Dia do Jornalista

Comitê de Imprensa de Teresópolis – CIT homenageia jornalistas com o Troféu Mulher de Pedra, Jubileu de Ouro, na versão Prêmio Jornalista Destaque 2025

Os agraciados com o Diploma Personalidade Relevante e os jornalistas que receberam o troféu Mulher de Pedra na versão Prêmio Jornalistas 2025
Os agraciados com o Diploma Personalidade Relevante e os jornalistas que receberam o troféu Mulher de Pedra na versão Prêmio Jornalistas 2025

No dia 7 de abril, a imprensa brasileira comemora o Dia do Jornalista, data instituída pela Associação Brasileira de Imprensa ABI em 1931, em solidariedade ao jornalista Giovanni Battista Libero Badaró, assassinado por motivações políticas no ano de 1830 em São Paulo.

Nesse contexto, o Comitê de Imprensa de Teresópolis realizou, no dia 26 de abril do corrente ano, um evento para laurear um grupo de jornalistas com o honorífico Troféu Mulher de Pedra, Jubileu de Ouro, na versão Prêmio Jornalista Destaque 2025.

Aproveitamos ainda esta oportunidade, para transcrever um dos escritos encontrados em nossos arquivos, deixando pelo saudoso jornalista Rubem Alsina:

“Vinte cinco anos depois de ter aportado em Teresópolis, Rubem Alsina, já como jornalista consagrado na imprensa de Teresópolis, tentou criar um organismo que confraternizasse os órgãos de comunicação. Foi difícil a tarefa, pois estaria, na época, avançando com ideais que não eram compreendidas por grande parte da sociedade.

Encorajado por alguns colegas, no dia 06 de maio de 1974 surgiu o Comitê de Imprensa de Teresopolis – Cite com o apoio de apenas 6 colegas, não tendo meios e nem local para se instalar, então pediu emprestado, o porão do prédio do SESC, na Rua Duque de Caxias. Ali se estabeleceu com os colegas do mesmo ideal: Leide Rezende (gerente do SESC), Waldair Queiroz da Graça, José Maria Rebello, Carlos José de Oliveira e José Carlos Lippe.

De imediato, foi criado o Troféu Mulher de Pedra, de destaque para a comunidade teresopolitana. Pensamos em algo que representasse a importância da cidade. Foi aí que surgiu o Troféu Mulher de Pedra, que representaria a pujança de Teresópolis, localizado no terceiro distrito, na localidade de Vargem Grande, o conjunto de montanhas graníticas que tem а formação de uma mulher deitada.

A criação do Comitê de Imprensa se posicionou no sentido de dar à classe de trabalhadores de jornais a uma condição de respeito e prestígio. A partir de então, os políticos começaram a respeitar a classe jornalista depois da existência do CITE. Hoje, todos os executivos municipais veem neste comitê uma força, não sindical, mas um organismo digno do respeito e de representação para a cidade.

Através do Comitê, o turismo teve grandes oportunidades, em vista que a imprensa passou a ser considerada não somente em Teresópolis, mas em toda a Região Serrana. A criação do Troféu Mulher de Pedra repercutiu em todo o estado, e vários foram os prefeitos destacados por esse troféu. Rubem não se conformоu com o que havia conquistado e marchou para a conscientização de sua classe para reivindicar os seus direitos, que hoje são respeitados. O setor da crônica social agora está consagrado e quase todos os cronistas da cidade pertencem ao CITЕ.

As festas da entrega do Troféu Mulher de Pedra passaram a ser importantes no cenário do município e sempre contaram com a colaboração de todos os prefeitos que passaram pelo executivo municipal. Hoje é uma força de destaque que merece respeito da maioria do povo de Teresópolis.

Entre as personalidades que receberam o troféu, destacamos: S. Alteza, o Príncipe Dom Antônio Orleans de Bragança, empresários, médicos, juízes, deputados federais e estaduais e inúmeras lideranças da comunidade.

O Comitê de Imprensa de Teresópolis, nos seus quase 30 anos de existência, demonstrou ser uma das forças reconhecidas e respeitadas em toda a Região Serrana e adjacências.

Rubem Alsina, com seus 83 anos, dos quais tem vivido em Teresópolis, prossegue na luta para fazer da imprensa da cidade uma confraria digna de uma boa amizade que produza jornalismo de qualidade”.

Fotos da premiação

Vista geral do evento no restaurante Taberna Alpina
Vista geral do evento no restaurante Taberna Alpina

Jornalista Marcelo Edu com a sua esposa, Comendadora Patrícia Magno
Jornalista Marcelo Edu com a sua esposa Comendadora Patrícia Magno

Comendador Augusto Antonio Carvalho Damas com a sua esposa, Arlete Medeiros Mizael
Comendador Augusto Antonio C. Damas com a sua esposa, Arlete Medeiros Mizael

Dá esquerda para a direita, Waldir Queiroz, Dr.Jorge Ferreira e Gilson Medeiros
Waldir Queiroz decano de Imprensa de Teresópolis, Dr.Jorge Ferreira e Gilson Medeiro, do programa Cultura em Foco

Jornalista Hélio Carracena e comendador Augusto Damas
Jornalista Hélio Carracena e comendador Augusto Damas

Helio Carracena, do Programa HELIO CARRACENA e Vereadora Amanda
Helio Carracena, do Programa HELIO CARRACENA e Vereadora Amanda

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A instabilidade do pronome você e ele

Fidel Fernando

‘A instabilidade do pronome você e ele na concordância verbal em Angola’

Fidel Fernando
Fidel Fernando
Imagem gerada por IA do Bing – 08 de Abril de 2025, às 11:34 AM
Imagem gerada por IA do Bing – 08 de abril de 2025,
às 11:34 AM

A concordância é um dos pilares essenciais da gramática, pois assegura a harmonia e a clareza nas orações. Como afirmam Góis (1955) e Bechara (2003), ela estabelece uma identidade entre os elementos da oração, sendo fundamental para a construção de frases coerentes. No contexto formal, académico ou profissional, o respeito à norma-padrão torna-se imprescindível.

Segundo Cunha e Cintra (1985), a concordância exige que o verbo se ajuste ao número e à pessoa do sujeito, como no exemplo: “Os alunos estudam para a prova”. Essa adequação evita ambiguidades e promove a coesão textual. Grisolia e Sborgia (2004) reforçam que essa regra deve ser seguida, inclusive considerando a posição do sujeito na oração.

Entretanto, no uso real da língua em Angola, é frequente a oscilação na concordância com os pronomes ʻvocêʼ e ʻeleʼ. O pronome ʻvocêʼ costuma ser usado com verbos na segunda pessoa, contrariando a norma, como em: “Você observa… mas não dizes nada” ou “você precisavas sair do autocarro”. Miguel (2007) recorda que ʻvocêʼ pertence à terceira pessoa e, portanto, exige verbos nessa pessoa. Já Carreira (2007) aponta que essa instabilidade é reflexo das variações diatópicas e diastráticas do português.

Outro fenómeno recorrente é o uso do pronome ʻeleʼ associado à forma verbal da primeira pessoa, como em: “Ele quero observar as miúdas” ou, ainda, nos versos musicais: “Ela tá pedi/ ela quero” (Seven Tropa); “Ela quero/ essa carne passa no tempero” (Lucas Massur); “Bela, não toca aqui/ela quero…” (Quarteto Alpha); “Ela quero” (Dj Nelson Jokey). Embora, nas músicas, essas construções sejam aceitáveis por razões estéticas ou expressivas, podem induzir ao erro quem não distingue o uso informal do uso normativo.

Esses desvios comprometem a clareza da comunicação. A norma-padrão recomenda construções como: “Você observa… mas não diz nada” ou “Você precisava de sair do autocarro”; “Ele quer observar as miúdas”. A correcção gramatical não é mero preciosismo: garante uma comunicação eficaz.

Nesse sentido, a escola pode adoptar estratégias para trabalhar essa distinção. Uma delas é a oficina de reescrita, em que os alunos ajustam excertos reais à norma-padrão e discutem os motivos dessas alterações. Outra é a dinâmica do tradutor, dividindo a turma em grupos para converter frases do uso real ao padrão. Além disso, pode-se criar um glossário de expressões reais, colectadas de músicas, anúncios ou do quotidiano, relacionando-as à forma normativa. Essas práticas valorizam a língua do aluno e demonstram que a norma-padrão responde a exigências sociais específicas.

Em suma, como lembra Ernani Terra, conhecer uma língua não é apenas dominar vocabulário, mas também respeitar suas regras, como a concordância verbal. Promover a consciência gramatical é essencial para garantir que a comunicação ocorra de forma clara, precisa e adequada aos diferentes contextos.

Fidel Fernando

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Pensamos?

Clayton Alexandre Zocarato: ‘Pensamos?’

Clayton Alexandre Zocarato
Clayton A. Zocarato
Imagem criada por IA do Bing - 08 de maio de 2025, às 08:42 PM
Imagem criada por IA do Bing – 08 de maio de 2025, às 08:42 PM

Pensamos
Que vamos até
O fim
Mas enfim
Vamos para um marfim
Que em muitas das vezes
Está longe de um
Espírito mirim
Que a ‘cada’, mim
Cria um novo
Ai de ‘mim’
Sendo sempre assim
Pensamos no fim
Agimos no seu enfim
Para tentar
Ir para além
Do cheiro de um jasmim
Apreciado
Por curumins
Que procuram
Razões
Para a destruição
De emoções
Que realizem
No ato de pensar
Uma artimanha forte
Para um argumentar
Que não seja somente cantar
Ou agradar
Mas que sempre
Se coloque
A pensar
E amar

Clayton Alexandre Zocarato

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Cheiro de mistério

Evani Rocha: Poema ‘Cheiro de mistério’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Bing - 07 de maio de 2025, às 07:40 PM
Imagem criada por IA do Bing – 07 de maio de 2025,
às 07:40 PM

É ácido, ressequido e tenaz

Entra pela boca e escorre pelos olhos

Turva a visão e embarga a voz

É o cheiro do mistério,

Da passagem para o outro lado…

O outro lado da história, dos trilhos, 

O anverso da moeda.

Quem desvendará o gosto do fim?

Da aridez do solo que recobre o leito,

A pedra lisa e fria que homenageia

A mensagem consoladora…

A pálida tez, a matéria gélida e desfalecida,

E o legado lido em voz trêmula.

Quem contestará?

Este é relativo, dual, imprevisível…

Mas fica, permanece de algum jeito,

Permanece…

Do outro lado da rua, do espelho ou da fresta,

Como uma flor despetalada no jardim

Ou uma sombra fresca que se move entre os presentes.

Não seria o epílogo…

Talvez a proeza de uma nuvem que encobriu o Sol

Ou apenas um acalanto para as almas angustiadas.

Sobre as mãos cruzadas, nenhum adereço.

Nenhuma bagagem, nada…

Somente a colcha viçosa de margaridas perfumadas,

 Amarelas e brancas.

Talvez simbolizando o ouro usurpado

 E paz que nunca teve!

Evani Rocha

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Travessia

Loide Afonso: Poema ‘Travessia’

Loid Portugal
Loid Portugal
Criador de imagens do Bing - 07 de maio de 2025,  às 17:00 PM
Criador de imagens do Bing – 07 de maio de 2025,
às 17:00 PM

Como pode ser
Uma conversa
On-line
Se tornar tudo?

Ficou ritual
Conversas profundas
Dia e noite
Como rotina habitual

Fotos
Vídeos
Sol brilhante
Comida
Sorrisos contagiantes

Silêncio
Choros
Gritos
Esgotantes

Consolo
Partilha de dores
Conforto
Paz

Por trás de uma tela

Um beijo gostoso
Desejo
Tesão
Confusão

Mistura animal
Corpo e ferro
Céu e Inferno

Vamos pra Lua
Correr e sorrir
E depois
Vir pra Terra
Com o nosso sorriso colorir

Vamos, vamos

Cruzar nossos braços
Um na carne do outro
Atravessar o mar morto

Vamos, vamos!

Loid Portugal

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Um brinde, com vinho!

A elegância da poesia de Fabíola Fabrícia versejada em vinho

Capa do livro Vinho Poíesis, de Fabíola Fabrícia
Capa do livro Vinho Poíesis, de Fabíola Fabrícia

A poetisa, professora e escritora Fabíola Fabrícia lança o seu sexto livro e traz como temática principal o vinho, uma bebida muito apreciada pela autora, que tem o vinho como uma das suas inspirações, pois, segundo ela, remete a boas reflexões.

Em Vinho Poíesis, poesia bilíngue português/inglês, o vinho vira poesia e aguça a imaginação dos leitores da poetisa, que escreve o cotidiano de uma maneira simples, harmônica e inteligente. Fabíola Fabrícia apresenta poemas maduros que nos recordam situações do dia a dia, junto a uma boa música, regada a vinhos oriundos de países como França, Portugal e Argentina.

Para Fabíola, o vinho é uma bebida completamente sensorial, que compõe uma harmonia capaz de oferecer experiências fantásticas no cotidiano de quem aprecia. A poesia e o vinho têm um entrosamento único que nos faz mergulhar em uma narrativa repleta de efeitos. Cada cálice degustado, traz consigo histórias, reminiscências de um tempo engarrafado em memórias, sentimentos e aromas que ultrapassam gerações. O vinho é um verdadeiro cúmplice das emoções humanas. Vinho é poesia, e cada rótulo nos oferece uma singularidade de sabores e sensações.

Os poemas de Fabíola são uma verdadeira viagem cultural, e, além dos vinhos, seus versos fazem alusão à música cubana, estadunidense, francesa, argentina e erudita.  Os poemas presentes na obra relatam acontecimentos que vão além do infinito da imaginação, manifestando-se em textos curtos, característica que predomina na função de linguagem da sua poética.

Serviço

Obra: Vinho Poíesis

Autora: Fabíola Fabrícia

Editora: Delicatta

ISBN: 978-85-8421-276-7

Preço: R$ 40,00

Sobre a autora

Fabíola Fabrícia
Fabíola Fabrícia

Fabíola Fabrícia é professora graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas e Pós-graduada em docência do Ensino Superior.

Publicou: Escritos Morgados (2017); Reflexões Poéticas c/ Antonio Lima Martins (2018); Poesia, literatura de ideias – Poetry,literature of ideas – bilíngue português/inglês(2019); Lili Brownie- Infantil – edição  bilíngue português/inglês(2021) e Alarido Poíesis- edição bilíngue português/espanhol(2023), Vinho Poíesis – edição  bilíngue português/inglês (2025). 

A autora tem participações em diversas antologias nacionais e internacionais. Foi convidada a apresentar os seus livros na Feira Virtual Internacional Del Libro Centro América, Peru, Chile e Argentina, entre outras.

Rede Social da autora: @fabi.poetry 

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31 longos anos do ROL

Sandra Albuquerque: ’31 longos anos do ROL’

Sandra Albuquerque
Sandra Albuquerque
Visão parcial da capa do Jornal Cultural ROL
Visão parcial da capa do Jornal Cultural ROL

31 longo anos
Quantas emoções.
De tudo um pouco.
História, Ciências, Física, Metodologias, Artes, Entretenimento e muito mais.
Eu também entrei a convite de nosso grande Editor ⁨Sergio Diniz da Costa.
E aqui, eu fiz de tudo um pouco.
Até contos e crônicas, poemas minimalistas, entrevistas, e isto levou-me a crescer dentro da literatura.
O ROL é um verdadeiro leme que leva as pessoas a aprenderem muito além do que imaginavam e a galgarem espaços luminosos.
O ROL tem alma, pois, em cada matéria, os leitores podem sentir a essência dos autores.
E eu sou feliz por ser chamada de Fada-Madrinha do ROL.
Me orgulho muito em ser parte integrante dele.
O ROL eu o apelidei de ‘Velho Chico’, pois nasceu de uma ideia do nosso saudoso Paizão (como eu o chamava) e tomou formas em uma proporção que hoje ele viaja virtualmente por inúmeros países.
Foram chegando mais colunistas e editores e ele foi se transformando e impactando quem o lê.
Parabéns pelos 31 Anos!
Que a cada dia mais e mais cresça e seja muito abençoado.


Comendadora Poetisa Sandra Albuquerque

RJ, 30/04/2025.

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