Trago outra canção, tímida e secreta, Digo, entre acordes, o que não ouso falar. Um violão silente em minhas mãos espera, E é seu nome que faz cada corda vibrar.
As manhãs passam cinzentas ao vento, Soprando promessas que não sei alcançar. E cada nota é um fio de pensamento, Que baila no espaço só para te encontrar.
Se eu pudesse ser apenas melodia, Seria seu eco, sua dança no ar. Mas sou apenas o sopro de um dia, Que sonha em segredo com você cantar.
Para você componho, sem que me escute, Versos trêmulos no compasso do querer. Mais uma canção esquecida, você ouviu? Outra canção apenas pra que você possa ler.
Diamantino BártoloCriador de imagens do Bing – 29 de abril de 2025, às 15:37 PM
A fragmentação do conhecimento científico, com especial aceleração no último século, tem provocado correspondente necessidade de especializações, de construção de equipamentos, cada vez mais sofisticados, de intervenções técnicas adequadas, e soluções pertinentes, para os problemas, entretanto surgidos, que se adicionam a outras situações, ainda não resolvidas, que transitaram para o novo século.
No emaranhado dos conhecimentos, e na luta entre os respetivos paradigmas, surgem as fórmulas pedagógicas, didáticas e técnicas, para se transmitir o volumoso acervo de conhecimentos, que a ciência vem proporcionando, sempre a um ritmo avassalador.
Modernamente, recorre-se, intensamente, à transmissão dos conhecimentos através das tecnologias da informação e da comunicação, – TIC – com suporte informático. Planificam-se e ministram-se cursos à distância, com a mesma garantia de rigor e validação dos cursos presenciais: as engenharias e as tecnologias ao serviço da educação e formação profissional. A utilização de uma linguagem técnico-científica suportada num idioma a caminho da universalização – Inglês.
Experimenta-se o ensino à distância, inventam-se as máquinas de ensinar, criam-se soluções informáticas para avaliar, rigorosamente, na perspetiva das ciências exatas, matérias e alunos/formandos. A capacidade humana aplicada à ciência, à tecnologia, à criatividade e ao progresso, parece não ter limites.
A qualidade e nível de vida tem melhorado e reflete-se no desenvolvimento precoce das crianças, em diversos domínios, e no aumento da esperança de vida. Será correto, então, afirmar-se que se vive num mundo maravilhoso? Habita-se num espaço terrestre onde predominam a saúde, a paz, a solidariedade, a amizade, a lealdade, a gratidão, a consideração, o respeito, enfim, felicidade, independentemente dos seus conceitos?
A força e influência paradigmáticas da ciência e da técnica, conseguem introduzir-se na pessoa, sob fórmulas de princípios, valores, sentimentos e emoções? Interpretam e resolvem questões estritamente do foro íntimo de cada pessoa? Podem as máquinas substituir o ser humano na sua consciência, no exercício da moral e da ética, nas manifestações de alegria e de tristeza, na relação, mais profunda e íntima, entre um homem e uma mulher e/ou entre dois seres humanos? São muitas as interrogações para as quais ainda não existem respostas definitivas e solucionadoras das dúvidas que se colocam.
A humanidade aproxima-se de um entroncamento complexo: em cujo ponto central se intercetam, cruzam e partem cada vez mais caminhos; desconhecendo-se, em muitos deles, a natureza e objetivos a que conduzem; ignora-se o fim, embora se conheça o princípio; são como que uma caminhada sem destino concreto, sem “rumo” ou sem “norte”
Ao nível das alegadas ciências exatas, objetivas e positivas, tais itinerários são incompatíveis com o rigor que as carateriza, embora se saiba que aqueles itinerários existem. Recorrer a algumas disciplinas (ou ciências) humanas e sociais levanta, nalguns setores científicos, dificuldades de aceitação de resultados, ditos não objetivos, devido ao grau de maior ou menor subjetividade, que carateriza o conhecimento adquirido através destas disciplinas (ou ciências) sociais e humanas.
E nos domínios da metafísica e da espiritualidade: onde imperam a crença e a fé; o misterioso e o inefável, como aceitar estes conhecimentos e como transmiti-los? Serão as máquinas inventadas pelo homem competentes para o fazer?
Como atitude intelectualmente honesta e metódica, pode-se dar o benefício da dúvida, e aceitar que constituem mais um bom recurso, a utilizar no ensino à distância, este, sim, cada vez mais interessante e que oferece imensas vantagens.
Venade/Caminha – Portugal, 2025
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
Guilherme Machado Cláudio César Machado de Araújo, com o autor, na formatura deste na pré-escola
Querido avô Claudio, queria lhe prestar uma homenagem já que no dia 31 de março faz 24 anos da sua partida, no entanto, fiquei atarefado com as provas de Aprendizagem Motora e Fisiologia do Exercício, e, também, com o Programa de Iniciação à Docência (PID), acabei me desorganizando e, por consequência, postergando essa prazerosa tarefa.
Queria lhe contar que embora tanto tempo tenha se passado, o senhor ainda é a principal pessoa da minha vida. Penso que jamais conhecerei uma pessoa tão boa quanto o senhor. Acredito que o tempo foi cruel conosco, eu gostaria de ter desfrutado mais, de ter aprendido mais com o senhor, mas aprendi a aceitar que as coisas são como são e não como desejamos. Li na Bíblia que jamais devo questionar-me:
“Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim. Boa é a sabedoria, havendo herança, e de proveito, para os que veem o Sol. A sabedoria protege como protege o dinheiro, mas o proveito da sabedoria é que ela dá vida ao seu possuidor.”
Também queria lhe contar que, dentre o que o senhor me ensinou, no curto período em que estivemos juntos, eu procuro aplicar da melhor forma possível, dentre as minhas humildes limitações, sobretudo quanto a realizar leituras. Foram através delas que encontrei respostas que me ajudaram a superar a sua partida. Este fato faz com que a sua lembrança, o amor que eu sinto, a admiração, sejam chamas que se acendem diariamente dentro de mim. Querido avô, até mesmo na sua ausência, o senhor foi fundamental para que eu aprendesse a lidar com a sua partida, então como poderei eu não expressar meu amor e admiração constantemente? Como poderei eu não ser seu ferrenho defensor?
Perdoe-me pelo clichê paradoxal, mas mesmo tendo total ciência de que aquilo que é sentido não pode, de maneira alguma, ser entendido, se eu pudesse eu queria emprestar meus olhos às pessoas, para que elas pudessem enxergá-lo da mesma maneira que eu, oxalá elas iriam ter uma pequena dimensão daquilo que penso e sinto a seu respeito.
Valoroso avô, queria lhe contar que no dia 19 de abril de 2023, meu irmão da infância e início da vida adulta, Henrique Miguel Moya, faleceu, me deixando com sentimentos controversos, mas me orientando a boas reflexões. Fiquei em estado de choque quando recebi acidentalmente a notícia, relatei à minha mãe que disse ser uma notícia falsa, tamanho estado de incredulidade e negação na qual nos deparamos. Ao me dar conta de que tínhamos a mesma idade, questionei-me o que estava fazendo e pensando da vida, e, poucos meses depois, me matriculei na faculdade de Educação Física, ideia que estava sendo maturada em minha mente há algum tempo. Tomei possei dos incríveis benefícios e disciplina que as atividades físicas me proporcionaram e quis me aprofundar no assunto.
Com a situação acima, aprendi e assimilei muitas coisas num espaço temporal muito curto, destacando a respeito da diferença entre o remédio e o veneno estar na dosagem. Em outras palavras, pensar demasiadamente a respeito da morte me deixou paralisado, mas pensar pouco sobre ela, tendo equilíbrio, convergindo meus perfis analítico e executor, me levaram ao estado de metanoia que eu tanto almejei.
Na faculdade tive o imensurável e inadjetivável prazer de conhecer e aprender com o ilustre mestre José Paulo Borges Neto. Uma das ferramentas que tanto pedi a Deus, me foi entregue através das agradáveis e leves aulas dele, fazendo-me compreender que o melhor dia da minha vida é hoje, pois, dessa forma, planto diariamente uma nova colheita.
Uma homenagem ao meu avô,Cláudio César Machado de Araújo, ao irmão da infância, Henrique Miguel Moya, e ao professorJosé Paulo Borges Neto.
José Antonio TorresCriador de imagem do Bing – 28 de abril de 2025, às 08:49 PM
Te sentia tensa, sempre na defensiva. Não entendia o motivo dessa tua atitude. Estavas sempre pronta para uma resposta ríspida, Onde ela não se justificava sob qualquer alegação. Até que um dia, abrindo teu coração, Me dissestes que já havias sido muito maltratada E acabastes forjando um escudo em volta de ti. Não querias ser agressiva, Mas por todos os acontecimentos já vivenciados, Acabastes incorporando essa atitude como defesa. Muitas conversas foram trocadas e, aos poucos, Fostes abrandando, não totalmente, o teu modo de ser. Tirei desse fato uma triste constatação: As pessoas agem de forma agressiva entre si e não percebem quanto mal podem ocasionar. O amor e o carinho conseguem derrubar muralhas de incompreensões; Atravessar oceanos de desgostos; Aplacar as tempestades de um coração sofrido. Não julguem as atitudes grosseiras do outro. Não sabeis quais e quantas batalhas ele teve que lutar. Para a minha alegria, felizmente, entendestes o que é ser amada.
Soldado Wandalika Criador de imagem do Bing – 28 de abril de 2025, às 11:24 PM
Sou A estrela reluzente para iluminar os dias Sou o anjo da consolação que te guarda Nas noites frias e sombrias Acabaram-se os dias preto e branco Quero encher-te de amor e colorir teu oceano
Quando amo me entrego Torno-me jardineiro Rego-te com o meu amor, não preciso de cupido Faço tudo para te alcançar oh vida E, se porventura, surgir alguma seca Faço milagre de águas cristalinas Por ti já dei meu sangue estou nas tuas veias Sou a peça que falta para completar o teu quebra-cabeça
Te amo com profundo meu amor tem Delicadeza Riqueza Beleza Sou teu complemento e em qualquer circunstância, lugar ou tempo participo direto na tua vida!
Amor profundo Não sou miúdo Mas te amo como um adolescente inconsequente Vives na minha mente, és meu eterno presente Estrela-cadente das minhas noites deslumbrantes
És o ar dos meus pulmões Na minha vida trazes inspirações Te amo de milhões Meu pumar cercado e sem ilusões
Amor Profundo És meu tudo Meu glorioso mundo Paraíso de verdade Mulher da minha mocidade Te quero, te espero, só tu almejo na maior tranquilidade.
Num mundo onde a literatura e a música caminham lado a lado, há quem escolha viver entre as duas — e fazer disso arte.
Paulo Roberto de Sá é um desses raros criadores que misturam o verbo e a melodia com maestria.
Nascido em São Paulo, esse multiartista formado em Letras pela PUC-SP construiu uma trajetória rica em textos e acordes, e hoje convida o leitor e o ouvinte a mergulhar em suas obras.
Um escritor de muitas vozes
Seja com a pena afiada ou os dedos dedilhando uma guitarra, Paulo Sá constrói narrativas que emocionam, provocam e, acima de tudo, convidam à reflexão.
Como redator, poeta, ficcionista, letrista e autor, ele não escreve apenas para preencher páginas — ele escreve para tocar o outro.
Em seu blog paulosanet.com, compartilha crônicas, reflexões e escritos inéditos que demonstram a versatilidade de quem vive a linguagem em todas as suas formas.
É nesse espaço também que o público pode acompanhar de perto os bastidores de sua produção literária e musical.
Do pânico ao papel: uma escrita visceral
Entre suas publicações está o livro de poemas Cordões de Celofane, em que emoções humanas são transformadas em imagens delicadas e surpreendentes.
Mas é em O Prisioneiro do Vidro: Uma narrativa da síndrome do pânico, lançado em formato digital, que Paulo se revela de maneira mais crua e direta.
Em um relato intenso e comovente, ele mergulha nas profundezas da saúde mental, dando voz ao que muitos preferem calar.
Crime e literatura: a tensão no detalhe
O romance policial O Plástico Retangular Amarelo marca uma virada instigante em sua carreira literária.
Inspirado em discussões sobre casos reais de violência contra crianças — tema que o tocou profundamente —, o livro constrói uma narrativa tensa, envolvente, que remete à tradição noir de nomes como Dashiell Hammett.
Com uma escrita ágil e carregada de camadas psicológicas, Paulo coloca o leitor frente a frente com o lado mais sombrio da sociedade — e da alma humana.
Entre riffs e rimas
Além das letras no papel, Paulo também é apaixonado pelas letras das canções.
Como guitarrista e compositor, ele é um dos fundadores da banda Confraria Fusa (do CD De Suma Importância) e co-fundador da Pé com Pano (CD Pé com Pano), dois projetos musicais que exploram sonoridades brasileiras com alma poética.
A música, assim como a literatura, não é apenas uma vertente da sua arte: é uma extensão do seu pensamento, uma forma de continuar narrando o mundo — agora com acordes e silêncios.
Conheça Paulo Sá
Com talento múltiplo e voz própria, Paulo Roberto de Sá é um nome que merece ser lido, ouvido e acompanhado.
Para quem busca uma arte comprometida com a sensibilidade e com os dilemas do nosso tempo, a obra de Paulo é um convite para ver (e ouvir) o mundo por outros ângulos.
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O PLÁSTICO RETANGULAR AMARELO
Em O Plástico Retangular Amarelo, Paula Sá nos apresenta a história de um jovem jornalista que se vê imerso nos horrores de uma São Paulo marcada por crimes perturbadores e de difícil compreensão, que mexeriam imensamente em sua vida.
A narrativa de Paula Sá é envolvente e potente, explorando a complexa natureza da maldade humana e questionando até onde uma pessoa aparentemente comum pode esconder segredos aterradores.
Em cada página, o leitor é puxado para um turbilhão de emoções e reflexões sobre a sociedade, a violência e a capacidade do ser humano para o bem e para o mal.
A trama é inquietante e, ao mesmo tempo, irresistível.
A escrita afiada e precisa faz com que seja impossível parar de ler, levando o leitor a uma jornada emocional intensa e repleta de surpresas.
O Plástico Retangular Amarelo é uma obra que provoca, desafia e, sem dúvida, deixa uma marca.
Uma leitura essencial para quem busca uma narrativa que mexe com os sentimentos e questiona a própria natureza humana.
Altamente recomendada!
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SINOPSE
Victor é um recém-formado em Jornalismo, com pós-graduação em Comércio Exterior, que está à procura de emprego.
Seu amigo Jonas o comunica que o jornal onde trabalha, a Folha Matinal, está precisando de um repórter para o caderno Cidades.
Apesar de não ser a área em que estudou, a necessidade falou mais alto e ele aceitou o cargo.
E, logo no primeiro trabalho, mandaram-no para a linha de frente de um caso que mudaria sua vida para sempre.