Esperança

Irene da Rocha: Poema ‘Esperança’

Irene da Rocha
Irene da Rocha
Imagem criada por IA do Bing – 28 de maio de 2025,
às 12:09 PM

O coração perdido, em silêncio e solidão,
Vagueia na incerteza fria, calma imprecisa
Do amor que, enfim, a vida tanta sacia
Esconde a doce esperança, quieta emoção.

Sem amor, o mundo é um gelo, sem calor
Onde a cor da alegria jamais pode brotar,
Canção sem melodia, emoção a se calar
É quadro sombrio, sem qualquer fervor.

Mas quando a esperança começa a florescer,
Um sonho antigo desabrocha e nos encanta,
Qual bosque vivo, novo em seu entardecer

Jardim a se pintar, aromas entre plantas
Mesmo se a dor quiser toda paz escorrer
No amor, a luta toda crença levanta.

Irene da Rocha

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A folha em branco

Evani Rocha: Poema ‘A folha em branco’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Gencraft - 27 de maio de 2025, às 10:00 PM
Imagem criada por IA do Gencraft – 27 de maio de 2025,
às 10:00 PM

A folha em branco sobre a mesa.

A lapiseira girando entre os dedos,

E um rio de dúvidas manando sob os olhos.

A folha em branco, e as águas volvendo em caracóis.

Viaja sobre a face e entre os cachos dos cabelos.

A folha em branco,

E os lábios abertos buscando as palavras.

Palavras guardadas na ínfima lembrança!

Não caem do céu claro, cheio de sol…

A luz incide fulgurosa sobre a folha em branco,

Passeia entre os dedos e as coxas…

As pálpebras se fecham, sensíveis

E lânguidas.

As mãos abertas deslizam suaves sobre a folha, sobre a mesa, sobre os braços…

A brisa da manhã afla os fios dourados. 

É vaga a lembrança, mas cruel!

Não é conveniente transcrevê-la…

Engole o fel, misturado à poesia.

Os dedos distensos, não tem mais lapiseira…

Pende a cabeça sobre a mesa, amassa a folha e lança-a ao rio que aflorava do peito.

Deixou ir embora a folha em branco, nas águas profusas do último suspiro!

Evani Rocha

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Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura

A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha

Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura
Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura
Comenda William Shakespeare de Belas Artes e Literatura
Comenda William Shakespeare de Belas Artes
e Literatura

Por meio do Decreto Acadêmico 0525.004/2025 – FEBACLA, O Presidente da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 25/05/2025 a criação da COMENDA WILLIAM SHAKESPEARE DE BELAS ARTES E LITERATURA.

William Shakespeare (1564-1616) foi um poeta e dramaturgo inglês que viveu no século XVI, na Inglaterra. Ele é amplamente considerado o maior escritor da língua inglesa e o dramaturgo mais eminente do mundo. Ele é frequentemente chamado de poeta nacional da Inglaterra. Suas obras existentes, incluindo colaborações, consistem em cerca de 39 peças, 154 sonetos, três longos poemas narrativos e alguns outros versos, alguns de autoria incerta. Suas peças foram traduzidas para todas as principais línguas vivas e são encenadas com mais frequência do que as de qualquer outro dramaturgo. Shakespeare continua sendo indiscutivelmente o escritor mais influente da língua inglesa, e suas obras continuam a ser estudadas e reinterpretadas.

Serão agraciados com a referida comenda artistas de todas as categorias, poetas, escritores, pintores, escultores, fotógrafos, produtores culturais, jornalistas, músicos e educadores, que tenham se destacado por suas ações meritórias, reconhecidas como abnegadas e de inestimável valor, pelos relevantes serviços prestados à sociedade no campo sociocultural.

A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha.

A Solenidade de outorga será realizada nas seguintes datas:

Dia 25 de Julho (sexta-feira) às 20h. (Horário de Brasília). Evento virtual na plataforma Google Meet, com transmissão ao vivo pela TV CHANNEL NETWORK.

Dia 26 de Julho (sábado) às 15h. Local: ESPAÇO CULTURAL HIGINO Avenida Oliveira Botelho, 365 – Alto -Teresópolis/RJ.

Solicite o edital

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Comenda Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro

A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha

Logo da FEBACLA
Logo da FEBACLA
Comenda Defensor do Patrimônio Histórico e cultural Brasileiro
Comenda Defensor do Patrimônio Histórico e Cultural Brasileiro

O Presidente da FEDERAÇÃO BRASILEIRA DOS ACADÊMICOS DAS CIÊNCIAS, LETRAS E ARTES – FEBACLA, no uso de suas atribuições regimentais e estatutárias, estabeleceu na data de 25/04/2018 a criação da COMENDA DEFENSOR DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL BRASILEIRO.

A COMENDA DEFENSOR DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL BRASILEIRO será concedida a instituições e personalidades de todo Brasil, que se destacaram ao longo dos anos, na proteção, preservação e valorização do patrimônio cultural do país, seja material ou imaterial. Esta defesa pode ocorrer em diversos âmbitos mediante políticas públicas, iniciativas de preservação, pesquisa, educação e difusão do conhecimento sobre a cultura brasileira.

A expressão Patrimônio Histórico e Cultural tem a ver com tudo aquilo produzido, material ou imaterial, pela cultura de cada sociedade. Isso devido à importância cultural e científica de cada lugar, sendo o principal objetivo, preservar as riquezas naturais de todas as comunidades, para as pessoas presentes e as que ainda virão. Afinal, os Patrimônios Históricos alimentam e fomentam as culturas dos diversos povos.

Os bens que são considerados Patrimônios Históricos Culturais são: obras de artes plásticas (pinturas, esculturas, ilustrações, tapeçarias e artefatos artísticos, em geral); construções e conjuntos arquitetônicos (cidades, casas, palácios, casarões, jardins, monumentos); festas e festividades; músicas; elementos culinários, e outros representantes das inúmeras culturas existentes ou que já existiram no mundo.

A Comenda será concedida pela FEBACLA – Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes e consistirá na concessão de certificado e outorga da Medalha.

A Solenidade de outorga será realizada na seguinte data:

Dia 28 de junho (sábado) às 16h (Horário de Brasília), evento virtual na plataforma Google Meet e Transmissão ao vivo pela TV CHANNEL NETWORK.

Solicite o edital

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Estou aqui

Denise Canova: Poema ‘Estou aqui’

Denise Canova
Denise Canova
Imagem criada por IA do Bing - 26 de maio de 2025, às 23:36 PM
Imagem criada por IA do Bing – 26 de maio de 2025,
às 23:36 PM

Estou aqui

Trouxe tulipas de paz

Colhidas no jardim da união

Ânimo, amiga!

Tudo para você e sua felicidade.

Dama da Poesia

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O passo da gazela

Seth Marcelo: ‘O passo da gazela’

Seth Marcelo
Seth Marcelo

No salão rubro do Palácio das Pedras Douradas, entre alcatifas gastas e candeeiros exaustos de tanto brilho antigo, o velho Ngola Mangueira Yetu, há três décadas firmemente sentado na cadeira da decisão, compunha com esmero a gravata vermelha e dourada diante das câmaras. Os seus olhos, cavados por rugas e desconfianças, procuravam, lá fora, a multidão que se apertava na Praça Independente, debaixo de um ecrã abrasado pelo sol.

O povo, em uníssono, entoava:
— Em dois mil e vinte e dois vais gostar! Em dois mil e vinte e dois vais gostar!

O refrão, que em tempos nascera de uma esperança inocente, fermentara até se tornar troça colectiva — cântico de frustração, mas também de aviso. Chimuku sorriu de lado, como quem já conhece o desfecho. Era da nova guarda, mas com o velho perfume da ambição.

— Ao povo que canta, que dança, que sonha e que resiste, digo com a calma de quem não teme: não vos apoquenteis. Amanhã darei um passo à gazela. Sim, um salto elegante, leve, de fato escuro — mas sempre para a frente. Quem crê que tombarei no fosso das urnas desconhece o solo firme que sob nós se estende. E ignora, sobretudo, a fidelidade com que escolhi o camarada Jaime Baixinho para continuar a obra.

Atrás dele, ministros brindavam com espumante barato e palavras ruidosas. Entre eles: Viegas e o Baka. Brindavam não pela certeza, mas pelo medo do contrário.

Nas redes, a frase fez-se meme com rapidez viral. Encheram-se os ecrãs de gazelas a tropeçar, saltos falhados, desastres anunciados. Riam-se muitos. Mas nas sombras do palácio, o salto já estava coreografado com antecedência — não pela leveza da gazela, mas pela precisão com que o poder sabe proteger-se a si próprio.

Na manhã seguinte, o Sol nasceu grosso e silencioso, como se hesitasse. E lá estava ele, Ngola Mangueira Yetu, agora com uma gravata amarela, na varanda do palácio, sorrindo com o alívio de quem sobrevive não por mérito, mas por astúcia.

— Como prometido, saltei. E cá estou.

E foi então que, no silêncio denso que se seguiu, o povo começou a decorar o próximo refrão. Porque ali, naquela coreografia entre ambição e estabilidade, se evitara — por enquanto — a ruína.

Como dirá certo cantor, há vezes em que até a vaidade dos poderosos nos poupa da guerra. E há paz que nasce não do amor, mas do medo de perdê-la.

Seth Marcelo

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Educar não é domesticar

José Ngola Carlos: ‘Educar não é domesticar’

Kamuenho Ngululia
Kamuenho Ngululia
Imagem criada por IA do Bing - 25 de maio de 2026,  às 03:40 AM
Imagem criada por IA do Bing – 25 de maio de 2026,
às 03:40 AM

Tendo como base a sua etimologia, a palavra educação provém do verbo educar e este carrega em si o sentido de trazer para fora, tornar evidente ou aprimorar o potencial. Neste sentido, educação compreende o processo por meio do qual um educador aperfeiçoa as habilidades de seus educandos, elevando-os para o seu pleno desabrochar.

A título de analogia, o trabalho de um educador é parecido ao trabalho de um camponês ou agricultor e a educação carrega o mesmo valor que a agricultura.

Como se sabe, o agricultor, dentre várias funções, o seu trabalho consiste em cuidar das plantações ou semeaduras para garantir que alcancem o seu mais pleno potencial de amadurecimento e a agricultura, neste sentido, entende-se como o processo pelo qual um agricultor ajuda as plantações a atingirem o amadurecimento.

Considerado o que se disse acima, convém destacar que, assim como na agricultura, onde o agricultor não muda a natureza da planta ou da semente, a educação, no seu verdadeiro sentido, envolve respeitar a natureza dos educandos. Pelo agricultor, o feijão é semeado como feijão, cuidado como feijão, desenvolve-se como feijão, colhido como feijão e posto para consumo como feijão. O agricultor não envida esforços para transformar a natureza do feijão em milho, antes, compreendendo a sua natureza, faz todos os esforços necessários para permitir que, dentro da sua natureza, ocorra o seu pleno desenvolvimento.

O mesmo deve ocorrer com a educação que se preze como educação e não domesticação. O educador não tem o direito de ditar a inclinação vocacional ou natureza dos educandos. A função do educador consiste em ajudar seus educandos, dentro da sua natureza, a atingir o seu mais pleno potencial.

Converter quem, naturalmente, tem habilidades para medicina em mecânico, não é educação, é domesticação.

Mudar quem tem a inclinação natural para construtor em professor, não é educação, é violação da natureza humana da pessoa em causa.

Verdadeira educação é aquela que tem como interesse (1) descobrir a inclinação natural dos estudantes e (2) elevar os educandos ao mais pleno desenvolvimento das suas inclinações naturais.

Kamuenho Ngululia

Malanje, 24 de maio de 2025

Como citar este artigo:  Ngululia, K. (2025:5). Educar não é domesticar. Brasil: Jornal Cultural ROL

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