Adriana RodríguezImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/07bfdc50c9b08836?utm_source=app_launcher&utm _medium=owned&utm_campaign=base_all
Camino tus huellas, senderos de piedra y papel, bisagras de viento aturdido colándose por las grietas, el hambre, el frío y una gota de fe.
Camino por tus miradas, cortinas de ventanas con cristales rotos que cortan mi lengua, sangrando de las huellas los ojos, las manos y la piel.
Camino por tus yemas, lunares de tierra, a la sombra del barro que cubre con memorias las horas que no fueron, los tiempos de mañana, la nostalgia del ayer.
Camino por el sonido de una voz que calla, que mira de espaldas la sonrisa fingida, la misericordia disfrazada, yendo de puntas sobre almohadas que se han hecho de roca.
Camino por el aroma de los deshechos del mundo, mirando un segundo un cesto lleno de sobras, una ceguera cargando zozobra, mil y unas palabras ahogadas entre adoquines de asfalto.
Camino por las puertas que se cierran de prisa, por las horas más frías y el invierno largo. Camino extendiendo la mano, elevando plegarias y mordiendo los labios.
Camino y camino despacio por todo este mundo del que vecino he quedado.
No silêncio no tempo que circula as ondas Corpos ébrios com as luzes dos altares Invadem o calendário dos prazeres …No Alvorecer vivenciaram suas mortes Abriram-se na virada anunciaram seus intentos na roda dos sabores… Ausentes Conectados ao radar de sua existência pálida Bebem o amargo fel que dança no inferno de sua boca Reprimem o novo cenário no púlpito Mas, casam-se e degustam-se de cada detalhe no oculto… Ausentes Embriagados com o vinho do sacrifício Degolam as vozes na órbita do destino Desfilam o sacramento nas bandejas do ópio Negligenciando o verso que detona-os! Confessam suas ofensas em tom de ironia Denotam suas mentes em controvérsia com Justiça! Vivem Longe de suas vidas Fraudulentas A família silencia a malicia de suas línguas Esconde na mensagem que nutre a imagem que o povo visualiza… Na calçada adentram na manta Derreado perderam-se no meio da trilha Emitem sons extintos em suas ondas… Ausentes Seus filhos crescem na prensa do abismo Distantes do vínculo afetivo… Ausentes…
‘135 anos de Teresópolis: uma história de desenvolvimento, cultura e preservação da memória’
Alexandre Rurikovich CarvalhoImagem criada por IA
Nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, o município de Teresópolis, na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, celebra 135 anos de emancipação político administrativa, reafirmando sua posição como um dos principais municípios da Região Serrana fluminense. Reconhecida por suas belezas naturais, pelo clima ameno, pelo patrimônio histórico e por sua intensa vida cultural, Teresópolis construiu, ao longo de mais de um século, uma trajetória marcada pelo progresso, pela hospitalidade e pela preservação de sua identidade.
Das trilhas coloniais ao povoamento permanente
A história da ocupação da região onde hoje se encontra Teresópolis remonta ao período colonial brasileiro, quando as encostas da Serra dos Órgãos eram habitadas por povos indígenas e serviam como área de passagem para exploradores e bandeirantes que buscavam novos caminhos entre o litoral fluminense e o interior da colônia.
Durante os séculos XVII e XVIII, a região apresentava baixa densidade populacional, caracterizando-se pela vegetação exuberante, pela abundância de recursos hídricos e pelo relevo acidentado, fatores que dificultavam a ocupação permanente. Ainda assim, antigos caminhos indígenas foram progressivamente adaptados pelos colonizadores portugueses, transformando-se em rotas importantes para a circulação de pessoas, mercadorias e animais.
Essas trilhas permitiam a comunicação entre a cidade do Rio de Janeiro e as áreas mineradoras da então Capitania, posteriormente Província, de Minas Gerais, desempenhando papel estratégico na economia colonial. Foi somente a partir do início do século XIX que o povoamento da região passou a adquirir características mais permanentes.
Nesse contexto, destaca-se a atuação do comerciante luso-britânico George March, considerado uma figura central na formação histórica local. Ao adquirir extensas terras na região onde atualmente se localiza o bairro do Alto, March implantou a Fazenda Santo Antônio, situada em posição privilegiada ao longo do caminho que ligava o Rio de Janeiro à Província de Minas Gerais.
Mais do que uma propriedade rural, a Fazenda Santo Antônio transformou-se em um importante centro de apoio logístico. Tropas de muares, comerciantes, viajantes, funcionários públicos e exploradores encontravam ali local para descanso, alimentação, troca de animais e reabastecimento antes de prosseguirem viagem pelas serras fluminenses. Em torno dessa movimentação surgiram pequenas moradias, casas comerciais, oficinas, capelas e outros serviços indispensáveis ao cotidiano dos viajantes e dos primeiros moradores.
Gradualmente, esse conjunto de atividades impulsionou o crescimento do Distrito de Santo Antônio de Paquequer, cuja formação urbana foi marcada pela convivência entre produtores rurais, comerciantes, artesãos e famílias que viam na região oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. Ao longo da segunda metade do século XIX, o distrito experimentou significativa expansão demográfica e econômica. A fertilidade do solo favoreceu a agricultura, enquanto o clima ameno e a paisagem serrana passaram a despertar o interesse de visitantes provenientes da Corte Imperial.
A emancipação municipal e a homenagem à Imperatriz
O acelerado crescimento econômico, social e populacional registrado durante a segunda metade do século XIX tornou evidente que o Distrito de Santo Antônio de Paquequer possuía condições de administrar seus próprios interesses. O fortalecimento do comércio, a expansão das atividades agrícolas, o aumento da arrecadação e a organização da vida comunitária impulsionaram um movimento favorável à emancipação político-administrativa, refletindo o desejo de maior autonomia na condução dos assuntos públicos.
Esse objetivo foi alcançado em 6 de julho de 1891, quando o então governador do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, assinou o decreto que desmembrou o distrito do município de Magé, criando oficialmente o município de Teresópolis. A emancipação marcou o início de uma nova etapa em sua história, permitindo a instalação de instituições administrativas próprias, a organização do governo municipal e o planejamento do desenvolvimento urbano de forma independente.
A escolha do nome Teresópolis constitui, por si só, uma homenagem carregada de simbolismo histórico. A denominação associa-se à imperatriz Teresa Cristina Maria de Bourbon-Duas Sicílias, esposa do imperador Dom Pedro II, e remete ao sentido de “cidade de Teresa”.
Muito além de sua posição como consorte imperial, Teresa Cristina conquistou o respeito e a admiração da sociedade brasileira por sua personalidade discreta, sua dedicação à família imperial e seu incentivo às artes, à ciência, à arqueologia, à educação e à preservação do patrimônio histórico nacional. Foi também uma importante incentivadora da imigração europeia, da pesquisa arqueológica e das manifestações culturais que contribuíram para a formação da identidade brasileira.
Sua postura humilde, generosa e profundamente humana fez com que fosse carinhosamente lembrada como a “Mãe dos Brasileiros”, título consagrado na tradição biográfica sobre a imperatriz. Ao associar seu nome ao município recém-emancipado, os idealizadores da cidade buscaram eternizar valores de hospitalidade, equilíbrio, cultura e civilidade, atributos que permanecem presentes na identidade
Trilhos e estradas
Nas décadas seguintes, a implantação da ferrovia, com chegada a Teresópolis em 19 de setembro de 1908, representou um marco para o desenvolvimento regional. A facilidade de transporte estimulou o comércio, o turismo, a agricultura e a chegada de novos moradores, acelerando o crescimento urbano. O serviço ferroviário foi encerrado em 9 de março de 1957, e a abertura da estrada Rio-Teresópolis, em 1º de agosto de 1959, consolidou a integração rodoviária do município ao restante do estado.
Posteriormente, a expansão da malha rodoviária substituiu gradativamente o transporte ferroviário, mantendo Teresópolis conectada ao eixo metropolitano e fortalecendo ainda mais sua economia. Ao longo do século XX, a cidade consolidou-se como destino turístico, estância climática e polo regional de serviços, educação e
Natureza e paisagem
Poucos municípios brasileiros possuem relação tão estreita com a natureza quanto Teresópolis. Situada em meio à Serra dos Órgãos, a cidade abriga parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), uma das mais importantes unidades de conservação ambiental do país.
O parque é reconhecido por sua extraordinária biodiversidade e por formações rochosas mundialmente famosas. O perfil imponente do Dedo de Deus, símbolo do montanhismo brasileiro, desenha a moldura de uma cidade onde a paisagem é, por si só, uma obra de arte viva. Essa riqueza natural transformou Teresópolis em referência para atividades como ecoturismo, montanhismo, caminhadas ecológicas e educação ambiental.
Cultura e memória
Ao longo de sua história, Teresópolis consolidou importante vocação cultural. Museus, centros culturais, instituições de ensino, academias literárias e organizações dedicadas à preservação da memória contribuem para fortalecer a identidade do município.
A cidade tornou-se palco de eventos científicos, artísticos e literários, reunindo pesquisadores, escritores, artistas e intelectuais de diversas regiões do Brasil. Nos últimos anos, iniciativas voltadas à valorização do patrimônio histórico, da produção acadêmica e da cultura popular, a exemplo da Feirarte, reforçaram ainda mais o protagonismo cultural de Teresópolis no cenário nacional.
Tradição e modernidade
Ao longo de seus 135 anos de emancipação político-administrativa, Teresópolis consolidou-se como um dos mais importantes municípios da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro. Sua economia, que outrora esteve vinculada às atividades rurais e ao comércio local, diversificou-se significativamente ao longo das últimas décadas, refletindo as transformações econômicas e sociais do Brasil contemporâneo.
Atualmente, o município apresenta uma estrutura econômica sólida e multifacetada, sustentada pelo comércio, pela prestação de serviços, pelo turismo, pela educação, pela construção civil e pela agricultura de hortaliças. A própria documentação institucional do município destaca Teresópolis como a maior produtora de hortaliças do Estado do Rio de Janeiro, além de importante polo de inovação, educação e tecnologia.
O turismo permanece como um dos principais motores do desenvolvimento local. Favorecida pelo clima ameno durante praticamente todo o ano, pela exuberância da Serra dos Órgãos e pela riqueza de seus atrativos naturais, Teresópolis recebe visitantes em busca de lazer, ecoturismo, esportes de aventura e contato com a natureza. Trilhas, cachoeiras, mirantes, parques e reservas ambientais fazem parte de um patrimônio natural que desperta admiração e fortalece a vocação turística da cidade.
A gastronomia também ocupa lugar de destaque na identidade teresopolitana. Restaurantes, cafeterias, cervejarias artesanais e empreendimentos ligados à produção rural oferecem experiências que valorizam tanto a culinária serrana quanto a diversidade cultural construída ao longo da história do município.
Celebrar os 135 anos de emancipação político-administrativa significa reconhecer a dedicação das gerações que transformaram um antigo caminho de tropeiros em uma cidade dinâmica, acolhedora e culturalmente vibrante. Significa também prestar homenagem aos pioneiros, trabalhadores, educadores, agricultores, comerciantes, artistas, pesquisadores, gestores públicos e cidadãos anônimos que, ao longo do tempo, contribuíram para escrever a história de Teresópolis.
Mais do que recordar o passado, esta data convida à reflexão sobre o futuro. Preservar o patrimônio histórico, incentivar a cultura, proteger o meio ambiente, investir na educação e promover o desenvolvimento sustentável representam compromissos permanentes para que Teresópolis continue sendo referência de qualidade de vida, cidadania e valorização da memória.
Aos 135 anos, Teresópolis reafirma sua vocação para unir tradição e modernidade. Mantém vivas as lembranças de sua formação histórica, ao mesmo tempo em que projeta novos caminhos para as futuras gerações, demonstrando que o verdadeiro progresso nasce do equilíbrio entre inovação, preservação cultural e respeito às raízes que moldaram sua identidade.
Celebrar esta data é reconhecer que a história de Teresópolis não pertence apenas aos teresopolitanos, mas integra o patrimônio histórico e cultural do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil, constituindo um legado coletivo que merece ser conhecido, preservado e transmitido às gerações vindouras.
Referências bibliográficas
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Jane NashImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/8215fbeac1f86aa8?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
The snow geese scratch on the iced pond Specks amongst the brown reeds The white landscape reminiscent Snowmen on the lawn Carrots for noses Shiny dirty obsidian for eyes Who has coal anymore?
This adult scene of geese, of ice, of snow Has replaced childish games Without the young there is no impetus But barren wombs can still take comfort In barren landscapes The birds bringing hope From their overseas adventures
As the earth greens so do the snow geese fly Spectacular in their wing span Connected in flight It takes only a little imagination To see them go Waiting for their return When fingers hide in wool and fur.
Sergio Diniz da CostaImagem criada pela IA do Gemini – https://gemini.google.com/app/a66399b920da89a1?utm_source=app_launcher&utm_medium=owned&utm_campaign=base_all
Sobre o Himalaia da imaginação Além, muito além das insondáveis alturas, Através da névoa dos tempos, das eras, Navega o peregrino das estrelas Viajante do tempo, das dimensões.
Além, muito além das insondáveis alturas, Num mergulho nas dimensões interiores, Céu e Terra se fundem na imensidão Do cosmos, do infinito, dos universos.
Através da névoa dos tempos, das eras, Quantas roupagens, quantos fardos, quantos encontros. Ascender, ascender, ascender, Sempre e sempre, rumo ao amanhecer D’outras existências, d’outras transcendências.
Sobre o Himalaia da imaginação Além, muito além das insondáveis alturas, Através da névoa dos tempos, das eras, Navega o peregrino das estrelas Noutras certezas, noutros encantos, noutros encontros.
“Exposição e espetáculo: ‘Rampa, o Paraíso Escondido’”
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Card da exposição e espetáculo:Rampa, o Paraíso Escondido
Entre os dias 14 e 17 de junho de 2026, o público de São Luís teve a oportunidade de conhecer e se encantar com a exposição fotográfica ‘Rampa, o Paraíso Escondido’, realizada no Golden Shopping Calhau, com visitação aberta das 10:00 às 22:00. Esta apresentou um olhar sensível sobre o povoado de Rampa, localizado no município de Humberto de Campos (MA).
Foi revelado através das imagens, a beleza de suas paisagens, seus rios, sua cultura, sua religiosidade e os modos de vida de uma comunidade que mantém viva sua relação com a natureza e suas tradições. Quem foi apreciar, com certeza, ficou com vontade de conhecer a região. “Partiu, Rampa!?”
A abertura do evento foi marcada pelo espetáculo teatral ‘Rampa, o Paraíso Escondido’, pesquisa e criação de Josimael Caldas. O multiartista realizou três apresentações emocionantes, envolvendo o público em uma experiência poética de memória, identidade e pertencimento.
Em cena, Rampa ganhou voz e corpo através da personificação do território. Assim, conduziu os espectadores por uma viagem pelo rio Maparí, pelas manifestações culturais, pela fé em São Sebastião e pelas histórias de um povo que carrega no cotidiano a força de suas raízes.
Com música ao vivo, poesia, expressão corporal e projeções fotográficas, o espetáculo despertou a atenção de diferentes públicos e recebeu uma resposta extremamente positiva dos visitantes. Humbertuenses que estiveram presentes vivenciaram um momento de reconhecimento e emoção ao verem sua terra representada artisticamente, fortalecendo o sentimento de orgulho e pertencimento. Lindo espetáculo “pluriartes”!!!!
A exposição e o espetáculo transformaram o espaço em um encontro de memórias, afetos e celebração da identidade cultural de Rampa. Assim, mostrou como a beleza de um lugar também vive nas histórias das pessoas que o constroem. Mantenhamos viva a história de nossa região!!! Transmitamo-na aos nossas crianças e jovens!!!!
A mostra fotográfica é um produto do longa-metragem documentário “Josimael Caldas: a trajetória de um artista no teatro maranhense”. Aguardemos!!! Em breve, será apresentado ao público, ampliando o registro da trajetória artística e da relação deste multiartista com sua terra natal. Já curiosa para assistir ao próximo projeto!!!
Enfim, ‘Rampa, o Paraíso Escondido’ foi um show das diversas expressões artísticas!!!! Mais que uma exposição e um espetáculo, foi uma homenagem à memória, à cultura e à riqueza humana de um território. Esta região merece continuar revelando seus encantos.
Realização: Governo Federal através do Ministério da Cultura e lei Aldir Blanc
Apoio: Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Cultura
Produção: Egger Consulting
Informações sobre o povoado de Rampa
Localização: município de Humberto de Campos, na região dos Lençóis Maranhenses, no norte do estado do Maranhão. O município integra a mesorregião Norte Maranhense e a microrregião dos Lençóis Maranhenses.
Área territorial do município: de aproximadamente 1.714,625 km², com população de cerca de 25 mil habitantes segundo o Censo 2022 do IBGE.
Geografia da região: apresenta relevo predominantemente plano e baixo, típico das áreas costeiras maranhenses, favorecendo a existência de campos inundáveis, igarapés, manguezais e lagoas sazonais. O clima é tropical quente, com períodos chuvosos e secos bem definidos, característica comum do litoral norte maranhense.
Vegetação do município: composta por formações de Cerrado, vegetação costeira, áreas de manguezal e ecossistemas de transição entre o litoral e o interior do Maranhão. As paisagens locais apresentam campos abertos, vegetação rasteira, áreas alagáveis e forte influência dos ventos litorâneos.
Economia: pesca artesanal, agricultura familiar e extrativismo, atividades tradicionais presentes em grande parte das comunidades rurais do litoral maranhense.
Minicurrículo: JOSIMAEL CALDAS: pedagogo, graduado pela universidade estadual do maranhão. capacitação em projetos culturais pela fundação Getúlio Vargas. Professor de artes cênicas, ator e diretor teatral. É membro da Academia Atheniense de Letras e Artes – ATHEART, cadeira nº 10, tendo como patrono o conterrâneo Humberto de Campos, e membro da Sociedade de Cultura Latina do estado do Maranhão.
ENTREVISTA
1 – O QUE TE MOTIVOU A ORGANIZAR A EXPOSIÇÃO E ESPETÁCULO “RAMPA, O PARAÍSO ESCONDIDO”?
Josimael Caldas: A motivação para organizar a exposição e o espetáculo “Rampa, o Paraíso Escondido” nasceu a partir da realização do longa-metragem documentário Josimael Caldas: A Jornada de Um Artista no Teatro Maranhense”. Durante o processo de gravação do documentário em Rampa, minha terra natal, o encontro com as paisagens, as belezas naturais e os modos de vida da comunidade, despertou um novo olhar sobre esse território tão rico em memória, cultura e afetos. As imagens registradas durante as filmagens revelaram um lugar de grande beleza: o rio Maparí, os caminhos, a vegetação, os espaços de convivência e a relação harmoniosa entre o povo e a natureza.
Essas fotografias ultrapassaram o registro documental e passaram a contar uma história própria, inspirando a criação de uma exposição que pudesse apresentar ao público a essência e os encantos de Rampa. A partir dessa inspiração visual, surgiu também o espetáculo teatral, como uma forma de transformar essas memórias em poesia, movimento e emoção. Em cena, Rampa ganha voz e se apresenta como território vivo, revelando suas tradições, sua fé, sua ancestralidade e a força de um povo que mantém suas raízes.
Assim, a exposição e o espetáculo “Rampa, o Paraíso Escondido” tornam-se desdobramentos do documentário, ampliando sua narrativa e compartilhando com o público a beleza de um lugar que muitas vezes permanece desconhecido, mas que guarda histórias, paisagens e sentimentos que merecem ser revelados e preservados. É uma homenagem à minha terra natal, uma celebração da memória e uma forma de mostrar que Rampa não é apenas um lugar no mapa: é um território de identidade, pertencimento e encantamento.
2 – QUAL FOI A RECEPTIVIDADE PELOS MORADORES DO POVOADO DE RAMPA?
Josimael Caldas: A receptividade dos moradores de Rampa e dos humbertuenses foi extremamente positiva e marcada por muita emoção e sentimento de pertencimento. O público recebeu a exposição e o espetáculo “Rampa, o Paraíso Escondido” com encantamento, reconhecendo nas imagens, na narrativa teatral e nas memórias apresentadas a riqueza de sua própria história.
Muitos espectadores se emocionaram ao ver a beleza das paisagens, dos rios, da natureza e dos elementos culturais que fazem parte do cotidiano da comunidade. Para os rampenses presentes, a experiência representou um momento de valorização da sua identidade, de reconhecimento das suas raízes e de orgulho por ver sua terra natal apresentada artisticamente. Percebeu-se no olhar do público a conexão afetiva com o território: as lembranças da infância, os costumes, a fé em São Sebastião, os encontros comunitários e a relação com a natureza despertaram memórias coletivas. A exposição e o espetáculo não foram vistos apenas como uma apresentação artística, mas como uma homenagem à história e à vida de um povo.
A resposta dos moradores de Rampa e dos humbertuenses reforçou a importância de iniciativas que valorizam a cultura local, fortalecem o sentimento de pertencimento e revelam ao público a beleza de um lugar que carrega uma grande riqueza humana e cultural.