantes, artesãos e famílias que viam na região  oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. Ao longo da segunda  metade do século XIX, o distrito experimentou significativa expansão demográfica e  econômica. A fertilidade do solo favoreceu a agricultura, enquanto o clima ameno e a  paisagem serrana passaram a despertar o interesse de visitantes provenientes da  Corte Imperial. 

A emancipação municipal e a homenagem à Imperatriz 

O acelerado crescimento econômico, social e populacional registrado durante a  segunda metade do século XIX tornou evidente que o Distrito de Santo Antônio de  Paquequer possuía condições de administrar seus próprios interesses. O  fortalecimento do comércio, a expansão das atividades agrícolas, o aumento da  arrecadação e a organização da vida comunitária impulsionaram um movimento  favorável à emancipação político-administrativa, refletindo o desejo de maior  autonomia na condução dos assuntos públicos. 

Esse objetivo foi alcançado em 6 de julho de 1891, quando o então governador do  Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, assinou o decreto que desmembrou  o distrito do município de Magé, criando oficialmente o município de Teresópolis.  A emancipação marcou o início de uma nova etapa em sua história, permitindo a  instalação de instituições administrativas próprias, a organização do governo municipal  e o planejamento do desenvolvimento urbano de forma independente. 

A escolha do nome Teresópolis constitui, por si só, uma homenagem carregada de  simbolismo histórico. A denominação associa-se à imperatriz Teresa Cristina Maria  de Bourbon-Duas Sicílias, esposa do imperador Dom Pedro II, e remete ao  sentido de “cidade de Teresa”

Muito além de sua posição como consorte imperial, Teresa Cristina conquistou o  respeito e a admiração da sociedade brasileira por sua personalidade discreta, sua  dedicação à família imperial e seu incentivo às artes, à ciência, à arqueologia, à  educação e à preservação do patrimônio histórico nacional. Foi também uma  importante incentivadora da imigração europeia, da pesquisa arqueológica e das  manifestações culturais que contribuíram para a formação da identidade brasileira. 

Sua postura humilde, generosa e profundamente humana fez com que fosse  carinhosamente lembrada como a “Mãe dos Brasileiros”, título consagrado na tradição  biográfica sobre a imperatriz. Ao associar seu nome ao município recém-emancipado,  os idealizadores da cidade buscaram eternizar valores de hospitalidade, equilíbrio,  cultura e civilidade, atributos que permanecem presentes na identidade 

Trilhos e estradas 

Nas décadas seguintes, a implantação da ferrovia, com chegada a Teresópolis em 19  de setembro de 1908, representou um marco para o desenvolvimento regional. A  facilidade de transporte estimulou o comércio, o turismo, a agricultura e a chegada de  novos moradores, acelerando o crescimento urbano. O serviço ferroviário foi  encerrado em 9 de março de 1957, e a abertura da estrada Rio-Teresópolis, em 1º de  agosto de 1959, consolidou a integração rodoviária do município ao restante do  estado. 

Posteriormente, a expansão da malha rodoviária substituiu gradativamente o  transporte ferroviário, mantendo Teresópolis conectada ao eixo metropolitano e  fortalecendo ainda mais sua economia. Ao longo do século XX, a cidade consolidou-se  como destino turístico, estância climática e polo regional de serviços, educação e  

Natureza e paisagem 

Poucos municípios brasileiros possuem relação tão estreita com a natureza quanto  Teresópolis. Situada em meio à Serra dos Órgãos, a cidade abriga parte do Parque  Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), uma das mais importantes unidades de  conservação ambiental do país. 

O parque é reconhecido por sua extraordinária biodiversidade e por formações  rochosas mundialmente famosas. O perfil imponente do Dedo de Deus, símbolo do  montanhismo brasileiro, desenha a moldura de uma cidade onde a paisagem é, por si  só, uma obra de arte viva. Essa riqueza natural transformou Teresópolis em referência  para atividades como ecoturismo, montanhismo, caminhadas ecológicas e educação  ambiental. 

Cultura e memória 

Ao longo de sua história, Teresópolis consolidou importante vocação cultural. Museus,  centros culturais, instituições de ensino, academias literárias e organizações  dedicadas à preservação da memória contribuem para fortalecer a identidade do  município. 

A cidade tornou-se palco de eventos científicos, artísticos e literários, reunindo  pesquisadores, escritores, artistas e intelectuais de diversas regiões do Brasil. Nos  últimos anos, iniciativas voltadas à valorização do patrimônio histórico, da produção  acadêmica e da cultura popular, a exemplo da Feirarte, reforçaram ainda mais o  protagonismo cultural de Teresópolis no cenário nacional. 

Tradição e modernidade 

Ao longo de seus 135 anos de emancipação político-administrativa, Teresópolis  consolidou-se como um dos mais importantes municípios da Região Serrana do  Estado do Rio de Janeiro. Sua economia, que outrora esteve vinculada às atividades  rurais e ao comércio local, diversificou-se significativamente ao longo das últimas  décadas, refletindo as transformações econômicas e sociais do Brasil contemporâneo. 

Atualmente, o município apresenta uma estrutura econômica sólida e multifacetada,  sustentada pelo comércio, pela prestação de serviços, pelo turismo, pela educação,  pela construção civil e pela agricultura de hortaliças. A própria documentação  institucional do município destaca Teresópolis como a maior produtora de hortaliças  do Estado do Rio de Janeiro, além de importante polo de inovação, educação e  tecnologia.

O turismo permanece como um dos principais motores do desenvolvimento local.  Favorecida pelo clima ameno durante praticamente todo o ano, pela exuberância da  Serra dos Órgãos e pela riqueza de seus atrativos naturais, Teresópolis recebe  visitantes em busca de lazer, ecoturismo, esportes de aventura e contato com a  natureza. Trilhas, cachoeiras, mirantes, parques e reservas ambientais fazem parte de  um patrimônio natural que desperta admiração e fortalece a vocação turística da  cidade. 

A gastronomia também ocupa lugar de destaque na identidade teresopolitana.  Restaurantes, cafeterias, cervejarias artesanais e empreendimentos ligados à  produção rural oferecem experiências que valorizam tanto a culinária serrana quanto a  diversidade cultural construída ao longo da história do município. 

Celebrar os 135 anos de emancipação político-administrativa significa reconhecer a  dedicação das gerações que transformaram um antigo caminho de tropeiros em uma  cidade dinâmica, acolhedora e culturalmente vibrante. Significa também prestar  homenagem aos pioneiros, trabalhadores, educadores, agricultores, comerciantes,  artistas, pesquisadores, gestores públicos e cidadãos anônimos que, ao longo do  tempo, contribuíram para escrever a história de Teresópolis. 

Mais do que recordar o passado, esta data convida à reflexão sobre o futuro.  Preservar o patrimônio histórico, incentivar a cultura, proteger o meio ambiente,  investir na educação e promover o desenvolvimento sustentável representam  compromissos permanentes para que Teresópolis continue sendo referência de  qualidade de vida, cidadania e valorização da memória. 

Aos 135 anos, Teresópolis reafirma sua vocação para unir tradição e modernidade.  Mantém vivas as lembranças de sua formação histórica, ao mesmo tempo em que  projeta novos caminhos para as futuras gerações, demonstrando que o verdadeiro  progresso nasce do equilíbrio entre inovação, preservação cultural e respeito às raízes  que moldaram sua identidade. 

Celebrar esta data é reconhecer que a história de Teresópolis não pertence apenas  aos teresopolitanos, mas integra o patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio de  Janeiro e do Brasil, constituindo um legado coletivo que merece ser conhecido,  preservado e transmitido às gerações vindouras. 

Referências bibliográficas 

ABREU, Maurício de Almeida. Geografia Histórica do Rio de Janeiro (1502–1700). Rio de  Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio Editorial, 2010. 

ABREU, Maurício de Almeida. Evolução Urbana do Rio de Janeiro. 4. ed. Rio de Janeiro:  Instituto Pereira Passos, 2013. 

CARVALHO, José Murilo de. A Construção da Ordem: a elite política imperial. Rio de Janeiro:  Civilização Brasileira, 2003. 

CARVALHO, José Murilo de. D. Pedro II: Ser ou Não Ser. São Paulo: Companhia das Letras,  2007. 

FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo,  2019. 

FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL. Brasil Imperial: documentos e memória histórica. Rio  de Janeiro: FBN. 

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cidades e Estados: Teresópolis (RJ). Rio  de Janeiro: IBGE. 

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). Parque  Nacional da Serra dos Órgãos: Plano de Manejo. Brasília: ICMBio. 

INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). Parque  Nacional da Serra dos Órgãos: História e Patrimônio Ambiental. Brasília: ICMBio. LACOMBE, Américo Jacobina. Introdução ao Estudo da História do Brasil. Rio de Janeiro: Agir,  1979.

LYRA, Heitor. História de Dom Pedro II. 3 v. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1977. PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense,  1994. 

PREFEITURA MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS. História do Município de Teresópolis.  Teresópolis: Prefeitura Municipal. 

SCHWARCZ, Lilia Moritz. As Barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. 2.  ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 

SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o Autoritarismo Brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras,  2019. 

SILVA, Joaquim Norberto de Souza. História da Fundação do Império Brasileiro. Rio de  Janeiro: Garnier, 1864. 

VASQUEZ, Pedro Karp. Teresa Cristina: a Imperatriz Arqueóloga. Rio de Janeiro: Capivara,  2012. 

VASQUEZ, Pedro Karp. Dom Pedro II e a Fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Metalivros,  2003.

Alexandre Rurikovich Carvalho

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Snow geese

Jane Nash: Poem ‘Snow geese’

Jane Nash
Jane Nash
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The snow geese scratch on the iced pond
Specks amongst the brown reeds
The white landscape reminiscent
Snowmen on the lawn
Carrots for noses
Shiny dirty obsidian for eyes
Who has coal anymore?

This adult scene of geese, of ice, of snow
Has replaced childish games
Without the young there is no impetus
But barren wombs can still take comfort
In barren landscapes
The birds bringing hope
From their overseas adventures

As the earth greens so do the snow geese fly
Spectacular in their wing span
Connected in flight
It takes only a little imagination
To see them go
Waiting for their return
When fingers hide in wool and fur.

Jane Nash

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Peregrinação

Sergio Diniz da Costa: Poema ‘Peregrinação’

Sergio Diniz da Costa
Sergio Diniz da Costa
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Sobre o Himalaia da imaginação
Além, muito além das insondáveis alturas,
Através da névoa dos tempos, das eras,
Navega o peregrino das estrelas
Viajante do tempo, das dimensões.

Além, muito além das insondáveis alturas,
Num mergulho nas dimensões interiores,
Céu e Terra se fundem na imensidão
Do cosmos, do infinito, dos universos.

Através da névoa dos tempos, das eras,
Quantas roupagens, quantos fardos, quantos encontros.
Ascender, ascender, ascender,
Sempre e sempre, rumo ao amanhecer
D’outras existências, d’outras transcendências.

Sobre o Himalaia da imaginação
Além, muito além das insondáveis alturas,
Através da névoa dos tempos, das eras,
Navega o peregrino das estrelas
Noutras certezas, noutros encantos, noutros encontros.

Sergio Diniz da Costa

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Rampa, o Paraíso Escondido

Renata Barcellos

“Exposição e espetáculo: ‘Rampa, o Paraíso Escondido’”

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Card da exposição e espetáculo: ‘Rampa, o Paraíso Escondido
Card da exposição e espetáculo:Rampa, o Paraíso Escondido

Entre os dias 14 e 17 de junho de 2026, o público de São Luís teve a oportunidade de conhecer e se encantar com a exposição fotográfica ‘Rampa, o Paraíso Escondido’, realizada no Golden Shopping Calhau, com visitação aberta das 10:00 às 22:00. Esta apresentou um olhar sensível sobre o povoado de Rampa, localizado no município de Humberto de Campos (MA).

Foi revelado através das imagens, a beleza de suas paisagens, seus rios, sua cultura, sua religiosidade e os modos de vida de uma comunidade que mantém viva sua relação com a natureza e suas tradições. Quem foi apreciar, com certeza, ficou com vontade de conhecer a região. “Partiu, Rampa!?”

A abertura do evento foi marcada pelo espetáculo teatral ‘Rampa, o Paraíso Escondido’, pesquisa e criação de Josimael Caldas. O multiartista realizou três apresentações emocionantes, envolvendo o público em uma experiência poética de memória, identidade e pertencimento.

Em cena, Rampa ganhou voz e corpo através da personificação do território. Assim, conduziu os espectadores por uma viagem pelo rio Maparí, pelas manifestações culturais, pela fé em São Sebastião e pelas histórias de um povo que carrega no cotidiano a força de suas raízes.

Com música ao vivo, poesia, expressão corporal e projeções fotográficas, o espetáculo despertou a atenção de diferentes públicos e recebeu uma resposta extremamente positiva dos visitantes. Humbertuenses que estiveram presentes vivenciaram um momento de reconhecimento e emoção ao verem sua terra representada artisticamente, fortalecendo o sentimento de orgulho e pertencimento. Lindo espetáculo “pluriartes”!!!!

A exposição e o espetáculo transformaram o espaço em um encontro de memórias, afetos e celebração da identidade cultural de Rampa. Assim, mostrou como a beleza de um lugar também vive nas histórias das pessoas que o constroem. Mantenhamos viva a história de nossa região!!! Transmitamo-na aos nossas crianças e jovens!!!!

A mostra fotográfica é um produto do longa-metragem documentário “Josimael Caldas: a trajetória de um artista no teatro maranhense”. Aguardemos!!! Em breve, será apresentado ao público, ampliando o registro da trajetória artística e da relação deste multiartista com sua terra natal. Já curiosa para assistir ao próximo projeto!!!

Enfim, ‘Rampa, o Paraíso Escondido’ foi um show das diversas expressões artísticas!!!! Mais que uma exposição e um espetáculo, foi uma homenagem à memória, à cultura e à riqueza humana de um território. Esta região merece continuar revelando seus encantos.

Realização: Governo Federal através do Ministério da Cultura e lei Aldir Blanc

Apoio: Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Cultura

Produção: Egger Consulting

Informações sobre o povoado de Rampa

Localização: município de Humberto de Campos, na região dos Lençóis Maranhenses, no norte do estado do Maranhão. O município integra a mesorregião Norte Maranhense e a microrregião dos Lençóis Maranhenses.

Área territorial do município: de aproximadamente 1.714,625 km², com população de cerca de 25 mil habitantes segundo o Censo 2022 do IBGE.

Geografia da região: apresenta relevo predominantemente plano e baixo, típico das áreas costeiras maranhenses, favorecendo a existência de campos inundáveis, igarapés, manguezais e lagoas sazonais. O clima é tropical quente, com períodos chuvosos e secos bem definidos, característica comum do litoral norte maranhense.

Vegetação do município: composta por formações de Cerrado, vegetação costeira, áreas de manguezal e ecossistemas de transição entre o litoral e o interior do Maranhão. As paisagens locais apresentam campos abertos, vegetação rasteira, áreas alagáveis e forte influência dos ventos litorâneos.

Economia: pesca artesanal, agricultura familiar e extrativismo, atividades tradicionais presentes em grande parte das comunidades rurais do litoral maranhense.

Minicurrículo: JOSIMAEL CALDAS: pedagogo, graduado pela universidade estadual do maranhão. capacitação em projetos culturais pela fundação Getúlio Vargas. Professor de artes cênicas, ator e diretor teatral. É membro da Academia Atheniense de Letras e Artes – ATHEART, cadeira nº 10, tendo como patrono o conterrâneo Humberto de Campos, e membro da Sociedade de Cultura Latina do estado do Maranhão.

ENTREVISTA

1 – O QUE TE MOTIVOU A ORGANIZAR A EXPOSIÇÃO E ESPETÁCULO “RAMPA, O PARAÍSO ESCONDIDO”?

Josimael Caldas: A motivação para organizar a exposição e o espetáculo “Rampa, o Paraíso Escondido” nasceu a partir da realização do longa-metragem documentário Josimael Caldas: A Jornada de Um Artista no Teatro Maranhense”.
Durante o processo de gravação do documentário em Rampa, minha terra natal, o encontro com as paisagens, as belezas naturais e os modos de vida da comunidade, despertou um novo olhar sobre esse território tão rico em memória, cultura e afetos. As imagens registradas durante as filmagens revelaram um lugar de grande beleza: o rio Maparí, os caminhos, a vegetação, os espaços de convivência e a relação harmoniosa entre o povo e a natureza.

Essas fotografias ultrapassaram o registro documental e passaram a contar uma história própria, inspirando a criação de uma exposição que pudesse apresentar ao público a essência e os encantos de Rampa.
A partir dessa inspiração visual, surgiu também o espetáculo teatral, como uma forma de transformar essas memórias em poesia, movimento e emoção. Em cena, Rampa ganha voz e se apresenta como território vivo, revelando suas tradições, sua fé, sua ancestralidade e a força de um povo que mantém suas raízes.

Assim, a exposição e o espetáculo “Rampa, o Paraíso Escondido” tornam-se desdobramentos do documentário, ampliando sua narrativa e compartilhando com o público a beleza de um lugar que muitas vezes permanece desconhecido, mas que guarda histórias, paisagens e sentimentos que merecem ser revelados e preservados.
É uma homenagem à minha terra natal, uma celebração da memória e uma forma de mostrar que Rampa não é apenas um lugar no mapa: é um território de identidade, pertencimento e encantamento.

2 – QUAL FOI A RECEPTIVIDADE PELOS MORADORES DO POVOADO DE RAMPA?

Josimael Caldas: A receptividade dos moradores de Rampa e dos humbertuenses foi extremamente positiva e marcada por muita emoção e sentimento de pertencimento. O público recebeu a exposição e o espetáculo “Rampa, o Paraíso Escondido” com encantamento, reconhecendo nas imagens, na narrativa teatral e nas memórias apresentadas a riqueza de sua própria história.

Muitos espectadores se emocionaram ao ver a beleza das paisagens, dos rios, da natureza e dos elementos culturais que fazem parte do cotidiano da comunidade. Para os rampenses presentes, a experiência representou um momento de valorização da sua identidade, de reconhecimento das suas raízes e de orgulho por ver sua terra natal apresentada artisticamente.
Percebeu-se no olhar do público a conexão afetiva com o território: as lembranças da infância, os costumes, a fé em São Sebastião, os encontros comunitários e a relação com a natureza despertaram memórias coletivas. A exposição e o espetáculo não foram vistos apenas como uma apresentação artística, mas como uma homenagem à história e à vida de um povo.

A resposta dos moradores de Rampa e dos humbertuenses reforçou a importância de iniciativas que valorizam a cultura local, fortalecem o sentimento de pertencimento e revelam ao público a beleza de um lugar que carrega uma grande riqueza humana e cultural.

Viva Josimael Caldas!!!

Renata Barcellos

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