Paulo Sá

Entre o Som das Palavras e o Eco das Cordas

Paulo Sá
Paulo Sá

Num mundo onde a literatura e a música caminham lado a lado, há quem escolha viver entre as duas — e fazer disso arte.

Paulo Roberto de Sá é um desses raros criadores que misturam o verbo e a melodia com maestria.

Nascido em São Paulo, esse multiartista formado em Letras pela PUC-SP construiu uma trajetória rica em textos e acordes, e hoje convida o leitor e o ouvinte a mergulhar em suas obras.

Um escritor de muitas vozes

Seja com a pena afiada ou os dedos dedilhando uma guitarra, Paulo Sá constrói narrativas que emocionam, provocam e, acima de tudo, convidam à reflexão.

Como redator, poeta, ficcionista, letrista e autor, ele não escreve apenas para preencher páginas — ele escreve para tocar o outro.

Em seu blog paulosanet.com, compartilha crônicas, reflexões e escritos inéditos que demonstram a versatilidade de quem vive a linguagem em todas as suas formas.

É nesse espaço também que o público pode acompanhar de perto os bastidores de sua produção literária e musical.

Do pânico ao papel: uma escrita visceral

Entre suas publicações está o livro de poemas Cordões de Celofane, em que emoções humanas são transformadas em imagens delicadas e surpreendentes.

Mas é em O Prisioneiro do Vidro: Uma narrativa da síndrome do pânico, lançado em formato digital, que Paulo se revela de maneira mais crua e direta.

Em um relato intenso e comovente, ele mergulha nas profundezas da saúde mental, dando voz ao que muitos preferem calar.

Crime e literatura: a tensão no detalhe

O romance policial O Plástico Retangular Amarelo marca uma virada instigante em sua carreira literária.

Inspirado em discussões sobre casos reais de violência contra crianças — tema que o tocou profundamente —, o livro constrói uma narrativa tensa, envolvente, que remete à tradição noir de nomes como Dashiell Hammett.

Com uma escrita ágil e carregada de camadas psicológicas, Paulo coloca o leitor frente a frente com o lado mais sombrio da sociedade — e da alma humana.

Entre riffs e rimas

Além das letras no papel, Paulo também é apaixonado pelas letras das canções.

Como guitarrista e compositor, ele é um dos fundadores da banda Confraria Fusa (do CD De Suma Importância) e co-fundador da Pé com Pano (CD Pé com Pano), dois projetos musicais que exploram sonoridades brasileiras com alma poética.

A música, assim como a literatura, não é apenas uma vertente da sua arte: é uma extensão do seu pensamento, uma forma de continuar narrando o mundo — agora com acordes e silêncios.

Conheça Paulo Sá

Com talento múltiplo e voz própria, Paulo Roberto de Sá é um nome que merece ser lido, ouvido e acompanhado.

Para quem busca uma arte comprometida com a sensibilidade e com os dilemas do nosso tempo, a obra de Paulo é um convite para ver (e ouvir) o mundo por outros ângulos.

📚 Conheça seus livros em paulosanet.com
📸 Acompanhe no Instagram: @paulo.sa.397
🎧 Ouça suas músicas com as bandas Confraria Fusa e Pé com Pano nas plataformas digitais

O PLÁSTICO RETANGULAR AMARELO

Em O Plástico Retangular Amarelo, Paula Sá nos apresenta a história de um jovem jornalista que se vê imerso nos horrores de uma São Paulo marcada por crimes perturbadores e de difícil compreensão, que mexeriam imensamente em sua vida.

A narrativa de Paula Sá é envolvente e potente, explorando a complexa natureza da maldade humana e questionando até onde uma pessoa aparentemente comum pode esconder segredos aterradores.

Em cada página, o leitor é puxado para um turbilhão de emoções e reflexões sobre a sociedade, a violência e a capacidade do ser humano para o bem e para o mal.

A trama é inquietante e, ao mesmo tempo, irresistível.

A escrita afiada e precisa faz com que seja impossível parar de ler, levando o leitor a uma jornada emocional intensa e repleta de surpresas.

O Plástico Retangular Amarelo é uma obra que provoca, desafia e, sem dúvida, deixa uma marca.

Uma leitura essencial para quem busca uma narrativa que mexe com os sentimentos e questiona a própria natureza humana.

Altamente recomendada!

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

SINOPSE

Victor é um recém-formado em Jornalismo, com pós-graduação em Comércio Exterior, que está à procura de emprego.

Seu amigo Jonas o comunica que o jornal onde trabalha, a Folha Matinal, está precisando de um repórter para o caderno Cidades.

Apesar de não ser a área em que estudou, a necessidade falou mais alto e ele aceitou o cargo.

E, logo no primeiro trabalho, mandaram-no para a linha de frente de um caso que mudaria sua vida para sempre.

OBRAS DO AUTOR

Cordões de Celofane
Cordões de Celofane

O prisioneiro de vidro
Prisioneiro de Vidro

O plástico Reatngular Amarelo
O Plástico Retangular Amarelo

ONDE ENCONTRAR


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Resenhas da colunista Lee Oliveira




Tenho sede de amar

Eliana Hoenhe Pereira: Poema ‘Tenho sede de amar’

Eliana Hoenhe Pereira
Eliana Hoenhe Pereira
Imagem criada por IA do Bing – 25 de abril de 2025,
às 09:07 PM

Partirei um dia para o plano espiritual 

Sem receios, é real!

Pelo céu voarei livremente 

na sua imensidão. 

Até então, os meus dias serão vividos com intensa paixão. 

Pela janela não quero ver a vida passar…

Tenho sede de amar.

Deixo-a aberta para a luz entrar

com vistas para a felicidade, 

Vestida de simplicidade. 

Sorrio para o vento

que me retorna em alento,

desapegado e de afeto regado.

Eliana Hoenhe Pereira

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Amorosidade entre terra e árvore

Ella Dominici: Poema ‘Amorosidade entre terra e árvore’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing - 25 de abril de 2025,
 às 08:39 PM
Imagem criada por IA do Bing – 25 de abril de 2025,
às 08:39 PM

quando me sinto árvore
despeço-me das folhas salpicadas
que não mais abrigam frutos
partem ao ventar e levam
um pouco de minha alma
segurei-te amei-te te deleitas
em minha seiva fui sorvido te servi

quando me sinto terra
a avidez pela presença tua
em mim em renascença
água celulose nova folha
dou-te fertilidade
sou-te amorosidade que destila
úmida influência se dissipa
em teus poros participas

mas se te aproprias da vontade
de te ires pelo vento
sou lamentos terra ressequida
que quer água se agita trêmula
engole dissabores pelas fendas
arrasta corpos sonhos contos
couros coitos interrompidos
pelo medo

quando me sinto ar
ressinto estar longe de teu respirar
se te aproprias da vontade
de te ires pelo vento folha
sinto-me atmosfera trêmula
sou lamento de uma natureza
que se asfixia

Ella Dominici

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Felicidade

SAÚDE INTEGRAL

Joelson Mora: Artigo ‘Felicidade’

Joelson Mora
Joelson Mora
Criador de imagem do Bing - 16 de abril de 2025, às 07:30 PM
Criador de imagem do Bing – 16 de abril de 2025,
às 07:30 PM

Você é feliz?

Talvez essa pergunta já tenha passado pela sua mente em um momento de silêncio, na solidão de um ônibus, ou no intervalo do trabalho. A busca pela felicidade é universal e, embora pareça subjetiva, a ciência tem investigado esse estado com precisão — e encontrado um elo fascinante entre o cérebro, a gratidão e a saúde emocional.

A felicidade, do ponto de vista neurocientífico, é um estado influenciado por substâncias químicas como dopamina, serotonina, ocitocina e endorfina. Essas ‘moléculas da felicidade’ são liberadas em momentos de prazer, conexão e realização. Mas o mais interessante: podemos estimular sua produção de forma consciente e contínua.

Estudos realizados pela Universidade da Califórnia demonstraram que pessoas que praticam a gratidão diariamente têm maior ativação no córtex pré-frontal, região ligada à tomada de decisões, empatia e autorregulação emocional. A prática regular altera a neuroplasticidade, reorganizando conexões cerebrais e reforçando padrões positivos de pensamento.

O Exercício da Gratidão: 

Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies analisou 300 pessoas divididas em grupos que escreveram diariamente sobre suas dificuldades, sobre fatos neutros, ou sobre o que eram gratos. Após 10 semanas, o grupo da gratidão apresentou níveis significativamente mais altos de felicidade, menos sintomas de depressão e até melhora na qualidade do sono.

A gratidão, quando praticada como um exercício intencional, tem poder de combater emoções tóxicas como a inveja, a raiva, o ressentimento e até a dor física. Segundo a American Psychological Association, pessoas gratas demonstram menor pressão arterial, sistema imunológico mais forte e redução em sintomas de transtornos mentais.

A Organização Mundial da Saúde já declarou: saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Nesse sentido, cultivar emoções positivas, como a gratidão, não é luxo — é autocuidado. Não basta apenas cuidar do corpo: é preciso cuidar da alma.

Eis um dado que impressiona: um estudo da Universidade de Harvard que acompanhou mais de 700 homens durante 75 anos descobriu que a qualidade dos relacionamentos, mais do que qualquer outro fator, foi o maior preditor de felicidade e longevidade. Relações saudáveis são construídas com presença, perdão e, principalmente, gratidão.

Como Praticar?

Diário da gratidão: escreva três coisas boas que aconteceram no seu dia.

Carta de gratidão: escreva para alguém importante (viva ou não). Leia em voz alta, nem que seja só para você.

Momento de pausa: ao acordar, ou antes de dormir, mentalize algo pelo qual é profundamente grato.

Meditação guiada com foco em gratidão: fortalece redes neurais de bem-estar e presença.

E se, ao invés de acordarmos pensando no que nos falta, começássemos o dia agradecendo por estarmos vivos? Pelos pulmões que respiram, pelo coração que pulsa, pelas pessoas que nos amam, mesmo sem dizer.

Gratidão não é sobre ignorar a dor — é sobre reconhecer que, mesmo com a dor, há beleza. É olhar para a vida com os olhos de quem sobreviveu, de quem caiu e se levantou. De quem aprendeu que a felicidade mora no agora.

Então, feche os olhos agora e agradeça. Pela sua história. Pelas lágrimas e pelos sorrisos. Pela jornada.

E se for para chorar — que seja de gratidão.

Joelson Mora

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Trapper sorocabano lança novo single

O cantor e produtor musical de Sorocaba, Pil, lança seu novo single ‘Novas Cores’, nesta sexta-feira (25), às 18h, em todas as plataformas digitais. A versão também conta com videoclipe

Foto de divulgação
Foto de divulgação

O cantor e produtor musical de Sorocaba, Pil, lança seu novo single ‘Novas Cores’, nesta sexta-feira (25), às 18h, em todas as plataformas digitais. A versão também conta com videoclipe.

Com apenas 21 anos, o artista chama a atenção pelo talento e dedicação. Desde o início de sua carreira solo, em 2024, o artista soma 12 singles lançados, que revelam uma sonoridade única e uma forte carga emocional em suas letras.

Em 2024, Pil também subiu aos palcos pela primeira vez, abrindo o show do cantor Veigh, na Festa Julina de Sorocaba, diante de um público estimado em 10.000 pessoas. A apresentação marcou um passo importante na consolidação de sua trajetória artística.

A faixa ‘Novas Cores’, convida o público a uma reflexão sobre as transformações da vida e reforça o cuidado que o artista imprime em cada produção. Com mensagens diretas e envolventes, Pil segue ganhando espaço como uma das promessas do trap nacional.

O lançamento do single, que também conta com videoclipe, está previsto para esta sexta-feira (25), às 18h, em todas as plataformas digitais, incluindo Spotify. Os demais trabalhos e agenda do cantor, podem ser acompanhados via Instagram: @pil.qnd.

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Rosa púrpura

Evani Rocha: Poema ‘Rosa púrpura’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem gerada por IA do Gencraft. 24 de abril, às 09:00 PM
Imagem gerada por IA do Gencraft. 24 de abril,
às 09:00 PM

Era brasa que queimava em silêncio a pele despida.

Macias pétalas de rosa púrpura.

Qual em seus galhos, os espinhos,

Era a proteção inebriada,

Dissimulada sob o véu.

Era o mel que lambuzava a boca,

Loucamente doce!

Mas sempre de passagem, extemporâneo,

Abandonando os olhos ao léu.

Partia e retornava, vez em quando,

Como as estações do ano.

Às vezes labaredas em vermelho vivo,

Como o desejo da carne, profano!

Entre as mãos o passado escrito

Em pergaminho, como se ainda existisse…

Era o pó, se refazendo em imagem

Fulgurante, sôfrega, carnal…

Outrossim, águas turbulentas em correntezas vorazes,

Cachoeiras de emoções e sentimentos profundos, vertentes,

Sobre as rochas vencidas e arrebatadas!

Evani Rocha

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Educação não se faz com amadores

José Ngola Carlos: ‘Educação não se faz com amadores’

Kamuenho Ngululia
José Ngola Carlos
Kamuenho Ngululia
Criador de imagens do Bing – 24 de abril de 2025,
às 05:05 PM

O desenvolvimento do pleno potencial humano só ocorre em meio a existência das seguintes condições: 1. Vontade pessoal; 2. Ambiente favorável; 3. Recursos disponíveis.

    A vontade pessoal consiste no interesse individual de querer ir além das condições atuais para as condições desejadas. Sem a vontade pessoal não existe a possibilidade de ajudar quem quer que seja a alcançar o seu mais pelo desabrochar. O querer é imprescindível para se crescer, mas não é em si um requisito autossuficiente. Em adição à vontade pessoal, convém que haja esforço para a disponibilização de recursos e um ambiente favorável ao desenvolvimento do pleno potencial dos professores e alunos, para o caso da educação.

    Educação não se faz com amadores!

    Somos infelizes quando tentamos fazer Educação com professores cujas aspirações estão à margem do ofício que exercem. Com professores que são professores apenas sob pressão das circunstâncias e das oportunidades não se faz educação. Não se faz educação com professores que olham para o exercício da profissão apenas como o ganha-pão e não também como o espaço para o crescimento pessoal e social.

    Educação não se faz com amadores!

    Educação faz-se com pessoas que amam a educação pela educação e para o desenvolvimento pessoal e social.

    Somando à infelicidade, não se tem apenas inúmeros professores que se fizeram professores por imperativo das circunstâncias, como também, fomos capazes de dar origem a alunos que se formam naquilo que não querem e estudam o que não gostam.

    Verdadeira educação faz-se com alunos que estudam o que amam e só o que amam e nada mais do que amam e professores apaixonados com o que fazem.

    Educação não se faz com amadores!

    Ninguém é criativo fazendo o que não gosta e não quer. O exercício de uma profissão pela qual não nos afeiçoamos nem respeitamos ou a exigência em se cursar ou estudar disciplinas com as quais os alunos não se identificam, além do péssimo desempenho, também limitam o desenvolvimento do pleno potencial humano naquilo que se gosta.

    A criatividade, a felicidade e o desenvolvimento do pleno florescer das habilidades humanas dependem de se fazer o que se aprecia, o que se quer e o que se respeita em um ambiente favorável com recursos disponíveis.

    Assim, educação não se faz com amadores!

    Kamuenho Ngululia

    Como citar este artigo: Ngululia, K. (2025:4). Educação não se faz com amadores. Brasil: Jornal Cultural ROL.

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