Educação e formação da pessoa humana

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Educação e formação da pessoa humana’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA do Bing – 14 de maio de 2025,
às 10:43 PM

Educar e formar pessoas humanas implica conhecimentos, técnicas e avaliações diferentes das que se utilizam na construção de objetos, sejam edifícios, pontes, estradas, máquinas ou peças de vestuário e outras inúmeras coisas materiais. Preparar para a vida de cada pessoa, e em sociedade humana, não é o mesmo que programar uma máquina. 

A pessoa humana: comporta e transporta princípios, valores, sentimentos, emoções, de que resultam atitudes que possibilitam o melhor ou pior relacionamento interpessoal; que promove, havendo para isso, vontade, a harmonia, a compreensão, a tolerância e a resolução de problemas sócio-culturais, pessoais e do grupo; que enriquecem as dimensões verdadeiramente humanas, como a ética, a religião, a política, a social e a inter-relacional, entre outras.

Educar e preparar a pessoa para a constituição de uma família, desde logo: a começar na “escolha” do cônjuge, nos princípios, valores e regras a implementar na educação dos filhos; as opções pelo tipo de educação; a profissão pretendida para o jovem; que direitos e deveres se podem conceder e exigir, respetivamente; que religião e práticas litúrgicas são compatíveis ou desejáveis, face a uma bem caraterizada cultura; enfim, tantos outros aspetos, pormenores e dimensões humanas, que é preciso acautelar, e/ou estimular e praticar, é uma tarefa grandiosa e apenas realizável pelo ser humano, justamente pela educação, formação, instrução e treino.

Educar e preparar a pessoa humana para o governo do grupo, da comunidade, da sociedade e do mundo, pressupõe um vasto conjunto de conhecimentos, de práticas, de experiências, que ao longo da vida, e de forma sistematizada, e orientada, devem ser: ensinadas e aprendidas; exemplificadas e praticadas; interiorizadas e manifestadas, por quem ensina e por quem aprende. 

O professor que aqui se considera necessário, valorizado e insubstituível, prende-se com outros valores, com outras caraterísticas e capacidades singularmente humanas, porque se trata do docente que trabalha e forma pessoas, não objetos, nem animais, nem sistemas, obviamente, sem prejuízo para a complexidade destas atividades. 

Defende-se o professor-formador, que em comunhão de: princípios, valores, sentimentos, emoções e objetivos, coopera com outros seus semelhantes, humanamente considerados, sem superioridade, nem vaidade, nem orgulho fundamentalista, porque esta última sensibilidade continua, hoje, primeiro quarto do século XXI, atual e terrivelmente real: «O orgulho, paixão feroz, rainha e mãe de todas as pragas sociais, opõe uma resistência invencível a essa conversão dos povos. O orgulho não mede a felicidade de acordo com o bem-estar, mas de acordo com a infelicidade alheia.» (MORUS, s.d.:139).

Verifica-se que a complexidade, ao longo da história da humanidade, na formação da pessoa humana, não é compaginável com quaisquer processos, meios e técnicas que excluam o professor/formador: seja no seu envolvimento direto e presencial; ou seja, à distância, defendendo-se, nesta reflexão, a sua intervenção presencial, porque nenhuma máquina robotizada vive, pensa, sente e age como a pessoa humana. 

Considerar-se-á uma indignidade educar a pessoa humana, exclusivamente, por meio de uma máquina, que assim se superiorizaria em relação às mulheres e aos homens, e até os escravizaria, pelo contrário, aceita-se o uso das denominadas máquinas de ensinar, como igualmente o ensino à distância, utilizando as mais modernas e adequadas tecnologias, desde que o homem-professor/formador seja responsável pela programação, pelo controle, pela avaliação e altere, sempre que necessário, e também que, periodicamente, o aluno/formando possa reunir-se, direta e presencialmente, com aquele que, à distância, o vem orientando em forma de tutoria. Nestas condições até se reconhecem muitas vantagens neste tipo de ensino/aprendizagem.

Bibliografia

MORUS, Thomas, (s.d.). A Utopia, Prefácio Prof. Mauro Brandão Lopes, Trad. Luís Andrade, S. Paulo: Editora Escala. 

Venade/Caminha – Portugal, 2025

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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Revisitei o meu passado

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Revisitei o meu passado’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Caminho de luz  - Imagem do saite Pixabay
Caminho de luz Imagem do saite Pixabay

Revisitei o meu passado!

Um roteiro inacabado 

em construção e sem buracos no coração. 

Naveguei em um mar de lembranças 

fui até onde o coração alcança. 

Um ciclo constante, 

em direção ao horizonte. 

Às sombrias aflições joguei ao vento;

revesti de novos e bons sentimentos. 

Pelos caminhos, fui tentando acertar.

O tempo se incumbiu de pôr tudo no lugar.

E a fé, fez-me acreditar.

Eliana Hoenhe Pereira

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Uma estranha no galinheiro

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Uma estranha no galinheiro’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do Bing - 15 de maio de 2025,  às 17:30 PM
Imagem criada por IA do Bing – 15 de maio de 2025,
às 17:30 PM

Em um galinheiro qualquer, em torno de uma fazenda qualquer, comum a todas as outras, uma estranha ave adentra o recinto das galinhas.

Era muito grande para ser uma delas, e muito pequena para ser um avestruz.

Tinha um porte arquejante, pomposo e altivo.

As galinhas ficaram olhando curiosas ‘aquela’ estranha figura ‘bípede’ penosa, que adentrou em seu universo, mas não se atreveram a se pronunciar, ou fazer qualquer tipo de ruído.

A águia movimentou o pescoço para um lado, para o outro, e ficou ‘chocada’, com os olhares de julgamento recebido das galinhas.

O silêncio no galinheiro foi quebrado, com o bater de suas asas, que passou violentamente por entre a curta entrada detida entre o poleiro e o cocho de água, e que se perdeu no azul-celeste da madrugada.

Em terreiro que galinha cisca, águia não faz cria.

Clayton Alexandre Zocarato

Texto baseado no livro A águia e a Galinha, de Leonardo Boff, realizado na E. E. ‘Professor Mario Florence – Novo Horizonte – São Paulo, durante uma Orientação Técnica feita com professores da Sala de Leitura e Redação da Diretoria de Ensino de Catanduva–SP no dia 13/05/2025, sob supervisão da professora Aline Fernanda Lopes de Sousa.

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Academia de Letras de Indaiatuba (ALI)

Indaiatuba (SP) ganha academia e fortalece a cultura literária

Logo da Academia de Letras de Indaiatuba
Logo da Academia de Letras de Indaiatuba

A instituição, fundada por 17 escritores, promete valorizar a produção literária da cidade e homenagear grandes nomes da literatura brasileira

Indaiatuba, maio de 2025 – A cidade de Indaiatuba acaba de escrever um novo capítulo em sua história cultural com a fundação da Academia de Letras de Indaiatuba (ALI), oficializada no último mês de março. A iniciativa, idealizada pela escritora Jacimara Martins Siqueira de Miranda em 2024, surgiu da percepção da necessidade de um espaço institucional que promovesse e valorizasse a literatura local.

Com o apoio da escritora Mariane Gomes Sievert Naschenweng, Jacimara reuniu um grupo de 17 escritores engajados, que trabalharam na elaboração do Estatuto e do Regimento da nova entidade. Após meses de planejamento, os documentos foram aprovados em 18 de março de 2025, marcando a criação oficial da ALI.

Primeira Diretoria Eleita

No dia 3 de maio de 2025, a Academia realizou a eleição de sua primeira diretoria, que será presidida por José Henriques Martins, tendo Jacimara Martins Siqueira de Miranda como vice-presidente. A equipe administrativa também conta com:

  • Secretárias: Analma Queiroz Moura e Adriana Silva Barbosa
  • Tesoureiros: Marcelo Castro e Maria José Amgarten Rodolfo Gonella
  • Comissão Fiscal: Sueli de Sá Giovani, Darcio Calligaris e Cintia Henriques

Membros Fundadores e Suas Cadeiras

A ALI é composta por 17 cadeiras, cada uma ocupada por um escritor fundador e dedicada a um patrono de destaque na literatura brasileira. A escolha dos homenageados reflete a diversidade e a riqueza da produção literária nacional, incluindo nomes como Machado de Assis, Cora Coralina, Clarice Lispector e Guimarães Rosa.

PATRONO DA ACADEMIA
Escritor e advogado Rubens de Campos Penteado

lista dos membros fundadores, sua cadeira e patrono

Um Marco para a Cultura de Indaiatuba

A criação da ALI representa um avanço significativo para a cena literária da cidade, oferecendo um espaço de reconhecimento, debate e incentivo à escrita local.

A Academia planeja promover eventos, palestras e publicações que fortaleçam o diálogo entre autores e a comunidade.

Para o presidente José Henriques Martins, a instituição é um sonho realizado:

“A ALI nasce com a missão de preservar e difundir a literatura,
inspirando novas gerações de escritores e leitores em Indaiatuba.”

A expectativa é que, nos próximos anos, a Academia se consolide como um polo cultural ativo, contribuindo para o enriquecimento artístico e educacional da região.

Serviço:

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Amor mitológico

Denise Canova: Poema ‘Amor mitológico’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA do Bing – 14 de maio de 2025,
às 09:19 PM

Amor mitológico

Nunca vivi

Mas deve ser épico

Com versos românticos

Amor mitológico

Quero te conhecer

És um príncipe?

Se for, és meu

Dama da Poesia

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Biblioteca Culturando – Flamboyant das Artes

Biblioteca Culturando – Flamboyant das Artes promove neste sábado (17) programação cultural para toda a família. E conta com a presença do escritor José Augusto Barros, autor de ObscurumAs Faces do Sol

Card do evento promido pela Biblioteca Culturando - Flamboyant das Artes
Card do evento promovido pela Biblioteca Culturando – Flamboyant das Artes
Crédito da foto: José Augusto Albuquerque Barros
Crédito da foto: José Augusto Albuquerque Barros

Neste sábado (17), das 8h às 13h, a Biblioteca Culturando – Flamboyant das Artes promove uma programação para toda a família. E conta com a presença do escritor José Augusto Albuquerque Barros, autor do livro ObscurumAs Faces do Sol, que contará com uma trilogia.

O itapetiningano José Augusto, 43, ex-colunista do Internet Jornal (irmão mais novo do Jornal ROL), profissionalmente é investigador da Polícia Civil. Além do trabalho na área de segurança pública, desenvolve uma atividade singular: a criação de histórias em quadrinhos.

Na área literária, o livro Obscurum – As Faces do Sol foi recebido entusiasticamente pelos leitores, ensejando-lhe prêmios estaduais e nacionais. A partir de então, dentre outros projetos, a conclusão da trilogia Obscurum.

Saiba mais: https://jornalrol.com.br/?p=69414

Confira a programação da Biblioteca Culturando – Flamboyant das Artes.

Programação

🗓️ Sábado, 17/05/2025
⏰ Das 8h às 13h (atividades a partir das 9h)
📍 Biblioteca Culturando – Flamboyant das Artes (Rua Célio Roberto Faulim, 852 – Jumirim / SP)
✅ Entrada gratuita.

Atrações:

🎵 Música: Grupo vocal de MPB do Espaço Viva Música e alunos de piano e canto da Escola Camargo Guarnieri.

🎭 Teatro infanto-juvenil “Canta-guri: sementes latino-americanas”. Uma trupe de apanhadores de contos narra, de forma lúdica, contos populares de diferentes regiões da América Latina.

✍🏻 Literatura: Presença do escritor José Augusto Albuquerque Barros, autor de Obscurum.

🎨 Estação de pintura e artesanato para crianças de todas as idades, com atividades e materiais que permitem explorar a criatividade e as habilidades manuais. Atividade gratuita e com monitores. Traga seus filhos!

🍽️ COMES E BEBES:

☕ “Café do sítio” com café, doces, bebidas e outras delícias locais;

🥟 Pastel BOOMERHUNGRY frito na hora. As 30 primeiras pessoas a chegar ganharão um pastel!

🍦 Distribuição gratuita de picolés! Um oferecimento do Sorvetes Joinha.

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Aniversário de um ano no ROL

José Antonio Torres: ‘Aniversário de um ano de ROL’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por Ia do Bing – 13 de maio de 2025,
às 08;53 PM

Pois é, surpreendo-me com a velocidade com que o tempo está passando.

Ficamos envolvidos por nossos afazeres e nem percebemos esse movimento. Quando menos espero, lá se vão doze meses escrevendo para esse maravilhoso Jornal Cultural ROL!

Quantos momentos gratificantes que, para mim, foram todos.

O nosso querido e competentíssimo Editor-Chefe, Sergio Diniz, sempre atencioso e com orientações valiosas. Muitas alegrias. Uma boa aceitação dos meus textos, com os quais procuro levar um pouco de carinho aos corações e, algumas vezes, desencadear reflexões. Enfim, um grande ano e com grandes realizações.

Só tenho elogios e agradecimentos a fazer ao ROL, pelas oportunidades que tem me oferecido para divulgar o meu trabalho.

É uma grande honra fazer parte da Família ROLiana.

Deixo aqui o meu fraterno abraço de luz a todos.

José Antonio Torres

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