Nilton da Rocha: Poema ‘Clamor deste povo na guerra’
Nilton da RochaImagem criada por Ia do Bing – 18 de junho de 2025, às 17:49 PM
Eu clamo ao Sol que não quer nascer, Procuro a chuva, o mar, a flor, Promessas feitas que vi morrer, Resta ao mundo só dor e clamor, Em silêncio se esvai o amor.
Vejo a Terra que sangra e chora, Campos vazios, mares sem cor, Toda a esperança que se foi embora, O homem esquece o que tem valor, E o céu se esconde do sonhador.
Cadê a paz que nos prometeram? Cadê os frutos, o lar, o bem? Só vejo os campos que se perderam, E a dignidade que já não vem, Tudo se apaga e não resta ninguém.
Quero os meninos nos rios, nas matas, Vendo as estrelas, sentindo o ar, Brincando livres nas madrugadas, Sem medo algum de se apaixonar, Vivendo o mundo a se renovar.
Chega de guerra, morte e mentira, Que a voz da Terra se faça ouvir, Que o homem aprenda, que nunca fira, Que ao diabo não possa resistir, E a paz renasça a nos redimir.
Lina Veira: ‘Família tradicional e sua ocupação atual’
Lina VeiraImagem do Canva, com texto de Lina Veira
A palestra era sobre o modelo mais tradicional da família.
‘Família’, independentemente de seu modelo ou formação, é um núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço, baseada no amor e no respeito, na ordem e progresso, elementos essenciais para o desenvolvimento pessoal e interpessoal, aplicado às interações e comunicações entre as pessoas.
No Antigo Testamento encontramos muito bem escrito no livro do EXÔDO, que faz referência à vida em família. “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolongue teus dias” (Ex 20,12), esse era um mandamento recebido pelo povo como compromisso, para que todos tivessem respeito e fossem acolhidos. Era proclamado como sinal de sabedoria e cuidado de vida. Somente o respeito mútuo ente pai, mãe e filhos produz bons frutos: vida longa, alegria, atenção, sabedoria. No Brasil, a ‘família tradicional brasileira’ é um conceito que se refere a um modelo familiar que, historicamente, é composto por um pai, uma mãe e filhos, com o pai como provedor e chefe da família. No entanto, este modelo tem se transformado significativamente nas últimas décadas, com o aumento de outros arranjos familiares e a reconfiguração dos papéis dentro da família, deixando de ser a maioria nas pesquisas das últimas décadas, ocupando 49%, e demais formações a outra metade.
Todos os estudos que envolvem relações humanas e seu comportamento mostram que o amor é a força que une e ajuda a superar conflitos impulsionando o desenvolvimento de todos, e que no caso dos filhos e filhas numa família, estes precisam viver neste lar colaborando. Muitas têm sido as transformações culturais e sociais, que tem nos deixado um novo formato e tipos de famílias, se desprendendo da origem biológica e passando a valorizar muito mais a realidade afetiva.
Independente da sua formação familiar, monoparental – quando a mulher tem um filho de forma independente, ou contemporânea – onde a mulher passa a ser o chefe da casa, comunitária – composta por avós, pais, filhos, tios e primos na mesma casa, ou arco-íris – constituída por um casal homossexual. A maior ocupação de uma família é equilibrar o trabalho e vida familiar, valorizando os laços e a união, além de reconhecer os desafios enfrentados na atualidade. Família dá trabalho e tem tarefa de casa todos os dias, é um exercício de vida e não se define pela casa bonita, carro ou conta bancária. Mas por aceitar e compreender o outro, por ensinar que o amor é o fundamento principal.
– Entenderam como é importante a gente conversar sobre ‘ser’ ou ‘construir uma família’? Só ela tem na pintura, a tinta que respinga para a vida inteira na nossa vida.
– Fecho os olhos e vejo as pessoas à mesa do almoço, sentadas na sala com suas roupas novas, suas perspectivas ao fundo do quadro na parede, um cenário guardado dentro dos meus olhos e do coração, para eu contemplar mais uma vez, recortar e guardar cada resenha e cor.
Ali na rodovia do horizonte da vida, eu precisei lembrar de mim, da saudade que acalma e sangra meu coração, entender a tradução de muitos silêncios e continuar.
Marcelo PiresImagem criada por IA do Bing – 17 de junho de 2025, às 22:23 PM
A paixão voou serena até os corações Não pode ser contida, nem desviada Mudou vidas, criou dilemas, e satisfações Para selar o amor, uma aliança imaculada
O ouro usado na forja dos compromissos Não reluz diante do brilho deste grande amor Talvez uma aliança de papel resolva isso Confiança no frágil papel e ideias de valor
Na aliança de papel são registradas juras Elas expressam os sentimentos belos Bem como os elos das paixões puras Registrando amores grandes ou singelos
É difícil escrever a ebulição amorosa Do coração palpitante, aflito de bem-querer A cada declaração escrita quente e fogosa Arde também os olhos ávidos de viver
O amor correspondido chegou para os dois Almas gêmeas expressas em poesias Felicidades eternas, de agora e depois Eternizadas em palavras nas entrelinhas
Após forjar as alianças do amor literal Nossa admiração em um pequeno papel Será trançado com amor, em espiral Formando um anel para um sentimento fiel
Viajando nos dedos delicados da amada Repousando suas mãos no coração dela Pousam palavras do anel no alvo almejado Tocando o coração onde nosso amor se sela
Na era da tecnologia: seres humanos em amadurecimento’
Elaine dos Santos ‘Na era da tecnologia: seres humanos em amadurecimento’
Elaine dos SantosImagem criada por IA do Bing – 17 de junho de 2025, às 09:19 PM
Integro a geração ‘baby-boomer‘, nasci em 1964, devo reconhecer, assim, que o computador e a internet somente ingressaram na minha vida no final do século XX, entre 1999 e 2001.
Durante o mestrado, cursado justamente entre 1999 e 2001, um dos professores enviava-nos e-meios, íamos ao Centro de Processamento de Dados (CPD) da universidade, o material era copiado para um disquete, que era aberto em casa para que tivéssemos conhecimento do conteúdo.
Nos dias posteriores, com as tarefas resolvidas, geralmente, um sem-número de leituras – fiz mestrado em Literatura Brasileira -, regressávamos ao CPD para enviar a resposta, via e-meio.
Com o passar dos anos e o desenvolvimento das atividades profissionais, tornei-me, como costumo brincar, “rato de internet”, não há o que eu não leia, com o computador devidamente configurado para línguas estrangeiras de meu interesse.
Devo acrescer que, quando criança, as nossas pesquisas escolares eram feitas na biblioteca da própria escola, muito singela, e na famosa Enciclopédia Barsa, que o delegado de polícia emprestava para a meninada.
Para muitos idosos, não há como negar que o ritmo acelerado das inovações tecnológicas criou uma barreira que os impede de acompanhar as mudanças, dificultando a inserção digital.
Devo admitir que eu, por exemplo, detesto ‘smartphones’ e não oporia resistência se abolissem os inadequados e invasivos aplicativos de mensagem. Tudo bem, eu sou revisora de textos e preciso de concentração para trabalhar!!
Causou-me surpresa, no entanto, dias atrás, ao conversar com senhoras entre 80 e 90 anos, trocando ideias sobre o uso da inteligência artificial e as diferentes formas de uso que têm experimentado. Deduzi que há casos e casos. Se alguns enfrentam dificuldades para manusear aplicativos de banco, por exemplo, outros estão bem além.
Embora seja um tanto refratária aos aplicativos de mensagem, é forçoso reconhecer que eles evitam o isolamento social, o que, por outro lado, é uma marca da velhice, quando os filhos, os netos têm outros afazeres e a solidão se instala.
De minha parte, que não tenho filhos e netos, acostumei-me, desde muito cedo, com o benefício da leitura – além disso, sou revisora de textos e a leitura configura-se como um aprendizado diário.
A tecnologia novamente insere-se como um aparato importante. Para a revisão de textos, recebo-os via e-mail, reviso-os diante de um computador e, para divulgar o meu trabalho, faço uso de redes sociais. Sei que muitas pessoas optam pela leitura de obras literárias por intermédio de ‘e-books’, o que pode facilitar-lhes em função da capacidade visual (ou não).
Alternativa interessante apresentou-me uma agente de saúde: a mescla de um grupo de leitura ou uma roda de conversa, em que aqueles com maior facilidade para ler façam a leitura de um pequeno texto, que seja o desencadeador de uma conversa, de lembranças, de histórias.
Afinal, velhice não é apagamento, não é invisibilidade, mas um processo da vida em que a maioria dos que envelhecem têm experiências, histórias para socializar.
José Antonio TorresImagem criada por Ia do Bing – 17 de junho de 2025, às 07:51 PM
Pontos de luz que vagueiam pela noite E nos remetem ao encantamento; Pequenos seres que parecem mascotes das fadas; Amiguinhos que a Natureza abençoou com a luz.
Em noites sem luar, E em locais com iluminação bruxuleante. Lá estão eles com o seu bailar característico. Acende aqui, apaga acolá. E os pirilampos flutuam sua dança pelo ar.
Será que são os batedores das fadas, Procurando alguém para com elas brincar? Quem sabe o que esses amiguinhos luminosos desejam… Podem estar apenas felizes a se amarem.
Sua luz pode ser a exaltação de sua alegria Ao encontrarem uma parceira. Quem saberá? Não sei. Só sei que estão lá, felizes a nos encantar.