16ª Exposição Iconográfica de Turismo Cultural Internacional
A 16ª Exposição Iconográfica de Turismo Cultural Internacional, com o tema ‘França-Brasil’, está sendo apresentada no hall de entrada da Câmara Municipal de Sorocaba (SP)
Cartaz da 16ª Exposição Iconográfica de Turismo Cultural Internacional
A Exposição Iconográfica de Turismo Cultural Internacional, idealizada e tendo por curador o artista plástico Hamilton Vieira, ora em sua 16ª edição, e este ano com o tema ‘FRANÇA-BRASIL’, contando com o apoio da Câmara Municipal de Sorocaba, Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), Secretaria Municipal de Turismo (SETUR), Gabinete de Leitura Sorocabano, do professor e escritor André Mascarenhas e de empresas brasileiras e internacionais, e realizada pela Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes – FEBACLA, está sendo apresentada ao público no hall de entrada da Câmara Municipal de Sorocaba (SP) até o dia 13 de junho de 2025, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron, quando se reuniram em Paris em junho de 2023, decidiram organizar a temporada França/Brasil em 2025, visando alavancar as relações bilaterais entre países, fortalecendo as ações conjuntas, os desafios sociais, políticos e ecológicos. Aproveitando a ocasião, também serão apresentadas as riquezas artísticas e culturais em ambas as nações.
Esta temporada da Exposição será estruturada em três grandes desafios:
Clima e Transição Ecológica;
Diversidade Social e
Diálogo com a África e Democracia.
A agenda os eventos desta temporada poderá ser obtida nos seguintes saites e linques:
A exposição destaca o belo estado do Pará (Brasi)l, cuja capital, Belém, será a sede da COP 30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, segundo anúncio da ONU em 18 de maio de 2023, e a França, celebrando os 200 anos de relações diplomáticas com o Brasil. Haverá uma homenagem aos Emirados Árabes Unidos que, em 2024, comemorou 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países.
Serão apresentados cartazes, fotos, textos e informações destes três países, para mostrar aos visitantes a cultura, a arte e os destinos turísticos desses três países.
Serviço
Evento: 16ª Exposição Iconográfica de Turismo Cultural Internacional
Tema: França – Brasil
Data: até o dia 13 de junho de 2025, de segunda a sexta-feira
Horário: das 9h às 16h
Local: Hall de entrada da Câmara Municipal de Sorocaba (SP)
Endereço: Av. Eng.º Carlos Reinaldo Mendes, 2945 – Alto da Boa Vista – Sorocaba (SP)
Mais informações: pelo WhatsApp: (15) 99171-8060 ou pelo e-meio: hvproducoes@gmail.com
Diamantino BártoloImagem criada por IA do Bing – 09 de junho de 2025, às 16:29 PM
Os idosos (ou os ‘velhos’, como vulgar e pejorativamente são designadas as pessoas a partir de uma certa idade, tradicionalmente, a partir dos 65 anos), começaram a ser marginalizados precisamente, com a institucionalização de propalados argumentos de inutilidade e, ainda mais grave, invocando-se os custos sociais que eles causam ao erário, ignorando-se que, foram eles, no seu tempo de vida ativa, com as respetivas comparticipações, que alimentaram o sistema de Segurança Social, e que cumpriram as suas obrigações fiscais.
Os idosos, tal como as gerações que se lhes seguem (as crianças e jovens de hoje), são o melhor património humano que um país pode ter, desde logo, se os governantes, professores, empresários, religiosos e de outras áreas, tiverem a inteligência e a visão estratégica, de saber utilizar o imenso manancial de: conhecimentos, experiências, sabedoria e prudência, que a maioria dos idosos possui, independentemente das suas culturas serem de natureza intelectualizada ou antropológica.
Desprezar o valioso contributo das pessoas que, não obstante, terem entrado no final de suas vidas, continuam válidas, disponíveis para manterem uma boa colaboração: com a sociedade em geral; com as gerações mais novas, em particular, constitui um grave erro, para além de uma mesquinha ingratidão daqueles que, de alguma forma, detêm determinado poder de decisão.
Apoia-se, portanto, uma teoria e uma prática que privilegiem os idosos, que lhes deem a oportunidade de passarem o testemunho de vida e de saber, em condições dignas, ao longo deste período de vida, que se considera o mais característico da existência do ser humano, no qual coexistem capacidades, saberes, ensaios, erudição, circunspeção, valores e segurança nas convicções, onde toda uma entidade se consolidou numa postura rigorosa, severa, mas também tranquila, confiante e estimulante para as gerações vindouras.
O progresso material, e a felicidade espiritual, da pessoa integrada numa sociedade, verdadeiramente humanista, passa, imperativamente, pela consideração devida aos mais velhos, e a tudo o que eles representam, com sucessos e com fracassos, porque eles são a História, a Língua, a Cultura, as Tradições, os Valores, o Trabalho feito, que os mais novos estão a usufruir e, se possível a melhorar.
Uma primeira abordagem, poderá ser desenvolvida no sentido de atender às necessidades daqueles que, por incapacidade de qualquer natureza, ou por opção própria, não podem, e/ou não querem continuar na vida ativa, preferindo os cuidados médico-sociais adequados, acompanhados de uma vida de reflexão, de tranquilidade e de recordações.
A educação e formação do idoso, para nesta fase da sua vida ter as melhores condições, não só para viver com melhor qualidade de vida, como também para estar à altura de transmitir às gerações mais novas, que se lhe vão seguir, todos os conhecimentos, experiências e sabedoria, constitui uma estratégia muito interessante, de grande visão político-social, porque se acredita na sua eficácia, justamente, para o bem-estar e felicidade espiritual do idoso.
Fica-se, todavia, com uma primeira reflexão sobre a importância dos idosos, bem como a riqueza que eles representam para o bem-estar e felicidade da humanidade, porque o património que eles carregam, fruto da educação e formação que foram adquirindo ao longo da vida, das experiências vividas e sabedoria acumulada, não se pode perder.
Jogar fora, por absurdos preconceitos etários, um património tão valioso, quanto inimitável e irrepetível, significa uma visão redutora, mesquinha e receosa da perda de um qualquer poder, ou de não o vir a alcançar mais cedo, porque, alegada e eventualmente, poderá haver um idoso no caminho da progressão de um jovem.
Venade/Caminha – Portugal, 2025
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Soldado Wandalika Imagem criada por IA do Bing – 09 de junho de 2025, às 08:06 PM
Meu olhar insólito fragiliza meu medo Às vezes voo com os pés enterrados na terra Prezo minha trilha tocando meu verso Vivo longe da esperança, a vida me traz um nobre ritmo
Oiço com prudência cada melodia ao sol raiar Meus pássaros cantam sem cessar na janela do meu Altar Olho a fundo na esperança que me circunda Há dias em que as lágrimas se recusam de cair Escondo meu pranto nos gritos que me cruzam a alma Traduzo meu sentimento sobre o papel Viajo nas paisagens de um cartel Exprimo o meu pensamento ao som das minhas palavras.
Cenários Invadem o silêncio dos meus movimentos Os ângulos distorcem a lógica dos meus ventos A força desatina, perco-me nos galhos Feridas visualizam meu tédio
Finjo ser forte Penso no abismo do monte Corro atrás da sorte Observo o mundo sob a ponte
PauloSiuves Imagem desenvolvida com tecnologia generativa da OpenAI (ChatGPT), com base em prompt elaborado por Paulo Siuves
O escuro por dentro tem um som. Não é grito, não é lamento. É algo entre o arrastar de um arco sobre cordas velhas e o ranger de madeira em catedral vazia.
Você — sim, você — não chegou a existir de verdade. Era só um desenho no ar, uma curva de som que vinha de longe. Uma flauta sofrida tocando sob chuva fina, sempre além da esquina, sempre além da pele.
Eu tentei escrever você. Fiz do meu peito um papel úmido de suor e febre. Quis traduzir seus gestos em clave de sol, mas a partitura rasgava sempre no mesmo lugar — logo depois do talvez.
Tem dias em que sua ausência bate mais alto. Ecoa. Como sino em torre sem fiéis.
E eu, ridículo, estendo os braços ao vazio, como quem rege um concerto de silêncio. Cada lembrança sua vem torta, como acorde errado, desses que fazem os músicos se entreolharem em pânico. Mas eu aceito. Me deixo engolir. Tem certa beleza nisso: ser esmagado por algo que nunca existiu de fato.
Você nunca esteve aqui. Não de verdade. Mas se esconde em cada compasso do que sobrou de mim.
E enquanto o mundo insiste em sua própria melodia — leve, viva, esquecida — eu continuo tocando o que ninguém quer ouvir.