Comunicação transparente

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

‘Comunicação transparente’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA do Bing - 26 de maio de 2025, às 11:56 PM
Imagem criada por IA do Bing – 26 de maio de 2025,
às 11:56 PM

Comunicar apresenta-se, hoje, como uma das principais potencialidades da humanidade, objetivamente, na sua vertente mais nobre que é o diálogo, a diferentes níveis: interpessoal, intergrupos, intergeracional e internacional, sejam quais forem os domínios, os temas e as finalidades. 

O caminho mais adequado e digno da condição humana, para resolver os conflitos: alguns, naturais e compreensíveis; outros, menos atendíveis, que nas diversas circunstâncias da vida e dos papéis que cada ser humano desempenha, vão opondo interesses, princípios, valores e objetivos. 

A humanidade está predestinada à inevitabilidade da comunicação. Quem se esconder na penumbra da indiferença, na aparente tranquilidade do silêncio sistemático e inconfessável, ou no egoísmo dos interesses ilegítimos, terá, provavelmente, imensas dificuldades em cooperar com os seus semelhantes, com as instituições, com um mundo cada vez mais exigente, e com a própria natureza.

Gerir, equilibradamente, a comunicação interpessoal é, cada vez mais, uma ciência superior, (também uma arte), nem necessariamente uma ciência exata, nem absolutamente uma ciência social e humana, porque numa ou noutra, sempre terá lugar alguma objetividade e, simultaneamente, haverá espaço para uma certa margem de subjetividade, sem que isso afete a veracidade da comunicação, a sua autenticidade e eficácia. 

Com efeito, a ciência da comunicação pressupõe um método e um objeto: um método ou processo pelo qual se progrida e se alcancem novos resultados, ou se melhorem os já existentes e se atinjam objetivos previamente estabelecidos; um objeto, que, no quadro da ciência da comunicação, se pode identificar com a dimensão humana de relacionamento interpessoal, isto é, melhorar a qualidade e a quantidade dos atos comunicacionais. 

Na conjugação e articulação do método com o objeto de estudo, considerem-se as estratégias, os instrumentos e a avaliação, através dos quais se credibilizem, testando, os procedimentos dos interlocutores comunicacionais. 

Falar, ouvir, escrever, pintar, mimetizar e desenvolver toda uma panóplia de linguagens verbais e não-verbais, sem intencionalidade, sem regras, sem objetivos e sem consequências, equivale a uma possível incompetência dos intervenientes comunicacionais. 

Sendo a comunicação humana um veículo poderosíssimo, único e acessível, exige-se que os seus utilizadores sejam competentes no exercício deste recurso singular do ser humano. Da competência do uso da língua, dependem os resultados do ato comunicacional, respeitando sempre as normas do respetivo código utilizado, o qual deve ser do conhecimento profundo dos interlocutores.

BIBLIOGRAFIA

BÁRTOLO, Diamantino Lourenço Rodrigues de, (2007). Curso de Comunicação e Relações Interpessoais Avançado – Manual de Estudos 

Venade/Caminha – Portugal, 2025

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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As formas invisíveis da paz

Ella Dominici: ‘As formas invisíveis da paz’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por Ia do Bing - 23 de maio de 2025, às 16:05 PM
Imagem criada por Ia do Bing – 23 de maio de 2025,
às 16:05 PM

não é o silêncio dos bons que cala —
é o medo de fazer da bondade
um gesto subversivo.

a paz não é uma linha reta,
mas um caminho esculpido
na alma dos que ousam amar
mesmo quando o mundo fere.

não há caminho para a paz,
a paz é o caminho,
dizia o tempo nas mãos de Gandhi,
mas King viu que a injustiça
em qualquer lugar
é ameaça à justiça em todo lugar.

Oz sussurrou:
“onde houver conflito,
haja mais histórias,
menos argumentos.”
e o poema escutou.

há quem confunda paz com repouso,
mas paz não dorme —
ela trabalha em silêncio
como quem costura uma ferida
com fios de escuta.

ela não é ausência de tensão,
mas a presença justa
de um afeto corajoso
capaz de se ajoelhar
diante do outro
sem se reduzir.

há paz
quando o verbo se nega à violência,
quando o livro não é arma,
mas travessia,
e o olhar não acusa,
mas compreende.

há paz
quando desistimos da certeza
e passamos a amar o incerto
como se ele também
tivesse nome
e lugar à mesa.

há paz
quando não queremos vencer o outro,
mas caminhar com ele,
mesmo que discordando,
num mundo onde os muros
caem pela raiz da palavra.

se queremos luz,
não basta maldizer a escuridão —
é preciso acender uma pequena lâmpada,
dizia Oz.
o poema, então,
acendeu-se.

e continuou.

Ella Dominici

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O ritmo do amor

Paulo Siuves: Poema ‘O ritmo do amor’

Paulo Siuves
Paulo Siuves
Imagem gerada por IA com auxílio do ChatGPT (OpenAI)

Em algum lugar, há uma nota
Que só você pode ouvir.
Uma vibração que ressoa
No silêncio do meu coração.

É aí que eu a encontro,
Nesse lugar onde a música não existe,
Mas o ritmo do nosso amor
Bate forte, como um coração que lateja.

Você é a melodia que me faz
Esquecer de tudo o que não é você.
Você é a harmonia que me faz
Sentir que estou completo, que estou em casa.

Nesse amor, não há dissonâncias,
Apenas a doce ressonância
De dois corações que batem como um.

E quando o silêncio chega,
E a música some,
O amor continua,
Um ritmo constante, um coração que lateja.

Paulo Siuves

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Muitamô

Cris Finotelli encanta com um livro de crônicas para aquecer a alma

Capa do livro Muitamô, de Cris Finotelli
Muitamô

Aos 52 anos, Cristiane Duarte Finotelli, paulistana de coração inquieto e alma sensível, decidiu trilhar um caminho menos exato do que aquele dos números: escolheu a arte — essa estrada colorida de emoções, palavras e silêncios significativos.

Contadora de profissão, Cris agora se revela contadora de histórias, com a mesma precisão e delicadeza com que se faz um balanço — mas, desta vez, o balanço é da vida, do sentir, do viver.

Nasce assim ‘MUITAMÔ‘, um livro que carrega em si a leveza das crônicas escritas por quem aprendeu a observar o mundo com olhos afetuosos, com seu jeito unico, voz mansa, e olhos que abraçam, cheios de vida!

Cris Finotelli

A obra, como ela mesma diz, é fruto das sugestões carinhosas dos leitores que, tocados por suas palavras, pediram mais.

E ela atendeu, generosa, reunindo o que viu, viveu e ouviu em páginas que acolhem.

Com linguagem doce e escrita fluida, Cris oferece ao leitor um convite à pausa, um alento, uma viagem em si , a partir dela…

‘MUITAMÔ’ não é um livro para ser devorado — é para ser saboreado em pequenas porções, como se lê um bilhete de amor deixado sobre a mesa.

Ideal para ficar ao alcance das mãos, na mesa de centro da sala ou no criado-mudo da alma, ele é daqueles companheiros de cabeceira que aquecem, suavizam e fazem companhia.

Em tempos de pressa e distâncias, a obra surge como um refúgio afetivo, um sopro de ternura, um gesto de quem escreve não para ensinar, mas para compartilhar, para afagar a alma…

Com cada crônica, Cris parece dizer: “estou aqui, senta um pouquinho, vamos conversar.”

Porque ‘MUITAMÔ’, como o nome já anuncia, é feito disso mesmo: de muito amor — pelo outro, pela memória, pela escuta, pela vida.

E, sobretudo, pela palavra.

SINOPSE

MUITAMÔ é um livro de crônicas sobre o que vi, vivi e ouvi contadas de forma afetiva.

Uma leitura fluida, leve e que aquece o coração.

REDE SOCIAL DA AUTORA

Assista à resenha do canal @oqueli no YouTube

OBRA DA AUTORA

Muitamô
Muitamô

ONDE ENCONTRAR


Página Inicial

Resenhas da colunista Lee Oliveira




Oficina de Pintura

Paralelo Entre Arte Acadêmica e Arte Naif. A oficina é parte da atividade ‘Bamo Proseá – Vivências Caipiras’

Card da Oficina de Pintura - Paralelo Entre Arte Acadêmica e Arte Naif
Card do evento Oficina de Pintura – Paralelo Entre Arte Acadêmica e Arte Naif

O Núcleo Educação, Tecnologia e Cultura (NETC- ProEx) da Universidade Federal de São Carlos, campus Sorocaba (UFSCar-So) convida para o evento “Bamo Proseá? Vivências Caipiras”.

No primeiro encontro, dia 07/06/2025, às 10h, acontecerá a abertura com um causo contado pelo Cumpadi Pedro e em seguida uma prosa com Elton Ferreira, Fabíola Mirella, Zeca Collares e mediação da professora Neusa Mariano.

No segundo dia, 14/06/2025, às 10h, contaremos com a oficina de artes “Paralelo entre arte acadêmica e arte Naif” com Gizela Maria. As inscrições para a oficina devem ser feitas até dia 08/06/2005 pelo link: https://forms.gle/JvotSbUBTAjVry1L7.

No evento teremos também, desde o dia 07/06, a Exposição “Bamo Proseá? Cotidiano e cultura caipira entre retratos e afetos”.

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A mala e o cais

Evani Rocha: Poema ‘A mala e o cais’

Evani Rocha
Evani Rocha
Imagem criada por IA do Gencraft - 22 de maio de 2025, às 10:40 PM
Imagem criada por IA do Gencraft – 22 de maio de 2025, às 10:40 PM

Já li as entrelinhas
Do teu texto
Descobri a mensagem recôndita
Pus uma flor sobre tua mesa
Pintei de azul os teus pedestais

Deixei a mala na beira do cais
Pus-me em vigília, a olhar o horizonte
Vi quando o mar inundou o céu
Senti as águas levarem minh ‘alma

Já devorei tua fantasia
Bebi do brilho do teu olhar
Rabisquei de cinza tua poesia
Troquei tuas coisas de lugar

Já entreguei a ti minha alegria
Fingi de surda pra não te ouvir
Joguei pétalas de rosas no teu armário
Fiz piadas bobas pra te ver sorrir

Contemplei as curvas do teu corpo
Vesti em ti as minhas ilusões
Refiz os nós dos laços desatados
Busquei a mala na beira do cais!

Evani Rocha

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Passeio Cultural

Passeio Cultural apresentará lugares de memória de Porto Feliz

Card do Passeio Pelos Lugares de Memória de Porto Feliz
Card do Passeio Pelos Lugares de Memória de Porto Feliz

No dia 28 de junho, sábado, a EMEF. Coronel Esmédio, num projeto que vem sendo realizado desde o início do ano, promoverá um passeio por lugares de memória da região central de Porto Feliz. O evento contará com a monitoria do professor Carlos Carvalho Cavalheiro, historiador e professor de História na Unidade escolar.

Visando salientar as histórias e reavivar as memórias dos lugares, Carlos Cavalheiro guiará o passeio que começará na Praça Dr. José Sacramento e Silva e passará por uma visita ao interior da Igreja Matriz, ao Parque das Monções e Largo da Penha. A iniciativa procura, ainda, despertar o interesse pelo patrimônio histórico da cidade por meio da Educação Patrimonial.

Carlos Carvalho Cavalheiro pesquisa a História de Porto Feliz desde 2006, quando assumiu o cargo de professor da rede municipal por concurso público. Tem colaborado com a imprensa local, sobretudo com a Tribuna das Monções, na qual publica semanalmente a sua coluna com textos variados, muitos dos quais sobre a História e a Memória local. Em 2016 publicou o livro “O negro em Porto Feliz”, coletânea de diversos artigos publicados na imprensa salientando a participação da população negra na construção da História da cidade.

O livro revelou aspectos até então desconhecidos e que ultrapassavam os fatos relacionados somente com a escravidão, como o fato de muitos maestros e músicos porto-felicenses serem afrodescendentes.
O professor Carlos Cavalheiro já realizou passeios assim em diversas oportunidades, sobretudo para os estudantes da Escola Coronel Esmédio. Desta vez, o evento é aberto ao público, de maneira gratuita, mas com vagas limitadas.

Os interessados podem fazer a sua inscrição pelo WhatsApp

O passeio começa com a concentração na Praça às 9h da manhã.

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