Aniversário de um ano no ROL

José Antonio Torres: ‘Aniversário de um ano de ROL’

José Antonio Torres
José Antonio Torres
Imagem criada por Ia do Bing – 13 de maio de 2025,
às 08;53 PM

Pois é, surpreendo-me com a velocidade com que o tempo está passando.

Ficamos envolvidos por nossos afazeres e nem percebemos esse movimento. Quando menos espero, lá se vão doze meses escrevendo para esse maravilhoso Jornal Cultural ROL!

Quantos momentos gratificantes que, para mim, foram todos.

O nosso querido e competentíssimo Editor-Chefe, Sergio Diniz, sempre atencioso e com orientações valiosas. Muitas alegrias. Uma boa aceitação dos meus textos, com os quais procuro levar um pouco de carinho aos corações e, algumas vezes, desencadear reflexões. Enfim, um grande ano e com grandes realizações.

Só tenho elogios e agradecimentos a fazer ao ROL, pelas oportunidades que tem me oferecido para divulgar o meu trabalho.

É uma grande honra fazer parte da Família ROLiana.

Deixo aqui o meu fraterno abraço de luz a todos.

José Antonio Torres

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O meu caminho

Ismaél Wandalika: Poema ‘O meu caminho’

Soldado Wandalika
Soldado Wandalika
Imagem criada por IA do Bing - 13 de maio de 2025, às 08:34 PM
Imagem criada por IA do Bing – 13 de maio de 2025,
às 08:34 PM

Oh! O meu caminho
É marcado por solidão que invadem a vulva de fémures penetrantes
Perdas que se eternizam na fauna dos gritos abundantes
Nessa estrada pinto meus ritos com lágrimas cinzentas decorrentes

Ohhhhh!
Abrigo dos meus negros pensamentos
Dor que os sorrisos homenagearam nos olhos
Verdade que ultrapassa a compreensão dos magistrados
Dias tensos na garganta do poeta que come seus versos à mesa com os filhos…

Oh! No meu caminho
Uns entram outros saem
Fecho a porta para esvaziar a passagem
Noites longas iludem o guerreiro na carruagem.
Oh o meu caminho contém os vinhos que acolhem a vertigem.
Um embrião parido no matagal da miragem.

Caminho trilhado
Amor no prato
Vidas na lembrança dos atos
Um caminho vestindo o ninho escondido no peito
Há palavra nos passos de fortalecimento
Neste caminho vi a morte no colo
Chorei meus prantos no ápice do desespero
Amei amor dos prazeres à deriva
Nas esquinas desta vida fui poeta de meus ditos textos pretos

No horizonte me achei
Meus intentos benigno embriaguei
Meu coração em constantes passos perversos entreguei.
Perdi a essência da vida que sonhei
Desprendi tudo aquilo que um dia prezei
Caminho escuro como a noite na rua da lama
No meu caminho vivo à margem do tempo
Contemplo o peito do meu povo com telescópio
Sou um viajante do tempo no triciclo deste caminho!
Oh! Ora quente, ora crente
Ora fresco, ora gelo
Amor nos dias de fome, observo o enredo
O caminho cresce em instantes
Elevo-me na dimensão de meus ancestrais
Oh!
O meu caminho

Soldado Wandalika

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Hipocrisia

Loide Afonso: Poema ‘Hipocrisia’

Loid Portugal
Loid Portugal
Criador de imagens do Bing – 12 de maio de 2025,
às 10:01 PM

Que hipocrisia!
O fogo
A dança
O vinho
O toque
Não
É
Nunca
Foi?

Por que é que você fingiu sentir, e me olhou nos olhos e consentiu?

Eu estava lá
Sozinha
Calada
Sentada

Não pisquei os olhos
Pedi o vinho
Comi salmão
Nem pra direita olhei

Você seguiu meus
Passos
Meu perfume farejou
Entrou e me encontrou

A porta fechou
Minha alma tocou
Encostou
Meus lábios encontrou

Juntou nossas retinas
Meu rosto acariciou
Teu corpo
Me encontrou
Não valeu?

Loid Portugal

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Alento da morada materna

Ella Dominici: ‘Poema Alento da morada materna’

Ella Dominici
Ella Dominici
Imagem criada por IA do Bing - 09 de maio de 2025,  às 06:22 PM
Imagem criada por IA do Bing – 09 de maio de 2025,
às 06:22 PM

A morada materna não tem paredes — tem pulsos.
Não se entra por portas, mas por respiros.
Lá, o tempo é um leite que ainda nutre,
e cada ausência se amacia na palma de uma presença antiga.

Quem ali repousa não se esquece mais de si.
Pois se reencontra no calor do primeiro nome,
aquele nome que só as águas profundas sabem dizer.

A terra que embala esse abrigo não é seca nem firme —
é úmida de eternidade, fértil de presságios.
Dela brotam memórias com cheiro de jasmim e chão molhado,
palavras não ditas que ainda assim embalam o ser
como se fosse sempre criança, ainda que velho de dores.

E quando o mundo lá fora grita, fere, apressa —
é para dentro que o filho retorna.
Como quem se encosta no colo do sagrado,
com o ouvido colado à pele do universo,
ouvindo o coração que o gestou.

Há silêncio nessa casa —
mas é um silêncio que canta.

Ali, o grotesco se curva diante do mistério
e o sublime dança com os pés sujos de barro,
como quem celebra a única verdade:
o amor que não cobra presença, porque é presença.
Aquele que não fala de si, mas pulsa em tudo.

Ella Dominici

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Poetizo, logo vivo – IV, V e VI

Pietro Costa: Pensamento ‘Poetizo, logo vivo – IV, V e VI’

Pietro Costa
Pietro Costa
Imagem criada por IA do Bing - 10 de maio de 2025, às 08:05 PM
Imagem criada por IA do Bing – 10 de maio de 2025,
às 08:05 PM

A morte se afigura como a única certeza e a maior das incertezas, enquanto a felicidade está na loucura, e a tristeza, na estreiteza.

Pietro Costa

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Ser mãe

Dorilda Almeida: Poema ‘Ser mãe’

Dorilda Almeida
Dorilda Almeida
Imagem criada por IA do Bing - 10 de maio de 2025,
 às 07:55 PM
Imagem criada por IA do Bing – 10 de maio de 2025,
às 07:55 PM

Ponte para o mundo do seu filho
Ela prepara em todos os aspectos
Na formação de um adulto feliz
Algumas,
Suficientemente boas,
Outras
Conforme as circunstâncias
E dificuldades
Muito a desejar
Não importa
Se biológicas ou de criação
Mas necessárias
No amor e atenção
Ser mãe
Com alegria, sem escravidão
Só amor no coração.

Dorilda Almeida

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Ser Mãe, atualmente, é uma missão difícil

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Reflexão Pessoal. ‘Ser Mãe, atualmente, é uma missão difícil’

Diamantino Bártolo
Diamantino Bártolo
Imagem criada por IA do Bing – 10 de maio de 2025,
às 16:20 PM

Apesar de ser considerado um lugar-comum, dizer-se que o “Dia da Mãe” deveria ser comemorado todos os dias, a verdade é que assim não acontece. E se há milhões de pessoas, que todos os dias convivem, contactam e recordam as suas mães; provavelmente, outras, as tratam muito mal: seja afetiva, seja moral, seja fisicamente. Há de tudo um pouco, feliz ou infelizmente.

Também se costuma afirmar que: “Mãe há só uma”, sendo esta assertiva muito dirigida à mãe biológica, contudo, essa afirmativa, nem sempre corresponde à verdade, no sentido de esta mãe ser a melhor do mundo, porque também nas mães adotivas, se encontram exemplos de autêntico e abnegado amor profundo, para sempre.

Vamos, neste segundo domingo de maio enaltecer a Mãe, aquela mãe extremosa, que como se sabe: cuida dos seus filhos com inexcedível desvelo; que é capaz de cortar com toda e qualquer relação com outras pessoas, quando tais conexões possam prejudicar o orgulho, o bom-nome, a honra e dignidade dos seus filhos; aquela mãe, que se priva de quase tudo para que, no eu for viável, nada falte aos seus amados filhos; a mãe que, nos bastidores da vida, protege, apoia, ama e sofre; enfim, aquela mãe, que por eles dá a vida, se necessário for.

Neste dia muito especial, e extremamente significativo, não se desenvolverá muito a crítica às mães que, realmente, só o são de nome, que, na verdade, se limitaram a procriar e “parir” os filhos, para depois os abandonarem, sem acautelarem o futuro deles, muito embora e numa tentativa de compreensão e benevolência, se procure entender certas situações, de manifesto e incontrolável desespero, por parte de algumas dessas mães, que assim procederam. Será extremamente imprudente, fazer juízos de valor.

Quaisquer tentativas para, de alguma forma, e/ou processo, elaborar, “a priori”, juízos de valor, condenações na praça pública e outros instrumentos de humilhação das mães que, por alguma circunstância de força maior, por incapacidades diversas, por vicissitudes da vida, não foram capazes de cuidar dos seus filhos, acabam por resultar, num ainda maior afastamento, entre a mãe e os filhos, não sendo bom para o futuro deles.

O “Dia da Mãe”, para além de uma comemoração simbólica, também deve ser preenchido com profundas reflexões, sobre a relação existente entre a mãe e os filhos, bem como, se for o caso, uma atitude de maior aproximação, de perdão por eventuais erros cometidos por qualquer das partes. É um dia para ser celebrado com alegria, em harmonia e felicidade.

Ser mãe, nos tempos modernos, não é uma missão nada fácil, enquanto a sociedade está em permanente evolução, que tem implementado um conjunto de exigências, difíceis de satisfazer na maior parte das famílias, técnicas sofisticadamente agressivas, direcionadas para o consumo em geral, e para as crianças, em particular.

Também o sistema educativo constitui outra preocupação, com grande impacto no presente e no futuro das crianças e dos jovens. Habitualmente, a mãe é a encarregada de educação, que ajuda nos trabalhos de casa. Atualmente, não obstante o acesso gratuito ao ensino, educação e formação, até ao nível secundário, estar ao alcance das famílias, ainda assim, nem todas conseguem colocar os seus filhos na escola, durante os ciclos obrigatórios, precisamente por falta de recursos financeiros, enquanto há despesas que não são suportadas, integralmente, pelo sistema educativo.

Por outro lado, no que se refere à saúde, também aqui a mãe desempenha um papel fundamental porque, normalmente, ela é a primeira a detetar algum mal-estar: físico, psicológico e mental, nos seus filhos, muito embora o pai, aquele que se assume autenticamente como tal, de igual forma, partilhe destas situações e preocupações. Invoca-se mais a mãe, justamente, porque, em regra, é ela que passa grande parte do tempo com os filhos, não que se preocupe mais do que o pai, até pode acontecer, pontualmente, o contrário.

AMEMOS AS NOSSAS MÃES.

Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo

Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal

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