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Meus guardados
Verônica Moreira: Poema ‘Meus guardados’


às 13:23 PM
Tem coisas que guardo — e que agora preciso contar.
Guardo lembranças e saudades.
Guardo sentimentos diversos:
amores, paixões, mágoas e ilusões.
Guardo um fardo de olhares e desejos.
Guardo quilômetros de ausências e medos.
Guardo amuletos, relicários e pedras coloridas.
Guardo sorrisos, versos e cantigas de ninar.
Guardo lugares diferentes, onde aconteceram encontros — mesmo os indesejados.
Guardo reflexões e reflexos no espelho.
Guardo segredos que levarei para o túmulo.
Guardo poesias e músicas românticas.
Guardo livros e flores secas.
Guardo comigo números, códigos, senhas e nomes.
Guardo uma dor e um remédio, tédio e distrações.
Guardo tudo que tenho de bonito — e de feio.
Guardo o adeus de alguém que permanece, mesmo não estando.
Guardo o cheiro, o gosto, o gozo de ainda existir,
depois que minha metade se foi.
Guardo os sonhos engavetados em versos livres.
Enfim…
Guardo meu eu inteirinho — dentro de mim.
Verônica Moreira
Renascendo das cinzas
Um livro que sacode, abraça e faz pensar

RESENHA
Um verdadeiro manual para homens que desejam evoluir de dentro pra fora.
Repleto de ensinamentos sobre os pilares mais importantes da vida — identidade, propósito, autoconhecimento e atitudes —, esse livro vai direto ao ponto, com linguagem clara e reflexões poderosas.
Leitura envolvente e transformadora.
Recomendo!
Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube
SINOPSE
Renascendo das cinzas é uma obra voltada para o desenvolvimento pessoal masculino.
Este livro te trará para a realidade do mundo atual e, ao mesmo tempo, te direcionará para um caminho de crescimento e superação.
Se tudo deu errado até aqui, não é o fim, adquira este livro e renasça das cinzas.
SOBRE A OBRA E O AUTOR
Há livros que acariciam.
Outros que chacoalham.
E há aqueles raros que fazem as duas coisas ao mesmo tempo.
Renascendo das Cinzas, de Bruno Vieira, é um desses.

Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Bruno tem 35 anos, é empresário, estudante de jornalismo e alguém que vive o que escreve.
Após mais de cinco anos mergulhado em leituras sobre desenvolvimento pessoal e, principalmente, após encarar na pele experiências que não caberiam num post motivacional, ele decidiu transformar vivência em verbo e lançar sua primeira obra.
Renascendo das Cinzas não é um manual de autoajuda genérico.
É um convite honesto e direto a quem tem coragem de se olhar no espelho, reconhecer as cinzas e, dali, fazer fogo novo.
O livro entrega ao leitor uma injeção de realidade sem anestesia, mas logo em seguida oferece luz, amor-próprio, caminhos e confiança pra seguir em frente — com mais consciência e menos drama.
Bruno enxerga os livros como pílulas naturais com efeitos profundos na mente e na alma.
E faz disso uma missão: levar conhecimento, perspectiva e transformação para quem estiver disposto a abrir a cabeça e o coração. “Quem lê com mente aberta está sempre um passo à frente”, costuma dizer.
Renascendo das Cinzas é para quem cansou do piloto automático. É para quem já caiu e quer levantar com propósito.
É leitura com alma, com pegada, e com aquele tipo de sinceridade que às vezes dói — mas liberta.
REDES SOCIAIS DO AUTOR
ONDE COMPRAR
Uma existência sem duração e a arte como ilusão
Ella Dominici
‘Uma existência sem duração e a arte como ilusão’


às 16:06 PM
Para que serve a Arte?
Nos dar breve, mas fulgurante
Ilusão de camélia
Na brecha emocional
Irredutível à lógica animal
Como então nasce a Arte?
Da alegria em flor do espírito
De esculpir lamelas da alma
Em campo infinito do sensorial
O que faz por nós a Arte?
Dá forma e torna visíveis
Metamorfose aos tumultos
E tédios da vida
Sossego a esta corrida vã e
Incessante e aos passos insensíveis
Onde se acha a Arte?
Debruçada nas letras liter-artes
Em cores e tintas das obras
Encarnando a universalidade
Dos afetos humanos e no momento suspenso arrancado do tempo:
na eternidade
Ella Dominici
Manifestação em prol do Rio Sorocaba
Pesquisadores Ana Paula Sallum Nicoletti e Carlos Carvalho Cavalheiro participam de manifestação em prol do Rio Sorocaba

Os pesquisadores do Observatório do Desenvolvimento da Região Metropolitana de Sorocaba, Ana Paula Sallum Nicoletti e Carlos Carvalho Cavalheiro, participaram de uma manifestação popular contra a construção da marginal direita do Rio Sorocaba. O protesto foi realizado por diversas organizações como a Justiça Climática no último domingo, dia 23.
Ana Paula Sallum Nicoletti estuda a propaganda governamental e de educação ambiental como comunicação sobre o rio Sorocaba. Carlos Carvalho Cavalheiro estuda a relação dos pescadores de área urbana com o rio Sorocaba, considerando uma comunicação rebelde de resistência cultural.
Portanto, para ambos os pesquisadores, a preservação do rio Sorocaba é de suma importância e tem relação direta com as suas pesquisas. Os pesquisadores estão inseridos no Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Uniso (Universidade de Sorocaba). Ana é mestranda e orientada pela professora Dra. Thifani Postali. Carlos é doutorando e orientado pelo professor Dr. Paulo Celso da Silva.
A proposta de abertura de uma marginal direita atinge diretamente uma área de mata ciliar com uma rica biodiversidade. Além disso, a impermeabilização do solo tenderá a aumentar os problemas com as enchentes. Por isso, os pesquisadores do Observatório se preocupam com essas consequências.
Além de participarem da manifestação, os pesquisadores registraram por fotos e observações o evento.
Outra canção para você
Paulo Siuves: Poema ‘Outra canção para você’


Trago outra canção, tímida e secreta,
Digo, entre acordes, o que não ouso falar.
Um violão silente em minhas mãos espera,
E é seu nome que faz cada corda vibrar.
As manhãs passam cinzentas ao vento,
Soprando promessas que não sei alcançar.
E cada nota é um fio de pensamento,
Que baila no espaço só para te encontrar.
Se eu pudesse ser apenas melodia,
Seria seu eco, sua dança no ar.
Mas sou apenas o sopro de um dia,
Que sonha em segredo com você cantar.
Para você componho, sem que me escute,
Versos trêmulos no compasso do querer.
Mais uma canção esquecida, você ouviu?
Outra canção apenas pra que você possa ler.
Paulo Siuves



