Irene da RochaImagem criada por IA do Bing – 28 de maio de 2025, às 12:09 PM
O coração perdido, em silêncio e solidão, Vagueia na incerteza fria, calma imprecisa Do amor que, enfim, a vida tanta sacia Esconde a doce esperança, quieta emoção.
Sem amor, o mundo é um gelo, sem calor Onde a cor da alegria jamais pode brotar, Canção sem melodia, emoção a se calar É quadro sombrio, sem qualquer fervor.
Mas quando a esperança começa a florescer, Um sonho antigo desabrocha e nos encanta, Qual bosque vivo, novo em seu entardecer
Jardim a se pintar, aromas entre plantas Mesmo se a dor quiser toda paz escorrer No amor, a luta toda crença levanta.
Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura
A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha
Comenda William Shakespeare de Belas Artes e LiteraturaComenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura
Por meio do Decreto Acadêmico 0525.004/2025 – FEBACLA, O Presidente da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 25/05/2025 a criação da COMENDA WILLIAM SHAKESPEARE DE BELAS ARTES E LITERATURA.
William Shakespeare (1564-1616) foi um poeta e dramaturgo inglês que viveu no século XVI, na Inglaterra. Ele é amplamente considerado o maior escritor da língua inglesa e o dramaturgo mais eminente do mundo. Ele é frequentemente chamado de poeta nacional da Inglaterra. Suas obras existentes, incluindo colaborações, consistem em cerca de 39 peças, 154 sonetos, três longos poemas narrativos e alguns outros versos, alguns de autoria incerta. Suas peças foram traduzidas para todas as principais línguas vivas e são encenadas com mais frequência do que as de qualquer outro dramaturgo. Shakespeare continua sendo indiscutivelmente o escritor mais influente da língua inglesa, e suas obras continuam a ser estudadas e reinterpretadas.
Serão agraciados com a referida comenda artistas de todas as categorias, poetas, escritores, pintores, escultores, fotógrafos, produtores culturais, jornalistas, músicos e educadores, que tenham se destacado por suas ações meritórias, reconhecidas como abnegadas e de inestimável valor, pelos relevantes serviços prestados à sociedade no campo sociocultural.
A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha.
A Solenidade de outorga será realizada nas seguintes datas:
Dia 25 de Julho (sexta-feira) às 20h. (Horário de Brasília). Evento virtual na plataforma Google Meet, com transmissão ao vivo pela TV CHANNEL NETWORK.
Dia 26 de Julho (sábado) às 15h. Local: ESPAÇO CULTURAL HIGINO Avenida Oliveira Botelho, 365 – Alto -Teresópolis/RJ.
Comenda Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro
A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha
Logo da FEBACLAComenda Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro
O Presidente da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 25/04/2018 a criação da COMENDA DEFENSOR DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL BRASILEIRO.
A COMENDA DEFENSOR DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL BRASILEIRO será concedida a instituições e personalidades de todo Brasil, que se destacaram ao longo dos anos, na proteção, preservação e valorização do patrimônio cultural do país, seja material ou imaterial. Esta defesa pode ocorrer em diversos âmbitos mediante políticas públicas, iniciativas de preservação, pesquisa, educação e difusão do conhecimento sobre a cultura brasileira.
A expressão Patrimônio Histórico e Cultural tem a ver com tudo aquilo produzido, material ou imaterial, pela cultura de cada sociedade. Isso devido à importância cultural e científica de cada lugar, sendo o principal objetivo, preservar as riquezas naturais de todas as comunidades, para as pessoas presentes e as que ainda virão. Afinal, os Patrimônios Históricos alimentam e fomentam as culturas dos diversos povos.
Os bens que são considerados Patrimônios Históricos Culturais são: obras de artes plásticas (pinturas, esculturas, ilustrações, tapeçarias e artefatos artísticos, em geral); construções e conjuntos arquitetônicos (cidades, casas, palácios, casarões, jardins, monumentos); festas e festividades; músicas; elementos culinários, e outros representantes das inúmeras culturas existentes ou que já existiram no mundo.
A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha.
A Solenidade de outorga será realizada na seguinte data:
Dia 28 de junho (sábado) às 16h (Horário de Brasília), evento virtual na plataforma Google Meet e Transmissão ao vivo pela TV CHANNEL NETWORK.
No salão rubro do Palácio das Pedras Douradas, entre alcatifas gastas e candeeiros exaustos de tanto brilho antigo, o velho Ngola Mangueira Yetu, há três décadas firmemente sentado na cadeira da decisão, compunha com esmero a gravata vermelha e dourada diante das câmaras. Os seus olhos, cavados por rugas e desconfianças, procuravam, lá fora, a multidão que se apertava na Praça Independente, debaixo de um ecrã abrasado pelo sol.
O povo, em uníssono, entoava: — Em dois mil e vinte e dois vais gostar! Em dois mil e vinte e dois vais gostar!
O refrão, que em tempos nascera de uma esperança inocente, fermentara até se tornar troça colectiva — cântico de frustração, mas também de aviso. Chimuku sorriu de lado, como quem já conhece o desfecho. Era da nova guarda, mas com o velho perfume da ambição.
— Ao povo que canta, que dança, que sonha e que resiste, digo com a calma de quem não teme: não vos apoquenteis. Amanhã darei um passo à gazela. Sim, um salto elegante, leve, de fato escuro — mas sempre para a frente. Quem crê que tombarei no fosso das urnas desconhece o solo firme que sob nós se estende. E ignora, sobretudo, a fidelidade com que escolhi o camarada Jaime Baixinho para continuar a obra.
Atrás dele, ministros brindavam com espumante barato e palavras ruidosas. Entre eles: Viegas e o Baka. Brindavam não pela certeza, mas pelo medo do contrário.
Nas redes, a frase fez-se meme com rapidez viral. Encheram-se os ecrãs de gazelas a tropeçar, saltos falhados, desastres anunciados. Riam-se muitos. Mas nas sombras do palácio, o salto já estava coreografado com antecedência — não pela leveza da gazela, mas pela precisão com que o poder sabe proteger-se a si próprio.
Na manhã seguinte, o Sol nasceu grosso e silencioso, como se hesitasse. E lá estava ele, Ngola Mangueira Yetu, agora com uma gravata amarela, na varanda do palácio, sorrindo com o alívio de quem sobrevive não por mérito, mas por astúcia.
— Como prometido, saltei. E cá estou.
E foi então que, no silêncio denso que se seguiu, o povo começou a decorar o próximo refrão. Porque ali, naquela coreografia entre ambição e estabilidade, se evitara — por enquanto — a ruína.
Como dirá certo cantor, há vezes em que até a vaidade dos poderosos nos poupa da guerra. E há paz que nasce não do amor, mas do medo de perdê-la.
Kamuenho NgululiaImagem criada por IA do Bing – 25 de maio de 2026, às 03:40 AM
Tendo como base a sua etimologia, a palavra educação provém do verbo educar e este carrega em si o sentido de trazer para fora, tornar evidente ou aprimorar o potencial. Neste sentido, educação compreende o processo por meio do qual um educador aperfeiçoa as habilidades de seus educandos, elevando-os para o seu pleno desabrochar.
A título de analogia, o trabalho de um educador é parecido ao trabalho de um camponês ou agricultor e a educação carrega o mesmo valor que a agricultura.
Como se sabe, o agricultor, dentre várias funções, o seu trabalho consiste em cuidar das plantações ou semeaduras para garantir que alcancem o seu mais pleno potencial de amadurecimento e a agricultura, neste sentido, entende-se como o processo pelo qual um agricultor ajuda as plantações a atingirem o amadurecimento.
Considerado o que se disse acima, convém destacar que, assim como na agricultura, onde o agricultor não muda a natureza da planta ou da semente, a educação, no seu verdadeiro sentido, envolve respeitar a natureza dos educandos. Pelo agricultor, o feijão é semeado como feijão, cuidado como feijão, desenvolve-se como feijão, colhido como feijão e posto para consumo como feijão. O agricultor não envida esforços para transformar a natureza do feijão em milho, antes, compreendendo a sua natureza, faz todos os esforços necessários para permitir que, dentro da sua natureza, ocorra o seu pleno desenvolvimento.
O mesmo deve ocorrer com a educação que se preze como educação e não domesticação. O educador não tem o direito de ditar a inclinação vocacional ou natureza dos educandos. A função do educador consiste em ajudar seus educandos, dentro da sua natureza, a atingir o seu mais pleno potencial.
Converter quem, naturalmente, tem habilidades para medicina em mecânico, não é educação, é domesticação.
Mudar quem tem a inclinação natural para construtor em professor, não é educação, é violação da natureza humana da pessoa em causa.
Verdadeira educação é aquela que tem como interesse (1) descobrir a inclinação natural dos estudantes e (2) elevar os educandos ao mais pleno desenvolvimento das suas inclinações naturais.
Kamuenho Ngululia
Malanje, 24 de maio de 2025
Como citar este artigo: Ngululia, K. (2025:5). Educar não é domesticar. Brasil: Jornal Cultural ROL