Ella Dominici: Poema ‘Amorosidade entre terra e árvore’
Ella DominiciImagem criada por IA do Bing – 25 de abril de 2025, às 08:39 PM
quando me sinto árvore despeço-me das folhas salpicadas que não mais abrigam frutos partem ao ventar e levam um pouco de minha alma segurei-te amei-te te deleitas em minha seiva fui sorvido te servi
quando me sinto terra a avidez pela presença tua em mim em renascença água celulose nova folha dou-te fertilidade sou-te amorosidade que destila úmida influência se dissipa em teus poros participas
mas se te aproprias da vontade de te ires pelo vento sou lamentos terra ressequida que quer água se agita trêmula engole dissabores pelas fendas arrasta corpos sonhos contos couros coitos interrompidos pelo medo
quando me sinto ar ressinto estar longe de teu respirar se te aproprias da vontade de te ires pelo vento folha sinto-me atmosfera trêmula sou lamento de uma natureza que se asfixia
Joelson MoraCriador de imagem do Bing – 16 de abril de 2025, às 07:30 PM
Você é feliz?
Talvez essa pergunta já tenha passado pela sua mente em um momento de silêncio, na solidão de um ônibus, ou no intervalo do trabalho. A busca pela felicidade é universal e, embora pareça subjetiva, a ciência tem investigado esse estado com precisão — e encontrado um elo fascinante entre o cérebro, a gratidão e a saúde emocional.
A felicidade, do ponto de vista neurocientífico, é um estado influenciado por substâncias químicas como dopamina, serotonina, ocitocina e endorfina. Essas ‘moléculas da felicidade’ são liberadas em momentos de prazer, conexão e realização. Mas o mais interessante: podemos estimular sua produção de forma consciente e contínua.
Estudos realizados pela Universidade da Califórnia demonstraram que pessoas que praticam a gratidão diariamente têm maior ativação no córtex pré-frontal, região ligada à tomada de decisões, empatia e autorregulação emocional. A prática regular altera a neuroplasticidade, reorganizando conexões cerebrais e reforçando padrões positivos de pensamento.
O Exercício da Gratidão:
Um estudo publicado no Journal of Happiness Studies analisou 300 pessoas divididas em grupos que escreveram diariamente sobre suas dificuldades, sobre fatos neutros, ou sobre o que eram gratos. Após 10 semanas, o grupo da gratidão apresentou níveis significativamente mais altos de felicidade, menos sintomas de depressão e até melhora na qualidade do sono.
A gratidão, quando praticada como um exercício intencional, tem poder de combater emoções tóxicas como a inveja, a raiva, o ressentimento e até a dor física. Segundo a American Psychological Association, pessoas gratas demonstram menor pressão arterial, sistema imunológico mais forte e redução em sintomas de transtornos mentais.
A Organização Mundial da Saúde já declarou: saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social. Nesse sentido, cultivar emoções positivas, como a gratidão, não é luxo — é autocuidado. Não basta apenas cuidar do corpo: é preciso cuidar da alma.
Eis um dado que impressiona: um estudo da Universidade de Harvard que acompanhou mais de 700 homens durante 75 anos descobriu que a qualidade dos relacionamentos, mais do que qualquer outro fator, foi o maior preditor de felicidade e longevidade. Relações saudáveis são construídas com presença, perdão e, principalmente, gratidão.
Como Praticar?
Diário da gratidão: escreva três coisas boas que aconteceram no seu dia.
Carta de gratidão: escreva para alguém importante (viva ou não). Leia em voz alta, nem que seja só para você.
Momento de pausa: ao acordar, ou antes de dormir, mentalize algo pelo qual é profundamente grato.
Meditação guiada com foco em gratidão: fortalece redes neurais de bem-estar e presença.
E se, ao invés de acordarmos pensando no que nos falta, começássemos o dia agradecendo por estarmos vivos? Pelos pulmões que respiram, pelo coração que pulsa, pelas pessoas que nos amam, mesmo sem dizer.
Gratidão não é sobre ignorar a dor — é sobre reconhecer que, mesmo com a dor, há beleza. É olhar para a vida com os olhos de quem sobreviveu, de quem caiu e se levantou. De quem aprendeu que a felicidade mora no agora.
Então, feche os olhos agora e agradeça. Pela sua história. Pelas lágrimas e pelos sorrisos. Pela jornada.
O cantor e produtor musical de Sorocaba, Pil, lança seu novo single ‘Novas Cores’, nesta sexta-feira (25), às 18h, em todas as plataformas digitais. A versão também conta com videoclipe
Foto de divulgação
O cantor e produtor musical de Sorocaba, Pil, lança seu novo single ‘Novas Cores’, nesta sexta-feira (25), às 18h, em todas as plataformas digitais. A versão também conta com videoclipe.
Com apenas 21 anos, o artista chama a atenção pelo talento e dedicação. Desde o início de sua carreira solo, em 2024, o artista soma 12 singles lançados, que revelam uma sonoridade única e uma forte carga emocional em suas letras.
Em 2024, Pil também subiu aos palcos pela primeira vez, abrindo o show do cantor Veigh, na Festa Julina de Sorocaba, diante de um público estimado em 10.000 pessoas. A apresentação marcou um passo importante na consolidação de sua trajetória artística.
A faixa ‘Novas Cores’, convida o público a uma reflexão sobre as transformações da vida e reforça o cuidado que o artista imprime em cada produção. Com mensagens diretas e envolventes, Pil segue ganhando espaço como uma das promessas do trap nacional.
O lançamento do single, que também conta com videoclipe, está previsto para esta sexta-feira (25), às 18h, em todas as plataformas digitais, incluindo Spotify. Os demais trabalhos e agenda do cantor, podem ser acompanhados via Instagram: @pil.qnd.
José Ngola Carlos: ‘Educação não se faz com amadores’
José Ngola Carlos Kamuenho Ngululia Criador de imagens do Bing – 24 de abril de 2025, às 05:05 PM
O desenvolvimento do pleno potencial humano só ocorre em meio a existência das seguintes condições: 1. Vontade pessoal; 2. Ambiente favorável; 3. Recursos disponíveis.
A vontade pessoal consiste no interesse individual de querer ir além das condições atuais para as condições desejadas. Sem a vontade pessoal não existe a possibilidade de ajudar quem quer que seja a alcançar o seu mais pelo desabrochar. O querer é imprescindível para se crescer, mas não é em si um requisito autossuficiente. Em adição à vontade pessoal, convém que haja esforço para a disponibilização de recursos e um ambiente favorável ao desenvolvimento do pleno potencial dos professores e alunos, para o caso da educação.
Educação não se faz com amadores!
Somos infelizes quando tentamos fazer Educação com professores cujas aspirações estão à margem do ofício que exercem. Com professores que são professores apenas sob pressão das circunstâncias e das oportunidades não se faz educação. Não se faz educação com professores que olham para o exercício da profissão apenas como o ganha-pão e não também como o espaço para o crescimento pessoal e social.
Educação não se faz com amadores!
Educação faz-se com pessoas que amam a educação pela educação e para o desenvolvimento pessoal e social.
Somando à infelicidade, não se tem apenas inúmeros professores que se fizeram professores por imperativo das circunstâncias, como também, fomos capazes de dar origem a alunos que se formam naquilo que não querem e estudam o que não gostam.
Verdadeira educação faz-se com alunos que estudam o que amam e só o que amam e nada mais do que amam e professores apaixonados com o que fazem.
Educação não se faz com amadores!
Ninguém é criativo fazendo o que não gosta e não quer. O exercício de uma profissão pela qual não nos afeiçoamos nem respeitamos ou a exigência em se cursar ou estudar disciplinas com as quais os alunos não se identificam, além do péssimo desempenho, também limitam o desenvolvimento do pleno potencial humano naquilo que se gosta.
A criatividade, a felicidade e o desenvolvimento do pleno florescer das habilidades humanas dependem de se fazer o que se aprecia, o que se quer e o que se respeita em um ambiente favorável com recursos disponíveis.
Assim, educação não se faz com amadores!
Kamuenho Ngululia
Como citar este artigo: Ngululia, K. (2025:4). Educação não se faz com amadores. Brasil: Jornal Cultural ROL.
Professor Carlos Cavalheiro participa de Encontro sobre a Região Metropolitana de Sorocaba
Encontro sobre a Região Metropolitana de Sorocaba – Imagem enviada por Carlos Carvalho Cavalheiro
O professor Carlos Carvalho Cavalheiro participou no último dia 23 de abril, quarta-feira, do 1º Encontro de Pesquisadores do Observatório da Região Metropolitana de Sorocaba.
Participaram desse Encontro vinte pesquisadores das áreas de Educação; Comunicação e Cultura; Ciências Farmacêuticas; e Processos Tecnológicos e Ambientais. Todos os participantes são Bolsistas do CNPq e participam de programas de Pós-Graduação na Universidade de Sorocaba (Uniso), onde ocorreu o encontro.
A pesquisa do professor Carlos tem como atenção os pescadores de área urbana do rio Sorocaba. Doutorando em Comunicação e Cultura, Carlos Cavalheiro explanou sobre a sua pesquisa intitulada “Um rio de possibilidades: a comunicação rebelde dos pescadores da área urbana do rio Sorocaba”.
O conceito de comunicação rebelde foi cunhado pelo professor Carlos Carvalho Cavalheiro e tem recebido reforço teórico de seu orientador, o professor Dr. Paulo Celso da Silva, Coordenador da Pós-Graduação em Comunicação e Cultura.
Comunicação rebelde é a ação de se contrapor ao status quo, ou seja, em desafio à lógica predominante. Assim, as práticas de pesca na referida área urbana de Sorocaba se configuram como um modo de interagir criticamente com a cidade, uma vez que os pescadores, em sua relação com o rio, percebem-no de maneira diferente das pessoas que estão desvinculadas com esse recurso natural, especialmente o Poder Público que, muitas vezes, não cuida dele como deveria.
É, portanto, uma comunicação que se rebela, resiste e insiste em seus valores e critérios. Contudo, a comunicação que rebela, resiste e insiste não está livre das pressões, sejam elas editoriais, simbólicas, financeiras, políticas para ter poder de transformação social e não ser cooptada, absorvida ou ficar inserida em sistemas de poder e narrativas dominantes, as quais pretendia confrontar e sendo neutralizada em seus valores e critérios.
Carlos Carvalho Cavalheiro é professor de História da rede pública municipal de Porto Feliz. É Mestre em Educação pela UFSCar e atualmente está cursando o Doutorado em Comunicação e Cultura pela UNISO.